quinta-feira, março 04, 2004

Lousã recebe o primeiro Boutique Hotel de Portugal ................

O Palácio da Lousã, outrora Palácio da Viscondessa do Espinhal vai transformar-se no primeiro Meliá Boutique de Portugal. Em causa está uma conjugação feliz entre a História, o património e a arte de bem receber. A inauguração está prevista para Setembro ou Novembro

O primeiro Hotel Meliá Boutique existente em Portugal vai ser inaugurado na Lousã. Em causa está um conceito novo que conjuga sabiamente a comodidade e os serviços personalizados com um ambiente de requinte.
Trata-se de «algo muito gratificante», afirma Mónica Gonçalves, responsável pelo Meliá Coimbra. «Quando começaram as negociações com a Sol Meliá percebemos logo que, pelas suas características, esta unidade não se enquadrava no figurino habitual que temos, de hotéis de cidade, tipicamente de negócios», explica aquela responsável, acrescentando que essas mesmas característica se encaixavam numa outra linha, mais recente, que o grupo possui. Trata-se dos “Boutique Hotel” ou, como Mónica Gonçalves prefere, os «hotéis de charme», que colocam um cuidado especial em factores como a decoração, esclarece.
«Em Portugal não havia nenhum», afirma Mónica Gonçalves, explicando que se trata de uma linha já com expressão em países como França, Bélgica, Espanha (essencialmente), mas também na Suíça, Tunísia e Argentina. E esta foi a oportunidade que a cadeia decidiu aproveitar.
«É um hotel extremamente bonito, um edifício histórico muito bem recuperado», sublinha, apontando para o facto de a ala antiga, com a traça original completamente preservada, ser enriquecida com uma ala nova. «Vai ser um projecto interessante e uma mais-valia». Explicando, Mónica Gonçalves esclarece que o Meliá Palácio da Lousã vai funcionar em conjugação com o Meliá Coimbra, aproveitando as sinergias de ambos os lados.
Todavia, o Palácio da Lousã distingue-se, não apenas pelo facto de funcionar num edifício histórico, de valor patrimonial reconhecido, mas por todo o envolvimento e ambiência que se pretende criar e que constitui a característica dominante destes “hotéis de charme”. «A decoração é extremamente cuidada», refere Mónica Gonçalves, que espera ter uma equipa de arquitectos a trabalhar nesse projecto, conjugando muito do que já existe com elementos novos. «Os frescos, os tectos, vão manter-se», frisa.
Relativamente aos destinatários deste empreendimento, o público alvo preferencial são os «clientes de lazer», que se centrarão sobretudo aos fins-de-semana. Mas a esta classe média/alta, destinatários naturais deste tipo de infra-estruturas, Mónica Gonçalves espera juntar, também, o segmento de negócios. Isto porque o hotel vai ficar dotado com espaços próprios, capazes de receber congressos e reuniões, nomeadamente duas salas, com capacidade para 150 e 300 pessoas. Significa que, «não vai haver limites para o cliente alvo», diz Mónica Gonçalves e, inclusivamente, poderá vir a equacionar-se uma proximidade maior, em termos de parceria relativamente a alguns eventos, com o Meliá de Coimbra.
Mas, para além destas salas, o Meliá Palácio da Lousã, localizado no centro histórico da vila e envolvido por paisagens deslumbrantes sobre a serra, vai oferecer 45 quartos, um restaurante que irá fazer justiça aos sabores da gastronomia local e também um bar, com ambiente de requinte e uma magnífica vista sobre a Serra da Lousã. A nível exterior, destaque para a piscina, “abraçada” por Jardins Formais”, Healt Club e court de ténis.
As obras de recuperação estão a decorrer e a inauguração poderá acontecer em Setembro ou mais sobre o final do ano, em Novembro.



Tabuleiro (finalmente) fechado .....................


O secretário de Estado das Obras Públicas vem amanhã a Coimbra confirmar o fecho do tabuleiro da Ponte Europa. Após uma longa paragem, as dúvidas, as polémicas e a necessidade de um novo projecto, parece que está cada vez mais próxima a tão esperada (e adiada) inauguração desta ligação entre as margens do Mondego. Tudo aponta para que seja em Maio

Não será demais dizer que amanhã será um dia marcante para Coimbra. Depois de vários prazos apontados, das dúvidas em relação à viabilidade da obra e de algumas polémicas em volta do projecto e da localização, o Instituto de Estradas de Portugal (IEP) dá, assim, em termos práticos, por concluída a obra na Ponte Europa.
Numa cerimónia que contará com a presença do secretário de Estado das Obras Públicas, Jorge Costa, e de alguns outros convidados, o “dono da obra” convida a assistir à junção das duas margens do rio Mondego, ou seja, ao fecho do tabuleiro da Ponte Europa.
Tal como estava previsto desde Abril do ano passado e já havia sido anunciado por diversas vezes por Santinho Horta, director da obra do IEP, Março é o mês em que, depois da adopção de um novo método construtivo, o tabuleiro da Ponte Europa fica concluído. A promessa é, assim, cumprida e fica firmada com a cerimónia de amanhã, onde está prevista, a partir das 9h50, com a presença de Jorge Costa, uma breve explicação técnica sobre a obra, por Santinho Horta e, logo depois, a concretização do fecho do tabuleiro.

Conclusão da ponte em Maio “de certeza”

Com os prazos a cumprirem-se escrupulosamente, será também de prever que até Maio, mês em que deverá ser inaugurada a Ponte Europa, se proceda à desmontagem dos equipamentos de execução e aos acabamentos da obra, sendo que, no que diz respeito a acessos à ponte, deverão estar concluídos já em Abril os túneis de ligação à Estrada da Beira (EN-17) e ao Pólo II.
Convidado a comentar a vinda a Coimbra de Jorge Costa e o fecho do tabuleiro da Ponte Europa, Carlos Encarnação afirmou que «é com gosto» que o faz, mostrando-se satisfeito por, finalmente estar construída e por «as pessoas não terem tido de passar pela vergonha de ver uma obra, em Coimbra, deitada a baixo ou não concluída».
E, adianta, «o facto de a obra ter estado parada, de se ter mandado fazer um projecto novo, de se terem contratado três projectistas» para fazer esse mesmo projecto «é prova mais que suficiente» para o autarca que «isso esteve em vias de acontecer».
Recordando que foi «tirado muito dinheiro dos cofres do Estado e do bolso dos cidadãos», para além de terem sido apresentados muitos prazos de execução «que deram no que se viu», Encarnação mostrou-se especialmente satisfeito com a sua posição de «firmeza e de rigor» face a toda a polémica que envolveu a Ponte Europa. De tal maneira que chegou «a avançar com a possibilidade de processar o Estado».
Agora que o pior já passou, o autarca diz ter «a certeza» de que em Maio a obra está concluída e pronta a inaugurar. «Estou muito satisfeito com isso, não pela ponte, que detesto, nem pela localização, que tenho muita pena que seja aquela, mas por termos evitado a vergonha maior de que a ponte não fosse construída», concluiu.
O Diário de Coimbra tentou ouvir o director da obra do IEP, mas, embora num primeiro momento, Santinho Horta se tenha mostrado disponível para prestar declarações ao nosso Jornal, até ao fecho da nossa edição, e apesar de várias tentativas, tal acabou por não ser possível.



MIRANDA DO CORVO– Semide quer Academia da verdadeira chanfana.....

O seu a seu dono, segundo o presidente da Junta de Freguesia

Semide assume-se não como a capital da chanfana, mas como o “berço” da verdadeira chanfana. E para o provar, “serve-se” da história e das lendas por ela alimentada. Certo é o facto do presidente da Junta de Freguesia estar já a estudar o estatutos da futura Academia da verdadeira chanfana de Semide.
O presidente da Junta de Freguesia de Semide está a estudar a hipótese de avançar com a criação de uma Academia da Chanfana. Em declarações, João Carvalho garantiu que “a verdadeira chanfana é oriunda de Semide” e que por isso, está já a elaborar um projecto de estatutos para a criação da Academia da verdadeira chanfana de Semide”.
E a história parece dar razão ao autarca. Embora com várias versões, sabe-se ao certo que a vila de Semide é referida no século XI como propriedade de D. Anião da Estrada, um fidalgo asturiense que tinha três filhos que decidiram construir um mosteiro para acolher monges beneditinos. No entanto, o mosteiro viria a receber freiras, ainda no século XII, nomeadamente as netas de S. Anaia de Estrada.
E foram estas freiras que ficaram ligadas à história da freguesia e da região, mas também, às lendas que entretanto foram nascendo. “E uma delas – conta João Carvalho – diz que aquando das invasões francesas, o povo envenenou as águas para matar os franceses. Mas como tinham de comer, passaram a cozinhar a carne com o vinho da região”.As lendas não se ficam por aqui. Mas todas elas acabam por “colocar” a invenção da receita da chanfana na cozinha do Mosteiro de Semide e, por isso, nas mãos das freiras.
Mas há mais. Respondendo, ou melhor, dando uma acha para a fogueira que divide as autarquias de Vila Nova de Poiares (onde existe a Confraria da Chanfana) e de Miranda do Corvo (onde foi criada a Confraria da Cabra Velha) quanto à origem da chanfana, o autarca garante que “a verdadeira chanfana não é feita de carne velha, nem leva salsa ou toucinho”. “A verdadeira chanfana nasceu em Semide e ainda hoje se confecciona aqui”, reforçou. Adiantando que não lhes interessa entrar numa qualquer guerra, o autarca sublinha que Semide não quer ser nem capital nacional nem capital universal da chanfana, simplesmente porque “ela é o berço da verdadeira chanfana”.
O presidente da Junta de Freguesia de Semide reconhece que a chanfana é um prato confeccionado um pouco por toda a região Centro, mas em Semide ela é genuína “e onde vale a pena ir para descobrir o verdadeiro sabor”.
Quanto à Academia, João Carvalho reconhece que são aquelas que “ditam” e transmitem o verdadeiro conhecimento e sabedoria. “E como já existem duas confrarias a chamarem a si o berço de um dos pratos mais procurados e apreciados nesta região, considero que nada melhor do que chamar Academia da verdadeira chanfana de Semide à nossa entidade”, considera.



terça-feira, março 02, 2004

LOUSÃ – Acusações de corrupção na assembleia da Lousã......

LOUSÃ – Acusações de corrupção na assembleia da Lousã
Presidente da Câmara na mira de munícipes exaltados

Um munícipe da Lousã acusou o presidente da Câmara, entre outras coisas, da prática de “corrupção”. O “sururu” aconteceu em plena Assembleia Municipal e o assunto vai acabar em tribunal.
Começou em polvorosa a sessão da Assembleia Municipal da Lousã de sexta-feira última, realizada em Foz de Arouce. Tudo porque dois munícipes irromperam na sala, invectivando o presidente da Câmara, Fernando Carvalho, com acusações graves. Em causa, o processo de legalização da discoteca “Padaria”, que aqueles indivíduos – José Pires Bento, gerente da discoteca “Carpe Diem”, e José Galvão, proprietário do edifício e candidato às últimas Autárquicas pelo CDS/PP – consideram ter tido tratamento de “favor”, em relação a um outro, referente à “Carpe Diem”, ainda em curso.
A situação, tensa e embaraçosa, não teve reacção, por parte do presidente da Assembleia Municipal, Luís Gonçalves. Por seu turno, Fernando Carvalho resolveu ignorar as acusações e centrou-se nos factos, tratando de prestar esclarecimentos sobre o processo da “Padaria”, que se arrasta desde meados do ano passado, quando a Câmara Municipal ordenou o seu encerramento, por manifesta falta de condições de segurança. Seguiu-se a tramitação infelizmente habitual, nestes casos: o proprietário mandou eleborar um projecto, mas tratou de dar início às obras. Os serviços da autarquia não tiveram outro remédio senão intervir, embargando os trabalhos e aplicando a respectiva coima.
Segundo a documentação disponibilizada por Fernando Carvalho, o proprietário da “Padaria” tratou, depois, de percorrer os passos exigidos por lei, designadamente no sentido de obter os pareceres de entidades públicas para a vistoria final e posterior emissão de licença de utilização. Assim, Serviço Nacional de Bombeiros, EDP, Delegação de Saúde, Protecção Civil e Governo Civil, para além dos serviços camarários, vistoriaram e aprovaram as obras.
Sucede que José Bento reclamou, designadamente recorrendo à Inspecção Geral de Administração do Território (IGAT). Esta entidade já pediu, aliás, esclarecimentos à Câmara da Lousã, sobre o assunto. Também à autarquia chegou reclamação do mesmo sujeito, mas a chefe da Divisão de Urbanismo considera não ter a dita chegado, até 30 de Janeiro, chegado aos serviços “devidamente fundamentada, de facto e de direito”.
Voltando à confusão gerada na Assembleia Municipal, resta dizer que os dois maiores partidos, PS e PSD, resolveram tomar uma posição pública de repúdio pelo sucedido, tendo exigido que a IGAT seja chamada a pronunciar-se e, ao mesmo tempo, que se participe os factos ocorridos em Foz de Arouce ao Ministério Público. Quanto ao CDS/PP – partido pelo qual Galvão concorreu à Câmara, recorde-se –, a única representante na AM, Sónia Sousa Mendes (que é, curiosamente, líder distrital do partido) manteve um prudente silêncio.



domingo, fevereiro 29, 2004

PENACOVA - Milhares provaram lampreia em Penacova ................

Autarquia faz balanço positivo do fim-de-semana gastronómico

Ainda não há números exactos, mas a Câmara de Penacova calcula que o VII Fim-de-semana da Lampreia tenha reunido cerca de quatro mil apreciadores. A edição foi, pela primeira vez, alargada a sexta-feira e contou com a adesão de nove restaurantes, o que permitiu servir mais e melhor o prato típico.

Potenciar a gastronomia como vector essencial do desenvolvimento turístico da região é o objectivo que a autarquia de Penacova pretende atingir com a organização do Fim-de-semana da Lampreia, um prato típico do concelho. Ontem à tarde – e apesar de ainda faltar a contabilização dos jantares –, o presidente da Câmara Municipal, Maurício Marques, apontava para cerca de quatro mil o número de clientes registados nos nove restaurantes que aderiram à sétima edição da iniciativa.
O balanço é, nas palavras do autarca, “extremamente positivo”, e a iniciativa é para continuar, já que, através dela, se tem conseguido não só divulgar a gastronomia e os interesse turísticos da região como também se tem potencializado o desenvolvimento dos vários operadores locais. No caso concreto da restauração, a opinião de Maurício Marques é de que “o evento tem sido o catalizador de investimentos na melhoria e na qualidade dos serviços”, de tal forma que “os serviços prestados são hoje bastante melhores, situando-se acima da média”
Esta edição do fim-de-semana da lampreia contou com um maior número de restaurantes e ainda com mais um dia de realização de actividades, pelo que, ao contrário do que, por vezes, acontecia em anos anteriores, não se verificaram grandes atrasos no atendimento aos clientes. Ainda assim, e a provar que a lampreia reúne um grande número de apreciadores, o presidente da Câmara notou que ontem às 16H00, nalguns estabelecimentos, ainda havia pessoas a começar a almoçar.
Em cada restaurante, os clientes tiveram a oportunidade de concorrer a fins-de-semana nas casas de turismo rural e no Hotel de Penacova, devendo o sorteio ser realizado esta semana. Uma forma de promover a região, a que se juntou ainda, ao longo destes três dias, a sugestão da organização de visita a locais de referência como o Mosteiro do Lorvão, os Moinhos da Portela de Oliveira, o Museu Vitorino Nemésio, os Fornos de Cal, a Praia Fluvial do Vimieiro ou a zona da Barragem da Aguieira. A acrescentar à apreciada lampreia e outra gastronomia regional estes são, no entender da autarquia, motivos mais do que suficientes para uma visita.

“Há anos que pedimos a escada de peixe”

A Confraria da Lampreia e a Amigos do Mondego e Efluentes (AMA) aproveitou o fim-de-semana da lampreia para, em colaboração com os restaurantes participantes na iniciativa, recolher dos visitantes a assinatura de uma petição a enviar à Assembleia da República, com vista à construção de uma escada de peixe na Ponte Açude, em Coimbra. Também a autarquia defende esta intervenção, no entanto, Maurício Marques esclarece que a luta da Câmara é bastante mais antiga, data já de 1998.
“Há anos que a Câmara tem vindo a alertar para a necessidade de construir uma escada de peixe, sob pena de, progressivamente, se correr o risco de extinção da lampreia, bem como de outras espécies como é o caso do sável”, declarou o autarca de Penacova, notando que foi, aliás, devido a esta “insistência” que se conseguiu, recentemente, a discussão e aprovação da obra na Câmara de Coimbra.
O projecto está orçado em dois milhões e meio de euros, uma estimativa que Maurício Marques entende ser “um pouco elevada”, mas que considera “indispensável” para a sobrevivência da espécie nas regiões do Mondego e do Alva, onde outrora a lampreia era bastante abundante.
No início de Março, a autarquia de Penacova pretende trazer ao concelho o presidente do Instituto Nacional da Água (INAG), em mais uma tentativa de sensibilização das autoridades para o problema.
Recorde-se que, desde que foi feito o açude do Mondego, em Coimbra, lampreia apenas pode subir o rio para desovar com a ajuda de técnicos do Serviço Florestal – que faz a captura e o transporte para montante – ou quando se verificam as cheias.

PENACOVA – Fim-de-semana em Penacova com um gostinho a lampreia.........

Banhado pelo Rio Mondego que lhe levava a lampreia, o concelho de Penacova desenvolveu um dos pratos mais procurados na região

Penacova aposta forte na festa da lampreia. Durante este fim-de-semana – sexta, sábado e domingo – nove restaurantes do concelho mostram o que valem e dão a provar o tradicional arroz de lampreia, entre outros pratos deliciosos. Uma oportunidade para conhecer a gastronomia, o artesanato e as belas paisagens que o concelho tem para oferecer.

Hoje tem início o sétimo fim-de-semana da lampreia em Penacova. Organizado pela Câmara Municipal, o certame pretende promover a gastronomia local através de um dos pratos mais conhecidos e tradicionais da região, o arroz de lampreia.
À semelhança das edições anteriores, o certame decorre em nove restaurantes do concelho, que vão praticar preços convidativos: 55 euros a lampreia e 15 euros a dose. Quem se deslocar a Penacova este fim-de-semana, para além de saborear este prato, tem direito à oferta de doces conventuais regionais – como são as nevadas e os pastéis de Lorvão – e à água, cedida pela Águas das Caldas de Penacova. Haverá também artesãos locais a trabalhar ao vivo nos restaurantes, a manufacturar palitos, moinhos de vento, barcas serranas. O apreciador também vai ter oportunidade de ganhar, através de sorteio, uma dormida no Hotel Palacete do Mondego ou quatro dormidas nas três casas de turismo rural do concelho: Nascer do Sol (Vale Carvalho), Casa das Oliveiras (Vila Nova) e Casa de Turismo Rural da Carvoeira.
Nas edições anteriores, o fim-de-semana resumia-se a dois dias, sábado e domingo. “Este ano os restaurantes fizeram pressão e disseram que se justificava fazer durante três dias”, explica António Simões, vice-presidente da Câmara Municipal de Penacova, pelo que se adicionou a sexta-feira.
“Temos um conjunto de muito bons restaurantes no concelho e nesta época Penacova é o destino privilegiado para a lampreia. Para eles (restaurantes) é uma mais-valia toda esta promoção turística para o concelho”, afirma António Simões. Segundo o responsável, é importante que haja uma interacção grande entre todos os intervenientes, envolvendo a autarquia, restaurantes, hotelaria, as águas, os artesãos. “O objectivo é envolver não só as pessoas que possam ter uma mais-valia para a sua actividade, mas também a população do concelho, de forma a criar uma auto-estima para os penacovenses e uma empatia com as pessoas que vêm de fora. Para que as pessoas sintam isto como seu”, afirma.
A Câmara Municipal tem apostado na promoção do certame através da comunicação social e num conjunto de iniciativas paralelas, como é o caso de duas exposições de pintores do concelho (de Frutuoso Oliveira no átrio da Câmara e de José da Fonte na Biblioteca) e de uma ludoteca itinerante onde as crianças podem permanecer durante o dia. A aliar a isto, há as paisagens naturais que Penacova tem para oferecer. “As pessoas que vêm ficam a gostar de Penacova, que tem uma paisagem muito agradável”, garante o vice-presidente, que sublinha que quem gostar de aventuras tem disponíveis equipamentos para a prática de rappel, slide, tiro com arco e canoagem, na praia fluvial do Reconquinho.
A “fama” do certame já ganhou alguma dimensão. “Quem vem normalmente gosta de voltar. O ano passado, veio um casal de Lisboa de propósito para almoçar lampreia e depois voltou de taxi. Outros quase que deixam marcado nos restaurantes de um ano para o outro”, conta António Simões, referindo que as pessoas vêm de todo o lado, muitos do Norte e também de Lisboa.
Nas últimas edições a afluência tem sido de “milhares de pessoas”. “De ano para ano tem sido melhor, tanto que este ano passámos para três dias para que o tempo do evento seja maior”, assim como a afluência do público.

VOLTADA PARA O TURISMO

Penacova está em condições de dar um salto qualitativo, afirma o vice-presidente da Câmara Municipal. Apesar de alguns constrangimentos, que têm que ver com a estrutura do concelho e o terreno acidentado, o responsável considera que as grandes obras estruturais do concelho do pós 25 de Abril estão resolvidas e que o caminho a tomar é apostar no turismo.
“As estradas estão muito melhores, não só no acesso pelo IP3 mas nas outras vias do concelho”, refere António Simões, sublinhando que foi criado um conjunto de infra-estruturas “viradas para a qualidade de vida das pessoas”, como o hotel, as casas de turismo rural, as piscinas municipais, a água ao domicílio em todo o concelho. “Eu julgo que o turismo é o futuro das autarquias. Penacova tem potencialidade para aproveitar o que a natureza lhe deu”, refere o responsável, nomeando a praia fluvial do Reconquinho e o Rio Alva. E acrescenta que Penacova “tem que se afirmar pela qualidade”, dado que não tem grandes tradições em termos industriais, em virtude da proximidade com Coimbra.
Em busca dessa qualidade, a autarquia fez um conjunto de investimentos nesta área, com a melhoria de espaços públicos, reconstrução dos moinhos, reabilitação do Mosteiro do Lorvão. Há também a ambição de fazer uma exposição permanente na Casa do Monte em Lorvão.
Mas outros projectos estão na forja. António Simões reconhece estar “esperançado” no avanço da construção do novo Palácio da Justiça.
A Câmara cedeu o projecto e o terreno, e espera agora o desenrolar do processo “a curto prazo”. A constrição do novo tribunal viria libertar o actual edifício no centro da vila, onde a Câmara quer instalar a Casa da Cultura. “Temos um conjunto de artistas em Penacova que não têm um espaço próprio para expôr a suas obras. Os nossos artistas merecem ter um espaço que possa ser proporcional à sua qualidade”, refere António Simões. Projectada está também uma nova biblioteca a ser construída na zona junto às escolas, visto que a existente já não preenche todos os requisitos.
Sendo o concelho contemplado com uma grande riqueza natural, a autarquia tem vindo a apostar na sensibilização ambiental. Está a promover um projecto de educação ambiental em todas as escolas do concelho, para além de, até dia 31 de Maio, decorreram dois concursos: um de poesia intitulado “Água, fonte de vida, fonte de inspiração” e um de fotografia sobre o tema “Um olhar sobre o património do concelho”.

Escada de peixe
é fundamental

O projecto da construção de uma escada de peixe na Ponte Açude em Coimbra é uma reivindicação de há muitos anos da Câmara Municipal de Penacova. Em causa está a subida do rio Mondego pela lampreia que já chega em escassa quantidade a Penacova, ao contrário do que acontecia antigamente, antes da existência da Ponte Açude, que constitui um obstáculo aos peixes desta espécie que sobem o rio, não conseguindo atravessá-lo.
Actualmente a quantidade da lampreia em Penacova difere conforme seja um ano de muita pluviosidade ou não. Quando o leito do rio vai cheio, os peixes conseguem passar o obstáculo e subir o rio. “Há dois anos quando houve as inundações houve muita lampreia em Penacova, mas nos outros anos já não foi assim”, recorda António Simões, vice-presidente da Câmara Municipal.
Esta realidade torna a construção do que se convencionou chamar “escada de peixe” muito importante para a continuação da pesca da lampreia no concelho. Actualmente existem apenas três pescadores com licença profissional no concelho a pescar lampreia.
“O que queríamos é que não tivesse aquele obstáculo natural. Corremos o risco da lampreia no Mondego se tornar uma espécie em vias de extinção”, diz o responsável.
Entretanto a Câmara Municipal de Coimbra já aprovou o projecto para a construção da escada de peixe, trazendo um avanço significativo nas pretensões do executivo penacovense. “Agora do projecto até à prática vamos ver o que demora”, refere.
António Simões considera que a lampreia que é apanhada em Penacova “é mais saborosa porque está mais batida das pedras na água limpa do rio Mondego”. “Quanto mais a montante mais saborosa se torna. Por isso é que a lampreia tem outro sabor cá”, garante.
Paralelamente há outras entidades que estão interessadas em levar adiante a construção da escada de peixe. Manuel Flórido, mordomo-mor da confraria da lampreia, garante que a associação quer ser “mais uma voz” que se vai juntar aos amigos do Rio Mondego e afluentes em relação a este projecto. E vão escrever uma petição, que irá circular este fim-de-semana da lampreia em Penacova, para as pessoas assinarem a favor da construção da escada de peixe. “O objectivo é conseguir quatro mil assinaturas para levar à Assembleia da República e o assunto ser discutido em plenário”, explica Manuel Flórido.

Confraria vai defender
pratos regionais e certificação

A confraria da lampreia deverá ser uma realidade muito em breve. A escritura notarial da confraria foi efectuada em Agosto de 2003 e entretanto foram eleitos os corpos sociais, sendo o mordomo-mor Manuel Flórido, o juiz da confraria Fernando Lopes e o presidente do conselho fiscal Mário Pereira. A comissão instaladora fez o regulamento e o ritual. Espera-se agora que seja feito o primeiro capítulo da confraria da lampreia até meados de Abril, para a tomada de posse dos corpos sociais e entronização dos sócios fundadores.
De acordo com Manuel Flórido, a iniciativa foi de um grupo de amigos que normalmente se juntam a mesa, que conversam sobre alguns temas e que depois resolveram criar a confraria da lampreia.
São 12 os membros fundadores e que também constituem a comissão instaladora. A maior parte são naturais do concelho: Manuel Flórido, Carlos Mendes, Álvaro Pereira, Fernanda Pimentel, Álvaro Pinheiro, Luís Menezes, Carlos Fonseca, Leonel Serra e Manuel Feio, e outros exercem a profissão em Penacova: Fernando Lopes, Fernando Andrade, Mário Pereira.
É intenção da direcção realizar a cerimónia ainda durante a época da lampreia, mas está tudo dependente do processo “burocrático” de manufactura dos trajes e insígnias. “Está a ser muito rápido, devido à urgência que temos”, refere o mordomo-mor.

convÍvio e divulgação

A confraria da lampreia tem como objectivos o convívio e a amizade, e a defesa dos saberes e sabores não só da lampreia – o “prato nobre” – mas também os pratos regionais, como o arroz de míscaros, a chanfana, o peixe frito, os pastéis conventuais do Lorvão e as nevadas, o bacalhau com migas, a sopa seca (que a confraria pretende recuperar) e a gastronomia tradicional. Manuel Flórido refere que a associação está numa fase de investigação acerca da lampreia e já foram encontradas 23 maneiras diferentes de confeccionar lampreia.
Outro dos objectivos da confraria é a solidariedade. Os estatutos determinam que 20 por cento da conta da gerência seja destinada a IPSS’s ligadas à juventude e à terceira idade. Se as receitas não forem suficientes, a direcção já pensou em outras formas de ajudar, como promover jantares para as famílias mais carenciadas, por exemplo.
Há várias iniciativas previstas para decorrerem durante o ano ligadas à lampreia e aos pratos regionais. A realização de fins-de-semana ou domingos gastronómicos para promoção de pratos regionais, um seminário, uma exposição de fotografia e outra de pintura sobre a lampreia.
Manuel Flórido revela outras ambições, como fazer uma rota turística da lampreia a nível nacional (e não só) e conseguir a certificação da receita da lampreia à Penacova, que se caracteriza pela confecção com vinho tinto, entre outros ingredientes específicos.

A indumentária dos confrades

O traje dos membros da confraria da lampreia é composto por um capote tipo varino com mangas e carapuço, revestido com uma rede que simboliza a rede em que os pescadores guardavam a lampreia. O capote era usado por pessoas mais abastadas, nomeadamente os arrais das barcas serranas, que servia de agasalho e também era usado em cerimónias. Como o meio era pobre, a peça de vestuário passava do pai para o filho mais velho.
Tem um chapéu de aba larga como se usava nos finais do século XIX, tanto pelos homens como pelas lavadeiras do Mondego.
O mordomo-mor e o juiz usam uma vara, que antigamente era usada pelos rapazes que iam às romarias, e que tanto servia de adorno como de defesa, com uma lâmina pontiaguda na ponta.
A insígnia tem uma medalha branca e azul, cores inspiradas no brasão do concelho e no azul do mar. As mesmas cores estão presentes no escapulário. O logotipo é composto de uma bateira, uma fisga e uma lampreia.



Voluntários de Penacova realizaram simulacro na Barragem da Aguieira................

Podemos dormir descansados



A explosão provocada por curto-circuito, à cota 39,50 metros, seguida de incêndio, ocorreu às 16H35. Um funcionário ficou ferido.
O alarme interno, com comunicação imediata ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Penacova, foi accionado um minuto depois. Na central da Barragem da Aguieira, a brigada de intervenção, composta por funcionários treinados para o efeito, avaliou a situação, tendo determinado a evacuação das instalações. A primeira viatura dos bombeiros demorou 14 minutos a chegar à barragem. O trânsito no IP3, “com camiões que pareciam comboios”, dificultou a marcha dos meios de socorro. Mal entraram nas instalações, os bombeiros recuperaram algum dos tempo perdido na viagem. Dois bombeiros desceram em rappel para a zona de acesso ao interior da barragem. Com as escadas desimpedidas, os restantes elementos não demoraram muito a chegar ao local do sinistro. Dois socorristas, acompanhados por pessoal munido com extintores, efectuaram o reconhecimento, atacaram o incêndio e assistiram o ferido.
Foram, ainda, montadas duas linhas de espuma a partir da viatura de desencarceramento e da viatura de combate a incêndios. “Num caso extremo, poderíamos utilizar espuma, o que, no caso das barragens, é complicado”, explicou António Simões, comandante dos Bombeiros Voluntários de Penacova.
O repórter acompanhou o desempenho dos bombeiros no coração da barragem. Por entre o fumo e com o calor a apertar foi fácil perceber a dificuldade de quem dá o melhor que tem para salvar vidas. Ao todo, depois de accionado o alarme e até o ferido dar entrada na ambulância, os bombeiros gastaram 38 minutos. “Um desempenho francamente bom”, segundo o comandante.
O ferido “ficou de boa saúde”, o que levou dois funcionários a ironizar sobre a “satisfação da seguradora”.
António Simões agradeceu a possibilidade de “testar a eficácia” dos Voluntários de Penacova em situações, como as barragens, que “são instalações muito complicadas” e que nem sempre “temos tempo para conhecer como deveríamos”. “Felizmente que os acidentes também são poucos”, disse.
Os elementos da corporação que participaram no simulacro – Alice Pimentel, Jaime Pereirinha, António Ministro, Manuela Mira, Vítor Simões, Acácio Alpoim, Bruno Esteves, Carlos Almeida, Bruno Simões, Eduardo Miguel, Paulo Santos, Nuno Garcia, Filomena Sofia, Tiago Flórido, Vasco Viseu, Marco Artur, Orlando Grilo e Leila Silva – estiveram à altura do desafio, mas António Simões já tem em agenda “visitas guiadas para os elementos mais novos da corporação”.
Edgar Dolgner, responsável pela implementação do sistema de segurança nas 25 centrais hidroeléctricas, afirmou que os simulacros têm de ser realizados de dois em dois anos e que a EDP tem de “fazer prova deles para manter a certificação”. Francisco Taveira, responsável pelo sector de medicina no trabalho da empresa, acompanhou de perto o simulacro.
Edgar Dolgner elogiou a direcção da Barragem da Aguieira que “tem dado provas de grande capacidade de resposta” em vários campos. “Estes simulacros são para o bem de todos, pois, como estamos a reduzir pessoal – agora, é tudo automatizado –, é necessário dar garantias aos funcionários e às populações”, concluiu.



terça-feira, fevereiro 24, 2004

Visitantes bloqueados em autocarros e automóveis na Serra da Estrela..............


Visitantes da Serra da Estrela estavam ontem à noite bloqueados em autocarros e automóveis na estrada Torre-Sabugueiro/Seia devido à forte queda de neve que afectou a região nas últimas horas, segundo informou fonte da GNR.
Os veículos estavam localizados sobretudo na zona da Lagoa Comprida/Sabugueiro e Penhas Douradas. Segundo o mesmo informador, ocorreram vários acidentes apenas com danos materiais, prevendo-se que as condições na região, onde continuava a nevar ao fim da tarde, se agravassem durante a noite.
O coordenador do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda, António Fonseca, confirmou o bloqueamento dos autocarros e viaturas ligeiras no maciço central da Serra da Estrela, de onde as pessoas estavam a ser resgatadas com a ajuda de bombeiros de Manteigas, Gouveia, São Romão, Loriga e Seia.
O director da Direcção de Estradas da Guarda, António Martins, informou que no local se encontravam dois veículos que procediam ao lançamento de sal para provocar degelo e prestar auxílio aos automobilistas.
O nevão provocou o encerramento da estrada entre Guarda/Famalicão da Serra e Valhelhas, de todas as estradas da Serra da Estrela. Gabriela Costa, uma das pessoas que se encontrava bloqueada na estrada junto a Lagoa Comprida, contou que estava há mais de três horas dentro do carro.
«Estamos parados desde pelo menos as 16h30 e há uma fila enorme de carros que não anda. Não se trata de pára-arranca. A fila não anda mesmo. Ainda por cima temos crianças dentro do carro e está um frio imenso», disse.
Contou ainda que os Bombeiros Voluntários de Seia tinham passado no local pouco depois das 16h30 e tinham estimado que a situação deveria ser resolvida dentro de uma hora.

Máquina esmagou trabalhador na Lousã.............

Um homem de 50 anos morreu ontem de manhã esmagado por uma máquina numa serração de madeiras, na zona industrial do Alto do Padrão, Lousã

O ambiente ontem de manhã era de grande consternação na serração Manuel Dias e Filhos, situada na zona industrial do Alto do Padrão, Lousã, pela morte de um operário que manobrava uma máquina de descascar rolos de madeira.
O acidente, que ocorreu por volta das 9h45, logo a seguir ao pequeno almoço, vitimou Arlindo Mendes, de 50 anos, funcionário da empresa desde 1995.
O malogrado trabalhador foi apanhado pelo tapete rolante da descascadeira e esmagado pela máquina. Os colegas só se aperceberam da situação quando se depararam com o corpo desfigurado.
«Acho incrível como é que ele entrou na máquina juntamente com um rolo», refere Mário Oliveira Dias, de 52 anos, colega de trabalho e amigo, ainda incrédulo com o sucedido.
Afirmou ainda que a vítima era um trabalhador experiente e que «tudo se passou sem que ele soltasse um grito», acrescentando que quando se aperceberam do sucedido já era tarde de mais.
«Ouvimos um barulho correspondente a um esforço maior da máquina e o meu ajudante em tom de brincadeira perguntou-me se o Arlindo tinha posto dois rolos ao mesmo tempo, mal imaginava o que estava a suceder», contou Mário Dias.
O óbito foi confirmado no local pela equipa do VMER, tendo o corpo sido removido pelos Bombeiros Municipais da Lousã para o Instituto de Medicina Legal, onde foi autopsiado durante a tarde.
Fonte da empresa Manuel Dias e Filhos confirmou que o funcionário se encontrava no local de trabalho a manobrar uma máquina de descascar rolos de madeira de que era operador há vários anos.
A mesma fonte adiantou que não se sabe o que se passou, referindo que na altura do acidente as máquinas ainda não estavam em pleno funcionamento e que o operário não terá gritado por auxílio.
A morte de Arlindo Mendes provocou grande consternação na localidade de Vila Flor, freguesia de Vila Nova, Miranda do Corvo, de onde era natural e residente. Era casado com Maria Manuela Ferreira e deixa três filhos menores, duas meninas com 14 e quatro anos e um rapaz de oito.
Na aldeia era tido como uma «pessoa simples, recatada e bastante trabalhadora», frisou Palmira Bento Bacalhau, vizinha da vítima.

domingo, fevereiro 22, 2004

PENACOVA - Tropa ajuda a prevenir fogos

A Câmara de Penacova e a Escola Prática de Engenharia, sediada em Tancos, assinaram ontem um protocolo, com vista à prevenção de incêndios, concretamente para execução, reparação e alargamento de cerca de 20 Km de caminhos e aceiros florestais no concelho.
Segundo este protocolo a Escola Prática de Engenharia vai destacar, a partir de 1 de Março e durante meio ano, três pessoas, dois tractores de lagartas, uma plataforma e uma viatura táctica ligeira. O documento foi assinado pelo presidente da autarquia penacovense, Maurício Marques, e pelo comandante daquela unidade militar, coronel Aníbal Alves Flambó.

PENACOVA ? Lampreia ? rainha por um fim-de-semana.........

Festival pleno de iniciativas de gastronomia e não só


A Câmara de Penacova organiza, de sexta-feira, 27 até domingo, 29 de Fevereiro, o sétimo fim-de-semana da Lampreia, promovendo a gastronomia local através de um dos pratos mais conhecidos e tradicionais do concelho, o arroz de lampreia.
Com o rio Mondego por cen?rio, o Festival decorrerá nos moldes já conhecidos, ou seja distribuido por nove restaurantes do concelho. O arroz de lampreia é, obviamente, rei. Os preços são convidativos (55 euros a lampreia e 15 euros a dose) e há ainda nevadas e pastéis de Lorvão e águas das Caldas de Penacova como ofertas.
Para al?m do atractivo gastronómico, em cada restaurante serão sorteadas refeições, para duas pessoas, e uma dormida no Hotel Palacete do Mondego. Ainda entre todos os apreciadores serão sorteadas mais quatro dormidas, oferecidas pelas seguintes casas de turismo rural: Carvoeira, Oliveiras, Nascer do Sol e Moinhos da Serra da Atalhada.
A autarquia aposta, entretanto, num programa variado e ambicioso de iniciativas paralelas, uma delas associada aos próprios restaurantes, pois consta da presença de artesãos a trabalhar ao vivo.
Antes de mais, registe-se a preocupação com a comodidade, uma vez que os casais com filhos pequenos podem deixá-los na Ludoteca, a funcionar em permanência na Biblioteca Municipal, durante o fim-de-semana.
Depois, refira-se que a empresa de desportos e actividades radicais Sportmargens vai ter disponíveis, na Praia Fluvial do Reconquinho, equipamentos para a prática de rappel, slide, tiro com arco e canoagem.
Por fim, saliente-se o apoio recebido da Associação de Produtores de Arroz de Portugal, através do seu presidente Carlos Laranjeira, que conseguiu que a Cooperativa Agrícola de Montemor ofereça o arroz carolino do Baixo Mondego.

Cultura é parceira

Para além da gastronomia, outras expressões culturais estão a ser dinamizadas no concelho, enquadradas por esta iniciativa do fim-de-semana da Lampreia. Assim, no átrio da Câmara e na Biblioteca vão estar patentes duas exposições de pintura (de Frutuoso Oliveira e de José Fonte, respectivamente).
Ontem, ainda, foram anunciados dois concursos, ambos a decorrer até 31 de Maio: um deles, de fotografia, tem como tema (Um olhar sobre o património de Penacova), devendo os trabalhos premiados ser expostos no feriado municipal; o outro, de poesia, tem como tema ( água, fonte de vida, fonte de inspiração) e é promovido em colaboração com a Extensão Educativa de Penacova, destinando-se a crian?as do primeiro ciclo.

Receitas há muitas

Há mais de uma centena de receitas de lampreia, mas as mais famosas são o arroz de lampreia e a lampreia à bordalesa (não esquecendo a "lampreia" de ovos). A sua pesca ocorre a partir de Janeiro até Março/Abril, sendo feita com a varela (rede gigante em forma de cone, colocada junto aos pared?es ou nos pesqueiros), com trás malhos (redes com bóias) ou com o redão (rede colocada no barco "picareto").


Os nove restaurantes

Boa Viagem
(Raiva, tel. 239 477256)

Casimiro
(Silveirinho, tel. 239 456413)

Corti?o
(Cavadinha, tel. 239 477388)

Cóta
(Azenha do Rio, tel. 239 474841)

Mondego
(Raiva, tel. 239 476126)

Panorâmico
(Penacova, tel. 239 477333)

Piscinas
(Eirinha, tel. 239 476306)

Primavera
(Vila Nova, 239 477328)

Vimieiro
(Praia fluvial de Vimieiro no Rio Alva, tel. 239 456987)



Área Metropolitana conta com 16 concelhos......

Mais do que justificado.........

Depois da Mealhada do distrito de Aveiro, agora Mortágua do distrito de Viseu.

A futura Grande Área Metropolitana de Coimbra (GAMC) deverá agrupar 450 mil habitantes de 16 concelhos, disse ontem o presidente da Câmara de Coimbra, após uma reunião de autarcas.

A GAMC – a única, para já, na região Centro – integrará 14 dos 17 concelhos do distrito (de fora ficam Pampilhosa da Serra, Arganil e Oliveira do Hospital), Mealhada (Aveiro) e Mortágua (Viseu).
No final de uma reunião com autarcas dos municípios fundadores da GAMC, ontem realizada em Coimbra, o presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, manifestou-se convicto de que a nova estrutura está “em vésperas de agrupar 16 concelhos (contando com Tábua) o que, a acontecer, significa cerca de 450 mil habitantes”.
Carlos Encarnação encara com naturalidade o facto de três concelhos do distrito optarem por ficar de fora da GAMC e de dois de outros distritos aderirem, tendo em conta “os fluxos e interesses conexos” dos vários municípios aderentes.
“Compreendo o princípio de liberdade de decisão, ninguém adere àquilo que não quer e não me compete fazer pressão sob quem quer que seja para aderir”, disse. Segundo o autarca de Coimbra, o pedido para formalização, em escritura pública, da GAMC, já foi formalmente efectuado e falta apenas as assembleias municipais de sete municípios ratificarem a adesão.
Sobre quem recairá a presidência da futura GAMC, Encarnação disse que “essa questão não se coloca nem foi discutida. Partem todos (os municípios) em pé de igualdade”.

GÓIS EM DEFINITIVO

O presidente da Câmara de Góis, José Girão, garantiu, por sua vez, que “está decidida” a adesão do seu concelho à GAMC, considerando ultrapassada uma controvérsia gerada entre o executivo municipal e o presidente da assembleia municipal, José Cabeças, que defendia a integração do concelho na Comunidade Intermunicipal da Beira Serra e Pinhal.
“Desde Dezembro de 2002 que pedimos a adesão a Coimbra, só podíamos voltar atrás com autorização da assembleia municipal, que, com 16 votos a favor e duas abstenções (um deputado do PS e outro do PSD), já ratificou a adesão”, sublinhou.
Contrariamente à posição assumida por José Cabeças, José Girão defende que Góis “apesar de ser um concelho pequeno, só tem a ganhar com a integração na GAMC”. Confrontado com o facto de concelhos vizinhos, como Arganil e Oliveira do Hospital, preferirem a Comunidade Intermunicipal da Beira-Serra e Pinhal, José Girão afirma “nada ter contra” e que as relações de Góis com esses concelhos “continuam a ser as mesmas”.
Até agora, Coimbra é a única Grande Área Metropolitana definida na Região Centro. Há uma semana, o presidente da Câmara de Viseu disse que faltavam apenas quatro mil habitantes para que Viseu atingisse os 350 mil habitantes necessários à constituição de uma Grande Área Metropolitana. Se tal não acontecer, ficará como Comunidade Urbana.

Tabuenses querem... Coimbra

Os três concelhos do distrito de Coimbra excluídos da GAMC preparam-se para formar a Comunidade Intermunicipal da Beira-Serra e Pinhal, conjuntamente com Castanheira de Pêra, Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos (Leiria) e Sertã (Castelo Branco).
Tábua oscilava entre aquela comunidade intermunicipal, a Comunidade Urbana de Viseu e a GAMC. Porém, no próximo dia 27, a assembleia municipal deverá ratificar a integração na GAMC, após uma sondagem encomendada pela autarquia que conclui ser esse o desejo de 70 por cento da população, confirmou a Agência Lusa junto do gabinete de apoio ao presidente.

segunda-feira, fevereiro 16, 2004

Camionistas indignados com patrulha da BT ......

Dois camionistas de longo curso estão indignados com uma patrulha da Brigada de Trânsito (BT) da GNR, que chamaram para os ajudar. Um percalço no IP-3, junto a Cunhedo, Penacova, levou-os a solicitar a ajuda a esta força policial e acabaram ambos por ser multados e, dizem, abandonados pelos agentes

Dois camionistas de longo curso queixaram-se ontem ao nosso Jornal por, alegadamente, terem sido «vítimas» do excesso de zelo por parte de dois agentes da Brigada de Trânsito (BT), e de estes ignorarem o pedido de ajuda que lhes solicitaram. Paulo César, de S. Silvestre, Coimbra, é um dos motoristas que acusa a referida brigada, afirmando que, em oito anos de profissão «nunca tal me aconteceu. Nem no estrangeiro!».
Tudo terá acontecido na passada sexta-feira, quando este camionista e outro que lhe seguia atrás, resolveram parar no IP-3, junto a Cunhedo, Penacova, «para descansar um pouco». Ambos vinham de Pamplona, Espanha, e seguiam para Azambuja, onde iam descarregar 10 automóveis que transportavam desde Espanha.
Segundo Paulo César, o camião do seu colega ficou «ligeiramente tombado» na berma da estrada e em risco «de tombar completamente e destruir as viaturas que transportava». Face ao problema que se lhes deparou, ligaram para o patrão, em Azambuja, a contar-lhes o sucedido, ao que este lhes terá recomendado que ligassem para a sua fábrica na Guarda e pedissem uma grua «para endireitar o camião». Ao mesmo tempo foi-lhes também recomendado pelo patrão para que chamassem a Brigada de Trânsito para esta «sinalizar a estrada e orientar o trânsito», pois o incidente aconteceu por volta das 18h00, altura em que o movimento era «bastante intenso».
Foi o que fizeram! Depois de pedirem a grua para retirar o camião da posição «perigosa em que se encontrava», ligaram para a BT a solicitar uma patrulha que os fosse ajudar na tarefa.
Os agentes da BT chegaram ao local «cerca de meia-hora depois» e – conta Paulo César -, depois de «nos terem dito que não devíamos ter encostado tanto à berma, ignoraram a sinalização da estrada, e foram ver os tacógrafos [disco que grava a quilometragem e velocidade dos veículos] dos camiões», conta este motorista.
Acto contínuo, acusa Paulo César, «os agentes multaram-nos por excesso de velocidade» por, alegadamente, terem excedido os 80 quilómetros/hora permitidos por lei para este tipo de veículos, «e ainda multaram o meu colega por excesso de comprimento do camião», embora – refere este camionista -, «ser portador de uma licença especial» para exceder o comprimento da viatura, devido à carga que transportava. Multas de 60 euros e 720 euros, respectivamente.
Passadas as multas, continua Paulo César, os agentes «não esperaram pela grua para orientar o trânsito, foram-se embora, e disseram-nos que o problema era nosso, que o trabalho deles estava feito».
Esta alegada atitude dos agentes da BT indignou os camionistas, que afirmam, ainda, que por volta das 23h00 [altura em que chegou a grua para remover o camião], os mesmos agentes «voltaram ao local» e os chamaram para fazerem «o teste do balão». Teste que “acusou” «negativo» e, perante isso, os agentes «foram-se embora», o que para os motoristas “prova” «o desinteresse em ajudar-nos e a ajudar na sinalização da estrada», e que os agentes só foram ao local «para nos multar».
O problema acabou por ser resolvido por volta da meia-noite e meia, altura em que a grua retirou o camião da berma da estrada, tendo os motoristas prosseguido a viagem para a Azambuja.

domingo, fevereiro 15, 2004

Pergunte...que nos informamos.................

Pergunta.
Trabalho numa grande empresa do Norte. Todos os trabalhadores usam computador [...]. Além das mensagens de serviço, recebo pelo correio electrónico muitas mensagens pessoais. Corre a notícia de que todas as mensagens são vistas pelo sector informático, que depois informa a hierarquia no caso de haver pornografia ou outras coisas desagradáveis. A empresa tem o direito de ler as minhas mensagens pessoais?Luís Carlos, Porto


Resposta

O computador foi colocado na sua secretária para estar ao serviço da empresa. Mas, tal como o uso do telefone, o computador também pode ser usado para fins pessoais. O trabalhador que tenha correio electrónico utiliza-o também para receber mensagens privadas.

Nos termos do artº 21º, nº 1, do Código do Trabalho, “o trabalhador goza do direito de reserva e confidencialidade relativamente ao conteúdo das mensagens de natureza pessoal e acesso à informação de carácter não profissional que envie, receba ou consulte, nomeadamente através do correio electrónico”.

Ou seja, a empresa não pode “entrar” no correio electrónico do trabalhador para visionar as mensagens pessoais.

Todavia, o nº 2 do citado artigo contém uma disposição algo perturbadora: “O disposto no número anterior não prejudica o poder de o empregador estabelecer regras de utilização dos meios de comunicação na empresa, nomeadamente do correio electrónico”.

Com base nessa disposição, a entidade patronal pode restringir ou mesmo proibir o uso do correio electrónico para fins pessoais, estabelecendo que este apenas pode ser utilizado ao serviço da empresa.

Não temos conhecimento de empresas que tenham proibido o uso do correio electrónico para envio e recepção de mensagens pessoais.

Coloca-se a questão: se a empresa proibir o uso do correio electrónico para fins pessoais, poderá entrar no computador do trabalhador para verificar se essa ordem é cumprida? Poderá verificar as mensagens?

Tudo indica que o pode fazer, pois com a proibição deixa de haver mensagens pessoais e a empresa estará, então, a verificar apenas as mensagens de serviço...

sábado, fevereiro 14, 2004

O amor não é uma obrigação............

Cerca de 40 pessoas estiveram presentes em jantar anti-Dia de S. Valentim

Há quem não tenha namorado e se sinta “posto de parte” no Dia de S. Valentim. Há, também, quem recuse deixar-se levar pelos “apelos comerciais” de uma data que deve ser celebrada todos os dias. Em Coimbra, um jantar anti-Dia de S. Valentim juntou cerca de 40 pessoas. Todos solteiros...e disponíveis para amar.

Não foi um jantar para “encalhados”. Aliás, a discussão entre os dois organizadores do jantar anti-Dia de S. Valentim é digna de ser registada. O rapaz, Bruno Leitão, rejeitou desde logo a ideia de ele próprio ser “encalhado” porque “quem encalha, encalha porque é obrigado a tal”. Ela, Margarida Dinis, e apologista do léxico, respondeu: “Mas o barco, por exemplo, não encalha à força!”. A verdade, porém, é que “um barco que encalha não pode prosseguir viagem...”, disse o rapaz. Ora, aqui está a essência de tudo. Para Bruno Leitão, o amor é isso mesmo. Prosseguir viagem para outros destinos. Mesmo quando as coisas não correm como estavam previstas. Mesmo que o mar revolto faça desistir da viagem. Há sempre outras rotas...
A iniciativa surgiu em 2002 e já vai na terceira edição cada vez com mais participantes. Este ano, o jantar anti-Dia de S. Valentim, que decorreu na Casa da Louzan, contou com cerca de 40 pessoas. “O jantar nasceu com um pequeno grupo de amigos, tendo aumentado todos os anos o número de participantes, através da difusão por Internet”, explicou o organizador. A ideia, segundo Bruno Leitão, “é reunir um grupo divertido de pessoas descomprometidas, comer, beber, e acima de tudo caricaturar o famoso Dia dos Namorados”. E tem sido um sucesso, tanto que as pessoas que aderem ao evento são oriundas de vários pontos do país.
“Quer queiram quer não, um dos objectivos deste jantar é também conhecer pessoas novas e... quem sabe, até pode surgir o amor”, confidenciou Margarida Dinis. Aliás, no ano passado, três relações nasceram do jantar anti-Dia de S. Valentim.
À semelhança da segunda edição, 25 por cento do valor do jantar reverte a favor de uma instituição de solidariedade. Este ano, será contemplado um grupo de crianças da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro que não tem actividades lúdicas há dois anos. “Este é o nosso gesto de amor no Dia dos Namorados”.
Durante o jantar anti-Dia de S. Valentim realizaram-se vários jogos e houve muita animação e uma boa pitada de ousadia. Depois dos primeiros pratos, a alegria continuou noite dentro em alguns bares da cidade. Talvez o Cupido tenha lançado, inadvertidamente, uma ou outra seta...
Mesmo assim, a iniciativa promete continuar. Porque, como referiu Bruno Leitão, “o Dia dos Namorados é essencialmente comercial. As pessoas sentem-se obrigadas a mostrar às outras o que sentem através de prendas e de jantares... E o amor não deve ser obrigação”. Pois não...