Um homem de 50 anos morreu ontem de manhã esmagado por uma máquina numa serração de madeiras, na zona industrial do Alto do Padrão, Lousã
O ambiente ontem de manhã era de grande consternação na serração Manuel Dias e Filhos, situada na zona industrial do Alto do Padrão, Lousã, pela morte de um operário que manobrava uma máquina de descascar rolos de madeira.
O acidente, que ocorreu por volta das 9h45, logo a seguir ao pequeno almoço, vitimou Arlindo Mendes, de 50 anos, funcionário da empresa desde 1995.
O malogrado trabalhador foi apanhado pelo tapete rolante da descascadeira e esmagado pela máquina. Os colegas só se aperceberam da situação quando se depararam com o corpo desfigurado.
«Acho incrível como é que ele entrou na máquina juntamente com um rolo», refere Mário Oliveira Dias, de 52 anos, colega de trabalho e amigo, ainda incrédulo com o sucedido.
Afirmou ainda que a vítima era um trabalhador experiente e que «tudo se passou sem que ele soltasse um grito», acrescentando que quando se aperceberam do sucedido já era tarde de mais.
«Ouvimos um barulho correspondente a um esforço maior da máquina e o meu ajudante em tom de brincadeira perguntou-me se o Arlindo tinha posto dois rolos ao mesmo tempo, mal imaginava o que estava a suceder», contou Mário Dias.
O óbito foi confirmado no local pela equipa do VMER, tendo o corpo sido removido pelos Bombeiros Municipais da Lousã para o Instituto de Medicina Legal, onde foi autopsiado durante a tarde.
Fonte da empresa Manuel Dias e Filhos confirmou que o funcionário se encontrava no local de trabalho a manobrar uma máquina de descascar rolos de madeira de que era operador há vários anos.
A mesma fonte adiantou que não se sabe o que se passou, referindo que na altura do acidente as máquinas ainda não estavam em pleno funcionamento e que o operário não terá gritado por auxílio.
A morte de Arlindo Mendes provocou grande consternação na localidade de Vila Flor, freguesia de Vila Nova, Miranda do Corvo, de onde era natural e residente. Era casado com Maria Manuela Ferreira e deixa três filhos menores, duas meninas com 14 e quatro anos e um rapaz de oito.
Na aldeia era tido como uma «pessoa simples, recatada e bastante trabalhadora», frisou Palmira Bento Bacalhau, vizinha da vítima.
BLOG DAS COISAS QUE DÃO NAS VISTAS..SEM SER A PAISAGEM EM POIARES, MAS TAMBEM NOS ARREDORES.....
terça-feira, fevereiro 24, 2004
domingo, fevereiro 22, 2004
PENACOVA - Tropa ajuda a prevenir fogos
A Câmara de Penacova e a Escola Prática de Engenharia, sediada em Tancos, assinaram ontem um protocolo, com vista à prevenção de incêndios, concretamente para execução, reparação e alargamento de cerca de 20 Km de caminhos e aceiros florestais no concelho.
Segundo este protocolo a Escola Prática de Engenharia vai destacar, a partir de 1 de Março e durante meio ano, três pessoas, dois tractores de lagartas, uma plataforma e uma viatura táctica ligeira. O documento foi assinado pelo presidente da autarquia penacovense, Maurício Marques, e pelo comandante daquela unidade militar, coronel Aníbal Alves Flambó.
Segundo este protocolo a Escola Prática de Engenharia vai destacar, a partir de 1 de Março e durante meio ano, três pessoas, dois tractores de lagartas, uma plataforma e uma viatura táctica ligeira. O documento foi assinado pelo presidente da autarquia penacovense, Maurício Marques, e pelo comandante daquela unidade militar, coronel Aníbal Alves Flambó.
PENACOVA ? Lampreia ? rainha por um fim-de-semana.........
Festival pleno de iniciativas de gastronomia e não só
A Câmara de Penacova organiza, de sexta-feira, 27 até domingo, 29 de Fevereiro, o sétimo fim-de-semana da Lampreia, promovendo a gastronomia local através de um dos pratos mais conhecidos e tradicionais do concelho, o arroz de lampreia.
Com o rio Mondego por cen?rio, o Festival decorrerá nos moldes já conhecidos, ou seja distribuido por nove restaurantes do concelho. O arroz de lampreia é, obviamente, rei. Os preços são convidativos (55 euros a lampreia e 15 euros a dose) e há ainda nevadas e pastéis de Lorvão e águas das Caldas de Penacova como ofertas.
Para al?m do atractivo gastronómico, em cada restaurante serão sorteadas refeições, para duas pessoas, e uma dormida no Hotel Palacete do Mondego. Ainda entre todos os apreciadores serão sorteadas mais quatro dormidas, oferecidas pelas seguintes casas de turismo rural: Carvoeira, Oliveiras, Nascer do Sol e Moinhos da Serra da Atalhada.
A autarquia aposta, entretanto, num programa variado e ambicioso de iniciativas paralelas, uma delas associada aos próprios restaurantes, pois consta da presença de artesãos a trabalhar ao vivo.
Antes de mais, registe-se a preocupação com a comodidade, uma vez que os casais com filhos pequenos podem deixá-los na Ludoteca, a funcionar em permanência na Biblioteca Municipal, durante o fim-de-semana.
Depois, refira-se que a empresa de desportos e actividades radicais Sportmargens vai ter disponíveis, na Praia Fluvial do Reconquinho, equipamentos para a prática de rappel, slide, tiro com arco e canoagem.
Por fim, saliente-se o apoio recebido da Associação de Produtores de Arroz de Portugal, através do seu presidente Carlos Laranjeira, que conseguiu que a Cooperativa Agrícola de Montemor ofereça o arroz carolino do Baixo Mondego.
Cultura é parceira
Para além da gastronomia, outras expressões culturais estão a ser dinamizadas no concelho, enquadradas por esta iniciativa do fim-de-semana da Lampreia. Assim, no átrio da Câmara e na Biblioteca vão estar patentes duas exposições de pintura (de Frutuoso Oliveira e de José Fonte, respectivamente).
Ontem, ainda, foram anunciados dois concursos, ambos a decorrer até 31 de Maio: um deles, de fotografia, tem como tema (Um olhar sobre o património de Penacova), devendo os trabalhos premiados ser expostos no feriado municipal; o outro, de poesia, tem como tema ( água, fonte de vida, fonte de inspiração) e é promovido em colaboração com a Extensão Educativa de Penacova, destinando-se a crian?as do primeiro ciclo.
Receitas há muitas
Há mais de uma centena de receitas de lampreia, mas as mais famosas são o arroz de lampreia e a lampreia à bordalesa (não esquecendo a "lampreia" de ovos). A sua pesca ocorre a partir de Janeiro até Março/Abril, sendo feita com a varela (rede gigante em forma de cone, colocada junto aos pared?es ou nos pesqueiros), com trás malhos (redes com bóias) ou com o redão (rede colocada no barco "picareto").
Os nove restaurantes
Boa Viagem
(Raiva, tel. 239 477256)
Casimiro
(Silveirinho, tel. 239 456413)
Corti?o
(Cavadinha, tel. 239 477388)
Cóta
(Azenha do Rio, tel. 239 474841)
Mondego
(Raiva, tel. 239 476126)
Panorâmico
(Penacova, tel. 239 477333)
Piscinas
(Eirinha, tel. 239 476306)
Primavera
(Vila Nova, 239 477328)
Vimieiro
(Praia fluvial de Vimieiro no Rio Alva, tel. 239 456987)
A Câmara de Penacova organiza, de sexta-feira, 27 até domingo, 29 de Fevereiro, o sétimo fim-de-semana da Lampreia, promovendo a gastronomia local através de um dos pratos mais conhecidos e tradicionais do concelho, o arroz de lampreia.
Com o rio Mondego por cen?rio, o Festival decorrerá nos moldes já conhecidos, ou seja distribuido por nove restaurantes do concelho. O arroz de lampreia é, obviamente, rei. Os preços são convidativos (55 euros a lampreia e 15 euros a dose) e há ainda nevadas e pastéis de Lorvão e águas das Caldas de Penacova como ofertas.
Para al?m do atractivo gastronómico, em cada restaurante serão sorteadas refeições, para duas pessoas, e uma dormida no Hotel Palacete do Mondego. Ainda entre todos os apreciadores serão sorteadas mais quatro dormidas, oferecidas pelas seguintes casas de turismo rural: Carvoeira, Oliveiras, Nascer do Sol e Moinhos da Serra da Atalhada.
A autarquia aposta, entretanto, num programa variado e ambicioso de iniciativas paralelas, uma delas associada aos próprios restaurantes, pois consta da presença de artesãos a trabalhar ao vivo.
Antes de mais, registe-se a preocupação com a comodidade, uma vez que os casais com filhos pequenos podem deixá-los na Ludoteca, a funcionar em permanência na Biblioteca Municipal, durante o fim-de-semana.
Depois, refira-se que a empresa de desportos e actividades radicais Sportmargens vai ter disponíveis, na Praia Fluvial do Reconquinho, equipamentos para a prática de rappel, slide, tiro com arco e canoagem.
Por fim, saliente-se o apoio recebido da Associação de Produtores de Arroz de Portugal, através do seu presidente Carlos Laranjeira, que conseguiu que a Cooperativa Agrícola de Montemor ofereça o arroz carolino do Baixo Mondego.
Cultura é parceira
Para além da gastronomia, outras expressões culturais estão a ser dinamizadas no concelho, enquadradas por esta iniciativa do fim-de-semana da Lampreia. Assim, no átrio da Câmara e na Biblioteca vão estar patentes duas exposições de pintura (de Frutuoso Oliveira e de José Fonte, respectivamente).
Ontem, ainda, foram anunciados dois concursos, ambos a decorrer até 31 de Maio: um deles, de fotografia, tem como tema (Um olhar sobre o património de Penacova), devendo os trabalhos premiados ser expostos no feriado municipal; o outro, de poesia, tem como tema ( água, fonte de vida, fonte de inspiração) e é promovido em colaboração com a Extensão Educativa de Penacova, destinando-se a crian?as do primeiro ciclo.
Receitas há muitas
Há mais de uma centena de receitas de lampreia, mas as mais famosas são o arroz de lampreia e a lampreia à bordalesa (não esquecendo a "lampreia" de ovos). A sua pesca ocorre a partir de Janeiro até Março/Abril, sendo feita com a varela (rede gigante em forma de cone, colocada junto aos pared?es ou nos pesqueiros), com trás malhos (redes com bóias) ou com o redão (rede colocada no barco "picareto").
Os nove restaurantes
Boa Viagem
(Raiva, tel. 239 477256)
Casimiro
(Silveirinho, tel. 239 456413)
Corti?o
(Cavadinha, tel. 239 477388)
Cóta
(Azenha do Rio, tel. 239 474841)
Mondego
(Raiva, tel. 239 476126)
Panorâmico
(Penacova, tel. 239 477333)
Piscinas
(Eirinha, tel. 239 476306)
Primavera
(Vila Nova, 239 477328)
Vimieiro
(Praia fluvial de Vimieiro no Rio Alva, tel. 239 456987)
Área Metropolitana conta com 16 concelhos......
Mais do que justificado.........
Depois da Mealhada do distrito de Aveiro, agora Mortágua do distrito de Viseu.
A futura Grande Área Metropolitana de Coimbra (GAMC) deverá agrupar 450 mil habitantes de 16 concelhos, disse ontem o presidente da Câmara de Coimbra, após uma reunião de autarcas.
A GAMC – a única, para já, na região Centro – integrará 14 dos 17 concelhos do distrito (de fora ficam Pampilhosa da Serra, Arganil e Oliveira do Hospital), Mealhada (Aveiro) e Mortágua (Viseu).
No final de uma reunião com autarcas dos municípios fundadores da GAMC, ontem realizada em Coimbra, o presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, manifestou-se convicto de que a nova estrutura está “em vésperas de agrupar 16 concelhos (contando com Tábua) o que, a acontecer, significa cerca de 450 mil habitantes”.
Carlos Encarnação encara com naturalidade o facto de três concelhos do distrito optarem por ficar de fora da GAMC e de dois de outros distritos aderirem, tendo em conta “os fluxos e interesses conexos” dos vários municípios aderentes.
“Compreendo o princípio de liberdade de decisão, ninguém adere àquilo que não quer e não me compete fazer pressão sob quem quer que seja para aderir”, disse. Segundo o autarca de Coimbra, o pedido para formalização, em escritura pública, da GAMC, já foi formalmente efectuado e falta apenas as assembleias municipais de sete municípios ratificarem a adesão.
Sobre quem recairá a presidência da futura GAMC, Encarnação disse que “essa questão não se coloca nem foi discutida. Partem todos (os municípios) em pé de igualdade”.
GÓIS EM DEFINITIVO
O presidente da Câmara de Góis, José Girão, garantiu, por sua vez, que “está decidida” a adesão do seu concelho à GAMC, considerando ultrapassada uma controvérsia gerada entre o executivo municipal e o presidente da assembleia municipal, José Cabeças, que defendia a integração do concelho na Comunidade Intermunicipal da Beira Serra e Pinhal.
“Desde Dezembro de 2002 que pedimos a adesão a Coimbra, só podíamos voltar atrás com autorização da assembleia municipal, que, com 16 votos a favor e duas abstenções (um deputado do PS e outro do PSD), já ratificou a adesão”, sublinhou.
Contrariamente à posição assumida por José Cabeças, José Girão defende que Góis “apesar de ser um concelho pequeno, só tem a ganhar com a integração na GAMC”. Confrontado com o facto de concelhos vizinhos, como Arganil e Oliveira do Hospital, preferirem a Comunidade Intermunicipal da Beira-Serra e Pinhal, José Girão afirma “nada ter contra” e que as relações de Góis com esses concelhos “continuam a ser as mesmas”.
Até agora, Coimbra é a única Grande Área Metropolitana definida na Região Centro. Há uma semana, o presidente da Câmara de Viseu disse que faltavam apenas quatro mil habitantes para que Viseu atingisse os 350 mil habitantes necessários à constituição de uma Grande Área Metropolitana. Se tal não acontecer, ficará como Comunidade Urbana.
Tabuenses querem... Coimbra
Os três concelhos do distrito de Coimbra excluídos da GAMC preparam-se para formar a Comunidade Intermunicipal da Beira-Serra e Pinhal, conjuntamente com Castanheira de Pêra, Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos (Leiria) e Sertã (Castelo Branco).
Tábua oscilava entre aquela comunidade intermunicipal, a Comunidade Urbana de Viseu e a GAMC. Porém, no próximo dia 27, a assembleia municipal deverá ratificar a integração na GAMC, após uma sondagem encomendada pela autarquia que conclui ser esse o desejo de 70 por cento da população, confirmou a Agência Lusa junto do gabinete de apoio ao presidente.
Depois da Mealhada do distrito de Aveiro, agora Mortágua do distrito de Viseu.
A futura Grande Área Metropolitana de Coimbra (GAMC) deverá agrupar 450 mil habitantes de 16 concelhos, disse ontem o presidente da Câmara de Coimbra, após uma reunião de autarcas.
A GAMC – a única, para já, na região Centro – integrará 14 dos 17 concelhos do distrito (de fora ficam Pampilhosa da Serra, Arganil e Oliveira do Hospital), Mealhada (Aveiro) e Mortágua (Viseu).
No final de uma reunião com autarcas dos municípios fundadores da GAMC, ontem realizada em Coimbra, o presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, manifestou-se convicto de que a nova estrutura está “em vésperas de agrupar 16 concelhos (contando com Tábua) o que, a acontecer, significa cerca de 450 mil habitantes”.
Carlos Encarnação encara com naturalidade o facto de três concelhos do distrito optarem por ficar de fora da GAMC e de dois de outros distritos aderirem, tendo em conta “os fluxos e interesses conexos” dos vários municípios aderentes.
“Compreendo o princípio de liberdade de decisão, ninguém adere àquilo que não quer e não me compete fazer pressão sob quem quer que seja para aderir”, disse. Segundo o autarca de Coimbra, o pedido para formalização, em escritura pública, da GAMC, já foi formalmente efectuado e falta apenas as assembleias municipais de sete municípios ratificarem a adesão.
Sobre quem recairá a presidência da futura GAMC, Encarnação disse que “essa questão não se coloca nem foi discutida. Partem todos (os municípios) em pé de igualdade”.
GÓIS EM DEFINITIVO
O presidente da Câmara de Góis, José Girão, garantiu, por sua vez, que “está decidida” a adesão do seu concelho à GAMC, considerando ultrapassada uma controvérsia gerada entre o executivo municipal e o presidente da assembleia municipal, José Cabeças, que defendia a integração do concelho na Comunidade Intermunicipal da Beira Serra e Pinhal.
“Desde Dezembro de 2002 que pedimos a adesão a Coimbra, só podíamos voltar atrás com autorização da assembleia municipal, que, com 16 votos a favor e duas abstenções (um deputado do PS e outro do PSD), já ratificou a adesão”, sublinhou.
Contrariamente à posição assumida por José Cabeças, José Girão defende que Góis “apesar de ser um concelho pequeno, só tem a ganhar com a integração na GAMC”. Confrontado com o facto de concelhos vizinhos, como Arganil e Oliveira do Hospital, preferirem a Comunidade Intermunicipal da Beira-Serra e Pinhal, José Girão afirma “nada ter contra” e que as relações de Góis com esses concelhos “continuam a ser as mesmas”.
Até agora, Coimbra é a única Grande Área Metropolitana definida na Região Centro. Há uma semana, o presidente da Câmara de Viseu disse que faltavam apenas quatro mil habitantes para que Viseu atingisse os 350 mil habitantes necessários à constituição de uma Grande Área Metropolitana. Se tal não acontecer, ficará como Comunidade Urbana.
Tabuenses querem... Coimbra
Os três concelhos do distrito de Coimbra excluídos da GAMC preparam-se para formar a Comunidade Intermunicipal da Beira-Serra e Pinhal, conjuntamente com Castanheira de Pêra, Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos (Leiria) e Sertã (Castelo Branco).
Tábua oscilava entre aquela comunidade intermunicipal, a Comunidade Urbana de Viseu e a GAMC. Porém, no próximo dia 27, a assembleia municipal deverá ratificar a integração na GAMC, após uma sondagem encomendada pela autarquia que conclui ser esse o desejo de 70 por cento da população, confirmou a Agência Lusa junto do gabinete de apoio ao presidente.
segunda-feira, fevereiro 16, 2004
Camionistas indignados com patrulha da BT ......
Dois camionistas de longo curso estão indignados com uma patrulha da Brigada de Trânsito (BT) da GNR, que chamaram para os ajudar. Um percalço no IP-3, junto a Cunhedo, Penacova, levou-os a solicitar a ajuda a esta força policial e acabaram ambos por ser multados e, dizem, abandonados pelos agentes
Dois camionistas de longo curso queixaram-se ontem ao nosso Jornal por, alegadamente, terem sido «vítimas» do excesso de zelo por parte de dois agentes da Brigada de Trânsito (BT), e de estes ignorarem o pedido de ajuda que lhes solicitaram. Paulo César, de S. Silvestre, Coimbra, é um dos motoristas que acusa a referida brigada, afirmando que, em oito anos de profissão «nunca tal me aconteceu. Nem no estrangeiro!».
Tudo terá acontecido na passada sexta-feira, quando este camionista e outro que lhe seguia atrás, resolveram parar no IP-3, junto a Cunhedo, Penacova, «para descansar um pouco». Ambos vinham de Pamplona, Espanha, e seguiam para Azambuja, onde iam descarregar 10 automóveis que transportavam desde Espanha.
Segundo Paulo César, o camião do seu colega ficou «ligeiramente tombado» na berma da estrada e em risco «de tombar completamente e destruir as viaturas que transportava». Face ao problema que se lhes deparou, ligaram para o patrão, em Azambuja, a contar-lhes o sucedido, ao que este lhes terá recomendado que ligassem para a sua fábrica na Guarda e pedissem uma grua «para endireitar o camião». Ao mesmo tempo foi-lhes também recomendado pelo patrão para que chamassem a Brigada de Trânsito para esta «sinalizar a estrada e orientar o trânsito», pois o incidente aconteceu por volta das 18h00, altura em que o movimento era «bastante intenso».
Foi o que fizeram! Depois de pedirem a grua para retirar o camião da posição «perigosa em que se encontrava», ligaram para a BT a solicitar uma patrulha que os fosse ajudar na tarefa.
Os agentes da BT chegaram ao local «cerca de meia-hora depois» e – conta Paulo César -, depois de «nos terem dito que não devíamos ter encostado tanto à berma, ignoraram a sinalização da estrada, e foram ver os tacógrafos [disco que grava a quilometragem e velocidade dos veículos] dos camiões», conta este motorista.
Acto contínuo, acusa Paulo César, «os agentes multaram-nos por excesso de velocidade» por, alegadamente, terem excedido os 80 quilómetros/hora permitidos por lei para este tipo de veículos, «e ainda multaram o meu colega por excesso de comprimento do camião», embora – refere este camionista -, «ser portador de uma licença especial» para exceder o comprimento da viatura, devido à carga que transportava. Multas de 60 euros e 720 euros, respectivamente.
Passadas as multas, continua Paulo César, os agentes «não esperaram pela grua para orientar o trânsito, foram-se embora, e disseram-nos que o problema era nosso, que o trabalho deles estava feito».
Esta alegada atitude dos agentes da BT indignou os camionistas, que afirmam, ainda, que por volta das 23h00 [altura em que chegou a grua para remover o camião], os mesmos agentes «voltaram ao local» e os chamaram para fazerem «o teste do balão». Teste que “acusou” «negativo» e, perante isso, os agentes «foram-se embora», o que para os motoristas “prova” «o desinteresse em ajudar-nos e a ajudar na sinalização da estrada», e que os agentes só foram ao local «para nos multar».
O problema acabou por ser resolvido por volta da meia-noite e meia, altura em que a grua retirou o camião da berma da estrada, tendo os motoristas prosseguido a viagem para a Azambuja.
Dois camionistas de longo curso queixaram-se ontem ao nosso Jornal por, alegadamente, terem sido «vítimas» do excesso de zelo por parte de dois agentes da Brigada de Trânsito (BT), e de estes ignorarem o pedido de ajuda que lhes solicitaram. Paulo César, de S. Silvestre, Coimbra, é um dos motoristas que acusa a referida brigada, afirmando que, em oito anos de profissão «nunca tal me aconteceu. Nem no estrangeiro!».
Tudo terá acontecido na passada sexta-feira, quando este camionista e outro que lhe seguia atrás, resolveram parar no IP-3, junto a Cunhedo, Penacova, «para descansar um pouco». Ambos vinham de Pamplona, Espanha, e seguiam para Azambuja, onde iam descarregar 10 automóveis que transportavam desde Espanha.
Segundo Paulo César, o camião do seu colega ficou «ligeiramente tombado» na berma da estrada e em risco «de tombar completamente e destruir as viaturas que transportava». Face ao problema que se lhes deparou, ligaram para o patrão, em Azambuja, a contar-lhes o sucedido, ao que este lhes terá recomendado que ligassem para a sua fábrica na Guarda e pedissem uma grua «para endireitar o camião». Ao mesmo tempo foi-lhes também recomendado pelo patrão para que chamassem a Brigada de Trânsito para esta «sinalizar a estrada e orientar o trânsito», pois o incidente aconteceu por volta das 18h00, altura em que o movimento era «bastante intenso».
Foi o que fizeram! Depois de pedirem a grua para retirar o camião da posição «perigosa em que se encontrava», ligaram para a BT a solicitar uma patrulha que os fosse ajudar na tarefa.
Os agentes da BT chegaram ao local «cerca de meia-hora depois» e – conta Paulo César -, depois de «nos terem dito que não devíamos ter encostado tanto à berma, ignoraram a sinalização da estrada, e foram ver os tacógrafos [disco que grava a quilometragem e velocidade dos veículos] dos camiões», conta este motorista.
Acto contínuo, acusa Paulo César, «os agentes multaram-nos por excesso de velocidade» por, alegadamente, terem excedido os 80 quilómetros/hora permitidos por lei para este tipo de veículos, «e ainda multaram o meu colega por excesso de comprimento do camião», embora – refere este camionista -, «ser portador de uma licença especial» para exceder o comprimento da viatura, devido à carga que transportava. Multas de 60 euros e 720 euros, respectivamente.
Passadas as multas, continua Paulo César, os agentes «não esperaram pela grua para orientar o trânsito, foram-se embora, e disseram-nos que o problema era nosso, que o trabalho deles estava feito».
Esta alegada atitude dos agentes da BT indignou os camionistas, que afirmam, ainda, que por volta das 23h00 [altura em que chegou a grua para remover o camião], os mesmos agentes «voltaram ao local» e os chamaram para fazerem «o teste do balão». Teste que “acusou” «negativo» e, perante isso, os agentes «foram-se embora», o que para os motoristas “prova” «o desinteresse em ajudar-nos e a ajudar na sinalização da estrada», e que os agentes só foram ao local «para nos multar».
O problema acabou por ser resolvido por volta da meia-noite e meia, altura em que a grua retirou o camião da berma da estrada, tendo os motoristas prosseguido a viagem para a Azambuja.
domingo, fevereiro 15, 2004
Pergunte...que nos informamos.................
Pergunta.
Trabalho numa grande empresa do Norte. Todos os trabalhadores usam computador [...]. Além das mensagens de serviço, recebo pelo correio electrónico muitas mensagens pessoais. Corre a notícia de que todas as mensagens são vistas pelo sector informático, que depois informa a hierarquia no caso de haver pornografia ou outras coisas desagradáveis. A empresa tem o direito de ler as minhas mensagens pessoais?Luís Carlos, Porto
Resposta
O computador foi colocado na sua secretária para estar ao serviço da empresa. Mas, tal como o uso do telefone, o computador também pode ser usado para fins pessoais. O trabalhador que tenha correio electrónico utiliza-o também para receber mensagens privadas.
Nos termos do artº 21º, nº 1, do Código do Trabalho, “o trabalhador goza do direito de reserva e confidencialidade relativamente ao conteúdo das mensagens de natureza pessoal e acesso à informação de carácter não profissional que envie, receba ou consulte, nomeadamente através do correio electrónico”.
Ou seja, a empresa não pode “entrar” no correio electrónico do trabalhador para visionar as mensagens pessoais.
Todavia, o nº 2 do citado artigo contém uma disposição algo perturbadora: “O disposto no número anterior não prejudica o poder de o empregador estabelecer regras de utilização dos meios de comunicação na empresa, nomeadamente do correio electrónico”.
Com base nessa disposição, a entidade patronal pode restringir ou mesmo proibir o uso do correio electrónico para fins pessoais, estabelecendo que este apenas pode ser utilizado ao serviço da empresa.
Não temos conhecimento de empresas que tenham proibido o uso do correio electrónico para envio e recepção de mensagens pessoais.
Coloca-se a questão: se a empresa proibir o uso do correio electrónico para fins pessoais, poderá entrar no computador do trabalhador para verificar se essa ordem é cumprida? Poderá verificar as mensagens?
Tudo indica que o pode fazer, pois com a proibição deixa de haver mensagens pessoais e a empresa estará, então, a verificar apenas as mensagens de serviço...
Trabalho numa grande empresa do Norte. Todos os trabalhadores usam computador [...]. Além das mensagens de serviço, recebo pelo correio electrónico muitas mensagens pessoais. Corre a notícia de que todas as mensagens são vistas pelo sector informático, que depois informa a hierarquia no caso de haver pornografia ou outras coisas desagradáveis. A empresa tem o direito de ler as minhas mensagens pessoais?Luís Carlos, Porto
Resposta
O computador foi colocado na sua secretária para estar ao serviço da empresa. Mas, tal como o uso do telefone, o computador também pode ser usado para fins pessoais. O trabalhador que tenha correio electrónico utiliza-o também para receber mensagens privadas.
Nos termos do artº 21º, nº 1, do Código do Trabalho, “o trabalhador goza do direito de reserva e confidencialidade relativamente ao conteúdo das mensagens de natureza pessoal e acesso à informação de carácter não profissional que envie, receba ou consulte, nomeadamente através do correio electrónico”.
Ou seja, a empresa não pode “entrar” no correio electrónico do trabalhador para visionar as mensagens pessoais.
Todavia, o nº 2 do citado artigo contém uma disposição algo perturbadora: “O disposto no número anterior não prejudica o poder de o empregador estabelecer regras de utilização dos meios de comunicação na empresa, nomeadamente do correio electrónico”.
Com base nessa disposição, a entidade patronal pode restringir ou mesmo proibir o uso do correio electrónico para fins pessoais, estabelecendo que este apenas pode ser utilizado ao serviço da empresa.
Não temos conhecimento de empresas que tenham proibido o uso do correio electrónico para envio e recepção de mensagens pessoais.
Coloca-se a questão: se a empresa proibir o uso do correio electrónico para fins pessoais, poderá entrar no computador do trabalhador para verificar se essa ordem é cumprida? Poderá verificar as mensagens?
Tudo indica que o pode fazer, pois com a proibição deixa de haver mensagens pessoais e a empresa estará, então, a verificar apenas as mensagens de serviço...
sábado, fevereiro 14, 2004
O amor não é uma obrigação............
Cerca de 40 pessoas estiveram presentes em jantar anti-Dia de S. Valentim
Há quem não tenha namorado e se sinta “posto de parte” no Dia de S. Valentim. Há, também, quem recuse deixar-se levar pelos “apelos comerciais” de uma data que deve ser celebrada todos os dias. Em Coimbra, um jantar anti-Dia de S. Valentim juntou cerca de 40 pessoas. Todos solteiros...e disponíveis para amar.
Não foi um jantar para “encalhados”. Aliás, a discussão entre os dois organizadores do jantar anti-Dia de S. Valentim é digna de ser registada. O rapaz, Bruno Leitão, rejeitou desde logo a ideia de ele próprio ser “encalhado” porque “quem encalha, encalha porque é obrigado a tal”. Ela, Margarida Dinis, e apologista do léxico, respondeu: “Mas o barco, por exemplo, não encalha à força!”. A verdade, porém, é que “um barco que encalha não pode prosseguir viagem...”, disse o rapaz. Ora, aqui está a essência de tudo. Para Bruno Leitão, o amor é isso mesmo. Prosseguir viagem para outros destinos. Mesmo quando as coisas não correm como estavam previstas. Mesmo que o mar revolto faça desistir da viagem. Há sempre outras rotas...
A iniciativa surgiu em 2002 e já vai na terceira edição cada vez com mais participantes. Este ano, o jantar anti-Dia de S. Valentim, que decorreu na Casa da Louzan, contou com cerca de 40 pessoas. “O jantar nasceu com um pequeno grupo de amigos, tendo aumentado todos os anos o número de participantes, através da difusão por Internet”, explicou o organizador. A ideia, segundo Bruno Leitão, “é reunir um grupo divertido de pessoas descomprometidas, comer, beber, e acima de tudo caricaturar o famoso Dia dos Namorados”. E tem sido um sucesso, tanto que as pessoas que aderem ao evento são oriundas de vários pontos do país.
“Quer queiram quer não, um dos objectivos deste jantar é também conhecer pessoas novas e... quem sabe, até pode surgir o amor”, confidenciou Margarida Dinis. Aliás, no ano passado, três relações nasceram do jantar anti-Dia de S. Valentim.
À semelhança da segunda edição, 25 por cento do valor do jantar reverte a favor de uma instituição de solidariedade. Este ano, será contemplado um grupo de crianças da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro que não tem actividades lúdicas há dois anos. “Este é o nosso gesto de amor no Dia dos Namorados”.
Durante o jantar anti-Dia de S. Valentim realizaram-se vários jogos e houve muita animação e uma boa pitada de ousadia. Depois dos primeiros pratos, a alegria continuou noite dentro em alguns bares da cidade. Talvez o Cupido tenha lançado, inadvertidamente, uma ou outra seta...
Mesmo assim, a iniciativa promete continuar. Porque, como referiu Bruno Leitão, “o Dia dos Namorados é essencialmente comercial. As pessoas sentem-se obrigadas a mostrar às outras o que sentem através de prendas e de jantares... E o amor não deve ser obrigação”. Pois não...
Há quem não tenha namorado e se sinta “posto de parte” no Dia de S. Valentim. Há, também, quem recuse deixar-se levar pelos “apelos comerciais” de uma data que deve ser celebrada todos os dias. Em Coimbra, um jantar anti-Dia de S. Valentim juntou cerca de 40 pessoas. Todos solteiros...e disponíveis para amar.
Não foi um jantar para “encalhados”. Aliás, a discussão entre os dois organizadores do jantar anti-Dia de S. Valentim é digna de ser registada. O rapaz, Bruno Leitão, rejeitou desde logo a ideia de ele próprio ser “encalhado” porque “quem encalha, encalha porque é obrigado a tal”. Ela, Margarida Dinis, e apologista do léxico, respondeu: “Mas o barco, por exemplo, não encalha à força!”. A verdade, porém, é que “um barco que encalha não pode prosseguir viagem...”, disse o rapaz. Ora, aqui está a essência de tudo. Para Bruno Leitão, o amor é isso mesmo. Prosseguir viagem para outros destinos. Mesmo quando as coisas não correm como estavam previstas. Mesmo que o mar revolto faça desistir da viagem. Há sempre outras rotas...
A iniciativa surgiu em 2002 e já vai na terceira edição cada vez com mais participantes. Este ano, o jantar anti-Dia de S. Valentim, que decorreu na Casa da Louzan, contou com cerca de 40 pessoas. “O jantar nasceu com um pequeno grupo de amigos, tendo aumentado todos os anos o número de participantes, através da difusão por Internet”, explicou o organizador. A ideia, segundo Bruno Leitão, “é reunir um grupo divertido de pessoas descomprometidas, comer, beber, e acima de tudo caricaturar o famoso Dia dos Namorados”. E tem sido um sucesso, tanto que as pessoas que aderem ao evento são oriundas de vários pontos do país.
“Quer queiram quer não, um dos objectivos deste jantar é também conhecer pessoas novas e... quem sabe, até pode surgir o amor”, confidenciou Margarida Dinis. Aliás, no ano passado, três relações nasceram do jantar anti-Dia de S. Valentim.
À semelhança da segunda edição, 25 por cento do valor do jantar reverte a favor de uma instituição de solidariedade. Este ano, será contemplado um grupo de crianças da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro que não tem actividades lúdicas há dois anos. “Este é o nosso gesto de amor no Dia dos Namorados”.
Durante o jantar anti-Dia de S. Valentim realizaram-se vários jogos e houve muita animação e uma boa pitada de ousadia. Depois dos primeiros pratos, a alegria continuou noite dentro em alguns bares da cidade. Talvez o Cupido tenha lançado, inadvertidamente, uma ou outra seta...
Mesmo assim, a iniciativa promete continuar. Porque, como referiu Bruno Leitão, “o Dia dos Namorados é essencialmente comercial. As pessoas sentem-se obrigadas a mostrar às outras o que sentem através de prendas e de jantares... E o amor não deve ser obrigação”. Pois não...
segunda-feira, fevereiro 09, 2004
Montaria ao javali na Lousã resultou em seis abates


Montaria ao javali resultou em seis abates
A montaria ao javali que o Clube de Caça e Pesca da Lousã promoveu este fim-de-semana juntou quase uma centena de caçadores
A montaria ao javali realizada no Catarredor, em plena serra da Lousã, por ocasião da V Mostra de Pesca e Caça, que terminou ontem no pavilhão municipal de exposições, resultou no abate de seis animais, confirmou ao Diário de Coimbra fonte da organização.
A mesma fonte adiantou que apenas foram «resgatados» três dos porcos selvagens, um dos quais com 150 quilos, dada a inclinação do terreno onde decorreu a caçada, na qual participaram 95 caçadores auxiliados por seis matilhas de cães.
Este «troféu» acabou por não ser leiloado, revertendo para um convívio que o Clube de Caça e Pesca da Lousã vai realizar em Maio. Os outros dois renderam 175 e 125 euros, respectivamente.
O presidente desta associação, Dário Ramos, precisou à Agência Lusa que o javali que pesava 150 quilos deveria ter entre 10 a 12 anos, «o que raramente acontece», recordando que houve uma montaria nos anos 90 em que foram abatidos 26 animais.
Durante todo o fim-de-semana decorreu uma demonstração de pesca de Achigan num tanque preparado para o efeito com a presença dos Campeões do Mundo de Pesca Embarcada ao Achigan de 2003, dinamizado pela secção do Clube Recreativo do Calhabé.
Para ontem estava também prevista a realização de uma batida à raposa que acabou por não se efectuar devido à falta de inscrições, informou a organização.
Nesta edição, os visitantes puderam apreciar e adquirir artesanato, acessórios, calçado, vestuário e todo o material necessário à prática destas modalidades desportivas.
A exposição contou ainda com a apresentação de produtos alimentares ligados à caça (alheiras, salsicharia tradicional, queijos e enchidos variados) e com uma agência de viagens com roteiros turísticos para os amantes da natureza. A Mostra de Caça e Pesca foi organizada pela Câmara da Lousã, com apoio do Clube de Caça e Pesca, Associação de Caçadores da Lousã, Região de Turismo do Centro e Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral.
domingo, fevereiro 08, 2004
Tabuleiro arranca na nova Ponte da Portela.....................
Colocação da infra-estrutura demorará cerca de um mês
A construção do tabuleiro da nova ponte da Portela sobre o Rio Mondego teve ontem início, prevendo-se que a colocação das vigas metálicas esteja concluída dentro de um mês.
De acordo com os técnicos da obra, trata-se de uma fase fundamental da nova ponte, que deverá estar terminada no prazo previsto, ou seja, em final de Março deste ano.
A obra está estimada em cerca de quatro milhões de euros e fica localizada a poucos metros a jusante da actual ponte, permitindo assim a ligação da Estrada da Beira (EN17) ao centro da cidade de Coimbra e à futura ponte Europa.
A nova ponte – que irá dispor de duas faixas de rodagem, com a largura total de 9,75 metros – integra-se num plano de renovação da rede viária envolvente da cidade de Coimbra. A renovação está previsto no Plano Rodoviário Nacional 2000 que visa dotar a cidade de um anel viário complementar à rede existente. Será este anel que irá permitir interligar a auto-estrada do Norte com a Estrada da Beira e com o futuro IC3 que ligará Tomar- Condeixa e Coimbra. A interligação será feita através do IC2 – Variante Sul de Coimbra e do IC2-Condeixa-Coimbra, ambos localizados na margem esquerda do rio Mondego.
A nova ponte vem assim substituir a actual infra-estrutura, construída em 1873, com uma extensão de 218 metros e largura de cinco metros, o que se tem revelado claramente insuficiente para o actual volume de tráfego. Paralelamente à construção da futura ponte, estão previstas as obras de beneficiação da Estrada da Beira, no troço entre Coimbra e Vila Nova de Poiares. As obras irão permitir o reforço e a reabilitação do pavimento, introdução de vias de ultrapassagem e execução de passeios laterais nas zonas urbanas.
A construção do tabuleiro da nova ponte da Portela sobre o Rio Mondego teve ontem início, prevendo-se que a colocação das vigas metálicas esteja concluída dentro de um mês.
De acordo com os técnicos da obra, trata-se de uma fase fundamental da nova ponte, que deverá estar terminada no prazo previsto, ou seja, em final de Março deste ano.
A obra está estimada em cerca de quatro milhões de euros e fica localizada a poucos metros a jusante da actual ponte, permitindo assim a ligação da Estrada da Beira (EN17) ao centro da cidade de Coimbra e à futura ponte Europa.
A nova ponte – que irá dispor de duas faixas de rodagem, com a largura total de 9,75 metros – integra-se num plano de renovação da rede viária envolvente da cidade de Coimbra. A renovação está previsto no Plano Rodoviário Nacional 2000 que visa dotar a cidade de um anel viário complementar à rede existente. Será este anel que irá permitir interligar a auto-estrada do Norte com a Estrada da Beira e com o futuro IC3 que ligará Tomar- Condeixa e Coimbra. A interligação será feita através do IC2 – Variante Sul de Coimbra e do IC2-Condeixa-Coimbra, ambos localizados na margem esquerda do rio Mondego.
A nova ponte vem assim substituir a actual infra-estrutura, construída em 1873, com uma extensão de 218 metros e largura de cinco metros, o que se tem revelado claramente insuficiente para o actual volume de tráfego. Paralelamente à construção da futura ponte, estão previstas as obras de beneficiação da Estrada da Beira, no troço entre Coimbra e Vila Nova de Poiares. As obras irão permitir o reforço e a reabilitação do pavimento, introdução de vias de ultrapassagem e execução de passeios laterais nas zonas urbanas.
Góis ratificou adesão à Área Metropolitana de Coimbra ..............
Ontem, em reunião extraordinária da Assembleia Municipal, Góis ractificou a adesão do concelho à Área Metropolitana de Coimbra. A votação das duas bancadas parlamentares não fez o “pleno”, dada a abstenção de dois deputados, um do PS e outro do PSD
A discussão “aqueceu” nos últimos tempos, com um verdadeiro “braço-de-ferro” entre a autarquia e o presidente da Assembleia Municipal, o mesmo será dizer entre a adesão do concelho de Góis à Área Metropolitana de Coimbra ou à Comunidade Intermunicipal da Beira Serra. As dúvidas desfizeram-se ontem, numa reunião extradordinária da Assembleia Municipal, convocada expressamente para o efeito pelo presidente da edilidade, José Girão Vitorino.
O resultado apontou para uma clara maioria a favor da adesão do concelho à Área Metropolitana, na medida em que os membros das duas bancadas expressaram-se a favor, registando-se duas abstenções, uma por parte do PSD e outra por parte do PS. Ninguém votou contra. Significa que, ontem, ficou ratificada pela Assembleia Municipal, a adesão do concelho à Área Metropolitana, dando assim continuidade e força a uma deliberação há muito tomada pela autarquia liderada por José Girão Vitoriano que, depois de aprovar a adesão à área Metropolitana já tinha, inclusivamente, aprovado os respectivos estatutos. Por outro lado, significa um “ponto final” numa “fricção” que «estava a desgastar o concelho», diz Diamantino Garcia, vice-presidente da autarquia.
Manifestamente «aliviado» com o fim das discussões e divisões, entre a adesão do concelho à Área Metropolitana de Coimbra ou à Comunidade Intermunicpal da Beira Serra, Diamantino Garcia sublinha que «a votação dos dois grupos parlamentares é perfeitamente clara. Todos votaram em consciência e julgamos ter feito o melhor pelo concelho de Góis. A decisão tinha de ser tomada e foi», remata, referindo as pressões que, nos últimos tempos, se fizeram sentir sobre o concelho, seja relativamente à sua adesão à Comunidade Intermunicipal, seja relativamente à adesão à Área Metropolitana de Coimbra. Pressões que, refere, «desgastaram imenso o concelho».
Relativamente às vantagens e desvantagens da adesão a uma ou outra possibilidade, Diamantino Garcia - que confessa ter tido, ele próprio, em tempos, algumas dúvidas relativamente à área metropolitana de Coimbra - reconhece que há sempre, de um lado ou de outro, “fragilidades” pois nenhuma solução é «a ideal». No entender do vice-presidente da autarquia, muito embora Góis pudesse ter uma maior representatividade na Comunidade Intermunicipal do que na Área Metropolitana, o mesmo acontecendo relativamente a uma maior identidade de problemas, a solução não passaria por aqui. Isto porque, quando uma comunidade destas se estende a Tábua, Oleiros, Sertã, «começamos a ver pouca identidade», afirma, considerando que esta é uma «das fragilidades de uma comunidade intermunicipal».
O peso do futuro
e da tradição
O vereador e também vice-presidente da câmara de Góis, alerta, ainda, para a necessidade de «pensamos no peso, na representatividade, porque vamos competir com as regiões da Europa» e aí, não tem dúvidas em que as áreas metropolitanas têm outro estatuto e outra força. Um facto ao qual Diamantino Garcia junta razões históricas e afectivas que, defende, sempre levaram «Góis a ter uma grande proximidade, uma identidade afectiva com Coimbra».
A título pessoal, Diamantino Garcia considera que a instituição da áreas metropolitanas, comunidades intermunicipais e urbanas não constitui mais do que «uma maneira encapotada de se fazer uma regionalização» que não foi aprovada. «A lei - acrescenta - é um tanto anacrónica e não se compreende muito bem como é que vai funcionar», desabafa. Mas, mau grado estas indefinições que ainda persistem, o vice-presidente da câmara de Góis sublinha que a Área Metropolitana de Coimbra já tem estatutos («que podem ser melhorados», diz), «sabe-se o que é, é algo de palpável e as comunidades intermunicipais não se sabe muito bem o que são», remata.
Fechado este “primeiro round”, o município de Góis está na área Metropolitana de Coimbra, pelo menos durante os próximos cinco anos.
A discussão “aqueceu” nos últimos tempos, com um verdadeiro “braço-de-ferro” entre a autarquia e o presidente da Assembleia Municipal, o mesmo será dizer entre a adesão do concelho de Góis à Área Metropolitana de Coimbra ou à Comunidade Intermunicipal da Beira Serra. As dúvidas desfizeram-se ontem, numa reunião extradordinária da Assembleia Municipal, convocada expressamente para o efeito pelo presidente da edilidade, José Girão Vitorino.
O resultado apontou para uma clara maioria a favor da adesão do concelho à Área Metropolitana, na medida em que os membros das duas bancadas expressaram-se a favor, registando-se duas abstenções, uma por parte do PSD e outra por parte do PS. Ninguém votou contra. Significa que, ontem, ficou ratificada pela Assembleia Municipal, a adesão do concelho à Área Metropolitana, dando assim continuidade e força a uma deliberação há muito tomada pela autarquia liderada por José Girão Vitoriano que, depois de aprovar a adesão à área Metropolitana já tinha, inclusivamente, aprovado os respectivos estatutos. Por outro lado, significa um “ponto final” numa “fricção” que «estava a desgastar o concelho», diz Diamantino Garcia, vice-presidente da autarquia.
Manifestamente «aliviado» com o fim das discussões e divisões, entre a adesão do concelho à Área Metropolitana de Coimbra ou à Comunidade Intermunicpal da Beira Serra, Diamantino Garcia sublinha que «a votação dos dois grupos parlamentares é perfeitamente clara. Todos votaram em consciência e julgamos ter feito o melhor pelo concelho de Góis. A decisão tinha de ser tomada e foi», remata, referindo as pressões que, nos últimos tempos, se fizeram sentir sobre o concelho, seja relativamente à sua adesão à Comunidade Intermunicipal, seja relativamente à adesão à Área Metropolitana de Coimbra. Pressões que, refere, «desgastaram imenso o concelho».
Relativamente às vantagens e desvantagens da adesão a uma ou outra possibilidade, Diamantino Garcia - que confessa ter tido, ele próprio, em tempos, algumas dúvidas relativamente à área metropolitana de Coimbra - reconhece que há sempre, de um lado ou de outro, “fragilidades” pois nenhuma solução é «a ideal». No entender do vice-presidente da autarquia, muito embora Góis pudesse ter uma maior representatividade na Comunidade Intermunicipal do que na Área Metropolitana, o mesmo acontecendo relativamente a uma maior identidade de problemas, a solução não passaria por aqui. Isto porque, quando uma comunidade destas se estende a Tábua, Oleiros, Sertã, «começamos a ver pouca identidade», afirma, considerando que esta é uma «das fragilidades de uma comunidade intermunicipal».
O peso do futuro
e da tradição
O vereador e também vice-presidente da câmara de Góis, alerta, ainda, para a necessidade de «pensamos no peso, na representatividade, porque vamos competir com as regiões da Europa» e aí, não tem dúvidas em que as áreas metropolitanas têm outro estatuto e outra força. Um facto ao qual Diamantino Garcia junta razões históricas e afectivas que, defende, sempre levaram «Góis a ter uma grande proximidade, uma identidade afectiva com Coimbra».
A título pessoal, Diamantino Garcia considera que a instituição da áreas metropolitanas, comunidades intermunicipais e urbanas não constitui mais do que «uma maneira encapotada de se fazer uma regionalização» que não foi aprovada. «A lei - acrescenta - é um tanto anacrónica e não se compreende muito bem como é que vai funcionar», desabafa. Mas, mau grado estas indefinições que ainda persistem, o vice-presidente da câmara de Góis sublinha que a Área Metropolitana de Coimbra já tem estatutos («que podem ser melhorados», diz), «sabe-se o que é, é algo de palpável e as comunidades intermunicipais não se sabe muito bem o que são», remata.
Fechado este “primeiro round”, o município de Góis está na área Metropolitana de Coimbra, pelo menos durante os próximos cinco anos.
quinta-feira, fevereiro 05, 2004
Autarcas e técnicos florestais reclamam investimentos ...........
Autarcas e técnicos florestais do Pinhal Interior reclamaram ontem o cumprimento das promessas do Governo de investir em estruturas de combate e prevenção aos incêndios, para minorar os danos da próxima época de fogos
«O Estado tem que ser uma pessoa de bem e cumprir o que prometeu», considerou durante uma reunião em Pedrógão Grande Manuel da Costa, director-executivo do Instituto para o Desenvolvimento Agrário da Região Centro (IDRAC), que está a apoiar a elaboração de Projectos Municipais de Ordenamento Florestais (PMOF).
O Pinhal Interior abrange zonas dos concelhos de Santarém, Leiria, Coimbra e Castelo Branco e na reunião de ontem estiveram presentes representantes dos concelhos de Mação, Oleiros, Proença-a-Nova, Góis, Sertã e Pedrógão Grande, apontando uma série de investimentos em infra-estruturas semelhantes que travem a progressão dos incêndios.
«O Estado tem de ter coragem e custear as primeiras intervenções», defendeu António Louro, vereador da Câmara de Mação. «Os grandes incêndios florestais não se apagam, contêm-se», frisou António Louro, considerando «ridículas» as tentativas de enfrentar frentes de fogo com mais de 20 quilómetros, como agora sucede.
Segundo disse, a criação de faixas de terreno largas sobre as encostas que funcionem como «tampões» à progressão das chamas em áreas de seis mil hectares é essencial para impedir a destruição da floresta portuguesa. O retorno da agricultura, nomeadamente em áreas mais sensíveis, seria outra das soluções ideais para a gestão do território, defendeu António Louro. O autarca afirmou ainda que não é por acaso que o concelho da região menos afectado pelos fogos - a Sertã - é o que possui mais actividade agrícola.
O ordenamento conjunto das grandes manchas florestais por agrupamentos de proprietários, com gestão profissional, a construção de novos aceiros, pontos de água e de vigia, bem como linhas de defesa em torno das aldeias são algumas das propostas. O autarca disse ainda que a existência de um cadastro actualizado, por si só, não permite a identificação e responsabilização dos proprietários.
Contudo, afirmou, o sucesso destas iniciativas depende da capacidade de mobilização das populações que têm de ter capacidade de agrupar-se, ter algumas despesas - para aumentar as receitas futuras - mantendo incólume a posse da propriedade. A mesma opinião tem Rui Giestas, técnico da Associação Florestal do Concelho de Góis, que apresentou os projectos já existentes no município para a produção florestal ordenada. Revelou que a certificação da madeira do concelho é uma das metas finais deste Projecto, que prevê investimentos de 500 mil euros durante quatro anos.
Atrasos e burocracia
Por seu turno, Diamantino André, autarca de Proença-a-
-Nova, disse temer que estes projectos «não sejam mais do que papéis para arder no Verão» se o «poder central e a opinião pública não considerar esta questão como uma prioridade».
O autarca da Sertã, José Paulo Farinha, mostrou-se pessimista face ao futuro e lamentou que muitos destes projectos só tenham tido a atenção devida depois da última época de fogos. As soluções no terreno devem também passar pela instalação de uma moto-bomba em cada aldeia, mecanização do tratamento das florestas e pelo controlo informático da sua gestão, bem como pela redução da densidade arbórea junto às estradas ou a manutenção da vegetação ligeira junto aos cursos de água.
Segundo o director-executivo do IDARC, cerca de 100 dos 160 milhões de euros que Portugal recebeu de fundos comunitários para a floresta já «foram destruídos pelas chamas». O responsável criticou ainda o «excessivo atraso e burocracia» na avaliação de cada projecto local.
Confrontado com estas críticas, Miguel Serrão, adjunto do secretário de Estado das Florestas, escusou-se a responder directamente aos apelos dos autarcas, mas garantiu que existem apoios comunitários para os projectos anunciados. No seu entender, o emparcelamento funcional do território, com agrupamentos de produtores, é uma das soluções para gerir o território nacional. «O nosso grande drama é a falta de gestão no minifúndio», afirmou, reconhecendo ainda alguns atrasos na aprovação de candidaturas dos projectos, causadas pela mudança de responsáveis nas Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR’s).
«O Estado tem que ser uma pessoa de bem e cumprir o que prometeu», considerou durante uma reunião em Pedrógão Grande Manuel da Costa, director-executivo do Instituto para o Desenvolvimento Agrário da Região Centro (IDRAC), que está a apoiar a elaboração de Projectos Municipais de Ordenamento Florestais (PMOF).
O Pinhal Interior abrange zonas dos concelhos de Santarém, Leiria, Coimbra e Castelo Branco e na reunião de ontem estiveram presentes representantes dos concelhos de Mação, Oleiros, Proença-a-Nova, Góis, Sertã e Pedrógão Grande, apontando uma série de investimentos em infra-estruturas semelhantes que travem a progressão dos incêndios.
«O Estado tem de ter coragem e custear as primeiras intervenções», defendeu António Louro, vereador da Câmara de Mação. «Os grandes incêndios florestais não se apagam, contêm-se», frisou António Louro, considerando «ridículas» as tentativas de enfrentar frentes de fogo com mais de 20 quilómetros, como agora sucede.
Segundo disse, a criação de faixas de terreno largas sobre as encostas que funcionem como «tampões» à progressão das chamas em áreas de seis mil hectares é essencial para impedir a destruição da floresta portuguesa. O retorno da agricultura, nomeadamente em áreas mais sensíveis, seria outra das soluções ideais para a gestão do território, defendeu António Louro. O autarca afirmou ainda que não é por acaso que o concelho da região menos afectado pelos fogos - a Sertã - é o que possui mais actividade agrícola.
O ordenamento conjunto das grandes manchas florestais por agrupamentos de proprietários, com gestão profissional, a construção de novos aceiros, pontos de água e de vigia, bem como linhas de defesa em torno das aldeias são algumas das propostas. O autarca disse ainda que a existência de um cadastro actualizado, por si só, não permite a identificação e responsabilização dos proprietários.
Contudo, afirmou, o sucesso destas iniciativas depende da capacidade de mobilização das populações que têm de ter capacidade de agrupar-se, ter algumas despesas - para aumentar as receitas futuras - mantendo incólume a posse da propriedade. A mesma opinião tem Rui Giestas, técnico da Associação Florestal do Concelho de Góis, que apresentou os projectos já existentes no município para a produção florestal ordenada. Revelou que a certificação da madeira do concelho é uma das metas finais deste Projecto, que prevê investimentos de 500 mil euros durante quatro anos.
Atrasos e burocracia
Por seu turno, Diamantino André, autarca de Proença-a-
-Nova, disse temer que estes projectos «não sejam mais do que papéis para arder no Verão» se o «poder central e a opinião pública não considerar esta questão como uma prioridade».
O autarca da Sertã, José Paulo Farinha, mostrou-se pessimista face ao futuro e lamentou que muitos destes projectos só tenham tido a atenção devida depois da última época de fogos. As soluções no terreno devem também passar pela instalação de uma moto-bomba em cada aldeia, mecanização do tratamento das florestas e pelo controlo informático da sua gestão, bem como pela redução da densidade arbórea junto às estradas ou a manutenção da vegetação ligeira junto aos cursos de água.
Segundo o director-executivo do IDARC, cerca de 100 dos 160 milhões de euros que Portugal recebeu de fundos comunitários para a floresta já «foram destruídos pelas chamas». O responsável criticou ainda o «excessivo atraso e burocracia» na avaliação de cada projecto local.
Confrontado com estas críticas, Miguel Serrão, adjunto do secretário de Estado das Florestas, escusou-se a responder directamente aos apelos dos autarcas, mas garantiu que existem apoios comunitários para os projectos anunciados. No seu entender, o emparcelamento funcional do território, com agrupamentos de produtores, é uma das soluções para gerir o território nacional. «O nosso grande drama é a falta de gestão no minifúndio», afirmou, reconhecendo ainda alguns atrasos na aprovação de candidaturas dos projectos, causadas pela mudança de responsáveis nas Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR’s).
domingo, janeiro 25, 2004
Condutora detida com 3,12 de álcool ......................
A PSP de Coimbra, através da secção de trânsito, deteve este semana sete pessoas por condução sob efeito de álcool, entre as quais uma condutora de 44 anos que apresentava uma taxa de alcoolemia de 3,12 gramas de álcool por litro.
A condutora foi, aliás, a recordista, pela negativa, de entre os detidos, e foi detectada na noite de quarta-feira, após se ter envolvido em acidente de viação. Também na sequência de acidente, mas na terça-feira, a PSP deteve um condutor com 2,71 gramas de álcool por litro de sangue.
Comentários cá do je.....
Muita falta de cuidado.
Se tivesse comido chanfana...nada disto acontecia.
Ainda bem que não foi em Poiares...pois aqui a GNR só se preocupa com as pessoas que vão às compras....e multam-nas por mau estacionamento.
É vê-los com um cadernito todo sebento a tomar conta das matriculas.
E o pior é que os avisos só aparecem muitos meses para pagar a multa....quando já ninguem se lembra.
A condutora foi, aliás, a recordista, pela negativa, de entre os detidos, e foi detectada na noite de quarta-feira, após se ter envolvido em acidente de viação. Também na sequência de acidente, mas na terça-feira, a PSP deteve um condutor com 2,71 gramas de álcool por litro de sangue.
Comentários cá do je.....
Muita falta de cuidado.
Se tivesse comido chanfana...nada disto acontecia.
Ainda bem que não foi em Poiares...pois aqui a GNR só se preocupa com as pessoas que vão às compras....e multam-nas por mau estacionamento.
É vê-los com um cadernito todo sebento a tomar conta das matriculas.
E o pior é que os avisos só aparecem muitos meses para pagar a multa....quando já ninguem se lembra.
sábado, janeiro 24, 2004
Montaria ao javali em terras de Penacova ..............
As “Montarias do Centro” estão de volta, desta feita em Penacova. O encontro está marcado para o próximo dia 31 e, para além da tradicional caçada, o evento tem um intuito marcadamente turístico, dando a conhecer as potencialidades de uma região “abençoada pela Natureza”
Há cerca de 12 anos que, de uma forma quase ininterrupta, as montarias ao javali marcam encontro com a mancha florestal do concelho de Penacova, recuperando uma tradição que marcou gerações. Hoje, mais do que a caçada, a iniciativa tem uma vertente marcadamente lúdica e de promoção do turismo na região. Isso mesmo reconhece o presidente da autarquia penacovense, sublinhando a colaboração, em termos organizativos, da Região de Turismo do Centro. «A nossa região é sobretudo procurada no período de Verão e, na época baixa, de Inverno, as montarias constituem uma forma de atrair turistas, quebrando a sazonalidade que nos caracteriza», explica Maurício Teixeira Marques.
O autarca enfatiza, também, a grande tradição de montarias nesta região. Todavia, reconhece, «não tinham esta visibilidade, nem esta aposta claramente turística». E, como o turismo e a gastronomia andam de “mãos dadas” e a beleza das paisagens contribui para abrir o apetite, a verdade é que as montarias reservam um espaço particular para a divulgação da cozinha tradicional da região. «Estas refeições, servidas no âmbito da montaria, são uma montra da gastronomia local, contemplando os vinhos, os pratos principais e as sobremesas», diz o edil de Penacova.
Por isso não será de estranhar a sui generis ementa reservada para o pequeno-almoço, ou melhor, o “taco” dos monteiros. todos os dias. É uma refeição para monteiros e, como tal, «Não é um pequeno-almoço como aqueles a que estamos habituados mas mais substancial», alerta, desde logo, o autarca, antes de descrever, “por alto”, os ingredientes que vão estar sobre a mesa. Assim, para além dos tradicionais aperitivos, há sopa de hortaliça e um prato de bacalhau, «típico da zona» e ainda fruta.
Depois de um “taco” desta natureza, o almoço obviamente deixa expectativas e a organização, que este ano inclui a Associação de Caçadores e Pescadores do Alto Concelho de Penacova, promete não “deixar créditos em mãos alheias”. A chanfana é o prato principal e obrigatório da refeição e Maurício Teixeira Marques escusa-se a entrar em polémicas ou reivindicações relativamente à “propriedade” da chanfana. «É um prato típico da região, não é propriedade de ninguém, mas de todos». Como alternativa, destinada àqueles que eventualmente possam ter “a veleidade” de não apreciar chanfana, está previsto um outro prato, igualmente suculento e apetitoso: cabrito assado no forno. A doçaria também não vai faltar, com destaque especial para a doçaria conventual, que tem em Penacova uma referência emblemática, mormente com os pastéis de Lorvão e as nevadas de Penacova.
O programa tem início às 8h00, com a concentração dos monteiros na praia fluvial de Vimieiro, em, S. Pedro de Alva e meia hora mais tarde assiste-se ao “taco” (pequeno-almoço). Para as 9h30 está marcado o sorteio das portas, seguindo-se a partida para a mancha. A montaria propriamente deita começa às 11h30, terminando duas horas mais tarde. O almoço realiza-se a partir das 16h00 e pelas 18h00 é tempo para se proceder à distribuição de troféus e leilão dos javalis abatidos.
De referir ainda que os interessados em participar nesta montaria ao javali podem efectuar a respectiva inscrição, no Posto de Turismo da Câmara Municipal de Penacova ou na Associação de Caçadores e Pescadores do Alto Concelho de Penacova. Os residentes na freguesia pagam 30 euros (a taxa de inscrição mais barata), enquanto aqueles que vivem no concelho pagam mais 10 euros. Os restantes interessados, sem ligação à terra de Penacova, terão de pagar uma taxa de inscrição de 60 euros.
quinta-feira, janeiro 22, 2004
Mortágua é zona livre de fogos .............
Prevenção, Autarquia, bombeiros, GNR e produtores florestais uniram-se para curar a chaga. Quase não há incêndios há 14 anos, o que permitiu crescimento do negócio do eucalipto
Mortágua era um dos concelhos do país mais martirizados pelos fogos florestais. Na década de 80, centenas de hectares de floresta ardiam todos os anos. Um autêntico flagelo, que parecia não ter fim nem solução. A principal riqueza do município, sustento económico da maioria das famílias, estava à mercê dos implacáveis incêndios de Verão. Porém, a partir de 1990, a situação mudou radicalmente. Porquê? Porque se apostou forte na prevenção e na vigilância florestal.
O esforço conjunto de Câmara, bombeiros, juntas de freguesia, GNR e associação local de produtores florestais daria frutos logo nesse ano.
De então para cá, a área ardida passaria a ser diminuta e o número de fogos irrisório. Nos últimos quatro anos, por exemplo, a área consumida pelos incêndios florestais desceu mesmo, em média, até um hectare por ano. O registo conseguido, que bem pode servirde exemplo para outras zonas do país, só pode ter um epíteto: fantástico.
Uma das estratégias de maior êxito assentou na abertura de caminhos florestais e na criação de diversos pontos de água. Até hoje, a Câmara de Mortágua rasgou cerca de 800 quilómetros de caminhos. Criou quase uma centena de pontos de água e construiu vários postos de vigia, espalhando-os pela densa floresta, maioritariamente constituída por eucaliptais. A rede de estradas florestais e a profusão dos pontos de água permitiram aos bombeiros um combate mais rápido e mais eficaz aos fogos.
Negócio da floresta cresceu
Ao empenho da autarquia, juntou-se o interesse da associação de produtores florestais, que queria manter, a todo o custo, a floresta viva e rentável. Para isso, incentivou acções de limpeza das propriedades e promoveu campanhas de sensibilização junto dos proprietários, alertando-os para a importância e necessidade da limpeza e ordenamento florestal.
O esforço foi bem compreendido e melhor sucedido, já que o negócio da florestal cresceu de forma incomensurável, melhorando as condições de vida da população.
O concelho de Mortágua tem uma das maiores manchas florestais do país (85% do seu território). A plantação de eucalipto começou nas décadas de 60 e70, suplantando o pinheiro, espécie menos lucrativa. Hoje, não há quem não seja dono de um eucaliptal e não faça dele um bom negócio, vendendo a madeira para a indústria das celuloses. A empresarialização da floresta dá frutos.
"Representa a mais importante forma de estar, de viver e de rendimento dos mortaguenses. O cenário é quase de uma dependência florestal",
Mortágua era um dos concelhos do país mais martirizados pelos fogos florestais. Na década de 80, centenas de hectares de floresta ardiam todos os anos. Um autêntico flagelo, que parecia não ter fim nem solução. A principal riqueza do município, sustento económico da maioria das famílias, estava à mercê dos implacáveis incêndios de Verão. Porém, a partir de 1990, a situação mudou radicalmente. Porquê? Porque se apostou forte na prevenção e na vigilância florestal.
O esforço conjunto de Câmara, bombeiros, juntas de freguesia, GNR e associação local de produtores florestais daria frutos logo nesse ano.
De então para cá, a área ardida passaria a ser diminuta e o número de fogos irrisório. Nos últimos quatro anos, por exemplo, a área consumida pelos incêndios florestais desceu mesmo, em média, até um hectare por ano. O registo conseguido, que bem pode servirde exemplo para outras zonas do país, só pode ter um epíteto: fantástico.
Uma das estratégias de maior êxito assentou na abertura de caminhos florestais e na criação de diversos pontos de água. Até hoje, a Câmara de Mortágua rasgou cerca de 800 quilómetros de caminhos. Criou quase uma centena de pontos de água e construiu vários postos de vigia, espalhando-os pela densa floresta, maioritariamente constituída por eucaliptais. A rede de estradas florestais e a profusão dos pontos de água permitiram aos bombeiros um combate mais rápido e mais eficaz aos fogos.
Negócio da floresta cresceu
Ao empenho da autarquia, juntou-se o interesse da associação de produtores florestais, que queria manter, a todo o custo, a floresta viva e rentável. Para isso, incentivou acções de limpeza das propriedades e promoveu campanhas de sensibilização junto dos proprietários, alertando-os para a importância e necessidade da limpeza e ordenamento florestal.
O esforço foi bem compreendido e melhor sucedido, já que o negócio da florestal cresceu de forma incomensurável, melhorando as condições de vida da população.
O concelho de Mortágua tem uma das maiores manchas florestais do país (85% do seu território). A plantação de eucalipto começou nas décadas de 60 e70, suplantando o pinheiro, espécie menos lucrativa. Hoje, não há quem não seja dono de um eucaliptal e não faça dele um bom negócio, vendendo a madeira para a indústria das celuloses. A empresarialização da floresta dá frutos.
"Representa a mais importante forma de estar, de viver e de rendimento dos mortaguenses. O cenário é quase de uma dependência florestal",
Floresta...............Prevenção de fogos não passa das promessas....
Prevenção de fogos não passa das promessas
Demora no lançamento de medidas compromete a época, dizem produtores. Alteração do dispositivo de combate e a distribuição de apoios marcam passo
"Parece-me que este é mais um ano em que vamos pedir a S. Pedro para ser nosso amigo". A opinião sobre o que (não) se tem feito a nível da prevenção de fogos florestais é de António Salgueiro, engenheiro florestal que colabora com a a associação Forestis no campo da formação de técnicas de fogo controlado.
Os incêndios de Verão previnem-se no Inverno, mas, tanto da parte de interlocutores do Governo como de especialistas independentes, há muito cepticismo quanto à possibilidade de algum coelho ser tirado da cartola a tempo da chamada época de fogos deste ano.
João Soares, secretário de Estado das Florestas, salienta que as medidas previstas na resolução de Conselho de Ministros de 31 de Outubro "estão a ser preparadas e serão anunciadas primeiramente na Assembleia da República", durante a reunião plenária para o balanço geral dos fogos de 2003, que se realiza hoje.
Sem destapar o véu sobre o trabalho desenvolvido no âmbito da mais jovem Secretaria de Estado deste Governo, limita-se a garantir que irá apresentar "o pacote de medidas calendarizadas até 31 de Janeiro" dentro do prazo.
Sem deixar de concordar que "ainda vamos a tempo" de introduzir acções concretas de prevenção, António Salgueiro contrapõe que "todo o tempo que passa é tempo perdido". Até porque "este era um ano de se ter feito algo de inovador".
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