domingo, maio 29, 2005

Já não há homens como antigamente



O presidente da Câmara de Coimbra considera que o atravessamento da cidade por um comboio é ?pior? do que a supressão do troço do metro que ligaria Lousã a Serpins.

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), o social?democrata Carlos Encarnação, manifestou?se ontem contra a electrificação do ramal da Lousã e disse que a autarquia tudo vai fazer para se opor a esta solução, caso ela venha a ser equacionada pelo novo Governo, que cancelou, recentemente, o concurso público internacional do metro ligeiro de superfície (MLS) de Coimbra.
?A CMC não concebe a cidade sem o metro. Se avançarem com a electrificação, a câmara não está interessada. Não está interessada em ter um comboio electrificado a atravessar a cidade?, afirmou o autarca aos jornalistas, pouco antes do início da reunião quinzenal do executivo camarário.
Insistindo que a autarquia a preside ?não tem outro interesse que não seja o metro?, Carlos Encarnação diz rejeitar, desde já, o atravessamento da cidade por um comboio solução que considera ?aberrante?. ?É pior o atravessamento de Coimbra por um comboio do que a supressão do troço Serpins?Lousã?, disse, considerando a solução Lousã?Miranda?Coimbra ?não era um mal menor, era um bem maior?.

O vereador da CDU, Jorge Gouveia Monteiro, alertou para o facto de se estar a "pôr em risco um importante investimento para a cidade#?. Não faltará quem prefira a 25.ª ponte sobre o Tejo ou a 14.ª ponte sobre o Douro em detrimento do MLS em Coimbra.

É por estas e por outras que Coimbra já é a 14ª cidade deste País.
Como diz a outra " já não há homens como antigamente".

sábado, maio 28, 2005

REIVINDICAÇÃO - Nove concelhos querem acelerar IC3

Enquanto o IC3 não avançar, continuamos a ser portugueses de segunda. Quem o diz é o autarca de Alvaiázere ? um dos nove concelhos que exigem a aceleração da obra.

Autarcas de nove municípios dos distritos de Leiria, Coimbra e Castelo Branco solicitaram ao Governo uma reunião para acelerar a construção do Itinerário Complementar 3 (IC3), uma via estruturante para a região.
Na missiva enviada ao Governo, subscrita pelas autarquias de Alvaiázere, Ansião, Miranda do Corvo, Proença?a?Nova, Figueiró dos Vinhos, Ferreira do Zêzere, Pedrógão Grande, Sertã e Penela, os autarcas reclamam a conclusão do estudo prévio da obra de modo a que seja feito um concurso ?o mais rapidamente possível?, revelou Pinto Simões, de Alvaiázere.

As preocupações dos autarcas incidiram não só sobre o IC3, mas também em relação ao IC8, entre Pombal e o Pontão, devido à inexistência de passagens desniveladas e de maior parte do seu percurso ter limite de velocidade de 50 Km/h, o que não é compatível com a denominação de itinerário complementar.

Em declarações à Agência Lusa, Álvaro Pinto Simões salientou que continua a faltar uma resposta do secretário de Estado das Obras Públicas para agendar uma ?reunião urgente? que ?resolva
O impasse da obra, como diz o autarca de Alvaiázere, esta via é ?o pão para a boca do desenvolvimento do Pinhal Interior?, ligando com maior rapidez Coimbra ao Ribatejo Norte e permitindo uma alternativa à Estrada Nacional 1 (EN1), que já se encontra ?sobrelotada?.
O IC3 só existe no papel, porque a estrada (antiga Nacional 110) não tem condições para ter o enorme volume de pesados que a atravessam, prejudicando os condutores e o desenvolvimento desta região.
Enquanto o IC3 não avançar, continuamos a ser portugueses de segunda, porque estamos duplamente em desvantagem face a outros concelhos: estamos no interior e não temos acessibilidades condignas.

Pombeiro da Beira recorda conselheiro Dias Ferreira

Por iniciativa da família Dias Ferreira e da Junta de Freguesia de Pombeiro da Beira vai ser amanhã dia 29 comemorado o 50.º aniversário da implementação de um monumento na freguesia em honra do Conselheiro José Dias Ferreira. Evento ao qual se associou a autarquia arganilense e que pretende sobretudo "valorizar o passado da freguesia".

Foi de uma conversa informal, ocorrida o ano passado, aquando da feira/festa de Maio, entre a família Dias Ferreira e a presidente da Junta de Freguesia de Pombeiro da Beira que nasceu a ideia de se comemorar o 50.º aniversário da implementação de um monumento em honra do então Conselheiro José Dias Ferreira.
Bisavô de José Eugénio Dias Ferreira e de Manuela Ferreira Leite, o Conselheiro era natural de Aldeia Nova, um lugar pertencente à freguesia de Pombeiro da Beira, tendo começado, de acordo com a presidente de Junta, Graça Lopes, por ser um advogado, jurista, tendo sido posteriormente político. ~
Destacou-se na vida nacional, até chegou a ser presidente do Governo na crise de 1892, ministro da fazenda, deputado par do reino por Arganil e por outras terras, adiantou aquela responsável.
Há 50 anos, por iniciativa do então Comendador José Lopes Ferreira, foi erigido um monumento em sua memória, para que a sua figura ficasse perpetuada na sua terra natal, conta ao nosso Jornal Graça Lopes, passando a enumerar os motivos que conduziram à referida comemoração.
A também docente sublinha ainda que a ideia é «tentar promover a história, até porque na óptica da autarca, «os mais novos normalmente não conhecem e queremos passar esse testemunho do que foi o passado e, ao mesmo tempo, relembrar aos mais velhos quem foi a figura de Dias Ferreira.

Honrar o passado

Para a homenagem a Junta preparou um vasto programa, ao qual se associou a Câmara Municipal de Arganil (contribuído com a elaboração dos convites e com a placa alusiva ao acto a colocar junto ao busto) que começa pelas 9h30, com missa na Igreja Matriz por intenção do Conselheiro e dos seus descendentes já falecidos. Pelas 10h30 dar-se-á lugar à recepção dos convidados, seguindo-se uma visita guiada a alguns locais de memória do homenageado. A visita será ?guiada? pelo regionalista António Lopes Machado.

sexta-feira, maio 27, 2005

MIRANDA DO CORVO - Festa do povo

Vai decorrer, nos cinco primeiros dias de Junho, a edição 2005 da Expo Miranda do Corvo. Mantendo o figurino dos anos anteriores, a aposta é na qualidade dos expositores.

Assumindo?se como uma das maiores feiras de actividades económicas do distrito de Coimbra- só ultrapassada pela sua congénere de Cantanhede - A Expo Miranda do Corvo 2005, apresentou ontem o programa de eventos que vão ocorrer durante os dias em que se realiza o certame, de um a cinco de Junho.
Será essenciamente através de espectáculos nocturnos de música que a iniciativa assegura a animação do recinto, onde vão estar dezenas de expositores, 31 deles presentes no certame pela primeira vez. Distribuídos pela Praça da Liberdade e instalações do mercado municipal, os diversos stands vão reflectir a dinâmica empresarial da região, incluindo os sectores agrícola e industrial, para além do artesanato e da incontornável mostra de gastronomia de um concelho que adoptou a chanfana como cartão de visita.De acordo com a organização - liderada pela autarquia - são esperadas cerca de 30 mil pessoas ao longo dos cinco dias da feira.
Roberto Leal, João Paulo Vaz, Fingertips, Banda Eva e Marco Paulo, por esta ordem, são os artistas contratados para cada uma das noites. Com bilhetes ao preço de 2,5 euros por dia, o evento orgulha?se por, ao longo das suas 15 edições, ter consolidado uma imagem capaz de atrair um público fiel, que se desloca, em grande parte, dos concelhos vizinhos da Lousã, Poiares, Penela e Condeixa.

100% ambiental
Maquetas elaboradas por alunos de diversas escolas de uma dezena de concelhos da região vão ser expostas num espaço próprio, reservado no recinto da feira. Os trabalhos referem?se ao concurso lançado pela Agência Regional de Energia e Ambiente do Centro - AREAC - com sede em Miranda do Corvo. No seguimento do concurso foram recebidos 54 trabalhos em três dimensões, onde se materializam os conceitos desenvolvidos pelos alunos sobre uma cidade ?100 por cento a energias renováveis?. O sucesso da iniciativa permite concluir que os jovens envolvidos estão cientes da importância das questões energéticas e ambientais e sobre a necessidade de desenvolver tecnologias inovadoras de produção de energia em meio urbano. Só assim será possível reduzir a dependência dos combustíveis fósseis, de que o petróleo é o maior exemplo. O prémio para a equipa vencedora é uma viagem à EuroDisney.

FLORESTAS - Ainda só há dois helicópteros para combate aos fogos

O Governo ainda não sabe quais serão os meios aéreos com que vai contar para a "época de fogos", que está a decorrer desde meados deste mês.

Dromadair vão regressar à Lousã
Na segunda fase (Julho, Agosto e Setembro) deverão estar operacionais 47 meios aéreos, entre aviões e helicópteros. Quanto aos aviões, foi confirmado o regresso dos ligeiros Dromadair, dois dos quais ficaram sediados no aeródromo da Lousã.
Os três ramos das Forças Armadas vão colaborar na prevenção e combate aos fogos florestais, sendo que a Força Aérea dá apoio na vigilância e detecção de incêndios a partir de missões de voo normais. Além disso, disponibiliza as suas bases para apoio logístico e reabastecimento de aeronaves ao serviço da Administração Interna, bem como dois helicópteros Alouette III, para coordenação de operações e transporte de pessoal.
Quanto aos postos de vigilância, o coordenador da Circunscrição Florestal do Centro, José Gravato - que participou na reunião em Coimbra com o responsável da ANIF- adiantou que, através de "plano de contingência", já foram activados 31 postos de vigia na sua área de intervenção, nove dos quais no distrito de Coimbra. No entanto, criticou a existência de vários postos de vigia da região, designadamente os que funcionam na Figueira da Foz, Montemor?o?Velho e Penela, que "não se relacionam" com o CDOS de Coimbra.
Lamentando que estes postos "funcionem de forma desgarrada", José Gravato defendeu que eles venham a ser incluídos na rede nacional de postos de vigia do Ministério da Agricultura, que compreende 240 unidades do género de norte a sul do país.

PREVENÇÃO - A missão dos sapadores florestais

Na Circunscrição Florestal do Centro estão em acção 94 equipas de sapadores florestais, equipados com carros de primeira intervenção.
Existem actualmente 890 operacionais, número que aumentará no Verão para 1.679, apoiados por 343 viaturas, no âmbito do dispositivo especial de combate aos fogos, apresentado pelo Ministério da Administração Interna.
A maior parte destes trabalhadores estão ao serviço das organizações de produtores florestais, 25 por cento prestam serviço nos órgãos da administração de baldios e dois por cento às autarquias. Aveiro possui duas equipas de sapadores florestais, Castelo Branco 23, Coimbra 15, Guarda 25, Leiria 12 e Viseu 18.
A formação ministrada a estes profissionais tem a duração mínima de 110 horas, incidindo sobre caracterização florestal, operações e técnicas de silvicultura, actuação de equipas de sapadores e operações de apoio ao combate a incêndios.
O sapador é caracterizado como ?um trabalhador especializado, com perfil e formação específica através de acções de silvicultura preventiva, nomeadamente da roça de matos e limpeza de povoamentos, realização de fogos controlados, manutenção e beneficiação da rede divisional, linhas quebra?fogo e outras infra- estruturas?.Além disso, exerce funções de ?vigilância das áreas a que se encontra adstrito, apoio ao combate aos incêndios florestais, operações de rescaldo e sensibilização do público para as normas de conduta?.

SOURE - Carlos Páscoa declina candidatura à Câmara

Carlos Páscoa era dado como o mais provável candidato à Câmara de Soure pelo PSD.
João Gouveia ainda não tem adversário na corrida à Câmara.
Vai como independente na lista do Partido Socialista.

Mas que grande embrulhada em Soure. É a imagem fiel dos dois Presidentes Distritais do PS ( Vitor Batista ) e do PSD ( Jaime Soares ).

Nunca o Distrito de Coimbra esteve tão mal representado. A falta de qualidade destes dois, leva às seguintes conclusões.

Com este Presidente da Distrital já Soure não consegue segurar o seu antigo autarca nem nomear nem propor ninguem do PSD credivel.

Com este Presidente da Distrital já Soure não tem socialistas capazes de se apresentar ao eleitorado. Para mostrar resulçtados lá foi aliciar o Jão Gouveia que fugu do Jaime Soares como o diabo foge da cruz.

Estamos todos entregues à bicharada.

É que Vitor Batista e Jaime Soares representam o que Coimbra já é e que deixou de ser.
Coimbra é agora a 14ª cidade deste País. Nem os Doutores e as doutorices lhe valem.
Mas é bem feita. Cada um tem aquilo que merece.
Coimbra já não merece mais...

quarta-feira, maio 25, 2005

VOLTA A PORTUGAL ? Etapa rainha começa na Lousã

Lousã entra este ano na maior prova velocipédica portuguesa e não fez por menos:A etapa rainha da Volta a Portugal, que contempla a subida à Torre, começa na vila da LOUSÃ.

A Câmara Municipal da Lousã e a empresa João Lagos Sport, entidade organizadora da 67.ª Volta a Portugal em bicicleta, chegaram a acordo com vista ao início de uma das etapas da prova na vila lousanense. A escolha da etapa não poderia ser mais acertada: a ligação Lousã?Fundão, a 7 de Agosto, que contempla a subida à Torre, na Serra da Estrela. De resto, esta é considerada a etapa?rainha da prova, não só pelo elevado grau de dificuldade para os ciclistas, mas também porque leva muitos amantes da modalidade até à beira da estrada.
Fernando Carvalho autarca da Lousã disse que a presença da Volta em terras lousanenses representa um investimento elevado para os cofres da Câmara, mas que será diminuído com o apoio que já conseguiram obter de algumas empresas da região. Após a partida da Lousã, os ciclistas rumam para o Fundão através da Estrada da Beira. O autarca afirmou que, no acordo assinado com a João Lagos Sport, está ainda prevista nova passagem (partida ou chegada) da Volta a Portugal pela Lousã em 2006.
Refira?se que a recepção de eventos desportivos nacionais foi a grande aposta do município lousanense para este ano. Por exemplo, no fim?de?semana de 15 de Maio, o Pavilhão Municipal da Lousã recebeu a 3.ª jornada dos play?out da Liga Portuguesa de Andebol.

segunda-feira, maio 23, 2005

COIMBRA - Construção da ponte pedonal arranca este mês


A obra da ponte pedonal e de ciclovia sobre o Rio Mondego começa já no final de Maio e deverá estar concluída no prazo de nove meses.

A execução do projecto da ponte pedonal e de ciclovia foi adjudicada à Sociedade de Construções Soares da Costa, segundo informou ontem a Sociedade CoimbraPolis, que anunciou o início dos trabalhos para o final deste mês.
O vereador João Rebelo adiantou, ainda, que o custo da obra se situa abaixo dos quatro milhões de euros, valor de base estipulado no concurso público.
No plano estratégico de requalificação urbana do Programa Polis, a ponte pedonal surge como projecto de referência devido à implementação emblemática onde se insere. Vai situar?se entre a Ponte Europa e a ponte de Santa Clara, fazendo a ligação do Parque Verde do Mondego até margem esquerda.
A obra emblemática do CoimbraPolis une, assim, a 3.ª fase da intervenção (Parque Verde) à anunciada obra da 2.ª fase, que será a requalificação da margem esquerda, à semelhança do conceito de espaço verde e de lazer introduzido pelo Parque Verde.
Os autores do projecto são dois reputados engenheiros: Adão da Fonseca - responsável, entre outros, pelo projecto da Ponte do Infante no Porto -, e o britânico Cecil Balmond, que projectou a Millenium Bridge, estrutura semelhante que atravessa o rio Tamisa, em Londres.
Salvaguardando a navegabilidade e a utilização do rio para a prática de desportos náuticos e percursos turísticos, os engenheiros responsáveis quiseram desenhar uma ponte com sentido poético e com um traçado rural, para se coadunar com o coração da cidade. A nova ponte será uma estrutura em aço, com 275 metros de comprimento e quatro metros de largura, que se estende em três arcos. O arco central terá o vão de 95 metros e o total da largura do leito do rio Mondego será vencido com mais dois arcos, um para cada lado, com cerca de 60 metros cada.
Tal como explicaram os projectistas, aquando da apresentação pública da maquete, ?os três arcos vão ser ligados, de modo a sustentar o tabuleiro, dispensando assim a presença de pilares entre si?, dando a ideia de se tratar de uma escultura de uma só peça.
Balmond evocou a imagem de uma pedra que acaba de ser lançada à água e que salta pelo rio fora, para ilustrar o efeito dos arcos.
O desenho da ponte terá sido inspirado numa ponte antiga que ligava as duas margens, onde hoje se situa a Ponte de Santa Clara, e que tinha uma espécie de ponto de encontro a meio. Também a futura ponte pedonal e ciclável deverá ter, a meio do percurso, uma praça e miradouro com cerca de oito metros de largura, que faz deste um projecto singular.

Atendendo às asneiras na EN.17 - Rio Ceira vai ter nova ponte

O agravamento das condições de circulação automóvel na Estrada da Beira e seus acessos, estará na origem da decisão autárquica de lançar uma nova ponte.
As asneiras cometidas ao longo dos anos pelas más decisões e opiniões de Jaime Soares de Poiares, levam a arranjar soluções de recurso.
As autarquias de Coimbra e Miranda do Corvo decidiram avançar, em conjunto, para a construção de uma nova ponte sobre o rio Ceira, que irá ligar a estrada de Vale de Colmeias à Estrada da Beira (EN 17).
A localização exacta da nova ponte ainda não está definida, mas será a montante da actual povoação do Cabouco e portanto entre as pontes de Segade e Boiça.
O presidente da Câmara Municipal de Coimbra adiantou que a decisão está tomada e que não falaria sobre isto se não tivesse a certeza de que o projecto vai mesmo avançar, motivado pelas asneiras cometidas anteriormente e pelos gastos de dinheiro já ocorridos. Carlos Encarnação fez questão de dar a notícia ontem em primeira mão ao presidente da Junta de Freguesia de Ceira, território onde se localiza o cruzamento do Cabouco, no acesso à Estrada da Beira. É neste troço que - devido ao estreitamento da via, onde existe um pontão que só permite circulação alternada de trâfego em cada sentido - se têm vindo a agravar os congestionamentos de trânsito, em consequência do arrastar das obras na EN 17 que ?obrigam? os condutores a procurar vias alternativas no acesso a Coimbra.Tudo indica que a circulação na EN 17 irá tornar?se cada vez mais lenta, devido à colocação de semáforos de controlo de velocidade e nos cruzamentos, incluíndo o do Cabouco. Sendo assim ?a Estrada da Beira nunca será uma via para grandes velocidades?, disse Carlos Encarnação, acrescentando que a construção da nova ponte será um investimento intermunicipal, potenciando assim as possibilidades de êxito da candidatura a formular, em tempo oportuno, aos financiamentos comunitários. Não sei qual será a dimensão da nova ponte, mas não será muito grande, prognosticou o autarca de Coimbra ao mesmo tempo que recusou avançar com quaisquer prazos, para o projecto, ou obras de construção.
Continua a não haver soluções enquanto não fizerem uma nova circulação entre a Ponte Velha e Coimbra, atraves da Serra do Carvalho e enquanto deixarem que Jaime Soares se meta nestas coisas.

ARGANIL - Velocidade faz cair ultraleve

Os dois tripulantes da aeronave terão morrido devido ao impacto com o solo. É de referir que o fogo só terá deflagrado depois do impacto.
Velocidade excessiva em relação às condições atmosféricas terá sido a causa da queda de um ultraleve que provocou a morte aos dois tripulantes. O acidente ocorreu sábado, cerca das 11H15, em Vinhó, freguesia de Vila Cova do Alva, Arganil.
Do sinistro resultou a morte do piloto, António Morais, 74 anos, e do genro, Ernesto Pinto, 54 anos, residentes no concelho de Oeiras.
O Instituto Nacional de Aviação Civil e a PJ estão a apurar as causas da queda. No entanto a causa mais provável, poder ter sido a velocidade excessiva, tendo em conta as condições atmosféricas que se faziam sentir. Tudo porque a pressão atmosférica do ar era elevada e devido à presumível velocidade em excesso do ultraleve terá ocorrido uma desintegração da asa que acabou por provocar a sua queda. Uma versão que poderá ter a ver com o facto de partes da asa e outras peças da fuselagem terem ficado espalhadas a cerca de um quilómetro a sul do local de impacto da cabina do aparelho.
A cabina da aeronave caiu a escassos metros da escola primária de Vinhó e depois do embate o aparelho incendiou?se. A morte dos dois tripulantes ficou a dever?se ao impacto e não ao fogo.
A aeronave da marca Zephyr descolou cerca das 10 horas do aeródromo particular da Quinta do Alqueidão, concelho da Azambuja. O objectivo final do voo era o festival aéreo ?Pilots Air Show? que decorreu no fim?de?semana no aeródromo municipal de Seia.

Loucura em Poiares - Benfica Benfica.......


Milhares de carros e de adeptos do Benfica afluíram ontem à noite ao centro da Vila em Poiares, para festejar com bandeiras, cachecóis, cânticos, camisolas e buzinas a conquista do título de campeão nacional.
Somos os maiores. Agora sinto-me português pela primeira vez, 11 anos depois, afirmou João André, um fervoroso adepto de Alveite.
Bruno Santos, um jovem de vinte anos, não parava de saltar e para ele, o Benfica é o melhor do mundo. Com números exagerados, Hugo Ramos, outro adepto vestido com a camisola do ?glorioso?, chegou a dizer que 80 por cento dos portugueses são campeões.
A Rotunda dos Bombeiros no Entroncamento, logo a seguir à vitória, chegou a entupir, já que o trânsito parou literalmente. «Vai ser toda a noite a festejar. Bem o merecemos, pois foi sofrer até ao fim», acrescentou Mário Isidoro, um ?motard? que combinou com amigos e ia a Lisboa para receber os novos ?heróis? nacionais.
"SLB, SLB, SLB; Glorioso SLB, Glorioso SLB", a cantiga que ecoava de boca em boca, que traduz a loucura, após 11 anos de ?jejum?. Agora sabe melhor, não temos grande equipa, mas o treinador soube gerir, explicou Ramiro Machado, um quarentão que ainda se lembra bem do último título conquistado por Toni, em 1993/94.

sexta-feira, maio 20, 2005

Isaltino Morais acusa Marques Mendes de favorecer amigos


Isaltino Morais, o candidato independente à Câmara de Oeiras acusou o presidente do PSD, Luís Marques Mendes, de ser o homem dentro do partido que, nos últimos 30 anos, mais pressões fez para colocar os amigos em cargos públicos.
«Se há alguém no PSD que ao longo dos últimos 30 anos sempre se preocupou em colocar os amigos aqui e além (...) é o doutor Marques Mendes», declarou.
Numa entrevista na noite de quinta-feira, Isaltino afirmou ainda que foi pressionado pelo actual líder do PSD, quando era ministro, para favorecer um conhecido seu na nomeação para um cargo público. O candidato social-democrata disse ainda que está a ser penalizado por não ter atendido esse pedido.
Recorde-se que a comissão política nacional do PSD vetou, na passada quarta- feira, a proposta de candidatura de Isaltino Morais para a Câmara Municipal de Oeiras, decidindo apoiar Teresa Zambujo.
Esta decisão já era conhecida desde o início do mês, altura em que Marques Mendes invocou questões de credibilidade e confiança política para justificar a recusa da direcção do partido em apoiar Isaltino Morais.
Ainda assim, Isaltino Morais garantiu que será candidato, com ou sem o apoio do PSD.
Na mesma entrevista, o candidato social-democrata citou o que considerou ser um exemplo de pressão exercida sobre si por Luís Marques Mendes quando era ministro das Cidades, do Ordenamento do Território e do Ambiente e o actual líder «laranja» era ministro dos Assuntos Parlamentares.
Segundo Isaltino, Marques Mendes pressionou-o no sentido de nomear um conhecido seu para o cargo de presidente da empresa pública Águas de Portugal.
«Pressionou-me a mim e ao próprio primeiro-ministro (então Durão Barroso) para designar uma determinada pessoa para a presidência da Águas de Portugal», disse, acrescentando que recusou o pedido por considerar que a pessoa indicada não tinha «competência técnica» para o cargo.
O ex-ministro das Cidades admitiu que acabou por nomear a pessoa, não para presidente, mas para o cargo de administrador na Águas de Portugal.
Sem mencionar o nome da pessoa, Isaltino Morais afirmou tratar-se do «primeiro vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD».
Confrontado com estas declarações, Marques Mendes afirmou ao mesmo canal de televisão que as suas decisões «suscitam pressões, pressões muitas vezes com inverdades».
Isaltino Morais esteve à frente do município de Oeiras até Abril de 2002, altura em que saiu da câmara para exercer o cargo de ministro das Cidades, do Ordenamento do Território e do Ambiente, no Governo de Durão Barroso.
Um ano depois, abandonou o executivo por considerar que não tinha condições para exercer cargos políticos na sequência da investigação de que estava a ser alvo por contas bancárias que alegadamente possuía na Suíça sem as ter declarado, um processo que ainda está em curso.

quarta-feira, maio 18, 2005

LOUSÃ - Descida da serra em cadeira de rodas

Cerca de quarenta pessoas deverão participar, sexta-feira na Lousã, na primeira Descida da Serra em Cadeira de Rodas, uma iniciativa de uma associação local que pretende proporcionar um convívio diferente aos cidadãos com deficiências motoras.
O passeio de 12 quilómetros, organizado pela ARCIL - Associação para a Recuperação de Cidadãos Inadaptados da Lousã, constitui uma iniciativa inédita e pioneira em Portugal, disse José Gaspar, técnico da instituição. Há corridas em cadeiras de rodas, mas será a primeira vez que se realiza em Portugal uma descida da serra associada ao convívio.
As cerca de três dezenas de pessoas em cadeiras de rodas, mais dez acompanhantes, iniciarão pelas 11h30 a descida no Candal, na Serra da Lousã, a 550 metros de altitude, percorrendo depois a Estrada Nacional 236 até à vila, onde terminam o percurso na Praça Sá Carneiro, a 150 metros de altitude. Com as cadeiras de rodas a circular a uma média de 5/6 quilómetros por hora e com um intervalo para o almoço, a organização prevê que o passeio tenha uma duração máxima de quatro horas.
A prova, acompanhada por elementos da GNR, é aberta a todo o tipo de cadeiras de rodas - manuais ou eléctricas - e, entre os inscritos, contam-se homens e mulheres de diversas idades, oriundos sobretudo da região Centro.
«No ano passado fizemos um primeiro teste e correu muito bem, foi muito divertido», relatou José Gaspar, adiantando que tencionam dar continuidade à iniciativa se esta primeira edição tiver sucesso.
Com a iniciativa, apoiada pela Câmara Municipal da Lousã, a ARCIL pretende aproveitar a Serra da Lousã como palco privilegiado de actividades ao ar livre, associadas ao desporto de aventura, que até agora tem abrangido diversas outras modalidades.

terça-feira, maio 17, 2005

LOUSÃ ? Fogo detectado por robôs aéreos



Diversas universidades da Europa a trabalharem em conjunto, mostraram na Lousã como vai ser, no futuro, a detecção e monitorização de fogos florestais.

Alunos e investigadores de Portugal, Espanha, França, Alemanha e Suécia, reuniram?se periodicamente, ao longo dos últimos três anos, no Aeródromo da Lousã, para desenvolver um sistema inteligente de comunicações entre os respectivos meios aéreos robotizados. O consórcio adoptou o nome de COMETS, integrando dois helicópteros concebidos pela unidade de investigação da Universidade de Berlim, um outro da Universidade de Sevilha e um dirigível fabricado pelo núcleo de aeronáutica da Universidade de Toulouse.
Os frutos do trabalho realizado foram apresentados, tendo sido dada por concluída a parceria internacional. Na ocasião, foi feita uma demonstração no terreno, onde se constatou o nível tecnológico alcançado, uma vez que, segundo o líder do projecto, é a primeira vez se obtém uma coordenação de diferentes meios aéreos robotizados. O anfitrião da iniciativa, presidente da Associação para o Desenvolvimento de Aerodinâmica Industrial (ADAI), Xavier Viegas, disse que estão aqui algumas das equipas mais avançadas da Europa, em robótica e aerodinâmica, acrescentando que os colegas estrangeiros encontraram na Lousã, condições excelentes de espaço, incluindo o laboratório da ADAI.

Robôs-aéreos comunicaram entre si
A operação revestiu?se de algumas espectacularidade de meios, uma vez que através de quatro tendas montadas no aérodromo, as diversas equipas, munidas de potentes computadores portáteis e rádio?comandos, colocaram os equipamentos no ar em simultâneo. Através de uma simulação de incêndio foi possível observar que o helicóptero?robô alemão detectou o fogo através de sensores e de uma câmara de fotografar, contactando com o seu congénere espanhol que, por sua vez, através da câmara de infravermelhos, validou a informação e marcou as coordenadas por GPS, com uma margem de erro de um centímetro.
Ao dirigível?robô, que planava sobre os restantes aparelhos aéreos, coube fazer a monitorização de todos os dados.
Estava assim demonstrado o sucesso da operação. Ao governador civil de Coimbra coube fazer a ponte entre a esfera científica e a aplicação prática do projecto. Henrique Fernandes quis saber se um equipamento de monitorização e vigilância deste tipo poderia estar operacional em breve nas florestas portuguesas. Os cientistas envolvidos responderam afirmativamente, ressalvando que, embora tenha sido provado que o sistema de comunicações é fiável, são necessários meios aéreos mais robustos e de maior autonomia. As principais questões que se colocaram aos protótipos apresentados prendem?se como o tempo de permanência em voo, necessidade de contacto visual com os helicópteros?robô e capacidade de resistência do dirigível a ventos com velocidades superiores a 10 quilómetros por hora.

GOIS - está em alerta contra fogos florestais


Com o objectivo de verificar a operacionalidade dos meios de combate a incêndios, o governador civil efectuou ontem uma visita a algumas infra-estruturas do concelho de Góis, num périplo que o governante pretende continuar pelos 17 concelhos do distrito.
No dia em que abriu oficialmente a época de fogos, antecipada devido à seca que tem assolado o país, São Pedro resolveu contrariar esta tendência e bafejou o concelho de Góis com chuva, pelo menos enquanto Henrique Fernandes visitou algumas das suas infra-estruturas. A visita do governador civil, que teve por objectivo verificar a operacionalidade dos meios de combate aos incêndios, começou com uma deslocação à secção dos Bombeiros de Góis em Alvares, seguindo-se uma passagem por Chã de Alvares para visualização da faixa e auto-defesa da povoação. Seguiu-se uma visita aos açeiros da Unidade de Gestão Florestal da Simantorta e uma verificação do estado de limpeza e conservação dos caminhos florestais na Unidade de Gestão dos Penedos, no cruzamento dos Povorais.
A visita culminou no auditório da Casa do Artista, em Góis, onde Diamantino Garcia, vice-presidente da autarquia e delegado da Protecção Civil apresentou o Plano de prevenção e vigilância no concelho de Góis.

Prevenção e vigilância

Sobre o Plano propriamente dito, Diamantino Garcia explicou que é constituído por duas partes, nomeadamente prevenção e vigilância. Na prevenção destaca-se o papel preponderante desempenhado pelas equipas de Sapadores Florestais de Góis, bem como uma candidatura apresentada por esta associação e autarquia à Medida Agris 3.4 denominada, prevenção de riscos provocados por agentes abióticos. E aqui o também presidente da direcção dos Bombeiros de Góis aproveitou para recordar o governador civil da morosidade da aprovação destas candidaturas e lembrar o facto destes concelhos terem características eminentemente rurais.
Refira-se ainda que neste Plano a despistagem das causas dos incêndios é efectuada quer pela GNR e Polícia Florestal como também pela Polícia Judiciária.
O governante sublinhou que a visita que ontem começou no concelho de Góis se vai estender aos restantes 17 concelhos do distrito, que funcionam como as 17 realidades territoriais, o governante espera que esses concelhos funcionem bem, pois só assim teremos fortes hipóteses de sermos eficazes na prevenção e vigilância e garantir uma primeira intervenção atempada.
Referindo-se ao Plano apresentado, o governante deixou um apelo aos presidentes de Câmara que no seu entender devem dotar-se dos meios adequados que a sua responsabilidade cívica e civil obriga.
Tambem espera que alguns deles não venham a boicotar este Plano como já vem sendo habito.
Uma última palavra para a população, a quem Henrique Fernandes pede que leia os prospectos, lembrando as causas dos incêndios, as atitudes a tomar aquando do seu surgimento bem como as formas de prevenção.
Vamos assumir individualmente as nossas responsabilidades, proteger a nossa floresta e o nosso concelho.