terça-feira, junho 22, 2004

Um site que vale a pena visitar...e consultar






O Distrito

O Distrito de Coimbra está localizado na Região da Beira Litoral e apresenta, aproximadamente, a configuração de um rectângulo, numa área de 3.974,9 km2, distribuída por 17 concelhos.

Coimbra é um distrito de contrastes onde a vizinhança do mar e a zona montanhosa cria grandes diferenças de clima, havendo zonas de clima temperado, muito próximo do clima mediterrâneo, e zonas muito frias, no interior, onde é frequente a precipitação de neve.

O distrito é atravessado pelo rio Mondego, o maior rio que nasce em Portugal, que em muito condiciona a vida de todo o distrito, tanto no aspecto económico quer no aspecto social.

A importância turística deste distrito advém-lhe da sua situação geográfica que lhe proporciona praias (Figueira da Foz e Mira), termas (Amieira, Arrifana, Bicanho, Caldas de S. Geraldo, Caldas de S. Paulo, Caldas de Várzea Negra, e Fonte do Brulho em Verride); paisagem alpestre visitável, de grandes tradições (Serra de S. Pedro de Açor ou de Arganil, a do Calcorinho, a da Lousã, etc...).

Advém-lhe ainda da sua história, documentada em monumentos de todas as épocas de significado nacional, grande parte deles no concelho de Coimbra: o Arco e Porta de Almedina, os Arcos do Jardim; o Convento de Santa Clara-a-Nova; o Convento de Santa Maria de Celas, o Convento de S. Francisco; o Mosteiro de Celas, o Mosteiro de Lorvão, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha; as Igrejas de Santa Cruz, de Santa Justa, de Santo António dos Olivais, de S. Bartolomeu, de S. Salvador e de S. Tiago; a Sé Nova e a Sé Velha, a Quinta das Lágrimas, o Aqueduto de S. Sebastião.

São também de destacar: o Museu Machado de Castro; o Museu Nacional da Ciência e da Técnica, o Museu Monográfico de Conímbriga; todos classificados como Património da Humanidade; a Anta do Pinheiro dos Abraços e a Ponte Romana de Bobadela, em Oliveira do Hospital, classificados como Imóveis de Interesse Público.

Mapas de todas as Freguesias e Concelhos de Portugal"

domingo, junho 20, 2004

Miranda do Corvo - Antigo matadouro dá lugar à pré-escola


As antigas instalações do matadouro de Miranda vão ser transformadas em pré-escola. A autarquia deliberou e a empreitada está adjudicada, mas o PS, através de Jorge Cosme, contesta a localização daquela infra estrutura

A Câmara Municipal de Miranda do Corvo adjudicou a empreitada de construção de uma pré-escola nas antigas instalações do antigo matadouro à firma Conímbriga L.da, por 428.690,85 euros, acrescido de IVA.
O edifício terá uma área de construção de mil metros quadrados e será constituído por cinco salas de actividades, refeitório e cozinha, salão polivalente e sala de repouso, isto no piso 0 que é totalmente reservado para as actividades lúdicas das crianças. No piso 1, que terá acesso directo para a estrada, ficarão os serviços administrativos.
A construção deste imóvel, com capacidade para 125 crianças, insere-se também no projecto de requalificação da Praça da Feira dos Bois e já foi motivo de candidatura ao Plano de Recuperação de Áreas Urbanas Degradadas
Segundo a presidente da autarquia, Fátima Ramos, «notámos logo de início que existiam grandes carências a este nível, pois não existe na sede de concelho uma pré-primária a funcionar, estando as crianças no pavilhão gimnodesportivo».

quarta-feira, junho 16, 2004

Miranda do Corvo - Autarquia é conivente com eventuais infractores.

A mais importante empresa de Miranda do Corvo, a Isidoconstruções ? Empresa de Obras Públicas e a maior empregadora do concelho, está em guerra declarada com a Câmara Municipal e com a presidente Fátima Ramos. Tudo porque a autarquia não autorizou a construção de estaleiros e oficinas na zona industrial a esta empresa, e deixou construir armazéns no mesmo local, mesmo sem licenças. «A Câmara pactua com ilegalidades», desabafou o administrador da Isidoconstruções, António Gama

A guerra é longa e dura desde 1998. Fátima Ramos herdou o problema do anterior executivo camarário, mas de acordo com o administrador da Isidoconstruções ? Empresa de Obras Públicas de Miranda do Corvo, António Gama, a autarca «tem agravado as divergências» e, pior ainda, «tem pactuado com eventuais infractores».
A história conta-se de uma penada e baseia-se, essencialmente, na pretensão desta empresa em alargar os seus negócios e, consequentemente, aumentar o seu quadro de pessoal que ronda, nesta altura, mais de uma centena de funcionários.
Nesta perspectiva [e depois de ter comprado o respectivo terreno], solicitou à autarquia de Miranda para construir, na zona industrial, «oficina, estaleiros e escritórios/sede da empresa», explica António Gama. A resposta veio através de uma vereadora, que o informou que tal «não era possível», uma vez que a área pretendida «estava numa zona de protecção da própria zona industrial», ou seja, «fora do loteamento industrial».
António Gama não se conformou, mas salienta que era capaz de aceitar ?a nega? da Câmara, não fosse o que veio a suceder a seguir: «Há cerca de um ano começaram a aparecer construções no mesmo local, e tomei a iniciativa de avisar o vereador Reinaldo Conceição, que não tomou nenhuma medida», acusa o empresário, sublinhando que, como resposta, ouviu do vereador: «Vocês têm sempre a mania de que são as vítimas».
Face a esta alegada discriminação, António Gama entendeu pedir esclarecimentos a Fátima Ramos, «no dia 26 de Maio», ouvindo da boca da autarca que «a Câmara tinha pleno conhecimento de que aquelas construções eram ilegais», e que a Assembleia Municipal «tinha o mesmo conhecimento».

segunda-feira, junho 07, 2004

Futebol - A.D.Poiares na III Divisão Nacional

A Associação de Futebol de Coimbra poderá, para a próxima época, ver dois dos clubes seus filiados promovidos à III Divisão Nacional. Ao Mirandense, vencedor da Divisão de Honra, deverá juntar-se o Poiares, 2.º classificado no campeonato e recente vencedor da Taça AFC.
Esta ?benesse? está directamente relacionada com as desistências das equipas secundárias da Académica e do Sporting. Recorde-se que a Direcção da Briosa resolveu extinguir a equipa B, tal como aconteceu com os ?leões?. Como ambas as formações não tinham garantido a manutenção na II Divisão B os respectivos lugares na III Divisão estão por preencher.
Poderia pensar-se que sendo uma das desistentes de Coimbra, seria a respectiva Associação a propor uma nova equipa. Mas tal não se verifica. A razão que levará o Poiares aos Nacionais prende-se com a classificação da AFC no âmbito nacional.
Dos 24 usuais promovidos, 18 são vencedores dos campeonatos distritais a que se juntam os seis segundos classificados das associações distritais mais bem posicionadas. Na presente época a AFC estará classificada em 7.º lugar, pelo que será a primeira a beneficiar das ausências das equipas B da Académica e do Sporting.
De acordo com Orlando Rodrigues, presidente do clube poiarense, a decisão federativa deverá ser oficializada esta semana. Esta subida inesperada deverá provocar também alterações nos quadros competitivos distritais: ou desce menos uma equipa à I Divisão da AFC ou é promovida mais uma formação à Divisão de Honra.





sexta-feira, junho 04, 2004

Estado quer promover ordenamento da floresta

Foram ontem apresentados no Centro de Técnicas e Operações Florestais da Lousã (COTF) os seis Planos Regionais de Ordenamento da Região Centro, correspondentes ao Centro Litoral, Dão e Lafões, Pinhal Interior Norte e Sul e Beira Interior Norte e Sul. Com este instrumento de trabalho, a Direcção Geral de Recursos Florestais pretende gerir melhor os espaços florestais, não só na sua componente produtiva, mas também na conservação da biodiversidade

Gerir e ordenar a floresta são as palavras chave dos Planos Regionais de Ordenamento (PROF) da Região Centro que foram ontem à tarde apresentados no COTF da Lousã, pelo director-geral dos Recursos Florestais.
Segundo Sousa Macedo, «trata-se de uma base de informações que fundamenta decisões e que oferece orientações para o Estado tomar decisões para tornar melhor a floresta».
Não se trata de um plano a curto ou médio prazo, mas um projecto a longo prazo que «há-de contribuir para diminuir os fogos, quando tivermos uma floresta mais ordenada», na opinião daquele responsável.
Os planos foram elaborados pelo consórcio Metacortex, Erena, Escola Superior Agrária de Coimbra, Instituto Superior de Agronomia e Universidade de Évora. Na sua concepção definiram-se cinco funções que passam pela produção, protecção de água e solo, conservação de recursos biológicos, paisagem/recreio/turismo e a silvopastorícia.
O estudo aponta como pontos fracos a falta de planeamento estratégico dos espaços florestais, a elevada fragmentação da propriedade, a desadequação do cadastro e o envelhecimento e desertificação do interior.
Como pontes fortes são enumeradas as áreas classificadas, as paisagens muito interessantes, o potencial para produção de material lenhoso e o potencial social e turístico.

Equilíbrio nas espécies

«Temos de olhar para os espaços florestais como espaços de multifuncionalidade, com uma óptica ambiental e conservação dos habitates» afirmou Sousa Macedo, sustentando que nas áreas ardidas deve haver equilíbrio nas espécies a plantar.
Aliás, uma das inovações dos PROF é a carta de aptidão das espécies ao espaço florestal que consiste no inventário completo de indicadores biológicos e ecológicos que permite indicar qual o tipo de árvore mais adequada a determinada zona.
Toda esta filosofia de actuação terá de ser efectuada em colaboração com os proprietários, até porque 85% da floresta é privada, ressalvou o director-geral dos Recursos Florestais.
«Há necessidade de fazer uma alocação correcta das espécies, cada coisa no seu sítio», sublinhou, defendendo que ao «gerirmos os espaços estamos a enriquecer o mosaico florestal».
Dentro de cada PROF serão ainda definidas Zonas de Intervenção Florestal, sendo que este documento estará também em articulação com a revisão dos Planos Directores Municipais.
Antes do final do ano deverão estar regulamentados os seis Planos Regionais de Ordenamento da Região Centro, depois de terem passado por um amplo período de discussão e consulta pública.

sexta-feira, maio 28, 2004

Poiares recebe "Trilhos da Chanfana"


A quinta prova do Campeonato Regional de Ralis do Centro reúne uma excelente lista de inscritos, colocando a prova do Clube Motorizado de Poiares na rota de preferências dos pilotos. O Rali Trilhos da Chanfana com a participação de 44 equipas, sete das quais provenientes do ?Regional? Sul

É já no próximo domingo que vai para a estrada mais uma ronda do Campeonato Regional de Ralis do Centro promovida pelo Clube Motorizado de Poiares.
A entidade organizadora, no sentido de mobilizar o maior número de equipas, apostou claramente nos benefícios dos pilotos e reduziu o preço das inscrições, o que em muito contribuiu para a adesão em massa. Face a este desiderato, 44 equipas responderam positivamente aos anseios do Clube Motorizado de Poiares que, desta forma, recebe um "batalhão" de pilotos e maquinas provenientes de Norte a Sul do país.

Expo-Miranda abre com Xutos e Pontapés


É hoje inaugurada a XIV Expo-Miranda, certame que reflecte a actividade económica, industrial, agrícola, cultural, social e artesanal do concelho de Miranda do Corvo. À noite, os Xutos e Pontapés dão o mote para cinco dias de festa

Pelas 19h00 de hoje, o governador civil de Coimbra inaugura a XIV Expo-Miranda, que vai decorrer na Praça da Liberdade até ao próximo dia 1 de Junho, feriado municipal do concelho.
Para esta edição estão confirmados cerca de 170 expositores, número idêntico ao do ano passado e que não pode ser ultrapassado, uma vez que o espaço se tornou exíguo para esta realização.
Uma situação que a presidente da edilidade disse estar a tentar resolver mas que não será alterada a curto prazo. Segundo Fátima Ramos, já existem alguns locais em estudo, mas «dificuldades existentes ao nível do Plano de Urbanização têm impedido este processo de avançar na velocidade desejável».
No entanto, a Comissão Organizadora e a autarquia mostraram-se empenhadas em aumentar a qualidade do certame, estimulando os expositores a apresentar melhores stand's.
A novidade deste ano prende-se com a criação de uma secção de artesanato local, com artesãos a trabalhar ao vivo. «Haverá a participação de artesãos de olaria, latoaria e tecelagem numa clara aposta na defesa e divulgação destas actividades», garantiu a presidente da Câmara.

O certame encerra no dia 1 de Junho, feriado municipal do concelho, com a actuação do grupo Porquinhos da Ilda. Para este dia a Câmara preparou um programa de comemorações do qual se destaca a inauguração do cinema, construído em cooperação com a ADFP.

quinta-feira, maio 27, 2004

Lousã é capital do papel e do livro


Exposições, espectáculos, encontros com escritores e, acima de tudo, muito papel e livros, ou não fosse esta a ?Lousã - Capital do Papel e do Livro?. Na sua 4.ª edição, o certame vai dar a conhecer o património e cultura papeleira do concelho, não esquecendo toda a industria que fez da Lousã um grande centro produtor de papel

A vila da Lousã acolhe, de amanhã a 1 de Junho, a 4.ª edição da "Lousã - capital do papel e do livro", um certame que surge pela grande tradição papeleira no concelho.
Numa organização da Câmara Municipal, a feira pretende destacar o património industrial local e desenvolver vocações nos domínios científicos e tecnológicos. Nesta quarta edição, mais uma vez, os objectivos profissionais, industriais e comerciais das empresas vão associar-se aos objectivos pedagógicos, científicos e patrimoniais que a Lousã pretende dinamizar.
Assim, a autarquia vai promover a Rota do Papel, que dará a conhecer as indústrias da Lousã ligadas à produção de papel, nomeadamente matérias primas, produção de energia, produção/transformação de papel, produção do livro e produção de derivados de papel, empresas que fazem da Lousã um grande centro papeleiro. Refira-se que a tradição papeleira no concelho remonta a 1716, ano ao qual se atribui a instalação do "Engenho do Papel".
A decorrer no Parque Municipal de Exposições, a feira vai ter um vasto conjunto de actividades. O primeiro dia de feira começa pelas 10h00, altura em que se procede à abertura do certame, a que se segue um encontro com a escritora Isabel Jardim de Campos, para os alunos do ensino pré-escolar. Durante o dia o recinto será animado pela Escola Profissional da Lousã (EPL), e à noite, pelas 21h30 actuará, no recinto exterior da feira, a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários da Lousã.

quarta-feira, maio 26, 2004

ADIBER entregou equipamentos a 35 freguesias da Beira Serra


Sete tracto-carros, 13 tractores com reboque, 32 moto-serras, 35 moto-roçadouras, 35 kits de protecção individual entre muitos outros equipamentos foram entregues ontem de manhã no aeródromo de Coja, pela ADIBER, Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra a 35 juntas de freguesia

Em causa está o projecto ?Trato(r) Bem do Ambiente? desenvolvido no âmbito do programa Leader+ apresentado pela ADIBER às 59 freguesias da sua zona de intervenção, das quais aderiram 35: 12 de Oliveira do Hospital, 13 de Arganil, cinco de Tábua e as 5 freguesias do concelho de Góis.
O investimento ascende a mais de 400.000 euros tendo sido apoiado pelo programa Leader+ na ordem dos 260.000 euros e o restante da responsabilidade das juntas de freguesia aderentes .
Uma iniciativa que no entender de José Cabeças, presidente da ADIBER só foi possível «devido ao trabalho estabelecido entre esta associação, as juntas de freguesia e as câmaras municipais». O equipamento distribuído, de acordo com este responsável, constitui «o tratamento mais eficaz para responder aos problemas infra-estruturais que aqui estão instalados e que tardam em ver uma resolução definitiva». José Cabeças lembrou o flagelo dos incêndios . «Aproximamo-nos da época dos fogos e este é também um projecto para colocar ao serviço da prevenção, no âmbito da limpeza das florestas, mas também com complementaridade com as áreas do ambiente e turismo».
Este projecto afirma-se igualmente contra a desertificação, pois aposta em «criar emprego ao nível local, das próprias juntas de freguesia», procurando fixar as «populações mais jovens e activas». «Sem emprego não haverá fixação de jovens e mão de obra activa que tanto precisamos na S região», alertou o também presidente da Assembleia Municipal de Góis.
Álvaro Calinas, presidente da Junta de Coja e da Associação de Freguesias de Direito Público de Arganil (que integra 10 freguesias, todas aderentes ao projecto), congratulou-se por este plano, mas não se escusou de dizer que, apesar de ser uma grande ajuda, espera «não seja a ultima», pois «precisamos de mais, a máquina é uma forma, mas não esqueçamos que aqui faltam postos de trabalho aliciantes».

O valor das freguesias

Por seu turno Armando Vieira, presidente da ANAFRE, Associação Nacional de Freguesias, defendeu os valores do associativismo. «O caminho é por aqui», disse, apelando aos autarcas para que se associem. «Já imaginaram uma rede nacional de 4254 freguesia e o que isso representa em termos de exigência relativamente ao poder central?», questionou «Nessa altura seremos respeitados», enfatizou. Aos «colegas das juntas» Vieira disse anda que «a sociedade da informação e a modernização administrativa têm de ser uma realidade nas freguesias», bem como o cumprimento rigoroso da lei, o que na sua opinião, «não se consegue com a actual situação das freguesias, que precisam ter mais recursos e os seus eleitos melhor remunerados».
Bastante satisfeito com este projecto estava Mário Vale vice-presidente da autarquia arganilense, que considerou esta maquinaria fundamental para o trabalho a desempenhar pelas freguesias. «Tenho a certeza que os presidentes de junta vão trabalhar bem e fazer com que estas freguesias se vão projectando cada vez mais, gerando mais emprego e turismo», referiu. Para o autarca este foi um «dia de festa e alegria que vamos recordar amanhã.
Em representação do Governo Civil esteve Ricardo Alves para quem «as juntas desenvolvem um trabalho fundamental, por isso merecem todo o apoio, no sentido de responder às expectativas dos cidadãos». Aquele responsável defendeu um «espírito de trabalho conjunto», envolvendo «autarquias, administração central e associações de desenvolvimento naquilo que é um desígnio para todos: intervir bem na floresta» disse. A terminar Rui Baptista, presidente da Comissão Nacional do Leader+, considerou estar-se perante «um projecto importante que reflecte a filosofia de um programa Leader». E o espírito Leader, concluiu, pretende dar às populações expressão nas suas decisões, apela à cidadania de todos nós, precisamente o que foi feito aqui hoje», concluiu. No final assistiu-se à entrega dos equipamentos às 35 freguesias.

Comentários cá do je......

Nem uma freguesia do concelho de Poiares.
Será que está preparada alguma associação de freguesias que englobe alguma de Poiares?
Não nos parece.
É pena.
Os fogos podem vir à vontade que em Poiares ha bombeiros que não precisam que as populações os ajudem.
O pior é que quem se lixa é sempre o mesmo.
E Gois aqui tão perto.

domingo, maio 23, 2004

MIRANDA DO CORVO - Marques Mendes inaugurou Praça da Cruz Branca

Marques Mendes, o ministro dos Assuntos Parlamentares, esteve ontem em Miranda do Corvo, onde inaugurou a Praça da Cruz Branca, a mais recente obra de requalificação desenvolvida pela autarquia liderada por Fátima Ramos.
As chuvas torrenciais e a trovoada obrigaram a alterar o programa das comemorações, que incluíram momentos de música, dança e convívio na nova praça.
A cerimónia de inauguração propriamente dita teve de ser adiada um pouco além do previsto, mas os grupos folclóricos e os gaiteiros não deixaram de actuar, perante alguns habitantes e com a presença do ministro Marques Mendes.
Segundo Fátima Ramos, presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, trata?se de uma ?obra que se insere nos projectos para a requalificação da vila? e que trará ao centro uma nova dinâmica. De acordo com a autarca, o espaço oferece a possibilidade de lazer e recreio, integrando uma zona de estacionamento e um parque infantil.
Situada junto à linha do caminho de ferro, a Praça da Cruz Branca foi construída em terrenos que estavam votados ao abandono há alguns anos. Além desta obra, Fátima Ramos sublinhou ainda o empenho da autarquia na recuperação de outros espaços centrais da vila, nomeadamente na zona histórica e na sua área envolvente.
No que se refere à presença de Marques Mendes na cerimónia, a presidente da Câmara de Miranda, revelou que o ministro tem sido ?muito colaborante? com os projectos desenvolvidos por aquela autarquia seja ao nível das acessibilidades seja em novos e equipamentos.




sexta-feira, maio 21, 2004

Tecnologia ao serviço da prevenção de fogos



Três helicópteros e um dirigível, comandados à distância, e com funções de detecção e avaliação de incêndios florestais, estão a ser testados na Lousã. Cada um custa cerca de 30 mil euros mas os ideais para este trabalho de prevenção dos fogos custam mais
de 60 mil euros

O aeródromo de Chã do Freixo, na Lousã, serviu ontem de base aos ensaios de teste e demonstração do uso de meios aéreos robotizados para apoio à gestão de incêndios florestais. Três helicópteros e um dirigível equipados com câmaras de vídeo, fotográficas e sensores de detecção de infra-vermelhos levantaram voo e transformaram-se nos olhos dos bombeiros no ar. Mas, na prática, cada equipamento custa cerca de 30 mil euros, o que pode dificultar a sua adopção.
O cientista português responsável por este projecto europeu de aplicação de meios aéreos robotizados (comandados à distância) na gestão dos fogos florestais, Domingos Xavier Viegas, manifestou a necessidade de uma maior integração destas técnicas desenvolvidas cientificamente nas actividades operacionais dos organismos estatais e privados.
Este docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, especializado na análise do comportamento do fogo, que, no âmbito do projecto SPREAD financiado pela União Europeia, coordena cerca de 40 cientistas alemães, franceses, espanhóis e portugueses, considera que nos incêndios do ano passado foi sentida «a falta destes meios».

Aeronaves recolhem informações do fogo
Apesar de admitir estar pouco optimista, após uma demonstração do desempenho das aeronaves, Domingos Xavier Viegas disse esperar «poder aplicar estes meios, em breve, em Portugal com o apoio das autoridades». Isto porque, quer os helicópteros quer o dirigível, podem ser equipadas com câmaras de vídeo, máquinas fotográficas de alta resolução ou sensores de infra-vermelhos.
Estes acessórios das aeronaves robotizadas proporcionam a recolha de informações sobre o foco de incêndio florestal, a área onde lavra e a sua dimensão. De acordo com esses dados, entretanto transmitidos e analisados num centro de coordenação operacional, quem assume as funções de comando pode «decidir melhor sobre os meios que vai usar».
O dirigível, especificamente, está equipado com sistemas capazes de «desenhar um mapa da vegetação» de uma área de acesso impossível aos bombeiros, pelo que, de acordo com Domingos Xavier Viegas, também presidente da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), pode substituir «o homem e outros meios mais dispendiosos necessários ao batimento do terreno».
Depois dos ensaios de campo e da demonstração, cientistas e aeronaves robotizadas seguem hoje, sexta-feira, para a Serra da Lousã, concretamente para Gondramaz, no concelho de Miranda do Corvo, onde vão ser testados noutros ensaios de campo relativos ao combate de incêndios florestais. Integrados no projecto SPREAD, estes ensaios são feitos por investigadores de 25 instituições europeias.
Para a utilização prática destas aeronaves robotizadas, os cientistas debatem-se com algumas dificuldades, como o facto destes equipamentos não serem os mais adequados para o trabalho no dia-
-a-dia. Digamos que servem para estes ensaios e testes mas para o trabalho no terreno, segundo Domingos Xavier Viegas, seriam precisos «outros helicópteros com maior capacidade de carga, apropriados a outras condições atmosféricas», cujos preços partem dos 60 mil euros.



quinta-feira, maio 20, 2004

Câmara de Miranda do Corvo compra terrenos para parque de merendas



A Câmara vai construir no Senhor da Serra um parque de merendas para apoio aos romeiros do Divino Senhor. Trata-se de um espaço com cerca de dois mil metros quadrados que deverá estar a apto a utilizar antes do final do próximo ano

A autarquia de Miranda do Corvo adquiriu por 10 mil euros duas parcelas de terreno para a construção do parque de merendas do Senhor da Serra, uma velha aspiração da reitoria do Santuário do Divino Senhor.
Segundo o vereador Reinaldo Couceiro, trata-se de uma área de aproximadamente dois mil metros quadrados, próxima da fonte do Senhor, que confina com a estrada de acesso àquela localidade.
A falta de um local de lazer e de merendas para os romeiros que demandam ao Senhor ao Serra tem sido várias vezes apontada pelo pároco da freguesia, Pedro dos Santos, e presidente da reitoria do Santuário.
Todos os anos, por altura do dia 15 de Agosto, centenas de pessoas deslocam-se em romaria ao Divino Senhor, que é o único santuário da região Centro dedicado ao Redentor.
Fátima Ramos, presidente da autarquia, adiantou ao nosso Jornal que o município vai elaborar o projecto para depois o lançar a concurso.
A edil reconhece que esta é uma velha aspiração da povoação do Senhor da Serra e da reitoria do Santuário, adiantando que a obra ainda será executada neste mandato.
«Aquela zona merece ser revitalizada e valorizada, tanto em termos religiosos como turísticos», sublinhou, acrescentando que a Câmara anda em negociações com outros terrenos para construir infra-estruturas de apoio.
Em declarações ao Diário de Coimbra, José Baptista, da Associação Recreativa Cultural e Desportiva do Senhor da Serra, mostrou-se bastante satisfeito com o «passo da autarquia».
«É uma óptima notícia, há muitos anos que acalentávamos o desejo de construir uma zona para apoio aos peregrinos», disse, lembrando que todos os anos «as pessoas notam a falta de um parque de merendas». Apesar das tentativas, não nos foi possível obter a reacção do padre Pedro dos Santos.

Populares surpreendem violador

Tentou abusar de uma senhora e acabou por ser alvo da chacota da população. Apanhado sem qualquer peça de roupa, não teve outro remédio senão fugir nu. Aconteceu em Penacova e, depois do castigo popular, foi detido pela Polícia Judiciária

Poderá considerar-se que estamos perante uma situação de um ?violador frustrado? que, não fora alguma violência exercida sobre a vítima e a debilidade desta, quase poderia ser considerada uma história divertida.
O caso passou-se na localidade de Vale de Ana Justa, na freguesia de Carvalho, concelho de Penacova, na noite de 3 de Maio. O alegado violador, de 25 anos, trabalhador da construção civil, entrou na casa da vítima, uma mulher de 57 anos, surda-muda e com dificuldades acrescida de visão, e tentou violá-la.
A presença de uma motorizada, ?visivelmente escondida? nas proximidades da casa da vítima, bem como alguns ruídos estranhos que se ouviam no interior da habitação alertaram familiares e vizinhos, que rapidamente resolveram averiguar o que se passava. Uma irmã da vítima - que fazia questão de viver sozinha e completamente independente, apesar das suas deficiências ? galgou uma janela, acompanhada por um segundo ?vigilante?. Já no interior a casa terão encontrado a senhora na cama, mas do agressor não houve sinais, numa primeira apreciação. Todavia, uma ?triagem? mais pormenorizada acabou por conduzir à descoberta do suspeito, que trabalhava na construção de uma casa, nas proximidades da residência da vítima.
Surpreendido sem qualquer peça de roupa, o suspeito foi ?corrido? pela população. Despido, com a roupa na mão, o indivíduo agarrou na motorizada e pôs-se em fuga em direcção à sua terra, que dista escassos três a quatro quilómetros. Segundo apurámos, o suspeito não terá conseguido consumar a violação, muito embora tenha molestado a vítima, que foi submetida a exames médicos que confirmaram a existência de sinais de alguma violência característicos de uma tentativa de violação.
O caso foi comunicado às autoridades e a Polícia Judiciária de Coimbra deu início às necessárias averiguações que culminaram com a detenção dos suspeito, no final da semana passada. Presente a tribunal para primeiro interrogatório, o suspeito está obrigado a apresentar-se semanalmente no posto da GNR da sua área de residência.

quarta-feira, maio 19, 2004

Câmara de Miranda do Corvo aposta na qualidade

Xutos e Pontapés, Mafalda Veiga, Marco Paulo e Porquinhos da Ilda são os grupos que vão actuar na XIV Expo-Miranda que se realiza entre 28 de Maio e 1 de Junho, no mercado municipal e zona envolvente

Com a expansão condicionada pela limitação do espaço, a Câmara Municipal de Miranda do Corvo e a Comissão Organizadora procuram este ano acrescentar mais qualidade à Expo-Miranda, certame que reflecte a actividade económica, industrial, agrícola, cultural, social e artesanal do concelho.
Ontem, durante a apresentação à Imprensa, a presidente da autarquia, Fátima Ramos, afirmou que pretende introduzir uma melhoria qualitativa na próxima edição, estimulando os expositores a apresentar melhores stand?s e criando uma secção de artesanato local.
«Haverá a participação de artesãos de olaria, latoaria e tecelagem numa clara aposta na defesa e divulgação destas actividades», referiu, adiantando que alguns deles vão trabalhar ao vivo. Para além dos artesãos do concelho, a organização espera a presença de outros provenientes de todo o país, num total de 33 expositores.
A autarca salientou também a importância do certame na dinamização e divulgação comercial das empresas do concelho e o seu aspecto lúdico e recreativo com a actuação de diversificados grupos do panorama musical nacional.
Nesta edição são esperados cerca de 170 expositores, número idêntico ao do ano passado, dado que o actual espaço se encontra a ?rebentar pelas costuras?, não permitindo mais inscrições.
Uma situação que a presidente da edilidade disse estar a tentar resolver mas que não será alterada a curto prazo. Segundo Fátima Ramos, já existem alguns locais em estudo, mas «dificuldades existentes ao nível do Plano de Urbanização têm impedido este processo de avançar na velocidade desejável».
Animação não vai faltar

Apesar da limitação do espaço, Fátima Ramos informou que o número de visitantes tem aumentado gradualmente nos últimos anos. A este facto não é alheia a vinda de bandas nacionais que animam as noites da feira e o baixo preço dos bilhetes (2,5 euros).
Para este ano, a Câmara e a Comissão Organizadora apostaram num programa bastante diversificado, numa tentativa de ir ao encontro de todos os gostos e sensibilidades musicais.
A XIV edição da Expo-Miranda abre no dia 28 de Maio ao ritmo dos «Xutos e Pontapés» de Tim, José Pedro e companhia, que prometem encher o recinto. Segue-se a actuação de Mafalda Veiga no dia 29 (sábado) e Marco Paulo no dia 30 (domingo).
A noite do dia 31 é dedicada aos grupos do concelho com a participação dos Gaiteiros do Espinho, Ai Que Vida e Outros Sons.
O certame encerra no dia 1 de Junho, feriado municipal do concelho, com a actuação dos irreverentes Porquinhos da Ilda. Neste dia a Câmara preparou um programa de actividades para os mais novos, ou não fosse o primeiro de Junho o Dia Mundial da Criança.
A feira tem também uma vertente gastronómica, conforme frisou Fátima Ramos, através das tasquinhas das colectividades que promovem os pratos típicos do concelho. «Desta forma as associações podem angariar fundos para as suas actividades», sublinhou.

segunda-feira, maio 17, 2004

Nome de Rainha Santa Isabel aprovado para a ponte


O Conselho de Ministros decidiu, está decido. A nova ponte sobre o Rio Mondego perde a denominação Europa e ganha o nome da padroeira de Coimbra.

O Conselho de Ministros decidiu, está decido. A nova ponte sobre o Rio Mondego perde a denominação Europa e ganha o nome da padroeira de Coimbra. Durão Barroso deu a notícia aos jornalistas e disse que, com a aprovação, para além de se fazer a vontade da cidade, fez-se «justiça»

Ficou encerrada, com a decisão de ontem em Conselho de Ministros, a polémica em torno do nome para a Ponte Europa, ou melhor, para a Ponte Rainha Santa Isabel. Isto porque, segundo anunciou Durão Barroso no final da visita ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha (ver página 3), os representantes do Governo decidiram homologar o pedido da Comissão de Toponímia do Município de Coimbra e dar o nome da padroeira da cidade à nova ponte sobre o Rio Mondego.
«Hoje [ontem] mesmo o Conselho de Ministros, por resolução, aprovou que a nova ponte sobre o Mondego, que em breve inauguraremos, passará a ser a Ponte Rainha Santa Isabel», afirmou o primeiro-ministro, considerando que esta decisão, para além de ser «de justiça» é «a vontade da cidade de Coimbra» de homenagear «a sua padroeira» e «uma das grandes figuras da História de Portugal e também da Europa».
Carlos Encarnação, contactado pelo Diário de Coimbra, confessou que recebeu a notícia da decisão do Conselho de Ministros «com grande alegria», uma vez que «a ponte tem agora o nome que merece». «Não tenho dúvida nenhuma que a cidade de Coimbra prefere este novo nome», continuou o autarca, acrescentando que «este é o nome que une mais Coimbra, uma vez que se trata da padroeira da cidade, em torno da qual não há contestação».
Confrontado com a polémica e as vozes contra esta mudança de nome, o autarca voltou a afirmar que «uma ponte nunca tem nome antes de ser construída» e que «é natural que seja ouvida a cidade antes de ser tomada qualquer posição», acrescentando que «só agora isso aconteceu», através da decisão da Comissão de Toponímia. «As vozes contra são mais de teimosia», continuou Encarnação. «Há uma posição fechada de algum ponto de vista e de algum sector de um partido» em relação a esta mudança de nome da ponte, afirmou, deixando claro que «a decisão não é nem uma guerrilha política, nem religiosa», mas apenas uma questão de «unir a cidade em torno de um nome». Seja como for, a decisão de que a nova ponte sobre o Rio Mondego se chamará ?Rainha Santa Isabel? é agora o passo definitivo para a inauguração de uma obra que já foi motivo de grandes polémicas na cidade. Apesar de não querer adiantar uma data definitiva, Carlos Encarnação acredita que a cerimónia se irá realizar ainda durante este mês, ou seja, entre esta e a outra semana.