segunda-feira, janeiro 05, 2004

METEORO LANÇA O PÂNICO .....

A visualização de um estranho objecto incandescente no céu levou populares de diferentes pontos do concelho a alertar domingo para a possível ocorrência de um acidente aéreo. Dezenas de bombeiros de várias corporações ainda procuraram vestígios de alguma aeronave caída, até que as autoridades de Protecção Civil foram informadas de que se tratava da queda de um meteorito visível em vários pontos da Península Ibérica.

“Era uma bola com muita luz e uma espécie de cauda atrás. Parecia que era realmente alguma coisa a arder”, explicou Maria Fernanda, que se encontrava no Entroncamento, quando observou o fenómeno, por volta das 17h00.

Outra Poiarense, confessou ter ficado assustada com o fenómeno. “Fazia lembrar uma estrela a cair, mas tinha dimensões enormes e uma luminosidade mais intensa”.

LUZ DO DIA

O fenómeno foi igualmente observado em Viana do Castelo, Ponte de Sor, Viseu e Castro d’Aire.

No Carvalho, a ‘bola de fogo’ apareceu em plena luz do dia, cerca das 16h30.
“Estava a olhar para a paisagem quando vi um clarão”, disse José Martins. Nas suas palavras, tratou-se de “algo a passar muito rápido, como um ‘flash’” e “tão reluzente que foi visível mesmo com o céu claro”.

RASTO DE COMETA

Cientificamente, o fenómeno de domingo é previsível, uma vez que todos os anos, no início de Janeiro, a órbita terrestre passa por uma zona de poeiras cósmicas que originam uma chuva de meteoritos.

Segundo explicou ao CM o subdirector do Observatório Astronómico de Lisboa, o que se passou desta vez é que terá sido “um objecto razoavelmente grande” a entrar na atmosfera, acabando por depois explodir em múltiplos fragmentos. De acordo com o especialista, atendendo às “dezenas de segundos” que terá durado o rasto brilhante e à onda de choque pós-explosão, sentida nalguns locais de Espanha, o objecto em causa pode ter uma massa “na casa de algumas toneladas”.

sábado, janeiro 03, 2004

A oportunidade da reabilitação de edificações degradadas............





O Governo prepara-se para, no princípio deste ano, aprovar legislação que vai permitir a recuperação dos edifícios degradados. O pacote legislativo, que foi elaborado em conjunto com algumas autarquias, prevê a constituição das chamadas Sociedades de Reabilitação Urbana (SRU), empresas de capitais exclusivamente públicos, designadamente municipais, que vão tomar posse, quando necessário, através de expropriação, dos imóveis degradados, para depois, através de empresas privadas escolhidas por concurso público, recuperá-los e colocá-los no mercado.
Trata-se de legislação há muito reivindicada pelas autarquias com mais problemas de degradação do parque habitacional, bem como pelos promotores imobiliários e empresas de construção civil, para as quais se abre um mercado que até agora era apenas residual e que tem um enorme potencial.
Todos sabemos dos problemas dos cascos urbanos, que possui largas dezenas de edificações degradadas, desabitadas, fechadas, em ruínas, sem que os respectivos proprietários manifestassem, até agora, vontade de promover a sua recuperação. Sabemos também que todas as tentativas, mais ou menos tímidas, mais ou menos ambiciosas, para reanimar os cascos urbanos das cidades, vilas e aldeias, têm redundado em nada, esbarrando com a indiferença.
Isto além da declaração de área crítica, sua iniciativa, que permitam agilizar os processos de intervenção administrativa. No entanto, esse esforço, se bem que tenha tido algum retorno, tem sido manifestamente insuficiente, o que se prova pela carência de resultados: os problemas, na generalidade, mantêm-se.
Se bem que a intervenção administrativa, ou seja, a expropriação, é um expediente que todas as autarquias das cidades não metropolitanas evitam aplicar (pela proximidade que nos meios mais pequenos existe entre autarcas e munícipes), não haverá, em grande parte dos casos, outro remédio. A nova legislação que virá em Janeiro, promete o Governo, é um excelente pretexto para as Câmaras agirem. E devem fazê-lo rapidamente, logo que formalmente o possam fazer. Até porque, além de ser uma boa causa, a Câmara de Vila Nova de Poiares tem muito para fazer em matéria de recuperação de imagem.


sexta-feira, janeiro 02, 2004

Bombeiros debatem incêndios no final do mês ......




A Federação de Bombeiros do Distrito de Viseu promove no próximo dia 31 um Fórum Nacional sobre Incêndios Florestais, que decorrerá no Auditório da Expobeiras, no Parque Industrial de Coimbrões.

Discutir «as fragilidades e incapacidades demonstradas nos incêndios verificados no Verão de 2003, mas também debater questões viradas para 2004, no sentido de que desastres como os do ano passado não se repitam», é «um dos grandes objectivos do Fórum», precisamente «numa altura em que começa a haver o discurso de que o que aconteceu foi episódico».
«Nesse sentido, importa saber o que está a ser feito pelo Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, assim como ouvir os bombeiros portugueses, no tocante a material humano, a equipamento de terrestre e aéreo, a estratégias de coordenação e comunicação» e «discutir isso numa época em que não existem incêndios», sendo Viseu palco em Maio do Dia Nacional do Bombeiro.
A Federação de Bombeiros dos Distrito de Viseu sublinha: «Depois dos incêndios do Verão de 2003, entendemos ser fundamental criar um espaço de análise quanto às medidas entretanto anunciadas e a sua incidência no planeamento do dispositivo de combate a adoptar para enfrentar os incêndios florestais em 2004, ou seja, este ano.
No tocante ao Fórum, propriamente dito, “Incêndios Florestais 2003: Uma Análise Integrada”, comunicação a ser feita por Paulo Gil Martins, ex-coordenador do Centro Nacional de Operações e Socorro do SNBCP; “Os Incêndios Florestais na Agenda dos Meios de Comunicação Social: A Visão do Jornalista” (Patrícia Cerdeira, jornalista da RDP e do Jornal Bombeiros de Portugal); “A Missão das Autarquias no Dispositivo de Combate aos Incêndios Florestais: A Visão do Autarca” (Jaime Marta Soares, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares) são alguns dos temas a serem focados no encontro.
Outros assuntos a debater no Fórum Nacional sobre Incêndios Florestais são o “Dispositivo de Combate para 2004: Que Mudanças?”, tema a expor por Fernando Paiva Monteiro, presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil e “Os Incêndios Florestais e os Bombeiros: Uma Abordagem Integrada”, por Rebelo Marinho, presidente da Federação de Bombeiros dos Distrito de Viseu.
A síntese conclusiva dos trabalhos é realizada por Duarte Caldeira, presidente do Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses.



terça-feira, dezembro 30, 2003

O P@rente Pobre ..............................




Numa época em que toda a gente fala de solidariedade, este modesto blog, generosamente, aceita também ele, não fugir à regra.
Assim, e depois de ponderar, aceitamos dedicar o seu último escrito do ano àqueles que têm sido os parentes pobres do sistema político português, os autarcas de freguesia.
Acreditem que o não fazemos por qualquer ímpeto demagógico mas, apenas e só, por considerar desde há muito que se trata efectivamente de homens e mulheres com uma elevada noção de serviço à comunidade, comprovada, dia após dia, desde as primeiras eleições democráticas para o poder local, em 1976.
A ANAFRE no leque de entidades que acompanham e fiscalizam a aplicação, a nível nacional, dos fundos comunitários, conferindo-lhe ao menos uma dignidade de representação que anteriormente lhes havia sido sempre negada.
Valerá a pena fazer um pequeno exercício que, é importante para se avaliar do real significado do trabalho das Juntas de freguesia e, em particular dos seus presidentes.
De facto, dos mais de 4000 Presidentes de junta do País, apenas uma reduzidíssima parte tem direito a uma remuneração integral e adequada às exigências da função.
Com efeito, mais de 90% dos Presidentes de Junta, e que correspondem às juntas com menos de 5000 eleitores, não auferem mais do que 248,33 euros mensais os quais, ainda por cima, saem do já magro orçamento próprio da autarquia, bem como os 198,66 euros do secretário e do tesoureiro.
Em qualquer dos casos, a compensação financeira não atinge, sequer, o valor do ordenado mínimo nacional.
Acresce ainda que, até 1996, a transferência das verbas para o orçamento das freguesias era feita para as câmaras municipais pelo governo e, posteriormente, transferidas para as freguesias numa total e inaceitável subordinação destas aos caprichos das câmaras municipais.
Conhecem-se mesmo casos em que os presidentes de junta chegam a prescindir da compensação por entenderem que a verba faz falta para esta ou aquela obra na freguesia.
Acreditamos que, face às situações de carência das respectivas freguesias e à escassez de meios da autarquia, os presidentes de junta se sintam frequentemente como uma espécie de “sem abrigo” do sistema político português.
Se acrescentarmos a tudo isto, o facto de eles serem o primeiro titular de cargo político a quem os cidadãos se dirigem para resolver os problemas de natureza pública, muitas vezes, até pessoal, a qualquer hora e em qualquer local da terra, seja por causa do passeio ou da valeta, do lixo ou da água, do posto médico ou da assistência a idosos ou para acudir aos problemas das colectividades e das próprias câmaras municipais ou, como já assisti a altas horas da noite, para tratar de retirar um cão morto da porta de um munícipe!
Em síntese, poderemos dizer que a função de Presidente de Junta de freguesia para além de ilegítima e injustamente desvalorizada pelos diversos patamares de poder carece ainda, para ser exercida, de um alto índice de altruísmo ao serviço da comunidade que não tem qualquer paralelo nas restantes funções políticas.
E apesar das melhorias significativas que foram introduzidas pelo anterior governo quer ao nível das transferências financeiras directamente para as Juntas quer ao nível dos respectivos valores e da compensação dos próprios titulares, estamos ainda muito longe da razoabilidade neste domínio.
Para além da solidariedade que é devida a estes milhares de homens e mulheres que abnegadamente e de forma desinteressada servem as respectivas comunidades, é fundamental que se lhes reconheça o mérito e o contributo decisivo que tem dado ao próprio regime democrático, conferindo-lhes os meios para o exercício das funções que lhes estão cometidas.
A dignificação das funções de Presidente de Junta constitui, para além de uma disposição constitucional, uma exigência da própria República.
PS: Atento o exposto, talvez se percebam melhor a justeza das razões de tanta indignação nas Assembleias Municipais. Como diz o velho ditado, pobrezinho mas honrado. Honra lhes seja feita!



segunda-feira, dezembro 29, 2003

O longo caminho da Ponte Europa......


Obra polémica foi consignada há precisamente quatro anos pelo então ministro Jorge Coelho.

Há quatro anos arrancava oficialmente a Ponte Europa, com o auto de consignação da obra. Depois dos atrasos, das polémicas e agora com outro executivo camarário, a obra parece estar a finalizar. Por fazer está a ligação à Ponte da Portela, que permitirá defitivamente tirar muito do trânsito excessivo do centro da cidade.
Ao que tudo indica, os trabalhos de junção das duas partes do tabuleiro estão a desenrolar-se com normalidade, estando a decorrer a colocação de aduelas. Segue-se, em Fevereiro, a colocação da estrutura de suporte necessária para a betonagem do ponto de união das duas partes do tabuleiro, e o fecho deverá ser feito em Março de 2004, para que a ponte possa abrir ao tráfego em Maio, ainda antes do Euro?2004.

LIGAÇÃO À PORTELA SÓ EM 2005

Terminada a empreitada, seguem-se duas importantes obras: a melhoria da ligação na EN 1 entre a Ponte Europa e Cruz de Morouços (ao pé do Pipo), onde começa a futura Variante Sul do IC2, cuja obra foi lançada pelo IEP, e está por executar a ligação da Ponte Europa à Ponte da Portela, uma obra de que só foi possível lançar o concurso público em 2003.
?Essa obra é essencial para o funcionamento da Ponte Europa, e para que a circulação no Vale das Flores não fique particularmente difícil
A importância da ligação com a Ponte da Portela prende-se com o facto de que a abertura da Ponte Europa vai ter tendência a canalizar mais tráfego do Sul. Sem o funcionamento do troço entre a Ponte Europa e a Ponte da Portela, esse tráfego vai ter que se repartir entre o Vale das Flores e a Avenida Urbano Duarte, que significa que durante mais de um ano a Ponte Europa não vai poder funcionar com toda a capacidade.

Entretanto a Ponte da Portela, tudo indica, deverá estar concluída dentro do prazo, em Maio, faltando então a ligação entre as duas pontes.

O QUE VAI MELHORAR

A Ponte Europa, tem uma dupla função. Por um lado uma função nacional, pelo que é essencial a ligação da Ponte Europa à Ponte da Portela e depois à circular externa.
Por outro lado, uma função integrada num ?primeiro anel? de circulação à zona consolidada da cidade, que inclui a Avenida da Boavista e o Vale das Flores, a circular externa e parte da interna. ?A ideia é que só circula dentro desse anel quem precisa ir à cidade. E para quem for de um extremo ao outro, não tenha que passar por esse anel?.
Questionando-se sobre se a Ponte Europa vai resolver os problemas de acesso à cidade de Coimbra,...... ?é a ponte que temos?.
?Há necessidade de criar dentro de alguns anos um anel externo que passe a montante da Ponte da Portela, uma vez que a Ponte Europa vai reduzir o trânsito na Ponte da Portela?.

Comentarios cá do je.........
Pois é......Não ha duvida que o alargamento do actual traçado da Estrada da Beira é só para gastar dinheiro.

Lute-se mas é por um projecto de um novo traçado a partir da Ponte Velha e que venha sair a montante da Ponte da Portela.

Parece que alguem já está a ter essa visão....mas enfim.
Lá teremos que assistir ao folclore das manifestações...e vamos ver se não será na altura do Euro.
Até era giro....para Inglês ver.

sábado, dezembro 27, 2003

Vodka Laranja .......



Juventude Social-Democrata

JSD angaria miltantes em troca de "shots" de vodka em bares do Porto. Assinatura de adesão dá direito a mais um copo para cada novo filiado. Em Agosto, os jovens social-democratas fizeram campanha contra o excesso do consumo de álcool pelos mais novos.

E esta!!!!!!!!!

sexta-feira, dezembro 26, 2003

A Estrada da Beira...outra vez?????



Tanta asneira se tem feito naquela estrada.
Ha mais de cem anos, houve alguem com visão futura que planeou aquela estrada.
Uma belissima estrada panorâmica.

Cem anos depois que alguem sem boas ideias, insiste em querer gastar rios de dinheiro naquele itinerario para desembocar em Coimbra no mesmo sitio onde se desembocava ha cem anos.
Gasta-se dinheiro numa ponte quase inutil, gasta-se dinheiro em alargamentos, mas porquê e para quê? A instabilidade daqueles taludes ainda ha-de atirar com a Estrada para o Rio Ceira.
Há cem anos havia um estudo de traçado que era o ideal para os dias de hoje, só que era demasiado mais caro e moroso e não havia maquinas como hoje ha. Por isso se escolheu um traçado natural à beira rio.
A estrada militar para as Beiras de ha dois seculos era o traçado ideal.
Nessa altura havia gente com visão. Agora só folclore, politica e gastronomia.
Lute-se sim por um novo traçado que dê para daqui a cem anos.

Mas ainda ha chanfana...ou não?



Já mataram as cabras todas, ou ainda não?
Por este andar Poiares ainda vai ser a Capital da "Terra sem Cabras".
Agora está bom para criar cabras, mas daquelas de 4 patas, não das outras.

Mas com a mania de florestar o Concelho, era melhor recriar as suas matas para pastoreio.
Poiares nunca foi uma terra de florestas, mas sim de matas.

Com as cabras no monte evitava-se os fogos nas matas e criavam-se cabras para a chanfana.
Nessa altura sim, Poiares passaria a ser a Capital Universal da chanfana e da cabra.

Depois no brasão, em vez das inocentes andorinhas...punham-se lá uma cabra e um bode....e e usavam-se uns pins a proposito, nas capas da confraria.

E tudo o vento levou... e nada nos querem devolver......




Assim é Coimbra...assim é a zona Centro...assim foram e são os nossos políticos cá do burgo.
A sua pouca qualidade....deu nisto.

Depois dos encerramentos do Centro de Medicina Desportivo; do Museu da Ciência e da Técnica; do ICERR – Instituto para a Conservação e Exploração da Rede Rodoviária; da Direcção Regional do IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento; da Direcção Regional do IND – Instituto do Desporto; da desarticulação do Centro Regional de Segurança Social, chegou a vez do sector das telecomunicações e energia.

As empresas: Portugal Telecom, EDP, TV Cabo e CTT, inseridas em sectores estratégicos das comunicações, telecomunicações e da energia, grandes empregadoras a nível nacional e distrital tem vindo progressivamente a concentrar os seus serviços em Lisboa reduzindo em Coimbra a qualidade do serviço prestado.

A PT de empresa líder na inovação tecnológica e no volume de investimento, que digitalizou a rede fixa e a transformou numa das mais avançadas da Europa passou a ser uma empresa mais preocupada com os mercados financeiros privilegiando o mercado bolsista em detrimento do investimento no sector real da economia. A qualidade do serviço deteriorou-se, o serviço telefónico e a reparação de avarias regrediu significativamente. Há cerca de quinze dias na zona de Madeira-Oleiros, o serviço fixo telefónico ainda não estava reposto depois dos incêndios em Agosto terem interrompido as comunicações. A PT não investe para servir e esquece-se do princípio e necessidade do serviço universal. Na década de 90, em Coimbra, a PT chegou ao nível dos recursos humanos a ter 625 efectivos dos quais 104 eram quadros superiores. E actualmente apenas são 104 dos quais 51 são quadros superiores. Tudo tem sido transferido para Lisboa, foi destruído o Centro de Telecomunicações Avançadas, bem como o auditório de videoconferência. Coimbra é o terceiro mercado de telecomunicações do País, mas entretanto já saíram ou foram extintos os seguintes serviços em Coimbra: Os serviços de contabilidade; os serviços de gestão de fundos; os serviços de gestão de pessoal; os serviços jurídicos; os serviços de aprovisionamento; os serviços de apoio; os serviços de informação; e a desarticulação da direcção operacional. Aliás, a venda do Governo da rede fixa à PT por necessidades orçamentais, gostaríamos com toda a certeza de conhecer se a propriedade ainda é da PT ou se já teria sido alienada aos investidores estrangeiros.

A liquidação da TV Cabo Mondego em Coimbra é também um caso paradigmático. Muito interessante seria esclarecer-se se estas empresas teriam ou não recebido fundos para os seus investimentos na base da sua aplicação em zonas desfavorecidas.

Os CTT – Correios de Portugal S.A., também vêm deteriorando o seu serviço e hoje já nos vamos habituando aos seus atrasos, já nem o correio azul é entregue no dia seguinte. Nesta empresa vem-se assistindo à redução dos seus efectivos. Por exemplo: No Centro de Tratamento de Taveiro há uma redução drástica dos efectivos muito para além da descida de tráfego estimada em cerca de 7%, enquanto a empresa reduziu entre efectivos e contratados cerca de 12%. Ainda recentemente transferiram para Lisboa os serviços de contabilidade nos quais trabalhavam cerca de 28 funcionários. E já preparam o encerramento dos serviços de informática no qual trabalham 10 funcionários. A tudo isto acresce a curto prazo o encerramento de mais dezasseis postos dos CTT ao longo do Distrito.

A reestruturação destas empresas tem determinado um crescente esvaziamento dos serviços existentes em Coimbra e a coberto de uma lógica de redução de custos, tem vindo sistematicamente a encerrarem serviços, a concentrá-los em Lisboa e simultaneamente a degradarem o serviço prestado. Tudo isto feito na maior das descrições e sem ondas.

Bem sabemos que o Estado em algumas destas empresas já não é o principal accionista, no entanto, cabe-lhe o papel regulador tendo em vista a manutenção da coesão social do País, porque esta política de concentração não é benéfica para o todo nacional e as empresas também deveriam desempenhar um papel social.
É caso para recordar: E tudo o vento levou... e ainda por cima nada nos querem devolver... nem sequer colocaram em funcionamento em Coimbra, a Direcção de Conservação do IEP, que este Governo aprovou e que consta do diploma que extinguiu o ICERR e criou o Instituto de Estradas de Portugal. Que estes exemplos sirvam para reflectir e contribuam para arrefecer os mais entusiastas que pretendem privatizar a saúde.

terça-feira, dezembro 23, 2003

PENACOVA ? Iluminação no IP3...assim é que é.........



Autarquia acredita que a obra vai aumentar a segurança

Aumentar a segurança rodoviária no IP3 é o objectivo da iluminação do nó de Lorvão, em Penacova, ontem inaugurada. A Câmara não esquece a necessidade de aumentar a via para duas faixas.

Melhorar a segurança no Itinerário Principal 3 (IP3) levou o município de Penacova a pedir, há um ano, aquando das obras pontuais de redimensionamento desta via, a iluminação do nó de Lorvão. O pedido foi concedido pelo Instituto de Estradas de Portugal (IEP) na véspera do Natal deste ano.
A cerimónia de inauguração realizou-se ontem ao final do dia. A Câmara comprometeu-se a pagar as despesas com a energia eléctrica que o equipamento vai consumir a partir de agora.
O presidente do município, adiantou que o nó do Lorvão é um local de ?conflito rodoviário?. O autarca acredita que a iluminação vai combater, parcialmente, a sinistralidade naquela zona, mas adianta que não é suficiente. O presidente do município continua a reivindicar a construção, ao longo de todo o traçado do IP3, de duas faixas de rodagem com um separador central.
O autarca adiantou que as reivindicações, subscritas por praticamente todos os municípios servidos pelo IP3, estão a ser estudadas pelo Ministério das Obras Públicas, de acordo com o feed-back que chega ao seu gabinete dos contactos que vai estabelecendo com Lisboa.
Mas o nó do Lorvão não é o único local de conflito rodoviário. Os nós de Oliveira do Mondego, Cunhedo e Raiva são os outros locais considerados preocupantes. O responsável pela delegação regional de Coimbra, do IEP, já fez saber, através da Agência Lusa, que naqueles três pontos deverão ser construídas ligações desniveladas.

sexta-feira, dezembro 19, 2003

Ainda a Chanfana...................................



Cabra ou Vaca a dançar e com tantas festas da Chanfana
Qualquer dia ainda me comem por cabra.
Com tantos comilões que aqui ha em Poiares e com tantas festas da chanfana, já deviam ter comido as cabras todas.....
Tenho percorrido as serras à procura delas e nem pastores vejo.
Nos currais tambem não estavam.
De donde é que elas aparecem para estes comilões????
Será que alguem as anda a comer?



Dão-se alvissaras a quem encontrar um rebanho destes no Concelho de Poiares.






Cabra importada doutra raça...-


Coitadinha de mim, já tenho pêlo encaracolado mas sou cabra...só que doutra raça. Ainda me vão comer assim velhinha, tuberculosa, cega, ranhosa, manca e com os cornos partidos dentro daqueles caçoilos pretos..

quinta-feira, dezembro 18, 2003

O poder da criatividade ...e o verdadeiro artesanato................




Num rasgo de criatividade, um antigo comerciante de Gaia, radicado há cerca de três anos em Serpins - Lousã, inventou um processo que lhe permite fazer cestos parecidos com os de vime a partir de rolinhos de papel de jornal. Assim, trocou as voltas à doença e à má sorte.

Parecem artefactos de vime, mas não o são. A incredulidade inicial dá lugar ao espanto quando o artesão nos prova que aqueles objectos têm como matéria-prima papel de jornal.
Sem revelar alguns segredos do ofício, José da Silva Lucas mostrou todos os passos de manufactura de um pequeno cesto, desde o enrolar das tiras de papel até ao momento em que mergulha a peça num líquido rosado, cuja composição só ele sabe.

Tendo o hábito de manusear os jornais, permitiu a José da Silva Lucas derivar a atenção para outras particularidades do jornal. Eis que puxa por uma “veia”, até então desconhecida, e começa a trabalhar nas potencialidades do papel de jornal, depois de cumprida a função de informar.
De recorte em recorte, chega aos rolinhos de papel, une uns aos outros e trabalha-os como se de vimes se tratassem. Na forja estava um artesão e a sua criação.


Comentários cá do je.............



Assim é que é.

Nunca vimos este artesão na Feira do Artesanato e Vaidades de Poiares.

Haja inovação na mostra do estafado artesanato que lá aparece na feira anual.

Já cansa o que lá aparece, ... ate parece a Feira do Vale das Flores.

quarta-feira, dezembro 17, 2003

PDM “inimigo” da fixação da população ......



A Junta de Borda do Campo teme a desertificação da freguesia, devido às condicionantes do PDM. O seu presidente tem outras preocupações que partilhou com os deputados da Assembleia Municipal, valendo-lhe no entanto, toda a beleza natural que os rodeia

Não há freguesia rural no concelho da Figueira que não se queixe dos constrangimentos do PDM (Plano Director Municipal). Contudo, na Borda do Campo o “caso” é mais flagrante, principalmente numa das povoações, em que de um lado da estrada (o mais deserto) pertencem à Figueira e no outro, mais povoado, a Pombal.
Aliás, o PDM tem sido o maior “inimigo” da fixação da população e o presidente da junta teme mesmo a «desertificação» da freguesia. Mas, a iminência de uma escola primária (Porto Godinho) encerrar, manifestadas à Comissão Permanente da Assembleia Municipal, cujos elementos visitaram a freguesia.
Mas na Borda do Campo também há motivos para «orgulho», como a beleza paisagística, que é de “cortar a respiração”, particularmente na zona da Quinta do Seminário, onde os campos de arroz agora totalmente alagados, espelham na íntegra a povoação e a vegetação envolvente, como se de um sonho se tratasse. Outros motivos para sentir que a sua freguesia é diferente, é o facto de possuir alguns moinhos de água, um deles com mais de 400 anos de idade (ver caixilho). O Presidnte que luta pela preservação daqueles locais, diz, desalentado, que esse poderia ser «um pólo turístico, mas estão no domínio particular e só se eles abdicassem». “Tocado” também pelas belezas naturais e culturais ficou o presidente da Assembleia Municipal. Daniel Santos entende que «há ali valores sociológicos que importa preservar», referindo-se à “filosofia” inicial do PDM que, em 1994, tinha «princípios básicos de contenção de expansão», que a continuarem «pode levar ao desaparecimento de certas povoações».
Por outro lado, considera «urgente» compatibilizar as condicionantes dos dois concelhos, «para se tratar as pessoas de forma idêntica». Daniel Santos também defende a divulgação das belezas da Borda do Campo, onde «os figueirenses e não só, deveriam ir, pois só essa visita vale por um dia inteiro de relaxamento».


Comentários cá do je .........

....roda no rio




Mas qual PDM qual carapuça

Onde é que já vimos isto?

Vão às Freguesias das Lavegadas e de S. Miguel no nosso Concelho de Poiares e vejam o que se passa com os PDMs.

De quem é a culpa?

Nós sabemos de quem é.


quarta-feira, dezembro 10, 2003

MIRANDA DO CORVO - Parque eólico rende um milhão a Vila Nova.....



A Enernova iniciou trabalhos de construção de 10 torres de betão.

A Enernova começou a construir um parque eólico no concelho de Miranda do Corvo, devendo pagar um milhão de euros à Junta de Freguesia de Vila Nova nos próximos anos.

O Presidente da Junta disse que, além da verba fixa a atribuir pela empresa do grupo EDP, a autarquia, titular dos terrenos baldios daquela zona da Serra da Lousã, vai ainda beneficiar de uma parte das receitas da produção de energia daquele parque.
A Enernova iniciou já os trabalhos de construção de 10 torres de betão, a fim de implantar outros tantos aerogeradores, numa primeira fase do projecto. O empreendimento será aumentado numa fase posterior, ao abrigo de um protocolo celebrado, em 1998, entre a Enernova e a Junta de Freguesia de Vila Nova.
“Esta é uma obra de grande envergadura cujas contrapartidas financeiras serão aplicadas em importantes infra-estruturas, em particular a ampliação do cemitério e a construção de um heliporto”, disse o presidente da Junta de Freguesia.
O projecto “tem contado com a solidariedade da Câmara Municipal de Miranda”.
A ocupação dos baldios de Vila Nova pela Enernova, para efeitos de produção de energia eólica, está garantida através do protocolo nos próximos 25 anos. A inauguração da central, com a potência de 20 megawatts, está prevista para Junho de 2004.
Cada aerogerador pesa 45 toneladas e funcionará no cimo de uma torre com 70 metros de altura, medindo as pás da hélice 40 metros de comprimento. O enchimento das fundações das torres pode envolver, diariamente, dezenas de máquinas e viaturas e cerca de uma centena de trabalhadores.

Comentários cá do je....................


Pois, pois isto é que é serviço. Parabens à Câmara de Miranda.

Em Poiares nada disto se passa. Nem eólicas nas Serras do Carvalho, nem na Serra da Atalhada, nem na do Bidoeiro..... nem mini hidricas no Rio Alva.
Não é preciso energia........o que é preciso é chanfana.