sexta-feira, maio 28, 2004

Poiares recebe "Trilhos da Chanfana"


A quinta prova do Campeonato Regional de Ralis do Centro reúne uma excelente lista de inscritos, colocando a prova do Clube Motorizado de Poiares na rota de preferências dos pilotos. O Rali Trilhos da Chanfana com a participação de 44 equipas, sete das quais provenientes do ?Regional? Sul

É já no próximo domingo que vai para a estrada mais uma ronda do Campeonato Regional de Ralis do Centro promovida pelo Clube Motorizado de Poiares.
A entidade organizadora, no sentido de mobilizar o maior número de equipas, apostou claramente nos benefícios dos pilotos e reduziu o preço das inscrições, o que em muito contribuiu para a adesão em massa. Face a este desiderato, 44 equipas responderam positivamente aos anseios do Clube Motorizado de Poiares que, desta forma, recebe um "batalhão" de pilotos e maquinas provenientes de Norte a Sul do país.

Expo-Miranda abre com Xutos e Pontapés


É hoje inaugurada a XIV Expo-Miranda, certame que reflecte a actividade económica, industrial, agrícola, cultural, social e artesanal do concelho de Miranda do Corvo. À noite, os Xutos e Pontapés dão o mote para cinco dias de festa

Pelas 19h00 de hoje, o governador civil de Coimbra inaugura a XIV Expo-Miranda, que vai decorrer na Praça da Liberdade até ao próximo dia 1 de Junho, feriado municipal do concelho.
Para esta edição estão confirmados cerca de 170 expositores, número idêntico ao do ano passado e que não pode ser ultrapassado, uma vez que o espaço se tornou exíguo para esta realização.
Uma situação que a presidente da edilidade disse estar a tentar resolver mas que não será alterada a curto prazo. Segundo Fátima Ramos, já existem alguns locais em estudo, mas «dificuldades existentes ao nível do Plano de Urbanização têm impedido este processo de avançar na velocidade desejável».
No entanto, a Comissão Organizadora e a autarquia mostraram-se empenhadas em aumentar a qualidade do certame, estimulando os expositores a apresentar melhores stand's.
A novidade deste ano prende-se com a criação de uma secção de artesanato local, com artesãos a trabalhar ao vivo. «Haverá a participação de artesãos de olaria, latoaria e tecelagem numa clara aposta na defesa e divulgação destas actividades», garantiu a presidente da Câmara.

O certame encerra no dia 1 de Junho, feriado municipal do concelho, com a actuação do grupo Porquinhos da Ilda. Para este dia a Câmara preparou um programa de comemorações do qual se destaca a inauguração do cinema, construído em cooperação com a ADFP.

quinta-feira, maio 27, 2004

Lousã é capital do papel e do livro


Exposições, espectáculos, encontros com escritores e, acima de tudo, muito papel e livros, ou não fosse esta a ?Lousã - Capital do Papel e do Livro?. Na sua 4.ª edição, o certame vai dar a conhecer o património e cultura papeleira do concelho, não esquecendo toda a industria que fez da Lousã um grande centro produtor de papel

A vila da Lousã acolhe, de amanhã a 1 de Junho, a 4.ª edição da "Lousã - capital do papel e do livro", um certame que surge pela grande tradição papeleira no concelho.
Numa organização da Câmara Municipal, a feira pretende destacar o património industrial local e desenvolver vocações nos domínios científicos e tecnológicos. Nesta quarta edição, mais uma vez, os objectivos profissionais, industriais e comerciais das empresas vão associar-se aos objectivos pedagógicos, científicos e patrimoniais que a Lousã pretende dinamizar.
Assim, a autarquia vai promover a Rota do Papel, que dará a conhecer as indústrias da Lousã ligadas à produção de papel, nomeadamente matérias primas, produção de energia, produção/transformação de papel, produção do livro e produção de derivados de papel, empresas que fazem da Lousã um grande centro papeleiro. Refira-se que a tradição papeleira no concelho remonta a 1716, ano ao qual se atribui a instalação do "Engenho do Papel".
A decorrer no Parque Municipal de Exposições, a feira vai ter um vasto conjunto de actividades. O primeiro dia de feira começa pelas 10h00, altura em que se procede à abertura do certame, a que se segue um encontro com a escritora Isabel Jardim de Campos, para os alunos do ensino pré-escolar. Durante o dia o recinto será animado pela Escola Profissional da Lousã (EPL), e à noite, pelas 21h30 actuará, no recinto exterior da feira, a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários da Lousã.

quarta-feira, maio 26, 2004

ADIBER entregou equipamentos a 35 freguesias da Beira Serra


Sete tracto-carros, 13 tractores com reboque, 32 moto-serras, 35 moto-roçadouras, 35 kits de protecção individual entre muitos outros equipamentos foram entregues ontem de manhã no aeródromo de Coja, pela ADIBER, Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra a 35 juntas de freguesia

Em causa está o projecto ?Trato(r) Bem do Ambiente? desenvolvido no âmbito do programa Leader+ apresentado pela ADIBER às 59 freguesias da sua zona de intervenção, das quais aderiram 35: 12 de Oliveira do Hospital, 13 de Arganil, cinco de Tábua e as 5 freguesias do concelho de Góis.
O investimento ascende a mais de 400.000 euros tendo sido apoiado pelo programa Leader+ na ordem dos 260.000 euros e o restante da responsabilidade das juntas de freguesia aderentes .
Uma iniciativa que no entender de José Cabeças, presidente da ADIBER só foi possível «devido ao trabalho estabelecido entre esta associação, as juntas de freguesia e as câmaras municipais». O equipamento distribuído, de acordo com este responsável, constitui «o tratamento mais eficaz para responder aos problemas infra-estruturais que aqui estão instalados e que tardam em ver uma resolução definitiva». José Cabeças lembrou o flagelo dos incêndios . «Aproximamo-nos da época dos fogos e este é também um projecto para colocar ao serviço da prevenção, no âmbito da limpeza das florestas, mas também com complementaridade com as áreas do ambiente e turismo».
Este projecto afirma-se igualmente contra a desertificação, pois aposta em «criar emprego ao nível local, das próprias juntas de freguesia», procurando fixar as «populações mais jovens e activas». «Sem emprego não haverá fixação de jovens e mão de obra activa que tanto precisamos na S região», alertou o também presidente da Assembleia Municipal de Góis.
Álvaro Calinas, presidente da Junta de Coja e da Associação de Freguesias de Direito Público de Arganil (que integra 10 freguesias, todas aderentes ao projecto), congratulou-se por este plano, mas não se escusou de dizer que, apesar de ser uma grande ajuda, espera «não seja a ultima», pois «precisamos de mais, a máquina é uma forma, mas não esqueçamos que aqui faltam postos de trabalho aliciantes».

O valor das freguesias

Por seu turno Armando Vieira, presidente da ANAFRE, Associação Nacional de Freguesias, defendeu os valores do associativismo. «O caminho é por aqui», disse, apelando aos autarcas para que se associem. «Já imaginaram uma rede nacional de 4254 freguesia e o que isso representa em termos de exigência relativamente ao poder central?», questionou «Nessa altura seremos respeitados», enfatizou. Aos «colegas das juntas» Vieira disse anda que «a sociedade da informação e a modernização administrativa têm de ser uma realidade nas freguesias», bem como o cumprimento rigoroso da lei, o que na sua opinião, «não se consegue com a actual situação das freguesias, que precisam ter mais recursos e os seus eleitos melhor remunerados».
Bastante satisfeito com este projecto estava Mário Vale vice-presidente da autarquia arganilense, que considerou esta maquinaria fundamental para o trabalho a desempenhar pelas freguesias. «Tenho a certeza que os presidentes de junta vão trabalhar bem e fazer com que estas freguesias se vão projectando cada vez mais, gerando mais emprego e turismo», referiu. Para o autarca este foi um «dia de festa e alegria que vamos recordar amanhã.
Em representação do Governo Civil esteve Ricardo Alves para quem «as juntas desenvolvem um trabalho fundamental, por isso merecem todo o apoio, no sentido de responder às expectativas dos cidadãos». Aquele responsável defendeu um «espírito de trabalho conjunto», envolvendo «autarquias, administração central e associações de desenvolvimento naquilo que é um desígnio para todos: intervir bem na floresta» disse. A terminar Rui Baptista, presidente da Comissão Nacional do Leader+, considerou estar-se perante «um projecto importante que reflecte a filosofia de um programa Leader». E o espírito Leader, concluiu, pretende dar às populações expressão nas suas decisões, apela à cidadania de todos nós, precisamente o que foi feito aqui hoje», concluiu. No final assistiu-se à entrega dos equipamentos às 35 freguesias.

Comentários cá do je......

Nem uma freguesia do concelho de Poiares.
Será que está preparada alguma associação de freguesias que englobe alguma de Poiares?
Não nos parece.
É pena.
Os fogos podem vir à vontade que em Poiares ha bombeiros que não precisam que as populações os ajudem.
O pior é que quem se lixa é sempre o mesmo.
E Gois aqui tão perto.

domingo, maio 23, 2004

MIRANDA DO CORVO - Marques Mendes inaugurou Praça da Cruz Branca

Marques Mendes, o ministro dos Assuntos Parlamentares, esteve ontem em Miranda do Corvo, onde inaugurou a Praça da Cruz Branca, a mais recente obra de requalificação desenvolvida pela autarquia liderada por Fátima Ramos.
As chuvas torrenciais e a trovoada obrigaram a alterar o programa das comemorações, que incluíram momentos de música, dança e convívio na nova praça.
A cerimónia de inauguração propriamente dita teve de ser adiada um pouco além do previsto, mas os grupos folclóricos e os gaiteiros não deixaram de actuar, perante alguns habitantes e com a presença do ministro Marques Mendes.
Segundo Fátima Ramos, presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, trata?se de uma ?obra que se insere nos projectos para a requalificação da vila? e que trará ao centro uma nova dinâmica. De acordo com a autarca, o espaço oferece a possibilidade de lazer e recreio, integrando uma zona de estacionamento e um parque infantil.
Situada junto à linha do caminho de ferro, a Praça da Cruz Branca foi construída em terrenos que estavam votados ao abandono há alguns anos. Além desta obra, Fátima Ramos sublinhou ainda o empenho da autarquia na recuperação de outros espaços centrais da vila, nomeadamente na zona histórica e na sua área envolvente.
No que se refere à presença de Marques Mendes na cerimónia, a presidente da Câmara de Miranda, revelou que o ministro tem sido ?muito colaborante? com os projectos desenvolvidos por aquela autarquia seja ao nível das acessibilidades seja em novos e equipamentos.




sexta-feira, maio 21, 2004

Tecnologia ao serviço da prevenção de fogos



Três helicópteros e um dirigível, comandados à distância, e com funções de detecção e avaliação de incêndios florestais, estão a ser testados na Lousã. Cada um custa cerca de 30 mil euros mas os ideais para este trabalho de prevenção dos fogos custam mais
de 60 mil euros

O aeródromo de Chã do Freixo, na Lousã, serviu ontem de base aos ensaios de teste e demonstração do uso de meios aéreos robotizados para apoio à gestão de incêndios florestais. Três helicópteros e um dirigível equipados com câmaras de vídeo, fotográficas e sensores de detecção de infra-vermelhos levantaram voo e transformaram-se nos olhos dos bombeiros no ar. Mas, na prática, cada equipamento custa cerca de 30 mil euros, o que pode dificultar a sua adopção.
O cientista português responsável por este projecto europeu de aplicação de meios aéreos robotizados (comandados à distância) na gestão dos fogos florestais, Domingos Xavier Viegas, manifestou a necessidade de uma maior integração destas técnicas desenvolvidas cientificamente nas actividades operacionais dos organismos estatais e privados.
Este docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, especializado na análise do comportamento do fogo, que, no âmbito do projecto SPREAD financiado pela União Europeia, coordena cerca de 40 cientistas alemães, franceses, espanhóis e portugueses, considera que nos incêndios do ano passado foi sentida «a falta destes meios».

Aeronaves recolhem informações do fogo
Apesar de admitir estar pouco optimista, após uma demonstração do desempenho das aeronaves, Domingos Xavier Viegas disse esperar «poder aplicar estes meios, em breve, em Portugal com o apoio das autoridades». Isto porque, quer os helicópteros quer o dirigível, podem ser equipadas com câmaras de vídeo, máquinas fotográficas de alta resolução ou sensores de infra-vermelhos.
Estes acessórios das aeronaves robotizadas proporcionam a recolha de informações sobre o foco de incêndio florestal, a área onde lavra e a sua dimensão. De acordo com esses dados, entretanto transmitidos e analisados num centro de coordenação operacional, quem assume as funções de comando pode «decidir melhor sobre os meios que vai usar».
O dirigível, especificamente, está equipado com sistemas capazes de «desenhar um mapa da vegetação» de uma área de acesso impossível aos bombeiros, pelo que, de acordo com Domingos Xavier Viegas, também presidente da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), pode substituir «o homem e outros meios mais dispendiosos necessários ao batimento do terreno».
Depois dos ensaios de campo e da demonstração, cientistas e aeronaves robotizadas seguem hoje, sexta-feira, para a Serra da Lousã, concretamente para Gondramaz, no concelho de Miranda do Corvo, onde vão ser testados noutros ensaios de campo relativos ao combate de incêndios florestais. Integrados no projecto SPREAD, estes ensaios são feitos por investigadores de 25 instituições europeias.
Para a utilização prática destas aeronaves robotizadas, os cientistas debatem-se com algumas dificuldades, como o facto destes equipamentos não serem os mais adequados para o trabalho no dia-
-a-dia. Digamos que servem para estes ensaios e testes mas para o trabalho no terreno, segundo Domingos Xavier Viegas, seriam precisos «outros helicópteros com maior capacidade de carga, apropriados a outras condições atmosféricas», cujos preços partem dos 60 mil euros.



quinta-feira, maio 20, 2004

Câmara de Miranda do Corvo compra terrenos para parque de merendas



A Câmara vai construir no Senhor da Serra um parque de merendas para apoio aos romeiros do Divino Senhor. Trata-se de um espaço com cerca de dois mil metros quadrados que deverá estar a apto a utilizar antes do final do próximo ano

A autarquia de Miranda do Corvo adquiriu por 10 mil euros duas parcelas de terreno para a construção do parque de merendas do Senhor da Serra, uma velha aspiração da reitoria do Santuário do Divino Senhor.
Segundo o vereador Reinaldo Couceiro, trata-se de uma área de aproximadamente dois mil metros quadrados, próxima da fonte do Senhor, que confina com a estrada de acesso àquela localidade.
A falta de um local de lazer e de merendas para os romeiros que demandam ao Senhor ao Serra tem sido várias vezes apontada pelo pároco da freguesia, Pedro dos Santos, e presidente da reitoria do Santuário.
Todos os anos, por altura do dia 15 de Agosto, centenas de pessoas deslocam-se em romaria ao Divino Senhor, que é o único santuário da região Centro dedicado ao Redentor.
Fátima Ramos, presidente da autarquia, adiantou ao nosso Jornal que o município vai elaborar o projecto para depois o lançar a concurso.
A edil reconhece que esta é uma velha aspiração da povoação do Senhor da Serra e da reitoria do Santuário, adiantando que a obra ainda será executada neste mandato.
«Aquela zona merece ser revitalizada e valorizada, tanto em termos religiosos como turísticos», sublinhou, acrescentando que a Câmara anda em negociações com outros terrenos para construir infra-estruturas de apoio.
Em declarações ao Diário de Coimbra, José Baptista, da Associação Recreativa Cultural e Desportiva do Senhor da Serra, mostrou-se bastante satisfeito com o «passo da autarquia».
«É uma óptima notícia, há muitos anos que acalentávamos o desejo de construir uma zona para apoio aos peregrinos», disse, lembrando que todos os anos «as pessoas notam a falta de um parque de merendas». Apesar das tentativas, não nos foi possível obter a reacção do padre Pedro dos Santos.

Populares surpreendem violador

Tentou abusar de uma senhora e acabou por ser alvo da chacota da população. Apanhado sem qualquer peça de roupa, não teve outro remédio senão fugir nu. Aconteceu em Penacova e, depois do castigo popular, foi detido pela Polícia Judiciária

Poderá considerar-se que estamos perante uma situação de um ?violador frustrado? que, não fora alguma violência exercida sobre a vítima e a debilidade desta, quase poderia ser considerada uma história divertida.
O caso passou-se na localidade de Vale de Ana Justa, na freguesia de Carvalho, concelho de Penacova, na noite de 3 de Maio. O alegado violador, de 25 anos, trabalhador da construção civil, entrou na casa da vítima, uma mulher de 57 anos, surda-muda e com dificuldades acrescida de visão, e tentou violá-la.
A presença de uma motorizada, ?visivelmente escondida? nas proximidades da casa da vítima, bem como alguns ruídos estranhos que se ouviam no interior da habitação alertaram familiares e vizinhos, que rapidamente resolveram averiguar o que se passava. Uma irmã da vítima - que fazia questão de viver sozinha e completamente independente, apesar das suas deficiências ? galgou uma janela, acompanhada por um segundo ?vigilante?. Já no interior a casa terão encontrado a senhora na cama, mas do agressor não houve sinais, numa primeira apreciação. Todavia, uma ?triagem? mais pormenorizada acabou por conduzir à descoberta do suspeito, que trabalhava na construção de uma casa, nas proximidades da residência da vítima.
Surpreendido sem qualquer peça de roupa, o suspeito foi ?corrido? pela população. Despido, com a roupa na mão, o indivíduo agarrou na motorizada e pôs-se em fuga em direcção à sua terra, que dista escassos três a quatro quilómetros. Segundo apurámos, o suspeito não terá conseguido consumar a violação, muito embora tenha molestado a vítima, que foi submetida a exames médicos que confirmaram a existência de sinais de alguma violência característicos de uma tentativa de violação.
O caso foi comunicado às autoridades e a Polícia Judiciária de Coimbra deu início às necessárias averiguações que culminaram com a detenção dos suspeito, no final da semana passada. Presente a tribunal para primeiro interrogatório, o suspeito está obrigado a apresentar-se semanalmente no posto da GNR da sua área de residência.

quarta-feira, maio 19, 2004

Câmara de Miranda do Corvo aposta na qualidade

Xutos e Pontapés, Mafalda Veiga, Marco Paulo e Porquinhos da Ilda são os grupos que vão actuar na XIV Expo-Miranda que se realiza entre 28 de Maio e 1 de Junho, no mercado municipal e zona envolvente

Com a expansão condicionada pela limitação do espaço, a Câmara Municipal de Miranda do Corvo e a Comissão Organizadora procuram este ano acrescentar mais qualidade à Expo-Miranda, certame que reflecte a actividade económica, industrial, agrícola, cultural, social e artesanal do concelho.
Ontem, durante a apresentação à Imprensa, a presidente da autarquia, Fátima Ramos, afirmou que pretende introduzir uma melhoria qualitativa na próxima edição, estimulando os expositores a apresentar melhores stand?s e criando uma secção de artesanato local.
«Haverá a participação de artesãos de olaria, latoaria e tecelagem numa clara aposta na defesa e divulgação destas actividades», referiu, adiantando que alguns deles vão trabalhar ao vivo. Para além dos artesãos do concelho, a organização espera a presença de outros provenientes de todo o país, num total de 33 expositores.
A autarca salientou também a importância do certame na dinamização e divulgação comercial das empresas do concelho e o seu aspecto lúdico e recreativo com a actuação de diversificados grupos do panorama musical nacional.
Nesta edição são esperados cerca de 170 expositores, número idêntico ao do ano passado, dado que o actual espaço se encontra a ?rebentar pelas costuras?, não permitindo mais inscrições.
Uma situação que a presidente da edilidade disse estar a tentar resolver mas que não será alterada a curto prazo. Segundo Fátima Ramos, já existem alguns locais em estudo, mas «dificuldades existentes ao nível do Plano de Urbanização têm impedido este processo de avançar na velocidade desejável».
Animação não vai faltar

Apesar da limitação do espaço, Fátima Ramos informou que o número de visitantes tem aumentado gradualmente nos últimos anos. A este facto não é alheia a vinda de bandas nacionais que animam as noites da feira e o baixo preço dos bilhetes (2,5 euros).
Para este ano, a Câmara e a Comissão Organizadora apostaram num programa bastante diversificado, numa tentativa de ir ao encontro de todos os gostos e sensibilidades musicais.
A XIV edição da Expo-Miranda abre no dia 28 de Maio ao ritmo dos «Xutos e Pontapés» de Tim, José Pedro e companhia, que prometem encher o recinto. Segue-se a actuação de Mafalda Veiga no dia 29 (sábado) e Marco Paulo no dia 30 (domingo).
A noite do dia 31 é dedicada aos grupos do concelho com a participação dos Gaiteiros do Espinho, Ai Que Vida e Outros Sons.
O certame encerra no dia 1 de Junho, feriado municipal do concelho, com a actuação dos irreverentes Porquinhos da Ilda. Neste dia a Câmara preparou um programa de actividades para os mais novos, ou não fosse o primeiro de Junho o Dia Mundial da Criança.
A feira tem também uma vertente gastronómica, conforme frisou Fátima Ramos, através das tasquinhas das colectividades que promovem os pratos típicos do concelho. «Desta forma as associações podem angariar fundos para as suas actividades», sublinhou.

segunda-feira, maio 17, 2004

Nome de Rainha Santa Isabel aprovado para a ponte


O Conselho de Ministros decidiu, está decido. A nova ponte sobre o Rio Mondego perde a denominação Europa e ganha o nome da padroeira de Coimbra.

O Conselho de Ministros decidiu, está decido. A nova ponte sobre o Rio Mondego perde a denominação Europa e ganha o nome da padroeira de Coimbra. Durão Barroso deu a notícia aos jornalistas e disse que, com a aprovação, para além de se fazer a vontade da cidade, fez-se «justiça»

Ficou encerrada, com a decisão de ontem em Conselho de Ministros, a polémica em torno do nome para a Ponte Europa, ou melhor, para a Ponte Rainha Santa Isabel. Isto porque, segundo anunciou Durão Barroso no final da visita ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha (ver página 3), os representantes do Governo decidiram homologar o pedido da Comissão de Toponímia do Município de Coimbra e dar o nome da padroeira da cidade à nova ponte sobre o Rio Mondego.
«Hoje [ontem] mesmo o Conselho de Ministros, por resolução, aprovou que a nova ponte sobre o Mondego, que em breve inauguraremos, passará a ser a Ponte Rainha Santa Isabel», afirmou o primeiro-ministro, considerando que esta decisão, para além de ser «de justiça» é «a vontade da cidade de Coimbra» de homenagear «a sua padroeira» e «uma das grandes figuras da História de Portugal e também da Europa».
Carlos Encarnação, contactado pelo Diário de Coimbra, confessou que recebeu a notícia da decisão do Conselho de Ministros «com grande alegria», uma vez que «a ponte tem agora o nome que merece». «Não tenho dúvida nenhuma que a cidade de Coimbra prefere este novo nome», continuou o autarca, acrescentando que «este é o nome que une mais Coimbra, uma vez que se trata da padroeira da cidade, em torno da qual não há contestação».
Confrontado com a polémica e as vozes contra esta mudança de nome, o autarca voltou a afirmar que «uma ponte nunca tem nome antes de ser construída» e que «é natural que seja ouvida a cidade antes de ser tomada qualquer posição», acrescentando que «só agora isso aconteceu», através da decisão da Comissão de Toponímia. «As vozes contra são mais de teimosia», continuou Encarnação. «Há uma posição fechada de algum ponto de vista e de algum sector de um partido» em relação a esta mudança de nome da ponte, afirmou, deixando claro que «a decisão não é nem uma guerrilha política, nem religiosa», mas apenas uma questão de «unir a cidade em torno de um nome». Seja como for, a decisão de que a nova ponte sobre o Rio Mondego se chamará ?Rainha Santa Isabel? é agora o passo definitivo para a inauguração de uma obra que já foi motivo de grandes polémicas na cidade. Apesar de não querer adiantar uma data definitiva, Carlos Encarnação acredita que a cerimónia se irá realizar ainda durante este mês, ou seja, entre esta e a outra semana.



domingo, maio 16, 2004

Santa Clara-a-Velha reabre hoje portas


Depois quatro séculos de abandono, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha prepara-se para voltar a mostrar à cidade as razões porque é classificado um dos mais importantes monumentos nacionais. A investigação do IPPAR foi revelando surpresas após surpresas, agora parcialmente à vista de todos e em ambiente seco, graças à ?cortina? construída em torno do mosteiro, que impede a entrada das águas do Mondego

Após vários anos de intervenção, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha reabre as portas, com o problema das inundações provocadas pelo Rio Mondego resolvido. Para hoje, às 17h30, está marcada abertura oficial, que deverá contar com as presenças do primeiro-ministro Durão Barroso e do ministro da Cultura, Pedro Roseta, para, amanhã, o claustro e a igreja começarem a receber os visitantes, ainda que com restrições.
Não se pense, no entanto, que a missão do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) terminou no mosteiro, construído no século XIV com o empenho da Rainha Santa Isabel. Os trabalhos de investigação continuam no terreno, o que não impede a abertura condicionada do monumento municipal. Para já, as visitas, cujos grupos não podem ultrapassar as 15 pessoas, obrigam a marcação prévia e uso de capacete de protecção.
Considerada uma das mais importantes no quadro da arqueologia medieval e de conservação e revitalização monumental realizada em Portugal, a intervenção no mosteiro iniciou-se nas décadas de 30 e 40 de 1900, com um primeiro trabalho por parte da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. Recorde-se que Santa Clara-a-Velha ficou votado ao abandono durante largos anos, com o abandono das clarissas, no século XVII, para um novo mosteiro.
Após um longo interregno, em 1994, a descoberta de importantes vestígios arqueológicos impulsionou uma operação, iniciada em Fevereiro do ano seguinte, com vista à recolha, registo e estudo do espólio existente no interior e exterior da igreja.

Ainda há muito
por desvendar

Com os primeiros trabalhos desenvolvidos no âmbito arquitectónico, rapidamente os técnicos perceberam que a plasticidade dos solos iria dificultar a missão. A opção foi o rebaixamento a nível freático, com bombagens permanentes.
Nova surpresa em finais de Novembro de 1995, com descoberta de estruturas num estado de conservação notável, alterou o acompanhamento da investigação, sempre condicionada ao ambiente permanentemente húmido provocado pelas águas da Mondego. A estratégica obrigou a um alargamento da equipa, que passou a ser composta por especialistas de áreas como História de Arte, Antropologia, Arquitectura, Botânica, Geologia e Engenharia.
Em Maio 1998, o ministro da Cultura anunciava que o futuro do conjunto patrimonial de Santa Clara-a-Velha teria de ser ?seco?. Na sequência dessa decisão e de complexos estudos técnicos, iniciou-se a construção de uma parede moldada autoendurecedora, ao longo do perímetro do monumento, prolongada por uma cortina de injecções nas formações rochosas e por um sistema de drenagem e de bombagem.
Hoje, o trabalho de investigação continua. O processo de descoberta, confinado ainda à escavação no interior da igreja e do Claustro Maior, está longe de se esgotar. A intervenção de campo passa pela busca de respostas para um conjunto de interrogações que ainda permanecem. Numa altura em que se encontram em elaboração os levantamentos de pormenor, os elementos recolhidos e organizados em estaleiro aguardam um programa de restauro.
Na cerimónia de abertura, logo à tarde, além do primeiro-ministro e do ministro da Cultura estarão também presentes o presidente do Instituto Português do Património Arquitectónico, João Belo Rodeia, o director regional do IPPAR, José Maria Henriques, e o coordenador de projecto do Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, Artur Côrte-Real.



quarta-feira, maio 12, 2004

Crianças detectaram o perigo na ?casa dos distraídos?


A Oficina de Segurança da Lousã recebeu as primeiras crianças que desde logo se mostraram ágeis a encontrar o perigo em casa. Inaugurada ontem, esta oficina pretende sensibilizar a pequenada para as questões básicas de segurança. Ainda mal começou e o projecto já vai ser alargado a pais e educadores com o objectivo de pôr os mais pequenos a ensinar os maiores

«Vamos visitar a casa da família dos distraídos», anunciou uma das voluntárias da Oficina de Segurança da Lousã. A euforia foi geral. De sinal de stop em punho, as crianças começaram a visita pela casa detectando e assinalando o perigo com o sinal em cada uma das divisões. O pequeno Pedro foi o primeiro a encontrar o perigo na sala da casa: «o ferro não pode estar em cima da roupa», explicou, assinalando de imediato o local. Só custou o primeiro, porque desde logo as crianças assinalaram, um a um, os perigos nas diversas divisões da casa. Cigarros em cima do sofá, facas ao alcance das crianças, electrodomésticos no lava-loiça, fichas de electricidade sobrecarregadas, medicamentos e detergentes ao alcance das crianças, nada escapou aos olhares atentos dos mais novos.
A Oficina de Segurança da Lousã foi ontem inaugurada, na presença do presidente da Câmara Municipal da Lousã e do coordenador municipal da Protecção Civil. Neste dia, as primeiras crianças a serem conduzidas pela Preventinha, a mascote do projecto, mostraram que, afinal, sabem muito bem onde se esconde o perigo.
«A função principal (da oficina) é fazer com que as crianças descubram os perigos em casa, na via pública, na escola, entre outros», disse Parola Gonçalves, coordenador municipal da Protecção Civil da Lousã. Mas o objectivo do projecto não se fica por aqui. «Queremos que as crianças vão descobrindo o perigo e nos digam o que é que está mal», explicou Parola Gonçalves, salientando que esta será a particularidade do projecto que afinal quer fazer com que as crianças se sintam «mais úteis», sendo elas as primeiras a alertar os pais. E esta, é para o coordenador da Protecção Civil, uma «nova forma pedagógica»: os monitores são, afinal, meros orientadores já que cabe à criança detectar e explicar o que está errado.
Inaugurada ontem por Fernando Carvalho, presidente da autarquia da Lousã, a Oficina de Segurança, a funcionar na Casa dos Magistrados, tem como objectivo sensibilizar os jovens em idade escolar para as questões básicas de segurança, nomeadamente riscos de incêndio, sinistralidade rodoviária, e acidentes domésticos. A oficina não é mais do que uma casa de habitação familiar onde as crianças, dos 3 aos 10 anos, vão assinalar as situações de perigo. Ao todo, são 10 os voluntários da Protecção Civil, que a partir de agora têm a missão de conduzir os mais novos pela ?casa da família dos distraídos?.
O projecto não se fica pelas crianças, mas pretende chegar também aos pais e educadores. Nesse sentido estão já abertas as inscrições para que as visitas se estendam também aos mais velhos um domingo por mês, numa iniciativa que pretende «ter os filhos a ensinar os pais», como adiantou o coordenador municipal da Protecção Civil.
Na Casa dos Magistrados, edifício cedido pela autarquia da Lousã, funciona agora a Oficina de Segurança, a par do Serviço Municipal de Protecção Civil. O edifício é constituído por uma sala de recepção, cozinha, sala, casa-de-banho, quarto, sala de jogo, sala de formação, sala para a Protecção Civil e uma secretaria de apoio. Este é um projecto da Câmara Municipal e do Serviço Municipal de Protecção Civil da Lousã em parceria com os Bombeiros Municipais da Lousã e de Serpins, Guarda Nacional Republicana da Lousã e Centro de Saúde da Lousã.



Crianças detectaram o perigo na ?casa dos distraídos?


A Oficina de Segurança da Lousã recebeu as primeiras crianças que desde logo se mostraram ágeis a encontrar o perigo em casa. Inaugurada ontem, esta oficina pretende sensibilizar a pequenada para as questões básicas de segurança. Ainda mal começou e o projecto já vai ser alargado a pais e educadores com o objectivo de pôr os mais pequenos a ensinar os maiores

«Vamos visitar a casa da família dos distraídos», anunciou uma das voluntárias da Oficina de Segurança da Lousã. A euforia foi geral. De sinal de stop em punho, as crianças começaram a visita pela casa detectando e assinalando o perigo com o sinal em cada uma das divisões. O pequeno Pedro foi o primeiro a encontrar o perigo na sala da casa: «o ferro não pode estar em cima da roupa», explicou, assinalando de imediato o local. Só custou o primeiro, porque desde logo as crianças assinalaram, um a um, os perigos nas diversas divisões da casa. Cigarros em cima do sofá, facas ao alcance das crianças, electrodomésticos no lava-loiça, fichas de electricidade sobrecarregadas, medicamentos e detergentes ao alcance das crianças, nada escapou aos olhares atentos dos mais novos.
A Oficina de Segurança da Lousã foi ontem inaugurada, na presença do presidente da Câmara Municipal da Lousã e do coordenador municipal da Protecção Civil. Neste dia, as primeiras crianças a serem conduzidas pela Preventinha, a mascote do projecto, mostraram que, afinal, sabem muito bem onde se esconde o perigo.
«A função principal (da oficina) é fazer com que as crianças descubram os perigos em casa, na via pública, na escola, entre outros», disse Parola Gonçalves, coordenador municipal da Protecção Civil da Lousã. Mas o objectivo do projecto não se fica por aqui. «Queremos que as crianças vão descobrindo o perigo e nos digam o que é que está mal», explicou Parola Gonçalves, salientando que esta será a particularidade do projecto que afinal quer fazer com que as crianças se sintam «mais úteis», sendo elas as primeiras a alertar os pais. E esta, é para o coordenador da Protecção Civil, uma «nova forma pedagógica»: os monitores são, afinal, meros orientadores já que cabe à criança detectar e explicar o que está errado.
Inaugurada ontem por Fernando Carvalho, presidente da autarquia da Lousã, a Oficina de Segurança, a funcionar na Casa dos Magistrados, tem como objectivo sensibilizar os jovens em idade escolar para as questões básicas de segurança, nomeadamente riscos de incêndio, sinistralidade rodoviária, e acidentes domésticos. A oficina não é mais do que uma casa de habitação familiar onde as crianças, dos 3 aos 10 anos, vão assinalar as situações de perigo. Ao todo, são 10 os voluntários da Protecção Civil, que a partir de agora têm a missão de conduzir os mais novos pela ?casa da família dos distraídos?.
O projecto não se fica pelas crianças, mas pretende chegar também aos pais e educadores. Nesse sentido estão já abertas as inscrições para que as visitas se estendam também aos mais velhos um domingo por mês, numa iniciativa que pretende «ter os filhos a ensinar os pais», como adiantou o coordenador municipal da Protecção Civil.
Na Casa dos Magistrados, edifício cedido pela autarquia da Lousã, funciona agora a Oficina de Segurança, a par do Serviço Municipal de Protecção Civil. O edifício é constituído por uma sala de recepção, cozinha, sala, casa-de-banho, quarto, sala de jogo, sala de formação, sala para a Protecção Civil e uma secretaria de apoio. Este é um projecto da Câmara Municipal e do Serviço Municipal de Protecção Civil da Lousã em parceria com os Bombeiros Municipais da Lousã e de Serpins, Guarda Nacional Republicana da Lousã e Centro de Saúde da Lousã.



domingo, maio 09, 2004

Polícia Florestal deteve pescador de lampreias

Um homem que pescava ilegalmente lampreias no Rio Mondego foi detido, em flagrante delito, ontem, às 10h30, pela Polícia Florestal. Conhecido desde há algum tempo como o ?rei das lampreias?, este pescador regressou a casa com termo de identidade e residência até ser presente ao juiz.
Segundo o Diário de Coimbra apurou, o pescador foi observado pela Polícia Florestal (PF) a apanhar, à mão, lampreias durante cerca de meia hora, em pleno rio, a cerca de 200 metros da auto-estrada, na freguesia de Ribeira de Frades, concelho de Coimbra.
O pescador estava equipado com fato de mergulho, que se terá recusado a entregar à PF, e com a ajuda de uma meia calçada numa mão apanhava as lampreias e colocava-as no saco que segurava na outra mão. Quando saiu do rio estava cercado pelas brigadas da PF mas ainda terá tentado escapar.
Ao avistar os agentes da PF à sua frente, o indivíduo terá pensado em fugir ou em destruir as provas do crime, pois, como averiguámos junto de fonte policial, desceu o rio, atravessou o canal e aí despejou as lampreias que guardara no saco. No entanto, como estava cercado, acabou por ser detido na margem esquerda do Mondego.
Confrontado pelas autoridades, o indivíduo, funcionário hospitalar de profissão, admitiu que pescara, à mão, três lampreias. As brigadas da PF apreenderam o saco de rede verde em que transportara as lampreias e a meia usada para as apanhar, uma vez que se trata de uma espécie escorregadia.
Recorde-se que a pesca da lampreia é crime punido pelo artigo 65 do decreto-lei 44623 de 10/10/62 com pena de 10 a 30 dias de prisão e multa de 2,99 a 74,82 euros. Refira-se também que, de acordo com o artigo 44 do mesmo decreto-lei, é proibido pescar por processos considerados de pesca subaquática e por quaisquer outros processos em que o peixe não seja apanhado pela boca, ressalvando o uso de redes permitidas. No caso da lampreia, as malhas da rede têm de ter um mínimo de 5,4 centímetros.



sábado, maio 08, 2004

Confraria da Cabra Velha apresenta-se amanhã .... em MIRANDA DO CORVO

A Real Confraria da Cabra Velha promove amanhã o seu «Grande Capítulo» com a cerimónia de entronização dos confrades. O acto será apadrinhado pela Confraria da Broa de Avintes, Real Confraria do Maranho da Pampilhosa da Serra e Confraria do Queijo do Rabaçal

A Real Confraria da Cabra Velha apresenta-se amanhã ao público. Do programa consta uma cerimónia litúrgica na igreja matriz de Miranda do Corvo, às 10 horas, seguindo-se o desfile até à Câmara Municipal para a cerimónia de entronização. O Grande Capítulo termina com um almoço no Mosteiro Beneditino de Semide.
Será assim dado o grande passo que faltava para o arranque desta confraria, que foi constituída em 29 de Outubro, com o objectivo de promover e preservar a gastronomia do concelho, particularmente a chanfana, os negalhos e a sopa de casamento.
«A gastronomia característica do concelho de Miranda do Corvo nasce com o modo de vida e criatividade das monjas de Semide, importante núcleo religioso e administrativo, no contexto político, social e económico da terceira invasão francesa, condicionada pela presença de um complexo industrial de oleiros do barro vermelho e uma boa produção vínica», sustenta a confraria, em nota de imprensa.Acrescenta ainda que «a Real Confraria da Cabra Velha vem homenagear a nobreza da gastronomia mirandense, assente na carne de cabra velha criada em pastos do domínio eclesiástico, confeccionada pelas monjas de Semide em caçoila de barro das olarias do Carapinhal, num regime conjuntural marcado pela pobreza».
Os confrades irão usar um traje baseado no vestuário que os monges beneditinos da ordem que professou no mosteiro de Semide, em tom castanho, imitando a cor da chanfana e a generalidade dos pratos cozinhados a partir da carne de cabra.
O brasão da Real Confraria da Cabra Velha assenta sobre um monograma de Miranda do Corvo, debruado a negro e com as cores da bandeira nacional, com um medalhão ao centro com a imagem de uma cabra.
Em volta desse medalhão apresenta uma moldura amarelo-dourado onde figura a inscrição «Non vestra sed nostra», cuja expressão significa «não vossa mas nossa». No símbolo da figura também uma folha de videira, aludindo ao vinho (tinto) que é ingrediente indispensável na confecção da chanfana.
Para além das confrarias madrinhas, já confirmaram a presença na cerimónia a Confraria Gastronómica do Mar, a Academia do Bacalhau, a Confraria do Mar, a Confraria dos Saberes e Sabores da Beira Grão Vasco, a Confraria Camoniana Associação de Ílhavo, a Confraria Gastronómica do Bacalhau, a Confraria dos Nabos e Companhia, Confraria do Maranho, Academia Madeirense de Carnes, a Confraria Gastronómica de Lafões, a Confraria da Chanfana, Federação Nacional das Confrarias da Gastronomia Portuguesa e a Confraria Chaine des Rotisseurs, de França.

Comentários cá do je.................

Então e a da Lampreia? ....não teve direito a convite?