terça-feira, abril 26, 2005

PODER LOCAL ? Dia da Liberdade para inaugurações e protocolos

No triângulo geográfico formado pelos municípios de Lousã, Vila Nova de Poiares e Miranda do Corvo, as comemorações dos 31 anos da Revolução de Abril foram assinaladas com pompa e circunstância. Inaugurações e protocolos constituíram o "forte" das iniciativas programadas para o dia festivo.

Em Miranda do Corvo foi inaugurada a Fonte da Cruz Branca. Situada numa das principais rotundas da vila, a nova fonte é um marco evocativo do 25 de Abril, naquilo que ele representa de respeito pelas pessoas e instituições, disse a propósito, a presidente da autarquia, Fátima Ramos.
Como a fonte foi considerada um equipamento de requalificação urbana, logrou obter financiamento de 50 por cento de fundos comunitários. As iniciativas do Dia da Liberdade em Miranda?do?Corvo coincidiram com a semana da Capital da Chanfana que está a decorrer até 1 de Maio.
Neste período, transversal aos feriados do 25 de Abril e 1º. de Maio, vários restaurantes sedeados no concelho aderiram ao roteiro gastronómico. Também a música preencheu parte do dia, com um concerto da Filarmónica Mirandense e um concerto de música pop durante a tarde. A parte desportiva do programa foi preenchida por um torneio non?stop de futsal que durou 12 horas.

Em Vila Nova de Poiares, a abertura oficial das piscinas municipais marcou o dia feriado. Jaime Soares, apesar de ter o mandato suspenso de presidente do município, apareceu sem ninguem o chamar para presidir - mesmo assim - à sessão solene,não se sabendo em que qualidade. Se na qualidade de deputado da Assembleia da República, se na qualidade de chefe dos bombeiros se na qualidade de chefe do PSD, se na qualidade de chefe da ADIP, se na qualidade de presidir ``a Ass. Desp. de Poiares, se na qualidade de chefe de familia. Nas cerimónias participou a comitiva oficial da vila francesa de Douchy?Les?Mines, liderada pelo presidente da câmara, Michel Lefebvre. Em Poiares parece que a Presidenta em exercicio nem foi ouvida nem achada no meio disto. Alguem ainda saberá quem é ela, já que a Drª Teresa Carvalho não aguentou a pressão e deu de frosques?
Diversos cidadãos do município que se destacaram nas áreas da saúde, cultura e bons serviços, receberam medalhas de ouro e prata, com destaque para o juiz conselheiro António Políbio Henriques.

Na Lousã, um protocolo assinado entre a câmara municipal, as Páginas Amarelas S.A. e instituições de solidariedade social, permitiu que a empresa fizesse a atribuição de material informático e equipamento para idosos e deficientes do concelho. O presidente da edilidade, Fernando Carvalho, afirmou que tal "só foi possível porque a câmara tem um Plano de Desenvolvimento Social", condição essencial para se enquadrar nos parâmetros de mecenato traçados pela empresa. Num valor total de cerca de 15 mil euros, foi entregue diverso equipamento. Além de quatro computadores instalados em centro sociais, foi distribuído equipamento de apoio, como cadeiras de rodas, muletas e andarilhos, além de uma cama articulada. As instituições beneficiadas foram a Santa Casa da Misericórdia, a ARCIL e o Gabinete de Apoio à Infância e Juventude. A forma encontrada por este município para homenagear, a título póstumo, personalidades que se distinguiram em várias vertentes da sociedade, foi o descerramento de placas toponímicas. Na urbanização da Quinta do Palácio, por trás do novo hotel Meliá Boutique, as novas artérias adquiriram os nomes de dr. Fernando Vale, desembargador António Cardoso Faria Pinto e Aristides de Sousa Mendes.

sábado, abril 16, 2005

PSD ainda acredita na conquista de câmaras

O PSD acredita na conquista de mais duas câmaras no Distrito de Coimbra.
Jaime Soares quer fazer acreditar nisso os militantes PSD, mas não explica quem vai para Poiares. Até ja se fala em coisas feias.
Com um scoore de 12 câmaras, o PSD parte para as eleições de Outubro confiante na conquista de mais duas autarquias.
É absolutamente possível, garante o presidente da Distrital social-democrata, Jaime Soares

Com os socialistas em guerra pela escolha de candidatos, o PSD tem feito um processo tranquilo e, em ?velocidade de cruzeiro?, tem definidos os nomes que vão encabeçar as candidaturas à liderança das 17 câmaras do distrito. Com 12 câmaras garantidas no acto eleitoral de Dezembro de 2001, os social-democratas acreditam na conquista de mais duas autarquias em Outubro próximo. Jaime Soares, presidente da Comissão Política Distrital, está confiante num bom resultado e eleva a fasquia para 14 câmaras. Todavia, e porque ?o segredo é a alma do negócio?, como faz questão de sublinhar, escusa-se a avançar com qualquer indicação relativamente aos concelhos que, neste momento, se posicionam com uma postura favorável à liderança laranja. Lacónico, Jaime Soares limita-se a dizer que temos candidatos ganhadores, mas a verdade é que Arganil se posiciona como uma aposta de mudança. Ricardo Pereira Alves é o candidato, que se vai defrontar com António Simões, do PS. Num concelho onde a cor rosa tem sido dominante, o PS surge, este ano, com algumas fragilidades. Rui Silva, o presidente da autarquia, não se recandidata e também o ?vice?, Mário Vale, filho do ?histórico Fernando Vale?, está ?fora da corrida. Como candidato, já apresentado ao eleitorado, o PS escolheu o empresário António Simões.
Ricardo Alves, adjunto do governador civil, Fernando Antunes, beneficiou claramente dessa posição, na medida em que lhe permitiu um contacto muito directo com a população. Arganil, concelho de onde é natural, foi, de resto, um dos palcos privilegiados da sua presença, não ?falhando? qualquer evento. A jogar duplamente em casa, Ricardo Pereira Alves recebeu um segundo ?input? com a candidatura de Fernando Antunes à Assembleia da República, porquanto assumiu as funções de governador civil em exercício, o que lhe granjeou mais e maior visibilidade.
Com 28 anos, este engenheiro químico, que antes de entrar de forma mais activa na vida política trabalhava numa empresa do ramo alimentar, precisamente em Arganil, onde era responsável pelo controlo de qualidade, tem uma pós-graduação em engenharia da qualidade e outra em gestão autárquica. Jovem, disponível e com uma grande paixão pela ?coisa pública?, Ricardo Pereira Alves encara esta candidatura como sendo «para ganhar».Isto tudo em contraste com o candidato por Poiares, velho, indisponivel para dialogar e tratar das coisas a serio,e com grande paixão so para mandar como quer e já com 25 anos de atraso nas ideias .Estamos a apostar tudo, afirma, com entusiasmo o ex-governador civil de Coimbra. A apresentação da candidatura de Ricardo Pereira Alves está marcada para o próximo dia 30, num jantar a realizar no restaurante ?O Parque?, em Sarzedo e, muito embora Jaime Soares não ?levante o véu?, esta será, com toda a certeza, uma das autarquias em que o PSD aposta em roubar a Câmara ao PS.
Góis poderá, eventualmente, ser outra das apostas social-democratas. Com o eleitorado do PS potencialmente dividido entre Girão Vitorino e José Cabeças, ou seja, entre a candidatura ?oficial? do PS e a mais que provável candidatura independente do presidente da Assembleia Municipal, o PSD pode querer tirar dividendos. Dentro do próprio PS já há quem tema que uma ?terceira via? pode ser determinante e quiçá beneficiar os social-
-democratas. Diamantino Garcia, vice-presidente da autarquia de Góis e dado como certo na lista de Vitorino, alertou, há dias,para essa possibilidade, sublinhando que esta ?guerra? prejudica o PS e pode beneficiar o PSD.
Jaime Soares não abre o jogo, nem embarca em facilitismos pois não sabe se a castanha lhe vai estalar na boca em Poiares, sem tecer quaisquer considerações relativamente à divisão interna dos socialistas, apenas garante que o nosso candidato em Góis é um candidato para ganhar, mantendo o nome no segredo dos deuses.

Convenção autárquica para apresentar candidatos

O presidente da Distrital garante que os 17 nomes para encabeçar as listas de todo o distrito já existem e serão, de resto, tema em debate na reunião da Comissão Política Distrital alargada, marcada para segunda-feira. Sem, mais uma vez, avançar com nomes, Jaime Soares adianta que estes estão todos definidos e serão dados a conhecer em breve, numa convenção autárquica, cuja data ainda não está definida, e para a qual o presidente da Distrital está empenhado na presença do líder do partido.
A Distrital de Coimbra dá como certa a linha mestra definida com Marques Mendes, no início da semana, relativamente à recandidatura dos actuais presidentes de câmara. «Queremos recandidatar todos os presidentes que tenham essa disponibilidade», afirma Soares, situação que é válida para 10 das 12 autarquias de liderança social-
-democrata.
A saber: Coimbra e Figueira da Foz ? onde Carlos Encarnação e Duarte Silva, ambos em cumprimento do primeiro mandato se encontram numa posição confortável, reforçada por recentes sondagens, encomendadas pelo PS -, Penacova (Maurício Teixeira Marques), Oliveira do Hospital (Mário Alves), Mira (Mário Maduro), Pampilhosa da Serra (Hermano de Almeida), Mirando do Corvo (Fátima Ramos), Montemor-o-Velho (Luís Leal) e Vila Nova de Poiares (Jaime Marta Soares). Relativamente a Soure, Jaime Soares garante a recandidatura de João Gouveia pelo PSD. O nome do autarca foi recentemente alvo de um conjunto de boatos que apontam para a sua adesão ao PS. O nosso camarada João Gouveia é um homem de palavra e não muda de camisola», afirma o responsável da distrital ?laranja?. Sem dar crédito aos boatos, considera-os sinal do desespero do PS por não ter candidato em Soure ou ter um candidato que não lhe dá garantias e por isso inventam tudo, mas isso não tem qualquer sentido. João Gouveia é o nosso candidato e um candidato ganhador, remata.
As duas excepções à regra da recandidatura dos actuais presidentes são também já conhecidas e já têm ?substitutos? «à altura», no entender de Soares. Falamos de Cantanhede, onde Jorge Catarino, por razões de carácter pessoal e familiar, muito embora com alguma mágoa, como o próprio confessou, não se vai recandidatar. Em seu lugar está um nome com «créditos firmados»: João Pais de Moura.
A segunda excepção é Penela, onde depois de mais de 20 anos sob presidência de Fernando Antunes, actual deputado, a Câmara ficou nas mãos de José Carlos Reis, número três na autarquia, com a indigitação do presidente para o Governo Civil. José Carlos Reis não é o candidato do PSD de Penela, que apostou no presidente da concelhia local e ?homem forte? da Marcopolo, Paulo Júlio.

sexta-feira, abril 15, 2005

CONDEIXA - homenageia Fernando Namora



Na passagem do 86.º aniversário do nascimento de Fernando Namora, o escritor vai ser recordado na terra onde nasceu e viveu a sua infância. Uma iniciativa da autarquia de Condeixa, que organizou uma mostra de 12 retratos

Nasceu em Condeixa, em 15 de Abril de 1919, faz hoje precisamente 86 anos. Falamos de Fernando Namora, uma das figuras grandes da literatura nacional, que teve em Condeixa o «pátio de recreio da sua infância, onde brincou e cresceu na companhia de vizinhos e amigos, que lhe deixaram recordações sempre presentes ao longo da sua vida e muitas vezes referidas na sua obra».
A Câmara Municipal de Condeixa empenhou-se em assinalar a data, de forma condigna, com a inauguração de uma exposição intitulada ?Fernando Namora em Retrato?. Trata-se de uma mostra que integra um conjunto de obras da autoria do próprio Fernando Namora, Armando Bruno, Conceição Pires Coelho, Victor Palha, Lima de Freitas, Rogério de Freitas, Mário e Eduardo Gageiro.
Ao todo são 12 obras onde, sublinha a autarquia, «a fonte de inspiração foi um único homem: Namora retratado segundo diferentes perspectivas e técnicas, que vão desde a pintura à simples fotografia».
A inauguração da exposição está marcada para as 17h30, contando com a actuação do Orfeão Dr. João Antunes. Por seu lado, o Grupo Etnográfico da Pampilhosa vai proceder à leitura de poemas. No final assiste-se a um porto de honra em homenagem ao escritor.
A partir de 18 de Abril, segunda-feira, e até ao final da mostra, dia 12 de Maio, quem se deslocar à Casa Museu Fernando Namora poderá, também, assistir, sempre que tal seja solicitado, à apresentação da série ?Retalhos da vida de um médico?, bem como ao filme ?A noite e a madrugada?, cujos argumentos foram elaborados com base em obras do escritor de Condeixa.
A mostra, patente na Casa Museu Fernando Namora, pode ser visitada todos os dias úteis entre as 9h00 e as 12h30 e das 14h00 às 17h30.

Hotel de Charme abre no dia 15 as suas portas




O primeiro Meliá Boutique Hotel abre hoje ao público oficialmente na Lousã. Situado na zona histórica da vila, esta unidade hoteleira está classificada como ?5 estrelas? e vem preencher uma lacuna que existia na oferta de alojamento. Unidade que oferece toda a comodidade e serviços personalizados que se podem esperar de um hotel com este requinte

O desejo era antigo e a ideia concretizou-se.
A vila da Lousã não tinha uma unidade hoteleira que servisse os visitantes que frequentam esta região serrana, e o município tinha grandes dificuldades em fixar turistas. A partir de hoje tudo é diferente. Ao cabo de dois anos de intenso trabalho, o Palácio da Viscondessa do Espinhal transformou-se no primeiro Meliá Boutique Hotel em Portugal, e os responsáveis por esta transformação foram a família Mexia Santos, ao constituir a Sociedade Serra da Lousã Actividades Turísticas Hoteleiras SA, à qual se associou a autarquia, e avançaram com este projecto hoteleiro, depois de adquirir o imóvel.
Trata-se de uma unidade que se apresenta como um hotel onde o passado e o presente se ligam através de um novo edifício, moderno e minimalista, e uma casa de brasão, do século XVIII, onde a arquitectura da época foi mantida ao máximo.
Este Meliá Boutique Hotel, localizado na Rua Viscondessa do Espinhal, está equipado com 46 quartos (cerca de 80 camas), 23 no edifício antigo e outros tantos no edifício moderno ?geminado? ao palácio, um restaurante, bar, diversas salas de estar, salão de eventos sociais, salas de jantar, leitura, piano, reuniões, corte de ténis, piscina, healt club e parque de estacionamento privativo.
Quanto aos futuros clientes, a Sociedade Serra da Lousã, proprietária do hotel, conta com clientes de todos os segmentos, mas espera, sobretudo, clientes de turismo de lazer, de desporto e negócios, não só pela localização do empreendimento, mas também porque o hotel está dotado de salas moduláveis para reuniões, congressos ou eventos sociais, com capacidade para mais de meio milhar de pessoas.
Este Hotel Boutique da Lousã distingue-se, não apenas pelo facto de funcionar num edifício histórico, de valor patrimonial reconhecido, mas, sobretudo, devido ao envolvimento e ambiência que ali se criou e que constitui a característica dominantes destes ?hotéis de charme?. A nível exterior, o destaque vai para a piscina ?circundada? por jardins formais, healt club e ténis.
Uma equipa de cerca de 25 profissionais assegura os serviços desta unidade hoteleira e o director Jorge Fonseca, assegura que este vai ser um grande desafio da sua carreira, convicto, porém, que este hotel de charme vai ser um sucesso na Lousã.

segunda-feira, abril 11, 2005

GOIS - Cabeças ameaça concorrer como independente

Mais um a dar com os pes no grupelho da Distrital de Coimbra.

Vai ser bonito vai.... se Jorge Coelho não põe mãos nisto e não corre já com eles....ha-de assistir à derrocada na zona Centro.

José Cabeças quer que o PS se defina, em termos distritais e nacionais relativamente ao candidato à autarquia de Góis e, caso se mantenha o nome de José Girão Vitorino, está disposto a bater com a porta, abandonar o Partido Socialista e avançar com uma candidatura independente

No mesmo dia em que Girão Vitorino apresentou a sua recandidatura à Câmara Municipal de Góis, José Cabeças, presidente da concelhia socialista e também presidente da Assembleia Municipal local, esticou a corda e, no limite, ou o Partido Socialista, a nível concelhio, distrital e nacional toma posição relativamente a tudo isto ou Cabeças mostra-se com vontade de virar costas ao PS e disposto a avançar com uma candidatura independente à autarquia de Góis.
A candidatura ontem apresentada, à revelia da concelhia, presidida por José Cabeças, é uma das razões apontadas para este mal-estar.

Estou propositadamente alheado deste processo, afirma o candidato a candidato à Câmara de Góis, instado a disponibilizar-se para a autarquia pelo intitulado Movimento Cívico de Apoio à Candidatura de José Cabeças à Câmara Municipal de Góis, que ontem já tinha reunido 590 assinaturas num universo de 4.800 habitantes.

Se não houver uma reacção consentânea, de acordo com os princípios que defendo e dos princípios internos do partido, que a democracia interna funcione
, tenho de perceber por quem estou rodeado e se todo o processo continuar a ser conduzido à minha revelia, se, no limite, perceber que andei enganado, então não há partido algum que esteja acima da minha dignidade e vou-me embora, afirma José Cabeças.
Sublinhando que não tem dado passo algum sem ter dado prévio conhecimento à Federação Distrital, José Cabeças disse ontem que também o coordenador nacional das autárquicas, Jorge Coelho, já foi informado desta sua tomada de posição.
Sobre o acordo assinado em Fevereiro do ano passado relativamente à recandidatura de Girão Vitorino, Cabeças entende que pressupõe um conjunto e itens que não foram cumpridos «e não fui eu que os não cumpri», afirma, considerando que desse cumprimento estaria dependente o seu apoio à recandidatura do actual presidente, seu ?vice? no último mandado que cumpriu à frente da autarquia de Góis, de onde saiu para liderar a Administração Regional de Saúde do Centro. «Não estavam previstas perseguições aos vereadores, ou a instituições a que estou ligado, como a ADIBER e a Santa Casa da Misericórdia», afirma.
Crítico relativamente à actuação de José Girão Vitorino, Cabeças afirma que «a energia que move o presidente da câmara é a energia da perseguição e entende que o maior e mais poderoso sinal de vontade de mudar é protagonizado pela população que, do nada, fez nascer um movimento cívico que, num espaço de tempo recorde, reuniu quase 600 assinaturas de apoio à sua candidatura à Câmara.
Chegou-se a um limite e não há partido nenhum que esteja acima da minha dignidade e se perceber que andei enganado estes anos todo então saio, afirma peremptório.

Não posso acreditar que o partido aceite um projecto em que o número um anda zangado com o número dois e não falem com o número três.
Não posso aceitar que os partidos políticos simplesmente acolham indivíduos que pelas suas competências próprias nunca chegariam a estes lugares, adianta, cáustico, José Cabeças, que aponta o dedo ao actual presidente da autarquia, mas é ainda mais crítico relativamente ao vice-presidente, acusando-o de estar a destruir o PS.
Afirmando-se defensor dos valores da solidariedade, do desenvolvimento e de um partido ao serviço das pessoas e não de meia dúzia de pessoas e interesses instalados, José Cabeças equaciona abandonar o PS e avançar com uma candidatura independente suportada pelo Movimento Cívico.
Tanto quanto sei o movimento está a oficializar-se, tem uma comissão executiva e não vai parar», afirma. «Estou à espera de ver até onde vai o PS e se o PS não for até onde entendo que deve ir, tirarei as minhas conclusões», adianta Cabeças, sublinhando que «Jorge Coelho tem uma resposta para me dar».

Victor Baptista empenhado em demover Cabeças

Sou amigo pessoal de José Cabeças há muitos anos, tenho por ele o maior respeito, considero-o um bom quadro do PS, preparado para ocupar qualquer lugar, dentro do PS e não só, e espero ter a capacidade de o convercer a não fazer isso.
Palavras de Victor Baptista, a propósito da eventualidade de Cabeças avançar com uma candidatura independente em Góis.
Considerando que a questão de Góis é muito complexa e delicada, o presidente da Federação do PS de Coimbra lembra o acordo firmado em Fevereiro do ano passado, bem como o processo de avocação de candidaturas aprovado por larga margem pela Federação.
«Espero que esta tempestade passe e consiga convencer José Cabeças a não avançar para essa situação», disse ainda, crente que o responsável da concelhia do PS de Góis não falou com Jorge Coelho.
«Vou falar com José Cabeças e com Jorge Coelho», afirma, disposto a dar o ?tudo por tudo? no sentido de ultrapassar esta «radicalização de posições» por parte do também presidente da Assembleia Municipal de Góis. Ele esteve na Câmara enquanto quis e apoiou Girão Vitorino, então seu número dois. Não percebo o porquê de tudo isto, desabafa Baptista, que assume como linha mestra para as próximas autárquicas a necessidade do PS conquistar câmaras.
Em 2001 tínhamos nove câmaras e agora temos cinco, lembra, para sublinhar a necessidade de ganhar território e colocar os interesses do PS acima dos interesses pessoais.Logicamente e todos pensam que o PS não vai ganhar Câmaras com pessoas assim à frente como Victor Baptista. Em Coimbra vai ser um desastre se este se candidatar tambem.
Aceitarei todas as sugestões da direcção nacional e nunca colocarei em causa o que a direcção nacional entender ser melhor para o PS. Gostaria que os meus camaradas, presidentes de concelhias, aceitassem as regras do jogo e a regulamentação estatuária que está consagrada como eu aceito, disse ainda o presidente da Federação.

Mas será que a direcção nacional sabe exactamente o que se passa na distrital de Coimbra? Jorge Coelho anda muito distraido. Em Coimbra só a lei da vassourada resolverá os problemas do PS....e já agora, tambem os do PSD.

quinta-feira, março 31, 2005

José Cabeças mantém-se à frente da ADIBER


José Cabeças foi re-eleito presidente da direcção da ADIBER, Associação Desenvolvimento Integrado da Beira Serra, cargo que resolveu voltar a ocupar com o objectivo de dar continuidade a um trabalho que tem vindo a evoluir. Classifica o ano transacto como um ano de viragem e afirma que só não correu melhor eventualmente porque estão sediados em Góis.

Desde a sua fundação, no ano de 1994, que a ADIBER tem mantido o nome de José Domingos Cabeças como presidente da direcção. Facto que terá continuidade no biénio e 2005/2006 tendo em conta que foram eleitos anteontem os novos corpos sociais desta colectividade e a única lista que se apresentou a sufrágio foi liderada por aquele responsável.
Para alem de José Cabeças fazem então parte da lista, eleita por unanimidade, na direcção como secretária Maria de Lurdes Castanheira e José Albuquerque Ângelo como tesoureiro; a Assembleia-geral é presidida por Lucília Alves, tendo como vice-presidente Carlos Castanheira e secretária Erminda Muro; o Conselho Fiscal é presidido por Valentim Rosa, tendo como vogais Luís Carvalho e Junta de Freguesia de Cadafaz.
A Associação tem tido um reconhecimento pelo seu trabalho, este é um dos motivos avançados por José Cabeças para se recandidatar, sublinhando que quer dar continuidade a um projecto que considera «actual, moderno e virado para as pessoas e que tem sido posto ao serviço do desenvolvimento local no que se refere à formação».
O dirigente relembra a vasta região de montanha que esta associação alberga nomeadamente os concelhos de Arganil, Góis, Tábua e Pampilhosa da Serra e as suas inerentes dificuldades, facto que ao invés de o desmotivar ainda lhe dá mais vontade de continuar. O que nos move é ter a noção de que o desenvolvimento nestas regiões é mais difícil mas isso é mais um incentivo para demonstrarmos as nossas capacidades e as capacidades das pessoas que aqui vivem», afirma o também presidente da Assembleia Municipal de Góis.
No que concerne ao ano transacto Cabeças considera-o um ano de viragem. O dirigente esclarece que o ano de 2004 foi muito importante, porque finalmente conseguimos equilibrar as contas e temos um resultado positivo, o que na sua óptica significa uma enorme recuperação. Recuperação essa que afirma poderia ter sido ainda melhor se não estivessem sediados na vila de Góis, isto porque o nosso trabalho não tem sido reconhecido, sobretudo por parte da actual Câmara Municipal, declara José Cabeças. O também médico de clínica geral acrescenta ainda que tem havido facetas menos agradáveis no relacionamento entre parceiros que pugnam pela dignidade e pela defesa da honorabilidade das próprias instituições», diz aludindo ao relacionamento entre a agremiação que lidera e a autarquia presidida por José Girão Vitorino.
Para o próximo biénio os projectos vão ser sobretudo de «continuidade e aprofundamento», adianta para relembrar algumas das prioridades da Associação que se irão manter nos dois anos seguintes. Captar para a região um conjunto de investimentos que não podem vir senão através destas instituições de desenvolvimento local, bem como «incentivar um processo de parceria activo e alargar os nossos horizontes, no sentido de dizer que vivendo num concelho do interior temos condições de integrar organismos a nível nacional onde podemos divulgar a nossa região estas são então algumas dessas prioridades.
Não queremos dar o peixe às pessoas, queremos dar-lhe a cana e ensina-las a pescar, afirma, referindo-se ao lema da associação, que justifica a aposta forte na formação, na educação e posteriormente na ligação ao emprego, através do desenvolvimento de parcerias, com autarquias, sociedade civil ou comissões de melhoramentos.
O dirigente enfatiza ainda o trabalho que tem vindo a ser feito pela equipa que com ele colabora, à qual endossa a responsabilidade de grande parte do trabalho desenvolvido. Uma equipa que vai crescendo e que é hoje uma equipa que sabe muito do desenvolvimento local.

sábado, março 26, 2005

O novo ?Código da Estrada " versus caça à multa."

Sendo pacífica a actualização de algumas normas reguladoras da condução e circulação de veículos automóveis e equiparados, é de grande polémica o carácter meramente repressivo e gerador de receitas que o pretexto da má condução e descuido originam.Mais.
Desenvolve-se a dinâmica do "vício" da multa e do seu aumento, por tudo e por nada, para obter receitas.Que a interdição de condução fosse mais rígida para a situação de condutores que colocam em risco a circulação de pessoas e outros condutores, nada teria a obstar.
Mas que o forte da fiscalização incida sobre miudezas sem grande Impacto para terceiros, levanta sérias reservas.
A pedagogia do civismo é substituída pelo impacto na bolsa do infractor:
Se esta for grande, é um caso de azar, pequeno transtorno. Se pequena, um caso repressivo, desorganizador da vida doméstica.Que a vertente punição pecuniária do infractor, tipo utilizador pagador, fosse o objectivo do governo cessante na obtenção de receitas, não constitui novidade.
A novidade é que se o governo preponente viu a sua política rejeitada em acto eleitoral pela esmagadora maioria dos cidadãos.
Os cidadãos que votaram contra essa política estão a ver o novo governo recuperar parte daquilo que rejeitaram. E aqui é que bate o ponto.Onde está o respeito pelo eleitorado!
Continuamos no ciclo da pedagogia do cacete?
Ou insere-se já a caça à multa como fonte de receita do próximo Orçamento Rectificativo!
Vamos estar atentos à actuação da GNR e da PSP.
Será que alguem vai enricar com isto? Já soltaram os outros?

quinta-feira, março 24, 2005

LOUSÃ - Hotel de charme pronto para abrir


Está tudo preparado para que a nova unidade hoteleira do Grupo Meliá possa abrir nos próximos dias na Lousã. É uma aposta no turismo de qualidade.

O primeiro hotel de charme do grupo Meliá em Portugal vai abrir as portas dentro de duas semanas na Lousã, começando a receber hóspedes a partir dessa data. Com 46 quartos, cinco deles tipo suite, o hotel está instalado no Palácio da Viscondessa do Espinhal, um imóvel do século XVIII classificado como património arquitectónico.
Na linha de outros hotéis, que já existem em diversos países a partir da recuperação de castelos, conventos e palácios, o Meliá Palácio da Lousã Boutique Hotel afirma?se como um pequeno hotel, de luxo, exclusivo e com um design próprio, contando para isso com a colaboração de designers e decoradores de renome.
O grupo Meliá já tem diversas unidades com estas características espalhadas pelo mundo, a maior parte delas na Europa. Só em Paris há quatro Mélia Boutique, destacando?se o Royal Alma. Salamanca, Cáceres e Lérida são destinos espanhóis com o mesmo tipo de equipamentos.
Além da estrutura base do palácio, o Hotel da Lousã conta com um outro edifício construído especificamente para este fim e que é uma ala nova com cores e design mais arrojado, aliando a tradição à modernidade, dizem os responsáveis pelo projecto.

Wellington conquistou o lugar de Massena
A história do edifício é também uma mais?valia que a direcção do hotel quer dar a conhecer. No palácio da Viscondessa do Espinhal (também conhecido como Palácio dos Salazares) esteve alojado em 1811 o Duque de Wellington que expulsou os franceses na batalha de Foz de Arouce. Aliás, reza a lenda que, nesse dia, os ingleses atacaram ao cair da noite, obrigando o general franceses Massena a sair de urgência deste mesmo palácio onde se preparava para um banquete. O repasto acabou por ser servido ao próprio Wellington, sentado no lugar do seu inimigo, após sair vencedor da contenda.
Volvidos dois séculos, o novo hotel também aposta na arte de bem servir à mesa. Nas instalações vai funcionar o restaurante Viscondessa, que fará uma grande aposta na qualidade da alimentação e bebidas. Um enorme salão possibilitará a realização de banquetes para um máximo de trezentas pessoas. Mas aproveitando às áreas do jardim, com bom tempo, o promotores do empreendimento sonham com festas para mais de 500 pessoas.

À espera das reservas via internet
Embora a abertura do hotel esteja prevista para a primeira semana de Abril, ainda não é possível fazer marcações de alojamento através da página online deste Meliá Boutique.
Por agora a direcção do hotel pretende consolidar os projectos de ecoturismo que a Lousã pode oferecer, com base na observação da fauna, treking pelos percursos da serra, BTT e outras actividades de natureza complementares com a própria vocação deste empreendimento.
O facto de as estradas para a vila serem más, tanto a partir de Coimbra, como no acesso Sul, via Condeixa, não é considerado uma desvantagem competitiva pelos promotores do projecto atendendo a que ambos os trajectos estão a ser alvo de beneficiação.
Esta infraestrutura é propriedade da empresa Serra da Lousã SA, cujo capital é detido quase exclusivamente pela família Mexia Santos e de que a autarquia e o Grupo Bascol são parceiros. O empreendimento envolveu um investimento de cerca de cinco milhões de euros, numa obra que decorreu durante cerca de três anos.

quarta-feira, março 23, 2005

CANDIDATURA PS - V. Baptista vai à Câmara

CANDIDATURA PS - Baptista vai à Câmara

O pior que pode acontecer a Coimbra. Esta cidade que ja deixou de ser a 3ª cidade do país...e que já perdeu a sua auto-estima, deixa que um meio futrica da politica se chegue à frente para concorrer à Câmara.
Vai ser tal e qual como o Manuel Machado. Parece que o PS não aprendeu.
Vai ser derrota pela certa. Carlos Encarnação é que esfregas as mãos.

Será que não há em Coimbra um Socialista com categoria que não seja nem labrego nem azeiteiro?
Basta vêr a pleiade de deputados que foram eleitos recentemente por Coimbra quer do PS, quer do PSD. Simplesmente confragedor. Já la vai o tempo que a Universidade deitava cá para fora gente com categoria.
Esta democracia...ate propõe individuos com a 4ª classe. Bela democracia e bela representatividade.
Não haverá gente nova para correr com esta seita?

Victor Baptista vai mesmo ser candidato à Câmara de Coimbra. Antes, porém, exige ao PS que dê sinais claros de aposta na autarquia. O que, no caso, quer dizer co-incineração.

Uma sondagem em Janeiro e outra há escassos dias foram suficientes para a decisão de Victor Baptista. A saída de cena de Fausto Correia, tornada publica há uma semana, fez o resto.Então mas quem está no bem bom vem agora para Coimbra aturar estas galeguices? Ontem,o deputado e antigo governador civil confirmou ter já dado conta aos órgãos competentes ? leia-se Concelhia de Coimbra e coordenador nacional do processo autárquico do PS ? da sua disponibilidade para ser candidato à Câmara.
Afastado ficou, entretanto, o cenário de uma hipotética passagem prévia de Victor Baptista pelo Governo Civil de Coimbra. Não que tal regresso não tivesse sido equacionado, mas o facto é que o economista e deputado do PS preferiu abdicar, conservando apenas o seu lugar no Parlamento, para se dedicar desde já a contactos no âmbito da sua pré?campanha.

Era já um desejo antigo. Ir fazer a triste figura que Manuel Machado fez por Coimbra. Tudo isto foi possível porque Baptista sempre quis ser presidente da Câmara onde começou a trabalhar e do concelho onde nasceu e vive, mas também porque, segundo o próprio, a sondagem da semana passada revela que o PS e ele próprio estão em excelentes condições para ganhar, ao contrário do que pensa o dr. Carlos Encarnação.
Segundo o deputado, porém, há duas condições essenciais que coloca, ao Partido Socialista, para tornar definitiva a sua disponibilidade. Victor Baptista não as divulga, mas sempre vai dizendo que quer ver o PS tornar absolutamente claro se quer, ou não, apostar tudo na conquista das principais autarquias. O que, em caso afirmativo, implica ter em conta os pontos fortes dos adversários. Ora, no caso de Coimbra ? de acordo com Victor Baptista ?, tais pontos fortes são o facto de Encarnação estar em primeiro mandato e fazer assentar o grosso da sua campanha na questão da co?incineração. Para bom entendedor...

Não enterrem mais Coimbra.

Já a enterraram bem com os deputados que foram eleitos recentementepor Coimbra.
Haja ao menos algum decoro nas autarquicas.

terça-feira, março 22, 2005

EUROSTADIUM ? Trabalho intensivo envolve 2.000 operários



O calendário das obras do Eurostadium não perdoa. O grupo Amorim e a Câmara Municipal de Coimbra assumem que já não há mais tolerância para adiamentos. A data anunciada para a conclusão total das obras é 19 de Abril, embora inicialmente tivesse sido adiantada a data de 14 de Abril. No dia fixado, tanto o Centro Comercial Dolce Vita como os 200 apartamentos T0 vão estar prontos para que a iniciativa privada possa começar a rentabilizar as infraestruturas construídas. Ao mesmo tempo, piscina e pavilhão multiusos (com lotação para 1.200 e 3.000 lugares, respectivamente), serão entregues à autarquia. Neste caso, contudo, podem ocorrer alguns atrasos na data de abertura ao público, devido às dificuldades em cumprir os prazos de aquisição dos equipamentos complementares.
No momento em que o placard electrónico colocado junto às obras marcava, ontem, 30 dias de contagem decrescente, os responsáveis pelo projecto confirmaram a existência de 2.000 operários a trabalhar no local, criando um ambiente de grande azáfama. As máquinas estão essencialmente concentradas no troço interrompido da Rua General Humberto Delgado, que já foi calcetado, embora vá contemplar no futuro trânsito automóvel, no sentido Solum?Avelar Brotero.

domingo, março 20, 2005

PENACOVA-Confraria da Lampreia lançou mensagem ao rio



Uma cabaça portadora de uma mensagem lançada nas águas do rio Mondego marcou o II Capítulo da Confraria da Lampreia. Mais uma vez os confrades de Penacova quiseram alertar para a necessidade de construção de uma escada de peixe no açude-ponte, em Coimbra, e ao mesmo tempo lembrar que é preciso mais fiscalização na pesca do meixão, uma actividade ilegal que pode por em risco a sobrevivência da espécie

A Confraria da Lampreia, de Penacova, realizou ontem o seu II Capítulo com a entronização de mais de três dezenas de novos confrades que juraram defender e promover a lampreia, um dos pratos típicos de Penacova que, desde há alguns anos, muito tem contribuído para a promoção e valorização do concelho a nível turístico.
A cerimónia de entronização dos 36 novos confrades decorreu durante um almoço, na Quinta da Nora, em Miro, antes porém, os velhos e os recém confrades alertaram, mais uma vez, para a necessidade de construção da escada de peixe, na ponte-açude, em Coimbra. Uma obra para a qual existe projecto desde 2002, mas que continua a aguardar por concretização.
O lançamento de uma cabaça com uma mensagem às águas do rio Mondego constituiu um dos pontos altos do II Capítulo da Confraria da Lampreia. A mensagem, dirigida à Assembleia da República, serviu para lembrar que este órgão tem a ver com o projecto de alteração do açude, em Coimbra, disse Manuel Estácio Flórido, confrade-mor, momentos antes de lançar o objecto rio abaixo. A não existência de uma escada de peixe no açude impede que as lampreias e outras espécies como o sável e a enguia consigam subir o rio para desovar, por isso queremos lembrar que esta é uma obra fundamental para a sobrevivência da lampreia, disse o confrade--mor, lembrando que a Assembleia da República tem lá uma petição com 4500 assinaturas, desde o ano passado, mas o assunto nunca foi discutido. Queremos que seja agendada, com prioridade, a discussão desta petição, afirmou Estácio Flórido.
Por outro lado, o lançamento da cabaça ao rio, serviu também, simbolicamente, para que a mensagem chegue a Coimbra, onde há entidades com responsabilidades nesta matéria, como a Direcção Regional do Ambiente ou a CCDR, disse o confrade, manifestando também vontade que outras entidades, nomeadamente associações ambientalistas, estivessem nesta luta pela sobrevivência da lampreia que dá este prato.

Enguia também pode estar em risco

Mas se a falta de uma escada de peixe pode pôr em causa a lampreia, também as enguias podem estar em risco, nomeadamente pela pesca ilegal ao meixão (as enguias bebés, também chamadas de caviar português). A mensagem da Confraria foi também para que haja uma maior fiscalização ao meixão, explicou Estácio Flórido, lembrando que a enguia bebé continua a ser pescada ilegalmente.
O II Capítulo da Confraria da Lampreia, que contou com a presença de confrarias vindas de norte a sul do país, das ilhas e de Espanha e França, começou com uma recepção em Lorvão, onde foi servido um pequeno-almoço à base de doçaria conventual, a que se seguiu uma missa no Mosteiro de Lorvão. Já em Penacova teve lugar uma recepção na Câmara Municipal, a que se seguiu o tradicional desfile dos participantes. A entrega das insígnias aos 36 novos confrades decorreu na Quinta da Nora, seguida do almoço onde não faltaram as enguias e os peixinhos do rio, os doces conventuais e, claro, a lampreia à Penacova, este um prato que, de resto, tem servido como alavanca turística para o concelho de Penacova, conforme o afirmou o presidente da Câmara Municipal, na sessão de recepção a todos os confrades, na autarquia. Com efeito, a lampreia tem sido uma das estratégias de desenvolvimento turístico, apoiada na restante gastronomia regional, entre elas a doçaria conventual, disse Maurício Marques. Temos dado grande impulso à dignificação deste prato, concluiu o autarca.

segunda-feira, março 14, 2005

Cenas tristes


A forma como Pedro Santana Lopes regressou à presidência da Câmara Municipal de Lisboa é mais um exemplo lamentável do que não deve acontecer em política.

O ex-primeiro-ministro conduziu o processo com a mesma insensatez e falta de sentido de Estado que revelou no Governo.

Durante dias, manteve com tremenda ligeireza um "tabu" sobre o regresso à autarquia, quando se adivinhava que era isso que ia acontecer. Com essa atitude, arrastou a maior Câmara do País para um vazio político, deu mais uma imagem triste como político e humilhou o amigo Carmona Rodrigues.

Mas destas coisas tambem já se passou em Poiares e vai passar novamente. Que se cuide a Teresa Carvalho... já lhe aconteceu e vai acontecer o mesmo.

quinta-feira, março 10, 2005

Jaime Soares ...nos apanhados ....recusa ser ?celebridade?

Jaime Soares pousou para os apanhados e recusa ser "celebridade"
Num programa de apanhados,O presidente da Câmara de Poiares foi convidado a integrar o elenco do próximo Quinta das Celebridades. Mas Jaime Soares, depois de muitas insistências e das inevitaveis desconfianças, disse definitivamente não

O autarca dinossauro de Vila Nova de Poiares, Jaime Soares ficou mesmo convencido e acreditou que era a serio que o estavam a convidar, não queria ir mugir vacas, tratar dos porcos e conviver com Lili Caneças, Elsa Raposo, e o resto das celebridades que vão participar na segunda edição do reality-show que a TVI vai pôr no ar a partir do dia 20 deste mês.
O edil de Poiares, ainda desconfiado, confirmou estar convencido ter recebido um convite da produtora Endemol para entrar no programa. Ao almoçar com desconhecidos que se fizeram passar por responsáveis desta produtora, que tentaram convencê-lo a ir para a Herdade da Baracha.
Ao aperceber-se que podia estar a dar gozo "Disse que ia pensar no assunto e que mais tarde dava uma resposta" e acabou por dar "uma nega" à TVI porque como verdadeiro azeiteiro, no referido programa "não se sentiria à vontade".
Chegou à conclusão que esse programa não se identifica com os seus valores morais e culturais e com os seus projectos de reforma, explicou Jaime Soares, salientando, no entanto, que não teria problemas nenhuns em trabalhar no campo,coisa que nunca fez na vida.

Jaime Soares tem grandes responsabilidades na vida política nacional e regional depois de ter apoiado Santana Lopes e Zita Seabra de tal forma que pondera renunciar ao seu mandato de deputado na Assembleia da República para se dedicar ao seu concelho.

terça-feira, março 08, 2005

Será verdade?....O Jaime meteu-se noutra....

Cada cavadela uma minhoca.
Jaime Soares tenta processar dirigente da associação de bombeiros
O presidente da Associação Nacional de Bombeiros Portugueses (ANBP) acusou ontem dois responsáveis dos bombeiros distritais de fazerem ameaças e pressões no âmbito do processo da morte dos quatro sapadores, há uma semana, em Mortágua. Fernando Curto pede celeridade no apuramento de responsabilidade e exige a integração na comissão de inquérito de um representante dos bombeiros profissionais e da comunidade científica

Fernando Curto acusou Jorge Bernardes e Jaime Soares de tentarem pressionar o comandante dos Bombeiros Sapadores de Coimbra para que Rui Correia, o único bombeiro daquela corporação que sobreviveu há uma semana ao incêndio em Mortágua, não participasse num encontro com a comunicação social que decorreu, ontem à tarde, no Hotel D. Luís.
Será verdade que Jaime Soares está por tras disto?
Recusamo-nos a receber ameaças. Não deixaremos que ninguém possa atrofiar toda a situação de inquérito, afirmou o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), garantindo que, tanto o responsável do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS), como o presidente da Federação Distrital dos Bombeiros contactaram ontem José Augusto Almeida, falando-lhe na possibilidade de abertura de um processo disciplinar a Rui Correia, caso este participasse no encontro de ontem.
«Eu entendo isto como ameaça», continuou Fernando Curto, lamentando que «quase tivessem imposto que o Rui não estivesse aqui».
A presença do bombeiro no Hotel D. Luís, uma decisão do próprio Rui Correia, serviu para esclarecer tudo, para que o Rui e os familiares fiquem descansados e, antes de mais, para salvar a honra dos colegas que morreram.

quinta-feira, março 03, 2005

Para Reflexão.................Com a política que nos deixaram

O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida.

Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos.
Ninguém crê na honestidade dos homens públicos.
Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia.

O povo está na miséria.

Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. (.)
O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.
A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências.

Diz-se por toda a parte: o país está perdido!
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Sabe quando foi escrito? Está muito actual, não acha?

Pois é, mas foi escrito em 1871 por Eça de Queirós.