quinta-feira, janeiro 20, 2005

Em COIMBRA - Boavista e Portela unidas por avenida



A construção da avenida que irá ligar o nó da Boavista à Ponte da Portela, seguindo o perfil da curva do rio Mondego, será consignada amanhã, na Câmara Municipal, numa cerimónia que incluirá ainda a adjudicação da ligação do IC2 ao acesso sul da Ponte Rainha Santa Isabel, bem como a abertura de concurso da variante sul de Coimbra (Cruz de Morouços/Ponte Açude)

A obra a consignar amanhã, complementar à Ponte Rainha Santa Isabel, terá cerca de 2.400 metros de estrada (integrada no IC3), que seguirão o contorno da margem direita do rio, ligando as duas novas pontes de Coimbra, ambas concluídas com infra-estruturas preparadas para a nova via.
A avenida da Boavista, assim se designou aquando da projecção, vai ter o condão de desviar do Vale das Flores muito do tráfego que se dirige aos concelhos vizinhos, passando pela nova ponte da Portela. O empreendimento, cujo concurso estipulava um custo base de 14 milhões de euros e prazo de concretização de 720 dias, contempla a construção de muros de suporte, que representam a maior parcela do investimento (com quase cinco milhões) e trabalhos de terraplanagem.
Em termos de formato, estavam previstas em 2003, ano em que abriu o concurso, duas faixas em cada sentido, com separador central, assim como vias colectoras dos dois lados, tendo como função permitir o acesso a futuras ligações (estavam equacionadas oito, ao longo do percurso de 2.400 metros). Estavam ainda previstas oito ligações ao percurso de 2.400 metros e quatro passagens inferiores.
Na cerimónia de amanhã, que será presidida pelo secretário de Estado adjunto e das Obras Públicas, será ainda adjudicada a ligação do IC2 e o acesso sul da Ponte Rainha Santa Isabel, e aberto o concurso público para construção da variante sul de Coimbra, entre a Cruz de Morouços e a Ponte Açude.

terça-feira, janeiro 18, 2005

MIRANDA DO CORVO ? Vila Nova amplia parque eólico

As máquinas já estão, de novo, no terreno, a trabalharem na ampliação do Parque Eólico de Vila Nova. Mais três torres vêm reforçar a produção de energia.

O parque eólico de Vila Nova já está a ser ampliado. As máquinas entraram nos terrenos na passada semana para prepararem a instalação, de mais três torres. Satisfeito está, sem dúvida, o presidente da Junta de Freguesia de Vila Nova, bem como toda a população, que desde o início se empenharam a sério na concretização de uma obra que, em seu entender, é uma mais?valia capaz de dinamizar a terra.
José Godinho é um autarca (eleito pelo Partido Socialista) que não gosta de grandes discursos, mas quando se fala da freguesia a que preside há vários anos, não esconde a satisfação e o empenho com que abraçou projectos como o do parque eólico.

Processos demorados
E foram precisos vários anos para chegar a esta segunda fase de ampliação do parque que já é, como faz questão de sublinhar, um lugar de visita obrigatória para todos quantos sobem à serra. Conhecida, também, por ter sido uma das freguesias onde Miguel Torga exerceu a medicina - e a placa lá está na casa onde viveu -, a freguesia de Vila Nova vai abraçando todas as oportunidades possíveis para melhorar as condições de vida da população.
E são projectos como este, com todas as contrapartidas que nos trouxe, que é possível melhorar a vida das nossas populações, reconhece José Godinho que não esquece o longo percurso de contactos - e alguns precalços até - para a construção do parque eólico.
Os primeiros contactos com a Enernova, a empresa do grupo EDP que instalou o parque, começaram em 1996.Em Dezembro de 98, a junta decide levar moradores das 24 aldeias da freguesia ao Parque de Pena Suar (Marão) para que pudessem ver o funcionamento de uma infra?estrutura como aquela que iria ser instalada na freguesia. Nesse dia é assinado o protocolo para a execução do Parque Eólico de Vila Nova.
E a mostrar, que estes processos são bem demorados, está o facto de só em outubro de 2003 se terem iniciado os trabalhos de construção. Uma obra para mais de 23 milhões de euros e que teve direito a uma comparticipação comunitária de mais de 2,5 milhões de euros.
Um parque eólico não se faz em dois ou três anos. Ele depende de muitos aspectos teóricos, burocráticos e técnicos, explicou José Godinho, reconhecendo que valeu a pena o esforço, as noites mal dormidas e as subidas, vezes sem conta, à serra.

Contrapartidas...bem utilizadas
Quanto aos apoios... o autarca não faz grandes ondas. Reconhece que a Câmara Municipal de Miranda do Corvo se limitou a licenciar o projecto e a dar uma ajuda nas negociações das propostas feitas pela empresa. E enaltece o apoio incondicional dos responsáveis da Enernova, o autarca sublinhou o facto deste projecto só ser possível mediante as contrapartidas económicas que já permitem concretizar obras muito importantes para a freguesia. É o caso da ampliação do cemitério de Vila Nova, que já está a ser feita e que obedece a todas as regras exigidas pela Comunidade Europeia.
O Observatório Astronómico e um heliporto, para além de outros projectos que o autarca prefere divulgar mais tarde.

domingo, janeiro 16, 2005

Poiares prepara-se para o futuro com mais Policia...

O dia 13 de Janeiro em Vila Nova de Poiares é sempre vivido com grande solenidade. Ontem não foi excepção e, para além da instalação da nova Polícia Municipal, foi possível ainda distinguir uma série de personalidades e empresas que dedicaram a sua vida ao engrandecimento do concelho
Vila Nova de Poiares é agora a primeira vila deste pequeno país com Policia Municipal.
Vila Nova de Poiares teve ontem o seu Feriado Municipal, que evoca o 107.º aniversário da restauração do concelho. Para assinalar a data, teve lugar mais uma sessão solene no pequeno Salão dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Poiares, que encheu quase por completo.
No programa das festividades decorreu a recepção ao secretário de Estado da administração Interna, Paulo Pereira Coelho, que presidiu à sessão solene. Foi ao som da Filarmónica Fraternidade Poiarense que o representante do Governo foi recebido, a que se associaram também os diversos ranchos existentes no concelho, bem como inúmeros poiarenses.
A sessão solene, onde a presidente em exercício Teresa Carvalho, começou por fazer uma alusão àquilo que foi o passado recente de Vila Nova de Poiares até aos dias de hoje, frisando que "foi a partir do 25 de Abril de 1974 que este Município viu o seu crescimento registar um aumento significativo". Aproveitando a presença de Paulo Pereira Coelho, a autarca enumerou algumas das preocupações que atormentam a Câmara Municipal, e que segundo as suas palavras "são necessidades urgentes". A primeira está relacionada com as acessibilidades, nomeadamente a Estrada da Beira, tema acerca do qual Teresa Carvalho evocou o passado para mostrar a importância que esta via tem para Poiares e para o Distrito. Esta estrada que por teimosia do Presidente da Distrital do PSD continua a ter o mesmo trajecto de ha 100 anos, gastando-se rios de dinheiro com os remendos nos alargamentos. nada disto beneficia os concelhos da zona interessados, como Lousã, Gois, Pampilhosa da Serra e Miranda do Corvo.
Uma outra obra viária de grande importância, mas que ainda não é realidade, é a futura ligação da Estrada da Beira ao IP3, "obra que já está há dois anos em PIDDAC e que ainda não viu o seu projecto ser aprovado". Teresa Carvalho reforçou mesmo esta solicitação, ao afirmar que "todas as sedes de concelho devem ter ligações rápidas e de qualidade, algo que não sucede em Vila Nova de Poiares" Lousã, Gois, Pampilhosa da Serra e Miranda do Corvo.
Outra das suas preocupações prende-se com a falta de apoios financeiros por parte do Governo às autarquias, para que estas possam disponibilizar água potável a todos os munícipes, bem como saneamento e recolha de lixos, situações que para serem realidade levaram a Câmara Municipal a fazer um enorme esforço financeiro.
Vila Nova de Poiares debita aos seus municipes a agua mais cara deste país. É ver as facturas de Poiares e compararcom outros municipios.Até a recolha de residuos solidos que aparecem nas facturas da agua é um escandalo.Há aldeias onde todos pagam e aparece 1 vez por semana um carro a recolher partes dos lixos. Ninguem lava os contentores de lixo. Por último, Teresa Carvalho referiu a necessidade de apoios financeiros para alguns dos projectos que a autarquia pretende levar por diante, nomeadamente a Praia Fluvial e o Parque de Campismo no Rio Alva na Ponte de Mucela e o Açude que pensamos que se so se justifica , possam ser uma realidade o mais breve possível.

Protocolo vai garantir funcionamento do hospital

De seguida, Jaime Soares, presidente da Distrital do PSD e candidato a deputado pelo círculo de Coimbra, não deixou passar a ocasião em claro para fazer a sua campanha eleitoral dizendo que manifestava um grande contentamento e sentimento de gratidão por todos as pessoas que foram homenageadas terem dado o melhor de si, em prol de Vila Nova de Poiares.
A finalizar o seu discurso, que serviu sobretudo para fazer um agradecimento público àqueles que têm dedicado a sua vida a engrandecer o concelho a que preside há mais de 30 anos, aproveitou para anunciar que a visita do Primeiro Ministro, Pedro Santana Lopes, servirá não só para inaugurar uma série de infra-estruturas no concelho, mas também para assinar alguns protocolos.
Um deles possibilitará a entrada em funcionamento do Hospital de Cuidados Continuados, ex-Hospital de Beneficência Poiarense. Recorde-se que esta obra já concluída, tem tido algumas dificuldades que impossibilitaram a sua abertura o mais rápido possível.
Recuperado pela Irmandade de Nossa Senhora das Necessidades, este espaço antigamente vetado ao abandono, está hoje transformado numa moderna unidade de saúde.Este hospital nunca foi apoiado pelos autarcas do post 25 de Abril deste concelho.
Após estas duas intervenções, decorreu a instalação da Polícia Municipal de Vila Nova de Poiares. Esta força é composta por oito elementos, tendo-lhes sido entregues as carteiras para que pudessem desempenhar as suas funções que, será acima de tudo uma polícia administrativa, virada para o apoio ao cidadão.
Logo após este acto simbólico teve lugar a entrega de Medalhas aos 24 homenageados, distribuídos pelas áreas da Educação, Comércio/Indústria e Saúde.
Ainda antes de Paulo Pereira Coelho discursar, a Filarmónica Fraternidade Poiarense deu uma outra cor ao momento solene, tocando e cantando o Hino de Poiares: Poiares é linda vila nova/Poiares és sempre muito nobre/Poiares és hospitaleira/A todos agarras com a tua maneira.
Após este momento, o Secretário de Estado usou da palavra, tendo feito um discurso onde, para além de enaltecer o progresso e desenvolvimento que Vila Nova de Poiares tem registado, não pôde deixar de dar umas palavras para Jaime Soares, que considerou como «pedra basilar» deste concelho. O governante referiu mesmo que «se Poiares tem neste momento uma presença forte no contexto nacional, muito se deve à riqueza da sua gente, mas em particular a um filho desta terra, que a honra e procura por todos os meios possíveis e imaginários, levar Poiares ao mais alto nível.

Lista dos homenageados
Recordemos a lista das personalidades, instituições e empresas ontem homenageados pela Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares:

- Medalha de Ouro na área da Educação: Aura Montenegro Ferrão, Neli Costa e Silva, Lurdes Pires Monteiro, Eugénia Martins Ribeiro, Maria Helena Alves, Acidália Lopes Quaresma, Ana Maria Rodrigues, Lucinda Ramos Rodrigues e Licínia Ferreira Moniz, esta a título póstumo.
- Medalha de Ouro na área da Indústria e Comércio: às empresas Manuel Nogueira de Carvalho & Cª, Lda., Almeida & Filhos, Lda., Neves & Neves, Lda., Maripneus - Sociedade Comercial e Industrial de Poiares, Lda., Empresa Poiarense de Madeiras, Lda. e Unitractores ? Equipamentos Florestais e Industriais, Lda. A título individual a Arnaldo Conceição Baptista.
- Medalha de Ouro na área da Saúde: José Rui Feteira e às enfermeiras Maria Emília Cordeiro, Celestina Carvalho Maria de Lurdes Godinho e Maria da Conceição Tavares.
-Medalha de Prata na área da Saúde: atribuída às doutoras Filomena Freitas, Isabel Mourão Fazenda e Rosa Coelho.



terça-feira, janeiro 11, 2005

Partidos cruzam-se na entrega de listas

Foi exactamente à mesma hora (meio?dia) que PS e PSD entregaram as listas de candidatos a deputados por Coimbra. O encontro foi inevitável.

Foi com alguma surpresa mútua, mas em ambiente de grande cordialidade, que as delegações do PSD e PS se encontraram ontem à porta do tribunal de Coimbra, para apresentarem as listas de candidatos a deputados pelo respectivo círculo eleitoral. Como ambos esperaram até ao último dia do prazo para entrega das candidaturas, o inevitável face?a?face deu?se no exíguo espaço de acesso à sala do secretário geral do tribunal, no momento em que o PSD saía do gabinete e o PS entrava, para formalizarem os respectivos actos.
Os sociais?democratas quiseram conferir uma maior importância simbólica à ocasião fazendo?se representar pelos primeiros nomes da lista, com excepção de Paulo Pereira Coelho (número dois) e Zita Seabra, que só chegou após o acto formal. Estiveram presentes Jaime Soares, Fernando Antunes e Pedro Machado, acompanhados pelo mandatário distrital, o professor de Direito, Manuel Lopes Porto.
Da parte do PS só compareceu Victor Baptista e Horácio Antunes, respectivamente, números 2 e 4 da lista de candidatos por este círculo eleitoral. Na ocasião, Victor Baptista, que é também presidente da Federação Distrital do PS, afirmou que, na sua perspectiva, a entrega de listas é um acto meramente administrativo e por isso reserva as principais declarações para o próximo sábado, 15 de Janeiro, em que decorrerá a apresentação pública dos candidatos, isso sim, é que será um acto formal, considera o dirigente socialista.

Zita Seabra atrasada
Embora não tenha chegado a tempo de entregar os documentos em mão ao secretário?geral do tribunal, a cabeça?de?lista do PSD, Zita Seabra, ainda cumprimentou e trocou algumas palavras, no átrio do Palácio da Justiça, com os candidatos socialistas.
Ao DIÁRIO AS BEIRAS reafirmou que vai fazer o máximo para defender os cidadãos do distrito, recordando que nasci cá e vivi cá enquanto criança, embora considere que não é esse tipo de características que podem ser avaliadas como atestado suficiente para os deputados defenderem a sua região.
Quanto à campanha eleitoral, afirmou, sinteticamente, que vai ter tempo, ao longo de um mês, de ver muita coisa e explicar as propostas.
O mandatário distrital dos sociais?democratas, Manuel Porto, disse esperar uma vitória do PSD porque com outra maioria parlamentar vai perpetuar?se a imoralidade em que tem estado a lei do arrendamento, acrescentando que é importante que prossigam as políticas deste Governo quanto às portagens e às preocupações ambientais, que o candidato do outro partido não tem.
Discordando da decisão presidencial de dissolver a Assembleia da República, o professor universitário afirma que embora o Governo esteja em gestão, os interesses do país e, concretamente, de Coimbra, não pode ser prejudicados. Por isso não tem dúvidas nenhumas da legalidade das adjudicações de obras que ainda serão realizadas por este Executivo, nomeadamente, para o novo hospital pediátrico e - acredita o professor de Direito - para o metro de superfície.




segunda-feira, janeiro 10, 2005

Zita Seabra cabeça de lista do PSD no Distrito

Zita Seabra a ex-dirigente do Partido Comunista agora lider da candidatura do PSD em Coimbra desvalorizou críticas internas à formação da lista. São sinais de que o partido está vivo, disse Zita Seabra.

Eles serão os primeiros porta?bandeiras na campanha. Foi desta forma que Jaime Soares, líder da Comissão Política Distrital do PSD, se referiu aos membros da concelhia de Coimbra e da Figueira da Foz que se demitiram das funções que desempenhavam na comissão política distrital. Entre os demissionários figuram os respectivos líderes das duas concelhias, Marcelo Nuno e José Elísio. Em causa esteve a discordância em relação à formação da lista pelo círculo de Coimbra.
Num encontro com jornalistas, durante uma reunião de candidatos social?democratas, a cabeça de lista, Zita Seabra, também desvalorizou esta polémica. É natural, no PSD, haver dúvidas e questões. É um partido vivo, que sabe protestar quando não gosta, mas se une à volta da bandeira, frisou.
O autarca de Vila Nova de Poiares minimizou as críticas de alguns militantes, tendo afirmado que a lista apresentada pelo PSD de Coimbra às eleições foi a sufragada pelas bases, com alguns ajustamentos feitos pelo Conselho Nacional do partido. Mesmo assim, fez questão de lembrar que ?é a primeira vez que uma lista do PSD é formada por candidatos que nasceram todos no distrito de Coimbra, incluindo Zita Seabra. Aliás, a própria lembrou que nasceu em Santa Cruz e que o seu padrinho foi o falecido Alberto Gomes, treinador da Académica e seleccionador nacional.
Zita Seabra salientou, ainda, que vai estar de corpo inteiro, e não a meio tempo, na luta pelos interesses dos cidadãos do distrito, e afirmou ser sua intenção cumprir os quatro anos de mandato.
A cabeça de lista aproveitou o momento para reiterar a sua oposição à co?incineração de resíduos industriais, como já assumira há anos atrás em Alhandra, enquanto vereadora da Câmara de Vila Franca de Xira, e disse temer que esse assunto, por causa da decisão do PS de retomar o processo para a cimenteira de Souselas, venha a monopolizar a campanha no distrito.
A afirmação da Universidade de Coimbra como emblemática, no contexto internacional, e dos centros de excelência em ciência existentes na cidade, nomeadamente na saúde, são preocupações que levará para a campanha. No entanto, diz que quer iniciar a campanha com uma visita à Casa do Gaiato, para prestar homenagem às pessoas que dedicaram uma vida inteira à causa das crianças de rua, por reconhecer que essa instituição foi alvo de suspeitas infundadas, que tinham por base presumíveis actos de pedofilia.

sábado, janeiro 08, 2005

Jaime Soares não fará Campanha por Cavaco Silva

Jaime Soares, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares e número três da lista social?democrata por Coimbra às legislativas torce o nariz a uma possível candidatura de Cavaco Silva à presidência da República. "Pode ser candidato para alguns e muita gente votar nele. Mas não farei campanha em circunstâncias nenhumas pelo professor Cavaco Silva. Se o partido entender apoia?lo, pedirei a suspensão da actividade partidária durante esse período", garante.
Para o também presidente da Distrital de Coimbra do PSD "só está no partido quem quer estar e quem não quer pode sair", pois quando a família partidária não serve só existem duas opções: mudar para outra ou tornar?se independente. A porta que esteve aberta para Cavaco Silva entrar, com certeza que está aberta para ele sair quando quiser. A mim não me deixa saudades, afirma.
Segundo Jaime Soares, Cavaco Silva está desactualizado e parece mais identificado com a época em que deitaram abaixo o muro de Berlim do com aquilo que eu gostaria de ver em termos de modernidade e de inovação.
O antigo primeiro?ministro devia fazer esquecer o problema com Fernando Nogueira, que infelizmente não foi um erro de percurso. Aquilo que se passou com Fernando Nogueira está a passar?se agora com Santana Lopes. Mesmo que tivesse alguma razão do ponto de vista ético, existem muitas formas de resolver os problemas, acrescentou.
O não de Cavaco Silva aos cartazes da campanha do PSD é duramente criticado por Jaime Soares. Mal daquele que renega a sua família, pois renega?se a si próprio! E quando isto acontece é o desnorte e termina a reserva moral, afirma.
Cavaco Silva, a quem o autarca de Vila Nova de Poiares reconhece grande capacidade e honestidade na defesa da causa pública, tem um ?feitio extremamente complicado e com os tabus e estas atitudes, demonstra que está desajustado da vida pública.
Quanto às eleições legislativas, Jaime Soares está confiante, já que as melhores propostas e as pessoas melhor preparadas estão nas listas do PSD a começar por mim. Isso dá?nos um capital de manobra bastante importante, considera.
Em entrevista paga ao Diário as Beiras, que será publicada a 13 deste mês, por altura das comemorações do 107.º aniversário da restauração do concelho, Jaime Soares deita água na fervura provocada pela divulgação da lista de candidatos a deputados por Coimbra. É a lista que mais se identifica com a competencia e com as bases. Uma parte foi alterada, mas ainda não sou o presidente do partido pelo que não tenho responsabilidade numa decisão que é de outros. Por vezes, é mais fácil atacar quem está mais em baixo. Quase que acampei na sede do partido, em Lisboa, para que as teses aprovadas em Coimbra tivessem validade. Não me pesa a consciência, explica.
O passado recente levanta alguns problemas ao PSD, que tem dado muitos tiros nos pés, alguns deles com armas pesadas. O PSD é o partido com a maior liberdade de expressão e em que os militantes dizem o que lhes apetece. No PSD a asneira não paga imposto, aliás nunca pagou. Algumas pessoas, em vez de se preocuparem com os interesses do partido, preocupam?se com o seu próprio ego, critica, defendendo que há momentos e locais para se discutirem as coisas, ainda que alguns ?pretendam discuti?las na comunicação social, enquanto outros fazem tudo para o evitar.

quarta-feira, janeiro 05, 2005

FLORESTA - Lousã é "zona crítica"



Uma portaria governamental de 2004 classifica grande parte do concelho da Lousã como "zona crítica" de risco de incêndio. Entidades públicas e privadas mobilizam-se.

A prevenção e combate aos fogos florestais é um assunto que está "à margem da turbulência política"?, afirmou na Lousã, o ministro da Agricultura, Pescas e Florestas, Carlos Costa Neves.
O governante falava na cerimónia de assinatura do Fundo Florestal Permanente, que foi aprovado na sequência de uma candidatura da autarquia local, e que prevê uma verba de 74 mil euros para gastar em campanhas de sensibilização até Setembro de 2008.
A Câmara Municipal da Lousã promoveu, entretanto, a criação da Oficina de Segurança (dirigida à população jovem) e de uma comissão de Defesa da Floresta Contra Incêndios (CMDFCI), de que fazem parte representantes dos organismos públicos do sector, a Associação Florestal do Pinhal (Aflopinhal), juntas de freguesia, bombeiros e representantes dos baldios. Através de um trabalho coordenado entre todos, e com o dinheiro agora atribuído, vão realizar?se várias acções de alerta sobre os riscos de incêndio. Fenómeno que se coloca com especial aquidade neste concelho, considerado pela portaria n.º 1056/2004 como "zona crítica".

Metade do concelho é floresta
A imensa área florestal que cobre cerca de metade do território concelhio engloba 5.105 hectares, metade dos quais é propriedade privada, enquanto os restantes estão integrados em baldios. A Serra da Lousã caracteriza?se por haver diversas zonas de muito díficil - quase impossível - acesso, existência de acácias em grande número e áreas mal geridas ou abandonadas. Estes são pontos negativos, que potenciam o risco de fogo. Só um trabalho profundo e continuado junto das populações e um efectivo plano orientador de prevenção poderá conter a investidas das chamas.
Na realidade, nos dois últimos anos, "não se registaram fogos florestais na Lousã", congratulou?se ontem o presidente da câmara, Fernando Carvalho. Para tal, muito contribuiu o Verão húmido de 2004, mas também a acção de diversos agentes de vigilância e prevenção, onde se incluiu a colaboração de 1.500 homens destacados pelo Ministério da Defesa.

1,4 milhões de euros até 2008
Desde o ano passado que também já está no terreno parte da estrutura de prevenção montada com os financiamentos comunitários obtidos através do Programa Agris 3.4.
Está previsto um investimento de um milhão e 400 mil euros ao longo de cinco anos. Foram contemplados 450 mil euros para infra-estruturas (tanques de água, rede viária, sinalização e parques de lazer), 300 mil euros para vigilância móvel e 660 mil euros para silvicultura preventiva. A Aflopinhal assume a plantação de espécies indicadas em redor das aldeia serranas e nas bermas das faixas de rodagem. Para isso, funciona já uma equipa de sapadores florestais de cinco homens e uma viatura todo?o?terreno, que faz diariamente a roça de matos, limpeza de povoamentos e queimadas controladas.

quarta-feira, dezembro 29, 2004

PS indica Matilde de Sousa Franco .....para COIMBRA



Matilde de Sousa Franco, viúva de Sousa Franco, encabeça a lista do Partido Socialista em Coimbra para as legislativas de 20 de Fevereiro.
Licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e com um vasto currículo académico, onde se destaca, entre outras funções, a de regente da cadeira de História de Arte da Universidade Católica Portuguesa, Matilde de Sousa Franco tem ligações profundas a Coimbra, onde foi directora do Museu Nacional de Machado de Castro.
Victor Baptista, presidente da Federação Distrital do PS e que será o segundo da lista de candidatos, admitiu que a escolha é um sinal de que o PS não esquece Sousa Franco mas é, sublinhou, essencialmente por consideração ao valor de Matilde de Sousa Franco.
No terceiro lugar da lista socialista surge Maria Antónia de Almeida Santos, filha de Almeida Santos, e, para o quarto, Horácio Antunes, ex-governador civil, é uma forte possibilidade. Quanto aos restantes nomes, assegurou Victor Baptista, ainda está tudo em aberto.

CENTRO - Esquilos invadem serras da Lousã e Açor



Os esquilos estão a aumentar nas florestas das serras da Lousã e do Açor. Regressaram a Portugal na década de oitenta - no Norte- e nos dois últimos anos migraram também para a região Centro.
Os simpáticos esquilos começam a invadir os bosques da região Centro. Nos dois últimos anos têm sido avistados com frequência nas florestas das serras da Lousã e do Açor.
A espécie existente é o esquilo?vermelho. Em Portugal, esta espécie, segundo os investigadores, parece ter?se extinguido no século XVI. A partir da década de 80 do século passado, animais originários de Espanha começaram a ser observados no norte do país.
Actualmente, já estão estabelecidos em áreas como o Parque Nacional da Peneda?Gerês. Na década de 90 foram introduzidos no Parque Florestal de Monsanto (1993) - área onde já apresentam uma distribuição generalizada - e no Jardim Botânico de Coimbra (1994).
Devido à sua grande agilidade e capacidade de reprodução os esquilos passaram também para outros parques da cidade de Coimbra, nomeadamente o Jardim da Sereia e nos jardins do Instituto Maternal.
O chefe do Núcleo Florestal do Pinhal Interior Norte (NFPIN), com sede na Lousã, confirmou o aumento da população de esquilos nas zonas das serras da Lousã e do Açor.
As observações dos esquilos na zona da Serra da Lousã são uma realidade há dois anos a esta parte.
Só se houvesse um aumento muito grande da espécie é que poderiam colocar em causa o normal ciclo da floresta o que se acha difícil.
Curiosamente, segundo os investigadores desta espécie, como nem sempre encontram as muitas sementes que vão escondendo no solo, os esquilos até podem ter um papel importante na plantação e dispersão de certas espécies de árvores. Por outro lado, o apetite que têm pelas pinhas leva a que, por vezes, sejam acusados de retardar o repovoamento de certas áreas florestais.
Na zona da Serra do Açor também têm sido avistados .Nos concelhos de Tábua e Oliveira do Hospital já foram observados.
Não existiam esquilos nesta região e nos últimos dois três anos começaram a ser vistos e a população até lhe acha piada.
O esquilo?vermelho é o único roedor arborícola com hábitos diurnos na nossa fauna. Possui uma agilidade incrível, que lhe permite dar grandes saltos nas copas das árvores e a sua cauda felpuda torna-o inconfundível.
A nível internacional existe uma certa preocupação com o futuro da espécie. As doenças e a perda de habitat, bem como a sua fragmentação, têm contribuído para uma redução das áreas ocupadas.


O Esquilo?vermelho, Sciurus vulgaris, é um mamífero de pequeno porte, da ordem Rodentia e da família Sciuridae. O comprimento do corpo é de 18-24 cm e a cauda mede cerca de 17 cm. Os juvenis pesam 100-150 g, podendo os adultos atingir as 450 g.
O nome comum é um pouco enganador, pois os indivíduos desta espécie podem apresentar pelagens de cores diferentes, desde o vermelho vivo ao preto, passando por toda uma gama de cinzentos e castanhos. Há uma certa relação da cor com a temperatura e a humidade: o vermelho?arruivado está associado a áreas quentes e secas (florestas de folha caduca) e as cores mais escuras a zonas frescas e húmidas (florestas de compostas e de coníferas). O ventre, mais claro, é geralmente branco. Os olhos e as orelhas são grandes, tendo estas na extremidade um tufo de pêlos, que atinge maiores dimensões no Inverno e que desaparece com a chegada do Verão. A cauda é comprida e bastante peluda, servindo de ?cobertor? nos períodos mais frios e é importante ao nível do equilíbrio. Os fortes dedos possuem garras compridas, curvas e dentadas nas faces laterais.
Apresenta uma distribuição paleárctica generalizada nas florestas europeias e norte?asiáticas, estendendo?se a sua ocupação a algumas ilhas do arquipélago japonês.
É um habitante das florestas de coníferas e compostas, que lhe permitem obter uma maior disponibilidade de alimento ao longo do ano. Encontra?se por vezes associado ao homem, sendo comum nalguns parques urbanos, chegando mesmo a construir ninhos nas nossas habitações. Nas florestas e bosques, constroem os seus ninhos junto ao tronco principal das árvores mais velhas - pois só a partir de uma certa idade é que as árvores produzem sementes - ou em bifurcações. Cada esquilo possui mais do que um ninho, sendo assim mais fácil encontrar um refúgio para escapar aos predadores. Estes ninhos têm uma forma esférica, com cerca de 30 cm de diâmetro, e são construídos com galhos, penas, musgo, folhas e erva seca. Por vezes são utilizados buracos naturais nos troncos, ou ninhos abandonados por aves (pegas, gralhas, corvos e pica?paus). O ninho usado durante a reprodução é construído com maior cuidado e pode ser usado em diferentes anos.
Esta espécie tem uma dieta generalista, essencialmente baseada em matéria vegetal. Os seus alimentos preferidos são as sementes de coníferas e caducifólias. Quando estas escasseiam, consomem cogumelos e outros fungos, raízes e flores, insectos, minhocas e ovos retirados do ninho de aves. As cascas de certas árvores fornecem?lhes um suplemento de minerais.
Têm o hábito de armazenar alimentos, escondendo?os em buracos nas árvores ou, mais frequentemente, enterrando?os no solo. Um sentido olfactivo desenvolvido permite?lhes recuperar posteriormente os alimentos, que conseguem detectar até 30 cm de profundidade.
As fêmeas podem ter duas ninhadas por ano, que correspondem aos picos de reprodução, que acontecem na Primavera e no Verão. No entanto, podem?se reproduzir praticamente em qualquer altura do ano, dependendo do clima e da disponibilidade de alimento. Para poderem acasalar com uma fêmea, vários machos exibem?se, revelando a sua agilidade e todo o rol de acrobacias de que são capazes, entre os troncos e ramos das árvores. O período de gestação é de cerca de 36-39 dias, após o qual nascem 2-4 (min. 1, máx. 8) crias. À nascença pesam 8-12 g, não têm pêlos e só começam a ver com cerca de 1 mês. Ao fim de 8-10 semanas estão prontas para uma vida independente, embora tenham tendência para ficar junto da mãe por mais algum tempo. A maturidade sexual é atingida ao fim de 1 ano. Podem viver até aos 6-7 anos (podendo em cativeiro chegar aos 10), mas apresentam uma elevada taxa de mortalidade no primeiro ano (75%) de vida, devido à predação por aves e mamíferos.
Os esquilos não são animais territoriais, podendo mesmo um ninho ser partilhado por vários indivíduos, nomeadamente em condições climatéricas muito adversas. São animais diurnos, que passam perto de 2/3 do seu período de actividade no cimo das árvores ou arbustos. Têm dois picos de actividade: 3 a 4 horas após o nascer do sol e ao entardecer. A área vital média é de cerca de 7 ha , embora esta tenha que ser considerada tri?dimensionalmente.
Como curiosidade refira?se que os esquilos são óptimos nadadores, tendo?se registado um deslocamento na água de 1,6 quilómetros.
Além de poderem ser observados no Jardim Botânico de Coimbra, na Tapada da Ajuda e no Parque Ecológico de Monsanto, o Parque Florestal de Monsanto é, pelas suas dimensões, o local mais propício para se observar os esquilos em liberdade.
Agora com alguma atenção poderá também começar a ser visto na região Centro, nos bosques das serras do Açor e da Lousã.

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Fausto Correia demite-se da Metro Mondego ...

O eurodeputado Fausto Correia demitiu-se do Conselho Consultivo da sociedade Metro Mondego, para o qual tinha sido convidado pelo presidente do conselho de administração, José Mariz.

Demito-me aqui, através da acta, de um cargo para o qual nunca fui convocado, sublinhou anteontem à noite durante a Assembleia Municipal de Miranda do Corvo, órgão a que preside, adiantando que não tencionava apresentar a sua demissão de outra forma, pois foram tomadas decisões sem ser ouvido.
Numa análise ao projecto de implantação do metropolitano ligeiro de superfície, Fausto Correia afirmou que esta questão não dignifica a classe política que tem estado envolvida e criticou a falta de seriedade e empenho dos vários actores.
Neste processo sinto-me enganado pelo menos nove meses», frisou, destacando alguns desses momentos, a começar pela criação da Metro Mondego no último Governo de Cavaco Silva quando não havia um tostão para a sua concretização.
Depois, na fase final do Governo de António Guterres, do qual fazia parte, quando foram emitidos dois despachos diferenciados das secretarias de Estado do Tesouro e dos Transportes, quando era necessário apenas um. O eurodeputado e presidente da Assembleia Municipal de Miranda do Corvo referiu-se ainda à forma atabalhoada e apressada com que a Metro Mondego pretende lançar o concurso público internacional, quando não existe estudo de impacte ambiental para as alterações introduzidas na Avenida Armando Gonsalves, em Coimbra.
Fausto Correia criticou ainda altas figuras da região que afirmaram publicamente há alguns meses que o projecto deveria acabar, perante o silêncio do presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação.
O autarca sente-se também enganado pela Área Metropolitana de Coimbra, lamentando que o seu presidente não tenha sensibilidade para defender o projecto no seu todo.

Assembleia Municipal de Miranda aprovou moção Projecto do metro deve ir para concurso no seu todo

A Assembleia Municipal de Miranda do Corvo aprovou por unanimidade uma moção exigindo o lançamento imediato do concurso público internacional respeitante às obras do Metro Mondego no ramal da Lousã e a manutenção do projecto original, sem permitir a exclusão do troço Lousã-Serpins.
O documento sugere que se acrescente, em momento posterior, uma extensão de Serpins a Vila Nova do Ceira, a fim de se servir adequadamente os concelhos de Góis, Arganil e Pampilhosa da Serra.
O desenvolvimento harmonioso do país exige que o investimento em infra-estruturas não se confine apenas às áreas metropolitanas de Lisboa e Porto ? mas se estenda ao resto do país e, muito particularmente, às zonas mais desprotegidas, lê-se.
Nesta moção, os deputados municipais de Miranda do Corvo afirmam também que não aceitam a aplicação estrita de critérios puramente economicistas, quando eles não se aplicam a outras infra-estruturas semelhantes à volta de Lisboa e Porto. Exigem dos órgãos representativos da Área Metropolitana de Coimbra a assunção de uma clara e inequívoca posição de apoio ao lançamento imediato do concurso público internacional, na sua totalidade e em toda a extensão,
Por último, a Assembleia Municipal lamenta veementemente todo o atraso que este projecto tem conhecido ao longo de muitos anos, com manifesto prejuízo para as populações, e dá o seu incondicional apoio à autarquia da Lousã no que concerne à manutenção do troço ferroviário até Serpins.

sábado, dezembro 18, 2004

Alto Padrão-Lousã abre hoje ao trânsito

O secretário de Estado das Obras Públicas procede hoje, ao final da tarde, à abertura ao trânsito do troço Alto do Padrão-Lousã, na variante à EN 342. Fica assim concluída a ligação Miranda-Lousã na extensão de 11 quilómetros. O governante procede ainda à assinatura do contrato de consignação da empreitada de estabilização dos taludes entre Porto Mourisco e a Cervajota e homologa o acordo entre o Instituto de Estradas de Portugal e a Câmara de Miranda para a beneficiação do troço primitivo da EN 342

O secretário de Estado das Obras Públicas, Jorge Costa, desloca-se hoje à tarde a Miranda do Corvo para assinar o contrato de novos trabalhos complementares na variante à EN 342 que visam colocar um ponto final na instabilidade dos taludes, entre o Porto Mourisco e a Cervajota, numa extensão de três quilómetros. A empreitada foi adjudicada à empresa Tecnasol FGE ? Fundações e Geotecnia S.A. pelo valor de 6.418.002,89 euros, acrescido de IVA, consistindo na correcção e reforço dos taludes.
A chegada de Jorge Costa está prevista para as 17h15m, sendo recebido no salão nobre da autarquia, onde vai decorrer a assinatura do contrato. Nesta cerimónia, o governante vai ainda proceder à assinatura e homologação do acordo entre o Instituto de Estradas de Portugal e a Câmara de Miranda do Corvo para a beneficiação do troço primitivo da EN 342, entre os quilómetros 50,5 e 57,584.
A visita do secretário de Estado Adjunto e das Obras Públicas fica marcada pela abertura ao trânsito do troço Alto do Padrão-Lousã, na variante à EN 342, depois de executados trabalhos complementares no valor de 4.254.897 euros.
Esta obra contemplou a execução dos desnivelamentos dos nós de ligação ao Corvo, Pegos, Espinheiro, Fontainhas e restabelecimento da Rua do Matadouro.
Estas intervenções envolveram ainda a execução de duas passagens superiores, uma na ligação ao Espinheiro e outra para a execução do restabelecimento da rua do Matadouro, bem como uma passagem agrícola no nó das Fontainhas.
No âmbito desta empreitada foram ainda colocados postes de iluminação nos nós de acesso e construída uma nova ligação da EN 17-1 à zona industrial de Miranda do Corvo.

COIMBRA - Novo centro na cidade


As cores, as formas e a qualidade dos equipamentos conseguem contrariar a ideia do mundo de betão criado com o arranque das obras em 2002.
As obras arrancaram em Dezembro de 2002 e vão terminar em Abril de 2005. Exactamente como o anunciado em primeira mão, a 6 de Dezembro deste ano, as infra?estruturas do Eurostadium assumidas pelo Grupo Amorim serão inauguradas a 14 de Abril de 2005. E estamos a falar do pavilhão multidesportos, do complexo das piscinas e, ainda, do parque de campismo no Areeiro, das piscinas de Eiras/Pedrulha (já inauguradas) e de S. Martinho do Bispo/Santa Clara.
Estas são, como se sabe, as contrapartidas do projecto Eurostadium, que integra ainda o Centro Comercial Dolce Vita e 203 apartamentos T0.
As portas abriram?se aos órgãos de comunicação social e a garantia da data de inauguração foi assumida por Leal Barreto. Para o administrador do Grupo e responsável pelo acompanhamento de todo o pro- jecto, trata?se do maior investimento alguma vez feito na cidade de Coimbra. São 100 milhões de euros em cerca de 20 meses de execução de obra, afirmou, sublinhando que a concretização dos projectos alavancou várias empresas portuguesas, a grande maioria de Coimbra e da região.
E Leal Barreto faz questão de sublinhar que os materiais são do melhor que há, produzidos no estrangeiro e em Portugal. Destaca?se, por exemplo, a Praça Centro Norte, que vai ter piso terrazo fabricado por uma empresa da Lousã, já habituada a lidar com a qualidade e com as exigências internacionais, uma vez que trabalha para países como o Japão.

Qualidade máxima

E tanta exigência, garante aquele responsável, foi pensada para dar a Coimbra algo que ela ainda não tinha e que merecia. Assim, a partir de 14 de Abril de 2005 - se tudo correr como o previsto -, a cidade e a região vão ter à sua disposição um complexo vocacionado para a prática desportiva, profissional e não só, e que é composto por duas piscinas - uma delas olímpica, certificada e preparada para receber competições europeias - e uma outra de 25 metros. Ainda um pavilhão multidesportos onde se podem praticar as mais diversas modalidades, desde andebol ao bastequete, passando pelo futsal e o voleibol, bem como a realização de outros eventos, como espectáculos musicais, por exemplo. Afinal, o espaço possui mais de 3000 lugares sentados e uma acústica sem igual. Para além de se tratar de um espaço agradável onde o frio parece não incomodar muito, já que a utilização de vidros térmicos contribui para garantir o tal ambiente acolhedor.
Mas as novidades não se ficam por aqui. O complexo inclui um conjunto de balneários femininos e masculinos e para atletas deficientes motores; ginásios de aquecimento, de manutenção e polivalente; bares e restaurantes de apoio. Nada foi esquecido. No pavilhão das piscinas podem encontrar?se, para além dos balneários (para homens, mulheres e atletas deficientes motores), uma sala de monitores vigilantes, as cabines dos cronometristas, sala de organização de provas, laboratório de controlo anti?dopping e óculos para filmagens sub?aquáticas e, ainda, salas de aulas teóricas, de massagens, de primeiros?socorros, de análises e um posto médico. De cada lado dos dois pavilhões existem dois cais de cargas e descargas, que em nada influem no normal funcionamento das provas.
São dois equipamentos de alto nível, saudáveis e certificados para a alta competição, mas também para a utilização contínua, sublinhou Leal Barreto, adiantando que os pavilhões estão devidamente preparados para dar resposta às exigências das competições internacionais.

Espaços abertos
Depois de explicados os dois pavilhões, impõe?se uma visita - mais complexa, tendo em conta os 24 metros em escadas que é necessário descer?se - ao futuro Centro Comercial Dolce Vita, cujo primeiro andar fica, exactamente, ao nível da Praça Heróis do Ultramar, onde se ergue o pavilhão multidesportos. Uma ponte pedonal irá ligar os dois lados, que ficam separados pela Avenida Humberto Delgado, a qual será toda empedrada com calçada à portuguesa. Um só sentido - de nascente para poente, o mesmo é dizer, da zona da Solum para a Escola Brotero - será dado à Avenida Humberto Delgado, que será dotada, como foi em tempos, de largos passeios que irão permitir a fruição de todo o espaço.
E espaço, como sublinha Leal Barreto, é coisa que não faltará a todos quantos passarem a escolher o novo centro de Coimbra, para passear, conviver, fazer desporto ou compras.A praça onde se mantém a estátua de homenagem ao lado humano dos militares portugueses, como sublinha Leal Barreto, vai estender?se por mais de 35 mil metros quadrados, com muitas árvores. Junto à estátua, o grupo optou por manter as seis velhas tílias que sempre a acompanharam e que, quem um dia frequentou a Escola Infanta D. Maria, conhece bem.
A elas juntam?se agora, para além de todo o complexo desportivo que já referimos, um centro comercial com 120 lojas das mais conhecidas marcas presentes no mercado, 10 cinemas, diversos restaurantes, uma grande superfície. De cores alegres e garridas, o centro distribui?se por cinco pisos rasgados? de forma harmoniosa e iluminados pela luz natural que lhe é garantida por uma cúpula de vidro construída mesmo no centro, com 30 metros de altura e que também dá (muita) luz ao próprio parque de estacionamento... também ele amplo, e cor?de?rosa.

Coimbra é um tesouro
O Centro Comercial Dolce Vita vai ser um espaço onde as pessoas de Coimbra e da região poderão descobrir algumas (muitas) coisas boas que a vida tem. Quem o diz conhece bem todos os pormenores - de qualidade e conforto - com que todo o complexo está a ser construído e concluído. Leal Barreto garantiu que Coimbra merece - e vai ter - um espaço de lazer à altura e ao nível de uma grande cidade europeia.
Porque é que os cidadãos de Coimbra e de todos estes concelhos vizinhos tinham que se deslocar ao Porto, a Lisboa ou a Aveiro para fazerem compras?, interrogou.
Mas não é só de compras que se trata aqui. A cidade passa a integrar a rota das competições internacionais ao nível desportivo. As condições que foram criadas nos novos equipamentos garantem?lhe respostas a todos os níveis, nomeadamente de segurança, mas não só.
Para Leal Barreto, a cidade passou a ter uma verdadeira praça para usufruir com um conjunto de serviços completo, sem ter de sair para mais lado nenhum. Espaços amplos onde as pessoas andam à vontade sem se acotovelarem umas às outras; espaços fechados, como parque de estacionamento ou um centro comercial onde a luz natural se impõe.
Desvalorizando qualquer tipo de concorrência por parte dos projectos já existentes ou dos que estão a crescer noutras zonas da cidade, Leal Barreto garante que, sendo Coimbra um verdadeiro tesouro, ela vai ter, por direito, um novo centro. Um centro onde o natural se casa de forma perfeita com as linhas traçadas pelo arquitecto Suakay.
E a provar a aposta na perfeição, está também o facto do filme de promoção da cidade de Coimbra elaborado no âmbito do Euro 2004 e que teve como centro nevrálgico, o Estádio Cidade de Coimbra, o complexo das piscinas, o pavilhão multidesportos e o Centro Comercial Dolce Vita - bem como todas as infra?estruturas existentes na cidade, nomeadamente naquela zona - ser candidato a um óscar. Uma candidatura no âmbito dos filmes promocionais de cidades.

Miranda do Corvo - Variante pode ser lançada em 2005

A execução do projecto para construção de uma variante a Miranda do Corvo pode arrancar já no início do próximo ano, revelou ontem o secretário de Estado Adjunto e das Obras Públicas, durante a sua deslocação ao concelho

Se os estudos da autarquia estiverem em condições lançamos a execução do project», afirmou Jorge Costa, sublinhando que um Governo de gestão pode fazê-lo. O secretário de Estado Adjunto e das Obras Públicas, que ontem se deslocou a Miranda do Corvo, dava assim um novo alento à almejada construção da variante.
Anunciou também a intenção do Governo de lançar no início do ano a construção da variante a Foz de Arouce (Lousã), a ligação da Boavista (Coimbra) ao nó da Estrada da Beira, e a instalação de semáforos na povoação de Lamas e Pedreira, no concelho de Miranda do Corvo.
Na sua visita a Miranda do Corvo, o governante deslocou-se a Rio de Vide onde descerrou uma placa alusiva à construção de uma passagem inferior para peões, junto à escola primária.
Já na autarquia mirandense, procedeu à assinatura da consignaçã da empreitada de correcção e reforço dos taludes existentes entre Porto Mourisco e Cervajota, numa extensão de 2,4 quilómetros.
A obra foi adjudicada à empresa Tecnasol FGE ? Fundações e Geotecnia S.A. pelo valor de 6.418.002,89 euros, acrescido de IVA, e deverá estar concluída no prazo de um ano.
Ainda durante a cerimónia, que decorreu no auditório municipal, o secretário de Estado Adjunto e das Obras Públicas homologou o acordo entre o Instituto de Estradas de Portugal e a autarquia de Miranda do Corvo para a beneficiação do troço primitivo da EN 342, entre os quilómetros 50,5 e 57,584. Por fim, procedeu à abertura do troço Alto do Padrão-Lousã, na variante à EN 342, dando por concluída a ligação Miranda do Corvo-Lousã, na extensão de 11 quilómetros.

sexta-feira, dezembro 17, 2004

METRO LIGEIRO DE SUPERFÍCIE - Governo excluiu troço ferroviário Lousã-Serpins

METRO LIGEIRO DE SUPERFÍCIE - Governo excluiu troço ferroviário Lousã-Serpins


A exclusão do troço ferroviário entre Lousã e Serpins foi ordenada pelo Governo, por entender que os autocarros servirão melhor a população, segundo a Metro Mondego.

O presidente da Metro Mondego afirmou ontem que a exclusão do troço ferroviário Lousã?Serpins do projecto do metro ligeiro de superfície foi determinada pelo Governo no passado mês de Novembro, mas a Câmara da Lousã sabia que existia essa possibilidade desde 2003. Segundo José Mariz, esta questão já tinha sido discutida pelo menos uma vez numa reunião da Metro Mondego realizada no ano passado, em Março, num encontro em que participaram todos os accionistas da empresa, que na altura era ainda era presidida pelo socialista Armando Pereira. O responsável da Metro Mondego admitiu também o presidente da Câmara da Lousã, Fernando Carvalho, sempre contestou um eventual fecho do troço ferroviário entre Lousã e Serpins.
Ontem, na conferência de imprensa destinada a esclarecer o processo de instalação do metropolitano em Coimbra e no ramal da Lousã e a fazer um balanço do trabalho da actual administração, José Mariz afirmou que a Metro Mondego recebeu oficialmente há cerca de um mês uma informação da tutela, que determinava de ?forma explícita e mandatória? a exclusão dos cerca de seis quilómetros entre a Lousã e Serpins do troço ferroviário do metropolitano de superfície.
Esta informação foi de imediato dada a conhecer em reuniões com a Junta de Freguesia de Serpins e a Câmara da Lousã, ambas lideradas pelo PS, mas a solução proposta ? o desenvolvimento de um sistema rodoviário complementar, utilizável com o mesmo bilhete e o mesmo preço ? foi mais uma vez rejeitada pelos autarcas.
O projecto que será objecto do concurso público internacional do metropolitano, um investimento de cerca de 257 milhões de euros, inclui a instalação do eléctrico rápido de superfície entre Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã, e um sistema rodoviário integrado no troço entre Lousã e Serpins, disse José Mariz. O mesmo sistema rodoviário, acrescentou, será usado na ligação do metro à periferia de Coimbra, acrescentou, adiantando que continua em estudo a possibilidade de o traçado urbano do metro ser alargado à Solum e zona norte da cidade (Adémia, Fornos), bem como ser estendido a sul (Antanhol, Condeixa) e à margem esquerda, entre Taveiro e Ribeira de Frades, como ligação ao comboio de alta velocidade.

Autocarro é solução socialmente mais favorável

A administração da Metro Mondego defendeu ontem que a solução rodoviária entre Lousã e Serpins, como complemento do metro, servirá melhor as populações que utilizam a estação de Serpins, para onde se deslocam sobretudo de táxi.
A decisão do Governo, sustentou José Mariz, foi ditada por razões de racionalidade económica, mas também por esta solução ser socialmente mais favorável e a que servirá muito bem e respeitará os interesses das populações.
Por um lado, sustentou o administrador Guilherme Carreira, a inclusão do troço rodoviário entre Lousã e Serpins, em substituição da ferrovia, torna o projecto mais atraente para os concorrentes, ao reduzir os custos de instalação de 10 milhões de euros para 350 mil euros.
Por outro lado, sublinhou, os cerca de seis quilómetros do actual troço ferroviário passam no meio da serra, em zona protegida, onde não existem casas nem povoações. Em contrapartida, as carreiras de autocarro servirão todas as freguesias da Lousã, quase num porta?a?porta, salientou, ao apresentar o esboço do percurso (ver imagem).
Citando dados de 2001, fornecidos pela CP, o responsável disse que o máximo de pessoas que utilizaram diariamente o comboio, entre Lousã e Serpins, oscilou entre 263 e 429, consoante os sentidos.

Metro Mondego quer concurso público

O presidente da Metro Mondego, José Mariz, afirmou ontem que o concurso público do metropolitano ligeiro de superfície poderá ser lançado ainda pelo actual governo de gestão. José Mariz ? que deixou transparecer que esta é a sua preferência e a dos outros dois membros executivos do conselho de administração, Guilherme Carreira e João Casaleiro ? sustentou a sua posição em pareceres de jurisconsultos da Universidade de Coimbra.
O secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, Jorge Borrego, admitiu esta semana, em Coimbra, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, que tinha dúvidas sobre a legitimidade de um executivo de gestão para avançar com o concurso.
Escusando?se a comentar as declarações do governante, José Mariz notou apenas que na fase actual o processo não necessita de aprovação do Conselho de Ministros e que a abertura do concurso é um acto administrativo?, que exige apenas de um despacho conjunto dos secretários de Estado dos Transportes e Comunicações e do Tesouro e das Finanças, Luís Morais Leitão.
A 30 de Novembro, a Metro Mondego entregou ao Governo todos os documentos necessários ao lançamento do concurso do metro, no âmbito do sistema de parcerias público?privado, e o diploma relativo às bases de concessão também já foi publicado, na última quarta?feira, em Diário da República. Estamos em posição de lançar o concurso, aguardamos um sinal da tutela, que estamos convencidos que vai aparecer, sublinhou José Mariz.
Também na passada terça?feira, em reunião do conselho de administração da Metro Mondego - que inclui ainda os social?democratas João Rebelo e Carlos Ferreira, em representação das câmaras de Coimbra e de Miranda do Corvo, respectivamente, e Manuel Parola Gonçalves, pela Lousã, como administradores sem funções executivas - foi dada luz verde ao lançamento do concurso público, com o voto contra da Câmara da Lousã, referiu José Mariz, membro da Assembleia Municipal de Coimbra, eleito pelo CDS?PP.
Fernando Carvalho, presidente da Câmara da Lousã, a única de maioria socialista dos três municípios que integram o capital social da empresa, que tem ainda como accionistas a REFER, a CP e o Estado, já anunciou que pretende impugnar o concurso público em tribunal, caso o Estado mantenha a exclusão do troço ferroviário Lousã?Serpins.
José Mariz contrariou ontem a opinião de Fernando Carvalho e do PS de Coimbra de que, sem unanimidade na aprovação dos documentos para abertura do concurso este não poderia produzir efeitos. No entanto, realçou ontem José Mariz, segundo os estatutos da empresa, a aprovação do lançamento do concurso exige apenas os votos favoráveis da maioria dos membros do conselho de administração, pelo que é válida mesmo com o voto contra da Câmara da Lousã.

METRO não vai ate SERPINS

O Conselho de Administração da Metro Mondego acredita que o lançamento do concurso do Metro Ligeiro de Superfície deverá avançar em breve aguardando-se um sinal da tutela.
De fora fica o troço ferroviário Lousã ? Serpins já que o Governo, sócio maioritário, assim decidiu

O projecto já está aprovado pela maioria dos accionistas, por isso o traçado entre Lousã e Serpins do Metro Ligeiro de Superfície (MLS) vai mesmo ficar de fora, optando-se com uma solução de rodovia para fazer a ligação da Lousã a Serpins e às restantes freguesias do concelho que, no entender da administração da Metro Mondego (MM), traz muitas vantagens.
Ontem, em conferência de imprensa, a administração da MM apresentou a solução que, considera, é financeiramente muito mais barata e permite uma maior abrangência em termos de utilizadores.
A solução apresentada passa pela utilização de transportes rodoviários que farão a ligação de todas as freguesias com a Lousã, sede de concelho, de onde partirá o metro em direcção a Coimbra. Esta solução permite que as freguesias de Foz de Arouce, Casal de Ermio, Serpins e Vilarinho passem a dispor de um meio de transporte rodoviário que, até aqui, é praticamente inexistente. Com este serviço o número de utilizadores do metro será muito maior uma vez que de um universo de pouco mais de 1700 habitantes (de Serpins), o metro passará a estar ao dispor de mais de cinco mil habitantes (correspondentes aos habitantes das quatro freguesias).

Menos dinheiro e melhor serviço

Segundo José Mariz, presidente da MM, esta solução permite um serviço quase «porta a porta», já que «com muito menos dinheiro, servimos muito mais população e muito melhor do que actualmente são servidas já que pela sua modalidade vai buscar as pessoas quase a casa», explicou. Concretizando, Guilherme Carreira, administrador executivo da MM, referiu que a complementaridade entre sistema rodoviário e ferroviário permitirá servir mais do triplo da população que hoje é servida», gastando-se «30 vezes menos. Ou seja, explicou o administrador, a manutenção da infra-estrutura ferroviária até Serpins implicaria um custo de 10 milhões de euros, enquanto que a solução de complementaridade entre os dois meios implicará apenas um gasto de 350 mil euros.
Por outro lado, afirmou Guilherme Carreira, para que o prolongamento da linha do metro até Serpins se justificasse teria de haver 50 vezes mais passageiros do que actualmente. Em seu entender esta situação dificilmente se verificará já que, entre Lousã e Serpins não há população nem vai haver porque é uma zona protegida e nem sequer é expectável que haja futuramente mais população que possa justificar o metro.

Falta um sinal a tutela

Aprovada que está esta a versão definitiva dos documentos do concurso internacional do MLS, entregue a 30 de Novembro ao Governo, parecem estar reunidas as condições para o lançamento do concurso público internacional, esperando os administradores um sinal da tutela. E nem um Governo em gestão parece abalar as convicções dos administradores em que o concurso seja lançado muito brevemente. Todos os cenários convergem no sentido de que o metro vai ser brevemente lançado a concurso internacional, disse José Mariz. Por outro lado, assegurou, este é um acto administrativo e na fase actual ele não vai a Conselho de Ministros, disse afirmando que o processo necessita apenas de um despacho conjunto do secretário dos Transportes e Comunicações e do secretário de Estado do Tesouro e das Finanças. José Mariz acrescentou, de resto que, este é um processo que está em curso e não é uma solução que um Governo em gestão fosse apressadamente tirar de qualquer gaveta para lançar.
Questionado sobre a possibilidade de impugnação do concurso público por Fernando Carvalho, presidente da Câmara Municipal da Lousã, que já manifestou esta intenção como forma de manifestar o seu desagrado com a exclusão do troço Lousã/Serpins, os administradores asseguram que, e invocando os estatutos da sociedade, a aprovação necessita apenas do voto da maioria dos accionistas, o que já aconteceu.