sexta-feira, setembro 03, 2004

Pedro Saraiva - novo rosto na CCDRC para gerir... migalhas

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O nome de Pedro Saraiva é hoje ratificado para presidir à CCDRC. Quanto a vices, admite-se a recondução dos actuais. O PS fica de fora. E o dinheiro não abunda.

O Conselho da Região, órgão que congrega os 76 municípios da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC) e ainda um conjunto de instituições das áreas do Ensino, Solidariedade Social, da Economia, da Saúde, etc., reúne?se esta tarde, em Coimbra.
O objectivo é proceder à eleição do(s) nome(s) a apresentar ao Governo, para a nomeação do próximo presidente daquele organismo.
À partida, tudo está já definido: o nome escolhido é o de Pedro Saraiva, actual pró?reitor da Universidade de Coimbra e professor no departamento de Engenharia Química. É membro do PSD e integra a bancada da maioria, na Assembleia Municipal de Coimbra.A sua escolha, da responsabilidade da Distrital de Coimbra do PSD, contou com s oposição da estrutura de Aveiro, mas apenas no que respeita ao lugar a ocupar ? os social?democratas aveirenses bateram?se fortemente pela conquista da presidência, algo que nunca sucedeu na história da instituição (os sucessivos presidentes efectivos do pós-25 de Abril, Manuel Porto, Viegas de Abreu, Alberto Santos, José Reis, João Vasco Ribeiro, Paulo Pereira Coelho sempre emergiram de Coimbra).

Arnaut não vai ter problemas .Desta forma, o ministro Arnaut não terá problemas e conta coma solidariedade do presidente Jaime: Pedro Saraiva será o único nome que vai receber, pelo que até pode acelerar o processo de nomeação, por forma a evitar a desagradável situação de impasse que envolveu a substituição de João Vasco Ribeiro por Paulo Pereira Coelho.
Aquele, que vinha do tempo do PS, só saiu em Fevereiro de 2003, embora ?condenado? desde Abril de 2002. Coelho, recorde?se, só entrou em funções em Outubro do ano passado, sem saber ler nem escrever. E, já agora, diga?se que pouco aqueceu o lugar, uma vez que saiu no final de Maio do ano em curso, catapultado para mais um tachosito numa Secretaria de Estado.
Depois, quando for empossado e se sentar a trabalhar, Pedro Saraiva vai ter muito que fazer. Não que o dinheiro abunde, na CCDRC, mas o seu prestigio como um academico fora das panelinhas dos politicos eunucos da região, a isso o obrigam. A verdade é que a recente reprogramação do III QCA (prestes a ser aprovada por Bruxelas) veio permitir aliviar um pouco a capacidade de ?ir buscar a torto e a direito para desbaratar? dinheiro, a título de comparticipação comunitária, por parte das autarquias locais, dois anos após o ?aperto? forçado do cinto, por imposição de Manuela Ferreira Leite. Como se sabe, o processo de reprogramação permitiu, à região Centro, dispor de cerca de 80 milhões de euros, isto apenas no que respeita ao Programa Operacional do Centro (PO Centro).
E, por imposição comunitária, bem acolhida em Lisboa, é a área do Ambiente e Recursos Naturais, voltada para projectos infra?estruturais, que mais dinheiro tem ? enfim, nada do outro mundo, mas sempre serão duas ou três dezenas de milhões de euros... E, como se imagina, era também esta área a que estava já absolutamente esgotada.




ARGANIL - FICABEIRA mostra potencialidades de Arganil


A FICABEIRA, Feira Industrial Comercial e Agrícola da Beira Serra, é inaugurada amanhã em Arganil, em simultâneo com a feira do Mont´Álto. Vão ser cinco dias com muita animação nocturna, tasquinhas gastronómicas e uma mostra de artesanato. As empresas do concelho também vão ser homenageadas

O Paço Grande em Arganil vai ser palco mais uma vez da XXIII edição da FICABEIRA - Feira Industrial, Comercial e Agrícola da Beira Serra, que decorre a partir de amanhã, em simultâneo com a já tradicional Feira do Mont?Alto, prolongando-se até ao próximo dia 8.

É a festa dos arganilenses», que guardam sempre alguns dias das suas férias para se encontrarem aqui e relembrarem os «velhos tempos». O objectivo do certame,«é mostrar a pujança e as actividades deste concelho, para que as pessoas possam cá vir e ver o que já se fez neste concelho e, felizmente, as indústrias estão lá todas» .

Para além dos expositores, o certame vai contar com uma mostra de artesanato e as já habituais tasquinhas gastronómicas, a cargo das juntas de freguesia do concelho, entidades que, por sua vez, as podem ?entregar? a um restaurante, muito embora mantenham sempre o sentimento de representação de uma freguesia.

«Queremos que as pessoas possam ir à feira e provar o que se faz aqui no concelho, constatarem como a nossa gastronomia é óptima e, também, apreciar o artesanato»,

As tasquinhas vão funcionar no pavilhão da Santa Casa da Misericórdia de Arganil no mesmo horário da FICABEIRA e a mostra de artesanato decorrerá no recinto da feira e no antigo quartel da Guarda Nacional Republicana.
Pois a par dos stands, das tasquinhas e da mostra de artesanato vai haver espectáculos vocacionados para todas as idades que prometem animar as noites arganilenses nestes cinco dias de festa.


A XXIII edição da FICABEIRA tem inauguração marcada para as 19h00 de amanhã dia 4, sábado, mas antes da cerimónia, durante a manhã e a tarde, multiplicam-se os acontecimentos de natureza desportiva, nomeadamente um passeio cicloturístico, a partir das 9h00 e um jogo de futebol de veteranos entre equipas de Arganil e Tondela, pelas 16h00. Ainda tempo para duas inaugurações, uma de uma exposição de pintura, intitulada ?Cartografia ? Rizoma? do Cogente e estudante de artes plásticas Mário Vitória, pelas 18h00 na sala Guilherme Filipe da Casa Municipal da Cultura. Meia hora mais tarde é inaugurada outra mostra, desta vez de fotografia denominada ?Lisboa- no cais da memória?, de autoria de Eduardo Gageiro.
À noite, pelas 20h00 assiste-se à actuação do grupo de danças e cantares de Soito da Ruiva (Pomares) no palco da Santa Casa da Misericórdia de Arganil, decorrendo duas horas mais tarde a actuação do Ballet Nacional da Bielorússia.
Para domingo, dia 5, está marcado um torneio de voleibol, a ter lugar na mata do hospital, a partir das 9h00 e à noite há um espectáculo com o artista Marco Paulo.

Já na segunda-feira, dia 6, o dia vai ser preenchido com futebol, um torneio de futebol de escolas no qual participam as escolas de Arganil, Santa Comba Dão, Poiares e Mortágua, a decorrer no campo de futebol Dr. Eduardo Ralha. A partir das 20h00 actua a Tocata do Rancho Folclórico ?Flores? de Casal de São João, Vila Cova de Alva e duas horas mais tarde é a vez dos ?Quinta do Bill? subirem ao palco.
No dia 7, feriado municipal, para além da sessão solene comemorativa do acto (ver caixa), a decorrer no salão nobre dos Paços do Concelho, vai ser ainda disputar-se um torneio da malha, da parte da manhã, e a noite é marcada pela actuação dos ranchos folclóricos e grupos etnográficos do concelho de Arganil.
O último dia deste certame vai ser dedicado às bandas da região como os Bota Gel e os Banda Desenhada com início às 21h30. O fecho da feira é assinalado com uma Serenata Monumental, com o ?Cancioneiro de Coimbra?, na escadaria Câmara Municipal.

quinta-feira, setembro 02, 2004

ARGANIL - Matar a sede na Fraga da Pena

Se já conseguiu subir ao Monte do Culcurinho (em Arganil), depois de visitar o Santuário de Nossa Senhora das Preces e gostou do que viu pode aproveitar o resto das férias para lá voltar e conhecer outras paragens tão ou mais belas e sossegadas. Recantos que, infelizmente, só os incêndios têm conseguido destruir.
Mas vamos à viagem. Se a manhã já vai alta e a fome começou a apertar faça como nós. Pare em Vila Cova do Alva. Uma freguesia situada entre Aldeia das Dez e a Ponte das Três Entradas, que esconde alguns verdadeiros tesouros da região.

Ali, por entre oliveiras e pinheiros, decorreram parte das filmagens de um dos filmes de Catarina Furtado e Diogo Infante e que conta a vida dos três pastorinhos e do aparecimento de Nossa Senhora de Fátima.
Mas não se pode abandonar Vila Cova do Alva sem saborear a água de uma das suas muitas fontes e sem visitar o convento que ?esconde? recantos de uma beleza única... quiçá dignos de uma história de amor como a de Pedro e Inês que a Quinta das Lágrimas ainda guarda.
Uma vez o estômago aconchegado com comidinha caseira, o regresso pode fazer?se por uma das aldeias mais históricas e, porventura, aquela de que mais se houve falar: o Piódão.
As estradas - ora em asfalto, ora em terra batida, levam?nos até ao ponto mais alto da serra onde é obrigatório parar. Perante os nossos olhos ?desenha?se? a aldeia do Piódão... e a sua pousada. É de realçar o recurso ao xisto para a cobertura de todas as paredes da pousada.
No largo da aldeia, mesmo aos pés da igreja, duas ou três pequenas lojas promovem o artesanato local proporcionando a compra de produtos com sabor a Serra. Um simpático café, construído em madeira, dá as boas vindas aos visitantes - e já eram muitos a avaliar pelas dezenas de carros estacionados. A visita pode ser rápida ou demorada. A nossa não passou do largo da aldeia até porque já a conhecíamos e interessava?nos ?descobrir? outros recantos que o levem a repetir a viagem pelo interior do país.
Subimos de novo ao cimo da serra. À nossa frente cruzavam?se caminhos, placas, destinos. Fomos escolhendo uns em detrimento de outros. Uns mais ou menos conhecidos. Outros mais ou menos desconhecidos... mas todos capazes de nos oferecerem recantos que os turistas - bastantes estrangeiros - com quem nos cruzámos tão bem sabem aproveitar.
Uma paragem obrigatória próximo da Mata da Margaraça onde a Fraga da Pena se abre perante os nossos olhos como qualquer cascata em telenovela brasileira. Pode subir?se ao cimo da Fraga por uma estreita escadaria ou optar por desafiar o gelo da água e tomar uma banhoca... mesmo por debaixo da cascata.
A meio caminho, um homem e uma mulher procuram - nos dias em que o movimento de turistas aumenta - vender o artesanato local, de onde sobressaem os cestos e as colheres de pau que ainda hoje são feitas (ao vivo) dentro da própria Mata da Margaraça. Um dos tais recantos que Portugal não pode perder.
E já que estamos em Arganil, impõe?se uma subida à Senhora do Mont?Alto. Se sair do carro verá que tem a sensação que é capaz de tocar o céu. Lá em baixo, montes e vales recortam?se naturalmente acolhendo as aldeias, as vilas ou as cidades que os homens foram construindo para se abrigar. Na grande maioria dessas terras, sobressaem as igrejas pela sua riqueza e beleza arquitectónica e pela ?elegância? das suas torres bem visíveis de qualquer lado que as olhemos. Mas isto, pode crer, dava ?pano? para mangas e para umas férias diferentes.


Comentários cá do je.........

Isto é mesmo promoção turistica da região.
Veja-se o que se passa com Poiares. Nem placas nem roteiros a indicar as suas belezas naturais.
Teve de ser a antiga JAE a colocar algumas placas na EN-2 e EN-17 se não as pessoas ainda se perdiam.
É simplesmente uma vergonha o que se passa no concelho de Poiares, quanto a isto e quanto à toponimia, mas enfim....burro velho não aprende linguas.

Na Lousã - Cães mostram a sua raça....


Taça de Mondioring disputa-se na Lousã .
O campo de rugby da Lousã recebe no próximo domingo a 4.ª Taça de Mondioring 2004, organizada pela Subcomissão de Cães de Utilidade do Clube Português de Canicultura, com o apoio da Câmara Municipal e do Clube de Rugby.

Trata-se de uma competição onde é testada a sociabilidade dos cães através de exercícios mais ou menos complexos, que variam consoante os anos de treino de cada um.
Para já estão inscritos 12 animais, entre pastores belgas, alemães, rotttwiler?s, dobermann?s e boxer?s, que vão executar uma série de provas que vão desde exercícios de defesa a marcação de objectos pelo odor.
Aqueles que conseguirem obter a pontuação exigida poderão integrar a selecção nacional que vai disputar o campeonato do mundo em Bilbau, Espanha, no próximo mês de Outubro.
A prova tem início pela manhã com a realização dos testes aos cães do pré e nível I, estendendo-se durante o dia para os dos níveis II e III.
É com base neste tipo de competições que são escolhidos os cães polícias para os serviços de patrulhamento, detecção de drogas e explosivos, «daí a sua utilidade prática», refere Celso Alves, coordenador nacional da Subcomissão de Cães de Utilidade.
Segundo este responsável, a realização da prova na Lousã representa uma experiência piloto, uma vez que este tipo de iniciativas se realizavam sempre em Lisboa.
«Se a experiência correr bem a Lousã vai acolher o campeonato do mundo de 2006»,


Comentários cá do je......

Por este andar ainda a Lousã vai ser a Capital do Cão...e vai constituir a Confraria do Cão, só para chatiar Poiares e Miranda do Corvo.
Assim, que se cuidem a Fatima Ramos e o Jaime da Chanfana.

quarta-feira, setembro 01, 2004

Afinal a Câmara de Miranda suspende medalhas

Ate que enfim que metemos no Blog uma cara simpatica .... de resto tem sido cada marreta

Fátima Ramos a Presidente da Camara de Miranda

Uma semana depois de ter aprovado a atribuição de medalhas de mérito concelhio a um conjunto de personalidades que exerceram cargos políticos, a Câmara Municipal de Miranda do Corvo decidiu cancelar a proposta que estava a gerar muita controvérsia.
Para evitar mais polémicas e divisões, a presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo decidiu cancelar a atribuição de medalhas a um conjunto de personalidades do concelho.
Recorde-se que a atribuição de medalhas de mérito proposta na última sessão de Câmara não estava a ser consensual, havendo mesmo dois antigos autarcas que recusavam a distinção.
Segundo Fátima Ramos, pretendia-se com esta atitude homenagear todos os presidentes de Assembleia e Câmara Municipal, vereadores substitutos de presidentes e vice-presidentes, sem qualquer exclusão, que desempenharam estas funções depois da implantação da democracia».
Numa nota enviada aos jornalistas, a autarca esclarece que, «na definição de graus foi tida em atenção o exercício de outros cargos nacionais como secretários de Estado, deputados à Assembleia da República e outros, como é o caso de Marques Leandro e Fausto Correia».
Fátima Ramos refere ainda que apresentou a proposta «para contribuir para a pacificação da vida política do concelho, pois em democracia devem existir pontos de vista diferentes, ideologias opostas, adversários eleitorais, mas não inimigos».
«Infelizmente verifiquei que esta polémica seria desagradável para as pessoas que constavam da minha proposta uma vez que vereadores do Partido Socialista criticaram a inclusão de alguns nomes, nomeadamente a dos presidentes da Câmara eleitos noutros concelhos», sublinha.
Acrescenta ainda que uma proposta deste tipo só faz sentido «se houver acordo por parte das diferentes forças partidárias», deixando de ter justificação quando é «aproveitada para criar divisões e polémicas».
Ao propor o cancelamento desta proposta, que será votada na reunião de amanhã, a presidente da edilidade mirandense pede desculpa e compreensão às pessoas envolvidas nesta polémica.

Autarquias no centro de protecção da floresta


O ministro da Agricultura, Pescas e Florestas, Costa Neves, deu ontem posse em Miranda do Corvo a Luciano Lourenço, como coordenador da Agência para a Prevenção de Fogos Florestais que está sediada naquele concelho, no Centro de Biomassa para a Energia.

Dentro de cinco anos já será possível analisar alguns resultados, disse o ministro da Agricultura, Pescas e Florestas, Costa Neves.
Luciano Lourenço, geógrafo e docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, vai gerir a Agência, que depende do Ministério da Agricultura e tem como missão concertar estratégias no âmbito da prevenção e protecção contra fogos florestais.
o governante apontou a falta de coordenação como a principal deficiência do sistema de prevenção e combate aos fogos florestais que nos últimos dois anos atingiram proporções trágicas.
No entanto, mostrou-se confiante de que num espaço de cinco anos já sejam visíveis resultados e que «daqui a uma geração a situação dos fogos florestais esteja controlada».
Para que isso aconteça, Costa Neves garantiu que o Plano Nacional de Defesa da Floresta estará concluído no primeiro trimestre de 2005 e que as Câmaras terão os seus planos municipais elaborados até Dezembro.
«O sucesso deste trabalho vai ser consoante o envolvimento das autarquias locais que tem a responsabilidade de constituir comissões municipais de defesa», reforçou o governante.
Anunciou ainda que serão lançadas campanhas de sensibilização públicas, uma vez que a maioria dos incêndios são motivados por negligência humana, e melhorada a articulação entre os centros de detecção de incêndios e os centros de operações.
Para além da prevenção, o ministro considera que é necessário gerir a floresta, o que tem sido o «grande problema».
«O Estado tem de gerir melhor o que é seu, apoiar a gestão dos baldios e apoiar técnica e financeiramente os privados», sublinhou. Em Portugal 85% da floresta está nas mãos de privados, 12% são baldios e apenas 5% pertence ao Estado.


A Agência não é, nem poderá vir a ser, uma varinha de condão que, com sucessivos passes de mágica, resolverá, de imediato e de um momento para o outro todos os problemas que se colocam em termos de incêndios florestais», alertou Luciano Lourenço.
Contudo, considera que será possível em 2008 reduzir o número de ocorrências de incêndios na ordem dos 20% relativamente à média do quinquénio 1999/2003.

O professor apelou também às autarquias para que instituam rapidamente o seu gabinete Técnico Florestal com vista à optimização dos recursos e ao planeamento integrado de acções concretas.

Aproveitando a presença do ministro da Agricultura, Pescas e Florestas, a presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, Fátima Ramos, queixou-se da morosidade que leva a rever o Plano Director Municipal e sugeriu a criação de uma legislação que facilite a construção nas aldeias serranas.Desta forma, defendeu a autarca, estaríamos a evitar a desertificação do interior e consequentemente a perder vigilantes da floresta.

«Sempre que se dificulta a fixação de um casal numa das muitas aldeias de Portugal, estamos a perder mais vigilantes da nossa floresta».

«Alguns técnicos de gabinete criam condicionalismos excessivos, criando reservas florestais, agrícolas e ecológicas que em alguns casos são excessivas»,

Fátima Ramos, presidente da Camara de Miranda tem-se confrontado com bastantes situações desta natureza.

Comentários cá do je.....


Já aqui o je se manifestava ha varios anos contra as RENs e as RANs onde alguns técnicos de gabinete criam condicionalismos excessivos,ao criarem reservas florestais, agrícolas e ecológicas que em alguns casos são verdadeiros abortos.
E a grande verdade é.............Sempre que se dificulta a fixação de um casal numa das muitas aldeias de Portugal, estamos a perder mais vigilantes da nossa floresta

Tambem fazer reservas florestais de montes de silvas ás portas das casas de algumas aldeias do interior....tem provocado estes estardalhaços destes fogos.

Esperemos que estas duas personalidades pelo menos tentem aliviar a pressão sobre as aldeias martires dos fogos.

terça-feira, agosto 31, 2004

Jaime Soares critica Área Metropolitana

Orientação do processo suscita dúvidas.
Jaime Soares parece agora estar na moda e já com mais de 60 anos,critica a Área Metropolitana de Coimbra.
O presidente da Distrital do PSD e também presidente dos Bombeiros e da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares e da Confraria da Chanfana e da ADIP Jaime Soares, esteve este fim-de-semana em Góis a participar nas primeiras jornadas autárquicas, organizadas pela concelhia do partido que lhe deu guarida há uns 30 anos.(...)

Em cima da mesa estiveram vários assuntos de interesse para os social-democratas locais, mas também a Grande Área Metropolitana (GAM) de Coimbra, tema acerca do qual o edil teceu alguns comentários críticos.
Jaime Soares encara a GAM com algum «cepticismo» conforme lhe tinha ha muito sido chamada a atenção, uma vez que «não começou da forma que penso deveria ter começado», nomeadamente por não ter sido proporcionada, logo à partida, a hipótese de englobar todos os municípios do distrito de Coimbra e outros que se quisessem juntar.
Segundo o autarca, o início do processo não terá sido desta forma, o que muito provavelmente terá motivado que Oliveira do Hospital, Tábua e Arganil tivessem decidido criar uma comunidade urbana.
Entre o cepticismo e a esperança, Jaime Soares que não percebe la muito disto, defende que «uma área metropolitana como a de Coimbra, deve manter bem fortes os laços de entendimento para um desenvolvimento integrado se tiver à frente deles gente capaz e trabalhadora».
E o presidente da Distrital do PSD explica: «Temos todos que partir para a instalação deste órgão imbuídos do mesmo espírito de construção, possuindo o entendimento da necessidade de criação de riqueza para distribuição pelos mais desfavorecidos, e definir projectos e estratégias de desenvolvimento, principalmente no sentido de apoiar aqueles que durante anos viveram isolados e sem apoios que são os agricultores das nossas aldeias».
Todavia, o edil de Poiares afirma que «há partidos políticos entre os quaais o seu que já começaram a querer deitar ?areia na engrenagem?, mas espero - com a responsabilidade que me atribuiram no processo, por ter sido o escolhido para dialogar com os outros partidos para criar condições para a instalação da GAM - levar ao fim a missão de que fui incumbido e para a qual teimoso como sou, a levar pra frente». Jaime Soares acredita que será com essa confiança e respeito entre todos que será possível constituir a GAM, mas para o qual ainda é capaz de dar um golpe de rins.
Apesar de garantir um esforço para que «o espírito seja de forte e total unidade», o presidente da Câmara Municipal de Poiares não coloca de parte a hipótese de Poiares não vir a fazer parte da GAM, caso o evoluir do processo não venha de encontro aos seus anseios, dele claro, não é da população:
Assim e parafraseando o Presidente da Câmara Municipal de Penacova, não é uma ameaça, antes uma ponderação.
Como homem ponderado e de boas ideias, pese embora esta sua declaração, o autarca vincou muito bem a sua vontade de fazer «o esforço necessário para consolidar a Área Metropolitana de Coimbra, em vez de a dividir».


Comentarios ca do je......

Agora é a area metropolitana, antes foi o acidente de Vale de vaz sem se saber quem foi culpado, antes foi o Inem, antes a calda para apagar fogos, antes a Ponte de Penacova, antes as maquinas da Dueceira para limpar as estradas e estradões, antes foi a capital da Chanfana, antes foi a geminação com os musseques de angola e moçambique, antes foi a agua mais cara do país e onde se paga bem a recolha de lixo que só é feita de 15 em 15 dias e antes foi tanta coisa.



segunda-feira, agosto 30, 2004

Ainda o acidente ocorrido na madrugada de sábado em Vale de Vaz-Poiares.

Liga dos Bombeiros exige inquérito rigoroso
A Liga dos Bombeiros Portugueses exige que o Governo efectue «um inquérito rigoroso, imparcial e não condicionado» à actuação dos agentes envolvidos no acidente ocorrido na madrugada de sábado em Poiares. O órgão máximo dos bombeiros nacionais crítica a postura assumida pelo INEM e manifesta «inequívoca solidariedade» a Jaime Soares.

Solidariedade inequívoca a Jaime Soares por parte da Liga de Bombeiros

A Liga dos Bombeiros manifesta, também, a sua «inequívoca solidariedade» ao comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares, que superintendeu as operações de socorro e foi amplamente criticado no relatório do INEM.
Um documento que a Liga considera «parcial» e que formula um «julgamento sumário, ilegítimo e intolerável de um responsável operacional com mais de 40 anos de serviço público voluntário».
Jaime Soares, que também é presidente da Federação Distrital dos Bombeiros de Coimbra e presidente da Câmara Municipal de Poiares foi acusado de impedir a equipa do INEM de «aceder ao local, assim como conhecer o número real das vítimas». Um situação que o comandante considerou como uma «tenebrosa e diabólica mentira». O comandante dos Bombeiros Voluntários de Poiares afirmou que iria levar o caso «às últimas consequências» e apelou à intervenção do Procurador da República, Souto Moura, em nome do total esclarecimento da situação.

O acidente verificou-se na madruga de sábado na Estrada da Beira, em Vale de Vaz, provocando a morte quase imediata de uma jovem de 19 anos e cinco feridos, um dos quais acabaria por falecer mais tarde.

Consta que as suspeitas do INEM se referem ao estado em que se deveriam encontrar os condutores das duas viaturas, pois com um acidente daquele tipo e aquela hora só podia haver alcool a mais.
A pressa em recambiar os feridos de qualquer maneira tambem deixou muito a desconfiar.

Ponte de Penacova terá novo tabuleiro


O tabuleiro da ponte de Penacova vai ser desmantelado para dar lugar a um novo, mantendo-se os pilares e os encontros com as duas margens do Mondego.
Foi esta a solução de compromisso encontrada para solucionar a quebra da amarração de um tirante da quase centenária travessia.

A Ponte José Luciano de Castro, normalmente designada por Ponte de Penacova, vai ser desmontada para dar lugar a uma nova, pelo menos no que diz respeito ao tabuleiro, uma vez que os pilares e os encontros com as margens vão ser aproveitados por apresentarem condições adequadas a suportar uma nova construção.
Trata-se de uma solução que vem pôr termo à dúvida que se instalou entre a população e autarcas desde a ruptura de parte da estrutura na madrugada do dia 12 de Julho passado.
Segundo o Instituto das Estradas de Portugal (IEP) começou-se por equacionar a reparação da ponte tal como estava, mas chegou-se à conclusão que, com os custos de manutenção inerentes à conservação, seria mais económico construir uma nova ponte.
Tendo em conta o bom estado dos pilares e dos encontros com as margens, foi tomada a opção de aproveitar estas estruturas, sendo construído de raiz apenas o tabuleiro, cuja perfil ainda é desconhecido, mas que deverá assentar na solução actual de ter uma faixa em cada sentido.

Maurício Marques,presidente da Câmara de Penacova, concelho onde se insere a ponte e onde algumas populações têm sofrido bastantes incómodos depois de perderem a principal passagem para a outra margem, mostra-se agradado com a solução encontrada.
De acordo com as palavras do edil, a construção de um novo tabuleiro em cima dos pilares já existentes, «corresponde às expectativas» que tinha para solucionar o problema.
Segundo o autarca, o projectista encarregue de requalificar a estrutura, inaugurada em 1906, «pretendia que a ponte fosse recuperada tal com estava, substituindo os tirantes».
Por outro lado, também diz que «havia muita gente que não estava interessada que se fizesse ali uma nova ponte».
Maurício Marques diz ser sua convicção que aquela localização «é a que melhor serve as populações», sublinhando que considera ser um valor acrescentado o aproveitamento de parte da obra já existente, referindo-se especialmente aos «pilares, bonitos, que já não se fazem hoje em dia».

Com a nova solução agora encontrada, e que estará em fase de projecto, a nova ponte José Luciano de Castro só será uma realidade no próximo ano, o que vai prolongar o sacrifício de muitos munícipes por mais algum tempo.
Maurício Marques mostra-se solidário e preocupado com o problema, que agora vai ser agravado com o início das aulas, mas não deixa de lembrar que mais vale esperar uns meses para ter uma ponte nova do que continuar na situação actual.

sábado, agosto 28, 2004

Câmara de Coimbra na mira de Penedos


O actual vereador de Poiares e apoiante da candidatura de José Sócrates à liderança do PS faz depender do avanço de Fausto Correia a sua disponibilidade para concorrer à Câmara de Coimbra

O socialista Paulo Penedos está disposto a protagonizar a candidatura do PS à presidência da Câmara Municipal de Coimbra, nas eleições autárquicas de Outubro de 2005, caso Fausto Correia se manifeste indisponível para avançar. «Se essa indisponibilidade se confirmar, no momento próprio e nos órgãos próprios, direi que o partido pode contar comigo para travar esse combate», afirma Paulo Penedos, vereador da Câmara de Poiares e apoiante da candidatura de José Sócrates à liderança do PS.
Paulo Penedos, advogado de 34 anos, diz que apoiará Fausto Correia, se este for candidato. Mas não acredita que o agora eurodeputado ainda esteja interessado em concorrer à Câmara de Coimbra.
Funda esta convicção numa notícia publicada anteontem no semanário Campeão das Províncias. «O texto indicia que o dr. Fausto Correia não vai ser candidato», conclui Penedos, desafiando o deputado europeu a anunciar já a sua decisão, e não apenas na véspera da eleição do próximo secretário-geral do PS, no final de Setembro, como sugere o semanário.
"Fausto" escolheu este ?timing?, porque é aquele que melhor joga com a decisão que já tomou», diz Paulo Penedos. Na sua opinião, «é inaceitável que o tabu se prolongue por mais alguns dias ou meses. Estamos a menos de um ano da formalização das candidaturas autárquicas e o dr. Fausto Correia já não tem o direito de estabelecer ?timings?» critica.
A candidatura de Fausto era dada como certa até o Diário de Coimbra noticiar, há cerca de um mês, que o presidente da concelhia socialista de Coimbra, Luís Vilar, apoiava Sócrates na corrida à liderança do PS. Aparentemente, Fausto recuou por não ter gostado de saber que o homem por quem fora convidado a candidatar-se à Câmara estava do lado do ex-ministro do Ambiente que, durante o último Governo socialista, tentou pôr a cimenteira de Souselas a incinerar resíduos industriais perigosos.
Paulo Penedos diz que Fausto Correia «não tem condições para se sentir confortável na candidatura à Câmara», mas acrescenta que «foi ele que se pôs de fora da nova solução nacional para o partido.
Automarginalizou-se», insiste Paulo Penedos o ex-número dois de Sérgio Sousa Pinto, quando este era secretário-geral da JS.

Co-incineração não tem
lugar em Coimbra

Luís Vilar, o homem a quem cabe propor o nome do candidato autárquico aos órgãos nacionais do partido, não mereceu o apoio de Paulo Penedos, quando se candidatou à presidência da concelhia socialista de Coimbra. Mas Paulo Penedos também não esteve com o adversário de Luis Vilar, o socialista João Silva, que apoia a candidatura de Manuel Alegre a secretário-geral.

De resto, tal como Luis Vilar e muitos outros socialistas de Coimbra, Paulo Penedos foi contra a co-incineração, na condição de deputado municipal em Coimbra, mas, agora, está com Jose Sócrates. «Sempre disse que a co-incineração não tinha lugar em Coimbra, e continua a não ter, enquanto não for demonstrada a ausência de riscos para a saúde pública», afirmou Paulo Penedos que foi o adversário de Ferro Rodrigues no último congresso do PS.
Embora admita que, no caso de Jose Sócrates vir a liderar o partido e a ser primeiro-ministro, a co-incineração possa ser «hipótese», o vereador de Poiares acredita que ela não se vai concretizar. Sustenta a crença afirmando que a moção de candidatura de Sócrates, redigida por Sérgio Sousa Pinto, tem «políticas sectoriais bem elencadas, com compromissos claríssimos», mas nada diz sobre co-incineração. Recorde-se que, sábado passado, em Coimbra, Jose Sócrates recusou-se a falar sobre gestão de resíduos industriais, por considerar inoportuno referir-se a matérias «tão detalhadas» no âmbito do combate político que está a travar.
Por outro lado, Paulo Penedos diz que a cimenteira de Souselas só foi escolhida como destino de resíduos industriais, durante o último Governo de António Guterres, «porque o PS/Coimbra tem sido uma irrelevância política no contexto nacional».
Ora «Coimbra ganhará força» com a vitória de Sócrates, assegura Paulo Penedos, ao salientar o apoio que a candidatura do ex-ministro do Ambiente merece de António Campos, influente militante do distrito de Coimbra que chegou a ser uma espécie de braço direito de Mário Soares.

terça-feira, agosto 24, 2004

Poiares: Jaime Soares nega ter impedido acesso a vítimas de acidente



O comandante dos Bombeiros Voluntários de Poiares (BVP), Jaime Soares, negou hoje que tenha impedido o acesso da emergência médica às vítimas de um acidente, apelando à intervenção do Procurador Geral da República no caso.

"Apelo penhoradamente ao senhor Procurador que mande investigar esta situação até às últimas consequências", declarou à agência Lusa Jaime Soares, frisando que a acção de Souto Moura deve "contribuir para esclarecer" a participação dos bombeiros e dos profissionais do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) no socorro às vítimas do acidente.

Num relatório do INEM, hoje divulgado, o comandante dos BVP é acusado de ter impedido o acesso de uma equipa da emergência médica ao local onde colidiram dois automóveis na madrugada de sábado, na estrada da Beira (EN-17), em Vale de Vaz, concelho de Vila Nova de Poiares.

Resultaram do acidente um morto (uma jovem de 19 anos, oriunda de Lisboa) e cinco feridos, mas Jaime Soares disse que uma segunda vítima, António Diogo Malta, natural da Lousã, sucumbiu hoje nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

De acordo com o relatório elaborado pela médica dos HUC que chefiava a viatura do INEM, Jaime Soares impediu a equipa "de aceder ao local, bem como de conhecer o número real de vítimas".

Numa nota que acompanha o relatório enviado à Lusa hoje à tarde, assinada pelo vogal Pedro Lopes, o conselho directivo do INEM "assume por inteiro" o conteúdo do documento.

"Amanhã mesmo, vou accionar judicialmente os responsáveis do INEM que divulgaram o comunicado", adiantou Jaime Soares, presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Coimbra.

Na sua opinião, o relatório é documento "tenebroso, diabólico e mentiroso".

Jaime Soares refuta as acusações da equipa do INEM, afirmando que, no local do acidente, depois de ter assegurado "todos os cuidados" aos feridos, comandando os bombeiros de Poiares e da Lousã, informou a médica do número de vítimas transportadas às unidades de saúde e dos procedimentos adoptados antes da chegada da viatura de emergência.

INEM e o Jaime da Chanfana trocam acusações

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) acusou o comandante dos Bombeiros de Poiares, Jaime Soares, de ter impedido o acesso de uma equipa de emergência às vítimas de um acidente ocorrido sábado naquele concelho. Jaime Soares afirma que o INEM chegou ao local cinco minutos depois das ambulâncias terem saído, que esclareceu a médica sobre o número das vítimas, sua situação clínica e destino, adiantando que estas acusações são uma "mentira tenebrosa".

Segundo um relatório ontem divulgado pelo INEM, Jaime Soares impediu a equipa "de aceder ao local, assim como conhecer o número real de vítimas".
O acidente de viação, registado na madrugada de sábado na estrada da Beira (EN-17), na povoação de Vale de Vaz, Vila Nova de Poiares, causou um morto e cinco feridos.
O relatório,foi elaborado por uma médica dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) responsável pela viatura de emergência activada para o acidente. Numa nota que acompanha o relatório, assinada pelo vogal Pedro Lopes, o conselho directivo do INEM esclarece que "assume por inteiro" o conteúdo do documento.

À chegada ao local, o senhor comandante dos Bombeiros Voluntários de Poiares interceptou a viatura médica, perguntando quem nos tinha activado" e "porque demorámos tanto tempo a chegar", adianta.

Segundo o relatório, Jaime Soares, fazendo "gestos inadequados", informou a equipa médica "que já não havia vítimas no local" e que ele próprio "já tinha coordenado a evacuação das mesmas" para os HUC e para o Serviço de Atendimento Permanente (SAP) do Centro de Saúde de Poiares.


Presidente da Comissão Política Distrital do PSD, Presidente da Confraria da Chanfana,Comandante dos Bombeiros Voluntários do concelho de Poiares, cuja Câmara Municipal lidera há três décadas, Jaime Soares é também presidente da Federação dos Bombeiros de Coimbra.
Em declarações à imprensa, ontem e domingo, Jaime Soares exigiu a demissão dos responsáveis distritais e nacionais do INEM, criticando a alegada demora e a actuação da equipa da emergência médica no acidente.
Jaime da Chanfana acusou o INEM de "falta de sentido ético e de espírito de parceria".
Só no final dos trabalhos de "suporte avançado de vida", nas urgências dos HUC, é que a equipa do INEM foi informada do número de vítimas do acidente, acrescenta o relatório, que reitera a "recusa do senhor comandante" Jaime Soares em deixar a viatura da emergência parar no local da colisão e aceder aos sinistrados.
É também elogiada a actuação dos Bombeiros Municipais da Lousã, que apoiaram a intervenção da equipa médica já na estrada da Beira e que "não concordaram com o procedimento, mas cumpriram" as ordens do Comandante de Poiares.
Contactado pela Lusa, o comandante dos Bombeiros da Lousã, João Luís Lopes, disse que os membros da corporação envolvidos no socorro às vítimas do acidente, em colaboração com os colegas de Poiares, limitaram-se a acatar as instruções de Jaime Soares. "Quem eram eles para irem contra as ordens do comandante operacional distrital?"

Jaime Soares considera estar-se perante uma "invenção diabólica" ele que chegou 3 minutos depois de activado o 112.
e tenta defender-se das acusações que lhe são dirigidas.

...que impediu a equipa de «aceder ao local, assim como conhecer o número real das vítimas»,
... é taxativo: «Isso é a maior falsidade, uma mentira tenebrosa, uma atitude vergonhosa, perfeitamente inqualificável, uma invenção diabólica».
«Quando a equipa do INEM chegou ao local do acidente já ali não se encontrava nenhum sinistrado», sublinhou Jaime Soares, uma vez mais, desmentindo «categoricamente» qualquer atitude no sentido de impedir o acesso da equipa aos feridos.

Nervoso com a situação e com as acusações, mantém o pedido de inquérito que formulou no domingo, no sentido de se averiguar "por que é que as viaturas saíram às 1h55 do local do acidente e só chegaram aos HUC às 3h40".

«Alguém iria evitar que uma equipa médica tomasse conta de qualquer situação de sinistralidade? Só um louco faria isso e eu não sou louco», diz Soares. «Isto é tenebroso, uma invenção diabólica, é uma das maiores mentiras que se pode imaginar», remata, afirmando que irá «accionar judicialmente» os responsáveis por esta «tremenda mentira».

segunda-feira, agosto 23, 2004

O transporte dos doentes tal como foi decidido pelo comandante dos Bombeiros de Poiares já só se justifica em tempo de guerra?.

Está bonita a brincadeira.

O INEM adianta que o que aconteceu... "já só se justifica em tempo de guerra".

O transporte dos doentes tal como foi decidido pelo comandante dos Bombeiros de Poiares, não obedeceu às regras base de imobilização das vítimas e ate parecia que se estava a transportar gado.
Fonte do INEM adiantou que ?o que aconteceu na madrugada de sábado é demasiado grave e que nunca mais poderá voltar a repetir?se.

Não tendo sido feita a estabilização mínima no transporte dos feridos - um trabalho que, segundo a mesma fonte, ?os bombeiros, nomeadamente, os da Lousã, sabem fazer muitíssimo bem?, o INEM adiantou que ?a equipa envolvida está de consciência tranquila e que até agradece que o inquérito pormenorizado pedido pelo sr. Jaime Soares seja feito.
Recordando alguns dos passos que foram dados pelos profissionais enviados ao local, a mesma fonte do INEM explicou que foram informados por Jaime Soares de que já nada teriam a fazer no local do acidente.
A equipa terá informado de imediato o CODU de que não encontraram vítimas graves no local adiantando que iam dar apoio aos feridos que seguiam nas ambulâncias.

E o que encontraram - garantiu - já só se justifica em tempo de guerra. Dois feridos politraumatizados graves, um deles em estado de choque, na mesma ambulância e sem qualquer tipo de cuidados adequados à situação?.
Foi então solicitada uma outra ambulância ao CODU, os dois feridos estabilizados e enviados para os Hospitais da Universidade de Coimbra, um deles acompanhada pela médica de serviço. ?Uma vez chegados aos HUC, o jovem em estado muito grave deu logo entrada no bloco operatório?, encontrando?se nos cuidados intensivos.


QUEM TE MANDA A TI SAPATEIRO TOCAR RABECÃO

Poiares - Jaime pede inquérito



Uma central de socorro única e um inquérito rigoroso à actuação do INEM no acidente de sábado são duas exigências do comandante dos Bombeiros de Poiares.

Jaime Soares, o comandante dos Bombeiros de Poiares, que chegou ao local do acidente cerca de três minutos depois do alerta ter sido dado para o 112, vai exigir que seja feito ?um rigoroso inquérito ao INEM e à própria intervenção dos bombeiros?.
Em causa, estão vários pontos que, em seu entender, poderão ter contribuído para o agravamento do estado de saúde dos jovens feridos com gravidade.
Sublinhando o facto da equipa do INEM ter chegado cerca da 01H55 - quando já nenhuma das vítimas se encontrava no local - Jaime Soares garante que os bombeiros cumpriram os passos fundamentais para socorrer as vítimas.
?Chegámos ao local por volta da 01H34. Encontrámos duas viaturas batidas, retirámos três feridos para o Centro de Saúde de Poiares, desencarcerámos um deles, enviando os três mais graves para o Hospital de Coimbra em duas ambulâncias?reserva do INEM, com duas macas, nos Bombeiros da Lousã?, contou Jaime Soares, adiantando que a equipa do INEM voltou para trás ?depois de ter sido informada da ocorrência?.
O mais grave, foi ?o facto da equipa do INEM ter mandado parar as ambulâncias no caminho fazendo com que os feridos, um deles - o João Pedro - com lesões internas gravíssimas, tivessem chegado ao hospital por volta das 03H30?.
Sublinhando que ?se perdeu demasiado tempo?, o comandante dos Bombeiros de Poiares lembrou que ?45 minutos é o tempo considerado óptimo para se transportar os feridos em boas condições?. ?Mas nós conseguimos em 20 minutos?, reforçou.
Uma situação que, segundo Jaime Soares vem reforçar aquilo que considera ser a ?eterna falta de respeito do INEM para com os Bombeiros? e que segunda?feira passada justificou uma reunião dos bombeiros do distrito de Coimbra. De onde saiu o pedido urgente de uma reunião a direcção do INEM em Coimbra, a Federação dos Bombeiros e o Serviço de Protecção.

Em Cadafaz -GOIS - A GNR apreendeu 27 plantas de cannabis

Vinte e sete plantas de cannabis, cada uma com cerca de três metros de altura, foram apreendidas pela GNR da Lousã e o alegado proprietário detido pelas autoridades, anunciou aquela força policial.
As plantas encontravam-se em quatro terrenos diferentes da freguesia de Cadafaz, concelho de Góis, tendo sido apreendidas na sequência de uma operação levada a cabo sábado pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR da Lousã.
Na ocasião foi detido um indivíduo de 25 anos, sem profissão conhecida, alegado proprietário da droga.
Em declarações ontem à Agência Lusa, Albino Tavares, comandante do destacamento territorial da GNR da Lousã, afirmou que o indivíduo «andava a ser vigiado há cerca de dois meses, a partir da altura em que fomos alertados para a existência de uma das quatro plantações de cannabis» que acabaram por ser descobertas.
As operações de vigilância levaram mesmo os agentes da GNR a percorrer «vários quilómetros, por caminhos onde só é possível andar a pé», explicou.
«Estas plantações existiam perto de linhas de água, necessária às plantas, em locais de acesso particularmente difícil.
Para chegar a uma delas até era preciso percorrer um caminho tipo túnel através de um silvado», acrescentou o capitão Tavares.
O alegado proprietário da droga «que se deslocava às plantações com alguma frequência» acabou por ser detido na noite de sábado, cerca das 22h30, quando se encontrava na companhia de uma cidadã estrangeira «aparentemente não relacionada com o caso», disse o responsável da GNR.
Presente a tribunal, o indivíduo foi posto em liberdade com termo de identidade e residência.