domingo, julho 11, 2004

Texto "caído" no Correio Electrónico do Poiares-on-line como pertencendo a J.Pacheco Pereira.

Embora não tendo a confirmação da autenticidade da assinatura (não está no Abrupto nem o vimos no Público), aqui vai.

É bem feito. Os sinais estavam lá. As novelas. As intermináveis e desconchavadas novelas em que todas crianças frequentam colégios da Linha e são louras e precocemente parolas. As Lux e as Flash. O telejornal da TVI. O futebolês e a sua miríade de constelações e estrelas, as maiores, as menores e as anãs, os dirigentes, os agentes, os jogadores, as transferências e os treinadores de bancada e de café.
O 24 Horas e as suas manchetes sanguíneas e colunas rosa-choque. Os três diários desportivos. Os Big Brother's e as chusmas de indigentes que revelaram, geraram e adularam. Os caciques locais.

Felgueiras.Agueda. Marco de Canaveses. A justiça, apoucada e achincalhada. A Alexandra Solnado e as conversas de Jesus com a cabritinha. As abstenções, galopantes. A política, trauliteira e lapuz. Os impropérios lançados a esmo, pelos carroceiros e pelas azêmolas que habitam o Parlamento e as autarquias deste país de norte a sul. Os deputados que o são porque dominam as concelhias. O triunfo da demagogia, a vitória fácil do populismo.

A farsa da Madeira, esse espectáculo pornográfico instalado há anos na Casa da Vigia, onde perora um senhor anti-democrata e fascista tipo Bokassa, adulado por um dos dois maiores partidos portugueses.

A lenta agonia da Cultura. A asfixia da Ciência. A sangria, continuada, mortal, dos nossos melhores homens e mulheres, em demanda de melhores países, de outras instituições que os animem, que os reconheçam. A invasão obscena do betão em tudo o que é Parque Natural, zona protegida, Rede Natura, arriba fóssil, rio selvagem, orla costeira.

As oportunidades perdidas. O Alqueva. Os fundos de Coesão. O Fundo Social Europeu.

Os subsídios à agricultura dados de mão beijada a pessoas que não sabem distinguir um cão de uma ovelha. Os jipes. Os condomínios privados. Os montes no Alentejo. As férias no Brasil e as festas no Algarve. Os milhares que provam, provado, o adágio que diz que quem cabritos vende e cabras não tem, de algum lado lhe vem.

Os Ferraris do Vale do Ave. Os processos que prescreveram. Os jornais, as rádios, as revistas, as televisões que estão na mão de apenas três grandes grupos económicos. As campanhas eleitorais, pagas a peso de ouro, a troco não se sabe bem do quê. As negociatas. As promessas. As mentiras. Os impostos que iriam descer e afinal sobem. O emprego que iria subir e afinal desce. O IVA que já foi a 17% e agora é a 19%.

O Santana Lopes que passou do Sporting para a Figueira, da Figueira para Lisboa e de todas as vezes foi eleito. Democraticamente. E que foi alçado a número dois do PSD estando, por esse facto, na linha de sucessão para o cargo de primeiro-ministro.

E, quando tudo isso aconteceu, onde estávamos nós?

Na praia? No café? Na Ler Devagar, a folhear Heidegger? Em Londres, a admirar Buckingham Palace?

Não sei onde estávamos. Sei, apenas, que estávamos calados. E é por isso que é bem feito.

Demitimo-nos do dever de falar, de esclarecer, de protestar, de votar. E, se alguns, poucos, falavam, muitos assobiavam para o ar, como se não fosse nada connosco. Era sempre com eles, com os políticos. E estávamos errados: a política é nossa. A política somos nós que a devemos fazer, participando, votando, reclamando, exigindo.

Abstivemo-nos e as coisas aconteceram. Os factos surgiram e ficaram impunes. Os acontecimentos seguiram o seu curso, o barco singrou desgovernado, com os incapazes ao leme e os arrivistas a bater palmas. Agora que o impensável se acastela no horizonte, assim ficamos, aflitos, o coração nas mãos, a perguntarmo-nos: como foi possível? Como será possível?

E mais aflitos ainda ficamos porque sabemos: é possível. Pode acontecer.


Pode acontecer que Paulo Portas e Santana Lopes, dois parasitas do poder, dois demagogos, dois populistas, se enquistem em São Bento. Mesmo as eleiçõesantecipadas, a ocorrer, poderão não o impedir. Mais: as eleições poderão até ser o impulso que necessita essa associação simbiótica contra-natura para se declarar vitoriosa. Bastam uma fotografias nas revistas do coração, uns beijinhos nalgumas feiras, uns ósculos nalgumas recepções, três ou quatro discursos ocos, cheios de sonoridade e de impacto televisivo, a aura de salvadores da pátria e dos bons costumes, e lá vai o povinho do futebol, dos morangos com açúcar e do 24 horas a correr às urnas, ungir o Sr.Feliz e o Sr.Contente com os louros do poder.

E, mesmo que não aconteçam eleições, a cartilha está igualmente traçada. Os impostos a cair. As festas para o povo pagas com o erário público, esse erário minguante que à custa de tanto e de tantos foi custosamente aforrado nos dois últimos anos. As promoções em catadupa, os Institutos Estatais criados por decreto, para promover os novos boys e criar novos empregos efémeros. Os gastos à tripa forra para contentar taxistas, sindicatos, peixeiras, comerciantes, função pública.

Os saneamentos. A ostracização dos críticos, dos descontentes, dos que se manifestam.

Tudo isto pode acontecer. Não só por dois anos, mas também por quatro. Ou mais. Até que o dinheiro se acabe ou até que vague o cargo de Presidente de qualquer coisa. Que até pode ser o do País, que a malta nem se importa muito.

Afinal, é fartar vilanagem!

sábado, julho 10, 2004

Tropas do Exército vigiam florestas ...à volta de Poiares.

Patrulhas apeadas do Exército vigiam os perímetros florestais das serras da Lousã e Buçaco 24 horas por dia, no âmbito da operação «Presença Solidária». Integram esta missão 150 militares que estão aquartelados junto ao aeródromo da Lousã. As acções de prevenção e detecção de focos de incêndio em áreas de terreno particularmente difícil começaram no dia 1 de Junho e vão manter-se até ao dia 30 de Setembro

De mochila e arma às costas, todos os dias três patrulhas com seis a oito homens são infiltrados em diversas zonas florestais no perímetro urbano das serras da Lousã e Buçaco, para acções de vigilância, prevenção e detecção de fogos florestais.
Ontem, numa visita ao aquartelamento da Lousã, o comandante da operação ?Presença Solidária?, coronel Diamantino Correia, explicou aos jornalistas que esta é a segunda fase das missões que o Exército Português está desenvolver no apoio à prevenção e combate aos fogos florestais.
Numa primeira fase foram abertos aceiros e estradas florestais em todo o país, numa extensão de 400 quilómetros, alguns em locais inacessíveis para as empresas privadas, através da engenharia pesada do Exército.

A unidade aquartelada na Lousã é constituída por 150 militares que integram uma força operacional de escalão de companhia, constituída por pelotões de Comandos, de Pára-quedistas e de Operações Especiais e destacamentos de transmissões, de apoio aos serviços e sanitários.
A operação ?Presença Solidária? abrange os concelhos de Miranda do Corvo, Lousã, Góis, Penacova, Penela, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Arganil, Pampilhosa da Serra e Oliveira do Hospital, numa área aproximada de 1.100 quilómetros quadrados.
Até ao momento, decorridos 39 dias de operação, foram efectuadas 117 patrulhas que percorreram a pé 1.491 quilómetros e 9.251 em viaturas, tendo já contactado com 658 povoações. A actividade dos militares já permitiu detectar oito focos de incêndio nesta área.
O concelho de Miranda do Corvo é aquele onde já foram efectuadas mais acções de patrulha. Uma situação que, segundo Sérgio Correia, da Direcção Geral dos Recursos Florestais, se deve ao facto deste possuir maior número de ocorrências em termos de ranking.

Comentarios ca do je......

Poiares ate parece que é auto suficiente...ou será que ja ninguem passa cartão a Poiares. Ate já parece um enclave.....

Coimbra distingue legado cultural de Virgílio Caseiro

Coimbra distingue legado cultural de Virgílio Caseiro
O maestro Virgílio Caseiro é distinguido hoje com a medalha de mérito cultural da cidade de Coimbra, numa homenagem que decorre, a partir das 18H30, no Palácio de S. Marcos. Um jantar e um concerto da Orquestra de Câmara de Coimbra, com Paulo Soares, do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra e da Escola Portuguesa D?Arte Equestre constituem a festa. Esta homenagem ao maestro responsável pela formação de sucessivas gerações de músicos é co-organizada pela Reitoria da Universidade, pela Câmara Municipal e pela Orquestra de Câmara de Coimbra
Virgílio Caseiro, músico por constituição genética

Virgílio Caseiro, de 56 anos, é natural de Ansião, onde estudou até vir para o antigo Liceu D. João III (actual Escola Secundária José Falcão), em Coimbra, e ingressar na Universidade de Coimbra para cursar Engenharia Mecânica.
Em 1968 ingressa na Força Aerea tendo efectuado a sua recruta na Base Aerea nº2 na Ota como cadete, tirando a especialidade de Material Terrestre.Talvez daí a sua grande paixão pelo modelismo....já que se deslocava para a Ota no seu Mini-Cooper S, saindo do antigo Texas Parque onde se juntava com os camaradas coimbrinhas. Foram contemporaneos desses tempos os primos Cortesões -Ilidio e Jaime , o Alvaro e o Luis Soares.
Quis o destino que a crise académica de 1969 lhe mudasse definitivamente a trajectória.
Desde cedo se embrenhara no espírito académico, inscrevera-se no Orfeon Académico e no Grupo de Etnografia e Folclore da Academia de Coimbra, pelo que acabou por optar pela carreira musical, fazendo o Curso Superior de Canto no Conservatório de Música de Coimbra, onde teve como docente aquele que considera o seu pai musical, o professor Mário Joaquim Sousa Santos.
Prosseguindo os estudos na área musical, licenciou-se em Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa, em 1988 e, seguidamente, fez o mestrado em Ciências Musicais na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Actualmente, prossegue o doutoramento em Ciências Musicais, com um trabalho sobre a Canção de Coimbra, na Universidade Nova de Lisboa, sendo orientado por Salua Castelo Branco.
Cantou em diversos coros e criou o Coro dos Professores de Coimbra, do qual foi regente. Criou também o grupo de música medieval e renascentista ?Ars Musicae?, a Orquestra de Câmara de Coimbra e a Orquestra Para-Sinfónica Juvenil, sendo regente de ambas.
É maestro do Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, professor na ACM e na Escola Superior de Educação de Coimbra. Ainda tem tempo para o modelismo, um hobbie que muito diverte este maestro que se rege pela batuta do bom humor.



terça-feira, junho 22, 2004

Um site que vale a pena visitar...e consultar






O Distrito

O Distrito de Coimbra está localizado na Região da Beira Litoral e apresenta, aproximadamente, a configuração de um rectângulo, numa área de 3.974,9 km2, distribuída por 17 concelhos.

Coimbra é um distrito de contrastes onde a vizinhança do mar e a zona montanhosa cria grandes diferenças de clima, havendo zonas de clima temperado, muito próximo do clima mediterrâneo, e zonas muito frias, no interior, onde é frequente a precipitação de neve.

O distrito é atravessado pelo rio Mondego, o maior rio que nasce em Portugal, que em muito condiciona a vida de todo o distrito, tanto no aspecto económico quer no aspecto social.

A importância turística deste distrito advém-lhe da sua situação geográfica que lhe proporciona praias (Figueira da Foz e Mira), termas (Amieira, Arrifana, Bicanho, Caldas de S. Geraldo, Caldas de S. Paulo, Caldas de Várzea Negra, e Fonte do Brulho em Verride); paisagem alpestre visitável, de grandes tradições (Serra de S. Pedro de Açor ou de Arganil, a do Calcorinho, a da Lousã, etc...).

Advém-lhe ainda da sua história, documentada em monumentos de todas as épocas de significado nacional, grande parte deles no concelho de Coimbra: o Arco e Porta de Almedina, os Arcos do Jardim; o Convento de Santa Clara-a-Nova; o Convento de Santa Maria de Celas, o Convento de S. Francisco; o Mosteiro de Celas, o Mosteiro de Lorvão, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha; as Igrejas de Santa Cruz, de Santa Justa, de Santo António dos Olivais, de S. Bartolomeu, de S. Salvador e de S. Tiago; a Sé Nova e a Sé Velha, a Quinta das Lágrimas, o Aqueduto de S. Sebastião.

São também de destacar: o Museu Machado de Castro; o Museu Nacional da Ciência e da Técnica, o Museu Monográfico de Conímbriga; todos classificados como Património da Humanidade; a Anta do Pinheiro dos Abraços e a Ponte Romana de Bobadela, em Oliveira do Hospital, classificados como Imóveis de Interesse Público.

Mapas de todas as Freguesias e Concelhos de Portugal"

domingo, junho 20, 2004

Miranda do Corvo - Antigo matadouro dá lugar à pré-escola


As antigas instalações do matadouro de Miranda vão ser transformadas em pré-escola. A autarquia deliberou e a empreitada está adjudicada, mas o PS, através de Jorge Cosme, contesta a localização daquela infra estrutura

A Câmara Municipal de Miranda do Corvo adjudicou a empreitada de construção de uma pré-escola nas antigas instalações do antigo matadouro à firma Conímbriga L.da, por 428.690,85 euros, acrescido de IVA.
O edifício terá uma área de construção de mil metros quadrados e será constituído por cinco salas de actividades, refeitório e cozinha, salão polivalente e sala de repouso, isto no piso 0 que é totalmente reservado para as actividades lúdicas das crianças. No piso 1, que terá acesso directo para a estrada, ficarão os serviços administrativos.
A construção deste imóvel, com capacidade para 125 crianças, insere-se também no projecto de requalificação da Praça da Feira dos Bois e já foi motivo de candidatura ao Plano de Recuperação de Áreas Urbanas Degradadas
Segundo a presidente da autarquia, Fátima Ramos, «notámos logo de início que existiam grandes carências a este nível, pois não existe na sede de concelho uma pré-primária a funcionar, estando as crianças no pavilhão gimnodesportivo».

quarta-feira, junho 16, 2004

Miranda do Corvo - Autarquia é conivente com eventuais infractores.

A mais importante empresa de Miranda do Corvo, a Isidoconstruções ? Empresa de Obras Públicas e a maior empregadora do concelho, está em guerra declarada com a Câmara Municipal e com a presidente Fátima Ramos. Tudo porque a autarquia não autorizou a construção de estaleiros e oficinas na zona industrial a esta empresa, e deixou construir armazéns no mesmo local, mesmo sem licenças. «A Câmara pactua com ilegalidades», desabafou o administrador da Isidoconstruções, António Gama

A guerra é longa e dura desde 1998. Fátima Ramos herdou o problema do anterior executivo camarário, mas de acordo com o administrador da Isidoconstruções ? Empresa de Obras Públicas de Miranda do Corvo, António Gama, a autarca «tem agravado as divergências» e, pior ainda, «tem pactuado com eventuais infractores».
A história conta-se de uma penada e baseia-se, essencialmente, na pretensão desta empresa em alargar os seus negócios e, consequentemente, aumentar o seu quadro de pessoal que ronda, nesta altura, mais de uma centena de funcionários.
Nesta perspectiva [e depois de ter comprado o respectivo terreno], solicitou à autarquia de Miranda para construir, na zona industrial, «oficina, estaleiros e escritórios/sede da empresa», explica António Gama. A resposta veio através de uma vereadora, que o informou que tal «não era possível», uma vez que a área pretendida «estava numa zona de protecção da própria zona industrial», ou seja, «fora do loteamento industrial».
António Gama não se conformou, mas salienta que era capaz de aceitar ?a nega? da Câmara, não fosse o que veio a suceder a seguir: «Há cerca de um ano começaram a aparecer construções no mesmo local, e tomei a iniciativa de avisar o vereador Reinaldo Conceição, que não tomou nenhuma medida», acusa o empresário, sublinhando que, como resposta, ouviu do vereador: «Vocês têm sempre a mania de que são as vítimas».
Face a esta alegada discriminação, António Gama entendeu pedir esclarecimentos a Fátima Ramos, «no dia 26 de Maio», ouvindo da boca da autarca que «a Câmara tinha pleno conhecimento de que aquelas construções eram ilegais», e que a Assembleia Municipal «tinha o mesmo conhecimento».

segunda-feira, junho 07, 2004

Futebol - A.D.Poiares na III Divisão Nacional

A Associação de Futebol de Coimbra poderá, para a próxima época, ver dois dos clubes seus filiados promovidos à III Divisão Nacional. Ao Mirandense, vencedor da Divisão de Honra, deverá juntar-se o Poiares, 2.º classificado no campeonato e recente vencedor da Taça AFC.
Esta ?benesse? está directamente relacionada com as desistências das equipas secundárias da Académica e do Sporting. Recorde-se que a Direcção da Briosa resolveu extinguir a equipa B, tal como aconteceu com os ?leões?. Como ambas as formações não tinham garantido a manutenção na II Divisão B os respectivos lugares na III Divisão estão por preencher.
Poderia pensar-se que sendo uma das desistentes de Coimbra, seria a respectiva Associação a propor uma nova equipa. Mas tal não se verifica. A razão que levará o Poiares aos Nacionais prende-se com a classificação da AFC no âmbito nacional.
Dos 24 usuais promovidos, 18 são vencedores dos campeonatos distritais a que se juntam os seis segundos classificados das associações distritais mais bem posicionadas. Na presente época a AFC estará classificada em 7.º lugar, pelo que será a primeira a beneficiar das ausências das equipas B da Académica e do Sporting.
De acordo com Orlando Rodrigues, presidente do clube poiarense, a decisão federativa deverá ser oficializada esta semana. Esta subida inesperada deverá provocar também alterações nos quadros competitivos distritais: ou desce menos uma equipa à I Divisão da AFC ou é promovida mais uma formação à Divisão de Honra.





sexta-feira, junho 04, 2004

Estado quer promover ordenamento da floresta

Foram ontem apresentados no Centro de Técnicas e Operações Florestais da Lousã (COTF) os seis Planos Regionais de Ordenamento da Região Centro, correspondentes ao Centro Litoral, Dão e Lafões, Pinhal Interior Norte e Sul e Beira Interior Norte e Sul. Com este instrumento de trabalho, a Direcção Geral de Recursos Florestais pretende gerir melhor os espaços florestais, não só na sua componente produtiva, mas também na conservação da biodiversidade

Gerir e ordenar a floresta são as palavras chave dos Planos Regionais de Ordenamento (PROF) da Região Centro que foram ontem à tarde apresentados no COTF da Lousã, pelo director-geral dos Recursos Florestais.
Segundo Sousa Macedo, «trata-se de uma base de informações que fundamenta decisões e que oferece orientações para o Estado tomar decisões para tornar melhor a floresta».
Não se trata de um plano a curto ou médio prazo, mas um projecto a longo prazo que «há-de contribuir para diminuir os fogos, quando tivermos uma floresta mais ordenada», na opinião daquele responsável.
Os planos foram elaborados pelo consórcio Metacortex, Erena, Escola Superior Agrária de Coimbra, Instituto Superior de Agronomia e Universidade de Évora. Na sua concepção definiram-se cinco funções que passam pela produção, protecção de água e solo, conservação de recursos biológicos, paisagem/recreio/turismo e a silvopastorícia.
O estudo aponta como pontos fracos a falta de planeamento estratégico dos espaços florestais, a elevada fragmentação da propriedade, a desadequação do cadastro e o envelhecimento e desertificação do interior.
Como pontes fortes são enumeradas as áreas classificadas, as paisagens muito interessantes, o potencial para produção de material lenhoso e o potencial social e turístico.

Equilíbrio nas espécies

«Temos de olhar para os espaços florestais como espaços de multifuncionalidade, com uma óptica ambiental e conservação dos habitates» afirmou Sousa Macedo, sustentando que nas áreas ardidas deve haver equilíbrio nas espécies a plantar.
Aliás, uma das inovações dos PROF é a carta de aptidão das espécies ao espaço florestal que consiste no inventário completo de indicadores biológicos e ecológicos que permite indicar qual o tipo de árvore mais adequada a determinada zona.
Toda esta filosofia de actuação terá de ser efectuada em colaboração com os proprietários, até porque 85% da floresta é privada, ressalvou o director-geral dos Recursos Florestais.
«Há necessidade de fazer uma alocação correcta das espécies, cada coisa no seu sítio», sublinhou, defendendo que ao «gerirmos os espaços estamos a enriquecer o mosaico florestal».
Dentro de cada PROF serão ainda definidas Zonas de Intervenção Florestal, sendo que este documento estará também em articulação com a revisão dos Planos Directores Municipais.
Antes do final do ano deverão estar regulamentados os seis Planos Regionais de Ordenamento da Região Centro, depois de terem passado por um amplo período de discussão e consulta pública.

sexta-feira, maio 28, 2004

Poiares recebe "Trilhos da Chanfana"


A quinta prova do Campeonato Regional de Ralis do Centro reúne uma excelente lista de inscritos, colocando a prova do Clube Motorizado de Poiares na rota de preferências dos pilotos. O Rali Trilhos da Chanfana com a participação de 44 equipas, sete das quais provenientes do ?Regional? Sul

É já no próximo domingo que vai para a estrada mais uma ronda do Campeonato Regional de Ralis do Centro promovida pelo Clube Motorizado de Poiares.
A entidade organizadora, no sentido de mobilizar o maior número de equipas, apostou claramente nos benefícios dos pilotos e reduziu o preço das inscrições, o que em muito contribuiu para a adesão em massa. Face a este desiderato, 44 equipas responderam positivamente aos anseios do Clube Motorizado de Poiares que, desta forma, recebe um "batalhão" de pilotos e maquinas provenientes de Norte a Sul do país.

Expo-Miranda abre com Xutos e Pontapés


É hoje inaugurada a XIV Expo-Miranda, certame que reflecte a actividade económica, industrial, agrícola, cultural, social e artesanal do concelho de Miranda do Corvo. À noite, os Xutos e Pontapés dão o mote para cinco dias de festa

Pelas 19h00 de hoje, o governador civil de Coimbra inaugura a XIV Expo-Miranda, que vai decorrer na Praça da Liberdade até ao próximo dia 1 de Junho, feriado municipal do concelho.
Para esta edição estão confirmados cerca de 170 expositores, número idêntico ao do ano passado e que não pode ser ultrapassado, uma vez que o espaço se tornou exíguo para esta realização.
Uma situação que a presidente da edilidade disse estar a tentar resolver mas que não será alterada a curto prazo. Segundo Fátima Ramos, já existem alguns locais em estudo, mas «dificuldades existentes ao nível do Plano de Urbanização têm impedido este processo de avançar na velocidade desejável».
No entanto, a Comissão Organizadora e a autarquia mostraram-se empenhadas em aumentar a qualidade do certame, estimulando os expositores a apresentar melhores stand's.
A novidade deste ano prende-se com a criação de uma secção de artesanato local, com artesãos a trabalhar ao vivo. «Haverá a participação de artesãos de olaria, latoaria e tecelagem numa clara aposta na defesa e divulgação destas actividades», garantiu a presidente da Câmara.

O certame encerra no dia 1 de Junho, feriado municipal do concelho, com a actuação do grupo Porquinhos da Ilda. Para este dia a Câmara preparou um programa de comemorações do qual se destaca a inauguração do cinema, construído em cooperação com a ADFP.

quinta-feira, maio 27, 2004

Lousã é capital do papel e do livro


Exposições, espectáculos, encontros com escritores e, acima de tudo, muito papel e livros, ou não fosse esta a ?Lousã - Capital do Papel e do Livro?. Na sua 4.ª edição, o certame vai dar a conhecer o património e cultura papeleira do concelho, não esquecendo toda a industria que fez da Lousã um grande centro produtor de papel

A vila da Lousã acolhe, de amanhã a 1 de Junho, a 4.ª edição da "Lousã - capital do papel e do livro", um certame que surge pela grande tradição papeleira no concelho.
Numa organização da Câmara Municipal, a feira pretende destacar o património industrial local e desenvolver vocações nos domínios científicos e tecnológicos. Nesta quarta edição, mais uma vez, os objectivos profissionais, industriais e comerciais das empresas vão associar-se aos objectivos pedagógicos, científicos e patrimoniais que a Lousã pretende dinamizar.
Assim, a autarquia vai promover a Rota do Papel, que dará a conhecer as indústrias da Lousã ligadas à produção de papel, nomeadamente matérias primas, produção de energia, produção/transformação de papel, produção do livro e produção de derivados de papel, empresas que fazem da Lousã um grande centro papeleiro. Refira-se que a tradição papeleira no concelho remonta a 1716, ano ao qual se atribui a instalação do "Engenho do Papel".
A decorrer no Parque Municipal de Exposições, a feira vai ter um vasto conjunto de actividades. O primeiro dia de feira começa pelas 10h00, altura em que se procede à abertura do certame, a que se segue um encontro com a escritora Isabel Jardim de Campos, para os alunos do ensino pré-escolar. Durante o dia o recinto será animado pela Escola Profissional da Lousã (EPL), e à noite, pelas 21h30 actuará, no recinto exterior da feira, a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários da Lousã.

quarta-feira, maio 26, 2004

ADIBER entregou equipamentos a 35 freguesias da Beira Serra


Sete tracto-carros, 13 tractores com reboque, 32 moto-serras, 35 moto-roçadouras, 35 kits de protecção individual entre muitos outros equipamentos foram entregues ontem de manhã no aeródromo de Coja, pela ADIBER, Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra a 35 juntas de freguesia

Em causa está o projecto ?Trato(r) Bem do Ambiente? desenvolvido no âmbito do programa Leader+ apresentado pela ADIBER às 59 freguesias da sua zona de intervenção, das quais aderiram 35: 12 de Oliveira do Hospital, 13 de Arganil, cinco de Tábua e as 5 freguesias do concelho de Góis.
O investimento ascende a mais de 400.000 euros tendo sido apoiado pelo programa Leader+ na ordem dos 260.000 euros e o restante da responsabilidade das juntas de freguesia aderentes .
Uma iniciativa que no entender de José Cabeças, presidente da ADIBER só foi possível «devido ao trabalho estabelecido entre esta associação, as juntas de freguesia e as câmaras municipais». O equipamento distribuído, de acordo com este responsável, constitui «o tratamento mais eficaz para responder aos problemas infra-estruturais que aqui estão instalados e que tardam em ver uma resolução definitiva». José Cabeças lembrou o flagelo dos incêndios . «Aproximamo-nos da época dos fogos e este é também um projecto para colocar ao serviço da prevenção, no âmbito da limpeza das florestas, mas também com complementaridade com as áreas do ambiente e turismo».
Este projecto afirma-se igualmente contra a desertificação, pois aposta em «criar emprego ao nível local, das próprias juntas de freguesia», procurando fixar as «populações mais jovens e activas». «Sem emprego não haverá fixação de jovens e mão de obra activa que tanto precisamos na S região», alertou o também presidente da Assembleia Municipal de Góis.
Álvaro Calinas, presidente da Junta de Coja e da Associação de Freguesias de Direito Público de Arganil (que integra 10 freguesias, todas aderentes ao projecto), congratulou-se por este plano, mas não se escusou de dizer que, apesar de ser uma grande ajuda, espera «não seja a ultima», pois «precisamos de mais, a máquina é uma forma, mas não esqueçamos que aqui faltam postos de trabalho aliciantes».

O valor das freguesias

Por seu turno Armando Vieira, presidente da ANAFRE, Associação Nacional de Freguesias, defendeu os valores do associativismo. «O caminho é por aqui», disse, apelando aos autarcas para que se associem. «Já imaginaram uma rede nacional de 4254 freguesia e o que isso representa em termos de exigência relativamente ao poder central?», questionou «Nessa altura seremos respeitados», enfatizou. Aos «colegas das juntas» Vieira disse anda que «a sociedade da informação e a modernização administrativa têm de ser uma realidade nas freguesias», bem como o cumprimento rigoroso da lei, o que na sua opinião, «não se consegue com a actual situação das freguesias, que precisam ter mais recursos e os seus eleitos melhor remunerados».
Bastante satisfeito com este projecto estava Mário Vale vice-presidente da autarquia arganilense, que considerou esta maquinaria fundamental para o trabalho a desempenhar pelas freguesias. «Tenho a certeza que os presidentes de junta vão trabalhar bem e fazer com que estas freguesias se vão projectando cada vez mais, gerando mais emprego e turismo», referiu. Para o autarca este foi um «dia de festa e alegria que vamos recordar amanhã.
Em representação do Governo Civil esteve Ricardo Alves para quem «as juntas desenvolvem um trabalho fundamental, por isso merecem todo o apoio, no sentido de responder às expectativas dos cidadãos». Aquele responsável defendeu um «espírito de trabalho conjunto», envolvendo «autarquias, administração central e associações de desenvolvimento naquilo que é um desígnio para todos: intervir bem na floresta» disse. A terminar Rui Baptista, presidente da Comissão Nacional do Leader+, considerou estar-se perante «um projecto importante que reflecte a filosofia de um programa Leader». E o espírito Leader, concluiu, pretende dar às populações expressão nas suas decisões, apela à cidadania de todos nós, precisamente o que foi feito aqui hoje», concluiu. No final assistiu-se à entrega dos equipamentos às 35 freguesias.

Comentários cá do je......

Nem uma freguesia do concelho de Poiares.
Será que está preparada alguma associação de freguesias que englobe alguma de Poiares?
Não nos parece.
É pena.
Os fogos podem vir à vontade que em Poiares ha bombeiros que não precisam que as populações os ajudem.
O pior é que quem se lixa é sempre o mesmo.
E Gois aqui tão perto.

domingo, maio 23, 2004

MIRANDA DO CORVO - Marques Mendes inaugurou Praça da Cruz Branca

Marques Mendes, o ministro dos Assuntos Parlamentares, esteve ontem em Miranda do Corvo, onde inaugurou a Praça da Cruz Branca, a mais recente obra de requalificação desenvolvida pela autarquia liderada por Fátima Ramos.
As chuvas torrenciais e a trovoada obrigaram a alterar o programa das comemorações, que incluíram momentos de música, dança e convívio na nova praça.
A cerimónia de inauguração propriamente dita teve de ser adiada um pouco além do previsto, mas os grupos folclóricos e os gaiteiros não deixaram de actuar, perante alguns habitantes e com a presença do ministro Marques Mendes.
Segundo Fátima Ramos, presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, trata?se de uma ?obra que se insere nos projectos para a requalificação da vila? e que trará ao centro uma nova dinâmica. De acordo com a autarca, o espaço oferece a possibilidade de lazer e recreio, integrando uma zona de estacionamento e um parque infantil.
Situada junto à linha do caminho de ferro, a Praça da Cruz Branca foi construída em terrenos que estavam votados ao abandono há alguns anos. Além desta obra, Fátima Ramos sublinhou ainda o empenho da autarquia na recuperação de outros espaços centrais da vila, nomeadamente na zona histórica e na sua área envolvente.
No que se refere à presença de Marques Mendes na cerimónia, a presidente da Câmara de Miranda, revelou que o ministro tem sido ?muito colaborante? com os projectos desenvolvidos por aquela autarquia seja ao nível das acessibilidades seja em novos e equipamentos.




sexta-feira, maio 21, 2004

Tecnologia ao serviço da prevenção de fogos



Três helicópteros e um dirigível, comandados à distância, e com funções de detecção e avaliação de incêndios florestais, estão a ser testados na Lousã. Cada um custa cerca de 30 mil euros mas os ideais para este trabalho de prevenção dos fogos custam mais
de 60 mil euros

O aeródromo de Chã do Freixo, na Lousã, serviu ontem de base aos ensaios de teste e demonstração do uso de meios aéreos robotizados para apoio à gestão de incêndios florestais. Três helicópteros e um dirigível equipados com câmaras de vídeo, fotográficas e sensores de detecção de infra-vermelhos levantaram voo e transformaram-se nos olhos dos bombeiros no ar. Mas, na prática, cada equipamento custa cerca de 30 mil euros, o que pode dificultar a sua adopção.
O cientista português responsável por este projecto europeu de aplicação de meios aéreos robotizados (comandados à distância) na gestão dos fogos florestais, Domingos Xavier Viegas, manifestou a necessidade de uma maior integração destas técnicas desenvolvidas cientificamente nas actividades operacionais dos organismos estatais e privados.
Este docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, especializado na análise do comportamento do fogo, que, no âmbito do projecto SPREAD financiado pela União Europeia, coordena cerca de 40 cientistas alemães, franceses, espanhóis e portugueses, considera que nos incêndios do ano passado foi sentida «a falta destes meios».

Aeronaves recolhem informações do fogo
Apesar de admitir estar pouco optimista, após uma demonstração do desempenho das aeronaves, Domingos Xavier Viegas disse esperar «poder aplicar estes meios, em breve, em Portugal com o apoio das autoridades». Isto porque, quer os helicópteros quer o dirigível, podem ser equipadas com câmaras de vídeo, máquinas fotográficas de alta resolução ou sensores de infra-vermelhos.
Estes acessórios das aeronaves robotizadas proporcionam a recolha de informações sobre o foco de incêndio florestal, a área onde lavra e a sua dimensão. De acordo com esses dados, entretanto transmitidos e analisados num centro de coordenação operacional, quem assume as funções de comando pode «decidir melhor sobre os meios que vai usar».
O dirigível, especificamente, está equipado com sistemas capazes de «desenhar um mapa da vegetação» de uma área de acesso impossível aos bombeiros, pelo que, de acordo com Domingos Xavier Viegas, também presidente da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), pode substituir «o homem e outros meios mais dispendiosos necessários ao batimento do terreno».
Depois dos ensaios de campo e da demonstração, cientistas e aeronaves robotizadas seguem hoje, sexta-feira, para a Serra da Lousã, concretamente para Gondramaz, no concelho de Miranda do Corvo, onde vão ser testados noutros ensaios de campo relativos ao combate de incêndios florestais. Integrados no projecto SPREAD, estes ensaios são feitos por investigadores de 25 instituições europeias.
Para a utilização prática destas aeronaves robotizadas, os cientistas debatem-se com algumas dificuldades, como o facto destes equipamentos não serem os mais adequados para o trabalho no dia-
-a-dia. Digamos que servem para estes ensaios e testes mas para o trabalho no terreno, segundo Domingos Xavier Viegas, seriam precisos «outros helicópteros com maior capacidade de carga, apropriados a outras condições atmosféricas», cujos preços partem dos 60 mil euros.



quinta-feira, maio 20, 2004

Câmara de Miranda do Corvo compra terrenos para parque de merendas



A Câmara vai construir no Senhor da Serra um parque de merendas para apoio aos romeiros do Divino Senhor. Trata-se de um espaço com cerca de dois mil metros quadrados que deverá estar a apto a utilizar antes do final do próximo ano

A autarquia de Miranda do Corvo adquiriu por 10 mil euros duas parcelas de terreno para a construção do parque de merendas do Senhor da Serra, uma velha aspiração da reitoria do Santuário do Divino Senhor.
Segundo o vereador Reinaldo Couceiro, trata-se de uma área de aproximadamente dois mil metros quadrados, próxima da fonte do Senhor, que confina com a estrada de acesso àquela localidade.
A falta de um local de lazer e de merendas para os romeiros que demandam ao Senhor ao Serra tem sido várias vezes apontada pelo pároco da freguesia, Pedro dos Santos, e presidente da reitoria do Santuário.
Todos os anos, por altura do dia 15 de Agosto, centenas de pessoas deslocam-se em romaria ao Divino Senhor, que é o único santuário da região Centro dedicado ao Redentor.
Fátima Ramos, presidente da autarquia, adiantou ao nosso Jornal que o município vai elaborar o projecto para depois o lançar a concurso.
A edil reconhece que esta é uma velha aspiração da povoação do Senhor da Serra e da reitoria do Santuário, adiantando que a obra ainda será executada neste mandato.
«Aquela zona merece ser revitalizada e valorizada, tanto em termos religiosos como turísticos», sublinhou, acrescentando que a Câmara anda em negociações com outros terrenos para construir infra-estruturas de apoio.
Em declarações ao Diário de Coimbra, José Baptista, da Associação Recreativa Cultural e Desportiva do Senhor da Serra, mostrou-se bastante satisfeito com o «passo da autarquia».
«É uma óptima notícia, há muitos anos que acalentávamos o desejo de construir uma zona para apoio aos peregrinos», disse, lembrando que todos os anos «as pessoas notam a falta de um parque de merendas». Apesar das tentativas, não nos foi possível obter a reacção do padre Pedro dos Santos.