MIRANDA DO CORVO - Pancadaria termina jogo aos 60 minutos - FUTEBOL
O jogo de apresentação do Mirandense, frente ao Pampilhosa, não chegou ao fim. Cenas de pancadaria terminaram a partida meia-hora mais cedo.
Muita gente se interroga sobre a razão que leva muitas pessoas a, num dia de sol, abdicarem da praia para ver 22 rapazes a correr atrás de uma bola. A resposta é clara: as emoções que o futebol proporcionam. O ser humanos vive e precisa delas, e nada melhor que um jogo de futebol para as fazer despertar.
Todavia, e por muito que custe a muita gente, o futebol é apenas um jogo. Um simples jogo, importante devido à sua popularidade, mas onde não se jogam vidas. E, apesar de nem todos ainda terem percebido (ou outros não os deixam perceber, devido à exagerada importância que lhes dão), os futebolistas são os únicos protagonistas. As emoções são de tal forma fortes que, muitas vezes, o aceitável é ultrapassado e aquilo que não se devia ver num campo de futebol acontece.
O que aconteceu em Miranda do Corvo não foi nada que nunca se tivesse visto mas, como sempre, foi uma vergonha. E, como (quase) sempre acontece nestas situações, no final de tudo aquilo que se viu, pode procurar-se culpados em todo o lado menos naqueles que são, ou deviam ser, os únicos protagonistas: os jogadores. É verdade que o futebol praticado esteve longe de ser de qualidade mas, os constantes nervos, picardias e "bocas", entre dirigentes, árbitros e treinadores são incompreensíveis, para mais num jogo amigável (!?).
No Campo do Mirandense, em Miranda
A 1.ª parte foi jogada a um ritmo lento. O Pampilhosa, privilegiando o futebol jogado de pé para pé, passou a dominar, a partir dos 20 minutos, um jogo até então equilibrado. As constantes trocas de bola confundiam os homens de Miranda a meio?campo e, a capacidade física de Luís Miguel e a velocidade de Pazito criavam grandes dificuldades aos ?centrais? adversários. Aos 24 minutos, Pazito foi lançado, ganhou em velocidade a Paulo Roberto, ainda ?preso? de movimentos, e caiu dentro da área. Toque ou aproveitamento de contacto? O lance levantou dúvidas mas Bebé fez o seu papel e abriu o activo. Viveu?se uma fase de pior qualidade e poucos motivos de interesse. À beira do intervalo, Cortez agarrou uma bola à segunda e, perto dele estava Queirós que caiu. O árbitro descobriu novo penalti e Queirós empatou.
Intervalo foi mau conselheiro
O primeiro "motivo de interesse" da partida ocorreu ao intervalo, com dirigentes dos dois emblemas a envolverem-se em confrontos verbais e físicos e a terem de ser separados por atletas e algumas pessoas mais sensatas.
A 2.ª parte acabou por ser ainda mais "interessante". Foram 15 minutos de mau futebol, com continuadas "bocas" de dirigentes a dirigentes, acerca de assuntos que pouco têm a ver com futebol.
Refira-se, entretanto, que antes do jogo, tinha ficado acordado que, caso algum atleta tivesse uma atitude menos correcta, e para não se estragar o jogo (!), o árbitro pediria a sua substituição ao técnico.
Aos 60 minutos, o árbitro Miguel Costa exigiu, de forma inexplicável, a substituição de Mauro. Amândio Barreiras, farto de alegadas "provocações do trio de arbitragem aos atletas da sua equipa" invadiu o campo para pedir satisfações ao juiz da partida.
Depois do aglomerado de treinadores, jogadores, árbitros e dirigentes, em pleno relvado, num cenário pouco dignificante, o Pampilhosa optou por abandonar a partida e regressar aos balneários - decorria o minuto 60.
Comentários cá do je......
Até parece que estamos no Iraque...
BLOG DAS COISAS QUE DÃO NAS VISTAS..SEM SER A PAISAGEM EM POIARES, MAS TAMBEM NOS ARREDORES.....
segunda-feira, agosto 16, 2004
domingo, agosto 15, 2004
Prata para Portugal nos Jogos Olímpicos - vale a pena recordar aqui
O ciclista Sérgio Paulinho obteve ontem o primeiro grande resultado de Portugal nos Jogos Olímpicos Atenas 2004, ao conquistar a medalha de prata na corrida de ciclismo de estrada, a primeira que a modalidade ganha para Portugal
Num dia marcado pela medalha de prata de Paulinho, as restantes modalidades em acção estiveram bem mais modestas, registando-se já a eliminação de três portugueses
No final de uma desgastante prova de 224,4 quilómetros de corrida, composta por 17 voltas de um circuito de 13,2 quilómetros no centro de Atenas, Sérgio Paulinho confessou que conquistar uma medalha nos Jogos era algo que estava longe do seu horizonte.
O ciclista de Oeiras, de 24 anos, revelou que estava a trabalhar para o seu companheiro Cândido Barbosa, mas o desenrolar da corrida, disputada debaixo de um intenso calor, tudo mudou, tendo em conta que Barbosa abandonou a prova.
Este Sergio Paulinho que quando em miudo vinha passar ferias a Poiares numa das aldeias de tras de serra, trazia a sua bicicleta e subia e descia vezes sem conta a Serra de S.Pedro Dias.
GOIS - Concentração de 20 mil pessoas
Motards dão ?show? em Góis
É ponto assente! A concentração motard de Góis é dos maiores eventos que se realiza em Portugal. O convívio, idêntico, que se realiza em Faro, já foi ultrapassado pelo Góis Moto Clube, reunindo na Quinta do Baião mais de 20 mil pessoas.
sexta-feira, agosto 13, 2004
Motard`s começaram a chegar a Góis ....
Ontem Góis recebeu os primeiros motard´s daquela que é a segunda maior concentração nacional mototurismo. Até domingo prevê-se que um total de 25 mil pessoas se juntem nas margens do Ceira, com um programa que promete não defraudar as expectativas
Começaram a surgir ontem e, ao princípio da tarde o número de motard´s presentes em Góis já rondava um milhar e, até ao final do dia, com a melhoria do tempo que se fez sentir, depois das fortes chuvadas a organização esperava que esse número subisse consideravelmente.
Esperados são 10 mil motard´s e cerca de 15 mil visitantes, naquela que é a segunda maior concentração de mototurismo do país, imediatamente a seguir a Faro.
Em Góis, pelo contrário, o grande atractivo é o contacto directo e estreito com a natureza e esse ?cartão de visita? tem vindo, de ano para ano, a conquistar adeptos, que se deslocam em massa rumo a Góis para três dias de convívio e camaradagem, nas margens do Ceira, e onde também não faltam os grandes nomes da música.
A organização, "tem tudo a postos» e está preparada para receber e acolher da melhor forma a enchente prevista".
Por isso mesmo, e no sentido de que tudo corra da melhor forma, chama atenção para alguns cuidados a ter, até porque se prevê que hoje «ao final da tarde e sábado durante todo o dia, o trânsito de motos seja intenso na Auto Estrada do Norte, em ambos os sentidos, até Coimbra, na Estrada Nacional 17 (Estrada da Beira) ate ao Entroncamento de Poiares.
Romeiros a caminho do Senhor da Serra - Miranda do Corvo
Os romeiros voltam a fazer-se à estrada, rumo ao Santuário do Divino Senhor da Serra, dando corpo a uma tradição de séculos e a uma devoção única em toda a Região das Beiras.
A romaria começa amanhã, dia 14, prolongando-se até ao dia 22, formando uma verdadeira novena em prol da fé e da palavra de Deus
Ao longo de muitos anos foi a romaria por excelência das gentes das Beiras, desde o litoral ao interior. Vindos de todos os pontos, os romeiros subiam ao Santuário, cumpriam as suas promessas, pediam as suas graças e ouviam a palavra de Deus.
Em meados de Agosto a tradição mandava e as multidões arrastavam-se rumo ao Santuário, em terras de Semide, no concelho de Miranda do Corvo. Hoje, a tradição perdeu muito desse antigo brilho, mas mantém-se viva, pela fé dos devotos que, ano após ano, continuam a demandar o Divino Senhor da Serra.
As suas raízes, de acordo com o padre António Pedro,prendem-se com a romaria da Senhora da Boa Morte, ou da Senhora da Assunção, venerada no Mosteiro de Semide. «As pessoas iam ao Convento de Semide, venerar a Senhora da Boa Morte e, aproveitando a deslocação, subiam um pouco mais e deslocavam-se ao Santuário do Senhor da Serra, ao local onde se encontrava a Cruz, considerada milagrosa».
Uma tradição que, remonta há vários séculos, pois muito antes do actual Santuário, obra que data dos princípios do século, já ali se erguia a ermida, cujos registos se perdem no tempo, sendo certas as referências que a ela são feitas por alturas do século XVII.
quinta-feira, agosto 12, 2004
Sinais de Fogo ......
Num espaço de breves dias, a visão e a leitura cruzadas de uma reportagem televisiva e de um artigo de jornal evidenciam, como paradoxo insustentável, a incapacidade escandalosa de evitar a tragédia anualmente repetida dos fogos que vão devastando a floresta portuguesa.
Na televisão, vêem-se uns incrédulos e constrangidos vigilantes florestais a atolarem pequenos automóveis utilitários de características urbanas - de marca Toyota e modelo Yaris, para ser mais preciso - em caminhos improvisados no meio de pinheiros, mato e eucaliptos.
E a lamentarem-se da superior ordem de serviço, em papel escrito e devidamente timbrado numa qualquer tipografia de Lisboa ou arredores, que os aconselha a utilizarem somente percursos alcatroados para não danificar - e já agora também para não sujar - os preciosos veículos destinados à prevenção e detecção de incêndios certamente adquiridos com o dinheiro de todos nós.
Vê-se a reportagem, feita no rescaldo do grande incêndio que assolou o Sotavento algarvio e dificilmente se acredita em tamanha falta de senso e de conhecimentos básicos sobre a melhor forma de detectar um foco de incêndio e combatê-lo prontamente.
Assim, de nada vale elaborar pomposos livros brancos, negros, ou de todas as cores, para diagnosticar o que esteve mal nos anos transactos e deixar tudo como dantes, em anos sucessivos, neste Portugal de cinzas anualmente repetido.
A sensação de incredulidade torna-se ainda maior quando se verifica que, afinal, existem bons exemplos que tardam em reproduzirem-se.
No "DN" da passada segunda-feira, podia ler-se que em Castanheira de Pêra, concelho localizado numa das mais extensas manchas florestais da Europa, apenas arderam este ano uns minúsculos dez metros quadrados, consequência de somente três fogos registados.
Acresce que no ano passado já fora assim, apesar das elevadas temperaturas, do território propenso ao pasto das chamas e dos incendiários que, à falta de melhor explicação, são normalmente atirados para a fogueira dos primeiros responsáveis pelos incêndios de Verão - e que também é suposto existirem nesta parte norte do distrito de Leiria.
Por que será? É que em Castanheira de Pêra, como nos revela a prosa de João Figueira, com quem se partilhou na década de 80 a reportagem de muitos e grandes incêndios que afectaram a zona centro do país, os bombeiros não se limitam a apagar fogos, não ficam especados no quartel à espera que soe o alarme, nem asseguram a prevenção e detecção das chamas munidos de carros mais propícios às ruas de uma qualquer cidade portuguesa.
Tendo em conta que um incêndio, para ser eficazmente controlado, deve ser combatido nos primeiros 20 minutos de propagação, a floresta é permanente vigiada por operacionais que se deslocam de motorizada e que, além do mais, são portadores de material de primeira intervenção: um extintor, uma catana, um abafador, um rádio e um telefone. E, mesmo antes de chegarem os meios pesados de combate, há uma segunda linha de intervenção composta por cinco homens que se fazem deslocar em viaturas equipadas com um pequeno depósito de água (com retardante, ou seja, o mesmo produto que faltou por alegadas razões ambientais nos mais recentes fogos que envolveram meios aéreos...), uma moto-serra, enxadas, e meios de comunicação rádio.
E porque o seguro morreu de velho, os itinerários de vigilância nunca são iguais "e só são conhecidos no momento da partida de cada uma das equipas do quartel de bombeiros".
Dado que a desconcentração anunciada por Santana Lopes ainda não chegou à zona do pinhal centro, e é natural que nunca lá chegue, permita-se uma sugestão aos ministros com responsabilidades nesta área, Daniel Sanches, José Luís Arnaut e Carlos da Costa Neves:
telefonem para os bombeiros de Castanheira de Pêra e perguntem ao comandante Bebiano Rosinha, que há mais de 30 anos combate as chamas na floresta, como é que se faz.
Na televisão, vêem-se uns incrédulos e constrangidos vigilantes florestais a atolarem pequenos automóveis utilitários de características urbanas - de marca Toyota e modelo Yaris, para ser mais preciso - em caminhos improvisados no meio de pinheiros, mato e eucaliptos.
E a lamentarem-se da superior ordem de serviço, em papel escrito e devidamente timbrado numa qualquer tipografia de Lisboa ou arredores, que os aconselha a utilizarem somente percursos alcatroados para não danificar - e já agora também para não sujar - os preciosos veículos destinados à prevenção e detecção de incêndios certamente adquiridos com o dinheiro de todos nós.
Vê-se a reportagem, feita no rescaldo do grande incêndio que assolou o Sotavento algarvio e dificilmente se acredita em tamanha falta de senso e de conhecimentos básicos sobre a melhor forma de detectar um foco de incêndio e combatê-lo prontamente.
Assim, de nada vale elaborar pomposos livros brancos, negros, ou de todas as cores, para diagnosticar o que esteve mal nos anos transactos e deixar tudo como dantes, em anos sucessivos, neste Portugal de cinzas anualmente repetido.
A sensação de incredulidade torna-se ainda maior quando se verifica que, afinal, existem bons exemplos que tardam em reproduzirem-se.
No "DN" da passada segunda-feira, podia ler-se que em Castanheira de Pêra, concelho localizado numa das mais extensas manchas florestais da Europa, apenas arderam este ano uns minúsculos dez metros quadrados, consequência de somente três fogos registados.
Acresce que no ano passado já fora assim, apesar das elevadas temperaturas, do território propenso ao pasto das chamas e dos incendiários que, à falta de melhor explicação, são normalmente atirados para a fogueira dos primeiros responsáveis pelos incêndios de Verão - e que também é suposto existirem nesta parte norte do distrito de Leiria.
Por que será? É que em Castanheira de Pêra, como nos revela a prosa de João Figueira, com quem se partilhou na década de 80 a reportagem de muitos e grandes incêndios que afectaram a zona centro do país, os bombeiros não se limitam a apagar fogos, não ficam especados no quartel à espera que soe o alarme, nem asseguram a prevenção e detecção das chamas munidos de carros mais propícios às ruas de uma qualquer cidade portuguesa.
Tendo em conta que um incêndio, para ser eficazmente controlado, deve ser combatido nos primeiros 20 minutos de propagação, a floresta é permanente vigiada por operacionais que se deslocam de motorizada e que, além do mais, são portadores de material de primeira intervenção: um extintor, uma catana, um abafador, um rádio e um telefone. E, mesmo antes de chegarem os meios pesados de combate, há uma segunda linha de intervenção composta por cinco homens que se fazem deslocar em viaturas equipadas com um pequeno depósito de água (com retardante, ou seja, o mesmo produto que faltou por alegadas razões ambientais nos mais recentes fogos que envolveram meios aéreos...), uma moto-serra, enxadas, e meios de comunicação rádio.
E porque o seguro morreu de velho, os itinerários de vigilância nunca são iguais "e só são conhecidos no momento da partida de cada uma das equipas do quartel de bombeiros".
Dado que a desconcentração anunciada por Santana Lopes ainda não chegou à zona do pinhal centro, e é natural que nunca lá chegue, permita-se uma sugestão aos ministros com responsabilidades nesta área, Daniel Sanches, José Luís Arnaut e Carlos da Costa Neves:
telefonem para os bombeiros de Castanheira de Pêra e perguntem ao comandante Bebiano Rosinha, que há mais de 30 anos combate as chamas na floresta, como é que se faz.
Parques de Campismo prontos no próximo Verão. Será?
Os futuros Parques de Campismo de Poiares, em fase de ideias na cabeça do sr presidente, serão de ?quatro estrelas?, com vistas privilegiadas sobre o rio Mondego, ou sobre o Alva ou sobre a Serra da Atalhada ou sobre a Serra do Carvalho ou sobre a Fraga, assegura a autarquia.
É assim desde há pouco mais de dez anos. Quando chegam a Poiares, os visitantes que vêm de mochila e tenda às costas não têm onde ficar. Tudo porque o parque de campismo, desactivado na cabeça do presidente ? deu lugar a parte das rotundas ?, ainda não encontrou substituto. E só de pensar que já na década de 80 estava projectado um parque de campismo para Poiares!
Hoje, os trabalhos para novas rotundas vão a bom ritmo, segundo dá conta a autarquia, que estima ter os empreendimentos prontos a acolher turistas no próximo Verão para andarem à roda.
Nessa altura, então, já não será permitida a permanência de auto-caravanas no Parque das Medas nem os tractores dos inimigos do presidente atravessarem a vila para não sujarem a calçada.
Já viram esta? Numa vila tipicamente rural é proibido o seu atravessamento por tractores agricolas. Se calhar os jipes Ifadapesinhos ou agrisinhos iguais ao do presidentesinho ja podemsinho atrvessarsinho a vilasinha.
A bem da limpezazinha.
Isto não lembra ao carecazinho nem ao barbazinho.
Quem não é por mim é contra mim. Alguem havia de marrar com os tractores.
É assim desde há pouco mais de dez anos. Quando chegam a Poiares, os visitantes que vêm de mochila e tenda às costas não têm onde ficar. Tudo porque o parque de campismo, desactivado na cabeça do presidente ? deu lugar a parte das rotundas ?, ainda não encontrou substituto. E só de pensar que já na década de 80 estava projectado um parque de campismo para Poiares!
Hoje, os trabalhos para novas rotundas vão a bom ritmo, segundo dá conta a autarquia, que estima ter os empreendimentos prontos a acolher turistas no próximo Verão para andarem à roda.
Nessa altura, então, já não será permitida a permanência de auto-caravanas no Parque das Medas nem os tractores dos inimigos do presidente atravessarem a vila para não sujarem a calçada.
Já viram esta? Numa vila tipicamente rural é proibido o seu atravessamento por tractores agricolas. Se calhar os jipes Ifadapesinhos ou agrisinhos iguais ao do presidentesinho ja podemsinho atrvessarsinho a vilasinha.
A bem da limpezazinha.
Isto não lembra ao carecazinho nem ao barbazinho.
Quem não é por mim é contra mim. Alguem havia de marrar com os tractores.
quarta-feira, agosto 11, 2004
Góis presta homenagem a figuras ilustres da terra
No Dia do Município , dia 13, a autarquia de Góis vai distinguir um conjunto de figuras da terra, personalidades que se distinguiram, nos mais variados sectores, a quem a Câmara Municipal quis publicamente render homenagem.
Um conjunto de de figuras ilustres da terra, que vão ser distinguidas com a atribuição da Medalha de Mérito do Município.
A autarquia, liderada por José Girão Vitorino, quis também reconhecer o trabalho de um grupo de funcionários, que dedicaram a sua vida ao município e se encontram actualmente em situação de reforma. A cerimónia está marcada para as 10h30, no auditório da Casa do Artista.
Branca Estevão Carrito Ascensão Cabeças é uma das personalidades que vai ser homenageada com a Medalha de Mérito do Município de Góis.
José António Pereira de Carvalho é outro dos homenageados que, no dia 13, vai receber a Medalha de Mérito Municipal.
António Lopes Machado, considerado "uma referência do regionalismo da Beira Serra".
João Henrique Bandeira Paixão, um nome que, também ele, é uma referência em Góis e no país, pelas responsabilidades acrescidas que, desde há muito, acarinha em prol do motociclismo.
A título póstumo, a Medalha de Mérito do Município vai ser entregue aos familiares da enfermeira Fátima de Jesus Neves, uma figura que sempre mereceu o melhor carinho à população.
A Câmara Municipal vai, também, distinguir, pela primeira vez, os funcionários que, ao longo da vida, dedicaram os seus melhores anos ao município e se reformaram nos últimos anos, ou seja, desde 2000.
São eles: Alfredo Garcia, António Simões, António Marques, Alcino Marques, Armindo Neves, Celestino Nunes, Fernando Gomes, Fernando Duarte, Francisco Gomes, Humberto Alves, José Bandeira, José Neves, José Martins, Manuel Ribeiro, Manuel das Neves, Marília Gabriela Barata, Raul Neves e Victor Martins.
Na Lousã - Guerra às acácias
A Irmandade da Senhora da Piedade e a Associação Florestal do Pinhal da Lousã tem em mãos um projecto para acabar com a proliferação das acácias na zona envolvente ao santuário. O objectivo é substitui-las por espécies folhosas, como o carvalho, o sobreiro e o castanheiro.
Estão a elaborar um projecto de reflorestação da área circundante à ermida que será candidatado ao programa comunitário Agro.
Segundo o engenheiro Ricardo Fernandes, da Aflopinhal, a candidatura prevê a intervenção em duas fases numa área de 10 hectares, propriedade da Irmandade da Senhora da Piedade, no espaço sobranceiro à zona turística do concelho.
O objectivo é eliminar e erradicar as acácias e diminuir o risco de incêndio florestal naquela zona histórica e de grande interesse turístico e substitui-las por espécies autóctones de modo a aumentar a beleza do local e a resistência aos incêndios.Actualmente aquela área está impregnada de acácias depois do incêndio que ocorreu em 1998.
O projecto, que estará concluído em Outubro, irá desenrolar-se num horizonte temporal de cinco anos.Serão também limpos todos os circuitos do santuário e os caminhos pedestres existentes que ligavam as aldeias serranas à vila da Lousã.
Os antigos caminhos serão recuperados para que possam ser utilizados pelos grupos de caminhantes que existem no concelho.
A encosta da Senhora da Piedade é o ex-libris da Lousã, com a ermida, as piscinas naturais do Burgo e o castelo, sendo anualmente visitada por milhares de turistas.
Comentarios cá do je.....
E em Poiares ?....parece que o ex-libris é a rotunda da tabuletas cheia de mato.
Turismo?....não é com o sr presidente democraticamente eleito pelo povo.
É uma pena que em Poiares não haja iniciativas destas.Não havera gente que saiba ler e escrever? ou so haverá um que mal sabe ler e escrever e que de paleio tem muito.
terça-feira, agosto 10, 2004
E a Pampilhosa ali tão longe....Um exemplo a seguir
Aldeia do Pessegueiro dinamiza juventude
Por iniciativa da Junta de Freguesia de Pessegueiro, no concelho da Pampilhosa da Serra, a iniciativa ?Serra Jovem?, com um programa dirigido aos mais novos, vai certamente dar outro dinamismo não só a esta aldeia como a todo o concelho Pampilhosense
?Serra Jovem?, esta é a denominação de um programa a ter lugar na freguesia de Pessegueiro e na vila da Pampilhosa da Serra nos dias 17 18 e 19 de Agosto que certamente vem contrariar a ideia de que o interior do país está desertificado e consequentemente com poucos Jovens. Pelo menos é o que a organização do evento (Junta de Freguesia de Pessegueiro) pretende mostrar.
Por vezes existe a ideia que os concelhos do interior do país estão desabitados com poucos jovens e muitos seniores e aqui a ideia é provar às pessoas que ainda vamos tendo bastantes jovens no nosso concelho e se conseguem fazer eventos diferentes e vocacionados para a juventude.
A juntar a estes dias de festa está uma infra-estrutura que certamente se vai tornar numa mais valia neste programa, um parque fluvial inaugurado recentemente em Pessegueiro.
Tratou-se do aproveitamento do rio que passa nesta localidade para os banhistas poderem dar um mergulho, iniciativa que rapidamente começou a ganhar outros contornos. O Presidente da Junta, Jorge Custódio revela que todo o espaço envolvente a esta represa foi relvado, e que foi feita "uma piscina para crianças, um parque infantil, recuperámos um antigo lagar que estava em ruínas e não só o colocamos a funcionar para fazer dele um museu vivo onde as pessoas podem ver como se fazia o azeite como tentámos rentabilizar o espaço transformando o lagar num bar", disse aquele responsável acrescentando que para além disso foram inaugurados há relativamente pouco tempo dois bungalows.
Infra-estrutura que já começa a dar os seus frutos: "Neste momento estão a vir mais pessoas ao Pessegueiro, temos recebido algumas centenas diariamente" referiu o autarca sublinhando que num sítio escondido como este "é um facto muito importante".
Comentários cá do je......
Em Poiares nada disto se faz. Talvez mais uma rotunda.
As Juntas tambem nada podem fazer. O Presidente não deixa.
Por iniciativa da Junta de Freguesia de Pessegueiro, no concelho da Pampilhosa da Serra, a iniciativa ?Serra Jovem?, com um programa dirigido aos mais novos, vai certamente dar outro dinamismo não só a esta aldeia como a todo o concelho Pampilhosense
?Serra Jovem?, esta é a denominação de um programa a ter lugar na freguesia de Pessegueiro e na vila da Pampilhosa da Serra nos dias 17 18 e 19 de Agosto que certamente vem contrariar a ideia de que o interior do país está desertificado e consequentemente com poucos Jovens. Pelo menos é o que a organização do evento (Junta de Freguesia de Pessegueiro) pretende mostrar.
Por vezes existe a ideia que os concelhos do interior do país estão desabitados com poucos jovens e muitos seniores e aqui a ideia é provar às pessoas que ainda vamos tendo bastantes jovens no nosso concelho e se conseguem fazer eventos diferentes e vocacionados para a juventude.
A juntar a estes dias de festa está uma infra-estrutura que certamente se vai tornar numa mais valia neste programa, um parque fluvial inaugurado recentemente em Pessegueiro.
Tratou-se do aproveitamento do rio que passa nesta localidade para os banhistas poderem dar um mergulho, iniciativa que rapidamente começou a ganhar outros contornos. O Presidente da Junta, Jorge Custódio revela que todo o espaço envolvente a esta represa foi relvado, e que foi feita "uma piscina para crianças, um parque infantil, recuperámos um antigo lagar que estava em ruínas e não só o colocamos a funcionar para fazer dele um museu vivo onde as pessoas podem ver como se fazia o azeite como tentámos rentabilizar o espaço transformando o lagar num bar", disse aquele responsável acrescentando que para além disso foram inaugurados há relativamente pouco tempo dois bungalows.
Infra-estrutura que já começa a dar os seus frutos: "Neste momento estão a vir mais pessoas ao Pessegueiro, temos recebido algumas centenas diariamente" referiu o autarca sublinhando que num sítio escondido como este "é um facto muito importante".
Comentários cá do je......
Em Poiares nada disto se faz. Talvez mais uma rotunda.
As Juntas tambem nada podem fazer. O Presidente não deixa.
segunda-feira, agosto 09, 2004
Milhares de motociclistas a caminho de Góis
A tradição impõe-se e Góis volta a afirmar-se como ?capital motard? da Região Centro.A 11ª Concentração de Mototurismo, a realizar entre os dias 12 e 15 deste mês. A organização, a cargo do Góis Moto Clube, espera milhares de visitantes
Com o lema "óis... tá-se bem" o Góis Moto Clube prepara-se para receber cerca de 25 mil visitantes, entre os quais 10 mil motard´s
«O evento demonstrou durante vários anos uma invulgar capacidade de crescimento, sem nunca ter recorrido a fórmulas exaustivas» dos «ousados shows de strep-tease» ou aos «arriscados malabarismo motociclistas» que estão ?fora de circuito? na concentração de Góis.
Em contrapartida, a "capital do Ceira"oferece outros atractivos e serão, decerto, estes que têm vindo a cativar, de forma crescente e duradoura, os amantes da natureza e do motociclismo.
Com efeito, «a fórmula do sucesso da concentração de Góis sempre foi o convívio, o reencontro com a verdadeira identidade motociclista, a pacatez da terra, a frescura do rio Ceira e o admirável facto de a população local aumentar cerca de 10 vezes durante a concentração, mantendo-se sempre hospitaleira e participativa na festa».
Contando com o apoio da Câmara Municipal de Góis, ADIBER, Governo Civil de Coimbra, Guarda Nacional Republicana, Bombeiros Voluntários, Administração Regional de Saúde do Centro, entre várias entidades e empresas, a organização tem vindo, ao longo dos últimos meses a preparar ao pormenor o encontro.
«Este é um evento com uma máquina organizativa grandiosa e a sua realização é encarada com o maior empenho», afirma o Góis Moto Clube.
Animação que promete
No programa de animação, destacam-se as presenças em palco das bandas Íris, Banda Eva, Jorge Palma e Xutos & Pontapés, entre outras.
No sábado, as atenções centram-se no Encontro Nacional de Mini-Hondas no qual as pequenas motos são as grande vedetas.
A novidade deste ano é a realização de um rali-paper, que precede o tradicional desfile pela vila de Góis. Também no sábado decorre a quarta edição do ?Bike show?, uma mostra de motos transformadas e pintadas, que faz as delícias dos apreciadores destas máquinas ?revolucionárias?.
Mas há «outros motivos de interesse», como seja passeios de helicóptero, desportos radicais, a habitual feira, música alternativa, os roteiros turísticos, que oferecem a possibilidade de conhecer os concelhos de Góis, Arganil, Pampilhosa da Serra e Lousã, e o Rio Ceira que «com a sua frescura e belas margens faz um convite para refrescar e preparar forças para a diversão», sem esquecer as tasquinhas que, no interior do recinto, permitem apreciar a vasta e variada gastronomia beirã.
domingo, agosto 08, 2004
Góis está imparável....e inaugura praias fluviais
O concelho de Góis é, cada vez mais, procurado por turistas nacionais e estrangeiros. Principalmente os que gostam de montanha, pinhal e águas límpidas. A partir de agora os amantes da natureza têm mais duas alternativas. As Praias Fluviais de Canaveias e Pêgo Escuro inauguradas no fim de semana.
Se Vila Nova de Poiares e Miranda do Corvo se matam e esfolam pelo título de "capitais da chanfana", cujos animais nem se vislumbram nas serras e são feitas de carnes importadas da America do Sul ...... Góis não tem problemas em afirmar-se com toda a sustentabilidade, como capital nacional de turismo de montanha e pinhal.
Cada vez com mais autoridade, face ao fluxo de turistas, nacionais e estrangeiros, que todos os anos por esta altura afluem ao concelho, na procura do remanso do Vale do Ceira.
Atenta a este fenómeno turístico, a autarquia goiense não descura o aproveitamento dos espaços naturais existentes e, inaugura assim mais duas Praias Fluviais elevando para sete o número destes espaços de lazer.
A primeira, foi totalmente requalificada no final do Verão passado e entregue a concessão à Comissão de Melhoramentos Amigos da Várzea Pequena «há cerca de um mês» que,se encarrega de zelar pelo espaço, fazer limpezas e dotar a área «de infra-estruturas de apoio e de bons acessos». Desde então tem sido «altamente concorrida», não só pela juventude da terra, «mas também por muitos turistas».
A segunda,recentemente concluídas as obras de requalificação, foi concessionada a um jovem natural de Góis, esta praia que se situa na zona histórica da vila, está junto à Casa do Moleiro, «totalmente requalificada, com o moinho a funcionar e que funciona como um pólo turístico», onde a qualidade da água é, da melhor que há.
Comentários cá do je......
Isto é que é serviço.
E Poiares o que vai inaugurar?....talvez mais uma rotunda daquelas esquisitas .
E por falar nisso, quando é que volta a ser inaugurada a Piscina da Fraga?
Pensavamos que era inaugurada todos os anos.
Deus dá as nozes a quem não tem dentes....
Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão......
Triste de quem mete peleiros e sarreiros nos poleiros......
sexta-feira, agosto 06, 2004
POIARES ? A fé e a festa da Senhora das Necessidades
No segundo fim?de?semana de Agosto não há quem não cumpra promessas, não renove a sua fé e não festeje a Senhora das Necessidades.
Pelo 105º ano, a Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades, Instituição Particular de Solidariedade Social, organiza, no segundo domingo do mês de Agosto, as festas em honra da padroeira do concelho, Nossa Senhora das Necessidades.
A Festa começa este fim de semana e termina na segunda?feira.
Com o patrocínio da Câmara Municipal de Poiares, o programa dos festejos é rico e variado. Durante os três dias, decorre a quermesse, que oferece valiosos prémios, e estão à disposição dos visitantes várias actividades, como pistas de automóveis ou ainda carrósseis, nos quais poderá gastar todas as suas energias, recuperando?as rapidamente nas tendas de farturas ou de pão com chouriço.
Este ano as festas contam com a participação de artistas que animarão as noites de Verão e de festa, com nomes como ?Toy?, o artista que hoje pisa o palco, ?Bonga?, que actua amanhã, dia do grandioso fogo de artifício, e ?Nel Monteiro? que encerra os festejos, na segunda?feira.
Os actos de devoção a Nossa Senhora das Necessidades são uma parte muito importante nestes festejos. Todos os dias há missa na Capela de Nossa Senhora das Necessidades, mas o provedor da Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades, confessa que o auge da festa religiosa são a missa solene, no domingo, às 17H00, e a procissão.
A procissão, que percorrerá o itinerário habitual, será composta pelas figuras dos dos santos das igrejas e capelas do concelho, pelas Filarmónicas Fraternidade Poiarense e Santanense, pelo agrupamento 711 dos escuteiros e orientada pelo corpo de bombeiros voluntários.
Ponto de encontro
Estas festas do concelho são muito antigas e já foram, há alguns anos atrás, a segunda festa mais importante do distrito, logo a seguir às festas de Coimbra, em honra da Rainha Santa. José Pedroso Carvalho confessa que os festejos têm vindo a perder um pouco do seu brilho, mas continuam a ser um grande arraial, um ponto de reunião para os poiarenses e para os muitos amigos ou familiares que estão pelo país ou estrangeiro e, nesta altura, voltam à terra natal.
Uma parte das receitas recolhidas é destinada ao lar de idosos, dirigido pela Irmandade. José Pedroso Carvalho conta que a instituição existe há 105 anos e que na sua criação recusou a denominação de Santa Casa da Misericórdia, ?apenas e só por causa da cor da opa preta?.
Em prol dos necessitados e à espera da abertura do hospital de beneficiência
Quando a Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades foi criada, a santa já era padroeira do concelho, e foi por isso que a instituição optou por essa denominação.
O Provedor José Pedroso Carvalho explica que a fé em torno da santa nasceu há muito tempo, quando um grupo de poiarenses, radicado no Brasil, ambicionou construir um hospital, em Vila Nova de Poiares, para ajudar os necessitados.
Construído o hospital, o grupo decidiu erigir uma capela com a imagem de Nossa Senhora das Necessidades, para garantir a recolha de fundos, gerados pelas promessas e, desta forma, poder ajudar o hospital nas despesas.
Hoje em dia, o Hospital de Beneficência Poiarense ainda existe mas encontra?se encerrado.
Vila Nova de Poiares está à espera da autorização da tutela para poder abrir de novo a unidade.
O Hospital de Beneficência Poiarense - Unidade de Cuidados Continuados está renovado, equipado e pronto para abrir de portas ao serviço da saúde dos Poiarenses, assim chegue a luz verde das entidades competentes.
Comentarios cá do je......
Então e o que falta? Porque não pedem ao Presidente da Câmara?
Há tantos anos que ele é presidente e será que não consegue nada para o Hospital?
Mas ele é tão boa pessoa e tem cara de benemerito.
Será que se terá ainda de pedir aos emigrantes?
Pelo 105º ano, a Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades, Instituição Particular de Solidariedade Social, organiza, no segundo domingo do mês de Agosto, as festas em honra da padroeira do concelho, Nossa Senhora das Necessidades.
A Festa começa este fim de semana e termina na segunda?feira.
Com o patrocínio da Câmara Municipal de Poiares, o programa dos festejos é rico e variado. Durante os três dias, decorre a quermesse, que oferece valiosos prémios, e estão à disposição dos visitantes várias actividades, como pistas de automóveis ou ainda carrósseis, nos quais poderá gastar todas as suas energias, recuperando?as rapidamente nas tendas de farturas ou de pão com chouriço.
Este ano as festas contam com a participação de artistas que animarão as noites de Verão e de festa, com nomes como ?Toy?, o artista que hoje pisa o palco, ?Bonga?, que actua amanhã, dia do grandioso fogo de artifício, e ?Nel Monteiro? que encerra os festejos, na segunda?feira.
Os actos de devoção a Nossa Senhora das Necessidades são uma parte muito importante nestes festejos. Todos os dias há missa na Capela de Nossa Senhora das Necessidades, mas o provedor da Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades, confessa que o auge da festa religiosa são a missa solene, no domingo, às 17H00, e a procissão.
A procissão, que percorrerá o itinerário habitual, será composta pelas figuras dos dos santos das igrejas e capelas do concelho, pelas Filarmónicas Fraternidade Poiarense e Santanense, pelo agrupamento 711 dos escuteiros e orientada pelo corpo de bombeiros voluntários.
Ponto de encontro
Estas festas do concelho são muito antigas e já foram, há alguns anos atrás, a segunda festa mais importante do distrito, logo a seguir às festas de Coimbra, em honra da Rainha Santa. José Pedroso Carvalho confessa que os festejos têm vindo a perder um pouco do seu brilho, mas continuam a ser um grande arraial, um ponto de reunião para os poiarenses e para os muitos amigos ou familiares que estão pelo país ou estrangeiro e, nesta altura, voltam à terra natal.
Uma parte das receitas recolhidas é destinada ao lar de idosos, dirigido pela Irmandade. José Pedroso Carvalho conta que a instituição existe há 105 anos e que na sua criação recusou a denominação de Santa Casa da Misericórdia, ?apenas e só por causa da cor da opa preta?.
Em prol dos necessitados e à espera da abertura do hospital de beneficiência
Quando a Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades foi criada, a santa já era padroeira do concelho, e foi por isso que a instituição optou por essa denominação.
O Provedor José Pedroso Carvalho explica que a fé em torno da santa nasceu há muito tempo, quando um grupo de poiarenses, radicado no Brasil, ambicionou construir um hospital, em Vila Nova de Poiares, para ajudar os necessitados.
Construído o hospital, o grupo decidiu erigir uma capela com a imagem de Nossa Senhora das Necessidades, para garantir a recolha de fundos, gerados pelas promessas e, desta forma, poder ajudar o hospital nas despesas.
Hoje em dia, o Hospital de Beneficência Poiarense ainda existe mas encontra?se encerrado.
Vila Nova de Poiares está à espera da autorização da tutela para poder abrir de novo a unidade.
O Hospital de Beneficência Poiarense - Unidade de Cuidados Continuados está renovado, equipado e pronto para abrir de portas ao serviço da saúde dos Poiarenses, assim chegue a luz verde das entidades competentes.
Comentarios cá do je......
Então e o que falta? Porque não pedem ao Presidente da Câmara?
Há tantos anos que ele é presidente e será que não consegue nada para o Hospital?
Mas ele é tão boa pessoa e tem cara de benemerito.
Será que se terá ainda de pedir aos emigrantes?
quarta-feira, agosto 04, 2004
Tempo de Cinzas
Em tempo de cinzas, haverá lugar à esperança de evitar danos piores?
Foi tudo demasiado intenso, demasiado rápido, demasiado previsível. Como a ira dos vulcões, que de súbito tudo arrasam à sua volta para logo voltar à quietude de séculos, as chamas varreram o país em parcelas de norte a sul, provocando numa única semana uma onda de alarme generalizado e de prejuízos ainda por avaliar na sua totalidade.
Repetiu-se o que ninguém queria ver repetido e, no entanto, parece que pouco ou nada mudou. Há incendiários, confirma-se (este ano já foram detidos 33 suspeitos de fogo posto), mas há também uma inconcebível displicência no modo como tudo se arrasta.
Um exemplo: desde 1996 que se previa a criação de um Fundo Florestal Permanente que custeasse acções (como fogos controlados, por exemplo) destinadas a minimizar o risco de incêndios. Passaram-se anos e muitos hectares ardidos até que, por pressão da intolerável tragédia do ano passado, ele lá arrancou. Ou melhor: arrancou a sigla, porque apesar de criado em Março o seu programa só se tornou oficial, com publicação no "Diário da República", na sexta-feira passada dia 30 de Julho.
Mesmo a tempo de contemplar os incêndios... do ano que vem! Agora, sim, que arderam muito mais dos nossos preciosos hectares e que no Algarve, por exemplo, se consumou uma terrível catástrofe ambiental ("um ecossistema riquíssimo em termos de flora e fauna está reduzido a cinzas", agora podem finalmente reunir-se as comissões que não se reuniram, fazer-se os planos que não se fizeram, estudar-se os erros cometidos que ninguém quer voltar a cometer e que, por inexplicável maldição, aqui e ali se repetem.
Isto quer dizer que nada se fez? Seria injusto dizê-lo. O Governo, por exemplo, garante que investiu quatro vezes mais em prevenção e vigilância do que em 2003 (88 milhões contra 21 milhões de euros).
No entanto, o número de incêndios duplicou: 8860 em Julho de 2004 contra 4239 no mesmo mês do ano passado. É concebível? De modo algum, apesar das desculpas que fornecem os termómetros.
Algo não funciona e é preciso, rapidamente, determinar o quê. Apontar e corrigir os erros. Para que, além dos lamentos e da penosa inventariação dos danos se possa dizer que Portugal aprendeu a enfrentar os incêndios e não a chorá-los, pagando com dinheiro, mais ou menos fácil, o que não tem preço: a nossa floresta.
Foi tudo demasiado intenso, demasiado rápido, demasiado previsível. Como a ira dos vulcões, que de súbito tudo arrasam à sua volta para logo voltar à quietude de séculos, as chamas varreram o país em parcelas de norte a sul, provocando numa única semana uma onda de alarme generalizado e de prejuízos ainda por avaliar na sua totalidade.
Repetiu-se o que ninguém queria ver repetido e, no entanto, parece que pouco ou nada mudou. Há incendiários, confirma-se (este ano já foram detidos 33 suspeitos de fogo posto), mas há também uma inconcebível displicência no modo como tudo se arrasta.
Um exemplo: desde 1996 que se previa a criação de um Fundo Florestal Permanente que custeasse acções (como fogos controlados, por exemplo) destinadas a minimizar o risco de incêndios. Passaram-se anos e muitos hectares ardidos até que, por pressão da intolerável tragédia do ano passado, ele lá arrancou. Ou melhor: arrancou a sigla, porque apesar de criado em Março o seu programa só se tornou oficial, com publicação no "Diário da República", na sexta-feira passada dia 30 de Julho.
Mesmo a tempo de contemplar os incêndios... do ano que vem! Agora, sim, que arderam muito mais dos nossos preciosos hectares e que no Algarve, por exemplo, se consumou uma terrível catástrofe ambiental ("um ecossistema riquíssimo em termos de flora e fauna está reduzido a cinzas", agora podem finalmente reunir-se as comissões que não se reuniram, fazer-se os planos que não se fizeram, estudar-se os erros cometidos que ninguém quer voltar a cometer e que, por inexplicável maldição, aqui e ali se repetem.
Isto quer dizer que nada se fez? Seria injusto dizê-lo. O Governo, por exemplo, garante que investiu quatro vezes mais em prevenção e vigilância do que em 2003 (88 milhões contra 21 milhões de euros).
No entanto, o número de incêndios duplicou: 8860 em Julho de 2004 contra 4239 no mesmo mês do ano passado. É concebível? De modo algum, apesar das desculpas que fornecem os termómetros.
Algo não funciona e é preciso, rapidamente, determinar o quê. Apontar e corrigir os erros. Para que, além dos lamentos e da penosa inventariação dos danos se possa dizer que Portugal aprendeu a enfrentar os incêndios e não a chorá-los, pagando com dinheiro, mais ou menos fácil, o que não tem preço: a nossa floresta.
terça-feira, agosto 03, 2004
Espécies da floresta não estão adaptadas ao clima
Poucos acessos e poucos pontos de água nas matas dificultam os bombeiros no combate aos incêndios. O dedo é apontado à falta de ordenamento das autarquias, mas estas, por sua vez, responsabilizam o Estado por não cumprir com as suas obrigações. Uma má gestão florestal, em que as espécies arbóreas não estão adaptadas ao nosso clima é também referenciada como estando na origem de grandes incêndios.
Mais de metade da nossa tem um risco de incêndio elevado ou muito elevado, segundo uma cartografia distribuída a todas as autarquias e corporações de bombeiros da região.
«Devia ser feito aquilo que é obrigação das autarquias. As nossas máquinas deviam andar a limpar todos os caminhos florestais e os acessos às povoações, deviam algumas zonas ser dotadas com pontos de água...».«Os privados, não se podem substituir ao que é da competência das autarquias e do Estado (secretaria de Estado e direcção-geral) na limpeza dos matos à beira dos caminhos».
«Sabemos que somos um município de risco e para o minimizar a enorme quantidade de estradas e caminhos deviam ter sido este ano renovados e limpos a exemplo de outros minicipios.
« O problema que se passa e que se deixou criar por total desleixo no novo progresso, é que a nossa floresta não está adaptada ao clima que temos e existem novas classes enriquecidas com a industria do fogo».
«As nossas matas que não são florestas têm muito pinheiro e eucalipto .....e o crime compensa.
É na falta de acessos e na falta de limpeza e ordenamento das matas que os soldados da paz encontram as maiores dificuldades no combate às chamas. «Muitas vezes falam nos meios que os bombeiros possuem ou não, na sua formação, mas esquecem-se que tudo deve começar na prevenção». É por isso que reclamam, por parte das autarquias, uma maior sensibilidade para a estas questões.
Houve alguem que disse...
«Nós costumamos fazer planos de intervenção municipal mas este ano, por exemplo, não apresentamos nenhum porque só agora está a ser trabalhado. O que se passa é que com a extinção das comissões especializadas de fogos florestais (ceff) e a introdução das comissões municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, cuja lei foi aprovada recentemente, só agora é que se está a avançar nesta matéria».
Mais de metade da nossa tem um risco de incêndio elevado ou muito elevado, segundo uma cartografia distribuída a todas as autarquias e corporações de bombeiros da região.
«Devia ser feito aquilo que é obrigação das autarquias. As nossas máquinas deviam andar a limpar todos os caminhos florestais e os acessos às povoações, deviam algumas zonas ser dotadas com pontos de água...».«Os privados, não se podem substituir ao que é da competência das autarquias e do Estado (secretaria de Estado e direcção-geral) na limpeza dos matos à beira dos caminhos».
«Sabemos que somos um município de risco e para o minimizar a enorme quantidade de estradas e caminhos deviam ter sido este ano renovados e limpos a exemplo de outros minicipios.
« O problema que se passa e que se deixou criar por total desleixo no novo progresso, é que a nossa floresta não está adaptada ao clima que temos e existem novas classes enriquecidas com a industria do fogo».
«As nossas matas que não são florestas têm muito pinheiro e eucalipto .....e o crime compensa.
É na falta de acessos e na falta de limpeza e ordenamento das matas que os soldados da paz encontram as maiores dificuldades no combate às chamas. «Muitas vezes falam nos meios que os bombeiros possuem ou não, na sua formação, mas esquecem-se que tudo deve começar na prevenção». É por isso que reclamam, por parte das autarquias, uma maior sensibilidade para a estas questões.
Houve alguem que disse...
«Nós costumamos fazer planos de intervenção municipal mas este ano, por exemplo, não apresentamos nenhum porque só agora está a ser trabalhado. O que se passa é que com a extinção das comissões especializadas de fogos florestais (ceff) e a introdução das comissões municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios, cuja lei foi aprovada recentemente, só agora é que se está a avançar nesta matéria».
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