sexta-feira, dezembro 17, 2004

METRO LIGEIRO DE SUPERFÍCIE - Governo excluiu troço ferroviário Lousã-Serpins

METRO LIGEIRO DE SUPERFÍCIE - Governo excluiu troço ferroviário Lousã-Serpins


A exclusão do troço ferroviário entre Lousã e Serpins foi ordenada pelo Governo, por entender que os autocarros servirão melhor a população, segundo a Metro Mondego.

O presidente da Metro Mondego afirmou ontem que a exclusão do troço ferroviário Lousã?Serpins do projecto do metro ligeiro de superfície foi determinada pelo Governo no passado mês de Novembro, mas a Câmara da Lousã sabia que existia essa possibilidade desde 2003. Segundo José Mariz, esta questão já tinha sido discutida pelo menos uma vez numa reunião da Metro Mondego realizada no ano passado, em Março, num encontro em que participaram todos os accionistas da empresa, que na altura era ainda era presidida pelo socialista Armando Pereira. O responsável da Metro Mondego admitiu também o presidente da Câmara da Lousã, Fernando Carvalho, sempre contestou um eventual fecho do troço ferroviário entre Lousã e Serpins.
Ontem, na conferência de imprensa destinada a esclarecer o processo de instalação do metropolitano em Coimbra e no ramal da Lousã e a fazer um balanço do trabalho da actual administração, José Mariz afirmou que a Metro Mondego recebeu oficialmente há cerca de um mês uma informação da tutela, que determinava de ?forma explícita e mandatória? a exclusão dos cerca de seis quilómetros entre a Lousã e Serpins do troço ferroviário do metropolitano de superfície.
Esta informação foi de imediato dada a conhecer em reuniões com a Junta de Freguesia de Serpins e a Câmara da Lousã, ambas lideradas pelo PS, mas a solução proposta ? o desenvolvimento de um sistema rodoviário complementar, utilizável com o mesmo bilhete e o mesmo preço ? foi mais uma vez rejeitada pelos autarcas.
O projecto que será objecto do concurso público internacional do metropolitano, um investimento de cerca de 257 milhões de euros, inclui a instalação do eléctrico rápido de superfície entre Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, e um sistema rodoviário integrado no troço entre Lousã e Serpins, disse José Mariz. O mesmo sistema rodoviário, acrescentou, será usado na ligação do metro à periferia de Coimbra, acrescentou, adiantando que continua em estudo a possibilidade de o traçado urbano do metro ser alargado à Solum e zona norte da cidade (Adémia, Fornos), bem como ser estendido a sul (Antanhol, Condeixa) e à margem esquerda, entre Taveiro e Ribeira de Frades, como ligação ao comboio de alta velocidade.

Autocarro é solução socialmente mais favorável

A administração da Metro Mondego defendeu ontem que a solução rodoviária entre Lousã e Serpins, como complemento do metro, servirá melhor as populações que utilizam a estação de Serpins, para onde se deslocam sobretudo de táxi.
A decisão do Governo, sustentou José Mariz, foi ditada por razões de racionalidade económica, mas também por esta solução ser socialmente mais favorável e a que servirá muito bem e respeitará os interesses das populações.
Por um lado, sustentou o administrador Guilherme Carreira, a inclusão do troço rodoviário entre Lousã e Serpins, em substituição da ferrovia, torna o projecto mais atraente para os concorrentes, ao reduzir os custos de instalação de 10 milhões de euros para 350 mil euros.
Por outro lado, sublinhou, os cerca de seis quilómetros do actual troço ferroviário passam no meio da serra, em zona protegida, onde não existem casas nem povoações. Em contrapartida, as carreiras de autocarro servirão todas as freguesias da Lousã, quase num porta?a?porta, salientou, ao apresentar o esboço do percurso (ver imagem).
Citando dados de 2001, fornecidos pela CP, o responsável disse que o máximo de pessoas que utilizaram diariamente o comboio, entre Lousã e Serpins, oscilou entre 263 e 429, consoante os sentidos.

Metro Mondego quer concurso público

O presidente da Metro Mondego, José Mariz, afirmou ontem que o concurso público do metropolitano ligeiro de superfície poderá ser lançado ainda pelo actual governo de gestão. José Mariz ? que deixou transparecer que esta é a sua preferência e a dos outros dois membros executivos do conselho de administração, Guilherme Carreira e João Casaleiro ? sustentou a sua posição em pareceres de jurisconsultos da Universidade de Coimbra.
O secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, Jorge Borrego, admitiu esta semana, em Coimbra, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, que tinha dúvidas sobre a legitimidade de um executivo de gestão para avançar com o concurso.
Escusando?se a comentar as declarações do governante, José Mariz notou apenas que na fase actual o processo não necessita de aprovação do Conselho de Ministros e que a abertura do concurso é um acto administrativo?, que exige apenas de um despacho conjunto dos secretários de Estado dos Transportes e Comunicações e do Tesouro e das Finanças, Luís Morais Leitão.
A 30 de Novembro, a Metro Mondego entregou ao Governo todos os documentos necessários ao lançamento do concurso do metro, no âmbito do sistema de parcerias público?privado, e o diploma relativo às bases de concessão também já foi publicado, na última quarta?feira, em Diário da República. Estamos em posição de lançar o concurso, aguardamos um sinal da tutela, que estamos convencidos que vai aparecer, sublinhou José Mariz.
Também na passada terça?feira, em reunião do conselho de administração da Metro Mondego - que inclui ainda os social?democratas João Rebelo e Carlos Ferreira, em representação das câmaras de Coimbra e de Miranda do Corvo, respectivamente, e Manuel Parola Gonçalves, pela Lousã, como administradores sem funções executivas - foi dada luz verde ao lançamento do concurso público, com o voto contra da Câmara da Lousã, referiu José Mariz, membro da Assembleia Municipal de Coimbra, eleito pelo CDS?PP.
Fernando Carvalho, presidente da Câmara da Lousã, a única de maioria socialista dos três municípios que integram o capital social da empresa, que tem ainda como accionistas a REFER, a CP e o Estado, já anunciou que pretende impugnar o concurso público em tribunal, caso o Estado mantenha a exclusão do troço ferroviário Lousã?Serpins.
José Mariz contrariou ontem a opinião de Fernando Carvalho e do PS de Coimbra de que, sem unanimidade na aprovação dos documentos para abertura do concurso este não poderia produzir efeitos. No entanto, realçou ontem José Mariz, segundo os estatutos da empresa, a aprovação do lançamento do concurso exige apenas os votos favoráveis da maioria dos membros do conselho de administração, pelo que é válida mesmo com o voto contra da Câmara da Lousã.

METRO não vai ate SERPINS

O Conselho de Administração da Metro Mondego acredita que o lançamento do concurso do Metro Ligeiro de Superfície deverá avançar em breve aguardando-se um sinal da tutela.
De fora fica o troço ferroviário Lousã ? Serpins já que o Governo, sócio maioritário, assim decidiu

O projecto já está aprovado pela maioria dos accionistas, por isso o traçado entre Lousã e Serpins do Metro Ligeiro de Superfície (MLS) vai mesmo ficar de fora, optando-se com uma solução de rodovia para fazer a ligação da Lousã a Serpins e às restantes freguesias do concelho que, no entender da administração da Metro Mondego (MM), traz muitas vantagens.
Ontem, em conferência de imprensa, a administração da MM apresentou a solução que, considera, é financeiramente muito mais barata e permite uma maior abrangência em termos de utilizadores.
A solução apresentada passa pela utilização de transportes rodoviários que farão a ligação de todas as freguesias com a Lousã, sede de concelho, de onde partirá o metro em direcção a Coimbra. Esta solução permite que as freguesias de Foz de Arouce, Casal de Ermio, Serpins e Vilarinho passem a dispor de um meio de transporte rodoviário que, até aqui, é praticamente inexistente. Com este serviço o número de utilizadores do metro será muito maior uma vez que de um universo de pouco mais de 1700 habitantes (de Serpins), o metro passará a estar ao dispor de mais de cinco mil habitantes (correspondentes aos habitantes das quatro freguesias).

Menos dinheiro e melhor serviço

Segundo José Mariz, presidente da MM, esta solução permite um serviço quase «porta a porta», já que «com muito menos dinheiro, servimos muito mais população e muito melhor do que actualmente são servidas já que pela sua modalidade vai buscar as pessoas quase a casa», explicou. Concretizando, Guilherme Carreira, administrador executivo da MM, referiu que a complementaridade entre sistema rodoviário e ferroviário permitirá servir mais do triplo da população que hoje é servida», gastando-se «30 vezes menos. Ou seja, explicou o administrador, a manutenção da infra-estrutura ferroviária até Serpins implicaria um custo de 10 milhões de euros, enquanto que a solução de complementaridade entre os dois meios implicará apenas um gasto de 350 mil euros.
Por outro lado, afirmou Guilherme Carreira, para que o prolongamento da linha do metro até Serpins se justificasse teria de haver 50 vezes mais passageiros do que actualmente. Em seu entender esta situação dificilmente se verificará já que, entre Lousã e Serpins não há população nem vai haver porque é uma zona protegida e nem sequer é expectável que haja futuramente mais população que possa justificar o metro.

Falta um sinal a tutela

Aprovada que está esta a versão definitiva dos documentos do concurso internacional do MLS, entregue a 30 de Novembro ao Governo, parecem estar reunidas as condições para o lançamento do concurso público internacional, esperando os administradores um sinal da tutela. E nem um Governo em gestão parece abalar as convicções dos administradores em que o concurso seja lançado muito brevemente. Todos os cenários convergem no sentido de que o metro vai ser brevemente lançado a concurso internacional, disse José Mariz. Por outro lado, assegurou, este é um acto administrativo e na fase actual ele não vai a Conselho de Ministros, disse afirmando que o processo necessita apenas de um despacho conjunto do secretário dos Transportes e Comunicações e do secretário de Estado do Tesouro e das Finanças. José Mariz acrescentou, de resto que, este é um processo que está em curso e não é uma solução que um Governo em gestão fosse apressadamente tirar de qualquer gaveta para lançar.
Questionado sobre a possibilidade de impugnação do concurso público por Fernando Carvalho, presidente da Câmara Municipal da Lousã, que já manifestou esta intenção como forma de manifestar o seu desagrado com a exclusão do troço Lousã/Serpins, os administradores asseguram que, e invocando os estatutos da sociedade, a aprovação necessita apenas do voto da maioria dos accionistas, o que já aconteceu.

sexta-feira, dezembro 10, 2004

Demissão do major?general Paiva Monteiro agrada a Jaime Soares

Jaime Soares saiu ontem em defesa de Paulo Pereira Coelho, acusando o presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil de inabilidade para o sector.

Jaime Soares congratulou?se com a demissão do presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, considerando que Paiva Monteiro teve um grande momento de lucidez em pedir a demissão.
A acção da equipa do major?general Paiva Monteiro, no SNBPC, saldou?se por um autêntico fracasso por ter sido boicotado desde o principio, declarou o líder da Federação de Bombeiros do Distrito de Coimbra, Jaime Soares.
Nestes meses em que esteve à frente do SNBPC, o senhor general não demonstrou um mínimo de intuição para o lugar,nem se apercebeu de quem o andava a tramar acrescentou.
O social?democrata Jaime Soares é presidente da Distrital do PSD e integra o conselho directivo da ANMP por proposta de Paulo Pereira Coelho, como responsável pela área da protecção civil. Por isso não se estranha que venha manifestar o seu apoio ao secretário de Estado adjunto do ministro da Administração Interna, Paulo Pereira Coelho, Jaime Soares recordou que o seu amigo governante, para redigir a nova Lei Orgânica do SNBPC, fez?se rodear dos seus amigos do partido, aqueles que legitimamente representam a sociedade portuguesa nestas matérias, que são os municípios e os bombeiros.
Na quinta?feira, após uma reunião com o ministro, Paiva Monteiro acusou Pereira Coelho de cozinhar a Lei Orgânica da instituição sem o ouvir, duas semanas depois de ter alegado que o secretário de Estado não lhe inspirava confiança nem credibilidade. O que até é verdade.
Paulo Pereira Coelho lá teria as suas razões para não chamar o senhor general, afirmou Jaime Soares, ao frisar que Paiva Monteiro é um funcionário da estrutura e como tal só lhe cabe seguir as orientações políticas do Governante.
Na sua opinião, o presidente do SNBPC apresentou a demissão ao ministro Daniel Sanches, porque de certeza se apercebeu da sua inabilidade para estas andanças.
Entretanto, um vice?presidente do SNBPC apresentou também a sua demissão por solidariedade com o presidente por quebra de confiança com o secretário de Estado da Administração Interna.
António Antunes, um dos três vice?presidentes do Serviço, disse que decidiu apresentar ontem a sua demissão ao ministro, por solidariedade com o major?general Paiva Monteiro.
Apresentei a minha demissão por estar solidário com o major?general Paiva Monteiro, até porque o projecto ficou interrompido. E por não ter confiança no secretário de Estado. Houve quebra de confiança, afirmou o ainda vice?presidente do SNBPC.
Só nos admiramos porque é que Jaime Soares não tenha tambem pedido a sua demissão.
Se o major não tinha habilidade, será que Jaime Soares terá muita habilidade?


quarta-feira, dezembro 08, 2004

Paulo Penedos deixa o PS


O advogado e dirigente socialista Paulo Penedos anunciou que se demitiu ontem do PS, através de uma carta enviada ao secretário-geral do PS, José Sócrates. Paulo Penedos justificou à Lusa a sua decisão de abandonar o partido com o facto de a concelhia do PS de Poiares, onde exerce as funções de vereador, lhe ter retirado há um mês a confiança política e de a direcção nacional não ter sanado alegados danos ao seu "bom-nome".
Foi-me garantido que seriam realizadas diligências pelo partido e encontrada uma solução interna, até dia 5 de Dezembro, com vista à reposição do meu bom-nome, o que não aconteceu», afirmou.
Paulo Penedos, que apoiou a candidatura de José Sócrates a secretário-geral do PS, integrou até agora a Comissão Nacional e a Comissão Nacional de Jurisdição. Filho do antigo secretário de Estado da Energia José Penedos, Paulo Penedos militava no PS há 15 anos e candidatou-se em 2001 à Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, disputando as eleições com Jaime Soares, do PSD, o mais antigo presidente de câmara do país em funções.
O vereador recordou que, a 13 de Novembro, a Comissão Política Distrital de Coimbra do PS, liderada pelo deputado Victor Baptista, «não aceitou pôr à discussão e votação» a retirada da confiança política pela direcção socialista do concelho de Poiares.
«Considero insuportável a minha permanência num partido que trata deste modo aqueles que o servem de forma totalmente desinteressada no plano pessoal», disse.
Ontem, ao DC, Penedos disse que servir a comunidade não se esgota num partido político, ao garantir que em próximas eleições ? legislativas, autárquicas ou presidenciais ? não deixará de dizer quem é o seu candidato. E, rematou, fiquem descansados os meus detractores, que também não deixarei de comentar as listas socialistas.



Troço Lousã-Serpins fora do ?Metro?

O Governo quer excluir da rede do metropolitano ligeiro de superfície o troço Lousã-Serpins, propondo uma solução rodoviária para aquele percurso. Mas o presidente da Câmara da Lousã, Fernando Carvalho, não aceita e garante lutar até às últimas consequências para impugnar a decisão que considera «um verdadeiro absurdo»
O presidente da Câmara Municipal da Lousã não aceita que o troço ferroviário Lousã-Serpins seja excluído da rede do metropolitano ligeiro de superfície (eléctrico rápido), conforme se anuncia numa nota conjunta das secretarias de Estado do Tesouro e Finanças e dos Transportes a que o Diário de Coimbra teve acesso.
O autarca considera esta decisão um «verdadeiro absurdo», acusando o Governo de Santana Lopes de a ter tomado para prejudicar a única Câmara socialista que integra a sociedade Metro Mondego.
É claramente uma decisão política, sublinhou, explicando que quando entraram para a Metro Mondego foi no pressuposto de o metropolitano abranger todo o ramal da Lousã.
Segundo o edil, a autarquia não teria embarcado nesta sociedade se este encurtamento do ramal estivesse previsto, lembrando que ainda recentemente fizeram um esforço financeiro para subscrever o aumento de capital.
O documento enviado pela tutela ao Conselho de Administração da Metro Mondego confirma que o Governo pretende excluir o troço Lousã-Serpins da rede de metro ligeiro de superfície, adoptando uma solução rodoviária complementar ao serviço ferroviário para o troço em causa.
Fernando Carvalho afiança que não vai aceitar esta decisão custe o que custar, colocando a hipótese de solicitar a impugnação do concurso público internacional pelas vias judiciais, para além de «pedir o apoio dos lousanenses para esta causa».
Já anteontem a vereação deliberou por unanimidade rejeitar a solução apresentada pelas secretarias de Estado do Tesouro e Finanças e dos Transportes.
Também o líder da concelhia da Lousã do Partido Social Democrata considera esta situação inaceitável. Qualquer decisão do projecto que não vá até Serpins é inaceitável, afirmou Pedro Curvelo, que defende inclusivamente o prolongamento da linha por mais 1.100 metros, aproveitando a plataforma aberta.
Em declarações disse que a confirmar-se esta decisão é um passo atrás no desenvolvimento do concelho. Nós temos que dar passos em frente e não para trás, referiu.
Pedro Curvelo considera que Serpins é uma freguesia bastante importante e que se desenvolveu muito na expectativa do metro, sendo necessário defender até às últimas consequências a manutenção da via férrea.
Salienta ainda que está a ser elaborado um Plano de Urbanização para aquela vila, contando com o caminho de ferro que, segundo disse, serve também muitas pessoas de Vila Nova do Ceira e de Vila Nova de Poiares.
José Mariz, presidente do Conselho de Administração da Sociedade Metro Mondego explicou que o sistema está garantido entre Coimbra e Serpins, estando, no entanto, em aberto várias possibilidades tecnológicas.
Há aqui uma grande confusão porque não existe nenhuma exclusão de troços, o que existe é a possibilidade dos concorrentes apresentarem alternativas, reiterou, adiantando que está tudo preparado para lançar o concurso público internacional.
Jaime Soares ainda não se manifestou, pois está dividido entre dois amores.Ou é a favor do troço ate Serpins para benificio dos Poiarenses e faz uma greve e pára o transito na EN 17 ou então prejudica o bom povo poiarense e alinha com Santana Lopes para recusar o metro ate Serpins.

Ate que enfim que já acusam Pinto da Costa ....

Pinto da Costa só não foi preso porque irá pagar uma caução de 125.000 euros no âmbito do processo sobre corrupção no futebol "Apito Dourado".

Indícios consistentes da prática de dois crimes de corrupção desportiva activa, dois crimes de tráfico de influência na forma activa e um crime de falsificação de documento qualificado sob a forma de cumplicidade.

Os arguidos incontactáveis são os presidentes suspensos da Liga de Clubes e do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, Valentim Loureiro e Pinto de Sousa, respectivamente, o empresário António Araújo, os árbitros Augusto Duarte e Jacinto Paixão e os árbitros assistentes José Chilrito e Manuel Quadrado.
Além destes arguidos, Pinto da Costa está ainda proibido de contactar com «quaisquer outros árbitros de futebol e outras pessoas que integrem órgãos sociais de disciplina e/ou de arbitragem na Liga e na Federação ».
O presidente do FC Porto está, no entanto, impedido de sair do país por mais de 5 dias.


domingo, dezembro 05, 2004

Campo de futebol remodelado

Campo de futebol remodelado
A Câmara Municipal de Miranda do Corvo procedeu à execução da cobertura das bancadas existentes no campo municipal relvado, criando melhores condições para o público

Trata-se de uma infra-estrutura que custou 46.752 euros, mais IVA, e que permite ao público assistir às partidas de futebol com maior comodidade, evitando a exposição ao frio e à chuva.
Em nota enviada à imprensa, a autarquia recorda que já durante o mandato deste executivo foram colocadas cadeiras e efectuadas outras obras no tapete de jogo.
A autarquia adjudicou ainda várias obras de remodelação no campo municipal relvado de forma a melhorar as condições de trabalho dos atletas e do público que assiste aos espectáculos.
O estado degradado em que se encontravam os balneários e a falta de um gabinete médico e instalações administrativas levaram o executivo a lançar uma empreitada que ascende a 13.859 euros.
O actual edifício dos balneários será ampliado com a criação de um gabinete médico, essencial para que as equipas médicas desenvolvam o seu trabalho com qualidade e dignidade.
A necessidade de instalações para apoio administrativo era já sentida há muito tempo, motivo pelo qual esta empreitada contempla a construção de dois gabinetes.

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Novo aeródromo arranca em Poiares na freguesia das Lavegadas


Deverá custar mais de meio milhão de contos e afirma-se como um pólo fundamental em termos de estratégia de combate aos fogos florestais e protecção a floresta. Falamos no aeródromo municipal que vai ser construído na serra do Vidoeiro, na freguesia das Lavegadas em Vila Nova de Poiares. Uma infra- -estrutura que também poderá potenciar o desenvolvimento turístico da região e que deverá estar completamente operacional dentro de dois anos

O Conselho de Ministros, reunido ontem, ratificou a suspensão parcial do Plano Director Municipal de Vila Nova de Poiares, tendo como objectivo "possibilitar a construção de um aeródromo municipal na serra do Vidoeiro, freguesia de Lavegadas". Em causa está uma estrutura que, ainda de acordo com os termos da resolução do Conselho de Ministros, contribuirá para melhorar as condições de operacionalidade perante as actuais exigências técnicas e logísticas dos meios aéreos envolvidos nos combates a incêndios florestais. O novo aeródromo beneficiará da centralidade relativamente aos concelhos mais fustigados pelos referidos incêndios na zona litoral centro do País, bem como da proximidade das albufeiras da Aguieira e das Fronhas, sublinha o documento.
Visivelmente satisfeito com a resolução do Conselho de Ministros ficou o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares. Jaime Soares, que também é comandante dos Bombeiros locais e responsável da Federação Distrital dos Bombeiros de Coimbra tem, de resto, desde há décadas defendido uma estratégia de prevenção de fogos e protecção da floresta. Este aeródromo é, afirma, uma peça fundamental nessa mesma estratégia que, em seu entender, finalmente começou a ser colocada em prática em todo o território nacional.
Temos um concelho pequeno, mas com uma grande área florestal e estamos colocados numa posição estratégica, afirma Jaime Marta Soares relativamente a toda uma vasta mancha florestal que abraça as serras do Açor, da Lousã, do Buçaco, e do Carvalho, para já não falar em zonas mais distantes, como as serras da Estrela do Caramulo e a serra de Oleiros. Esta localização privilegiada ganha mais consistência relativamente à localização de um aeródromo tendo em conta a proximidade, quase vizinhança, da barragem da Aguieira, uma das maiores, senão mesmo a maior albufeira do país, sublinha Jaime Soares. Significa, de acordo com o autarca de Vila Nova de Poiares, que os aviões utilizados no combate a incêndios, levantam voo e têm na sua linha de vista a albufeira em questão, onde irão encher os tanques com a água necessária para apagar fogos.
Duas razões de força que estiveram na base do projecto, elaborado pela autarquia poiarense, que está mais do que empenhada na sua concretização. O edil sublinha a celeridade e maior eficácia relativamente à intervenção dos meios aéreos no combate a incêndios com os Cannadair´s a partirem das Lavegadas em vez de viajarem do aeródromo de Seia, como acontece actualmente.

Motor de desenvolvimento turístico

Independentemente do valor estratégico fundamental em termos de protecção da floresta e combate a incêndios, Jaime Soares destaca o papel que esta infra-estrutura pode desempenhar em prol do desenvolvimento turístico da região. Isto porque em causa está a maior pista do distrito, afirma, apontando para uma pista com 1.800 metros, contra os 900 da pista de Cernache (Coimbra) e os 750 do aeródromo da Lousã. Esta nova pista, que poderá ir até aos 2000 metros, pode permitir a utilização por voos charter, pequenos aviões com capacidade para transportar 20 ou 30 pessoas, o que, no entender do autarca de Poiares, poderá ser um investimento importante em termos de dinâmica turística e desenvolvimento das potencialidades da região, funcionando como uma plataforma que actualmente não existe na região. As boas acessibilidades são, também, um ingrediente importante, que Soares sublinha, seja relativamente à utilização turística seja no que concerne à prevenção de incêndios e protecção da floresta.
Por outro lado, e dado que este aeródromo vai ser construído numa zona amplamente florestal, onde não há proximidade de construções ? contrariamente ao que acontece em Cernache e na Lousã - o autarca de Poiares encara de forma positiva a possibilidade de ali ser, também, no futuro, criada uma estrutura de apoio em termos de prevenção e ordenamento da floresta.

Projecto arrojado

O projecto, que agora teve luz verde, com a aprovação da ratificação do Plano Director Municipal por parte do Conselho de Ministros, é considerado arrojado pelo próprio presidente da autarquia de Vila Nova de Poiares e seu principal mentor. Sempre acreditámos que iria ser aprovado e é bom saber que as nossas propostas são reconhecidas pela tutela», afirma Soares.
O aeródromo, que vai nascer na serra do Vidoeiro, deverá ultrapassar o meio milhão de contos, estima Soares, que espera conseguir reunir alguns apoios comunitários para a sua concretização. Em causa está uma pista principal com 1.800 metros, torre de controlo e toda uma vasta zona de apoio. Esta região vai ganhar muito com este projecto, afiança o presidente da Câmara de Poiares.
A desmatação, primeiro passo para a implementação do aeródromo, já está a ser feita, afirma Soares, sublinhando que todo o material lenhoso já foi retirado e está a proceder-se à desmatação e limpeza dos terrenos. Terminada esta fase avança a construção. Lá para o final do próximo já será possível alguma utilização, adianta Soares, muito embora sublinhe que as obras só deverão estar concluídas e a estrutura em perfeito funcionamento dentro de dois anos.

quinta-feira, dezembro 02, 2004

iranda do Corvo - Campo de futebol remodelado


A Câmara Municipal de Miranda do Corvo procedeu à execução da cobertura das bancadas existentes no campo municipal relvado, criando melhores condições para o público

Trata-se de uma infra-estrutura que custou 46.752 euros, mais IVA, e que permite ao público assistir às partidas de futebol com maior comodidade, evitando a exposição ao frio e à chuva.
Em nota enviada à imprensa, a autarquia recorda que já durante o mandato deste executivo foram colocadas cadeiras e efectuadas outras obras no tapete de jogo.
A autarquia adjudicou ainda várias obras de remodelação no campo municipal relvado de forma a melhorar as condições de trabalho dos atletas e do público que assiste aos espectáculos.
O estado degradado em que se encontravam os balneários e a falta de um gabinete médico e instalações administrativas levaram o executivo a lançar uma empreitada que ascende a 13.859 euros.
O actual edifício dos balneários será ampliado com a criação de um gabinete médico, essencial para que as equipas médicas desenvolvam o seu trabalho com qualidade e dignidade.
A necessidade de instalações para apoio administrativo era já sentida há muito tempo, motivo pelo qual esta empreitada contempla a construção de dois gabinetes.

terça-feira, novembro 23, 2004

Municípios assinaram protocolos para proteger a floresta


A Agência para Prevenção de Incêndios Florestais vai prestar apoio financeiro às Câmaras Municipais do distrito para comparticipação do pagamento de pessoal técnico e para despesas de funcionamento do Gabinete Técnico Florestal. A assinatura dos protocolos com os municípios decorreu ontem no Governo Civil de Coimbra. Cada uma das autarquias vai receber dois mil euros por mês

A prevenção e protecção assumem-se como palavras-chave. Depois da vaga de incêndios que abalou o país no ano de 2003, Governo, autarquias e demais entidades lançam-se, mais do que no combate, na protecção da floresta contra incêndios. Ontem foi dado mais um passo nesse sentido com a assinatura de protocolos entre a Agência para Prevenção de Incêndios Florestais e os municípios do distrito de Coimbra.
Ao abrigo de um protocolo celebrado anteriormente entre a Associação Nacional de Municípios Portugueses e o Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas foram criados os Gabinetes Técnicos Florestais, entidades que agora passam a dispor de uma verba que assegura o seu funcionamento. Dois mil euros por mês é a quantia que cada um dos municípios irá receber que se destinará ao pagamento de pessoal técnico habilitado e despesas de funcionamento do referido gabinete.
Uma verba insuficiente para Jaime Soares, representante da Associação Nacional de Municípios Portugueses, que considerou que a transferência de novas competências para as autarquias terá de se acompanhar com a respectiva mochila financeira», pelo que dois mil euros «fica muito aquém do necessário.
Ainda assim, o também presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares e comandante dos Bombeiros, considera que este já é um apoio importante, tanto mais porque finalmente se está no bom caminho em matéria de prevenção da floresta contra incêndios florestais. Os fogos não se combatem, evitam-se.
Há que trabalhar antes e afirmarmo-nos através de projectos de prevenção com toda a urgência porque já houve uma perda exagerada de tempo», disse.

Municípios são parceiros fundamentais

Na cerimónia de assinatura dos protocolos, Jaime Soares defendeu, de resto, os municípios como «parceiros fundamentais» em todo este processo de defesa da floresta. Uma ideia igualmente defendida por Luís Pires Pinheiro, secretário de Estado das Florestas, para quem, «não é possível uma política contra incêndios sem o contributo das autarquias. O desafio é grande, por isso, mais do que ter administração central e municípios em cooperação, o secretário de Estado defendeu uma mudança de atitudes que têm de ser mais pró-activas», bem como a mobilização de todos os intervenientes porque é todo o grupo que é responsável pela elaboração do Plano Nacional e pela melhor articulação dos recursos entre si. Assim sendo, e a par dos municípios, outras entidades, nomeadamente as associações de produtores florestais, constituirão um braço de apoio importante para o sucesso dos projectos de protecção da floresta contra incêndios, disse. Entre as apostas, Luís Pires Pinheiro, referiu, por exemplo, mais voluntariado nas florestas para responder a um problema que que não é só das autarquias, do Governo ou dos bombeiros.
No seguimento da reforma estrutural do sector florestal iniciada com o Governo anterior, Luís Pires Pinheiro lembrou todo um conjunto de instrumentos, em fase de ultimação, nomeadamente os Planos Regionais de Ordenamento do Território, instrumentos fundamentais que podem garantir a sustentabilidade do sector que deverão estar concluídos em Dezembro de 2005. Já o Plano Nacional de Defesa da Floresta deverá estar concluído em Abril/Maio do próximo ano.
Constituídos que estão os Gabinetes Técnicos Florestais de cada concelho, o secretário de Estado lançou um outro desafio: que os municípios avancem para a criação de gabinetes intermunicipais. «A própria economia dos recursos assim o sugere», disse o secretário de Estado adiantando que tal já foi sugerido aos presidentes de Câmara.

Plano de Defesa da Floresta para Dezembro de 2005

À margem da assinatura dos protocolos, o coordenador da Agência para a Prevenção de Incêndios Florestais, Luciano Lourenço, apresentou aquela que é a estratégia de prevenção dos incêndios. Os Gabinetes Técnicos Florestais, como disse, surgem na sequência da reforma estrutural do sector florestal avançada depois da vaga de incêndios ocorrida no Verão de 2003. À Agência cabe elaborar o Plano Nacional de Prevenção e Protecção da Floresta contra incêndios; às comissões municipais cabe fazer a cartografia de infra-estruturas e delimitação das zonas de risco de incêndio, propor projectos de investimento à Agência e apoiar tecnicamente o centro municipal de operações de emergência e protecção civil. Os Gabinetes Técnicos Florestais actuarão a diversos níveis, nomeadamente nas áreas da prevenção (silvicultura preventiva, informação e sensibilização e infra-estruturas), pré-supressão (vigilância, detecção e alerta), supressão (rescaldo, vigilância e reforço do combate) e reabilitação (recuperação dos ecossistemas). Caberá depois a este gabinete a elaboração do Plano de Defesa da Floresta que se espera estar concluído em Dezembro de 2005.

sábado, novembro 20, 2004

MIRANDA DO CORVO ? ?Portugal não é só Lisboa?

"Portugal não é só Lisboa"




O secretário de Estado da Administração Local encheu "o peito" à população de Ribeira de Semide. Depois, José Cesário defendeu as virtudes do interior.

O Governo vai gastar cerca de 50 mil euros na recuperação da Casa Recreativa, Cultural e Associação de Caça e Pesca.
Fátima Ramos, presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, não escondeu a satisfação pela presença do membro do Governo, sublinhando a preocupação do executivo de Santana Lopes pelos problemas das populações do interior. A autarca destacou o facto de, em tempo de dificuldades, os problemas estarem a ser resolvidos a pouco?e?pouco, respondendo a autarquia e o Estado aos desejos das populações.
José Cesário, secretário de Estado da Administração Local, afirmou que o dinheiro para a recuperação da Casa Recreativa, Cultural e Associação de Caça e Pesca não vai demorar muito a chegar, prometendo para o início do próximo ano a disponibilização da verba para pagamento das obras. Atribuindo a responsabilidade pelo protocolo à magnífica presidente Fátima Ramos, Cesário defendeu a existência de locais de convívio em todas as vilas e aldeias, elogiando, por outro lado, o poder do associativismo.
Os políticos de Lisboa têm dificuldade em compreender estas situações porque só se preocupam com as grandes coisas, disse, partindo depois para a análise (positiva) da qualidade de vida existente nas regiões mais afastadas da capital.
O desenvolvimento do país, segundo o governante, será tanto maior quanto melhor for a distribuição da população pelo território. Assim, é necessário melhorar as condições de vida, tarefa que o secretário de Estado da Administração Local assume dentro das possibilidades. As duas estradas e os dois pavilhões associativos que José Cesário viabilizou ontem à tarde são o primeiro capítulo da resposta aos desejos da população do concelho de Miranda do Corvo, prometendo o secretário de Estado da Administração Local outras decisões que tenham em conta as solicitações de Fátima Ramos.
Pediu muito mais do que aquilo que vamos assinar hoje, afirmou, provocando uma onda de boa disposição. Para já, a autarca pode saborear duas estradas e dois pavilhões associativos.
E, à primeira vista, não terá de chorar por mais.


sexta-feira, novembro 19, 2004

Homem morreu soterrado na Lousã

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Um homem de 50 anos, residente em Serpins, Lousã, foi a vítima mortal de um acidente laboral ocorrido no mesmo concelho, ontem às 15H40. Carlos Alberto Loureiro faleceu na sequência de um desabamento de terras ocorrido em obras de saneamento que decorriam na estrada municipal do Areal, no lugar de Meiral. Um outro operário, José Miguel Santos, 39 anos, também foi atingido pelo deslizamento das paredes da vala onde ambos trabalhavam, mas não chegou a ficar soterrado, tendo sido socorrido em minutos, sofrendo apenas escoriações.
Só uma hora depois os Bombeiros Voluntários da Lousã conseguiram retirar Carlos Loureiro de dentro da vala, ainda com ténues sinais de vida, mas que viria a sucumbir no centro de saúde da vila.
Os operários estariam a trabalhar ao serviço da empresa Henrique da Piedade Matos, Lda, com sede em Moinhos, Serpins, numa obra que segundo fonte da GNR, fora adjudicada pela Câmara Municipal da Lousã.
O facto das paredes da vala não estarem escoradas, embora o fosso já tivesse atingido uma profundidade de cerca de dois metros, parece colocar em causa as condições de segurança em que estavam a decorrer os trabalhos.

quarta-feira, novembro 17, 2004

Jaime Soares solidário com os vereadores Paulo Penedos e Armando Pimentel



Paulo Penedos mostrou-se agradecido com as palavras de reconhecimento do seu trabalho por parte do edil poiarense. Quanto à candidatura à autarquia de Coimbra, nenhum cenário é para já colocado de parte.

A retirada de confiança política ao vereador socialista Paulo Penedos, na Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, foi ontem um dos temas em destaque na sessão do Executivo liderado pelo social-democrata Jaime Soares. As declarações que foram proferidas surgiram na sequência de uma carta enviada pelo PS ao autarca, que dirige os destinos da edilidade poiarense há mais de 30 anos, onde lhe era anunciada a retirada de confiança política a Paulo Penedos.
Jaime Soares que frisou esta ser uma situação interna do Partido Socialista, classificou-a de «vergonhosa», uma vez que «posso afirmar de consciência tranquila que os dois vereadores do Partido Socialista trouxeram para a Câmara Municipal uma forma diferente de fazer política, com alta elevação cívica», fazendo com que exista no seio deste órgão autárquico o «entendimento de uns e de outros, no sentido de discutir as questões, com uma preocupação, não individualista ou de interesses pessoais, mas sim colocando a capacidade de cada um ao serviço da comunidade, disse.
Após esta clara manifestação de apoio aos dois vereadores, o autarca aproveitou para lançar farpas aos outros vereadores do Partido Socialista que passaram pela Câmara Municipal em anteriores mandatos, nomeadamente Fernando Candeias e Marino Dias Silva. «No passado as sessões de câmara eram verdadeiros martírios, com guerrilhas sem fundamento por esses senhores que não viam a maioria como adversários políticos, mas sim a quem votavam um ódio de morte, não respeitando as pessoas», recordou.
Jaime Soares afirmou ainda que nas últimas eleições autárquicas, os poiarenses elegeram Paulo Penedos e o independente Armando Pimentel porque «acharam que era tempo de fazer escolhas diferentes para a Câmara Municipal, os quais foram legitimados com o voto secreto e universal», ao contrário da concelhia do Partido Socialista de Vila Nova de Poiares, «que não tem nenhuma legitimidade política dada pela população, a não ser uma interna do partido».Aproveitando a ocasião para fazer uma alusão à actuação da bancada socialista na Assembleia Municipal, que classificou de arruaceira e de não saberem «muitas das vezes o que estão a afirmar, dizendo mal apenas por dizer», Jaime Soares afirmou repudiar «aqueles que tem esse tipo de conduta, mas respeitaremos, apoiaremos e estaremos ao lado daqueles que sabem estar na política, com respeito, dignidade e com a dimensão do exercício da sua função», rematou.

Actuação em prol dos poiarenses

Para o vereador Paulo Penedos, as palavras proferidas por Jaime Soares foram muito gratificantes para si e para Armando Pimentel, o vereador independente do Partido Socialista, na medida em que foi «reconhecido o nosso trabalho nesta Câmara Municipal, nomeadamente que nunca abdicámos das nossas convicções, do exercício do direito de oposição, e também de votar contra, abstermo-nos ou de votar favoravelmente» as diversas propostas, sempre com o objectivo de servir Poiares e os poiarenses.
Neste momento, o vereador socialista afirma preferir aguardar uma resolução para o problema, ansiando naturalmente por uma solução que reafirme a forma digna com que temos desempenhado as nossas funções.
Relativamente à sua disponibilidade para se candidatar à Câmara Municipal de Coimbra, vontade que já manifestou em Setembro em entrevista ao DC, Paulo Penedos afirmou que não sendo militante na Federação de Coimbra, não faz sentido disponibilizar-me para servir aqueles que hesitaram em manifestar-me a sua confiança política». Contudo, vai aguardar pelo termo das diligências em curso, não colocando de parte a hipótese dessa mesma candidatura: «Não afasto nenhum cenário, concluiu.

Depois de uma reunião com o vereador Concelhia do PS dá voto de confiança a Armando Pimentel

A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista de Vila Nova de Poiares ao meter-se nesta embrulhada, manifesta agora a sua «solidariedade e cooperação» ao vereador Armando Pimentel, sublinhando que se trata do «único vereador na Câmara de Poiares a ter a confiança política do Partido Socialista de Vila Nova de Poiares».
Uma tomada de posição que surge na sequência de uma reunião da comissão política, realizada no passado dia 9, com o vereador em questão, na qual Armando Belarmino da Costa Pimentel, foi solicitado «no sentido de manifestar uma cooperação clara com o PS», refere uma nota daquela estrutura partidária, que dá conta da disponibilidade manifestada pelo vereador «para colaborar efectivamente com o PS local».
Dessa tomada de posição resultou a «solidariedade e cooperação do PS para o exercício do seu mandato no seio do Executivo Municipal de Vila Nova de Poiares», enfatiza a nota da comissão política, acrescentando que Armando Pimentel «é o único vereador na Câmara de Poiares a ter a confiança política» do PS.
Recorde-se que a confiança política ao vereador Paulo Penedos foi retirada pela comissão política, numa reunião realizada no passado dia 5, altura em que o vereador Armando Belarmino foi alvo de «uma advertência», através da qual foi recordado «que foi eleito nas listas do PS e convidado a manifestar uma cooperação clara com o partido em cujas listas foi eleito».
Sobre a retirada da confiança política a Paulo Penedos, Victor Batista aflito,tem que mandar dizer, que esta é «da inteira e exclusiva responsabilidade da Comissão Política Concelhia do PS de Vila Nova de Poiares», presidida por Telmo Ferreira. Nesta trapalhada aquele responsável adianta ainda que esta decisão foi dada a conhecer ao presidente da Federação distrital do partido, fazendo criar a ideia contrariando a ideia que «o vereador Paulo Penedos é que está a fazer crer» .
A retirada de confiança política terá partido do presidente da Federação distrital do PS de Coimbra, Victor Batista que é uma figura ja envelhecida e que se quer candidatar a Coimbra e não pretende dar lugar aos novos.

segunda-feira, novembro 15, 2004

Socialistas já têm candidato em Arganil .....


Foi com sala cheia que a federação distrital de Coimbra do PS apresentou ontem em Arganil o candidato do partido à presidência da Câmara Municipal arganilense. Chama-se António de Oliveira Simões, tem 58 anos, é natural do concelho e candidata-se como independente

"Um homem de inteligência lúcida que ama a sua terra, um homem bom, um técnico reputado". Foi desta forma que Mário Vale, presidente da Comissão Política concelhia do PS/Arganil se referiu a António de Oliveira Simões, candidato do partido socialista à presidência da Câmara Municipal de Arganil nas autárquicas do próximo ano.
Mário Vale começou por referir que face à vontade do actual presidente da autarquia em não se recandidatar foi necessário encontrar um novo candidato cujo perfil fosse inovador e ganhador para estar à frente de um concelho que desejam "cada vez melhor e com mais progresso".
Esse candidato viria a ser António Simões, natural de Arganil, engenheiro civil responsável por reputadas obras como o metro de Lisboa, o Estádio do Dragão e a nova igreja junto ao Santuário de Fátima, que desde logo aceitou a candidatura..
Presente na cerimónia esteve o presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS, Vítor Baptista, para quem o exemplo de António Simões «é a certeza de que o Partido Socialista irá continuar a ganhar a Câmara de Arganil».

domingo, novembro 14, 2004

Paulo Penedos deixa militância no PS/Coimbra

O vereador do PS na Câmara de Vila Nova de Poiares Paulo Penedos decidiu transferir a sua inscrição, como militante socialista, da Federação de Coimbra para a Federação de Lisboa. A decisão foi tomada ontem, após a Comissão Política daquela federação, reunida na Lousã, lhe ter recusado um voto de confiança política.
Recentemente, a concelhia socialista de Poiares retirara a sua confiança política a Paulo Penedos e ao outro vereador de Poiares eleito pelo PS, o independente Armando Pimentel, por estes, alegadamente, fazerem uma oposição demasiado branda à maioria do PSD que governa a câmara. Penedos não se conformou, por considerar que, depois de votar contra, juntamente com Armando Pimentel, o Plano de Actividades e Orçamento e outros instrumentos políticos da maioria, só lhe restava partir para a «violência», ironiza.
Por isso, propôs, ontem, à Comissão Política da Federação Distrital que aprovasse uma moção para confirmar a confiança política que lhe depositara nas últimas eleições autárquicas. Contudo, aquela só aceitou votar a admissibilidade da moção de Paulo Penedos a votação. E a maioria votou contra, considerando que, ao depositar confiança em Paulo Penedos, retirava-a à Comissão Concelhia de Poiares.
Para o presidente da Federação Distrital, Victor Baptista, havia mesmo dúvidas sobre até que ponto a Comissão Politica Distrital podia retirar a confiança à Comissão Concelhia de Poiares». Paulo Penedos vê o sucedido de outra perspectiva: Não tiveram coragem, sequer, de se pronunciarem sobre o assunto.
A origem de todos estes desentendimentos está, segundo Penedos, no momento em que se disponibilizou para ser candidato à presidência da Câmara de Coimbra. Coloquei muita gente em pânico, afirma, nomeando Fausto Correia, que pensava que era o único candidato possível, e Victor Baptista, que queria ser candidato, se Fausto Correia não fosse. Ligar a questão de Poiares à da Câmara de Coimbra não tem sentido, comentou Victor Baptista. Depois de dizer que Fausto Correia e Victor Baptista lhe fizeram a cama, Paulo Penedos, acrescenta, irónico:
Resta-me desejar-lhes felicidades, porque as sondagens que tenho em meu poder não auguram nada de bom para nenhum deles nas próximas eleições autárquicas.
Penedos diz ter em mãos uma sondagem em que o seu nome, entre outros dois potenciais candidatos à Câmara de Poiares nas próximas autárquicas, é o que tem um número de votos mais aproximado do do actual presidente, Jaime Soares; e um outro estudo de opinião em que Fausto Correia sai derrotado na disputa da autarquia de Coimbra com o social-democrata Carlos Encarnação.