domingo, maio 16, 2004

Santa Clara-a-Velha reabre hoje portas


Depois quatro séculos de abandono, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha prepara-se para voltar a mostrar à cidade as razões porque é classificado um dos mais importantes monumentos nacionais. A investigação do IPPAR foi revelando surpresas após surpresas, agora parcialmente à vista de todos e em ambiente seco, graças à ?cortina? construída em torno do mosteiro, que impede a entrada das águas do Mondego

Após vários anos de intervenção, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha reabre as portas, com o problema das inundações provocadas pelo Rio Mondego resolvido. Para hoje, às 17h30, está marcada abertura oficial, que deverá contar com as presenças do primeiro-ministro Durão Barroso e do ministro da Cultura, Pedro Roseta, para, amanhã, o claustro e a igreja começarem a receber os visitantes, ainda que com restrições.
Não se pense, no entanto, que a missão do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) terminou no mosteiro, construído no século XIV com o empenho da Rainha Santa Isabel. Os trabalhos de investigação continuam no terreno, o que não impede a abertura condicionada do monumento municipal. Para já, as visitas, cujos grupos não podem ultrapassar as 15 pessoas, obrigam a marcação prévia e uso de capacete de protecção.
Considerada uma das mais importantes no quadro da arqueologia medieval e de conservação e revitalização monumental realizada em Portugal, a intervenção no mosteiro iniciou-se nas décadas de 30 e 40 de 1900, com um primeiro trabalho por parte da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. Recorde-se que Santa Clara-a-Velha ficou votado ao abandono durante largos anos, com o abandono das clarissas, no século XVII, para um novo mosteiro.
Após um longo interregno, em 1994, a descoberta de importantes vestígios arqueológicos impulsionou uma operação, iniciada em Fevereiro do ano seguinte, com vista à recolha, registo e estudo do espólio existente no interior e exterior da igreja.

Ainda há muito
por desvendar

Com os primeiros trabalhos desenvolvidos no âmbito arquitectónico, rapidamente os técnicos perceberam que a plasticidade dos solos iria dificultar a missão. A opção foi o rebaixamento a nível freático, com bombagens permanentes.
Nova surpresa em finais de Novembro de 1995, com descoberta de estruturas num estado de conservação notável, alterou o acompanhamento da investigação, sempre condicionada ao ambiente permanentemente húmido provocado pelas águas da Mondego. A estratégica obrigou a um alargamento da equipa, que passou a ser composta por especialistas de áreas como História de Arte, Antropologia, Arquitectura, Botânica, Geologia e Engenharia.
Em Maio 1998, o ministro da Cultura anunciava que o futuro do conjunto patrimonial de Santa Clara-a-Velha teria de ser ?seco?. Na sequência dessa decisão e de complexos estudos técnicos, iniciou-se a construção de uma parede moldada autoendurecedora, ao longo do perímetro do monumento, prolongada por uma cortina de injecções nas formações rochosas e por um sistema de drenagem e de bombagem.
Hoje, o trabalho de investigação continua. O processo de descoberta, confinado ainda à escavação no interior da igreja e do Claustro Maior, está longe de se esgotar. A intervenção de campo passa pela busca de respostas para um conjunto de interrogações que ainda permanecem. Numa altura em que se encontram em elaboração os levantamentos de pormenor, os elementos recolhidos e organizados em estaleiro aguardam um programa de restauro.
Na cerimónia de abertura, logo à tarde, além do primeiro-ministro e do ministro da Cultura estarão também presentes o presidente do Instituto Português do Património Arquitectónico, João Belo Rodeia, o director regional do IPPAR, José Maria Henriques, e o coordenador de projecto do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Artur Côrte-Real.



quarta-feira, maio 12, 2004

Crianças detectaram o perigo na ?casa dos distraídos?


A Oficina de Segurança da Lousã recebeu as primeiras crianças que desde logo se mostraram ágeis a encontrar o perigo em casa. Inaugurada ontem, esta oficina pretende sensibilizar a pequenada para as questões básicas de segurança. Ainda mal começou e o projecto já vai ser alargado a pais e educadores com o objectivo de pôr os mais pequenos a ensinar os maiores

«Vamos visitar a casa da família dos distraídos», anunciou uma das voluntárias da Oficina de Segurança da Lousã. A euforia foi geral. De sinal de stop em punho, as crianças começaram a visita pela casa detectando e assinalando o perigo com o sinal em cada uma das divisões. O pequeno Pedro foi o primeiro a encontrar o perigo na sala da casa: «o ferro não pode estar em cima da roupa», explicou, assinalando de imediato o local. Só custou o primeiro, porque desde logo as crianças assinalaram, um a um, os perigos nas diversas divisões da casa. Cigarros em cima do sofá, facas ao alcance das crianças, electrodomésticos no lava-loiça, fichas de electricidade sobrecarregadas, medicamentos e detergentes ao alcance das crianças, nada escapou aos olhares atentos dos mais novos.
A Oficina de Segurança da Lousã foi ontem inaugurada, na presença do presidente da Câmara Municipal da Lousã e do coordenador municipal da Protecção Civil. Neste dia, as primeiras crianças a serem conduzidas pela Preventinha, a mascote do projecto, mostraram que, afinal, sabem muito bem onde se esconde o perigo.
«A função principal (da oficina) é fazer com que as crianças descubram os perigos em casa, na via pública, na escola, entre outros», disse Parola Gonçalves, coordenador municipal da Protecção Civil da Lousã. Mas o objectivo do projecto não se fica por aqui. «Queremos que as crianças vão descobrindo o perigo e nos digam o que é que está mal», explicou Parola Gonçalves, salientando que esta será a particularidade do projecto que afinal quer fazer com que as crianças se sintam «mais úteis», sendo elas as primeiras a alertar os pais. E esta, é para o coordenador da Protecção Civil, uma «nova forma pedagógica»: os monitores são, afinal, meros orientadores já que cabe à criança detectar e explicar o que está errado.
Inaugurada ontem por Fernando Carvalho, presidente da autarquia da Lousã, a Oficina de Segurança, a funcionar na Casa dos Magistrados, tem como objectivo sensibilizar os jovens em idade escolar para as questões básicas de segurança, nomeadamente riscos de incêndio, sinistralidade rodoviária, e acidentes domésticos. A oficina não é mais do que uma casa de habitação familiar onde as crianças, dos 3 aos 10 anos, vão assinalar as situações de perigo. Ao todo, são 10 os voluntários da Protecção Civil, que a partir de agora têm a missão de conduzir os mais novos pela ?casa da família dos distraídos?.
O projecto não se fica pelas crianças, mas pretende chegar também aos pais e educadores. Nesse sentido estão já abertas as inscrições para que as visitas se estendam também aos mais velhos um domingo por mês, numa iniciativa que pretende «ter os filhos a ensinar os pais», como adiantou o coordenador municipal da Protecção Civil.
Na Casa dos Magistrados, edifício cedido pela autarquia da Lousã, funciona agora a Oficina de Segurança, a par do Serviço Municipal de Protecção Civil. O edifício é constituído por uma sala de recepção, cozinha, sala, casa-de-banho, quarto, sala de jogo, sala de formação, sala para a Protecção Civil e uma secretaria de apoio. Este é um projecto da Câmara Municipal e do Serviço Municipal de Protecção Civil da Lousã em parceria com os Bombeiros Municipais da Lousã e de Serpins, Guarda Nacional Republicana da Lousã e Centro de Saúde da Lousã.



Crianças detectaram o perigo na ?casa dos distraídos?


A Oficina de Segurança da Lousã recebeu as primeiras crianças que desde logo se mostraram ágeis a encontrar o perigo em casa. Inaugurada ontem, esta oficina pretende sensibilizar a pequenada para as questões básicas de segurança. Ainda mal começou e o projecto já vai ser alargado a pais e educadores com o objectivo de pôr os mais pequenos a ensinar os maiores

«Vamos visitar a casa da família dos distraídos», anunciou uma das voluntárias da Oficina de Segurança da Lousã. A euforia foi geral. De sinal de stop em punho, as crianças começaram a visita pela casa detectando e assinalando o perigo com o sinal em cada uma das divisões. O pequeno Pedro foi o primeiro a encontrar o perigo na sala da casa: «o ferro não pode estar em cima da roupa», explicou, assinalando de imediato o local. Só custou o primeiro, porque desde logo as crianças assinalaram, um a um, os perigos nas diversas divisões da casa. Cigarros em cima do sofá, facas ao alcance das crianças, electrodomésticos no lava-loiça, fichas de electricidade sobrecarregadas, medicamentos e detergentes ao alcance das crianças, nada escapou aos olhares atentos dos mais novos.
A Oficina de Segurança da Lousã foi ontem inaugurada, na presença do presidente da Câmara Municipal da Lousã e do coordenador municipal da Protecção Civil. Neste dia, as primeiras crianças a serem conduzidas pela Preventinha, a mascote do projecto, mostraram que, afinal, sabem muito bem onde se esconde o perigo.
«A função principal (da oficina) é fazer com que as crianças descubram os perigos em casa, na via pública, na escola, entre outros», disse Parola Gonçalves, coordenador municipal da Protecção Civil da Lousã. Mas o objectivo do projecto não se fica por aqui. «Queremos que as crianças vão descobrindo o perigo e nos digam o que é que está mal», explicou Parola Gonçalves, salientando que esta será a particularidade do projecto que afinal quer fazer com que as crianças se sintam «mais úteis», sendo elas as primeiras a alertar os pais. E esta, é para o coordenador da Protecção Civil, uma «nova forma pedagógica»: os monitores são, afinal, meros orientadores já que cabe à criança detectar e explicar o que está errado.
Inaugurada ontem por Fernando Carvalho, presidente da autarquia da Lousã, a Oficina de Segurança, a funcionar na Casa dos Magistrados, tem como objectivo sensibilizar os jovens em idade escolar para as questões básicas de segurança, nomeadamente riscos de incêndio, sinistralidade rodoviária, e acidentes domésticos. A oficina não é mais do que uma casa de habitação familiar onde as crianças, dos 3 aos 10 anos, vão assinalar as situações de perigo. Ao todo, são 10 os voluntários da Protecção Civil, que a partir de agora têm a missão de conduzir os mais novos pela ?casa da família dos distraídos?.
O projecto não se fica pelas crianças, mas pretende chegar também aos pais e educadores. Nesse sentido estão já abertas as inscrições para que as visitas se estendam também aos mais velhos um domingo por mês, numa iniciativa que pretende «ter os filhos a ensinar os pais», como adiantou o coordenador municipal da Protecção Civil.
Na Casa dos Magistrados, edifício cedido pela autarquia da Lousã, funciona agora a Oficina de Segurança, a par do Serviço Municipal de Protecção Civil. O edifício é constituído por uma sala de recepção, cozinha, sala, casa-de-banho, quarto, sala de jogo, sala de formação, sala para a Protecção Civil e uma secretaria de apoio. Este é um projecto da Câmara Municipal e do Serviço Municipal de Protecção Civil da Lousã em parceria com os Bombeiros Municipais da Lousã e de Serpins, Guarda Nacional Republicana da Lousã e Centro de Saúde da Lousã.



domingo, maio 09, 2004

Polícia Florestal deteve pescador de lampreias

Um homem que pescava ilegalmente lampreias no Rio Mondego foi detido, em flagrante delito, ontem, às 10h30, pela Polícia Florestal. Conhecido desde há algum tempo como o ?rei das lampreias?, este pescador regressou a casa com termo de identidade e residência até ser presente ao juiz.
Segundo o Diário de Coimbra apurou, o pescador foi observado pela Polícia Florestal (PF) a apanhar, à mão, lampreias durante cerca de meia hora, em pleno rio, a cerca de 200 metros da auto-estrada, na freguesia de Ribeira de Frades, concelho de Coimbra.
O pescador estava equipado com fato de mergulho, que se terá recusado a entregar à PF, e com a ajuda de uma meia calçada numa mão apanhava as lampreias e colocava-as no saco que segurava na outra mão. Quando saiu do rio estava cercado pelas brigadas da PF mas ainda terá tentado escapar.
Ao avistar os agentes da PF à sua frente, o indivíduo terá pensado em fugir ou em destruir as provas do crime, pois, como averiguámos junto de fonte policial, desceu o rio, atravessou o canal e aí despejou as lampreias que guardara no saco. No entanto, como estava cercado, acabou por ser detido na margem esquerda do Mondego.
Confrontado pelas autoridades, o indivíduo, funcionário hospitalar de profissão, admitiu que pescara, à mão, três lampreias. As brigadas da PF apreenderam o saco de rede verde em que transportara as lampreias e a meia usada para as apanhar, uma vez que se trata de uma espécie escorregadia.
Recorde-se que a pesca da lampreia é crime punido pelo artigo 65 do decreto-lei 44623 de 10/10/62 com pena de 10 a 30 dias de prisão e multa de 2,99 a 74,82 euros. Refira-se também que, de acordo com o artigo 44 do mesmo decreto-lei, é proibido pescar por processos considerados de pesca subaquática e por quaisquer outros processos em que o peixe não seja apanhado pela boca, ressalvando o uso de redes permitidas. No caso da lampreia, as malhas da rede têm de ter um mínimo de 5,4 centímetros.



sábado, maio 08, 2004

Confraria da Cabra Velha apresenta-se amanhã .... em MIRANDA DO CORVO

A Real Confraria da Cabra Velha promove amanhã o seu «Grande Capítulo» com a cerimónia de entronização dos confrades. O acto será apadrinhado pela Confraria da Broa de Avintes, Real Confraria do Maranho da Pampilhosa da Serra e Confraria do Queijo do Rabaçal

A Real Confraria da Cabra Velha apresenta-se amanhã ao público. Do programa consta uma cerimónia litúrgica na igreja matriz de Miranda do Corvo, às 10 horas, seguindo-se o desfile até à Câmara Municipal para a cerimónia de entronização. O Grande Capítulo termina com um almoço no Mosteiro Beneditino de Semide.
Será assim dado o grande passo que faltava para o arranque desta confraria, que foi constituída em 29 de Outubro, com o objectivo de promover e preservar a gastronomia do concelho, particularmente a chanfana, os negalhos e a sopa de casamento.
«A gastronomia característica do concelho de Miranda do Corvo nasce com o modo de vida e criatividade das monjas de Semide, importante núcleo religioso e administrativo, no contexto político, social e económico da terceira invasão francesa, condicionada pela presença de um complexo industrial de oleiros do barro vermelho e uma boa produção vínica», sustenta a confraria, em nota de imprensa.Acrescenta ainda que «a Real Confraria da Cabra Velha vem homenagear a nobreza da gastronomia mirandense, assente na carne de cabra velha criada em pastos do domínio eclesiástico, confeccionada pelas monjas de Semide em caçoila de barro das olarias do Carapinhal, num regime conjuntural marcado pela pobreza».
Os confrades irão usar um traje baseado no vestuário que os monges beneditinos da ordem que professou no mosteiro de Semide, em tom castanho, imitando a cor da chanfana e a generalidade dos pratos cozinhados a partir da carne de cabra.
O brasão da Real Confraria da Cabra Velha assenta sobre um monograma de Miranda do Corvo, debruado a negro e com as cores da bandeira nacional, com um medalhão ao centro com a imagem de uma cabra.
Em volta desse medalhão apresenta uma moldura amarelo-dourado onde figura a inscrição «Non vestra sed nostra», cuja expressão significa «não vossa mas nossa». No símbolo da figura também uma folha de videira, aludindo ao vinho (tinto) que é ingrediente indispensável na confecção da chanfana.
Para além das confrarias madrinhas, já confirmaram a presença na cerimónia a Confraria Gastronómica do Mar, a Academia do Bacalhau, a Confraria do Mar, a Confraria dos Saberes e Sabores da Beira Grão Vasco, a Confraria Camoniana Associação de Ílhavo, a Confraria Gastronómica do Bacalhau, a Confraria dos Nabos e Companhia, Confraria do Maranho, Academia Madeirense de Carnes, a Confraria Gastronómica de Lafões, a Confraria da Chanfana, Federação Nacional das Confrarias da Gastronomia Portuguesa e a Confraria Chaine des Rotisseurs, de França.

Comentários cá do je.................

Então e a da Lampreia? ....não teve direito a convite?


sexta-feira, maio 07, 2004

IC 6 pode avançar até ao final do ano


O concurso para a conclusão do troço do IC6 entre Catraia dos Poços e Vendas de Galizes deverá ser lançado até ao final deste ano.
A garantia foi deixada, ontem, em Oliveira do Hospital pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC) durante a assinatura de um protocolo para beneficiação da EM 515, entre a Ponte do Rio Alva e a povoação de S. Gião.

O presidente da CCDRC, Paulo Pereira Coelho, reconhece que sendo «o concelho um dos mais pujantes do alto distrito de Coimbra, o que se comprova pela malha industrial que tem e pela sua centralidade em termos comerciais, continua pessimamente mal servido do ponto de vista das acessibilidades», pois, «não passa aqui nenhum eixo rodoviário digno desse nome», sublinhou.
«Mesmo com essa adversidade, o concelho consegue manter uma dinâmica que nós por vezes até temos dificuldade em perceber» considerou Paulo Pereira Coelho, deixando a garantia de que «estamos atentos à necessidade absoluta de ligar o IC6 a este concelho , pelo que estará a concurso brevemente». «Essa obra irá ver a luz ao fundo do túnel», afirmou convicto de que essa via «irá possibilitar que esta dinâmica possa manter-se ou até crescer».

Comentários cá do je.....

Assim só passará a faltar a ligação entre a Ponte de Mucela e a Catraia dos Poços para ajudar à festa na Estrada da Beira.

POIARES - Família no centro de todas as atenções

São muitas as iniciativas e têm como motor a família. Falamos de um conjunto de eventos, a realizar até ao final do ano, promovidos pela autarquia de Vila Nova de Poiares. Uma forma de assinalar o 10.º aniversário do Ano Internacional da Família

Porque a família é a «célula fundamental do nosso ordenamento sócio-afectivo», a Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares quis assinalar, com dignidade, a passagem do 10.º aniversários sobre a instituição do Ano Internacional da Família. Nesse sentido foram convidadas várias instituições e constituída uma comissão concelhia que «tem como missão sensibilizar a comunidade poiarense para a valorização da instituição familiar», refere uma nota emanada da autarquia.
E é da responsabilidade dessa estrutura, em cooperação directa com a autarquia, a programação de um conjunto de eventos que, até ao final do ano, vão marcar a vivência das famílias de Vila Nova de Poiares. A começar, refira-se o lançamento, já anunciado, do Cartão Social do Município, um “salvo-conduto” que garante uma série de benefícios à população mais desfavorecida e em situação de comprovada carência, num quadro de valorização da pessoa e combate à exclusão so-cial.
Calendarizado está, também, um passeio a Fátima, numa iniciativa da autarquia em cooperação com as instituições particulares de solidariedade social (IPSS), a realizar durante o mês em curso e destinada particularmente à população mais velha. Para o dia 1 de Junho está prevista uma grande festa da família, assinalando o Dia Mundial da Criança. Jogos, actividades lúdicas e recreativas e um piquenique em família, são os principais ingredientes deste dia, que envolve, em termos de organização, a autarquia, as IPSS´s, escolas e associações de pais.
No mês de Julho, já em período de férias escolares, o programa comemorativo do 10.º aniversário do Ano Internacional da Família aposta no “reforço da solidariedade intergeracional”, com a realização de ateliers ocupacionais que envolvem avós e netos. Trata-se de uma iniciativa que envolve a câmara, IPSS, associações e centro de saúde. No mês de Agosto os ateliers ocupacionais vão continuar, desta feita vocacionados para a população em geral.

Múltiplas iniciativas

Já em Setembro, entre os dias 10 e 13, assiste-se à Poiartes 2004, uma iniciativa da autarquia, ADIP e associações concelhias, que tem como tema dominante “Famílias e Artes e Ofícios Tradicionais Locais”.
O mês de Outubro traz consigo uma dinâmica muitoespecial, dirigida à população escolar, em particular, mas também aos poiarenses em geral. No primeiro caso, destaque para um concurso sobre o tema “A minha família” e, no segundo, uma festa de solidariedade, que inclui, nomeadamente, a exposição de trabalhos e actividades desenvolvidas pelas IPSS´s do concelho, envolvendo os utentes e as respectivas famílias. Também no mês de Outubro realiza-se uma conferência, integrada num ciclo de comemorativo do Ano Internacional da Família, a desenvolver em todo o distrito. A Vila Nova de Poiares cabe a sessão sobre a temática “(Re)Pensar o papel dos avós e da família”.
Para Novembro está marcado o lançamento de um Gabinete de apoio à Família, estrutura que envolve directamente os serviços camarários e do Centro de Saúde, bem como a realização de uma seminário intitulado “Uma família ou parte de uma família - monoparentalidade e os seus contextos”.
No último mês do ano a Câmara Municipal de Poiares vai proceder ao lançamento de um postal de Natal alusivo ao tema da família e promover uma exposição de trabalhos que dê testemunho de todas as actividades realizadas a nível concelhio no âmbito das comemorações.
De referir ainda que para além destas actividades, de carácter concelhio, estão previstas outras iniciativas, a nível distrital, dinamizadas pelo Governo Civil de Coimbra, tendentes a assinalar a passagem do 10.º aniversário do Ano Internacional da Família.

quinta-feira, maio 06, 2004

Poiares candidata-se ao Programa AGRIS

Com um plano de prevenção florestal que representa um investimento global na ordem dos 750 mil euros, a executar num prazo de quatro anos, a Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares vai candidatar-se ao Programa AGRIS – Medida Agricultura e Desenvolvimento Rural dos Programas Operacionais Regionais.
Desta forma, pretende, a autarquia, contribuir para a prevenção dos fogos florestais e de outras situações de emergência visando, em particular, a redução do risco de ignição e de propagação do fogo e a aplicação de técnicas de silvicultura preventiva e, ainda, a detecção e intervenção precoce em situações de incêndio.
No âmbito da redução do risco de ignição e de progressão do incêndio, o plano da Câmara de Poiares prevê a construção/beneficiação da rede viária, da rede divisional, da rede de pontos de água, bem como operações de silvicultura preventiva, incluindo a aquisição de equipamentos específicos.
Já no âmbito da detecção e intervenção em situações de incêndio, o mesmo plano prevê a criação de sistemas de detecção sob a forma de estruturas fixas, sou seja, postos de vigia, bem como a aquisição de viaturas todo-o-terreno.
De acordo com uma nota da autarquia, a elaboração desta candidatura permite dotar o município de infra-estruturas necessárias ao apoio ao combate ao incêndio.
Ainda no âmbito da Medida AGRIS, integrada no III Quadro Comunitário de Apoio, Poiares vai candidatar-se à sub-acção 7.1, que perspectiva a recuperação e valorização do património rural, das paisagens e os núcleos populacionais em meio rural.

Comentarios cá do je.......

Ate que enfim. ha quantos anos os Presidentes das Juntas de Freguesia mais rurais deste Concelho defendiam medidas destas....
Levou quase 30 anos, mas pode ser que seja desta.

Corrupção e desenvolvimento............

Quem me conhece sabe que considero a corrupção como algo repugnante e, infelizmente, omnipresente.
Discordando, posso até compreender, humanamente, a corrupção dos que pelo mundo fora recebem remunerações miseráveis que lhes impedem e à sua família uma existência digna ou até a sobrevivência. Mas não existe nenhum plano que me torne admissível a corrupção dos ricos, dos poderosos, particularmente quando a corrupção se realiza, directa ou indirectamente, com o dinheiro dos contribuintes.
Neste contexto é lógico que me choque especialmente a corrupção praticada por políticos e pelos interesses que em torno de muitos deles gravitam e que se posicionam da melhor forma para inventarem formas de arrecadar ou usar em proveito próprio o dinheiro ganho com o suor de cada cidadão.

Obviamente este não é um problema especificamente português. Em “nome do povo” políticos de todo o mundo ganham inescrupulosamente à custa da pauperização dos seus cidadãos.
Quer em ditaduras quer em democracias, inventam-se novas obras públicas para atribuir empreitadas a algumas empresas que simultaneamente são financiadoras das campanhas dos partidos e das campanhas dos políticos. Em campanhas eleitorais, simulacros de lavagem de dinheiro passam por compras, em “leilão”, de objectos por um preço desproporcionadamente superior ao real, como forma de “regularizar” o que é uma tentativa de suborno prévio para favores futuros ou de pagamento dos passados.

Em órgãos de administração central, regional e local manipulam-se planos de ordenamento do território e viabilidades de construção para produzir favores a amigos e clientelas ou para, em contrário, penalizar adversários. O controle fiscal aperta-se sobre os pequenos empresários (para mostrar serviço e não raramente para extorquir aos vulneráveis) enquanto apenas se finge estar atento aos grandes. Políticos desonestos mentem com um despudor inacreditável, inclusive alguns que os cidadãos (hoje) julgam ser íntegros e que o não são. Com o tempo muitas surpresas (e desilusões) chegarão aos cidadãos.

Em síntese, seria uma sorte comparativa que a corrupção pública constasse apenas de pequenos subornos de secretaria. Mas esse é um pequeno exemplo de uma realidade que enferma a vida quotidiana sem que os cidadãos disso se apercebam.
A corrupção é transnacional. Em todo o mundo apenas um país, os Estados Unidos, proíbe legalmente o suborno, por cidadãos desse país, de qualquer entidade estrangeira, estabelecendo penas que atingem os 2 milhões de Dólares e os 5 anos de prisão. É o único país que o faz.
A corrupção atinge mais violentamente os pobres.

Enquanto em ditaduras a corrupção tende a florescer no âmbito da clique no poder, em democracia frequentemente os partidos políticos tendem a ser controlados por grupos de pessoas que, em nome do povo e sob a capa ”legitimante” dos elevados valores da democracia, se organizam para assaltar o poder e nele exercerem formas diversas de tráfico de influências e de corrupção. Partidos incluem nas suas listas de candidatos a funções públicas militantes mais em função do grau de fidelidade canina aos que internamente controlam o poder que em função das suas reais capacidades individuais para servir os cidadãos.

Poder-se-á argumentar que tal situação é condenável mas que não configura uma situação de corrupção. Outro ingénuo engano. Porquê ? Porque nesse caso um grupo organizado de interesses estará a pagar ou comprar favores e fidelidades pessoais de determinados indivíduos, conduzindo-os a funções públicas em que eles, por essa via ilegítima e fraudulenta, vão ser pagos pelo dinheiro produzido pelo suor dos contribuintes. Isto é, trata-se de um caso em que, na verdade, alguém está a pagar fidelidades pessoais com dinheiros públicos, dos cidadãos. Se isto não é corrupção e utilização abusiva de dinheiro dos cidadãos é, então, o quê ?
Os cidadãos encontram-se tão habituados a viver no seio de uma corrupção generalizada que nem a compreendem quando a vêem. Por exemplo, todos criticam mas todos aceitam passivamente que ruas e infraestruturas públicas num país se encontrem depauperadas até que, em proximidade de eleições, tudo se refaz. O que parece apenas falta de ética política é também um acto mais grave. Porque em muitos desses casos um político ou um conjunto de políticos utilizou fundos públicos não quando e como eles eram necessários à população mas no momento em que lhes era pessoalmente útil. Por outras palavras, tal caso corresponde a uma utilização de dinheiro público em função de interesses privados.

Em geral a corrupção é tão grave como é invisível. Uma boa parte dos aparelhos de poder está construída e sedimentada discretamente em seu torno. Mas, invariavelmente, a corrupção premeia os ricos e os poderosos e condena os pobres e os cidadãos em geral.


(Por Pedro Jordão in Diario de Coimbra 2mai04)

Juntas de freguesia discutem problemas .....

O congresso da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), a realizar amanhã e sábado na Figueira da Foz, vai contar pela primeira vez com a presença de um primeiro-ministro e reunir 890 congressistas, disse o presidente da associação.
A sessão solene que marca a abertura do 9.º Congresso da ANAFRE foi antecipada, das 19h30 para as 18h00, por questões de agenda do primeiro-ministro. «Já tínhamos tido o Presidente da República, mas o primeiro-ministro é a primeira vez», disse Armando Vieira, manifestando esperança de que Durão Barroso se sensibilize com os problemas que os autarcas locais vão discutir.
Descentralizar” e “Reforçar Competências” são as ideias chave apresentadas para discussão este ano, mas o congresso promete “aquecer” com uma questão que, apesar de não ser nova, foi enfatizada no mês passado devido a uma notificação das Finanças aos autarcas em regime de compensações para declararem essa verba em sede de IRS (Imposto sobre o Rendimento das pessoas Singulares).
Esta situação verifica-se em 3.700 freguesias, onde os presidentes exercem funções em regime de não permanência, recebendo 248 euros para encargos, segundo Armando Vieira, «os que têm regime de permanência ou a meio tempo pagam IRS, como qualquer cidadão e achamos muito bem, mas estas pessoas recebem uma compensação que não chega para o desempenho da função», frisou. «Não é legítimo, não é justo que esses eleitos paguem impostos sobre uma verba que não é em seu benefício, nem da sua família», considerou Armando Vieira.
A 26 de Abril, a direcção distrital de Coimbra da ANAFRE propôs a demissão em bloco dos autarcas nesta situação, caso se mantenha a legislação que obriga à tributação das compensações para encargos decorrentes do exercício de funções. A proposta foi anunciada em conferência de imprensa e apoiada pela direcção nacional da ANAFRE, que considerou ser o congresso o momento certo para uma tomada de posição. Armando Vieira não quis antecipar qualquer resolução a este respeito, limitando-se a afirmar: «o congresso é soberano».
No ano passado, a ANAFRE apresentou uma proposta ao Governo e à Assembleia da República para alterar a legislação sobre esta norma, que não teve qualquer efeito até ao momento, recordou. «Esperamos que seja considerada a qualquer momento», disse o presidente da ANAFRE, para quem a presença do primeiro-ministro pode ser um sinal positivo «na luta pela dignificação do poder local e dos eleitos».
Já este ano a ANAFRE apresentou uma proposta de revisão da remuneração dos eleitos. Segundo Armando Vieira, a reunião magna dos presidentes de Junta vai servir também para definir bases de crescimento, discutir a modernização administrativa, a sociedade de informação e o cumprimento da lei.
Os presidentes de Junta sentem que o seu trabalho não é valorizado pelo poder central e que é necessário «pôr termo à desconsideração a que a democracia portuguesa votou as freguesias». «Após 28 anos de poder local, ainda não foi reconhecida a importância das juntas de freguesia no desenvolvimento do país e dedicação de milhares e milhares de homens que têm trabalhado junto das populações», lamentou Armando Vieira.
«Há 4.250 freguesias. Não há nenhuma instituição que tenha uma rede tão grande e tão próxima das populações”» referiu.
O congresso realiza-se no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz e tem lotação esgotada, o que obrigou a ANAFRE a recusar pedidos de participação. «Não esperávamos uma adesão tão massiva dos presidentes de junta associados da ANAFRE. Muitas pessoas não se inscreveram em tempo útil e com muita pena tivemos que recusar, por questões de organização», indicou.

Fechem-se as juntas nas sedes de concelho

Não se justifica a existência das juntas de freguesia nas sedes do concelho. Diz um autarca que incentiva à criação de um movimento nacional das juntas do meio rural.
As juntas de freguesia mais pequenas, nomeadamente, as do meio rural, estão completamente votadas ao abandono.
Desafiando a ANAFRE a zelar - também - pelas mais pequenas, o presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova, em Miranda do Corvo, aponta o dedo à ineficácia das juntas de freguesia das sedes dos concelhos.
José Godinho - que sabe do que fala porque preside há vários anos a uma pequena junta da zona serrana do concelho de Miranda do Corvo - garante que não se justifica a existência de juntas nas sedes do concelho porque o trabalho se confunde com o das próprias câmaras. Reconhecendo que nestes casos não se sabe bem quem faz - ou não faz - o quê, José Godinho critica, também, o facto dessas juntas receberem mais garantias do FEF, mas quem acaba por fazer praticamente tudo são as Câmaras.
Um reforço de meios que, normalmente, é justificado com o número de habitantes. E os outros?, questiona o autarca referindo?se em concreto aos que vivem nas zonas mais pobres e mais afastados dos poderes.
Confrontado com o facto de uma Câmara existir para olhar por todo o concelho, o autarca sorri e lamenta que tal não seja bem assim, já que as prioridades dos executivos vão, geralmente, para as sedes do concelho.
Movimento das juntas rurais O autarca vai mais longe ao defender a união de todas as juntas do meio rural no sentido de mostrarem a todos, e muito em concreto aos senhores da ANAFRE ?que existem e que fazem um trabalho tão ou mais meritório do que o deles?.
?Devido às diferenças orçamentais que existem, nós, os mais pequenos, debatemo?nos com grandes dificuldades para resolver os problemas das populações das nossas freguesias que merecem e têm direito a todos os benefícios concretizados nas grandes freguesias?, apontou, admitindo que um autarca numa qualquer pequena junta tem que fazer de tudo porque não têm verbas para garantir um quadro de pessoal.
Acusando o facto dos presidentes das grandes juntas de freguesia terem outros meios que, muitas vezes, utilizam sem ser ao serviço das instituições que representam, nomeadamente, viaturas, o autarca lembra que são as juntas mais pequenas que estão mais perto das populações e, também por isso, acabam por ser o ?bode expiatório?... em toda e qualquer situação. Verbas que não chegam sequer para pagar a quota de sócio na ANAFRE, uma vez que todos os cêntimos são necessários para dar resposta às necessidades das populações.
Todas estas questões - aponta - deviam servir de motivo à criação, independentemente das cores partidárias, de um movimento nacional das juntas de freguesia do meio rural que ?até são em maioria?.
Uma maioria que, em seu entender, não é contra ninguém, mas sim, a favor das populações, também elas mais esquecidas. E nada - garante - justifica o seu desaparecimento. Nem mesmo a criação das áreas metropolitanas, entidades que, receia, continuem, a ?esquecer os mais pequenos?.
Preocupações que poderiam, sem dúvida, chegar à mesa da discussão no congresso que se efectuou na Figueira da Foz com a presença de quase 900 congressistas e o primeiro?ministro.



segunda-feira, maio 03, 2004

Críticas de Jaime Soares marcam comemorações ....


Os Bombeiros Municipais da Lousã estão de parabéns. No passado sábado festejaram 100 anos de existência e como prenda o presidente da Câmara anunciou a aquisição de três novas viaturas, investimento que ultrapassa os 30 mil contos. A cerimónia ficou marcada pelas contundentes críticas de Jaime Soares ao Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil e pela apresentação de um livro sobre a corporação

Foi no longínquo ano de 1904 que a corporação de bombeiros da Lousã, na altura voluntários, começou a dar os primeiros passos. Já lá vão 100 anos. No sábado passado, corporação e população não deixaram passar em branco esta data história, assinalando a efeméride com uma cerimónia presidida pelo governador civil de Coimbra.
A sessão ficou marcada por fortes críticas de Jaime Soares, presidente da Federação Distrital dos Bombeiros, ao Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil que se fez representar pelo seu presidente, general Paiva Monteiro (ver notícia ao lado).
As boas novas saíram da boca do presidente da autarquia, Fernando Carvalho, que anunciou a aquisição de três viaturas, um veículo urbano e dois de combate a incêndios, cujo investimento ultrapassa os 30 mil contos.
«Todos nós sabemos que o corpo de bombeiros tem lacunas em termos de equipamentos, alguns deles já com uma idade avançada, outros já bastante distantes das últimas tecnologias. Mas também é verdade que os apoios para sua renovação por parte do Estado nos últimos cinco anos têm sido nulos», lembrou o autarca.
Fernando Carvalho criticou ainda o facto de os equipamentos adquiridos para os municipais terem um sistema fiscal extremamente penalizante em comparação com o dos voluntários. «Não podemos continuar a aceitar esta diferenciação negativa, que nos prejudica e nos impede de fazer investimentos extremamente necessários», salientou.
O governador civil de Coimbra, Fernando Antunes, presidiu às cerimónias e encerrou os discursos, elogiando «o extraordinário grupo que existe na Lousã».

Livro conta história
da corporação

A cerimónia de comemoração do centenário foi palco para a apresentação do livro do bombeiro João Pereira de Melo (que já foi segundo comandante), intitulado “Bombeiros Municipais da Lousã – 100 anos de História”.
A obra, segundo o autor, «pretende ser uma pequena homenagem e singela homenagem ao corpo de bombeiros da Lousã e aos seus bombeiros».
Durante a sua compilação, João Melo afirmou ter-se debatido com poucas fontes existentes, enfatizando que «as pessoas da Lousã são simples e nunca se preocuparam em construir história, mas sim em servir o próximo».
O livro, editado pela autarquia, retrata toda a história da corporação e revela que em 1897, sete anos da sua constituição, os lousanenses aspiravam a organizar um serviço contra incêndios que terá sido protelado por falta de recursos.
Durante a cerimónia foram promovidos novos bombeiros e atribuídas medalhas. Também a própria corporação foi distinguida com o crachá de ouro, atribuído pela Liga dos Bombeiros Portugueses, pelos 100 anos de actividade.

Renovação da frota
é prioritária

O comandante João Lopes era um homem bastante satisfeito. «Sinto-me muito feliz por esta data especial e de ter na minha guarda muitos jovens», disse ao Diário de Coimbra.
Constituída por 157 bombeiros, entre homens e mulheres, a corporação recebeu com bastante agrado as «prendas» anunciadas pelo presidente da Câmara, Fernando Carvalho.
«De facto, a nossa grande necessidade são viaturas, mas com a aquisição das três viaturas anunciadas pelo senhor presidente vamos ficar bem servidos», considerou João Lopes.
Em breve vão chegar ao quartel um carro urbano com capacidade para oito mil litros de água e mil de espuma e mais duas viaturas para combate a fogos florestais.
Mas as prendas não se esgotaram aqui. O SNBPC atribuiu um subsídio de 25 mil euros para aquisição de equipamento e as seis Juntas de Freguesia da Lousã, conjuntamente com a Comissão de Baldios de Vilarinho, ofereceram uma motobomba rebocável de grande capacidade.



sexta-feira, abril 30, 2004

Semide comemora 850 anos da Carta de Couto


A comunidade paroquial de Semide realiza hoje à noite, no Mosteiro de Santa Maria, uma sessão comemorativa dos 850 anos da entrega da Carta de Couto ao abade João por D. Afonso Henriques

Faz hoje precisamente 850 anos que D. Afonso Henriques, primeiro Rei de Portugal, atribuiu a Carta de Couto ao Mosteiro de Semide, dotando-o de autonomia administrativa e financeira.
A efeméride é hoje assinalada com pompa e circunstância pela comunidade paroquial. «Não podíamos deixar passar esta data em claro», frisa Pedro dos Santos, padre da freguesia, lembrando que o documento foi entregue em 1154 ao abade João que era o superior do convento beneditino de Semide.
Segundo o pároco, «o couto dotava o mosteiro de autonomia administrativa e política sobre as povoações que foram crescendo à sua volta». Mais tarde, em 1514, Semide foi concelho através de foral concedido por D. Manuel I, tendo sido extinto em 31 de Dezembro de 1853.
A cerimónia será aberta pelo padre António Pedro dos Santos, por volta das 21 horas, seguindo-se a apresentação da carta de couto por Carlos Rodrigues Ventura, professor aposentado do Liceu José Falcão.
Antes da actuação do Coro Feminino Vox Aetherea e Coro D. Pedro Cristo, ambos de Coimbra, o doutor Manuel Augusto Rodrigues, professor aposentado da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, fará uma exposição histórica sobre o assunto.
Para esta cerimónia a comunidade paroquial de Semide nomeou uma Comissão de Honra que é constituída pelo Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, governador civil, Fernando Antunes, abade do mosteiro de Sinsverga, D. Luís Aranha, presidente da Câmara de Miranda, Fátima Ramos, presidente da Câmara de Meda, João Mourato, e presidente da Junta de Semide, João Carvalho.

sábado, abril 24, 2004

Pousada da Juventude da Lousã pronta no próximo ano


A Lousã terá uma Pousada da Juventude com 62 camas, anunciou o secretário de Estado da Juventude, Hermínio Loureiro, na inauguração do V Fim-de--Semana da Juventude, que está a decorrer no parque municipal de exposições. A obra vai custar mais de dois milhões de euros e deverá estar concluída no final do próximo ano

O secretário de Estado da Juventude, Hermínio Loureiro, anunciou na Lousã aquilo que já era esperado há algum tempo: a construção da Pousada da Juventude. A garantia foi dada durante inauguração da V Fim de Semana da Juventude da Lousã, numa cerimónia específica para a apresentação do projecto e das suas características.
O edifício vai nascer nos terrenos do desactivado parque de campismo e terá capacidade para albergar 62 pessoas, distribuídas por seis quartos duplos com sanitários privados, seis núcleos de dois quartos múltiplos com. Será dotado de sala polivalente para convívio e reuniões com bar, refeitório, esplanada e cozinha de albergue.
A obra será lançada a concurso no próximo mês de Junho, com o preço base de 2.361.106,00 euros, e, segundo Hermínio Loureiro, deverá estar concluída no final do próximo ano. «A pousada é já uma realidade virtual que vai passar a realidade efectiva», afirmou o presidente da Movijovem, entidade responsável pela rede nacional do turismo juvenil.
A construção da Pousada da Juventude da Lousã integra-se no «Plano Estratégico 2002-2006» que contempla a construção de 13 novas pousadas e a remodelação de outras tantas.
O presidente da Câmara, Fernando Carvalho, considerou a obra extremamente bonita, frisando que a Lousã é um concelho jovem que cresceu na última década quase 20%. «Temos tido muitas preocupações com a juventude e feito um enorme esforço na área da educação», afirmou.
Hermínio Loureiro realçou também a beleza arquitectónica do projecto, considerando que a secretaria de Estado da Juventude aposta na qualidade destes espaços, de modo «a torná-los vivos, dinâmicos e abertos».
Garantiu ainda que o Governo está profundamente empenhado em dar condições aos jovens e lembrou o recente programa aprovado que vai envolver 25 mil jovens na formação para as novas tecnologias.
O governante anunciou também a introdução de alterações ao Plano de Apoio ao Associativismo Juvenil (PAAJ) de modo a permitir mais oportunidades e possibilidades às associações de obter apoios.

quinta-feira, abril 22, 2004

Durão Barroso de mãos abertas




O primeiro-ministro inaugurou ontem a nova escola EB 2,3 Prof. Dr. Ferrer Correia, no Senhor da Serra, e anunciou várias obras para o concelho de Miranda do Corvo. Entre elas, destacam-se o arranque da construção de uma nova José Falcão, a continuação dos trabalhos de recuperação do Convento de Semide e a instalação da Agência para a Prevenção de Fogos Florestais. Mas do metro de superfície nem uma palavra disse

Durão Barroso foi ontem recebido em Miranda do Corvo, na Câmara Municipal, debaixo de protestos do Sindicato dos Professores da Região Centro que responsabilizaram o executivo pelas elevadas taxas de desemprego em Portugal entre os trabalhadores docentes.
O primeiro-ministro deslocou-se ao concelho, acompanhado pelos ministros da Educação e das Obras Públicas, para inaugurar a Escola EB 2,3 Prof. Dr. Ferrer Correia, no Senhor da Serra, uma obra iniciada e concluída no seu mandato, que representa um investimento superior a quatro milhões de euros.
«É um momento muito significativo inaugurar uma escola com o nome do saudoso e distinto jurista Ferrer Correia», sublinhou.
Depois de uma visita pelas novas instalações, acompanhado da presidente da Câmara, Fátima Ramos, e do presidente do Conselho Executivo, José Manuel Simões, o chefe do Governo anunciou uma série de investimentos para o concelho.
A começar pelas obras de remodelação na Escoala José Falcão, no centro da vila, que deverão arrancar ainda este ano. Trata-se de um investimento superior a quatro milhões de euros que permite acabar com os actuais pavilhões pré-fabricados.
Durão Barroso anunciou também um subsídio de 300 mil euros para a Associação para o Desenvolvimento e Formação Profissional construir uma residência assistida para 42 deficientes.
Garantiu ainda que durante este ano serão relançados os trabalhos de recuperação no convento de Semide, tendo para isso já reservados 650 mil euros.
A surpresa estava reservada para a parte final do discurso. No âmbito da descentralização de serviços, implantado pela coligação PP/PSD, Durão Barroso anunciou a instalação em Miranda do Corvo da Agência para a Prevenção de Fogos Florestais.
A instalação do metropolitano de superfície na linha da Lousã não mereceu nenhum comentário do primeiro-ministro, embora a presidente da autarquia, Fátima Ramos, tenha exigido a modernização do ramal ferroviário que liga Serpins e a estação de Coimbra B.
Recorde-se que há dois anos, Durão Barroso anunciou que a implantação do metro ligeiro de superfície na cidade de Coimbra e no Ramal da Lousã era uma das prioridades do Governo no domínio dos transportes terrestres.