Vinte e sete plantas de cannabis, cada uma com cerca de três metros de altura, foram apreendidas pela GNR da Lousã e o alegado proprietário detido pelas autoridades, anunciou aquela força policial.
As plantas encontravam-se em quatro terrenos diferentes da freguesia de Cadafaz, concelho de Góis, tendo sido apreendidas na sequência de uma operação levada a cabo sábado pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR da Lousã.
Na ocasião foi detido um indivíduo de 25 anos, sem profissão conhecida, alegado proprietário da droga.
Em declarações ontem à Agência Lusa, Albino Tavares, comandante do destacamento territorial da GNR da Lousã, afirmou que o indivíduo «andava a ser vigiado há cerca de dois meses, a partir da altura em que fomos alertados para a existência de uma das quatro plantações de cannabis» que acabaram por ser descobertas.
As operações de vigilância levaram mesmo os agentes da GNR a percorrer «vários quilómetros, por caminhos onde só é possível andar a pé», explicou.
«Estas plantações existiam perto de linhas de água, necessária às plantas, em locais de acesso particularmente difícil.
Para chegar a uma delas até era preciso percorrer um caminho tipo túnel através de um silvado», acrescentou o capitão Tavares.
O alegado proprietário da droga «que se deslocava às plantações com alguma frequência» acabou por ser detido na noite de sábado, cerca das 22h30, quando se encontrava na companhia de uma cidadã estrangeira «aparentemente não relacionada com o caso», disse o responsável da GNR.
Presente a tribunal, o indivíduo foi posto em liberdade com termo de identidade e residência.
BLOG DAS COISAS QUE DÃO NAS VISTAS..SEM SER A PAISAGEM EM POIARES, MAS TAMBEM NOS ARREDORES.....
segunda-feira, agosto 23, 2004
Senhor da Serra - Santuário reclama melhores condições
Para cumprir uma promessa, por fé e devoção, ou simplesmente porque já se tornou um hábito,milhares de romeiros estiveram ontem no Santuário do Divino Senhor da Serra, em Semide, cumprindo mais um ano de tradição naquela que é a única romaria da região das Beiras dedicada a Cristo Crucificado.
A antiga ermida do Senhor da Serra, hoje imponente Santuário, esteve ontem mergulhada em fé e devoção. Milhares de romeiros fizeram-se à estrada para pagarem as suas promessas e ouviram a palavra de Deus. A romaria perdeu um pouco o brilho de outros tempos, mas a verdade é que os romeiros continuam, em massa, a irem ao Senhor da Serra.
Acendendo uma vela ou percorrendo a passadeira de mármore de joelhos, muitas são as formas de pagar promessas e agradecer a Deus.
«Voltei com um familiar para pagar uma promessa. Vim por fé, porque se não tivesse fé não valia a pena vir cá»
Para o padre António Pedro, esta é uma romaria «altamente tradicional», «tipicamente das Beiras». A «filha do Convento de Semide», como designou esta romaria, é «popular, de gente simples, gente boa, gente de fé que sente necessidade de caminhar para Deus e para a verdade.
A tradição mantém-se, mas a verdade é que a romaria já não é o que era.
«Uma romaria incluía sempre uma caminhada espiritual. Eram nove dias (uma novena) em que as pessoas se juntavam».
Hoje já não é assim, mas o padre lá vai dizendo que «ainda se mantêm alguns traços de divertimento próprio das romarias».
O Santuário foi pequeno para acolher todos aqueles que quiseram assistir à eucaristia, por isso, para muitos a solução foi esperar pelo fim das celebrações e visitar então o interior do Santuário. En
Entretanto, no exterior, a pequena capela onde está Cristo carregando a cruz, foi local de passagem para muitos fiéis.
A falta de espaço é, de resto, um problema que o Padre António Pedro não hesita em criticar. «Há falta de espaços de estar, de divertimento, falta de espaços para criar o espírito da reunião entre os romeiros», alertou. O pároco lembra também os maus acessos, feitos apenas por uma pequena estrada, que nesta altura é rapidamente congestionada.
Tudo isto num Santuário que afirma estar esquecido pelas Beiras. «Esta romaria não tem condições para ser uma grande romaria das Beiras. Era bom que se interessassem pelos acessos, pelo acolhimento das pessoas. Era bom para as Beiras», afirmou, salientando que esta é uma romaria que atrai, desde há séculos, milhares de romeiros vindos de vários pontos do país.
O Santuário do Divino Senhor da Serra data do século XVII e tem as suas origens no Mosteiro de Santa Maria de Semide e nas festas da senhora da Boa Morte.
No actual Santuário existiu uma cruz de Cristo crucificado, pertença do Mosteiro, onde as monjas mandaram erguer uma pequena ermida. Posteriormente foi construída uma hospedaria e o actual Santuário. Ontem foi inaugurada a hospedaria principal, um espaço de apoio aos romeiros.
domingo, agosto 22, 2004
Trágica madrugada em Vale de Vaz - POIARES
Acidente causa uma morte e seis feridos em Vale Vaz (Poiares)
Férias trágicas para jovem de 19 anos
A tarde tinha sido de diversão, mas a madrugada foi trágica para um grupo de amigos de Poiares. Uma estranha colisão entre duas viaturas ligeiras em Vale Vaz (Poiares) vitimou uma jovem de 19 anos, residente na Ericeira, que aproveitou as férias de Verão para matar saudades de familiares e amigos. Do acidente resultaram ainda seis feridos
Um morto e seis feridos, quatro deles com gravidade, com idades entre os 15 e os 30 anos, é o balanço de um acidente ocorrido ontem de madrugada, cerca da 1h30, na Estrada Nacional 17 (Estrada da Beira) na povoação de Vale Vaz, Vila Nova de Poiares. A vítima mortal, Paula Margarida Serafim, tinha 19 anos e residia na Ericeira, encontrando-se a passar férias com familiares em Poiares.
A jovem era uma das seis ocupantes de uma das duas viaturas acidentadas (um Subaru), que, segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares, ficou irreconhecível. Na «amálgama de ferros», para além de Paula Margarida, ficaram encarcerados mais três passageiros, retirados com a ajuda da corporação da Lousã, que prestou auxílio nas operações de socorro deste acidente para o qual Jaime Soares não encontra explicações, até porque ambas as viaturas, que circulavam em sentido contrário, bateram lado direito com lado direito. O que quer dizer que bateram ambas fora de mão.
No outro veículo envolvido, um Opel Corsa comercial, seguia apenas o condutor, residente em Foz de Arouce.
Segundo uma testemunha, um dos automóveis seguia na faixa contrária e, com «a atrapalhação», os condutores não conseguiram evitar a colisão.
Os feridos mais graves foram transportados directamente para os Hospitais da Universidade de Coimbra, onde foram sujeitos a algumas intervenções cirúrgicas, embora não corram risco de vida, revelou o comandante dos bombeiros. Os restantes sinistrados tiveram como primeiro destino o Centro de Saúde de Poiares, tal como a vítima mortal, que embora tenha sido retirada da viatura ainda com sinais vitais, acabou por falecer no local do embate.
Uma das primeiras pessoas a chegar junto das vítimas do acidentes lastimou as cerca de duas horas e meia de terror que cortaram o trânsito na Estrada da Beira
durante a madrugada de ontem. "Foi uma coisa indiscritível
Férias trágicas para jovem de 19 anos
A tarde tinha sido de diversão, mas a madrugada foi trágica para um grupo de amigos de Poiares. Uma estranha colisão entre duas viaturas ligeiras em Vale Vaz (Poiares) vitimou uma jovem de 19 anos, residente na Ericeira, que aproveitou as férias de Verão para matar saudades de familiares e amigos. Do acidente resultaram ainda seis feridos
Um morto e seis feridos, quatro deles com gravidade, com idades entre os 15 e os 30 anos, é o balanço de um acidente ocorrido ontem de madrugada, cerca da 1h30, na Estrada Nacional 17 (Estrada da Beira) na povoação de Vale Vaz, Vila Nova de Poiares. A vítima mortal, Paula Margarida Serafim, tinha 19 anos e residia na Ericeira, encontrando-se a passar férias com familiares em Poiares.
A jovem era uma das seis ocupantes de uma das duas viaturas acidentadas (um Subaru), que, segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares, ficou irreconhecível. Na «amálgama de ferros», para além de Paula Margarida, ficaram encarcerados mais três passageiros, retirados com a ajuda da corporação da Lousã, que prestou auxílio nas operações de socorro deste acidente para o qual Jaime Soares não encontra explicações, até porque ambas as viaturas, que circulavam em sentido contrário, bateram lado direito com lado direito. O que quer dizer que bateram ambas fora de mão.
No outro veículo envolvido, um Opel Corsa comercial, seguia apenas o condutor, residente em Foz de Arouce.
Segundo uma testemunha, um dos automóveis seguia na faixa contrária e, com «a atrapalhação», os condutores não conseguiram evitar a colisão.
Os feridos mais graves foram transportados directamente para os Hospitais da Universidade de Coimbra, onde foram sujeitos a algumas intervenções cirúrgicas, embora não corram risco de vida, revelou o comandante dos bombeiros. Os restantes sinistrados tiveram como primeiro destino o Centro de Saúde de Poiares, tal como a vítima mortal, que embora tenha sido retirada da viatura ainda com sinais vitais, acabou por falecer no local do embate.
Uma das primeiras pessoas a chegar junto das vítimas do acidentes lastimou as cerca de duas horas e meia de terror que cortaram o trânsito na Estrada da Beira
durante a madrugada de ontem. "Foi uma coisa indiscritível
sábado, agosto 21, 2004
ARGANIL - Junta de Cepos
Parque de lazer motiva eleições intercalares
A falta de legalização de um parque de lazer da Junta de Cepos, concelho de Arganil, provocou a demissão da maioria dos membros da Assembleia de Freguesia e obrigou à marcação de eleições intercalares para 10 de Outubro.
O governador civil de Coimbra convocou novas eleições, depois da Assembleia ter perdido o quorum na última reunião, no dia 8 de Agosto.
Ao longo dos últimos dois anos,vários eleitos do PS apresentaram a demissão, alegadamente por discordarem da construção de diferentes infra- -estruturas no complexo de lazer de Chã da Cabeça.
Os contestatários, na maioria dos casos, justificaram a decisão de abandonarem a Assembleia de Freguesia com «razões de ordem pessoal», não tendo referido a sua posição nesta polémica.
Dos 11 membros que integram o órgão, oito, todos do PS, apresentaram a demissão em diferentes datas ao presidente da mesa, José Oliveira Baeta, o único que foi eleito pelo PSD.
Um pavilhão multiusos (que inclui um restaurante), um parque de campismo, um parque de merendas e uma piscina foram construídos pelo empresário Armando Barata Martins naquele terreno e oferecidos à Junta, para que a população os pudesse utilizar.
O terreno, com uma área de 15 hectares destinada à silvio-pastorícia, está na posse da Junta de Freguesia «há mais de 100 anos», mas que a sua legalização, através de escritura de justificação (posse por usucapião), deverá ser «assinada em breve».
Até às eleições intercalares, a 10 de Outubro, Armando Cubanco vai presidir a uma comissão administrativa que integra os restantes membros do executivo e que assumirá os «actos de gestão urgente e inadiável», segundo uma nota do governador civil, Fernando Antunes.
O Governador Civil de Coimbra explica que as eleições são convocadas após a «renúncia do último elemento da lista» que o PS candidatou à Assembleia de Cepos em 2001.
Armando Cubanco vai recandidatar-se ao cargo de presidente da Junta de Freguesia, encabeçando uma lista do PS pela terceira vez consecutiva.
A falta de legalização de um parque de lazer da Junta de Cepos, concelho de Arganil, provocou a demissão da maioria dos membros da Assembleia de Freguesia e obrigou à marcação de eleições intercalares para 10 de Outubro.
O governador civil de Coimbra convocou novas eleições, depois da Assembleia ter perdido o quorum na última reunião, no dia 8 de Agosto.
Ao longo dos últimos dois anos,vários eleitos do PS apresentaram a demissão, alegadamente por discordarem da construção de diferentes infra- -estruturas no complexo de lazer de Chã da Cabeça.
Os contestatários, na maioria dos casos, justificaram a decisão de abandonarem a Assembleia de Freguesia com «razões de ordem pessoal», não tendo referido a sua posição nesta polémica.
Dos 11 membros que integram o órgão, oito, todos do PS, apresentaram a demissão em diferentes datas ao presidente da mesa, José Oliveira Baeta, o único que foi eleito pelo PSD.
Um pavilhão multiusos (que inclui um restaurante), um parque de campismo, um parque de merendas e uma piscina foram construídos pelo empresário Armando Barata Martins naquele terreno e oferecidos à Junta, para que a população os pudesse utilizar.
O terreno, com uma área de 15 hectares destinada à silvio-pastorícia, está na posse da Junta de Freguesia «há mais de 100 anos», mas que a sua legalização, através de escritura de justificação (posse por usucapião), deverá ser «assinada em breve».
Até às eleições intercalares, a 10 de Outubro, Armando Cubanco vai presidir a uma comissão administrativa que integra os restantes membros do executivo e que assumirá os «actos de gestão urgente e inadiável», segundo uma nota do governador civil, Fernando Antunes.
O Governador Civil de Coimbra explica que as eleições são convocadas após a «renúncia do último elemento da lista» que o PS candidatou à Assembleia de Cepos em 2001.
Armando Cubanco vai recandidatar-se ao cargo de presidente da Junta de Freguesia, encabeçando uma lista do PS pela terceira vez consecutiva.
sexta-feira, agosto 20, 2004
Poiares vai abater eucaliptos para criar parque verde
ALELUIA ALELUIA ALELUIA
É um projecto de futuro e Jaime Soares está de corpo e alma apostado em concretizá-lo. Trata-se de substituir os eucaliptos que proliferam na região por outras espécies autóctones, resistentes ao fogo e capazes de criar um espaço lúdico e de lazer, onde também os animais terão o seu lugar.
O projecto é ambicioso e já começou a dar os seus primeiros passos em terrenos pertencentes ao município e ganhou novo fôlego com a aprovação, na reunião do Executivo Municipal realizada ontem, da aquisição de mais 7.200 metros quadrados de terrenos, pertencentes a particulares. Em causa estão, de acordo com Jaime Soares, «áreas privadas que a Câmara quer juntar a muitas dezenas de hectares que possui para, a curto prazo, arrancar as plantações de eucaliptos».
O objectivo é, de acordo com o autarca, começar com uma área de cerca de 100 hectares e ali ?construir? uma «floresta do género do Buçaco, com várias espécies de árvores, como castanheiros, nogueiras, ciprestes». Os técnicos irão ser convidados a fazer os necessários estudos e ditar as suas orientações, mas o objectivo é, de acordo com o presidente da Câmara de Poiares, apostar «em árvores que possam tornar este espaço numa zona aprazível, quebrando essa massificação de eucaliptos».
Para além da componente lúdica, a proposta tem um forte impacto ambiental, na medida em que garante uma sólida barreira de protecção contra os incêndios, porquanto se está a falar de espécies particularmente resistentes, que criam uma barreira natural contra este flagelo, contribuindo para a protecção da floresta.
Mas o sonho de Jaime Soares não se fica por aqui. Depois de os eucaliptos derrubados, e das árvores plantadas, segue-se uma outra fase, esta mais vocacionada para a componente da fauna. Isto porque, no entender do autarca poiarense, pode ali desenvolver-se um espaço vocacionado para a pastorícia, «promovendo a requalificação da cabra serrana», o ingrediente obrigatório e necessário para confeccionar a célebre e apreciada chanfana, relativamente à qual Poiares reivindica para si o título de ?capital universal?. Mas, para além da cabra serrana, esta mata com cerca de cem hectares pode ser um habitat de excelência para receber várias espécies de animais selvagens, como veados, corças, lebres, coelhos, entre outros.
Um verdadeiro paraíso verde que Jaime Soares defende e quer criar, um projecto de futuro que começa agora, com a compra de terrenos a particulares (ou troca com outros da autarquia), num processo de emparcelamento que promete transformar o perfil da floresta do concelho, actualmente quase ?esmagado? pelo peso do eucalipto.
A proposta de aquisição destes 7.200 metros quadrados de terrenos com plantações de eucalipto, foi aprovada por unanimidade pelo Executivo Municipal.
Comentários cá do je..........
Já ha quase 2 anos que este blog ia preconizando esta solução para Poiares...mas só agora a luz chegou aos iluminados.
Só assim com as cabras e com os chibos a pastar...claro....é que haverá boa chanfana.
Tambem com os castanheiros ...haverá umas castanhadas...e Poiares nessa altura passará a Capital Universal da Castanha com Confraria e tudo. Mas atenção...não podem ser os mesmos da Chanfana. Isso seria batota.
E já agora para que ficasse mais verde, alem dessas folhosas tambem se devia tratar dos rios....e não deixar destruir o maior pesqueiro de trutas autoctones que havia na Europa....e logicamente em Poiares.Ha que criar um couto pesqueiro como deve ser a exemplo do que se fez em Penacova, em Gois e Arganil.
Como aqui ha muita gente teimosa como os burros...devia-se emparcelar os pastos ou emparcelar as rotundas. Tambem ficava giro.
É um projecto de futuro e Jaime Soares está de corpo e alma apostado em concretizá-lo. Trata-se de substituir os eucaliptos que proliferam na região por outras espécies autóctones, resistentes ao fogo e capazes de criar um espaço lúdico e de lazer, onde também os animais terão o seu lugar.
O projecto é ambicioso e já começou a dar os seus primeiros passos em terrenos pertencentes ao município e ganhou novo fôlego com a aprovação, na reunião do Executivo Municipal realizada ontem, da aquisição de mais 7.200 metros quadrados de terrenos, pertencentes a particulares. Em causa estão, de acordo com Jaime Soares, «áreas privadas que a Câmara quer juntar a muitas dezenas de hectares que possui para, a curto prazo, arrancar as plantações de eucaliptos».
O objectivo é, de acordo com o autarca, começar com uma área de cerca de 100 hectares e ali ?construir? uma «floresta do género do Buçaco, com várias espécies de árvores, como castanheiros, nogueiras, ciprestes». Os técnicos irão ser convidados a fazer os necessários estudos e ditar as suas orientações, mas o objectivo é, de acordo com o presidente da Câmara de Poiares, apostar «em árvores que possam tornar este espaço numa zona aprazível, quebrando essa massificação de eucaliptos».
Para além da componente lúdica, a proposta tem um forte impacto ambiental, na medida em que garante uma sólida barreira de protecção contra os incêndios, porquanto se está a falar de espécies particularmente resistentes, que criam uma barreira natural contra este flagelo, contribuindo para a protecção da floresta.
Mas o sonho de Jaime Soares não se fica por aqui. Depois de os eucaliptos derrubados, e das árvores plantadas, segue-se uma outra fase, esta mais vocacionada para a componente da fauna. Isto porque, no entender do autarca poiarense, pode ali desenvolver-se um espaço vocacionado para a pastorícia, «promovendo a requalificação da cabra serrana», o ingrediente obrigatório e necessário para confeccionar a célebre e apreciada chanfana, relativamente à qual Poiares reivindica para si o título de ?capital universal?. Mas, para além da cabra serrana, esta mata com cerca de cem hectares pode ser um habitat de excelência para receber várias espécies de animais selvagens, como veados, corças, lebres, coelhos, entre outros.
Um verdadeiro paraíso verde que Jaime Soares defende e quer criar, um projecto de futuro que começa agora, com a compra de terrenos a particulares (ou troca com outros da autarquia), num processo de emparcelamento que promete transformar o perfil da floresta do concelho, actualmente quase ?esmagado? pelo peso do eucalipto.
A proposta de aquisição destes 7.200 metros quadrados de terrenos com plantações de eucalipto, foi aprovada por unanimidade pelo Executivo Municipal.
Comentários cá do je..........
Já ha quase 2 anos que este blog ia preconizando esta solução para Poiares...mas só agora a luz chegou aos iluminados.
Só assim com as cabras e com os chibos a pastar...claro....é que haverá boa chanfana.
Tambem com os castanheiros ...haverá umas castanhadas...e Poiares nessa altura passará a Capital Universal da Castanha com Confraria e tudo. Mas atenção...não podem ser os mesmos da Chanfana. Isso seria batota.
E já agora para que ficasse mais verde, alem dessas folhosas tambem se devia tratar dos rios....e não deixar destruir o maior pesqueiro de trutas autoctones que havia na Europa....e logicamente em Poiares.Ha que criar um couto pesqueiro como deve ser a exemplo do que se fez em Penacova, em Gois e Arganil.
Como aqui ha muita gente teimosa como os burros...devia-se emparcelar os pastos ou emparcelar as rotundas. Tambem ficava giro.
quarta-feira, agosto 18, 2004
ARGANIL - Monumento evoca ex-combatentes
Depois de um primeiro convívio realizado há um ano, os ex-combatentes da guerra do Ultramar do concelho de Arganil voltam a reunir, desta vez num encontro que será marcado pela inauguração de um monumento de homenagem a todos os arganilenses que morreram na guerra
«Queremos honrar os vivos e os mortos para que as gerações vindouras saibam que houve gente que lutou e morreu pela pátria». Abel Ventura Fernandes, da comissão organizadora do convívio de ex-combatentes, explicava desta forma o objectivo do monumento a ser inaugurado em Arganil no próximo dia 28. A cerimónia terá lugar no dia em que se realiza o segundo encontro de ex-combatentes da guerra do Ultramar de Arganil.
O monumento, segundo explicou Abel Fernandes, não é o desejável, mas o possível. «Gostávamos que o padrão fosse em granito, característico da região, mas vai ser num material que o imita». Ainda assim, o contentamento da comissão organizadora é mais que muito, desde logo pela receptividade da Câmara Municipal de Arganil aquando da proposta de criação de um monumento. O autor do projecto é mesmo um dos vereadores da autarquia, Miguel Pinheiro, que desde logo se prontificou a abraçar a iniciativa.
O local escolhido para erguer o padrão foi uma rotunda da zona nova do Sobreiral, junto às novas escolas. Uma escolha que não foi ao acaso já que a comissão quis que o monumento - um oblíquo em espiral em altura onde vão constar os nomes dos combatentes do concelho, freguesia e local onde faleceram -, seja «um bom exemplo para os alunos, exemplo de quem cumpriu uma missão e deu a vida», explicou Abel Fernandes. Na ocasião, e complementando o monumento, será também descerrada a placa da nova rua que antecede a rotunda, a partir de então denominada Rua dos Combatentes do Ex-Ultramar Português.
terça-feira, agosto 17, 2004
Calendário venatório é «grande borrada»
O atraso na abertura da época da caça (calendário venatório) está a provocar algum mal-estar entre os caçadores. Mário Antunes, como vice-presidente da Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses, pensa mesmo que quem decidiu devia dar a cara e não ficar na sombra, ao abrigo das entidades em que trabalha
«O calendário venatório é uma grande borrada.» As palavras são de Mário Antunes, a propósito das datas de abertura da caça no nosso país, cujo início foi atrasado de Agosto para Setembro.
Foi mais longe na sua análise da situação, apontando que «os técnicos da Direcção Geral das Florestas que decidiram o atraso das datas de abertura da caça, nos vários regimes», não podem «ficar a coberto das entidades onde trabalham» e sim «dar a cara», por forma a saber-se «quem faz as asneiras e quais razões que os levam a cometê-las».
Noutro campo, na disparidade dos preços das taxas praticadas nas Zonas de Caça Municpais (ZCM), revelou ainda que a Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses «está a preparar, por outro lado, um ?memorandum?» sobre a regulamentação das taxas aplicadas nas ZCM, outra das queixas feitas pelos caçadores, uma vez que «os preços são muito diferentes de ZCM para ZCM».
O também presidente do Clube de Caçadores e Pescadores da Beira sublinhou que «a intenção não é harmonizar as taxas», pela «sua impossibilidade», mas «ao menos regularizá-las», por forma «não haver taxas insignificantes nalgumas ZCM e proibitivas noutras».
ZCM funcionam no Norte do país como ordenamento
A questão que se põe tem a ver, com o facto de haver Associações de Caça, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais que nas ZCM «oferecem caça», através de «uma protecção e gestão do equilíbrio cinegético» e que, por via disso, «pretendam ver-se ressarcidas dos investimentos realizados», o que «é perfeitamente normal»,
Comentando declarações feitas à Lusa por Eduardo Biscaia, presidente da Federação Nacional de Caçadores e Proprietários (FNCP), que considera «inconstitucional e ilegal» a Lei de Bases da Caça, nomeadamente no tocante às Zonas Municipais de Caça (ZCM), levando a que donos de terrenos vejam o seu invadido sem sua autorização, Mário Antunes sublinhou estar-se perante «uma velha guerra», que se passa no Ribatejo e no Alentejo, onde as propriedades chegam a atingir grandes proporções e não no Norte do país.
«Na Região Centro e Norte do país mais de 30 ou 40 por cento dos proprietários nem sequer vivem em Portugal, pois são emigrantes.»
Nesse ponto, as Zonas de Caça Municipais, normalmente concessionadas a Associações ou então geridas por Juntas de Freguesia ou mesmo Câmaras Municipais funcionam como uma forma de «ordenamento do espaço cinegético», para «não haver desequilíbrios» e a prática de alguma selvajaria, como chegou a suceder em tempos idos.
«O calendário venatório é uma grande borrada.» As palavras são de Mário Antunes, a propósito das datas de abertura da caça no nosso país, cujo início foi atrasado de Agosto para Setembro.
Foi mais longe na sua análise da situação, apontando que «os técnicos da Direcção Geral das Florestas que decidiram o atraso das datas de abertura da caça, nos vários regimes», não podem «ficar a coberto das entidades onde trabalham» e sim «dar a cara», por forma a saber-se «quem faz as asneiras e quais razões que os levam a cometê-las».
Noutro campo, na disparidade dos preços das taxas praticadas nas Zonas de Caça Municpais (ZCM), revelou ainda que a Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses «está a preparar, por outro lado, um ?memorandum?» sobre a regulamentação das taxas aplicadas nas ZCM, outra das queixas feitas pelos caçadores, uma vez que «os preços são muito diferentes de ZCM para ZCM».
O também presidente do Clube de Caçadores e Pescadores da Beira sublinhou que «a intenção não é harmonizar as taxas», pela «sua impossibilidade», mas «ao menos regularizá-las», por forma «não haver taxas insignificantes nalgumas ZCM e proibitivas noutras».
ZCM funcionam no Norte do país como ordenamento
A questão que se põe tem a ver, com o facto de haver Associações de Caça, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais que nas ZCM «oferecem caça», através de «uma protecção e gestão do equilíbrio cinegético» e que, por via disso, «pretendam ver-se ressarcidas dos investimentos realizados», o que «é perfeitamente normal»,
Comentando declarações feitas à Lusa por Eduardo Biscaia, presidente da Federação Nacional de Caçadores e Proprietários (FNCP), que considera «inconstitucional e ilegal» a Lei de Bases da Caça, nomeadamente no tocante às Zonas Municipais de Caça (ZCM), levando a que donos de terrenos vejam o seu invadido sem sua autorização, Mário Antunes sublinhou estar-se perante «uma velha guerra», que se passa no Ribatejo e no Alentejo, onde as propriedades chegam a atingir grandes proporções e não no Norte do país.
«Na Região Centro e Norte do país mais de 30 ou 40 por cento dos proprietários nem sequer vivem em Portugal, pois são emigrantes.»
Nesse ponto, as Zonas de Caça Municipais, normalmente concessionadas a Associações ou então geridas por Juntas de Freguesia ou mesmo Câmaras Municipais funcionam como uma forma de «ordenamento do espaço cinegético», para «não haver desequilíbrios» e a prática de alguma selvajaria, como chegou a suceder em tempos idos.
segunda-feira, agosto 16, 2004
FUTEBOL - Pancadaria termina jogo aos 60 minutos
MIRANDA DO CORVO - Pancadaria termina jogo aos 60 minutos - FUTEBOL
O jogo de apresentação do Mirandense, frente ao Pampilhosa, não chegou ao fim. Cenas de pancadaria terminaram a partida meia-hora mais cedo.
Muita gente se interroga sobre a razão que leva muitas pessoas a, num dia de sol, abdicarem da praia para ver 22 rapazes a correr atrás de uma bola. A resposta é clara: as emoções que o futebol proporcionam. O ser humanos vive e precisa delas, e nada melhor que um jogo de futebol para as fazer despertar.
Todavia, e por muito que custe a muita gente, o futebol é apenas um jogo. Um simples jogo, importante devido à sua popularidade, mas onde não se jogam vidas. E, apesar de nem todos ainda terem percebido (ou outros não os deixam perceber, devido à exagerada importância que lhes dão), os futebolistas são os únicos protagonistas. As emoções são de tal forma fortes que, muitas vezes, o aceitável é ultrapassado e aquilo que não se devia ver num campo de futebol acontece.
O que aconteceu em Miranda do Corvo não foi nada que nunca se tivesse visto mas, como sempre, foi uma vergonha. E, como (quase) sempre acontece nestas situações, no final de tudo aquilo que se viu, pode procurar-se culpados em todo o lado menos naqueles que são, ou deviam ser, os únicos protagonistas: os jogadores. É verdade que o futebol praticado esteve longe de ser de qualidade mas, os constantes nervos, picardias e "bocas", entre dirigentes, árbitros e treinadores são incompreensíveis, para mais num jogo amigável (!?).
No Campo do Mirandense, em Miranda
A 1.ª parte foi jogada a um ritmo lento. O Pampilhosa, privilegiando o futebol jogado de pé para pé, passou a dominar, a partir dos 20 minutos, um jogo até então equilibrado. As constantes trocas de bola confundiam os homens de Miranda a meio?campo e, a capacidade física de Luís Miguel e a velocidade de Pazito criavam grandes dificuldades aos ?centrais? adversários. Aos 24 minutos, Pazito foi lançado, ganhou em velocidade a Paulo Roberto, ainda ?preso? de movimentos, e caiu dentro da área. Toque ou aproveitamento de contacto? O lance levantou dúvidas mas Bebé fez o seu papel e abriu o activo. Viveu?se uma fase de pior qualidade e poucos motivos de interesse. À beira do intervalo, Cortez agarrou uma bola à segunda e, perto dele estava Queirós que caiu. O árbitro descobriu novo penalti e Queirós empatou.
Intervalo foi mau conselheiro
O primeiro "motivo de interesse" da partida ocorreu ao intervalo, com dirigentes dos dois emblemas a envolverem-se em confrontos verbais e físicos e a terem de ser separados por atletas e algumas pessoas mais sensatas.
A 2.ª parte acabou por ser ainda mais "interessante". Foram 15 minutos de mau futebol, com continuadas "bocas" de dirigentes a dirigentes, acerca de assuntos que pouco têm a ver com futebol.
Refira-se, entretanto, que antes do jogo, tinha ficado acordado que, caso algum atleta tivesse uma atitude menos correcta, e para não se estragar o jogo (!), o árbitro pediria a sua substituição ao técnico.
Aos 60 minutos, o árbitro Miguel Costa exigiu, de forma inexplicável, a substituição de Mauro. Amândio Barreiras, farto de alegadas "provocações do trio de arbitragem aos atletas da sua equipa" invadiu o campo para pedir satisfações ao juiz da partida.
Depois do aglomerado de treinadores, jogadores, árbitros e dirigentes, em pleno relvado, num cenário pouco dignificante, o Pampilhosa optou por abandonar a partida e regressar aos balneários - decorria o minuto 60.
Comentários cá do je......
Até parece que estamos no Iraque...
O jogo de apresentação do Mirandense, frente ao Pampilhosa, não chegou ao fim. Cenas de pancadaria terminaram a partida meia-hora mais cedo.
Muita gente se interroga sobre a razão que leva muitas pessoas a, num dia de sol, abdicarem da praia para ver 22 rapazes a correr atrás de uma bola. A resposta é clara: as emoções que o futebol proporcionam. O ser humanos vive e precisa delas, e nada melhor que um jogo de futebol para as fazer despertar.
Todavia, e por muito que custe a muita gente, o futebol é apenas um jogo. Um simples jogo, importante devido à sua popularidade, mas onde não se jogam vidas. E, apesar de nem todos ainda terem percebido (ou outros não os deixam perceber, devido à exagerada importância que lhes dão), os futebolistas são os únicos protagonistas. As emoções são de tal forma fortes que, muitas vezes, o aceitável é ultrapassado e aquilo que não se devia ver num campo de futebol acontece.
O que aconteceu em Miranda do Corvo não foi nada que nunca se tivesse visto mas, como sempre, foi uma vergonha. E, como (quase) sempre acontece nestas situações, no final de tudo aquilo que se viu, pode procurar-se culpados em todo o lado menos naqueles que são, ou deviam ser, os únicos protagonistas: os jogadores. É verdade que o futebol praticado esteve longe de ser de qualidade mas, os constantes nervos, picardias e "bocas", entre dirigentes, árbitros e treinadores são incompreensíveis, para mais num jogo amigável (!?).
No Campo do Mirandense, em Miranda
A 1.ª parte foi jogada a um ritmo lento. O Pampilhosa, privilegiando o futebol jogado de pé para pé, passou a dominar, a partir dos 20 minutos, um jogo até então equilibrado. As constantes trocas de bola confundiam os homens de Miranda a meio?campo e, a capacidade física de Luís Miguel e a velocidade de Pazito criavam grandes dificuldades aos ?centrais? adversários. Aos 24 minutos, Pazito foi lançado, ganhou em velocidade a Paulo Roberto, ainda ?preso? de movimentos, e caiu dentro da área. Toque ou aproveitamento de contacto? O lance levantou dúvidas mas Bebé fez o seu papel e abriu o activo. Viveu?se uma fase de pior qualidade e poucos motivos de interesse. À beira do intervalo, Cortez agarrou uma bola à segunda e, perto dele estava Queirós que caiu. O árbitro descobriu novo penalti e Queirós empatou.
Intervalo foi mau conselheiro
O primeiro "motivo de interesse" da partida ocorreu ao intervalo, com dirigentes dos dois emblemas a envolverem-se em confrontos verbais e físicos e a terem de ser separados por atletas e algumas pessoas mais sensatas.
A 2.ª parte acabou por ser ainda mais "interessante". Foram 15 minutos de mau futebol, com continuadas "bocas" de dirigentes a dirigentes, acerca de assuntos que pouco têm a ver com futebol.
Refira-se, entretanto, que antes do jogo, tinha ficado acordado que, caso algum atleta tivesse uma atitude menos correcta, e para não se estragar o jogo (!), o árbitro pediria a sua substituição ao técnico.
Aos 60 minutos, o árbitro Miguel Costa exigiu, de forma inexplicável, a substituição de Mauro. Amândio Barreiras, farto de alegadas "provocações do trio de arbitragem aos atletas da sua equipa" invadiu o campo para pedir satisfações ao juiz da partida.
Depois do aglomerado de treinadores, jogadores, árbitros e dirigentes, em pleno relvado, num cenário pouco dignificante, o Pampilhosa optou por abandonar a partida e regressar aos balneários - decorria o minuto 60.
Comentários cá do je......
Até parece que estamos no Iraque...
domingo, agosto 15, 2004
Prata para Portugal nos Jogos Olímpicos - vale a pena recordar aqui
O ciclista Sérgio Paulinho obteve ontem o primeiro grande resultado de Portugal nos Jogos Olímpicos Atenas 2004, ao conquistar a medalha de prata na corrida de ciclismo de estrada, a primeira que a modalidade ganha para Portugal
Num dia marcado pela medalha de prata de Paulinho, as restantes modalidades em acção estiveram bem mais modestas, registando-se já a eliminação de três portugueses
No final de uma desgastante prova de 224,4 quilómetros de corrida, composta por 17 voltas de um circuito de 13,2 quilómetros no centro de Atenas, Sérgio Paulinho confessou que conquistar uma medalha nos Jogos era algo que estava longe do seu horizonte.
O ciclista de Oeiras, de 24 anos, revelou que estava a trabalhar para o seu companheiro Cândido Barbosa, mas o desenrolar da corrida, disputada debaixo de um intenso calor, tudo mudou, tendo em conta que Barbosa abandonou a prova.
Este Sergio Paulinho que quando em miudo vinha passar ferias a Poiares numa das aldeias de tras de serra, trazia a sua bicicleta e subia e descia vezes sem conta a Serra de S.Pedro Dias.
GOIS - Concentração de 20 mil pessoas
Motards dão ?show? em Góis
É ponto assente! A concentração motard de Góis é dos maiores eventos que se realiza em Portugal. O convívio, idêntico, que se realiza em Faro, já foi ultrapassado pelo Góis Moto Clube, reunindo na Quinta do Baião mais de 20 mil pessoas.
sexta-feira, agosto 13, 2004
Motard`s começaram a chegar a Góis ....
Ontem Góis recebeu os primeiros motard´s daquela que é a segunda maior concentração nacional mototurismo. Até domingo prevê-se que um total de 25 mil pessoas se juntem nas margens do Ceira, com um programa que promete não defraudar as expectativas
Começaram a surgir ontem e, ao princípio da tarde o número de motard´s presentes em Góis já rondava um milhar e, até ao final do dia, com a melhoria do tempo que se fez sentir, depois das fortes chuvadas a organização esperava que esse número subisse consideravelmente.
Esperados são 10 mil motard´s e cerca de 15 mil visitantes, naquela que é a segunda maior concentração de mototurismo do país, imediatamente a seguir a Faro.
Em Góis, pelo contrário, o grande atractivo é o contacto directo e estreito com a natureza e esse ?cartão de visita? tem vindo, de ano para ano, a conquistar adeptos, que se deslocam em massa rumo a Góis para três dias de convívio e camaradagem, nas margens do Ceira, e onde também não faltam os grandes nomes da música.
A organização, "tem tudo a postos» e está preparada para receber e acolher da melhor forma a enchente prevista".
Por isso mesmo, e no sentido de que tudo corra da melhor forma, chama atenção para alguns cuidados a ter, até porque se prevê que hoje «ao final da tarde e sábado durante todo o dia, o trânsito de motos seja intenso na Auto Estrada do Norte, em ambos os sentidos, até Coimbra, na Estrada Nacional 17 (Estrada da Beira) ate ao Entroncamento de Poiares.
Romeiros a caminho do Senhor da Serra - Miranda do Corvo
Os romeiros voltam a fazer-se à estrada, rumo ao Santuário do Divino Senhor da Serra, dando corpo a uma tradição de séculos e a uma devoção única em toda a Região das Beiras.
A romaria começa amanhã, dia 14, prolongando-se até ao dia 22, formando uma verdadeira novena em prol da fé e da palavra de Deus
Ao longo de muitos anos foi a romaria por excelência das gentes das Beiras, desde o litoral ao interior. Vindos de todos os pontos, os romeiros subiam ao Santuário, cumpriam as suas promessas, pediam as suas graças e ouviam a palavra de Deus.
Em meados de Agosto a tradição mandava e as multidões arrastavam-se rumo ao Santuário, em terras de Semide, no concelho de Miranda do Corvo. Hoje, a tradição perdeu muito desse antigo brilho, mas mantém-se viva, pela fé dos devotos que, ano após ano, continuam a demandar o Divino Senhor da Serra.
As suas raízes, de acordo com o padre António Pedro,prendem-se com a romaria da Senhora da Boa Morte, ou da Senhora da Assunção, venerada no Mosteiro de Semide. «As pessoas iam ao Convento de Semide, venerar a Senhora da Boa Morte e, aproveitando a deslocação, subiam um pouco mais e deslocavam-se ao Santuário do Senhor da Serra, ao local onde se encontrava a Cruz, considerada milagrosa».
Uma tradição que, remonta há vários séculos, pois muito antes do actual Santuário, obra que data dos princípios do século, já ali se erguia a ermida, cujos registos se perdem no tempo, sendo certas as referências que a ela são feitas por alturas do século XVII.
quinta-feira, agosto 12, 2004
Sinais de Fogo ......
Num espaço de breves dias, a visão e a leitura cruzadas de uma reportagem televisiva e de um artigo de jornal evidenciam, como paradoxo insustentável, a incapacidade escandalosa de evitar a tragédia anualmente repetida dos fogos que vão devastando a floresta portuguesa.
Na televisão, vêem-se uns incrédulos e constrangidos vigilantes florestais a atolarem pequenos automóveis utilitários de características urbanas - de marca Toyota e modelo Yaris, para ser mais preciso - em caminhos improvisados no meio de pinheiros, mato e eucaliptos.
E a lamentarem-se da superior ordem de serviço, em papel escrito e devidamente timbrado numa qualquer tipografia de Lisboa ou arredores, que os aconselha a utilizarem somente percursos alcatroados para não danificar - e já agora também para não sujar - os preciosos veículos destinados à prevenção e detecção de incêndios certamente adquiridos com o dinheiro de todos nós.
Vê-se a reportagem, feita no rescaldo do grande incêndio que assolou o Sotavento algarvio e dificilmente se acredita em tamanha falta de senso e de conhecimentos básicos sobre a melhor forma de detectar um foco de incêndio e combatê-lo prontamente.
Assim, de nada vale elaborar pomposos livros brancos, negros, ou de todas as cores, para diagnosticar o que esteve mal nos anos transactos e deixar tudo como dantes, em anos sucessivos, neste Portugal de cinzas anualmente repetido.
A sensação de incredulidade torna-se ainda maior quando se verifica que, afinal, existem bons exemplos que tardam em reproduzirem-se.
No "DN" da passada segunda-feira, podia ler-se que em Castanheira de Pêra, concelho localizado numa das mais extensas manchas florestais da Europa, apenas arderam este ano uns minúsculos dez metros quadrados, consequência de somente três fogos registados.
Acresce que no ano passado já fora assim, apesar das elevadas temperaturas, do território propenso ao pasto das chamas e dos incendiários que, à falta de melhor explicação, são normalmente atirados para a fogueira dos primeiros responsáveis pelos incêndios de Verão - e que também é suposto existirem nesta parte norte do distrito de Leiria.
Por que será? É que em Castanheira de Pêra, como nos revela a prosa de João Figueira, com quem se partilhou na década de 80 a reportagem de muitos e grandes incêndios que afectaram a zona centro do país, os bombeiros não se limitam a apagar fogos, não ficam especados no quartel à espera que soe o alarme, nem asseguram a prevenção e detecção das chamas munidos de carros mais propícios às ruas de uma qualquer cidade portuguesa.
Tendo em conta que um incêndio, para ser eficazmente controlado, deve ser combatido nos primeiros 20 minutos de propagação, a floresta é permanente vigiada por operacionais que se deslocam de motorizada e que, além do mais, são portadores de material de primeira intervenção: um extintor, uma catana, um abafador, um rádio e um telefone. E, mesmo antes de chegarem os meios pesados de combate, há uma segunda linha de intervenção composta por cinco homens que se fazem deslocar em viaturas equipadas com um pequeno depósito de água (com retardante, ou seja, o mesmo produto que faltou por alegadas razões ambientais nos mais recentes fogos que envolveram meios aéreos...), uma moto-serra, enxadas, e meios de comunicação rádio.
E porque o seguro morreu de velho, os itinerários de vigilância nunca são iguais "e só são conhecidos no momento da partida de cada uma das equipas do quartel de bombeiros".
Dado que a desconcentração anunciada por Santana Lopes ainda não chegou à zona do pinhal centro, e é natural que nunca lá chegue, permita-se uma sugestão aos ministros com responsabilidades nesta área, Daniel Sanches, José Luís Arnaut e Carlos da Costa Neves:
telefonem para os bombeiros de Castanheira de Pêra e perguntem ao comandante Bebiano Rosinha, que há mais de 30 anos combate as chamas na floresta, como é que se faz.
Na televisão, vêem-se uns incrédulos e constrangidos vigilantes florestais a atolarem pequenos automóveis utilitários de características urbanas - de marca Toyota e modelo Yaris, para ser mais preciso - em caminhos improvisados no meio de pinheiros, mato e eucaliptos.
E a lamentarem-se da superior ordem de serviço, em papel escrito e devidamente timbrado numa qualquer tipografia de Lisboa ou arredores, que os aconselha a utilizarem somente percursos alcatroados para não danificar - e já agora também para não sujar - os preciosos veículos destinados à prevenção e detecção de incêndios certamente adquiridos com o dinheiro de todos nós.
Vê-se a reportagem, feita no rescaldo do grande incêndio que assolou o Sotavento algarvio e dificilmente se acredita em tamanha falta de senso e de conhecimentos básicos sobre a melhor forma de detectar um foco de incêndio e combatê-lo prontamente.
Assim, de nada vale elaborar pomposos livros brancos, negros, ou de todas as cores, para diagnosticar o que esteve mal nos anos transactos e deixar tudo como dantes, em anos sucessivos, neste Portugal de cinzas anualmente repetido.
A sensação de incredulidade torna-se ainda maior quando se verifica que, afinal, existem bons exemplos que tardam em reproduzirem-se.
No "DN" da passada segunda-feira, podia ler-se que em Castanheira de Pêra, concelho localizado numa das mais extensas manchas florestais da Europa, apenas arderam este ano uns minúsculos dez metros quadrados, consequência de somente três fogos registados.
Acresce que no ano passado já fora assim, apesar das elevadas temperaturas, do território propenso ao pasto das chamas e dos incendiários que, à falta de melhor explicação, são normalmente atirados para a fogueira dos primeiros responsáveis pelos incêndios de Verão - e que também é suposto existirem nesta parte norte do distrito de Leiria.
Por que será? É que em Castanheira de Pêra, como nos revela a prosa de João Figueira, com quem se partilhou na década de 80 a reportagem de muitos e grandes incêndios que afectaram a zona centro do país, os bombeiros não se limitam a apagar fogos, não ficam especados no quartel à espera que soe o alarme, nem asseguram a prevenção e detecção das chamas munidos de carros mais propícios às ruas de uma qualquer cidade portuguesa.
Tendo em conta que um incêndio, para ser eficazmente controlado, deve ser combatido nos primeiros 20 minutos de propagação, a floresta é permanente vigiada por operacionais que se deslocam de motorizada e que, além do mais, são portadores de material de primeira intervenção: um extintor, uma catana, um abafador, um rádio e um telefone. E, mesmo antes de chegarem os meios pesados de combate, há uma segunda linha de intervenção composta por cinco homens que se fazem deslocar em viaturas equipadas com um pequeno depósito de água (com retardante, ou seja, o mesmo produto que faltou por alegadas razões ambientais nos mais recentes fogos que envolveram meios aéreos...), uma moto-serra, enxadas, e meios de comunicação rádio.
E porque o seguro morreu de velho, os itinerários de vigilância nunca são iguais "e só são conhecidos no momento da partida de cada uma das equipas do quartel de bombeiros".
Dado que a desconcentração anunciada por Santana Lopes ainda não chegou à zona do pinhal centro, e é natural que nunca lá chegue, permita-se uma sugestão aos ministros com responsabilidades nesta área, Daniel Sanches, José Luís Arnaut e Carlos da Costa Neves:
telefonem para os bombeiros de Castanheira de Pêra e perguntem ao comandante Bebiano Rosinha, que há mais de 30 anos combate as chamas na floresta, como é que se faz.
Parques de Campismo prontos no próximo Verão. Será?
Os futuros Parques de Campismo de Poiares, em fase de ideias na cabeça do sr presidente, serão de ?quatro estrelas?, com vistas privilegiadas sobre o rio Mondego, ou sobre o Alva ou sobre a Serra da Atalhada ou sobre a Serra do Carvalho ou sobre a Fraga, assegura a autarquia.
É assim desde há pouco mais de dez anos. Quando chegam a Poiares, os visitantes que vêm de mochila e tenda às costas não têm onde ficar. Tudo porque o parque de campismo, desactivado na cabeça do presidente ? deu lugar a parte das rotundas ?, ainda não encontrou substituto. E só de pensar que já na década de 80 estava projectado um parque de campismo para Poiares!
Hoje, os trabalhos para novas rotundas vão a bom ritmo, segundo dá conta a autarquia, que estima ter os empreendimentos prontos a acolher turistas no próximo Verão para andarem à roda.
Nessa altura, então, já não será permitida a permanência de auto-caravanas no Parque das Medas nem os tractores dos inimigos do presidente atravessarem a vila para não sujarem a calçada.
Já viram esta? Numa vila tipicamente rural é proibido o seu atravessamento por tractores agricolas. Se calhar os jipes Ifadapesinhos ou agrisinhos iguais ao do presidentesinho ja podemsinho atrvessarsinho a vilasinha.
A bem da limpezazinha.
Isto não lembra ao carecazinho nem ao barbazinho.
Quem não é por mim é contra mim. Alguem havia de marrar com os tractores.
É assim desde há pouco mais de dez anos. Quando chegam a Poiares, os visitantes que vêm de mochila e tenda às costas não têm onde ficar. Tudo porque o parque de campismo, desactivado na cabeça do presidente ? deu lugar a parte das rotundas ?, ainda não encontrou substituto. E só de pensar que já na década de 80 estava projectado um parque de campismo para Poiares!
Hoje, os trabalhos para novas rotundas vão a bom ritmo, segundo dá conta a autarquia, que estima ter os empreendimentos prontos a acolher turistas no próximo Verão para andarem à roda.
Nessa altura, então, já não será permitida a permanência de auto-caravanas no Parque das Medas nem os tractores dos inimigos do presidente atravessarem a vila para não sujarem a calçada.
Já viram esta? Numa vila tipicamente rural é proibido o seu atravessamento por tractores agricolas. Se calhar os jipes Ifadapesinhos ou agrisinhos iguais ao do presidentesinho ja podemsinho atrvessarsinho a vilasinha.
A bem da limpezazinha.
Isto não lembra ao carecazinho nem ao barbazinho.
Quem não é por mim é contra mim. Alguem havia de marrar com os tractores.
quarta-feira, agosto 11, 2004
Góis presta homenagem a figuras ilustres da terra
No Dia do Município , dia 13, a autarquia de Góis vai distinguir um conjunto de figuras da terra, personalidades que se distinguiram, nos mais variados sectores, a quem a Câmara Municipal quis publicamente render homenagem.
Um conjunto de de figuras ilustres da terra, que vão ser distinguidas com a atribuição da Medalha de Mérito do Município.
A autarquia, liderada por José Girão Vitorino, quis também reconhecer o trabalho de um grupo de funcionários, que dedicaram a sua vida ao município e se encontram actualmente em situação de reforma. A cerimónia está marcada para as 10h30, no auditório da Casa do Artista.
Branca Estevão Carrito Ascensão Cabeças é uma das personalidades que vai ser homenageada com a Medalha de Mérito do Município de Góis.
José António Pereira de Carvalho é outro dos homenageados que, no dia 13, vai receber a Medalha de Mérito Municipal.
António Lopes Machado, considerado "uma referência do regionalismo da Beira Serra".
João Henrique Bandeira Paixão, um nome que, também ele, é uma referência em Góis e no país, pelas responsabilidades acrescidas que, desde há muito, acarinha em prol do motociclismo.
A título póstumo, a Medalha de Mérito do Município vai ser entregue aos familiares da enfermeira Fátima de Jesus Neves, uma figura que sempre mereceu o melhor carinho à população.
A Câmara Municipal vai, também, distinguir, pela primeira vez, os funcionários que, ao longo da vida, dedicaram os seus melhores anos ao município e se reformaram nos últimos anos, ou seja, desde 2000.
São eles: Alfredo Garcia, António Simões, António Marques, Alcino Marques, Armindo Neves, Celestino Nunes, Fernando Gomes, Fernando Duarte, Francisco Gomes, Humberto Alves, José Bandeira, José Neves, José Martins, Manuel Ribeiro, Manuel das Neves, Marília Gabriela Barata, Raul Neves e Victor Martins.
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