Autarquias dão “lição de maturidade”
BLOG DAS COISAS QUE DÃO NAS VISTAS..SEM SER A PAISAGEM EM POIARES, MAS TAMBEM NOS ARREDORES.....
terça-feira, março 30, 2004
segunda-feira, março 29, 2004
Bispos reclamam meios para prevenir incêndios .....
O perigo de incêndios no próximo Verão e a falta de estratégia para os evitar é uma das preocupações dos bispos católicos da zona Centro, que emitiram uma mensagem sobre esta matéria.
«Um novo Verão se aproxima e não podemos deixar de manifestar a nossa preocupação em relação ao futuro», consideram os bispos, salientando que «os incêndios não são um fatalismo» mas «as desgraças depressa se esquecem, os novos cuidados podem retardar e as mentalidades de muitos, marcadas pela rotina, mudam vagarosamente».
Os bispos apelaram aos párocos para que «esclareçam as populações e as incentivem a estar atentas e colaborantes», recomendando ainda a «sua inscrição nas associações dos bombeiros locais e noutras que defendem o património em todas as suas expressões e riqueza».
Após uma reunião, os prelados das Dioceses de Aveiro, Coimbra, Guarda, Leiria-Fátima, Portalegre e Castelo Branco e Viseu manifestaram a sua preocupação sobre a situação do país.
Grande parte destas dioceses «foi de novo atingida e martirizada pelos numerosos e violentos incêndios que assolaram o país» no Verão passado, salientaram os bispos, embora elogiando «os gestos de solidariedade» depois desta vaga de fogos.
Para os prelados, as «precauções desejadas e procuradas, têm de chegar a tempo, ser operativas e envolver, de modo responsável, os proprietários das florestas, os serviços do Estado com os seus técnicos e mais formas de apoio, as associações de bombeiros, as populações, as autarquias e outras instituições do meio».
Nesse sentido, os bispos do Centro subscrevem as propostas de maior organização dos proprietários florestais, promovendo uma melhor gestão do território e a «limpeza das matas» ou a «abertura de caminhos», em acções que poderão «evitar ou minimizar o risco de novos incêndios».
«Há causas conhecidas e condições propícias aos incêndios, que se podem acautelar e precaver, em tempo próprio. É um dever fazê-lo sem demora», referem os prelados.
No combate às chamas, os bispos defendem uma articulação das autoridades com a população local em harmonia, com respeito dos conhecimentos práticos e técnicos de cada um.
«A resposta de acções técnicas, meios adequados e medidas legislativas, compete aos poderes públicos, que não a podem retardar», nota o documento.
«Prevenir os incêndios, promover a florestação e defender a floresta é contribuir para o bem das pessoas, das populações, do país e da humanidade».
«Um novo Verão se aproxima e não podemos deixar de manifestar a nossa preocupação em relação ao futuro», consideram os bispos, salientando que «os incêndios não são um fatalismo» mas «as desgraças depressa se esquecem, os novos cuidados podem retardar e as mentalidades de muitos, marcadas pela rotina, mudam vagarosamente».
Os bispos apelaram aos párocos para que «esclareçam as populações e as incentivem a estar atentas e colaborantes», recomendando ainda a «sua inscrição nas associações dos bombeiros locais e noutras que defendem o património em todas as suas expressões e riqueza».
Após uma reunião, os prelados das Dioceses de Aveiro, Coimbra, Guarda, Leiria-Fátima, Portalegre e Castelo Branco e Viseu manifestaram a sua preocupação sobre a situação do país.
Grande parte destas dioceses «foi de novo atingida e martirizada pelos numerosos e violentos incêndios que assolaram o país» no Verão passado, salientaram os bispos, embora elogiando «os gestos de solidariedade» depois desta vaga de fogos.
Para os prelados, as «precauções desejadas e procuradas, têm de chegar a tempo, ser operativas e envolver, de modo responsável, os proprietários das florestas, os serviços do Estado com os seus técnicos e mais formas de apoio, as associações de bombeiros, as populações, as autarquias e outras instituições do meio».
Nesse sentido, os bispos do Centro subscrevem as propostas de maior organização dos proprietários florestais, promovendo uma melhor gestão do território e a «limpeza das matas» ou a «abertura de caminhos», em acções que poderão «evitar ou minimizar o risco de novos incêndios».
«Há causas conhecidas e condições propícias aos incêndios, que se podem acautelar e precaver, em tempo próprio. É um dever fazê-lo sem demora», referem os prelados.
No combate às chamas, os bispos defendem uma articulação das autoridades com a população local em harmonia, com respeito dos conhecimentos práticos e técnicos de cada um.
«A resposta de acções técnicas, meios adequados e medidas legislativas, compete aos poderes públicos, que não a podem retardar», nota o documento.
«Prevenir os incêndios, promover a florestação e defender a floresta é contribuir para o bem das pessoas, das populações, do país e da humanidade».
sábado, março 27, 2004
Câmara de Penacova procura investidores para o Parque Eolico na Serra da Atalhada
Depois de gorada uma primeira tentativa, a autarquia de Penacova está empenhada na instalação de um parque eólico na Serra da Atalhada. Uma aposta na energia verde para a qual a Câmara Municipal procura novos interessados
A instalação de um parque Eólico na Serra da Atalhada, em Penacova, volta ao ponto de partida. A autarquia penacovense rescindiu o protocolo estabelecido com a empresa que iria proceder à instalação do parque, alegando que a dita empresa, nunca fez nada para que a obra pudesse vir a ser uma realidade. Actualmente a Câmara Municipal está à procura de novos interessados.
O processo remonta a 1996, altura em que a Câmara Municipal de Penacova estabeleceu um protocolo com a AMACO, empresa de Lisboa, que viria instalar o Parque Eólico na Serra da Atalhada. Mas desde então, essa empresa «nunca fez nenhum investimento», conforme explicou ao nosso jornal Maurício Marques, presidente da Câmara Municipal de Penacova. Insatisfeita com o arrastar da situação a autarquia decide fazer algumas consultas, contactar eventuais interessados no investimento e romper com o protocolo com a AMACO. «Havia datas previstas para a obra, conforme o protocolado», justificou o edil, salientando que a realização do projecto estava a cargo desta empresa, o que nunca veio a acontecer. Por parte da empresa ainda veio uma reivindicação por eventuais direitos que tinha, mas ainda assim, edilidade decidiu avançar com o processo de rescisão.
Actualmente a autarquia está à procura de novos investidores, entre os quais a própria AMACO que já foi contactada no sentido de apresentar nova proposta, que, caso interesse aos responsáveis da empresa, terá de concorrer em pé de igualdade com outros interessados.
Em cima da mesa estão já algumas propostas que estão a ser analisadas, para saber quais as «contrapartidas» para o concelho. A escolha da empresa também vai depender do projecto apresentado já que, segundo Maurício Marques «as soluções apresentadas são diferentes». «Há empresas que apresentam um tipo de gerador, de maiores dimensões, o que implica um menor número de torres a serem instaladas. Por outro, lado há quem opte por geradores de menores dimensões que têm de ser em maior número», explicou o edil.
Contrapartidas e soluções estão em análise, mas à partida uma coisa parece estar já garantida: uma percentagem dos lucros do Parque Eólico reverte para a Câmara Municipal, como previsto por lei, conforme adiantou o presidente.
O Parque Eólico da Serra da Atalhada reveste-se de grande importância para o concelho de Penacova, desde logo pelos benefícios em termos de receitas para o município. Além disso, sublinha o edil, «este é o nosso contributo para a obtenção de energia verde, energia renovável». Quanto a prazos, ainda não há datas para a sua conclusão, já que nesta altura decorre ainda o processo de escolha da empresa que vai levar avante o projecto.
Comentarios cá do je.......
E será que Poiares tambem não se candidatou?
Esta serra pertence aos 2 concelhos.
Não ha duvida que a autarquia de Penacova tem os olhos mais bem abertos.
Talvez na antiga lixeira fosse sitio para tal...ou na Serra do Bidoeiro.
quinta-feira, março 25, 2004
Confraria da Cabra Velha apresenta-se em Maio ...em Miranda do Corvo
A Real Confraria da Cabra Velha apresenta-se ao público no dia 8 de Maio, depois da realização da segunda edição da iniciativa “Miranda – Capital da Chanfana”. Em assembleia geral realizada na última quarta-feira, os confrades aprovaram ainda o traje e o brasão
Constituída em 29 de Outubro com o objectivo de promover e preservar a gastronomia do concelho, particularmente a chanfana, os negalhos e a sopa de casamento, a Real Confraria da Cabra Velha reuniu quarta-feira ao final da tarde para aprovar, entre outras coisas, o traje e o brasão.
Por decisão dos confrades, a apresentação pública, designada por cerimónia da entronização, vai decorrer no dia 8 de Maio com a realização de uma missa na igreja matriz e um almoço no convento de Semide, para a qual serão convidadas outras confrarias.
O traje aprovado baseia-se no vestuário usado pelos monges beneditinos da ordem que professou no mosteiro de Semide, em tom castanho, imitando a cor da chanfana e a generalidade dos pratos cozinhados a partir da carne de cabra.
Por seu turno, o brasão assenta sobre um monograma de Miranda do Corvo, debruado a negro e com as cores da bandeira nacional, com um medalhão ao centro com a imagem de uma cabra. Em volta desse medalhão apresenta uma moldura amarelo-dourado onde figura a inscrição «Non vestra sed nostra», cuja expressão significa «não vossa mas nossa».
No símbolo da Real Confraria da Cabra Velha figura também uma folha de videira, aludindo ao vinho (tinto) que é um ingrediente indispensável na confecção da chanfana.
Segundo uma brochura a editar, «a Real Confraria da Cabra Velha vem homenagear a nobreza da gastronomia mirandense, assente na carne de cabra velha criada em pastos do domínio eclesiástico, confeccionada pelas monjas de Semide em caçoila de barro das olarias do Carapinhal, num regime conjuntural marcado pela pobreza».
Entretanto, a Câmara Municipal vai organizar, entre 24 de Abril e 2 de Maio, a segunda edição de «Miranda – Capital da Chanfana, com a participação dos restaurantes do concelho.
Comentarios ca do je..............
Ainda matam as cabras todas. Por isso é que ja não se vê nenhuma cabra nas serras.
Daqui a uns dias ainda se vão plantar cabras na serra em vez dos eucaliptos.
Para quando a Confraria do Eucalipto?
terça-feira, março 23, 2004
Dia Mundial da Floresta comemorado com espantalhos .........
Dia Mundial da Floresta comemorado com espantalhos
Para comemorar o Dia Mundial da Árvore, a Escola Ferrer Correia, do Senhor da Serra, colocou a comunidade educativa a construir espantalhos. Uma forma de associar esta tradição à floresta
Para além da tradicional plantação de árvores, a Escola Ferrer Correia apostou este ano numa iniciativa diferente para assinalar o Dia Mundial da Floresta que se comemora a 21 de Março. Ontem, toda a comunidade educativa construiu espantalhos que foram espalhados pelo recinto.
«É uma forma diferente de assinalar este dia e de restaurar e recuperar uma tradição popular que está ligada aos campos e à floresta», referiu José Manuel Simões, presidente do agrupamento vertical do Senhor da Serra.
Realizaram-se ainda ateliers de pintura relacionados com a floresta e foi exibida uma peça de teatro intitulada «O espantalho solitário», representada pelos alunos do segundo ano do 1.º ciclo do ensino básico. As cerca de três dezenas de espantalhos construídos pela comunidade educativa vão estar em exposição até à inauguração oficial da escola que, segundo José Manuel Simões, deverá acontecer no próximo mês de Abril. Em quase todas as escolas do concelho de Miranda do Corvo os alunos plantaram árvores, num gesto simbólico.
Jovens subiram
à serra da Lousã
No âmbito de um protocolo intermunicipal de cooperação, as autarquias de Lousã, Góis e Castanheira de Pêra, promoveram ontem no Santo António da Neve um encontro de aproximadamente um milhar de estudantes do 2.º e 3.º ciclos, oriundos dos três concelhos. Neste ponto de confluência, os jovens realizaram várias actividades ao ar livre, designadamente desportos radicais e assistiram a demonstrações dos Sapadores da Aflopinhal (Lousã) e dos Sapadores da Associação Florestal de Góis e da Assembleia de Compartes da Castanheira de Pêra.
Comentarios cá do je.....
Em Poiares comemorou-se com a chanfana...........matando-se os animais que limpavam as florestas.
Para comemorar o Dia Mundial da Árvore, a Escola Ferrer Correia, do Senhor da Serra, colocou a comunidade educativa a construir espantalhos. Uma forma de associar esta tradição à floresta
Para além da tradicional plantação de árvores, a Escola Ferrer Correia apostou este ano numa iniciativa diferente para assinalar o Dia Mundial da Floresta que se comemora a 21 de Março. Ontem, toda a comunidade educativa construiu espantalhos que foram espalhados pelo recinto.
«É uma forma diferente de assinalar este dia e de restaurar e recuperar uma tradição popular que está ligada aos campos e à floresta», referiu José Manuel Simões, presidente do agrupamento vertical do Senhor da Serra.
Realizaram-se ainda ateliers de pintura relacionados com a floresta e foi exibida uma peça de teatro intitulada «O espantalho solitário», representada pelos alunos do segundo ano do 1.º ciclo do ensino básico. As cerca de três dezenas de espantalhos construídos pela comunidade educativa vão estar em exposição até à inauguração oficial da escola que, segundo José Manuel Simões, deverá acontecer no próximo mês de Abril. Em quase todas as escolas do concelho de Miranda do Corvo os alunos plantaram árvores, num gesto simbólico.
Jovens subiram
à serra da Lousã
No âmbito de um protocolo intermunicipal de cooperação, as autarquias de Lousã, Góis e Castanheira de Pêra, promoveram ontem no Santo António da Neve um encontro de aproximadamente um milhar de estudantes do 2.º e 3.º ciclos, oriundos dos três concelhos. Neste ponto de confluência, os jovens realizaram várias actividades ao ar livre, designadamente desportos radicais e assistiram a demonstrações dos Sapadores da Aflopinhal (Lousã) e dos Sapadores da Associação Florestal de Góis e da Assembleia de Compartes da Castanheira de Pêra.
Comentarios cá do je.....
Em Poiares comemorou-se com a chanfana...........matando-se os animais que limpavam as florestas.
quarta-feira, março 10, 2004
ADIP uma instituição de Solidariedade Social
Alguns Poiarenses atentos,solicitaram-nos o NIPC da ADIP para consignarem 0,5% do Imposto Liquidado do IRS.
Como consultaram o site da ADIP que se encontra muito desactualizado e não tem a sua devida identificação, não vão assim comparticipar com os tais 0,5% para esta instituição de Solidariedade Social.
Este site está já desactualizado desde Abril de 2003 Site da ADIP
Como se vê não são só os Poiarenses residentes que têm interesse em colaborar com a sua terra.
Se alguem souber, que o indique nos comentários deste post.
Como consultaram o site da ADIP que se encontra muito desactualizado e não tem a sua devida identificação, não vão assim comparticipar com os tais 0,5% para esta instituição de Solidariedade Social.
Este site está já desactualizado desde Abril de 2003 Site da ADIP
Como se vê não são só os Poiarenses residentes que têm interesse em colaborar com a sua terra.
Se alguem souber, que o indique nos comentários deste post.
domingo, março 07, 2004
Festival do Arroz e da Lampreia termina hoje em Montemor o Velho...........
Alguns milhares de pessoas visitaram durante os últimos dez dias, a Vila de Montemor-o-Velho, para participarem no II Festival do Arroz e da Lampreia, uma iniciativa que hoje chega ao fim e que foi «a confirmação do êxito» do evento lançado em 2003, como nos disse Luís Leal, presidente da autarquia
O Festival do Arroz e da Lampreia está lançado e a procura nesta segunda edição veio confirmar o interesse que as pessoas têm pela gastronomia tradicional que, no caso concreto de Montemor-o-
-Velho e todo o Baixo Mondego que rodeia a vila, são ricos em sabores ancestrais, com especial destaque nesta época do ano, para o arroz de lampreia.
Foram dez dias de verdadeiro festival de bem comer, com a maioria dos restaurantes do concelho a participarem na mostra gastronómica, que tinha também uma vertente mais doce, onde não faltaram os pasteis de Tentúgal e as queijadas, ente outras especialidades conventuais a região.
Para além das tasquinhas, também o folclore e a música popular assim como algumas reconstituições culturais, a cargo das colectividades do concelho, contribuíram para a animação do espaço e enriquecimento da iniciativa. O artesanato local e os postos de venda de doçaria regional e de arroz, foram mais um complemento importante neste conjunto de actividades.
Depois do encerramento do II Congresso de Orizicultores do Baixo Mondego, conforme fizemos referência na nossa edição de ontem, o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural, Bianchi de Aguiar, acompanhado por Luís Leal e outros autarcas de Montemor-o-Velho, visitaram o Festival do Arroz e da Lampreia e petiscaram algumas delícias ali apresentadas.
quinta-feira, março 04, 2004
Lousã recebe o primeiro Boutique Hotel de Portugal ................
O Palácio da Lousã, outrora Palácio da Viscondessa do Espinhal vai transformar-se no primeiro Meliá Boutique de Portugal. Em causa está uma conjugação feliz entre a História, o património e a arte de bem receber. A inauguração está prevista para Setembro ou Novembro
O primeiro Hotel Meliá Boutique existente em Portugal vai ser inaugurado na Lousã. Em causa está um conceito novo que conjuga sabiamente a comodidade e os serviços personalizados com um ambiente de requinte.
Trata-se de «algo muito gratificante», afirma Mónica Gonçalves, responsável pelo Meliá Coimbra. «Quando começaram as negociações com a Sol Meliá percebemos logo que, pelas suas características, esta unidade não se enquadrava no figurino habitual que temos, de hotéis de cidade, tipicamente de negócios», explica aquela responsável, acrescentando que essas mesmas característica se encaixavam numa outra linha, mais recente, que o grupo possui. Trata-se dos “Boutique Hotel” ou, como Mónica Gonçalves prefere, os «hotéis de charme», que colocam um cuidado especial em factores como a decoração, esclarece.
«Em Portugal não havia nenhum», afirma Mónica Gonçalves, explicando que se trata de uma linha já com expressão em países como França, Bélgica, Espanha (essencialmente), mas também na Suíça, Tunísia e Argentina. E esta foi a oportunidade que a cadeia decidiu aproveitar.
«É um hotel extremamente bonito, um edifício histórico muito bem recuperado», sublinha, apontando para o facto de a ala antiga, com a traça original completamente preservada, ser enriquecida com uma ala nova. «Vai ser um projecto interessante e uma mais-valia». Explicando, Mónica Gonçalves esclarece que o Meliá Palácio da Lousã vai funcionar em conjugação com o Meliá Coimbra, aproveitando as sinergias de ambos os lados.
Todavia, o Palácio da Lousã distingue-se, não apenas pelo facto de funcionar num edifício histórico, de valor patrimonial reconhecido, mas por todo o envolvimento e ambiência que se pretende criar e que constitui a característica dominante destes “hotéis de charme”. «A decoração é extremamente cuidada», refere Mónica Gonçalves, que espera ter uma equipa de arquitectos a trabalhar nesse projecto, conjugando muito do que já existe com elementos novos. «Os frescos, os tectos, vão manter-se», frisa.
Relativamente aos destinatários deste empreendimento, o público alvo preferencial são os «clientes de lazer», que se centrarão sobretudo aos fins-de-semana. Mas a esta classe média/alta, destinatários naturais deste tipo de infra-estruturas, Mónica Gonçalves espera juntar, também, o segmento de negócios. Isto porque o hotel vai ficar dotado com espaços próprios, capazes de receber congressos e reuniões, nomeadamente duas salas, com capacidade para 150 e 300 pessoas. Significa que, «não vai haver limites para o cliente alvo», diz Mónica Gonçalves e, inclusivamente, poderá vir a equacionar-se uma proximidade maior, em termos de parceria relativamente a alguns eventos, com o Meliá de Coimbra.
Mas, para além destas salas, o Meliá Palácio da Lousã, localizado no centro histórico da vila e envolvido por paisagens deslumbrantes sobre a serra, vai oferecer 45 quartos, um restaurante que irá fazer justiça aos sabores da gastronomia local e também um bar, com ambiente de requinte e uma magnífica vista sobre a Serra da Lousã. A nível exterior, destaque para a piscina, “abraçada” por Jardins Formais”, Healt Club e court de ténis.
As obras de recuperação estão a decorrer e a inauguração poderá acontecer em Setembro ou mais sobre o final do ano, em Novembro.
O primeiro Hotel Meliá Boutique existente em Portugal vai ser inaugurado na Lousã. Em causa está um conceito novo que conjuga sabiamente a comodidade e os serviços personalizados com um ambiente de requinte.
Trata-se de «algo muito gratificante», afirma Mónica Gonçalves, responsável pelo Meliá Coimbra. «Quando começaram as negociações com a Sol Meliá percebemos logo que, pelas suas características, esta unidade não se enquadrava no figurino habitual que temos, de hotéis de cidade, tipicamente de negócios», explica aquela responsável, acrescentando que essas mesmas característica se encaixavam numa outra linha, mais recente, que o grupo possui. Trata-se dos “Boutique Hotel” ou, como Mónica Gonçalves prefere, os «hotéis de charme», que colocam um cuidado especial em factores como a decoração, esclarece.
«Em Portugal não havia nenhum», afirma Mónica Gonçalves, explicando que se trata de uma linha já com expressão em países como França, Bélgica, Espanha (essencialmente), mas também na Suíça, Tunísia e Argentina. E esta foi a oportunidade que a cadeia decidiu aproveitar.
«É um hotel extremamente bonito, um edifício histórico muito bem recuperado», sublinha, apontando para o facto de a ala antiga, com a traça original completamente preservada, ser enriquecida com uma ala nova. «Vai ser um projecto interessante e uma mais-valia». Explicando, Mónica Gonçalves esclarece que o Meliá Palácio da Lousã vai funcionar em conjugação com o Meliá Coimbra, aproveitando as sinergias de ambos os lados.
Todavia, o Palácio da Lousã distingue-se, não apenas pelo facto de funcionar num edifício histórico, de valor patrimonial reconhecido, mas por todo o envolvimento e ambiência que se pretende criar e que constitui a característica dominante destes “hotéis de charme”. «A decoração é extremamente cuidada», refere Mónica Gonçalves, que espera ter uma equipa de arquitectos a trabalhar nesse projecto, conjugando muito do que já existe com elementos novos. «Os frescos, os tectos, vão manter-se», frisa.
Relativamente aos destinatários deste empreendimento, o público alvo preferencial são os «clientes de lazer», que se centrarão sobretudo aos fins-de-semana. Mas a esta classe média/alta, destinatários naturais deste tipo de infra-estruturas, Mónica Gonçalves espera juntar, também, o segmento de negócios. Isto porque o hotel vai ficar dotado com espaços próprios, capazes de receber congressos e reuniões, nomeadamente duas salas, com capacidade para 150 e 300 pessoas. Significa que, «não vai haver limites para o cliente alvo», diz Mónica Gonçalves e, inclusivamente, poderá vir a equacionar-se uma proximidade maior, em termos de parceria relativamente a alguns eventos, com o Meliá de Coimbra.
Mas, para além destas salas, o Meliá Palácio da Lousã, localizado no centro histórico da vila e envolvido por paisagens deslumbrantes sobre a serra, vai oferecer 45 quartos, um restaurante que irá fazer justiça aos sabores da gastronomia local e também um bar, com ambiente de requinte e uma magnífica vista sobre a Serra da Lousã. A nível exterior, destaque para a piscina, “abraçada” por Jardins Formais”, Healt Club e court de ténis.
As obras de recuperação estão a decorrer e a inauguração poderá acontecer em Setembro ou mais sobre o final do ano, em Novembro.
Tabuleiro (finalmente) fechado .....................
O secretário de Estado das Obras Públicas vem amanhã a Coimbra confirmar o fecho do tabuleiro da Ponte Europa. Após uma longa paragem, as dúvidas, as polémicas e a necessidade de um novo projecto, parece que está cada vez mais próxima a tão esperada (e adiada) inauguração desta ligação entre as margens do Mondego. Tudo aponta para que seja em Maio
Não será demais dizer que amanhã será um dia marcante para Coimbra. Depois de vários prazos apontados, das dúvidas em relação à viabilidade da obra e de algumas polémicas em volta do projecto e da localização, o Instituto de Estradas de Portugal (IEP) dá, assim, em termos práticos, por concluída a obra na Ponte Europa.
Numa cerimónia que contará com a presença do secretário de Estado das Obras Públicas, Jorge Costa, e de alguns outros convidados, o “dono da obra” convida a assistir à junção das duas margens do rio Mondego, ou seja, ao fecho do tabuleiro da Ponte Europa.
Tal como estava previsto desde Abril do ano passado e já havia sido anunciado por diversas vezes por Santinho Horta, director da obra do IEP, Março é o mês em que, depois da adopção de um novo método construtivo, o tabuleiro da Ponte Europa fica concluído. A promessa é, assim, cumprida e fica firmada com a cerimónia de amanhã, onde está prevista, a partir das 9h50, com a presença de Jorge Costa, uma breve explicação técnica sobre a obra, por Santinho Horta e, logo depois, a concretização do fecho do tabuleiro.
Conclusão da ponte em Maio “de certeza”
Com os prazos a cumprirem-se escrupulosamente, será também de prever que até Maio, mês em que deverá ser inaugurada a Ponte Europa, se proceda à desmontagem dos equipamentos de execução e aos acabamentos da obra, sendo que, no que diz respeito a acessos à ponte, deverão estar concluídos já em Abril os túneis de ligação à Estrada da Beira (EN-17) e ao Pólo II.
Convidado a comentar a vinda a Coimbra de Jorge Costa e o fecho do tabuleiro da Ponte Europa, Carlos Encarnação afirmou que «é com gosto» que o faz, mostrando-se satisfeito por, finalmente estar construída e por «as pessoas não terem tido de passar pela vergonha de ver uma obra, em Coimbra, deitada a baixo ou não concluída».
E, adianta, «o facto de a obra ter estado parada, de se ter mandado fazer um projecto novo, de se terem contratado três projectistas» para fazer esse mesmo projecto «é prova mais que suficiente» para o autarca que «isso esteve em vias de acontecer».
Recordando que foi «tirado muito dinheiro dos cofres do Estado e do bolso dos cidadãos», para além de terem sido apresentados muitos prazos de execução «que deram no que se viu», Encarnação mostrou-se especialmente satisfeito com a sua posição de «firmeza e de rigor» face a toda a polémica que envolveu a Ponte Europa. De tal maneira que chegou «a avançar com a possibilidade de processar o Estado».
Agora que o pior já passou, o autarca diz ter «a certeza» de que em Maio a obra está concluída e pronta a inaugurar. «Estou muito satisfeito com isso, não pela ponte, que detesto, nem pela localização, que tenho muita pena que seja aquela, mas por termos evitado a vergonha maior de que a ponte não fosse construída», concluiu.
O Diário de Coimbra tentou ouvir o director da obra do IEP, mas, embora num primeiro momento, Santinho Horta se tenha mostrado disponível para prestar declarações ao nosso Jornal, até ao fecho da nossa edição, e apesar de várias tentativas, tal acabou por não ser possível.
MIRANDA DO CORVO– Semide quer Academia da verdadeira chanfana.....
O seu a seu dono, segundo o presidente da Junta de Freguesia
Semide assume-se não como a capital da chanfana, mas como o “berço” da verdadeira chanfana. E para o provar, “serve-se” da história e das lendas por ela alimentada. Certo é o facto do presidente da Junta de Freguesia estar já a estudar o estatutos da futura Academia da verdadeira chanfana de Semide.
O presidente da Junta de Freguesia de Semide está a estudar a hipótese de avançar com a criação de uma Academia da Chanfana. Em declarações, João Carvalho garantiu que “a verdadeira chanfana é oriunda de Semide” e que por isso, está já a elaborar um projecto de estatutos para a criação da Academia da verdadeira chanfana de Semide”.
E a história parece dar razão ao autarca. Embora com várias versões, sabe-se ao certo que a vila de Semide é referida no século XI como propriedade de D. Anião da Estrada, um fidalgo asturiense que tinha três filhos que decidiram construir um mosteiro para acolher monges beneditinos. No entanto, o mosteiro viria a receber freiras, ainda no século XII, nomeadamente as netas de S. Anaia de Estrada.
E foram estas freiras que ficaram ligadas à história da freguesia e da região, mas também, às lendas que entretanto foram nascendo. “E uma delas – conta João Carvalho – diz que aquando das invasões francesas, o povo envenenou as águas para matar os franceses. Mas como tinham de comer, passaram a cozinhar a carne com o vinho da região”.As lendas não se ficam por aqui. Mas todas elas acabam por “colocar” a invenção da receita da chanfana na cozinha do Mosteiro de Semide e, por isso, nas mãos das freiras.
Mas há mais. Respondendo, ou melhor, dando uma acha para a fogueira que divide as autarquias de Vila Nova de Poiares (onde existe a Confraria da Chanfana) e de Miranda do Corvo (onde foi criada a Confraria da Cabra Velha) quanto à origem da chanfana, o autarca garante que “a verdadeira chanfana não é feita de carne velha, nem leva salsa ou toucinho”. “A verdadeira chanfana nasceu em Semide e ainda hoje se confecciona aqui”, reforçou. Adiantando que não lhes interessa entrar numa qualquer guerra, o autarca sublinha que Semide não quer ser nem capital nacional nem capital universal da chanfana, simplesmente porque “ela é o berço da verdadeira chanfana”.
O presidente da Junta de Freguesia de Semide reconhece que a chanfana é um prato confeccionado um pouco por toda a região Centro, mas em Semide ela é genuína “e onde vale a pena ir para descobrir o verdadeiro sabor”.
Quanto à Academia, João Carvalho reconhece que são aquelas que “ditam” e transmitem o verdadeiro conhecimento e sabedoria. “E como já existem duas confrarias a chamarem a si o berço de um dos pratos mais procurados e apreciados nesta região, considero que nada melhor do que chamar Academia da verdadeira chanfana de Semide à nossa entidade”, considera.
Semide assume-se não como a capital da chanfana, mas como o “berço” da verdadeira chanfana. E para o provar, “serve-se” da história e das lendas por ela alimentada. Certo é o facto do presidente da Junta de Freguesia estar já a estudar o estatutos da futura Academia da verdadeira chanfana de Semide.
O presidente da Junta de Freguesia de Semide está a estudar a hipótese de avançar com a criação de uma Academia da Chanfana. Em declarações, João Carvalho garantiu que “a verdadeira chanfana é oriunda de Semide” e que por isso, está já a elaborar um projecto de estatutos para a criação da Academia da verdadeira chanfana de Semide”.
E a história parece dar razão ao autarca. Embora com várias versões, sabe-se ao certo que a vila de Semide é referida no século XI como propriedade de D. Anião da Estrada, um fidalgo asturiense que tinha três filhos que decidiram construir um mosteiro para acolher monges beneditinos. No entanto, o mosteiro viria a receber freiras, ainda no século XII, nomeadamente as netas de S. Anaia de Estrada.
E foram estas freiras que ficaram ligadas à história da freguesia e da região, mas também, às lendas que entretanto foram nascendo. “E uma delas – conta João Carvalho – diz que aquando das invasões francesas, o povo envenenou as águas para matar os franceses. Mas como tinham de comer, passaram a cozinhar a carne com o vinho da região”.As lendas não se ficam por aqui. Mas todas elas acabam por “colocar” a invenção da receita da chanfana na cozinha do Mosteiro de Semide e, por isso, nas mãos das freiras.
Mas há mais. Respondendo, ou melhor, dando uma acha para a fogueira que divide as autarquias de Vila Nova de Poiares (onde existe a Confraria da Chanfana) e de Miranda do Corvo (onde foi criada a Confraria da Cabra Velha) quanto à origem da chanfana, o autarca garante que “a verdadeira chanfana não é feita de carne velha, nem leva salsa ou toucinho”. “A verdadeira chanfana nasceu em Semide e ainda hoje se confecciona aqui”, reforçou. Adiantando que não lhes interessa entrar numa qualquer guerra, o autarca sublinha que Semide não quer ser nem capital nacional nem capital universal da chanfana, simplesmente porque “ela é o berço da verdadeira chanfana”.
O presidente da Junta de Freguesia de Semide reconhece que a chanfana é um prato confeccionado um pouco por toda a região Centro, mas em Semide ela é genuína “e onde vale a pena ir para descobrir o verdadeiro sabor”.
Quanto à Academia, João Carvalho reconhece que são aquelas que “ditam” e transmitem o verdadeiro conhecimento e sabedoria. “E como já existem duas confrarias a chamarem a si o berço de um dos pratos mais procurados e apreciados nesta região, considero que nada melhor do que chamar Academia da verdadeira chanfana de Semide à nossa entidade”, considera.
terça-feira, março 02, 2004
LOUSÃ – Acusações de corrupção na assembleia da Lousã......
LOUSÃ – Acusações de corrupção na assembleia da Lousã
Presidente da Câmara na mira de munícipes exaltados
Um munícipe da Lousã acusou o presidente da Câmara, entre outras coisas, da prática de “corrupção”. O “sururu” aconteceu em plena Assembleia Municipal e o assunto vai acabar em tribunal.
Começou em polvorosa a sessão da Assembleia Municipal da Lousã de sexta-feira última, realizada em Foz de Arouce. Tudo porque dois munícipes irromperam na sala, invectivando o presidente da Câmara, Fernando Carvalho, com acusações graves. Em causa, o processo de legalização da discoteca “Padaria”, que aqueles indivíduos – José Pires Bento, gerente da discoteca “Carpe Diem”, e José Galvão, proprietário do edifício e candidato às últimas Autárquicas pelo CDS/PP – consideram ter tido tratamento de “favor”, em relação a um outro, referente à “Carpe Diem”, ainda em curso.
A situação, tensa e embaraçosa, não teve reacção, por parte do presidente da Assembleia Municipal, Luís Gonçalves. Por seu turno, Fernando Carvalho resolveu ignorar as acusações e centrou-se nos factos, tratando de prestar esclarecimentos sobre o processo da “Padaria”, que se arrasta desde meados do ano passado, quando a Câmara Municipal ordenou o seu encerramento, por manifesta falta de condições de segurança. Seguiu-se a tramitação infelizmente habitual, nestes casos: o proprietário mandou eleborar um projecto, mas tratou de dar início às obras. Os serviços da autarquia não tiveram outro remédio senão intervir, embargando os trabalhos e aplicando a respectiva coima.
Segundo a documentação disponibilizada por Fernando Carvalho, o proprietário da “Padaria” tratou, depois, de percorrer os passos exigidos por lei, designadamente no sentido de obter os pareceres de entidades públicas para a vistoria final e posterior emissão de licença de utilização. Assim, Serviço Nacional de Bombeiros, EDP, Delegação de Saúde, Protecção Civil e Governo Civil, para além dos serviços camarários, vistoriaram e aprovaram as obras.
Sucede que José Bento reclamou, designadamente recorrendo à Inspecção Geral de Administração do Território (IGAT). Esta entidade já pediu, aliás, esclarecimentos à Câmara da Lousã, sobre o assunto. Também à autarquia chegou reclamação do mesmo sujeito, mas a chefe da Divisão de Urbanismo considera não ter a dita chegado, até 30 de Janeiro, chegado aos serviços “devidamente fundamentada, de facto e de direito”.
Voltando à confusão gerada na Assembleia Municipal, resta dizer que os dois maiores partidos, PS e PSD, resolveram tomar uma posição pública de repúdio pelo sucedido, tendo exigido que a IGAT seja chamada a pronunciar-se e, ao mesmo tempo, que se participe os factos ocorridos em Foz de Arouce ao Ministério Público. Quanto ao CDS/PP – partido pelo qual Galvão concorreu à Câmara, recorde-se –, a única representante na AM, Sónia Sousa Mendes (que é, curiosamente, líder distrital do partido) manteve um prudente silêncio.
Presidente da Câmara na mira de munícipes exaltados
Um munícipe da Lousã acusou o presidente da Câmara, entre outras coisas, da prática de “corrupção”. O “sururu” aconteceu em plena Assembleia Municipal e o assunto vai acabar em tribunal.
Começou em polvorosa a sessão da Assembleia Municipal da Lousã de sexta-feira última, realizada em Foz de Arouce. Tudo porque dois munícipes irromperam na sala, invectivando o presidente da Câmara, Fernando Carvalho, com acusações graves. Em causa, o processo de legalização da discoteca “Padaria”, que aqueles indivíduos – José Pires Bento, gerente da discoteca “Carpe Diem”, e José Galvão, proprietário do edifício e candidato às últimas Autárquicas pelo CDS/PP – consideram ter tido tratamento de “favor”, em relação a um outro, referente à “Carpe Diem”, ainda em curso.
A situação, tensa e embaraçosa, não teve reacção, por parte do presidente da Assembleia Municipal, Luís Gonçalves. Por seu turno, Fernando Carvalho resolveu ignorar as acusações e centrou-se nos factos, tratando de prestar esclarecimentos sobre o processo da “Padaria”, que se arrasta desde meados do ano passado, quando a Câmara Municipal ordenou o seu encerramento, por manifesta falta de condições de segurança. Seguiu-se a tramitação infelizmente habitual, nestes casos: o proprietário mandou eleborar um projecto, mas tratou de dar início às obras. Os serviços da autarquia não tiveram outro remédio senão intervir, embargando os trabalhos e aplicando a respectiva coima.
Segundo a documentação disponibilizada por Fernando Carvalho, o proprietário da “Padaria” tratou, depois, de percorrer os passos exigidos por lei, designadamente no sentido de obter os pareceres de entidades públicas para a vistoria final e posterior emissão de licença de utilização. Assim, Serviço Nacional de Bombeiros, EDP, Delegação de Saúde, Protecção Civil e Governo Civil, para além dos serviços camarários, vistoriaram e aprovaram as obras.
Sucede que José Bento reclamou, designadamente recorrendo à Inspecção Geral de Administração do Território (IGAT). Esta entidade já pediu, aliás, esclarecimentos à Câmara da Lousã, sobre o assunto. Também à autarquia chegou reclamação do mesmo sujeito, mas a chefe da Divisão de Urbanismo considera não ter a dita chegado, até 30 de Janeiro, chegado aos serviços “devidamente fundamentada, de facto e de direito”.
Voltando à confusão gerada na Assembleia Municipal, resta dizer que os dois maiores partidos, PS e PSD, resolveram tomar uma posição pública de repúdio pelo sucedido, tendo exigido que a IGAT seja chamada a pronunciar-se e, ao mesmo tempo, que se participe os factos ocorridos em Foz de Arouce ao Ministério Público. Quanto ao CDS/PP – partido pelo qual Galvão concorreu à Câmara, recorde-se –, a única representante na AM, Sónia Sousa Mendes (que é, curiosamente, líder distrital do partido) manteve um prudente silêncio.
domingo, fevereiro 29, 2004
PENACOVA - Milhares provaram lampreia em Penacova ................
Autarquia faz balanço positivo do fim-de-semana gastronómico
Ainda não há números exactos, mas a Câmara de Penacova calcula que o VII Fim-de-semana da Lampreia tenha reunido cerca de quatro mil apreciadores. A edição foi, pela primeira vez, alargada a sexta-feira e contou com a adesão de nove restaurantes, o que permitiu servir mais e melhor o prato típico.
Potenciar a gastronomia como vector essencial do desenvolvimento turístico da região é o objectivo que a autarquia de Penacova pretende atingir com a organização do Fim-de-semana da Lampreia, um prato típico do concelho. Ontem à tarde – e apesar de ainda faltar a contabilização dos jantares –, o presidente da Câmara Municipal, Maurício Marques, apontava para cerca de quatro mil o número de clientes registados nos nove restaurantes que aderiram à sétima edição da iniciativa.
O balanço é, nas palavras do autarca, “extremamente positivo”, e a iniciativa é para continuar, já que, através dela, se tem conseguido não só divulgar a gastronomia e os interesse turísticos da região como também se tem potencializado o desenvolvimento dos vários operadores locais. No caso concreto da restauração, a opinião de Maurício Marques é de que “o evento tem sido o catalizador de investimentos na melhoria e na qualidade dos serviços”, de tal forma que “os serviços prestados são hoje bastante melhores, situando-se acima da média”
Esta edição do fim-de-semana da lampreia contou com um maior número de restaurantes e ainda com mais um dia de realização de actividades, pelo que, ao contrário do que, por vezes, acontecia em anos anteriores, não se verificaram grandes atrasos no atendimento aos clientes. Ainda assim, e a provar que a lampreia reúne um grande número de apreciadores, o presidente da Câmara notou que ontem às 16H00, nalguns estabelecimentos, ainda havia pessoas a começar a almoçar.
Em cada restaurante, os clientes tiveram a oportunidade de concorrer a fins-de-semana nas casas de turismo rural e no Hotel de Penacova, devendo o sorteio ser realizado esta semana. Uma forma de promover a região, a que se juntou ainda, ao longo destes três dias, a sugestão da organização de visita a locais de referência como o Mosteiro do Lorvão, os Moinhos da Portela de Oliveira, o Museu Vitorino Nemésio, os Fornos de Cal, a Praia Fluvial do Vimieiro ou a zona da Barragem da Aguieira. A acrescentar à apreciada lampreia e outra gastronomia regional estes são, no entender da autarquia, motivos mais do que suficientes para uma visita.
“Há anos que pedimos a escada de peixe”
A Confraria da Lampreia e a Amigos do Mondego e Efluentes (AMA) aproveitou o fim-de-semana da lampreia para, em colaboração com os restaurantes participantes na iniciativa, recolher dos visitantes a assinatura de uma petição a enviar à Assembleia da República, com vista à construção de uma escada de peixe na Ponte Açude, em Coimbra. Também a autarquia defende esta intervenção, no entanto, Maurício Marques esclarece que a luta da Câmara é bastante mais antiga, data já de 1998.
“Há anos que a Câmara tem vindo a alertar para a necessidade de construir uma escada de peixe, sob pena de, progressivamente, se correr o risco de extinção da lampreia, bem como de outras espécies como é o caso do sável”, declarou o autarca de Penacova, notando que foi, aliás, devido a esta “insistência” que se conseguiu, recentemente, a discussão e aprovação da obra na Câmara de Coimbra.
O projecto está orçado em dois milhões e meio de euros, uma estimativa que Maurício Marques entende ser “um pouco elevada”, mas que considera “indispensável” para a sobrevivência da espécie nas regiões do Mondego e do Alva, onde outrora a lampreia era bastante abundante.
No início de Março, a autarquia de Penacova pretende trazer ao concelho o presidente do Instituto Nacional da Água (INAG), em mais uma tentativa de sensibilização das autoridades para o problema.
Recorde-se que, desde que foi feito o açude do Mondego, em Coimbra, lampreia apenas pode subir o rio para desovar com a ajuda de técnicos do Serviço Florestal – que faz a captura e o transporte para montante – ou quando se verificam as cheias.
Ainda não há números exactos, mas a Câmara de Penacova calcula que o VII Fim-de-semana da Lampreia tenha reunido cerca de quatro mil apreciadores. A edição foi, pela primeira vez, alargada a sexta-feira e contou com a adesão de nove restaurantes, o que permitiu servir mais e melhor o prato típico.
Potenciar a gastronomia como vector essencial do desenvolvimento turístico da região é o objectivo que a autarquia de Penacova pretende atingir com a organização do Fim-de-semana da Lampreia, um prato típico do concelho. Ontem à tarde – e apesar de ainda faltar a contabilização dos jantares –, o presidente da Câmara Municipal, Maurício Marques, apontava para cerca de quatro mil o número de clientes registados nos nove restaurantes que aderiram à sétima edição da iniciativa.
O balanço é, nas palavras do autarca, “extremamente positivo”, e a iniciativa é para continuar, já que, através dela, se tem conseguido não só divulgar a gastronomia e os interesse turísticos da região como também se tem potencializado o desenvolvimento dos vários operadores locais. No caso concreto da restauração, a opinião de Maurício Marques é de que “o evento tem sido o catalizador de investimentos na melhoria e na qualidade dos serviços”, de tal forma que “os serviços prestados são hoje bastante melhores, situando-se acima da média”
Esta edição do fim-de-semana da lampreia contou com um maior número de restaurantes e ainda com mais um dia de realização de actividades, pelo que, ao contrário do que, por vezes, acontecia em anos anteriores, não se verificaram grandes atrasos no atendimento aos clientes. Ainda assim, e a provar que a lampreia reúne um grande número de apreciadores, o presidente da Câmara notou que ontem às 16H00, nalguns estabelecimentos, ainda havia pessoas a começar a almoçar.
Em cada restaurante, os clientes tiveram a oportunidade de concorrer a fins-de-semana nas casas de turismo rural e no Hotel de Penacova, devendo o sorteio ser realizado esta semana. Uma forma de promover a região, a que se juntou ainda, ao longo destes três dias, a sugestão da organização de visita a locais de referência como o Mosteiro do Lorvão, os Moinhos da Portela de Oliveira, o Museu Vitorino Nemésio, os Fornos de Cal, a Praia Fluvial do Vimieiro ou a zona da Barragem da Aguieira. A acrescentar à apreciada lampreia e outra gastronomia regional estes são, no entender da autarquia, motivos mais do que suficientes para uma visita.
“Há anos que pedimos a escada de peixe”
A Confraria da Lampreia e a Amigos do Mondego e Efluentes (AMA) aproveitou o fim-de-semana da lampreia para, em colaboração com os restaurantes participantes na iniciativa, recolher dos visitantes a assinatura de uma petição a enviar à Assembleia da República, com vista à construção de uma escada de peixe na Ponte Açude, em Coimbra. Também a autarquia defende esta intervenção, no entanto, Maurício Marques esclarece que a luta da Câmara é bastante mais antiga, data já de 1998.
“Há anos que a Câmara tem vindo a alertar para a necessidade de construir uma escada de peixe, sob pena de, progressivamente, se correr o risco de extinção da lampreia, bem como de outras espécies como é o caso do sável”, declarou o autarca de Penacova, notando que foi, aliás, devido a esta “insistência” que se conseguiu, recentemente, a discussão e aprovação da obra na Câmara de Coimbra.
O projecto está orçado em dois milhões e meio de euros, uma estimativa que Maurício Marques entende ser “um pouco elevada”, mas que considera “indispensável” para a sobrevivência da espécie nas regiões do Mondego e do Alva, onde outrora a lampreia era bastante abundante.
No início de Março, a autarquia de Penacova pretende trazer ao concelho o presidente do Instituto Nacional da Água (INAG), em mais uma tentativa de sensibilização das autoridades para o problema.
Recorde-se que, desde que foi feito o açude do Mondego, em Coimbra, lampreia apenas pode subir o rio para desovar com a ajuda de técnicos do Serviço Florestal – que faz a captura e o transporte para montante – ou quando se verificam as cheias.
PENACOVA – Fim-de-semana em Penacova com um gostinho a lampreia.........
Banhado pelo Rio Mondego que lhe levava a lampreia, o concelho de Penacova desenvolveu um dos pratos mais procurados na região
Penacova aposta forte na festa da lampreia. Durante este fim-de-semana – sexta, sábado e domingo – nove restaurantes do concelho mostram o que valem e dão a provar o tradicional arroz de lampreia, entre outros pratos deliciosos. Uma oportunidade para conhecer a gastronomia, o artesanato e as belas paisagens que o concelho tem para oferecer.
Hoje tem início o sétimo fim-de-semana da lampreia em Penacova. Organizado pela Câmara Municipal, o certame pretende promover a gastronomia local através de um dos pratos mais conhecidos e tradicionais da região, o arroz de lampreia.
À semelhança das edições anteriores, o certame decorre em nove restaurantes do concelho, que vão praticar preços convidativos: 55 euros a lampreia e 15 euros a dose. Quem se deslocar a Penacova este fim-de-semana, para além de saborear este prato, tem direito à oferta de doces conventuais regionais – como são as nevadas e os pastéis de Lorvão – e à água, cedida pela Águas das Caldas de Penacova. Haverá também artesãos locais a trabalhar ao vivo nos restaurantes, a manufacturar palitos, moinhos de vento, barcas serranas. O apreciador também vai ter oportunidade de ganhar, através de sorteio, uma dormida no Hotel Palacete do Mondego ou quatro dormidas nas três casas de turismo rural do concelho: Nascer do Sol (Vale Carvalho), Casa das Oliveiras (Vila Nova) e Casa de Turismo Rural da Carvoeira.
Nas edições anteriores, o fim-de-semana resumia-se a dois dias, sábado e domingo. “Este ano os restaurantes fizeram pressão e disseram que se justificava fazer durante três dias”, explica António Simões, vice-presidente da Câmara Municipal de Penacova, pelo que se adicionou a sexta-feira.
“Temos um conjunto de muito bons restaurantes no concelho e nesta época Penacova é o destino privilegiado para a lampreia. Para eles (restaurantes) é uma mais-valia toda esta promoção turística para o concelho”, afirma António Simões. Segundo o responsável, é importante que haja uma interacção grande entre todos os intervenientes, envolvendo a autarquia, restaurantes, hotelaria, as águas, os artesãos. “O objectivo é envolver não só as pessoas que possam ter uma mais-valia para a sua actividade, mas também a população do concelho, de forma a criar uma auto-estima para os penacovenses e uma empatia com as pessoas que vêm de fora. Para que as pessoas sintam isto como seu”, afirma.
A Câmara Municipal tem apostado na promoção do certame através da comunicação social e num conjunto de iniciativas paralelas, como é o caso de duas exposições de pintores do concelho (de Frutuoso Oliveira no átrio da Câmara e de José da Fonte na Biblioteca) e de uma ludoteca itinerante onde as crianças podem permanecer durante o dia. A aliar a isto, há as paisagens naturais que Penacova tem para oferecer. “As pessoas que vêm ficam a gostar de Penacova, que tem uma paisagem muito agradável”, garante o vice-presidente, que sublinha que quem gostar de aventuras tem disponíveis equipamentos para a prática de rappel, slide, tiro com arco e canoagem, na praia fluvial do Reconquinho.
A “fama” do certame já ganhou alguma dimensão. “Quem vem normalmente gosta de voltar. O ano passado, veio um casal de Lisboa de propósito para almoçar lampreia e depois voltou de taxi. Outros quase que deixam marcado nos restaurantes de um ano para o outro”, conta António Simões, referindo que as pessoas vêm de todo o lado, muitos do Norte e também de Lisboa.
Nas últimas edições a afluência tem sido de “milhares de pessoas”. “De ano para ano tem sido melhor, tanto que este ano passámos para três dias para que o tempo do evento seja maior”, assim como a afluência do público.
VOLTADA PARA O TURISMO
Penacova está em condições de dar um salto qualitativo, afirma o vice-presidente da Câmara Municipal. Apesar de alguns constrangimentos, que têm que ver com a estrutura do concelho e o terreno acidentado, o responsável considera que as grandes obras estruturais do concelho do pós 25 de Abril estão resolvidas e que o caminho a tomar é apostar no turismo.
“As estradas estão muito melhores, não só no acesso pelo IP3 mas nas outras vias do concelho”, refere António Simões, sublinhando que foi criado um conjunto de infra-estruturas “viradas para a qualidade de vida das pessoas”, como o hotel, as casas de turismo rural, as piscinas municipais, a água ao domicílio em todo o concelho. “Eu julgo que o turismo é o futuro das autarquias. Penacova tem potencialidade para aproveitar o que a natureza lhe deu”, refere o responsável, nomeando a praia fluvial do Reconquinho e o Rio Alva. E acrescenta que Penacova “tem que se afirmar pela qualidade”, dado que não tem grandes tradições em termos industriais, em virtude da proximidade com Coimbra.
Em busca dessa qualidade, a autarquia fez um conjunto de investimentos nesta área, com a melhoria de espaços públicos, reconstrução dos moinhos, reabilitação do Mosteiro do Lorvão. Há também a ambição de fazer uma exposição permanente na Casa do Monte em Lorvão.
Mas outros projectos estão na forja. António Simões reconhece estar “esperançado” no avanço da construção do novo Palácio da Justiça.
A Câmara cedeu o projecto e o terreno, e espera agora o desenrolar do processo “a curto prazo”. A constrição do novo tribunal viria libertar o actual edifício no centro da vila, onde a Câmara quer instalar a Casa da Cultura. “Temos um conjunto de artistas em Penacova que não têm um espaço próprio para expôr a suas obras. Os nossos artistas merecem ter um espaço que possa ser proporcional à sua qualidade”, refere António Simões. Projectada está também uma nova biblioteca a ser construída na zona junto às escolas, visto que a existente já não preenche todos os requisitos.
Sendo o concelho contemplado com uma grande riqueza natural, a autarquia tem vindo a apostar na sensibilização ambiental. Está a promover um projecto de educação ambiental em todas as escolas do concelho, para além de, até dia 31 de Maio, decorreram dois concursos: um de poesia intitulado “Água, fonte de vida, fonte de inspiração” e um de fotografia sobre o tema “Um olhar sobre o património do concelho”.
Escada de peixe
é fundamental
O projecto da construção de uma escada de peixe na Ponte Açude em Coimbra é uma reivindicação de há muitos anos da Câmara Municipal de Penacova. Em causa está a subida do rio Mondego pela lampreia que já chega em escassa quantidade a Penacova, ao contrário do que acontecia antigamente, antes da existência da Ponte Açude, que constitui um obstáculo aos peixes desta espécie que sobem o rio, não conseguindo atravessá-lo.
Actualmente a quantidade da lampreia em Penacova difere conforme seja um ano de muita pluviosidade ou não. Quando o leito do rio vai cheio, os peixes conseguem passar o obstáculo e subir o rio. “Há dois anos quando houve as inundações houve muita lampreia em Penacova, mas nos outros anos já não foi assim”, recorda António Simões, vice-presidente da Câmara Municipal.
Esta realidade torna a construção do que se convencionou chamar “escada de peixe” muito importante para a continuação da pesca da lampreia no concelho. Actualmente existem apenas três pescadores com licença profissional no concelho a pescar lampreia.
“O que queríamos é que não tivesse aquele obstáculo natural. Corremos o risco da lampreia no Mondego se tornar uma espécie em vias de extinção”, diz o responsável.
Entretanto a Câmara Municipal de Coimbra já aprovou o projecto para a construção da escada de peixe, trazendo um avanço significativo nas pretensões do executivo penacovense. “Agora do projecto até à prática vamos ver o que demora”, refere.
António Simões considera que a lampreia que é apanhada em Penacova “é mais saborosa porque está mais batida das pedras na água limpa do rio Mondego”. “Quanto mais a montante mais saborosa se torna. Por isso é que a lampreia tem outro sabor cá”, garante.
Paralelamente há outras entidades que estão interessadas em levar adiante a construção da escada de peixe. Manuel Flórido, mordomo-mor da confraria da lampreia, garante que a associação quer ser “mais uma voz” que se vai juntar aos amigos do Rio Mondego e afluentes em relação a este projecto. E vão escrever uma petição, que irá circular este fim-de-semana da lampreia em Penacova, para as pessoas assinarem a favor da construção da escada de peixe. “O objectivo é conseguir quatro mil assinaturas para levar à Assembleia da República e o assunto ser discutido em plenário”, explica Manuel Flórido.
Confraria vai defender
pratos regionais e certificação
A confraria da lampreia deverá ser uma realidade muito em breve. A escritura notarial da confraria foi efectuada em Agosto de 2003 e entretanto foram eleitos os corpos sociais, sendo o mordomo-mor Manuel Flórido, o juiz da confraria Fernando Lopes e o presidente do conselho fiscal Mário Pereira. A comissão instaladora fez o regulamento e o ritual. Espera-se agora que seja feito o primeiro capítulo da confraria da lampreia até meados de Abril, para a tomada de posse dos corpos sociais e entronização dos sócios fundadores.
De acordo com Manuel Flórido, a iniciativa foi de um grupo de amigos que normalmente se juntam a mesa, que conversam sobre alguns temas e que depois resolveram criar a confraria da lampreia.
São 12 os membros fundadores e que também constituem a comissão instaladora. A maior parte são naturais do concelho: Manuel Flórido, Carlos Mendes, Álvaro Pereira, Fernanda Pimentel, Álvaro Pinheiro, Luís Menezes, Carlos Fonseca, Leonel Serra e Manuel Feio, e outros exercem a profissão em Penacova: Fernando Lopes, Fernando Andrade, Mário Pereira.
É intenção da direcção realizar a cerimónia ainda durante a época da lampreia, mas está tudo dependente do processo “burocrático” de manufactura dos trajes e insígnias. “Está a ser muito rápido, devido à urgência que temos”, refere o mordomo-mor.
convÍvio e divulgação
A confraria da lampreia tem como objectivos o convívio e a amizade, e a defesa dos saberes e sabores não só da lampreia – o “prato nobre” – mas também os pratos regionais, como o arroz de míscaros, a chanfana, o peixe frito, os pastéis conventuais do Lorvão e as nevadas, o bacalhau com migas, a sopa seca (que a confraria pretende recuperar) e a gastronomia tradicional. Manuel Flórido refere que a associação está numa fase de investigação acerca da lampreia e já foram encontradas 23 maneiras diferentes de confeccionar lampreia.
Outro dos objectivos da confraria é a solidariedade. Os estatutos determinam que 20 por cento da conta da gerência seja destinada a IPSS’s ligadas à juventude e à terceira idade. Se as receitas não forem suficientes, a direcção já pensou em outras formas de ajudar, como promover jantares para as famílias mais carenciadas, por exemplo.
Há várias iniciativas previstas para decorrerem durante o ano ligadas à lampreia e aos pratos regionais. A realização de fins-de-semana ou domingos gastronómicos para promoção de pratos regionais, um seminário, uma exposição de fotografia e outra de pintura sobre a lampreia.
Manuel Flórido revela outras ambições, como fazer uma rota turística da lampreia a nível nacional (e não só) e conseguir a certificação da receita da lampreia à Penacova, que se caracteriza pela confecção com vinho tinto, entre outros ingredientes específicos.
A indumentária dos confrades
O traje dos membros da confraria da lampreia é composto por um capote tipo varino com mangas e carapuço, revestido com uma rede que simboliza a rede em que os pescadores guardavam a lampreia. O capote era usado por pessoas mais abastadas, nomeadamente os arrais das barcas serranas, que servia de agasalho e também era usado em cerimónias. Como o meio era pobre, a peça de vestuário passava do pai para o filho mais velho.
Tem um chapéu de aba larga como se usava nos finais do século XIX, tanto pelos homens como pelas lavadeiras do Mondego.
O mordomo-mor e o juiz usam uma vara, que antigamente era usada pelos rapazes que iam às romarias, e que tanto servia de adorno como de defesa, com uma lâmina pontiaguda na ponta.
A insígnia tem uma medalha branca e azul, cores inspiradas no brasão do concelho e no azul do mar. As mesmas cores estão presentes no escapulário. O logotipo é composto de uma bateira, uma fisga e uma lampreia.
Penacova aposta forte na festa da lampreia. Durante este fim-de-semana – sexta, sábado e domingo – nove restaurantes do concelho mostram o que valem e dão a provar o tradicional arroz de lampreia, entre outros pratos deliciosos. Uma oportunidade para conhecer a gastronomia, o artesanato e as belas paisagens que o concelho tem para oferecer.
Hoje tem início o sétimo fim-de-semana da lampreia em Penacova. Organizado pela Câmara Municipal, o certame pretende promover a gastronomia local através de um dos pratos mais conhecidos e tradicionais da região, o arroz de lampreia.
À semelhança das edições anteriores, o certame decorre em nove restaurantes do concelho, que vão praticar preços convidativos: 55 euros a lampreia e 15 euros a dose. Quem se deslocar a Penacova este fim-de-semana, para além de saborear este prato, tem direito à oferta de doces conventuais regionais – como são as nevadas e os pastéis de Lorvão – e à água, cedida pela Águas das Caldas de Penacova. Haverá também artesãos locais a trabalhar ao vivo nos restaurantes, a manufacturar palitos, moinhos de vento, barcas serranas. O apreciador também vai ter oportunidade de ganhar, através de sorteio, uma dormida no Hotel Palacete do Mondego ou quatro dormidas nas três casas de turismo rural do concelho: Nascer do Sol (Vale Carvalho), Casa das Oliveiras (Vila Nova) e Casa de Turismo Rural da Carvoeira.
Nas edições anteriores, o fim-de-semana resumia-se a dois dias, sábado e domingo. “Este ano os restaurantes fizeram pressão e disseram que se justificava fazer durante três dias”, explica António Simões, vice-presidente da Câmara Municipal de Penacova, pelo que se adicionou a sexta-feira.
“Temos um conjunto de muito bons restaurantes no concelho e nesta época Penacova é o destino privilegiado para a lampreia. Para eles (restaurantes) é uma mais-valia toda esta promoção turística para o concelho”, afirma António Simões. Segundo o responsável, é importante que haja uma interacção grande entre todos os intervenientes, envolvendo a autarquia, restaurantes, hotelaria, as águas, os artesãos. “O objectivo é envolver não só as pessoas que possam ter uma mais-valia para a sua actividade, mas também a população do concelho, de forma a criar uma auto-estima para os penacovenses e uma empatia com as pessoas que vêm de fora. Para que as pessoas sintam isto como seu”, afirma.
A Câmara Municipal tem apostado na promoção do certame através da comunicação social e num conjunto de iniciativas paralelas, como é o caso de duas exposições de pintores do concelho (de Frutuoso Oliveira no átrio da Câmara e de José da Fonte na Biblioteca) e de uma ludoteca itinerante onde as crianças podem permanecer durante o dia. A aliar a isto, há as paisagens naturais que Penacova tem para oferecer. “As pessoas que vêm ficam a gostar de Penacova, que tem uma paisagem muito agradável”, garante o vice-presidente, que sublinha que quem gostar de aventuras tem disponíveis equipamentos para a prática de rappel, slide, tiro com arco e canoagem, na praia fluvial do Reconquinho.
A “fama” do certame já ganhou alguma dimensão. “Quem vem normalmente gosta de voltar. O ano passado, veio um casal de Lisboa de propósito para almoçar lampreia e depois voltou de taxi. Outros quase que deixam marcado nos restaurantes de um ano para o outro”, conta António Simões, referindo que as pessoas vêm de todo o lado, muitos do Norte e também de Lisboa.
Nas últimas edições a afluência tem sido de “milhares de pessoas”. “De ano para ano tem sido melhor, tanto que este ano passámos para três dias para que o tempo do evento seja maior”, assim como a afluência do público.
VOLTADA PARA O TURISMO
Penacova está em condições de dar um salto qualitativo, afirma o vice-presidente da Câmara Municipal. Apesar de alguns constrangimentos, que têm que ver com a estrutura do concelho e o terreno acidentado, o responsável considera que as grandes obras estruturais do concelho do pós 25 de Abril estão resolvidas e que o caminho a tomar é apostar no turismo.
“As estradas estão muito melhores, não só no acesso pelo IP3 mas nas outras vias do concelho”, refere António Simões, sublinhando que foi criado um conjunto de infra-estruturas “viradas para a qualidade de vida das pessoas”, como o hotel, as casas de turismo rural, as piscinas municipais, a água ao domicílio em todo o concelho. “Eu julgo que o turismo é o futuro das autarquias. Penacova tem potencialidade para aproveitar o que a natureza lhe deu”, refere o responsável, nomeando a praia fluvial do Reconquinho e o Rio Alva. E acrescenta que Penacova “tem que se afirmar pela qualidade”, dado que não tem grandes tradições em termos industriais, em virtude da proximidade com Coimbra.
Em busca dessa qualidade, a autarquia fez um conjunto de investimentos nesta área, com a melhoria de espaços públicos, reconstrução dos moinhos, reabilitação do Mosteiro do Lorvão. Há também a ambição de fazer uma exposição permanente na Casa do Monte em Lorvão.
Mas outros projectos estão na forja. António Simões reconhece estar “esperançado” no avanço da construção do novo Palácio da Justiça.
A Câmara cedeu o projecto e o terreno, e espera agora o desenrolar do processo “a curto prazo”. A constrição do novo tribunal viria libertar o actual edifício no centro da vila, onde a Câmara quer instalar a Casa da Cultura. “Temos um conjunto de artistas em Penacova que não têm um espaço próprio para expôr a suas obras. Os nossos artistas merecem ter um espaço que possa ser proporcional à sua qualidade”, refere António Simões. Projectada está também uma nova biblioteca a ser construída na zona junto às escolas, visto que a existente já não preenche todos os requisitos.
Sendo o concelho contemplado com uma grande riqueza natural, a autarquia tem vindo a apostar na sensibilização ambiental. Está a promover um projecto de educação ambiental em todas as escolas do concelho, para além de, até dia 31 de Maio, decorreram dois concursos: um de poesia intitulado “Água, fonte de vida, fonte de inspiração” e um de fotografia sobre o tema “Um olhar sobre o património do concelho”.
Escada de peixe
é fundamental
O projecto da construção de uma escada de peixe na Ponte Açude em Coimbra é uma reivindicação de há muitos anos da Câmara Municipal de Penacova. Em causa está a subida do rio Mondego pela lampreia que já chega em escassa quantidade a Penacova, ao contrário do que acontecia antigamente, antes da existência da Ponte Açude, que constitui um obstáculo aos peixes desta espécie que sobem o rio, não conseguindo atravessá-lo.
Actualmente a quantidade da lampreia em Penacova difere conforme seja um ano de muita pluviosidade ou não. Quando o leito do rio vai cheio, os peixes conseguem passar o obstáculo e subir o rio. “Há dois anos quando houve as inundações houve muita lampreia em Penacova, mas nos outros anos já não foi assim”, recorda António Simões, vice-presidente da Câmara Municipal.
Esta realidade torna a construção do que se convencionou chamar “escada de peixe” muito importante para a continuação da pesca da lampreia no concelho. Actualmente existem apenas três pescadores com licença profissional no concelho a pescar lampreia.
“O que queríamos é que não tivesse aquele obstáculo natural. Corremos o risco da lampreia no Mondego se tornar uma espécie em vias de extinção”, diz o responsável.
Entretanto a Câmara Municipal de Coimbra já aprovou o projecto para a construção da escada de peixe, trazendo um avanço significativo nas pretensões do executivo penacovense. “Agora do projecto até à prática vamos ver o que demora”, refere.
António Simões considera que a lampreia que é apanhada em Penacova “é mais saborosa porque está mais batida das pedras na água limpa do rio Mondego”. “Quanto mais a montante mais saborosa se torna. Por isso é que a lampreia tem outro sabor cá”, garante.
Paralelamente há outras entidades que estão interessadas em levar adiante a construção da escada de peixe. Manuel Flórido, mordomo-mor da confraria da lampreia, garante que a associação quer ser “mais uma voz” que se vai juntar aos amigos do Rio Mondego e afluentes em relação a este projecto. E vão escrever uma petição, que irá circular este fim-de-semana da lampreia em Penacova, para as pessoas assinarem a favor da construção da escada de peixe. “O objectivo é conseguir quatro mil assinaturas para levar à Assembleia da República e o assunto ser discutido em plenário”, explica Manuel Flórido.
Confraria vai defender
pratos regionais e certificação
A confraria da lampreia deverá ser uma realidade muito em breve. A escritura notarial da confraria foi efectuada em Agosto de 2003 e entretanto foram eleitos os corpos sociais, sendo o mordomo-mor Manuel Flórido, o juiz da confraria Fernando Lopes e o presidente do conselho fiscal Mário Pereira. A comissão instaladora fez o regulamento e o ritual. Espera-se agora que seja feito o primeiro capítulo da confraria da lampreia até meados de Abril, para a tomada de posse dos corpos sociais e entronização dos sócios fundadores.
De acordo com Manuel Flórido, a iniciativa foi de um grupo de amigos que normalmente se juntam a mesa, que conversam sobre alguns temas e que depois resolveram criar a confraria da lampreia.
São 12 os membros fundadores e que também constituem a comissão instaladora. A maior parte são naturais do concelho: Manuel Flórido, Carlos Mendes, Álvaro Pereira, Fernanda Pimentel, Álvaro Pinheiro, Luís Menezes, Carlos Fonseca, Leonel Serra e Manuel Feio, e outros exercem a profissão em Penacova: Fernando Lopes, Fernando Andrade, Mário Pereira.
É intenção da direcção realizar a cerimónia ainda durante a época da lampreia, mas está tudo dependente do processo “burocrático” de manufactura dos trajes e insígnias. “Está a ser muito rápido, devido à urgência que temos”, refere o mordomo-mor.
convÍvio e divulgação
A confraria da lampreia tem como objectivos o convívio e a amizade, e a defesa dos saberes e sabores não só da lampreia – o “prato nobre” – mas também os pratos regionais, como o arroz de míscaros, a chanfana, o peixe frito, os pastéis conventuais do Lorvão e as nevadas, o bacalhau com migas, a sopa seca (que a confraria pretende recuperar) e a gastronomia tradicional. Manuel Flórido refere que a associação está numa fase de investigação acerca da lampreia e já foram encontradas 23 maneiras diferentes de confeccionar lampreia.
Outro dos objectivos da confraria é a solidariedade. Os estatutos determinam que 20 por cento da conta da gerência seja destinada a IPSS’s ligadas à juventude e à terceira idade. Se as receitas não forem suficientes, a direcção já pensou em outras formas de ajudar, como promover jantares para as famílias mais carenciadas, por exemplo.
Há várias iniciativas previstas para decorrerem durante o ano ligadas à lampreia e aos pratos regionais. A realização de fins-de-semana ou domingos gastronómicos para promoção de pratos regionais, um seminário, uma exposição de fotografia e outra de pintura sobre a lampreia.
Manuel Flórido revela outras ambições, como fazer uma rota turística da lampreia a nível nacional (e não só) e conseguir a certificação da receita da lampreia à Penacova, que se caracteriza pela confecção com vinho tinto, entre outros ingredientes específicos.
A indumentária dos confrades
O traje dos membros da confraria da lampreia é composto por um capote tipo varino com mangas e carapuço, revestido com uma rede que simboliza a rede em que os pescadores guardavam a lampreia. O capote era usado por pessoas mais abastadas, nomeadamente os arrais das barcas serranas, que servia de agasalho e também era usado em cerimónias. Como o meio era pobre, a peça de vestuário passava do pai para o filho mais velho.
Tem um chapéu de aba larga como se usava nos finais do século XIX, tanto pelos homens como pelas lavadeiras do Mondego.
O mordomo-mor e o juiz usam uma vara, que antigamente era usada pelos rapazes que iam às romarias, e que tanto servia de adorno como de defesa, com uma lâmina pontiaguda na ponta.
A insígnia tem uma medalha branca e azul, cores inspiradas no brasão do concelho e no azul do mar. As mesmas cores estão presentes no escapulário. O logotipo é composto de uma bateira, uma fisga e uma lampreia.
Voluntários de Penacova realizaram simulacro na Barragem da Aguieira................
Podemos dormir descansados
A explosão provocada por curto-circuito, à cota 39,50 metros, seguida de incêndio, ocorreu às 16H35. Um funcionário ficou ferido.
O alarme interno, com comunicação imediata ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Penacova, foi accionado um minuto depois. Na central da Barragem da Aguieira, a brigada de intervenção, composta por funcionários treinados para o efeito, avaliou a situação, tendo determinado a evacuação das instalações. A primeira viatura dos bombeiros demorou 14 minutos a chegar à barragem. O trânsito no IP3, “com camiões que pareciam comboios”, dificultou a marcha dos meios de socorro. Mal entraram nas instalações, os bombeiros recuperaram algum dos tempo perdido na viagem. Dois bombeiros desceram em rappel para a zona de acesso ao interior da barragem. Com as escadas desimpedidas, os restantes elementos não demoraram muito a chegar ao local do sinistro. Dois socorristas, acompanhados por pessoal munido com extintores, efectuaram o reconhecimento, atacaram o incêndio e assistiram o ferido.
Foram, ainda, montadas duas linhas de espuma a partir da viatura de desencarceramento e da viatura de combate a incêndios. “Num caso extremo, poderíamos utilizar espuma, o que, no caso das barragens, é complicado”, explicou António Simões, comandante dos Bombeiros Voluntários de Penacova.
O repórter acompanhou o desempenho dos bombeiros no coração da barragem. Por entre o fumo e com o calor a apertar foi fácil perceber a dificuldade de quem dá o melhor que tem para salvar vidas. Ao todo, depois de accionado o alarme e até o ferido dar entrada na ambulância, os bombeiros gastaram 38 minutos. “Um desempenho francamente bom”, segundo o comandante.
O ferido “ficou de boa saúde”, o que levou dois funcionários a ironizar sobre a “satisfação da seguradora”.
António Simões agradeceu a possibilidade de “testar a eficácia” dos Voluntários de Penacova em situações, como as barragens, que “são instalações muito complicadas” e que nem sempre “temos tempo para conhecer como deveríamos”. “Felizmente que os acidentes também são poucos”, disse.
Os elementos da corporação que participaram no simulacro – Alice Pimentel, Jaime Pereirinha, António Ministro, Manuela Mira, Vítor Simões, Acácio Alpoim, Bruno Esteves, Carlos Almeida, Bruno Simões, Eduardo Miguel, Paulo Santos, Nuno Garcia, Filomena Sofia, Tiago Flórido, Vasco Viseu, Marco Artur, Orlando Grilo e Leila Silva – estiveram à altura do desafio, mas António Simões já tem em agenda “visitas guiadas para os elementos mais novos da corporação”.
Edgar Dolgner, responsável pela implementação do sistema de segurança nas 25 centrais hidroeléctricas, afirmou que os simulacros têm de ser realizados de dois em dois anos e que a EDP tem de “fazer prova deles para manter a certificação”. Francisco Taveira, responsável pelo sector de medicina no trabalho da empresa, acompanhou de perto o simulacro.
Edgar Dolgner elogiou a direcção da Barragem da Aguieira que “tem dado provas de grande capacidade de resposta” em vários campos. “Estes simulacros são para o bem de todos, pois, como estamos a reduzir pessoal – agora, é tudo automatizado –, é necessário dar garantias aos funcionários e às populações”, concluiu.
A explosão provocada por curto-circuito, à cota 39,50 metros, seguida de incêndio, ocorreu às 16H35. Um funcionário ficou ferido.
O alarme interno, com comunicação imediata ao quartel dos Bombeiros Voluntários de Penacova, foi accionado um minuto depois. Na central da Barragem da Aguieira, a brigada de intervenção, composta por funcionários treinados para o efeito, avaliou a situação, tendo determinado a evacuação das instalações. A primeira viatura dos bombeiros demorou 14 minutos a chegar à barragem. O trânsito no IP3, “com camiões que pareciam comboios”, dificultou a marcha dos meios de socorro. Mal entraram nas instalações, os bombeiros recuperaram algum dos tempo perdido na viagem. Dois bombeiros desceram em rappel para a zona de acesso ao interior da barragem. Com as escadas desimpedidas, os restantes elementos não demoraram muito a chegar ao local do sinistro. Dois socorristas, acompanhados por pessoal munido com extintores, efectuaram o reconhecimento, atacaram o incêndio e assistiram o ferido.
Foram, ainda, montadas duas linhas de espuma a partir da viatura de desencarceramento e da viatura de combate a incêndios. “Num caso extremo, poderíamos utilizar espuma, o que, no caso das barragens, é complicado”, explicou António Simões, comandante dos Bombeiros Voluntários de Penacova.
O repórter acompanhou o desempenho dos bombeiros no coração da barragem. Por entre o fumo e com o calor a apertar foi fácil perceber a dificuldade de quem dá o melhor que tem para salvar vidas. Ao todo, depois de accionado o alarme e até o ferido dar entrada na ambulância, os bombeiros gastaram 38 minutos. “Um desempenho francamente bom”, segundo o comandante.
O ferido “ficou de boa saúde”, o que levou dois funcionários a ironizar sobre a “satisfação da seguradora”.
António Simões agradeceu a possibilidade de “testar a eficácia” dos Voluntários de Penacova em situações, como as barragens, que “são instalações muito complicadas” e que nem sempre “temos tempo para conhecer como deveríamos”. “Felizmente que os acidentes também são poucos”, disse.
Os elementos da corporação que participaram no simulacro – Alice Pimentel, Jaime Pereirinha, António Ministro, Manuela Mira, Vítor Simões, Acácio Alpoim, Bruno Esteves, Carlos Almeida, Bruno Simões, Eduardo Miguel, Paulo Santos, Nuno Garcia, Filomena Sofia, Tiago Flórido, Vasco Viseu, Marco Artur, Orlando Grilo e Leila Silva – estiveram à altura do desafio, mas António Simões já tem em agenda “visitas guiadas para os elementos mais novos da corporação”.
Edgar Dolgner, responsável pela implementação do sistema de segurança nas 25 centrais hidroeléctricas, afirmou que os simulacros têm de ser realizados de dois em dois anos e que a EDP tem de “fazer prova deles para manter a certificação”. Francisco Taveira, responsável pelo sector de medicina no trabalho da empresa, acompanhou de perto o simulacro.
Edgar Dolgner elogiou a direcção da Barragem da Aguieira que “tem dado provas de grande capacidade de resposta” em vários campos. “Estes simulacros são para o bem de todos, pois, como estamos a reduzir pessoal – agora, é tudo automatizado –, é necessário dar garantias aos funcionários e às populações”, concluiu.
terça-feira, fevereiro 24, 2004
Visitantes bloqueados em autocarros e automóveis na Serra da Estrela..............
Visitantes da Serra da Estrela estavam ontem à noite bloqueados em autocarros e automóveis na estrada Torre-Sabugueiro/Seia devido à forte queda de neve que afectou a região nas últimas horas, segundo informou fonte da GNR.
Os veículos estavam localizados sobretudo na zona da Lagoa Comprida/Sabugueiro e Penhas Douradas. Segundo o mesmo informador, ocorreram vários acidentes apenas com danos materiais, prevendo-se que as condições na região, onde continuava a nevar ao fim da tarde, se agravassem durante a noite.
O coordenador do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) da Guarda, António Fonseca, confirmou o bloqueamento dos autocarros e viaturas ligeiras no maciço central da Serra da Estrela, de onde as pessoas estavam a ser resgatadas com a ajuda de bombeiros de Manteigas, Gouveia, São Romão, Loriga e Seia.
O director da Direcção de Estradas da Guarda, António Martins, informou que no local se encontravam dois veículos que procediam ao lançamento de sal para provocar degelo e prestar auxílio aos automobilistas.
O nevão provocou o encerramento da estrada entre Guarda/Famalicão da Serra e Valhelhas, de todas as estradas da Serra da Estrela. Gabriela Costa, uma das pessoas que se encontrava bloqueada na estrada junto a Lagoa Comprida, contou que estava há mais de três horas dentro do carro.
«Estamos parados desde pelo menos as 16h30 e há uma fila enorme de carros que não anda. Não se trata de pára-arranca. A fila não anda mesmo. Ainda por cima temos crianças dentro do carro e está um frio imenso», disse.
Contou ainda que os Bombeiros Voluntários de Seia tinham passado no local pouco depois das 16h30 e tinham estimado que a situação deveria ser resolvida dentro de uma hora.
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