No segundo fim?de?semana de Agosto não há quem não cumpra promessas, não renove a sua fé e não festeje a Senhora das Necessidades.
Pelo 105º ano, a Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades, Instituição Particular de Solidariedade Social, organiza, no segundo domingo do mês de Agosto, as festas em honra da padroeira do concelho, Nossa Senhora das Necessidades.
A Festa começa este fim de semana e termina na segunda?feira.
Com o patrocínio da Câmara Municipal de Poiares, o programa dos festejos é rico e variado. Durante os três dias, decorre a quermesse, que oferece valiosos prémios, e estão à disposição dos visitantes várias actividades, como pistas de automóveis ou ainda carrósseis, nos quais poderá gastar todas as suas energias, recuperando?as rapidamente nas tendas de farturas ou de pão com chouriço.
Este ano as festas contam com a participação de artistas que animarão as noites de Verão e de festa, com nomes como ?Toy?, o artista que hoje pisa o palco, ?Bonga?, que actua amanhã, dia do grandioso fogo de artifício, e ?Nel Monteiro? que encerra os festejos, na segunda?feira.
Os actos de devoção a Nossa Senhora das Necessidades são uma parte muito importante nestes festejos. Todos os dias há missa na Capela de Nossa Senhora das Necessidades, mas o provedor da Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades, confessa que o auge da festa religiosa são a missa solene, no domingo, às 17H00, e a procissão.
A procissão, que percorrerá o itinerário habitual, será composta pelas figuras dos dos santos das igrejas e capelas do concelho, pelas Filarmónicas Fraternidade Poiarense e Santanense, pelo agrupamento 711 dos escuteiros e orientada pelo corpo de bombeiros voluntários.
Ponto de encontro
Estas festas do concelho são muito antigas e já foram, há alguns anos atrás, a segunda festa mais importante do distrito, logo a seguir às festas de Coimbra, em honra da Rainha Santa. José Pedroso Carvalho confessa que os festejos têm vindo a perder um pouco do seu brilho, mas continuam a ser um grande arraial, um ponto de reunião para os poiarenses e para os muitos amigos ou familiares que estão pelo país ou estrangeiro e, nesta altura, voltam à terra natal.
Uma parte das receitas recolhidas é destinada ao lar de idosos, dirigido pela Irmandade. José Pedroso Carvalho conta que a instituição existe há 105 anos e que na sua criação recusou a denominação de Santa Casa da Misericórdia, ?apenas e só por causa da cor da opa preta?.
Em prol dos necessitados e à espera da abertura do hospital de beneficiência
Quando a Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades foi criada, a santa já era padroeira do concelho, e foi por isso que a instituição optou por essa denominação.
O Provedor José Pedroso Carvalho explica que a fé em torno da santa nasceu há muito tempo, quando um grupo de poiarenses, radicado no Brasil, ambicionou construir um hospital, em Vila Nova de Poiares, para ajudar os necessitados.
Construído o hospital, o grupo decidiu erigir uma capela com a imagem de Nossa Senhora das Necessidades, para garantir a recolha de fundos, gerados pelas promessas e, desta forma, poder ajudar o hospital nas despesas.
Hoje em dia, o Hospital de Beneficência Poiarense ainda existe mas encontra?se encerrado.
Vila Nova de Poiares está à espera da autorização da tutela para poder abrir de novo a unidade.
O Hospital de Beneficência Poiarense - Unidade de Cuidados Continuados está renovado, equipado e pronto para abrir de portas ao serviço da saúde dos Poiarenses, assim chegue a luz verde das entidades competentes.
Comentarios cá do je......
Então e o que falta? Porque não pedem ao Presidente da Câmara?
Há tantos anos que ele é presidente e será que não consegue nada para o Hospital?
Mas ele é tão boa pessoa e tem cara de benemerito.
Será que se terá ainda de pedir aos emigrantes?
BLOG DAS COISAS QUE DÃO NAS VISTAS..SEM SER A PAISAGEM EM POIARES, MAS TAMBEM NOS ARREDORES.....
sexta-feira, agosto 06, 2004
quarta-feira, agosto 04, 2004
Tempo de Cinzas
Em tempo de cinzas, haverá lugar à esperança de evitar danos piores?
Foi tudo demasiado intenso, demasiado rápido, demasiado previsível. Como a ira dos vulcões, que de súbito tudo arrasam à sua volta para logo voltar à quietude de séculos, as chamas varreram o país em parcelas de norte a sul, provocando numa única semana uma onda de alarme generalizado e de prejuízos ainda por avaliar na sua totalidade.
Repetiu-se o que ninguém queria ver repetido e, no entanto, parece que pouco ou nada mudou. Há incendiários, confirma-se (este ano já foram detidos 33 suspeitos de fogo posto), mas há também uma inconcebível displicência no modo como tudo se arrasta.
Um exemplo: desde 1996 que se previa a criação de um Fundo Florestal Permanente que custeasse acções (como fogos controlados, por exemplo) destinadas a minimizar o risco de incêndios. Passaram-se anos e muitos hectares ardidos até que, por pressão da intolerável tragédia do ano passado, ele lá arrancou. Ou melhor: arrancou a sigla, porque apesar de criado em Março o seu programa só se tornou oficial, com publicação no "Diário da República", na sexta-feira passada dia 30 de Julho.
Mesmo a tempo de contemplar os incêndios... do ano que vem! Agora, sim, que arderam muito mais dos nossos preciosos hectares e que no Algarve, por exemplo, se consumou uma terrível catástrofe ambiental ("um ecossistema riquíssimo em termos de flora e fauna está reduzido a cinzas", agora podem finalmente reunir-se as comissões que não se reuniram, fazer-se os planos que não se fizeram, estudar-se os erros cometidos que ninguém quer voltar a cometer e que, por inexplicável maldição, aqui e ali se repetem.
Isto quer dizer que nada se fez? Seria injusto dizê-lo. O Governo, por exemplo, garante que investiu quatro vezes mais em prevenção e vigilância do que em 2003 (88 milhões contra 21 milhões de euros).
No entanto, o número de incêndios duplicou: 8860 em Julho de 2004 contra 4239 no mesmo mês do ano passado. É concebível? De modo algum, apesar das desculpas que fornecem os termómetros.
Algo não funciona e é preciso, rapidamente, determinar o quê. Apontar e corrigir os erros. Para que, além dos lamentos e da penosa inventariação dos danos se possa dizer que Portugal aprendeu a enfrentar os incêndios e não a chorá-los, pagando com dinheiro, mais ou menos fácil, o que não tem preço: a nossa floresta.
Foi tudo demasiado intenso, demasiado rápido, demasiado previsível. Como a ira dos vulcões, que de súbito tudo arrasam à sua volta para logo voltar à quietude de séculos, as chamas varreram o país em parcelas de norte a sul, provocando numa única semana uma onda de alarme generalizado e de prejuízos ainda por avaliar na sua totalidade.
Repetiu-se o que ninguém queria ver repetido e, no entanto, parece que pouco ou nada mudou. Há incendiários, confirma-se (este ano já foram detidos 33 suspeitos de fogo posto), mas há também uma inconcebível displicência no modo como tudo se arrasta.
Um exemplo: desde 1996 que se previa a criação de um Fundo Florestal Permanente que custeasse acções (como fogos controlados, por exemplo) destinadas a minimizar o risco de incêndios. Passaram-se anos e muitos hectares ardidos até que, por pressão da intolerável tragédia do ano passado, ele lá arrancou. Ou melhor: arrancou a sigla, porque apesar de criado em Março o seu programa só se tornou oficial, com publicação no "Diário da República", na sexta-feira passada dia 30 de Julho.
Mesmo a tempo de contemplar os incêndios... do ano que vem! Agora, sim, que arderam muito mais dos nossos preciosos hectares e que no Algarve, por exemplo, se consumou uma terrível catástrofe ambiental ("um ecossistema riquíssimo em termos de flora e fauna está reduzido a cinzas", agora podem finalmente reunir-se as comissões que não se reuniram, fazer-se os planos que não se fizeram, estudar-se os erros cometidos que ninguém quer voltar a cometer e que, por inexplicável maldição, aqui e ali se repetem.
Isto quer dizer que nada se fez? Seria injusto dizê-lo. O Governo, por exemplo, garante que investiu quatro vezes mais em prevenção e vigilância do que em 2003 (88 milhões contra 21 milhões de euros).
No entanto, o número de incêndios duplicou: 8860 em Julho de 2004 contra 4239 no mesmo mês do ano passado. É concebível? De modo algum, apesar das desculpas que fornecem os termómetros.
Algo não funciona e é preciso, rapidamente, determinar o quê. Apontar e corrigir os erros. Para que, além dos lamentos e da penosa inventariação dos danos se possa dizer que Portugal aprendeu a enfrentar os incêndios e não a chorá-los, pagando com dinheiro, mais ou menos fácil, o que não tem preço: a nossa floresta.
terça-feira, agosto 03, 2004
Espécies da floresta não estão adaptadas ao clima
Poucos acessos e poucos pontos de água nas matas dificultam os bombeiros no combate aos incêndios. O dedo é apontado à falta de ordenamento das autarquias, mas estas, por sua vez, responsabilizam o Estado por não cumprir com as suas obrigações. Uma má gestão florestal, em que as espécies arbóreas não estão adaptadas ao nosso clima é também referenciada como estando na origem de grandes incêndios.
Mais de metade da nossa tem um risco de incêndio elevado ou muito elevado, segundo uma cartografia distribuída a todas as autarquias e corporações de bombeiros da região.
«Devia ser feito aquilo que é obrigação das autarquias. As nossas máquinas deviam andar a limpar todos os caminhos florestais e os acessos às povoações, deviam algumas zonas ser dotadas com pontos de água...».«Os privados, não se podem substituir ao que é da competência das autarquias e do Estado (secretaria de Estado e direcção-geral) na limpeza dos matos à beira dos caminhos».
«Sabemos que somos um município de risco e para o minimizar a enorme quantidade de estradas e caminhos deviam ter sido este ano renovados e limpos a exemplo de outros minicipios.
« O problema que se passa e que se deixou criar por total desleixo no novo progresso, é que a nossa floresta não está adaptada ao clima que temos e existem novas classes enriquecidas com a industria do fogo».
«As nossas matas que não são florestas têm muito pinheiro e eucalipto .....e o crime compensa.
É na falta de acessos e na falta de limpeza e ordenamento das matas que os soldados da paz encontram as maiores dificuldades no combate às chamas. «Muitas vezes falam nos meios que os bombeiros possuem ou não, na sua formação, mas esquecem-se que tudo deve começar na prevenção». É por isso que reclamam, por parte das autarquias, uma maior sensibilidade para a estas questões.
Houve alguem que disse...
«Nós costumamos fazer planos de intervenção municipal mas este ano, por exemplo, não apresentamos nenhum porque só agora está a ser trabalhado. O que se passa é que com a extinção das comissões especializadas de fogos florestais (ceff) e a introdução das comissões municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, cuja lei foi aprovada recentemente, só agora é que se está a avançar nesta matéria».
Mais de metade da nossa tem um risco de incêndio elevado ou muito elevado, segundo uma cartografia distribuída a todas as autarquias e corporações de bombeiros da região.
«Devia ser feito aquilo que é obrigação das autarquias. As nossas máquinas deviam andar a limpar todos os caminhos florestais e os acessos às povoações, deviam algumas zonas ser dotadas com pontos de água...».«Os privados, não se podem substituir ao que é da competência das autarquias e do Estado (secretaria de Estado e direcção-geral) na limpeza dos matos à beira dos caminhos».
«Sabemos que somos um município de risco e para o minimizar a enorme quantidade de estradas e caminhos deviam ter sido este ano renovados e limpos a exemplo de outros minicipios.
« O problema que se passa e que se deixou criar por total desleixo no novo progresso, é que a nossa floresta não está adaptada ao clima que temos e existem novas classes enriquecidas com a industria do fogo».
«As nossas matas que não são florestas têm muito pinheiro e eucalipto .....e o crime compensa.
É na falta de acessos e na falta de limpeza e ordenamento das matas que os soldados da paz encontram as maiores dificuldades no combate às chamas. «Muitas vezes falam nos meios que os bombeiros possuem ou não, na sua formação, mas esquecem-se que tudo deve começar na prevenção». É por isso que reclamam, por parte das autarquias, uma maior sensibilidade para a estas questões.
Houve alguem que disse...
«Nós costumamos fazer planos de intervenção municipal mas este ano, por exemplo, não apresentamos nenhum porque só agora está a ser trabalhado. O que se passa é que com a extinção das comissões especializadas de fogos florestais (ceff) e a introdução das comissões municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, cuja lei foi aprovada recentemente, só agora é que se está a avançar nesta matéria».
Hipermercados apostam na Lousã
A Lousã está a despertar o apetite de três cadeias de hipermercados. Uma delas já tem viabilidade aprovada e as outras só vão conhecer a decisão da Câmara no dia 23 deste mês. O crescimento do concelho e os seus bons indicadores de poder de compra justificam o crescente interesse
Existem neste momento três cadeias de supermercados de média dimensão interessados em instalar-se na Lousã. Sabe-se que o Modelo, O Dia e uma cadeia que se mantém sob o anonimato apresentaram pedidos de viabilidade à Câmara Municipal.
Um deles já foi despachado favoravelmente, embora com bastantes condicionalismos.
Os outros encontram-se em análise, estando prevista uma decisão para o dia 23 de Agosto que será divulgada em sessão camarária.
Para já, a única viabilidade emitida foi solicitada pela empresa Almeida Santos e C.ª que efectuou um pedido para instalação de uma unidade comercial do ramo alimentar, no terreno que confronta com a rotunda de acesso à Rua de Coimbra.
Aquela empresa, que se mantém sob o anonimato, cumpre os requisitos legais, embora tenha sido estipuladas uma série de condicionantes.
«Como se trata de uma entrada na vila não queremos que se construa nada que não se enquadre arquitectonicamente».
Concelho muito apetecível
O recente interesse das cadeias de hipermercados pela Lousã parece estar intimamente relacionado com dados divulgados recentemente que colocam aquele concelho no 16.º posto do índice de desenvolvimento social do país, à frente de cidades como Cascais, Sintra e Oeiras, e no 60.º lugar no que diz respeito ao poder de compra.
Para além destes factores, que obviamente serão muito estimulantes, a Lousã é um concelho em acelerado crescimento populacional, conforme demonstram os últimos censos.
Associação Comercial e Industrial está contra a situação é ?incomportável?
Quem não está satisfeito com este «ataque» das grandes cadeias é a Associação de Comercial e Industrial e Agrícola da Serra da Lousã (ACIASL) que, em reunião realizada no dia 29 de Julho, manifestou o seu desacordo.
«Neste momento achamos que é incomportável a instalação de mais duas superfícies comerciais na vila.
Para demonstrar que a vinda de mais unidades seria desastroso para todo o comércio da zona, principalmente na vila, a ACIASL vai elaborar um estudo de impacte económico na Lousã para apresentar numa comissão municipal constituída em Julho, no seio da direcção-regional do Ministério do Ambiente.
Comentarios ca do je.....
Quando estas coisas acontecem, espera-se que essas unidades venham ajudar e colaborar com o desenvolvimento local e regional.
A ACIASL será que se preocupou já em que qualquer dessas unidades venha a colaboração no escoamento dos produtos horticolas da região?...e das carnes ou dos enchidos?
Que não aconteça como o "Ecomarche" de Poiares que se recusa a ter nas prateleiras a Agua de Penacova e o mel da serra da Lousã....apesar de procuradas pelos clientes.
Assim não dá.
Existem neste momento três cadeias de supermercados de média dimensão interessados em instalar-se na Lousã. Sabe-se que o Modelo, O Dia e uma cadeia que se mantém sob o anonimato apresentaram pedidos de viabilidade à Câmara Municipal.
Um deles já foi despachado favoravelmente, embora com bastantes condicionalismos.
Os outros encontram-se em análise, estando prevista uma decisão para o dia 23 de Agosto que será divulgada em sessão camarária.
Para já, a única viabilidade emitida foi solicitada pela empresa Almeida Santos e C.ª que efectuou um pedido para instalação de uma unidade comercial do ramo alimentar, no terreno que confronta com a rotunda de acesso à Rua de Coimbra.
Aquela empresa, que se mantém sob o anonimato, cumpre os requisitos legais, embora tenha sido estipuladas uma série de condicionantes.
«Como se trata de uma entrada na vila não queremos que se construa nada que não se enquadre arquitectonicamente».
Concelho muito apetecível
O recente interesse das cadeias de hipermercados pela Lousã parece estar intimamente relacionado com dados divulgados recentemente que colocam aquele concelho no 16.º posto do índice de desenvolvimento social do país, à frente de cidades como Cascais, Sintra e Oeiras, e no 60.º lugar no que diz respeito ao poder de compra.
Para além destes factores, que obviamente serão muito estimulantes, a Lousã é um concelho em acelerado crescimento populacional, conforme demonstram os últimos censos.
Associação Comercial e Industrial está contra a situação é ?incomportável?
Quem não está satisfeito com este «ataque» das grandes cadeias é a Associação de Comercial e Industrial e Agrícola da Serra da Lousã (ACIASL) que, em reunião realizada no dia 29 de Julho, manifestou o seu desacordo.
«Neste momento achamos que é incomportável a instalação de mais duas superfícies comerciais na vila.
Para demonstrar que a vinda de mais unidades seria desastroso para todo o comércio da zona, principalmente na vila, a ACIASL vai elaborar um estudo de impacte económico na Lousã para apresentar numa comissão municipal constituída em Julho, no seio da direcção-regional do Ministério do Ambiente.
Comentarios ca do je.....
Quando estas coisas acontecem, espera-se que essas unidades venham ajudar e colaborar com o desenvolvimento local e regional.
A ACIASL será que se preocupou já em que qualquer dessas unidades venha a colaboração no escoamento dos produtos horticolas da região?...e das carnes ou dos enchidos?
Que não aconteça como o "Ecomarche" de Poiares que se recusa a ter nas prateleiras a Agua de Penacova e o mel da serra da Lousã....apesar de procuradas pelos clientes.
Assim não dá.
segunda-feira, agosto 02, 2004
Floresta - desinteresse alarmante
FOGOS IGNORADOS NAS FREGUESIAS
As juntas de freguesia revelaram um desinteresse alarmante com a prevenção contra incêndios em 2004. Os dados do Ministério da Agricultura revelam que, das mais de quatro mil juntas de freguesia dispersas por todo o território nacional, apenas dez tiveram aprovados projectos de investimento na prevenção contra os fogos, entre Fevereiro e 5 de Julho deste ano, no âmbito do Programa Agris, gerido pelos serviços regionais da tutela.
Mesmo que as câmaras municipais apresentem projectos desta natureza a este programa, as juntas de freguesia podem apresentá-los também, a título individual, se considerarem importante a prevenção e protecção da área florestal da respectiva freguesia. Foi assim que, segundo a lista de câmaras municipais e juntas de freguesia com projectos de prevenção contra fogos aprovados, as freguesias de S. Pedro do Sul, Sameiro e Amieira, todas localizadas em zonas de risco, decidiram investir em medidas preventivas contra fogos na sua área.
Mas o número de câmaras municipais com projectos de prevenção contra fogos aprovados, no âmbito do Programa Agris, cuja lista já se divulgou, também não abona muito em favor do poder autárquico.
Entre Fevereiro e 5 de Julho deste ano, segundo a Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), apenas 50 autarquias, num total de 305, tiveram projectos aprovados.
Os efeitos desastrosos dos incêndios do último Verão devem ter ficado bem presentes na memória de alguns autarcas: das 50 câmaras com projectos aprovados, 17 autarquias concentram 47 projectos, que representam 57 por cento do número total de aprovações. Câmaras como Figueiró dos Vinhos, Pombal, Mação e Castelo Branco tiveram aprovados quatro projectos de prevenção contra incêndios.
As juntas de freguesia revelaram um desinteresse alarmante com a prevenção contra incêndios em 2004. Os dados do Ministério da Agricultura revelam que, das mais de quatro mil juntas de freguesia dispersas por todo o território nacional, apenas dez tiveram aprovados projectos de investimento na prevenção contra os fogos, entre Fevereiro e 5 de Julho deste ano, no âmbito do Programa Agris, gerido pelos serviços regionais da tutela.
Mesmo que as câmaras municipais apresentem projectos desta natureza a este programa, as juntas de freguesia podem apresentá-los também, a título individual, se considerarem importante a prevenção e protecção da área florestal da respectiva freguesia. Foi assim que, segundo a lista de câmaras municipais e juntas de freguesia com projectos de prevenção contra fogos aprovados, as freguesias de S. Pedro do Sul, Sameiro e Amieira, todas localizadas em zonas de risco, decidiram investir em medidas preventivas contra fogos na sua área.
Mas o número de câmaras municipais com projectos de prevenção contra fogos aprovados, no âmbito do Programa Agris, cuja lista já se divulgou, também não abona muito em favor do poder autárquico.
Entre Fevereiro e 5 de Julho deste ano, segundo a Direcção-Geral dos Recursos Florestais (DGRF), apenas 50 autarquias, num total de 305, tiveram projectos aprovados.
Os efeitos desastrosos dos incêndios do último Verão devem ter ficado bem presentes na memória de alguns autarcas: das 50 câmaras com projectos aprovados, 17 autarquias concentram 47 projectos, que representam 57 por cento do número total de aprovações. Câmaras como Figueiró dos Vinhos, Pombal, Mação e Castelo Branco tiveram aprovados quatro projectos de prevenção contra incêndios.
CÂMARAS MUNICIPAIS QUE APRESENTARAM PLANOS DE PREVENÇÃO
A lista de autarquias com projectos de prevenção apresentados,não inclui vários concelhos de zonas de alto risco de incêndio, como Monchique, Almeida e Celorico da Beira. O director da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, Sousa Macedo, garante ter enviado, em 16 de Março passado, um folheto informativo a todos os autarcas, com explicações sobre os subsídios para a vigilância e prevenção de incêndios.
Nem assim a adesão foi muito forte. Sousa Macedo lamenta que tenha ?havido câmaras de zonas de alto risco de incêndio que não apresentaram projectos de prevenção?.
Arcos de Valdevez, Vila Verde, Barcelos, Vila Nova de Famalicão, Valongo, Santo Tirso, Lousada, Santa Maria da Feira, Gondomar, Pampilhosa da serra, Baião, Trofa, Lousã, Arganil, Vila Nova de Poiares, Gois, Penela, Miranda do Corvo, Ancião, Pombal, Castelo Branco, Leiria, Nazaré, Sertã, Amares, Cabeceiras de Basto, Vizela, Celorico de Basto, Paços de Ferreira, Penafiel, Paredes, Armamar, Castelo de Paiva, Meda, F. de C. Rodrigo, Pinhel, Trancoso, Sabugal, Fornos de Algodres, Fundão, P. Grande, Figueiró dos Vinhos, Vila Velha de Ródão, Proença a Nova, Vila de Rei, Mação, Setúbal e S. Brás de Alportel.
?As câmaras municipais não fizeram nada para alterar a situação ao nível da prevenção, isso, parece-me, evidente?. E precisa: ?as câmaras não precisam que a Administração Central lhes diga o que devem fazer para limpar as silvas e o mato à volta das casas. Estamos a falar de medidas elementares para proteger pessoas e bens?.
O Ministério da Agricultura aprovou 232 projectos de prevenção de incêndios no valor de 78 milhões de euros.
GOIS - Virada para o Turismo Rural e praias fluviais
Destaque também para um conjunto de inaugurações a decorrerem durante os dias da feira. Logo no dia da abertura, será inaugurada a Casa de Abrigo da Comareira, uma infra-estrutura destinada a turismo rural, localizada na aldeia da Comareira, freguesia de Góis.
Trata-se de um investimento que ascende a um milhão de euros, apoiado no âmbito da AIBT (Acção Integrada de Base Territorial), incluída no projecto das aldeias de xisto. A infra-estrutura está pronta a ser utilizada pretendendo a autarquia lançar o espaço a concurso para ser explorado por outra entidade ou privado.
No último dia do certame serão inauguradas duas praias fluviais, já em funcionamento e que têm registado, segundo a vereadora, «uma enorme afluência de gente, quase sempre com casa cheia».
Trata-se da Praia Fluvial de Pé Escuro, em Góis, e da Praia Fluvial de Canaveias, em Vila Nova do Ceira. A primeira tem um bar que funciona em regime diurno e nocturno, o único do tipo existente na vila e que «vem colmatar uma lacuna que existia em Góis». Além disso, tem também a particularidade de ter um moinho de água, totalmente recuperado e em funcionamento.
Este é, de resto, «um factor que distingue a praia fluvial». A praia de Canaveias está dotada de um bar de apoio que serve refeições, algumas infra-estruturas para as crianças e espaço relvado.
Comentarios cá do je......
Isto é que é serviço.
Poiares tem 3 rios a circunda-lo ( Mondego, Alva e Ceira )......mas praias fluviais nem vê-las.
Trata-se de um investimento que ascende a um milhão de euros, apoiado no âmbito da AIBT (Acção Integrada de Base Territorial), incluída no projecto das aldeias de xisto. A infra-estrutura está pronta a ser utilizada pretendendo a autarquia lançar o espaço a concurso para ser explorado por outra entidade ou privado.
No último dia do certame serão inauguradas duas praias fluviais, já em funcionamento e que têm registado, segundo a vereadora, «uma enorme afluência de gente, quase sempre com casa cheia».
Trata-se da Praia Fluvial de Pé Escuro, em Góis, e da Praia Fluvial de Canaveias, em Vila Nova do Ceira. A primeira tem um bar que funciona em regime diurno e nocturno, o único do tipo existente na vila e que «vem colmatar uma lacuna que existia em Góis». Além disso, tem também a particularidade de ter um moinho de água, totalmente recuperado e em funcionamento.
Este é, de resto, «um factor que distingue a praia fluvial». A praia de Canaveias está dotada de um bar de apoio que serve refeições, algumas infra-estruturas para as crianças e espaço relvado.
Comentarios cá do je......
Isto é que é serviço.
Poiares tem 3 rios a circunda-lo ( Mondego, Alva e Ceira )......mas praias fluviais nem vê-las.
GOIS - FACIG começa quarta-feira
É uma feira agrícola, comercial e industrial que tem também uma forte vertente artesanal e gastronómica. A XII FACIG arranca quarta-feira, uns dias antes do habitual para não coincidir com a concentração motard que em meados de Agosto terá lugar na vila de Góis
Uma boa oportunidade para os mais de 60 expositores inscritos mostrarem os seus produtos, representando assim os vários sectores do concelho que vão desde material agrícola, artesanato, gastronomia, mobiliário, entre muitos outros. A par da exposição, muitos espectáculos nocturnos completam o certame, não esquecendo a já tradicional festa da espuma e o Góis Fashion que desde há nove anos tem levado à vila estilistas e modelos e renome nacional.
Lurdes Castanheira, vereadora da autarquia, considera, contudo, que o importante «contrariamente a outras organizações», não é a quantidade de expositores, mas «que seja uma semana de festa para a população goiense e para aqueles que nos visitam».
Ainda assim, segundo diz, no recinto do Parque do Baião vai estar uma «representação significativa» daquilo que se produz e existe no concelho de Góis.
Uma das apostas da organização, a cargo da Câmara Municipal, vai no sentido da promoção do artesanato. Cestaria, olaria, fabrico de colheres de pau, fabrico artesanal de calçado, tapeçaria e artes decorativas, são algumas das formas de artesanato presentes no certame e ao vivo.
A gastronomia da região está também presente na FACIG. Neste sentido está prevista a participação de quatro restaurantes que vão apostar forte na promoção dos pratos regionais. «Sem prejuízo de termos outros pratos, temos exortado as pessoas para que tenham uma especial atenção para a gastronomia local, para aquilo que nos identifica», disse a vereadora dando como exemplo a truta, a chanfana, o cabrito, a tigelada e as filhoses com mel.
Tradição também é a festa da espuma, sem dúvida «a noite mais concorrida» da FACIG, a realizar no Parque do Cerejal.
Vários eventos que fazem da FACIG um acontecimento,«bastante positivo», tendo em conta que Góis é um concelho com 4800 habitantes.
Uma boa oportunidade para os mais de 60 expositores inscritos mostrarem os seus produtos, representando assim os vários sectores do concelho que vão desde material agrícola, artesanato, gastronomia, mobiliário, entre muitos outros. A par da exposição, muitos espectáculos nocturnos completam o certame, não esquecendo a já tradicional festa da espuma e o Góis Fashion que desde há nove anos tem levado à vila estilistas e modelos e renome nacional.
Lurdes Castanheira, vereadora da autarquia, considera, contudo, que o importante «contrariamente a outras organizações», não é a quantidade de expositores, mas «que seja uma semana de festa para a população goiense e para aqueles que nos visitam».
Ainda assim, segundo diz, no recinto do Parque do Baião vai estar uma «representação significativa» daquilo que se produz e existe no concelho de Góis.
Uma das apostas da organização, a cargo da Câmara Municipal, vai no sentido da promoção do artesanato. Cestaria, olaria, fabrico de colheres de pau, fabrico artesanal de calçado, tapeçaria e artes decorativas, são algumas das formas de artesanato presentes no certame e ao vivo.
A gastronomia da região está também presente na FACIG. Neste sentido está prevista a participação de quatro restaurantes que vão apostar forte na promoção dos pratos regionais. «Sem prejuízo de termos outros pratos, temos exortado as pessoas para que tenham uma especial atenção para a gastronomia local, para aquilo que nos identifica», disse a vereadora dando como exemplo a truta, a chanfana, o cabrito, a tigelada e as filhoses com mel.
Tradição também é a festa da espuma, sem dúvida «a noite mais concorrida» da FACIG, a realizar no Parque do Cerejal.
Vários eventos que fazem da FACIG um acontecimento,«bastante positivo», tendo em conta que Góis é um concelho com 4800 habitantes.
domingo, agosto 01, 2004
Por ter deixado esgotar os "stocks" de caldas químicas retardantes
Presidente dos Bombeiros de Coimbra acusa SNBPC de "negligência grave"
O presidente da Federação de Bombeiros de Coimbra e líder distrital do PSD, Jaime Soares, acusa o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) de "negligência grave" e "criminosa" por ter deixado esgotar os "stocks" de caldas químicas retardantes no combate aos incêndios.
O presidente da SNBPC, Paiva Monteiro, terá afirmado que os bombeiros nacionais não estariam a usar estes produtos alegando que eles poderão causar problemas de saúde junto das populações.
De acordo com Jaime Soares, citado pela TSF, a atitude da SNBPC e, muito concretamente, de Paiva Monteiro é uma "traição ao próprio poder político, que confia na estrutura" para que use os produtos adequados ao combate dos incêndios e para que tenha "respeito pelo 'stock' do produto, que tem que existir", afirmou hoje Jaime Soares.
Ontem à noite, Paiva Monteiro admitia aos jornalistas - após uma deslocação ao Posto de Comando das operações dos bombeiros do Algarve - que os recursos no combate aos fogos são sempre limitados perante situações catastróficas como as que se viveram nos últimos dias no Algarve.
O presidente da SNBPC, Paiva Monteiro, terá afirmado que os bombeiros nacionais não estariam a usar as caldas químicas retardantes porque poderão causar problemas de saúde junto das populações
O presidente da Federação de Bombeiros de Coimbra e líder distrital do PSD, Jaime Soares, acusa o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) de "negligência grave" e "criminosa" por ter deixado esgotar os "stocks" de caldas químicas retardantes no combate aos incêndios.
O presidente da SNBPC, Paiva Monteiro, terá afirmado que os bombeiros nacionais não estariam a usar estes produtos alegando que eles poderão causar problemas de saúde junto das populações.
De acordo com Jaime Soares, citado pela TSF, a atitude da SNBPC e, muito concretamente, de Paiva Monteiro é uma "traição ao próprio poder político, que confia na estrutura" para que use os produtos adequados ao combate dos incêndios e para que tenha "respeito pelo 'stock' do produto, que tem que existir", afirmou hoje Jaime Soares.
Ontem à noite, Paiva Monteiro admitia aos jornalistas - após uma deslocação ao Posto de Comando das operações dos bombeiros do Algarve - que os recursos no combate aos fogos são sempre limitados perante situações catastróficas como as que se viveram nos últimos dias no Algarve.
O presidente da SNBPC, Paiva Monteiro, terá afirmado que os bombeiros nacionais não estariam a usar as caldas químicas retardantes porque poderão causar problemas de saúde junto das populações
FOGOS FLORESTAIS - Falta de retardante levanta polémica
O presidente da Federação Distrital de Bombeiros de Coimbra, Jaime Soares, criticou ontem a não utilização de calda retardante no combate aos fogos florestais pelos meios aéreos. Críticas entretanto rejeitadas pelo SNBPC
«A água sem retardante tem uma perda de eficácia de 75%, frisou Jaime Soares, adiantando que este produto, descarregado pelos meios aéreos, é essencial para o combate às chamas e para garantir a segurança dos bombeiros em terra.
O responsável alertou o vice-presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil para a ruptura de ?stocks? deste produto em alguns centros de meios aéreos, mas adiantou que «a receptividade não foi boa».
O secretário de Estado-adjunto do ministro da Administração Interna, Paulo Pereira Coelho, foi também avisado do problema, tendo-se comprometido a verificar a situação de imediato, referiu ainda Jaime Soares, presidente da distrital de Coimbra do PSD.
De acordo com o presidente da Federação de Bombeiros de Coimbra, o retardante cria, ao cair na vegetação uma película e evita que as chamas se propaguem. «A toxicidade [do produto] é uma falsa questão para alijar responsabilidades», disse à Agência Lusa, reportando-se ao argumento invocado pelo SNBPC para cessar o recurso à substância.
«Ando há 30 anos a combater fogos e se fosse tóxico já estava nos "anjinhos"», dizia Jaime Soares, ao afirmar que o retardante continua a ser utilizado em países como Espanha, Itália e EUA, reafirmando que a toxicidade é «desculpa de mau pagador».
Sem as caldas retardantes, frisou Jaime Soares, o trabalho no terreno fica dificuldado.
Sobre a situação na região, mormente na zona de Poiares, recentemente fustigada pela chamas, Jaime Soares adiantou estar tudo calmo, enaltecendo a excelente coordenação existente ao nível distrital de Protecção Civil.
Jaime Soares apelou ainda a um esforço conjunto dos ministros da Defesa e da Administração Interna para o governo português adquirir de 6 a 10 aviões ?Canadair?, fundamentais para o combate aos fogos florestais.
«São muito versáteis, poderiam servir também para vigiar a costa ou serem alugados a outros países», sustentou, defendendo que Portugal deve ter meios aéreos próprios de combate às chamas.
Ao reportar-se ao flagelo dos incêndios, que se está a repetir este ano, Jaime Soares sublinhou que a prevenção e o planeamento da floresta «ainda está por fazer».
Em reacção às declarações de Jaime Soares, o Serviço Nacional de Bombeiros e protecção Civil (SNBPC) emitiu um comunicado onde classifica de «precipitadas e levianas» as críticas à não utilização de calda retardante no combate aos fogos florestais.
O SNBPC esclarece que «as caldas retardantes não são utilizadas nos combates a incêndios florestais em Portugal desde 1998, tendo-se generalizado, em sua substituição, a utilização de substâncias emulsoras biodegradáveis, com a finalidade de dificultar a combustão».
Esta medida, prossegue o SNBPC, cumpre o «normalizado na União Europeia (EN1568)». Os produtos emulsionantes, «além de promoverem melhorias na contenção e extinção do incêndio, não afectam o ambiente».
Comentarios cá do je....
Em que é que ficamos ?
Os ambientalistas ate dizem que as caldas retardantes são um mal menor em relação ao mal que os fogos fazem.
Se houver aviões a tempo e horas e com uma boa vigilância conseguem-se debelar de imediato os fogos.....gastando-se só meia duzia de baldadas.
Não deve ser por aqui que vem o perigo para o ambiente.
Há que ter cuidado sim é com a industria do fogo....que essa é que da muito dinheiro e faz muito mau ambiente aos bolsos dos contribuintes.
Vamos a isso.....e em Poiares ha muito que fazer.
"O que importa é que não se perca mais tempo e que concelho a concelho, freguesia a freguesia, baldio a baldio, mancha florestal a mancha florestal, seja pela via das associações de proprietários florestais, seja pela via das autarquias, seja pela via da Direcção Geral de Florestas, tudo convirja numa política sufragada a nível nacional, que não admitirá nem desvios, nem falcatruas, nem nada que a possa por em causa. Porque não é possível assistirmos anos após ano à defraudação do nosso património, à perda do nosso património, à perda da riqueza de um país que é pobre".
Onde estão os estradões? Onde andam as maquinas para limpar as bermas das estradas?
Onde andam os tractores com os corta sebes que foram entregues ha anos às camaras da zona do pinhal? Não haverá combustivel para os por a trabalhar?
Onde estão os estradões? Onde andam as maquinas para limpar as bermas das estradas?
Onde andam os tractores com os corta sebes que foram entregues ha anos às camaras da zona do pinhal? Não haverá combustivel para os por a trabalhar?
quinta-feira, julho 29, 2004
MAPA DE RISCO DE FOGOS
Comentarios ca do je..........
Ora vejam como nos maiores incendios ocorridos na Arrabida e na Serra do Caldeirão no Algarve o boneco não estava pintado.
Ha cada uma nestas previsões. E ha quem não acredite nas sondagens eleitorais onde o erro é menor.
Os dedos e os anéis.....
No rescaldo dos incêndios de 2003, o Governo fez promessas de que iria investir em meios de prevenção e de combate a uma calamidade que vai consumindo a floresta portuguesa e o património de numerosas famílias. Mas as boas intenções anunciadas quando as chamas ainda alastravam pelo país perderam-se nos labirintos burocráticos da administração pública. Adiadas ou simplesmente esquecidas, numa espiral de irresponsabilidade cujos resultados estão novamente à vista.
Em menos de sete meses, a área ardida em Portugal durante este ano já ultrapassou os números que se verificaram em igual período de 2003, pesadelo que, pela sua invulgar dimensão, parece ter convencido as autoridades de que não se repetiria. O desaparecimento de uma parte da reserva natural da Serra da Arrábida ou a voracidade insaciável das chamas na região do Algarve, perante a impotência de bombeiros e populações, são novamente o espectáculo desolador da realidade de um país que ainda há pouco tempo era desafiado, por causa das conquistas no plano desportivo, a sacudir a sua descrença e a melhorar a respectiva auto-estima.
A crua verdade é que a Agência para a Prevenção de Incêndios Florestais, ideia lançada pelo anterior ministro da Agricultura, Sevinate Pinto, não passa de uma ficção. Liderada pelo actual secretário de Estado das Florestas, a sua primeira reunião só se realizou em Junho passado. Mesmo a tempo de os seus responsáveis assistirem à chegada de uma nova onda de destruição maciça que avança sem resistência perante as mesmas carências de sempre: falta de equipamentos e de meios financeiros e humanos, ineficácia na prevenção e inabilidade para forçar os proprietários a procederem a tarefas tão essenciais como a limpeza das matas.
A incapacidade para definir prioridades que não estejam sujeitas aos critérios arbitrários decorrentes da força dos "lobbies" é um dos sinais de subdesenvolvimento de um Estado simultaneamente pesado e fraco. O contraste entre a inexistência de recursos para aplicar no combate aos fogos e a generosidade dos cofres públicos para construir estruturas sumptuosas destinadas à realização de um evento desportivo efémero, transmitem a imagem de um país patético, apostado em melhorar as aparências enquanto varre o resto para debaixo do tapete. E, ano após ano, vão-se os dedos embora fiquem alguns anéis.
Em menos de sete meses, a área ardida em Portugal durante este ano já ultrapassou os números que se verificaram em igual período de 2003, pesadelo que, pela sua invulgar dimensão, parece ter convencido as autoridades de que não se repetiria. O desaparecimento de uma parte da reserva natural da Serra da Arrábida ou a voracidade insaciável das chamas na região do Algarve, perante a impotência de bombeiros e populações, são novamente o espectáculo desolador da realidade de um país que ainda há pouco tempo era desafiado, por causa das conquistas no plano desportivo, a sacudir a sua descrença e a melhorar a respectiva auto-estima.
A crua verdade é que a Agência para a Prevenção de Incêndios Florestais, ideia lançada pelo anterior ministro da Agricultura, Sevinate Pinto, não passa de uma ficção. Liderada pelo actual secretário de Estado das Florestas, a sua primeira reunião só se realizou em Junho passado. Mesmo a tempo de os seus responsáveis assistirem à chegada de uma nova onda de destruição maciça que avança sem resistência perante as mesmas carências de sempre: falta de equipamentos e de meios financeiros e humanos, ineficácia na prevenção e inabilidade para forçar os proprietários a procederem a tarefas tão essenciais como a limpeza das matas.
A incapacidade para definir prioridades que não estejam sujeitas aos critérios arbitrários decorrentes da força dos "lobbies" é um dos sinais de subdesenvolvimento de um Estado simultaneamente pesado e fraco. O contraste entre a inexistência de recursos para aplicar no combate aos fogos e a generosidade dos cofres públicos para construir estruturas sumptuosas destinadas à realização de um evento desportivo efémero, transmitem a imagem de um país patético, apostado em melhorar as aparências enquanto varre o resto para debaixo do tapete. E, ano após ano, vão-se os dedos embora fiquem alguns anéis.
PROCESSAR O ESTADO
O principal problema dos incêndios é a "falta de ordenamento e o Estado tem de ser responsabilizado por isso". A opinião é do advogado José Sá Fernandes que está a ponderar processar o Estado pelos incêndios florestais que vão consumindo sistematicamente várias zonas do País.
José Sá Fernandes está a ponderar processar o Estado pelos fogos
"É inadmissível, não há prevenção, não há ordenamento, mas alguém tem de ser responsabilizado", refere em declarações ao CM, precisamente no dia [ontem] em que a sua dedicação às causas cívicas lhe valeu o Prémio Nacional do Ambiente Fernando Pereira 2003/2004.
Para já, Sá Fernandes está a amadurecer a ideia de instaurar uma acção judicial, prometendo analisar a situação mais a fundo quando terminar o período de férias.
O Estado tem de aprender que as coisas têm de ser bem feitas, é preciso reflectir e fazer estudos. Há milhares de coisas que se podem fazer para evitar a ocorrência dos incêndios?, refere acrescentando ser ?intolerável? que as chamas tenham consumido parte de dois parques naturais como o Gerês e a Arrábida e agora as terras do Vale do Ceira.
"As questões do ambiente e do ordenamento do território são de todos nós. Se nos começarmos a preocupar, vamos ter menos incêndios e vamos viver melhor", disse, frisando que o preocupa, sobretudo, a qualidade de vida das pessoas.
"Estas coisas do ambiente, não são só as melgas. É preciso que o ministro do ambiente seja o primeiro a preocupar-se com o sector e as autarquias tambem".
VALORES QUE SE PERDEM
Com Portugal ainda a arder, e o novo Governo a mostrar algum autismo de salão perante a dimensão da catástrofe que se abate sobre o País.
Com os autarcas das áreas atingidas a fazer o seu papel sazonal de virgens ofendidas ? como se também sobre eles não recaíssem pesadas responsabilidades. Falemos de cidadania.
A reacção das pessoas hoje tende para a passividade onde antes se manifestava uma atitude solidária e proactiva. Perante os incêndios, agora, tudo repousa na capacidade de resposta das autoridades. As gentes só se mobilizam quando o incêndio põe em risco os seus próprios interesses. Ainda há poucas décadas, as aldeias mobilizavam-se para combater o fogo que rondava qualquer aldeia vizinha. Assegurava-se assim a reciprocidade.
Todos vamos perdendo os valores da boa vizinhança e é assim no campo como na cidade. Entregamo-nos nas mãos do Estado, seja para combater incêndios, prevenir crimes, matar a fome. Ninguém quer incómodos. Que o digam os muitos que terão visto uma adolescente morrer atropelada, em pleno meio-dia, na rua principal do Laranjeiro. Não estão para se maçar contando o que viram, apesar dos apelos doridos da mãe da vítima.
No fogo, na aflição, ou na dor, voltamos costas. E este é um novo inferno.
Com os autarcas das áreas atingidas a fazer o seu papel sazonal de virgens ofendidas ? como se também sobre eles não recaíssem pesadas responsabilidades. Falemos de cidadania.
A reacção das pessoas hoje tende para a passividade onde antes se manifestava uma atitude solidária e proactiva. Perante os incêndios, agora, tudo repousa na capacidade de resposta das autoridades. As gentes só se mobilizam quando o incêndio põe em risco os seus próprios interesses. Ainda há poucas décadas, as aldeias mobilizavam-se para combater o fogo que rondava qualquer aldeia vizinha. Assegurava-se assim a reciprocidade.
Todos vamos perdendo os valores da boa vizinhança e é assim no campo como na cidade. Entregamo-nos nas mãos do Estado, seja para combater incêndios, prevenir crimes, matar a fome. Ninguém quer incómodos. Que o digam os muitos que terão visto uma adolescente morrer atropelada, em pleno meio-dia, na rua principal do Laranjeiro. Não estão para se maçar contando o que viram, apesar dos apelos doridos da mãe da vítima.
No fogo, na aflição, ou na dor, voltamos costas. E este é um novo inferno.
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