Propostas de Temas a debater nas Autarquicas de Poiares.
Pelos conteudos já se sabe quem vai ganhar as Eleições. Agora com uma linguagem mais refinada, vamos ouvi-los.
Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar "afro-americanos" aos pretos, com vista a acabar com as raças por via gramatical - isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a "empregadas" e preparam-se agora para receber menção de "auxiliares de apoio doméstico".
Aos vendedores de banha da cobra, chamam-se agora políticos atentos com dom de palavra e amantes do povo...por isso começam assim " Meu querido povo, sabeis que faço tudo por bossemecês....blablabla ".
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os contínuos; passaram todos a "auxiliares da acção educativa".
Os vendedores de medicamentos, inchados de prosápia, tratam-se de "delegados da propaganda médica".
E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em "técnicos de vendas".
Os drogados transformaram-se em "toxicodependentes" (como se os consumos de cerveja e de cocaína se equivalessem!);
O aborto eufemizou-se em "interrupção voluntária da gravidez";
Os gangues étnicos de pretos e ciganos são "grupos de jovens desinceridos";
Os operários fizeram-se de repente "colaboradores";
As fábricas, essas, vistas de dentro são "unidades produtivas" e vistas da estranja são "centros de decisão nacionais".
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à "iliteracia" galopante.
Desapareceram outros sim dos comboios as classes 1.ª e 2.ª, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes "Conforto" e "Turística".
A Ágata, rainha do pimba e que ja veio a Poiares , cantava chorosa: «Sou mãe solteira...»;
agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e terroristas; diz-se modernamente que têm um "comportamento disfuncional hiperactivo".
Do mesmo modo, e para felicidade dos "encarregados de educação", os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, "crianças de desenvolvimento instável".
Ainda há cegos, infelizmente, como nota na sua crónica o Eurico. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado "invisual".
(O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o "politicamente correcto" marimba-se para as regras gramaticais...)
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da nossa praça Poiarense desbocam-se em entrevistas com "implementações", "posturas pró-activas", "políticas fracturantes" e outros barbarismos da linguagem.
E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a "correcção política" e o novo-riquismo javardo-linguístico.
À margem da revolução semântica ficaram as prostitutas para não dizer p*tas. As desgraçadas são ainda agora quem melhor cultiva a língua. Da porta do quarto para dentro, não há "politicamente correcto" que lhes dobre o modo de expressão ou lhes imponha a terminologia nova.
Os amantes do idioma pátrio, se o quiserem ouvir pleno de vernaculidade, que se dirijam ao bordel mais próximo. Aí sim, um pénis de 25 centímetros é um "car**** enorme" e nunca um "órgão sexual masculino sobredimensionado"; assim como dos impotentes, coitados, dizem elas castiçamente que "não levantam o pau", e não que sofrem de "disfunção eréctil".
Mais perto das eleições iremos contabilizar e fazer estatistica das sessões de esclarecimento que os candidatos a presidente irão fazer.
Preparem-se que vão aparecer novos conceitos e termos no linguarejar politico pleno de vernaculidade .
BLOG DAS COISAS QUE DÃO NAS VISTAS..SEM SER A PAISAGEM EM POIARES, MAS TAMBEM NOS ARREDORES.....
terça-feira, setembro 13, 2005
segunda-feira, setembro 12, 2005
POIARES - Felicidade na feira com explicações no protocolo
Jaime Soares, presidente da Câmara de Poiares, confessou-se feliz após a inauguração da sua feira de artefactosque decorreu de 9 a 12 de. Depois como ja era de esperar, abriu fogo sobre o Governador Civil de Coimbra Henrique Fernandes.
A XVI Feira Nacional de Artesanato e a VI Mostra de Gastronomia de Poiares ( que é do povo da raça poiarense e não so do Jaime das Tamancas foram inauguradas ao início da noite de ontem só pelo presidente da autarquia, Jaime Soares. Após a visita ao Pavilhão Municipal, que encheu com a participação de artesãos de todo o país, o autarca sublinhou a grandeza de uma feira que, face ao número de solicitações,para irem comer e beber à borla, merece um espaço muito maior. A indústria e o comércio integram o projecto do presidente, que convida a região a saborear a gastronomia e arte de todos os artesãos presentes e especialmente dos artesãos de Poiares que ainda são poucos apesar dos 16 anos de feira.
Quanto à ausência de outras entidades oficiais na inauguração do certame,como o Governador Civil, os presidentes de outras camaras vizinhas, entidades militares e policiais, etc, Jaime Soares afirmou que não os convidou porque já sabia que não vinham.Por exemplo o Governador civil, que não tem nenhuma consideração por mim e diz que não me passa cartão nenhum, naturalmente não o ia convidar, para levar outra nega. Dando como exemplo a reunião realizada pelo Governador Henrique Fernandes, em que participaram alguns presidentes de câmara, para a entrada em funcionamento do plano de emergência distrital, numa altura em que o concelho de Poiares estava a arder e ele não teve a coragem de telefonar ao presidente da Câmara de Poiares.Talvez porque eu com tantos cargos e oficios , bombeiro chefe e a comandar as operações ate poderia nem atender. Não ia deixar de apagar fogos para atender uma conversa fiada. Quer ele quer o Antonio Costa ja me toparam de gingeira.
Jaime Soares com a profissão de bombeiro considera?se uma homem pacífico - sou um soldado da paz, disse , garantindo que trato bem quem me trata bem e, a quem me trata mal, fico com raiva e só não me vingo se não puder e não lhes dou confiança, pois misturo as minhas funções todas e baralho tudo.Já tem momentos em que realmente baralha as funções todas, umas em que foi nomeado outras em que o nomearam, outras em que se nomeou e ate outras donde ja foi desnomeado.Começa a ter falta de sentido de Estado e de responsabilidade.Já é um perigo. É o raio do PDI.
Confraria da Chanfana entronizou confrades
O seleccionador nacional foi uma das figuras do dia, ontem em Vila Nova de Poiares. Luís Felipe Scolari foi entronizado confrade de honra da Confraria da Chanfana, uma distinção partilhada por outras figuras ilustres da região e do país.
Decorreu ontem com toda a pompa e circunstância o IV Grande Capítulo da Confraria da Chanfana de Vila Nova de Poiares, a que se associaram centenas de confrades e confreiras das mais diversas Confrarias Nacionais e Estrangeiras. Uma verdadeira festa, que engalanou o programa da Poiartes ? XVI Feira Nacional de Artesanato e VI Mostra de Gastronomia, que hoje encerra.
O programa começou logo pelas 10 horas da manhã, com uma missa solene em São Miguel de Poiares, à qual se seguiu o tradicional desfile.
Depois de reunidos junto ao Pavilhão Polidesportivo Municipal, os confrades desfilaram pelas principais artérias da sede de concelho, tirando a tradicional ?foto de família? na monumental escadaria do Santuário a Cristo.
Posteriormente teve lugar a Cerimónia de Entronização de novos Confrades de Honra e Efectivos, com especial destaque para os primeiros, onde se encontravam algumas personalidades provenientes dos mais variados quadrantes da vida social, desportiva, económica, política e científica da região e do país.
Assim, foram entronizados como Confrades de Honra André Sardet, cantor e compositor, Diana Pereira, modelo/manequim, José Barros, responsável pelo Departamento Médico da Associação Académica de Coimbra / OAF, Luís Felipe Scolari, Seleccionador Nacional de Futebol, Luís Miguel Cunha, professor Universitário, Luís Fortes da Cunha, escritora, Manuel Antunes, Director do Centro de Cirurgia Cardiotorácia dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Padre Vítor Melícias, presidente da União das Misericórdias, e Vítor Ribeiro, presidente do Conselho de Administração do Grupo Alves Ribeiro.
Como Confrades Efectivos, foram ainda entronizados António Silva Carvalho, Arnaldo Quaresma, Augusto Lima, Carlos Godinho, Eduardo Lima, Dr. Paulo Penedos, Henriques Jones, Luís Pinto, Dr. Nuno Campos, Restaurante ?As Medas? e Sérgio Nunes.
Durante esta cerimónia bastante participada (o salão estava a ?rebentar pelas costuras?), o eterno presidente dos presidentes de tudo e juiz da Confraria da Chanfana, Jaime Soares, voltou a referir o novo doce típico de Vila Nova de Poiares, o Poiarito, que perpetua na história a tradição do concelho na doçaria.
Para o ano deve promover o Emplastrozito.
Após a cerimónia de Entronização seguiu-se o banquete, que teve lugar no Pavilhão de Santa Maria, onde a chanfana pode ser degustada por todos os comensais, assim como o Poiarito.
Encomende para o proximo ano o Emplastrozito.
João Gouveia ? Candidato à Cam. Mun. Soure pelo PS por causa de Jaime Soares?
A sua mudança é a maior supresa das autárquicas. A região e o país estão atentos.
Por que mudou de partido?
Em primeiro lugar, eu não mudei de partido. Eu era, habitualmente, candidato pelo PSD, mas sempre com uma linguagem muito clara, dizendo aos munícipes que não deveriam eleger emblemas, mas tudo fazer para que a sua escolha recaísse em propostas programáticas e, acima de tudo, em pessoas que lhes incutissem confiança de terem capacidade para realizá-las. A esse nível, continuo igual a mim próprio. Aliás, as nossas bases programáticas continuam iguais e nós continuamos sociais-democratas?
Pelos vistos, essa social-democracia mora agora no PS?
Tal como expliquei, a 12 de Maio, aceitei ser candidato independente pelo PS, na sequência de um encontro entre a minha vontade pessoal e a de dirigentes distritais e nacionais do PS.
Como explica essa vontade pessoal?
É simples: não me revejo minimamente na orientação política e nos que têm a responsabilidade do partido, no pós-legislativas. Isto a nível nacional, porque, como é sabido, em momento algum tinha manifestado confiança na liderança distrital presidida por Jaime Soares de Poiares.
Por que mudou de partido?
Em primeiro lugar, eu não mudei de partido. Eu era, habitualmente, candidato pelo PSD, mas sempre com uma linguagem muito clara, dizendo aos munícipes que não deveriam eleger emblemas, mas tudo fazer para que a sua escolha recaísse em propostas programáticas e, acima de tudo, em pessoas que lhes incutissem confiança de terem capacidade para realizá-las. A esse nível, continuo igual a mim próprio. Aliás, as nossas bases programáticas continuam iguais e nós continuamos sociais-democratas?
Pelos vistos, essa social-democracia mora agora no PS?
Tal como expliquei, a 12 de Maio, aceitei ser candidato independente pelo PS, na sequência de um encontro entre a minha vontade pessoal e a de dirigentes distritais e nacionais do PS.
Como explica essa vontade pessoal?
É simples: não me revejo minimamente na orientação política e nos que têm a responsabilidade do partido, no pós-legislativas. Isto a nível nacional, porque, como é sabido, em momento algum tinha manifestado confiança na liderança distrital presidida por Jaime Soares de Poiares.
sexta-feira, setembro 09, 2005
Poiares é a "capital do artesanato"
A força do artesanato fez escola em Vila Nova de Poiares e exigiu um certame que fizesse justiça a esta pujança. Razão para o nascimento da POIARTES, que há 16 anos se afirma como uma mostra de excelência e uma referência incontornável na Região Centro e mesmo no País. O certame abre hoje as portas, mostrando, uma vez mais, Vila Nova de Poiares como Capital do Artesanato

Arranca hoje a XVI edição da POIARTES, Feira Nacional de Artesanato e Mostra de Gastronomia de Vila Nova de Poiares, prolongando-se até à próxima segunda-feira.
Este certame de grande importância no contexto nacional nasceu fruto da grande quantidade de artesãos que Vila Nova de Poiares possui, e aos quais deveria ser dado um espaço onde pudessem afirmar o seu valor, afirma o presidente do artesanato Jaime Soares.
Agora, 16 anos passados, o autarca acredita que se trata de uma aposta ganha. Criámos níveis de desenvolvimento e de adesão em todo o país que torna esta feira numa das mais credíveis a nível nacional.
Fruto deste desenvolvimento inegável, um dos grandes objectivos da Câmara Municipal é a criação de um Pavilhão Multiusos, «que poderá albergar a POIARTES assim como outras actividades. Poderá ainda potenciar a Mostra Gastronómica e simultaneamente acolher uma Feira Comercial e Industrial paralela à Feira de Artesanato.
Jaime Soares afirma que os poiarenses sãoambiciosos, mas têm que o ser em defesa dos interesses do nosso concelho. Mas acima de tudo, esta ambição está naquilo que sentimos com a participação de dezenas de artesãos, e que nos levam a que tenhamos de estar atentos criando infra-estruturas à dimensão do desenvolvimento que esta Feira de Artesanato está a ter.
Um dos grandes trunfos da POIARTES passa pela genuinidade do artesanato que é exposto durante os quatro dias do certame. É exactamente à genuinidade do artesanato que damos mais importância na nossa feira, refere o edil, acrescentando que não queremos uma feira comercial de venda de produtos artesanais. Queremos artesãos genuínos, e é por isso que a maior parte deles ? é mesmo uma imposição ? estão a trabalhar ao vivo. Pretendemos um artesanato puro e verdadeiro, e é por essa razão que apostamos na sua credibilidade e na sua certificação como artesanato popular, feito pelos próprios artesãos ao vivo, para que todas as pessoas que nos visitam possam constatar essa realidade.
Comércio e indústria de mãos dadas com o artesanato
Como já foi referido, um dos grandes projectos futuros passa pela criação do Pavilhão Multiusos que, paralelamente à Feira de Artesanato e Mostra de Gastronomia, poderá albergar uma Poiartes virada também para o Comércio e Indústria.
Jaime Soares refere que um dos objectivos é transformar Vila Nova de Poiares num dos vértices do triângulo de desenvolvimento do distrito: Coimbra tem a ACIC, Cantanhede a EXPOFACIC, e Vila Nova de Poiares a POIARTES. Estamos num local estratégico, na fronteira com o Alto Distrito, e com certeza poderemos fazer vir até nós muita gente do litoral e onde o interior se reveja.
É certo que a Feira de Artesanato deve manter as suas características de genuinidade em termos de artesanato, mas atendendo ao crescente impacto da Mostra de Gastronomia e à grande expansão que temos vindo a ter a nível nacional, mas também já a nível internacional, com o investimento que esta feira tem, a sua montra de produtos deve ser aumentada. Essa variedade poderá passar por produtos de âmbito comercial e industrial, como equipamentos, maquinarias, enfim, tudo o que estiver ligado ao desenvolvimento da região.
Jaime Soares lançou mesmo o desafio: Porque não criar uma sociedade anónima com os empresários que queiram aderir? Temos uma associação, a Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares (ADIP) que pode fazer convergir à sua volta um conjunto de empresários com sentido inovador.
Aliás, a ADIP é já uma das entidades responsáveis pela preservação do artesanato poiarense: A Câmara tomou a iniciativa da constituição e fundação da ADIP, que hoje tem toda a autonomia. É uma associação que tem vindo a fazer um trabalho fantástico na área da formação. Por exemplo, quando já começavam a ser poucas as pessoas que faziam os barros pretos ou os palitos em flor, a ADIP preocupou-se em fomentar e incrementar o nosso artesanato.
Jaime Soares não se coíbe de afirmar que Vila Nova de Poiares é, sem sombra de dúvida, a Capital Nacional de Artesanato. É uma afirmação que já existe há muitos anos. Nós vamos já na 16.ª edição e poucas feiras de artesanato havia no Distrito de Coimbra. Aliás, nem sei se houve alguma antes da nossa. Assumimo-lo conscientes do título que estávamos a querer ostentar, conscientes da nossa responsabilidade. É também por isso que estamos preocupados com a criação de infra-estruturas que permitam que isso não seja um slogan barato, mas antes uma afirmação inequívoca daquilo que é a realidade de Vila Nova de Poiares e do seu artesanato. As provas estão à vista, e para quem tiver dúvidas basta percorrer os locais e ver o que estamos a fazer pelo artesanato.
Arranca hoje a XVI edição da POIARTES, Feira Nacional de Artesanato e Mostra de Gastronomia de Vila Nova de Poiares, prolongando-se até à próxima segunda-feira.
Este certame de grande importância no contexto nacional nasceu fruto da grande quantidade de artesãos que Vila Nova de Poiares possui, e aos quais deveria ser dado um espaço onde pudessem afirmar o seu valor, afirma o presidente do artesanato Jaime Soares.
Agora, 16 anos passados, o autarca acredita que se trata de uma aposta ganha. Criámos níveis de desenvolvimento e de adesão em todo o país que torna esta feira numa das mais credíveis a nível nacional.
Fruto deste desenvolvimento inegável, um dos grandes objectivos da Câmara Municipal é a criação de um Pavilhão Multiusos, «que poderá albergar a POIARTES assim como outras actividades. Poderá ainda potenciar a Mostra Gastronómica e simultaneamente acolher uma Feira Comercial e Industrial paralela à Feira de Artesanato.
Jaime Soares afirma que os poiarenses sãoambiciosos, mas têm que o ser em defesa dos interesses do nosso concelho. Mas acima de tudo, esta ambição está naquilo que sentimos com a participação de dezenas de artesãos, e que nos levam a que tenhamos de estar atentos criando infra-estruturas à dimensão do desenvolvimento que esta Feira de Artesanato está a ter.
Um dos grandes trunfos da POIARTES passa pela genuinidade do artesanato que é exposto durante os quatro dias do certame. É exactamente à genuinidade do artesanato que damos mais importância na nossa feira, refere o edil, acrescentando que não queremos uma feira comercial de venda de produtos artesanais. Queremos artesãos genuínos, e é por isso que a maior parte deles ? é mesmo uma imposição ? estão a trabalhar ao vivo. Pretendemos um artesanato puro e verdadeiro, e é por essa razão que apostamos na sua credibilidade e na sua certificação como artesanato popular, feito pelos próprios artesãos ao vivo, para que todas as pessoas que nos visitam possam constatar essa realidade.
Comércio e indústria de mãos dadas com o artesanato
Como já foi referido, um dos grandes projectos futuros passa pela criação do Pavilhão Multiusos que, paralelamente à Feira de Artesanato e Mostra de Gastronomia, poderá albergar uma Poiartes virada também para o Comércio e Indústria.
Jaime Soares refere que um dos objectivos é transformar Vila Nova de Poiares num dos vértices do triângulo de desenvolvimento do distrito: Coimbra tem a ACIC, Cantanhede a EXPOFACIC, e Vila Nova de Poiares a POIARTES. Estamos num local estratégico, na fronteira com o Alto Distrito, e com certeza poderemos fazer vir até nós muita gente do litoral e onde o interior se reveja.
É certo que a Feira de Artesanato deve manter as suas características de genuinidade em termos de artesanato, mas atendendo ao crescente impacto da Mostra de Gastronomia e à grande expansão que temos vindo a ter a nível nacional, mas também já a nível internacional, com o investimento que esta feira tem, a sua montra de produtos deve ser aumentada. Essa variedade poderá passar por produtos de âmbito comercial e industrial, como equipamentos, maquinarias, enfim, tudo o que estiver ligado ao desenvolvimento da região.
Jaime Soares lançou mesmo o desafio: Porque não criar uma sociedade anónima com os empresários que queiram aderir? Temos uma associação, a Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares (ADIP) que pode fazer convergir à sua volta um conjunto de empresários com sentido inovador.
Aliás, a ADIP é já uma das entidades responsáveis pela preservação do artesanato poiarense: A Câmara tomou a iniciativa da constituição e fundação da ADIP, que hoje tem toda a autonomia. É uma associação que tem vindo a fazer um trabalho fantástico na área da formação. Por exemplo, quando já começavam a ser poucas as pessoas que faziam os barros pretos ou os palitos em flor, a ADIP preocupou-se em fomentar e incrementar o nosso artesanato.
Jaime Soares não se coíbe de afirmar que Vila Nova de Poiares é, sem sombra de dúvida, a Capital Nacional de Artesanato. É uma afirmação que já existe há muitos anos. Nós vamos já na 16.ª edição e poucas feiras de artesanato havia no Distrito de Coimbra. Aliás, nem sei se houve alguma antes da nossa. Assumimo-lo conscientes do título que estávamos a querer ostentar, conscientes da nossa responsabilidade. É também por isso que estamos preocupados com a criação de infra-estruturas que permitam que isso não seja um slogan barato, mas antes uma afirmação inequívoca daquilo que é a realidade de Vila Nova de Poiares e do seu artesanato. As provas estão à vista, e para quem tiver dúvidas basta percorrer os locais e ver o que estamos a fazer pelo artesanato.
quarta-feira, setembro 07, 2005
Arganil comemora Dia do Município
Em Arganil ?respira-se? festa desde sábado passado, altura em que abriu a 24.ª edição da FICABEIRA, Feira Industrial, Comercial e Agrícola da Beira Serra e da já secular Feira do Mont´Alto, que termina amanhã e que desde sempre arrastou muita gente, ou não fosse este certame considerado por muitos o ponto de encontro dos arganilenses. Integrado nesta quadra festiva, assinala-se hoje o Dia do Município
Nos Paços do Concelho realiza-se hoje a sessão solene comemorativa do Dia do Município, que contempla homenagens a seis individualidades, naturais do concelho que atingiram a cátedra universitária.
A título póstumo vai ser distinguido o Conselheiro Dias Ferreira, de Pombeiro da Beira, professor catedrático de Direito da Universidade de Coimbra e pai da ex-ministra Ferreira Leite e do sportinguista Dias Ferreira , e Aloísio Fernandes Costa. Em vida vão ser ainda consagrados o engenheiro José Eduardo Mendes Ferrão, José Baeta Cardoso do Vale, André Campos Neves e Adelino Abreu Marques.
Em causa uma forma de assinalar o Feriado Municipal em tudo semelhante à do ano transacto, altura em que foram homenageados os industriais, tendo sido atribuídas medalhas de mérito às duas empresas mais antigas do concelho e a uma empresa que se conseguiu afirmar no mercado nacional como empresa de vanguarda.
Como explicou Rui Silva ao nosso Jornal todos os anos as festas do concelho tem uma matriz e um ponto que se realça nessa matriz e no ano passado foram homenageados alguns industriais, referiu o presidente da Câmara Municipal de Arganil enumerando os motivos que levaram a autarquia a seleccionar este número de individualidades para serem alvo de homenagem.
Homenagensa catedráticos jubilados
Em causa estão, em seu entender, pessoas ilustres, personalidades do nosso concelho que se afirmaram na vida cultural e que adquiriram para além do doutoramento e do facto de serem professores o estatuto de jubilado. Sendo assim este ano o Dia do Município é dedicado a esses grandes nomes do concelho de Arganil. Para além disso, entendemos que ao trazer esses nomes, muitos deles certamente desconhecidos dos arganilenses, estamos a reproduzir memórias do concelho de Arganil, sublinhou o autarca acrescentando ainda que Arganil deve na sua história honrar-se das suas memórias e é essa a nossa intenção.
Seja como for as homenagens de hoje tem igualmente por finalidade, segundo o autarca, representar o concelho, dignificando-o. Estaremos sempre a honrar a população de Arganil e ao fim e ao cabo todos os arganilenses, considera o edil socialista.
Nos Paços do Concelho realiza-se hoje a sessão solene comemorativa do Dia do Município, que contempla homenagens a seis individualidades, naturais do concelho que atingiram a cátedra universitária.
A título póstumo vai ser distinguido o Conselheiro Dias Ferreira, de Pombeiro da Beira, professor catedrático de Direito da Universidade de Coimbra e pai da ex-ministra Ferreira Leite e do sportinguista Dias Ferreira , e Aloísio Fernandes Costa. Em vida vão ser ainda consagrados o engenheiro José Eduardo Mendes Ferrão, José Baeta Cardoso do Vale, André Campos Neves e Adelino Abreu Marques.
Em causa uma forma de assinalar o Feriado Municipal em tudo semelhante à do ano transacto, altura em que foram homenageados os industriais, tendo sido atribuídas medalhas de mérito às duas empresas mais antigas do concelho e a uma empresa que se conseguiu afirmar no mercado nacional como empresa de vanguarda.
Como explicou Rui Silva ao nosso Jornal todos os anos as festas do concelho tem uma matriz e um ponto que se realça nessa matriz e no ano passado foram homenageados alguns industriais, referiu o presidente da Câmara Municipal de Arganil enumerando os motivos que levaram a autarquia a seleccionar este número de individualidades para serem alvo de homenagem.
Homenagensa catedráticos jubilados
Em causa estão, em seu entender, pessoas ilustres, personalidades do nosso concelho que se afirmaram na vida cultural e que adquiriram para além do doutoramento e do facto de serem professores o estatuto de jubilado. Sendo assim este ano o Dia do Município é dedicado a esses grandes nomes do concelho de Arganil. Para além disso, entendemos que ao trazer esses nomes, muitos deles certamente desconhecidos dos arganilenses, estamos a reproduzir memórias do concelho de Arganil, sublinhou o autarca acrescentando ainda que Arganil deve na sua história honrar-se das suas memórias e é essa a nossa intenção.
Seja como for as homenagens de hoje tem igualmente por finalidade, segundo o autarca, representar o concelho, dignificando-o. Estaremos sempre a honrar a população de Arganil e ao fim e ao cabo todos os arganilenses, considera o edil socialista.
Motorista de S. Pedro de Alva representa Portugal
O Jovem Motorista 2005 é de S. Pedro de Alva e vai representar Portugal na Suécia, numa competição que vai juntar participantes de vários países. A prova tem lugar nos dias 16 e 17 e Jaime Brito promete dar o melhor.
Jaime Miguel Cordeiro Brito, de S. Pedro de Alva, Penacova, é o ?Jovem Motorista 2005? em Portugal e vai representar o nosso país na Suécia, na competição ?Jovem Motorista Europeu?. O concurso, promovido pela Scania, vai juntar os vencedores de todos os países da União Europeia e ainda da Noruega, Suiça e Turquia.
Depois de uma série de provas a nível nacional, que juntaram jovens motoristas de todo o país, Jaime Brito, da empresa Transportes Rodoviários de Mercadorias Aguieira, de S. Pedro de Alva, consagrou-se vencedor e este mês, orgulhosamente, vai representar o país em Södertälje, na Suécia, nos dias a 16 e 17. Vou representar Portugal e isso já significa muito. Não tenho medo porque também não tenho obrigação, mas certamente que vou dar o meu melhor», disse o Jovem Motorista português. E o melhor na Suécia significa dar o máximo nas provas de perícia na estrada, cumprindo o código, e em parque fazendo manobras, tudo isto com o camião carregado de mercadoria.
Em Portugal Jaime Brito foi sujeito a um primeiro teste, que juntou quase 600 motoristas, dos quais se classificaram 50 que foram, posteriormente divididos em duas provas regionais, cada uma com 25 participantes. Nesta prova o jovem motorista de S. Pedro de Alva mais uma vez saiu bem classificado e juntamente com os restantes 12 classificados (seis de cada regional) e o vencedor da edição de há dois anos participaram na grande final portuguesa, realizada na Companhia das Lezírias, de onde saiu vencedor, e onde os concorrentes foram sujeitos a provas práticas nas quais foi testada a destreza de cada participante relativamente a perícia, manobras, primeiros socorros, técnicas de segurança, normas de transportes de cargas perigosas e condução económica.
Jaime Miguel Cordeiro Brito, de S. Pedro de Alva, Penacova, é o ?Jovem Motorista 2005? em Portugal e vai representar o nosso país na Suécia, na competição ?Jovem Motorista Europeu?. O concurso, promovido pela Scania, vai juntar os vencedores de todos os países da União Europeia e ainda da Noruega, Suiça e Turquia.
Depois de uma série de provas a nível nacional, que juntaram jovens motoristas de todo o país, Jaime Brito, da empresa Transportes Rodoviários de Mercadorias Aguieira, de S. Pedro de Alva, consagrou-se vencedor e este mês, orgulhosamente, vai representar o país em Södertälje, na Suécia, nos dias a 16 e 17. Vou representar Portugal e isso já significa muito. Não tenho medo porque também não tenho obrigação, mas certamente que vou dar o meu melhor», disse o Jovem Motorista português. E o melhor na Suécia significa dar o máximo nas provas de perícia na estrada, cumprindo o código, e em parque fazendo manobras, tudo isto com o camião carregado de mercadoria.
Em Portugal Jaime Brito foi sujeito a um primeiro teste, que juntou quase 600 motoristas, dos quais se classificaram 50 que foram, posteriormente divididos em duas provas regionais, cada uma com 25 participantes. Nesta prova o jovem motorista de S. Pedro de Alva mais uma vez saiu bem classificado e juntamente com os restantes 12 classificados (seis de cada regional) e o vencedor da edição de há dois anos participaram na grande final portuguesa, realizada na Companhia das Lezírias, de onde saiu vencedor, e onde os concorrentes foram sujeitos a provas práticas nas quais foi testada a destreza de cada participante relativamente a perícia, manobras, primeiros socorros, técnicas de segurança, normas de transportes de cargas perigosas e condução económica.
quarta-feira, agosto 31, 2005
Município da Lousã viveu dia histórico
Foram ontem apresentados na Lousã os projectos de execução da variante a Foz de Arouce e da beneficiação da EN 342, entre Lousã e Arganil, cujas obras arrancam no segundo trimestre do próximo ano. A cerimónia foi presidida pelo secretário de Estado das Obras Públicas e Comunicações que anunciou a elaboração de um estudo prévio para a construção de uma nova EN 342 entre aqueles concelhos, de modo a criar uma alternativa de ligação entre o IC6 e o IC2 e IC3
O secretário de Estado das Obras Públicas e Comunicações, Paulo Campos, presidiu ontem à apresentação da variante a Foz de Arouce, uma velha aspiração do concelho da Lousã, cujo concurso público será lançado durante o mês de Setembro.
Este é o dia mais feliz do meu trajecto autárquico ao nível da realização pessoal, exclamou o presidente da Câmara Municipal da Lousã, Fernando Carvalho, ciente de que desta vez o processo vai mesmo avançar.
O contentamento do edil levou-o a afirmar que o governante vai ficar na história do concelho por ter resolvido uma questão que se arrasta há décadas e que ultimamente, em 2000, tinha sido alvo de um protocolo que acabou por não ter seguimento no anterior Governo, apesar das sucessivas promessas, segundo refere o autarca lousanense.
A variante a Foz de Arouce terá uma extensão de 6,8 quilómetros, sendo 5,7 correspondentes ao traçado da EN 236 entre a Lousã e a Estrada da Beira, na zona da Ponte Velha, e os restantes ao traçado de ligação à Lousã.
terça-feira, agosto 30, 2005
Variante de Foz de Arouce dá hoje primeiro passo
A Lousã dá mais um passo nas desejadas melhorias de acessibilidades. Hoje vai ser feita a apresentação dos projectos da EN236, a desejada variante de Foz de Arouce, e a beneficiação da EN342, entre Lousã, Góis e Arganil
O secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, está hoje na Lousã, presidindo à cerimónia de apresentação da Variante de Foz de Arouce (ligação da EN17 à Lousã) e da beneficiação da EN342, entre Lousã, Góis e Arganil.
Tratam-se de duas obras de grande importância, não só para a Lousã, mas, e o caso da EN342, para os concelhos de Góis e Arganil, na medida em que a actual via que serve estes concelhos (EN342) não oferece as necessárias condições de circulação.
Há muitos anos que o concelho luta por esta obra que finalmente é possível lançar a concurso, disse Fernando Carvalho, presidente da Câmara Municipal da Lousã, referindo-se à variante de Foz de Arouce, há mais de 20 anos reclamada. Uma via fundamental, na medida em que melhora as acessibilidades entre a Lousã e Coimbra, substituindo a actual via onde semáforos e ruas estreitas, onde em certos locais os veículos circulam de forma alternada, dificultam o acesso à vila. A nova via vai permitir um acesso mais rápido e seguro entre a Lousã e Coimbra, disse o autarca.
A variante de Foz de Arouce é hoje oficialmente apresentada, esperando o autarca que o concurso público possa ser lançado de imediato». Aliás, Fernando Carvalho acredita que o concurso só não é lançado hoje por razões de ordem administrativa».
A variante de Foz de Arouce vai partir da EN17, ligando a aldeia de Ponte Velha à Lousã, indo entroncar na Avenida do Brasil, em pleno centro da vila. Ao todo serão cerca de sete quilómetros de via totalmente nova, esclarece o edil, adiantando que a infra-estrutura vai passar sobre o rio Ceira (onde será construída uma ponte), Foz de Arouce, terminando na Lousã. Perspectivas do autarca apontam para um ano e meio de obra.
Na mesma cerimónia será apresentada a beneficiação da EN342, entre Lousã, Góis e Arganil, também esta uma infra-estrutura desejada pelos três concelhos, na medida em que a actual via não oferece as necessárias condições de circulação, salientou Fernando Carvalho. Recorde-se que a EN342 já foi alvo de beneficiação até à Lousã, tendo entrado em funcionamento em finais do ano passado. Agora a estrada vai continuar a ser alvo de beneficiação até Góis e Arganil.
A cerimónia de apresentação das vias vai ter lugar pelas 17h00, no salão nobre da Câmara Municipal da Lousã, contando com intervenções do presidente da Câmara e do secretário de Estado adjunto. Antes, porém, será feita uma apresentação das obras por Carlos Santinho da Horta, director de empreendimentos da Estradas de Portugal, e por José Gomes, director de estradas do distrito de Coimbra.
Lousã terá agora todas as condições para exigir e comandar a reivindicação da ligação a Coimbra. Nada de fanfarronices do alargamento da EN17 como foi preconizado pelo presidente de Poiares, que agora foge com o rabo à seringa dizendo que está tudo mal.
Uma ligação da Ponte Velha ás Torres do Mondego pela Serra do Carvalho era um tirinho.
O secretário de Estado adjunto das Obras Públicas e das Comunicações, Paulo Campos, está hoje na Lousã, presidindo à cerimónia de apresentação da Variante de Foz de Arouce (ligação da EN17 à Lousã) e da beneficiação da EN342, entre Lousã, Góis e Arganil.
Tratam-se de duas obras de grande importância, não só para a Lousã, mas, e o caso da EN342, para os concelhos de Góis e Arganil, na medida em que a actual via que serve estes concelhos (EN342) não oferece as necessárias condições de circulação.
Há muitos anos que o concelho luta por esta obra que finalmente é possível lançar a concurso, disse Fernando Carvalho, presidente da Câmara Municipal da Lousã, referindo-se à variante de Foz de Arouce, há mais de 20 anos reclamada. Uma via fundamental, na medida em que melhora as acessibilidades entre a Lousã e Coimbra, substituindo a actual via onde semáforos e ruas estreitas, onde em certos locais os veículos circulam de forma alternada, dificultam o acesso à vila. A nova via vai permitir um acesso mais rápido e seguro entre a Lousã e Coimbra, disse o autarca.
A variante de Foz de Arouce é hoje oficialmente apresentada, esperando o autarca que o concurso público possa ser lançado de imediato». Aliás, Fernando Carvalho acredita que o concurso só não é lançado hoje por razões de ordem administrativa».
A variante de Foz de Arouce vai partir da EN17, ligando a aldeia de Ponte Velha à Lousã, indo entroncar na Avenida do Brasil, em pleno centro da vila. Ao todo serão cerca de sete quilómetros de via totalmente nova, esclarece o edil, adiantando que a infra-estrutura vai passar sobre o rio Ceira (onde será construída uma ponte), Foz de Arouce, terminando na Lousã. Perspectivas do autarca apontam para um ano e meio de obra.
Na mesma cerimónia será apresentada a beneficiação da EN342, entre Lousã, Góis e Arganil, também esta uma infra-estrutura desejada pelos três concelhos, na medida em que a actual via não oferece as necessárias condições de circulação, salientou Fernando Carvalho. Recorde-se que a EN342 já foi alvo de beneficiação até à Lousã, tendo entrado em funcionamento em finais do ano passado. Agora a estrada vai continuar a ser alvo de beneficiação até Góis e Arganil.
A cerimónia de apresentação das vias vai ter lugar pelas 17h00, no salão nobre da Câmara Municipal da Lousã, contando com intervenções do presidente da Câmara e do secretário de Estado adjunto. Antes, porém, será feita uma apresentação das obras por Carlos Santinho da Horta, director de empreendimentos da Estradas de Portugal, e por José Gomes, director de estradas do distrito de Coimbra.
Lousã terá agora todas as condições para exigir e comandar a reivindicação da ligação a Coimbra. Nada de fanfarronices do alargamento da EN17 como foi preconizado pelo presidente de Poiares, que agora foge com o rabo à seringa dizendo que está tudo mal.
Uma ligação da Ponte Velha ás Torres do Mondego pela Serra do Carvalho era um tirinho.
segunda-feira, agosto 29, 2005
Carta aberta de Manuel Miguel aos Poiarenses

Autárquicas 2005
Amigas e Amigos
Tenho a obrigação de informar os poiarenses e todos os que votam em Poiares das razões que me levam a aceitar o convite do Partido Socialista para me candidatar à presidência da Câmara de Poiares. E convidá-los a votarem em mim.
Sou natural de Poiares, filho de poiarenses, o António Miguel e a Benvinda Martins, bem conhecidos, onde me mantive até finais de 1966, mas nunca deixei de vir a Poiares e de ter cá os meus amigos e irmãos que todos bem conhecem.
Fui funcionário da Companhia Eléctrica das Beiras.
Como tantas centenas de poiarenses tive que sair de Poiares, procurando uma vida melhor. Estudei, fui empregado em várias empresas, procurando sempre um melhor nível de vida. Nunca fui despedido de qualquer lado. Tenho as maiores e melhores referências profissionais. Obtive uma vasta experiência em gestão que quero pôr ao serviço desta terra, que me viu nascer, gente boa que merece ser dignificada, tal como sempre tratei e fui tratado nas diversas funções que desempenhei.
Fui gestor e professor do ensino superior. Ainda exerço gratuitamente funções em organizações sociais. Tenho disponibilidade, competência e saúde. Sou e sempre fui um homem de rigor, de transparência dos meus actos, respeitado por toda a gente e respeitador de todos, quaisquer que sejam as suas convicções.
Sempre lutei pela verdade, porque só a verdade liberta as pessoas.
Quero ajudar os poiarenses a melhorar a sua qualidade de vida. Sempre respondi positivamente, quando fui contactado por Poiares para ajudar e/ou intervir, quer pessoalmente, quer no âmbito dos cargos que desempenhava.
Tenho uma equipa de pessoas com capacidade para dirigir os destinos de Poiares, com respeito por todos, com garantia de honestidade, justiça, rigor e competência.
Os Poiarenses, comigo, terão a garantia de serem ouvidos e de em conjunto construirmos um concelho onde os que criam riqueza sejam participativos, para podermos todos ocorrer aos mais necessitados.Termos melhor qualidade de vida tem que ser uma exigência constante.
Para nós as pessoas não serão apenas uma coisa, mas sim uma referência constante daqueles que servirão o concelho nas mais diversas funções, ao serviço da causa pública.
Poiares quer central termoeléctrica

O presidente da Câmara Municipal de Poiares está empenhado no planeamento e ordenamento da floresta ardida no seu concelho. A solução apresentada por Jaime Soares passa pela criação de uma central termoeléctrica e por aquilo a que chama "expropriação urgente de mais valia".
As medidas que o autarca de Poiares pretende dar a conhecer e discutir com o Governo visam contrariar tudo o que tem acontecido (os fogos florestais), apostando-se num melhor planeamento e ordenamento da floresta. Para tal a aposta passaria, antes de mais, pela limpeza das matas que já arderam, rentabilizando os produtos das matas ardidas numa perspectiva de criação de um projecto inovador, moderno e com garantias.
Para Jaime Soares, a solução seria a instalação no seu concelho de uma central termoeléctrica. Ninguém vai ter capacidade de limpar as matas se não criarmos uma estrutura que aproveite imediatamente e no local o produto ardido ele acaba por apodrecer, justifica o edil, sublinhando que a criação de uma central para transformação dos produtos em biomassa e energia seria até uma forma de rentabilização económica.
Sabemos que há falta de energia, por isso temos de criar energias alternativas», afirma, sublinhando a necessidade de produzir este tipo de energia nos locais onde há a matéria prima.
Vila Nova de Poiares seria um desses locais, não só pela vasta mancha florestal ardida, mas também pela sua localização estratégica, perto de Coimbra, da Lousã, de Penacova, de Miranda e de toda a região. Defende, portanto, a criação de uma central termoeléctrica em Poiares e também na Pampilhosa da Serra por forma a abranger toda a região.
Da parte da Câmara Municipal há toda a disponibilidade para levar por diante todas as diligências inerentes a este processo, garante Soares, adiantando até que o Município porá à disposição do Governo todos os terrenos necessários para a concretização do projecto. Por outro lado, o autarca manifesta a disponibilidade da autarquia para entrar em sociedades que se criem para o efeito.
Em ofício enviado ao primeiro ministro, Jaime Soares solicita a marcação de reuniões com os ministros da Economia e Inovação e da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas para apresentação desta e de outras propostas.
Reflorestação através de associativismo florestal
As propostas de Jaime Soares vão também no sentido da reflorestação da área ardida. Uma reflorestação que passa pelo planeamento e ordenamento, diz Soares, cuja proposta vai no sentido da criação de uma floresta inovadora, moderna, rentável e resistente ao fogo, através de uma reflorestação com espécies como castanheiro, nogueira ou cerejeira.
A reflorestação que pretende passa por aquilo a que chama expropriação urgente de mais valia, ou seja, fazendo uma alteração à Lei vigente por forma a que os muitos proprietários em determinadas manchas florestais sejam obrigados ao emparcelamento, no sentido de integrar os espaços mais pequenos num todo.
No fundo, explica o autarca, trata-se de criar um espaço global para plantação das espécies indicadas e todos os proprietários receberiam percentagem igual dos rendimentos, funcionando em associativismo florestal.
Este plano de reflorestação implicaria necessariamente uma alteração à lei, já que, sublinha Soares, há sempre aqueles mais teimosos que não vão querer emparcelar.
No que concerne às manchas florestais municipais, Jaime Soares pôs já mãos à obra, estando a autarquia a cortar as matas municipais essencialmente eucaliptais e pinhais, para aí se plantarem espécies autóctones (castanheiro, nogueira, cerejeira) e pastorícia, zonas que se já existissem teriam travado o fogo», explica o presidente.
Aliás, adianta, foi este mesmo fogo que travou os trabalhos que vinham sendo desenvolvidos. O próximo passo nesta matéria passa pelo levantamento dos proprietários florestais do concelho para os ouvir, propor este plano de planeamento e ordenamento da floresta e ao mesmo tempo sensibilizá-los, adianta.
E porque há e vai haver sempre períodos de seca como aquele que se está a viver em Portugal, o autarca de Poiares defende também para o seu concelho a criação de açudes de retenção de água nos rios Ceira, Mondego e Alva, uma forma de ter água para rega, para ataque aos fogos e para tornar o ambiente mais húmido.
Queremos ser parte activa num processo que ajude não só as populações do concelho de Poiares, mas também daqueles outros concelhos nossos vizinhos que sofreram de igual forma o drama dos incêndios florestais, sublinha Jaime Soares, solicitando por isso o empenhamento pessoal do primeiro ministro José Sócrates.
domingo, agosto 28, 2005
Assim ficou a Mata de Vale de Canas em Coimbra

O ICN espera que, dentro de 5 anos, a zona inferior da mata esteja regenerada. Ardeu 80 por cento e o futuro é de trabalho numa reflorestação que se adivinha demorada.
Exército abastece Miranda do Corvo ........
Quatro autotanques do exército e dois dos bombeiros estão a abastecer os reservatórios de água do concelho de Miranda do Corvo. A falta de água é «preocupante», diz a autarquia, que se viu ainda obrigada a comprar água a Coimbra e a investir na construção de furos e substituição da rede de águas
O sistema está quase na ruptura, não sendo possível garantir o abastecimento de água continuamente, sublinha em comunicado a Câmara de Miranda do Corvo. Uma situação que obrigou a autarquia a apelar a todos os munícipes no sentido da racionalização e aproveitamento de água, sob pena de existirem cortes no abastecimento.
Esta situação exige um esforço adicional de todos os munícipes, sublinha a autarquia que, face à gravidade da situação, fez um apelo ao Governo Civil de Coimbra no sentido de se conseguir a colaboração do exército.
Essa colaboração já está em funcionamento e no terreno estão quatro autotanques do exército que estão a transportar água de Coimbra para Miranda do Corvo para abastecimento dos reservatórios de água do concelho.
A estas viaturas juntam-se mais dois autotanques alugados, um dos Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo e um dos Bombeiros de Vila Nova de Poiares.
O sistema está quase na ruptura, não sendo possível garantir o abastecimento de água continuamente, sublinha em comunicado a Câmara de Miranda do Corvo. Uma situação que obrigou a autarquia a apelar a todos os munícipes no sentido da racionalização e aproveitamento de água, sob pena de existirem cortes no abastecimento.
Esta situação exige um esforço adicional de todos os munícipes, sublinha a autarquia que, face à gravidade da situação, fez um apelo ao Governo Civil de Coimbra no sentido de se conseguir a colaboração do exército.
Essa colaboração já está em funcionamento e no terreno estão quatro autotanques do exército que estão a transportar água de Coimbra para Miranda do Corvo para abastecimento dos reservatórios de água do concelho.
A estas viaturas juntam-se mais dois autotanques alugados, um dos Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo e um dos Bombeiros de Vila Nova de Poiares.
quinta-feira, agosto 25, 2005
Incêndio de Coimbra com origem criminosa

Conhecedores profundos do local onde deflagrou o incêndio que viria a atingir Coimbra, os Voluntários de Poiares elaboraram um relatório cronológico e geográfico das circunstâncias, apontando para origem criminosa. Um infortúnio no combate inicial e a ausência de meios aéreos nesse período terão permitido a evolução das chamas
Fundamentando-se em registos e documentos operacionais durante o período crítico dos fogos - e no conhecimento técnico e efectivo do terreno - a corporação dos Bombeiros Voluntários de Poiares diz que o fogo que acabaria por ter proporções gigantescas e atingir Coimbra teve origem criminosa.
Num relatório a que o DC teve acesso, os bombeiros esclarecem, primeiro, que se verificou um fogo, pouco depois das 19h00 do dia 19, em Vale de Carvalhal/Póvoa da Abraveia, com origem num tractor, que se incendiou.
Dado como extinto às 20h30, teria um reacendimento brutal às 13h12 do dia seguinte (20 de Agosto, sábado), avançando para sul, no sentido da Estrada da Beira, com as povoações de Ponte Velha, Covelos e Mata no seu caminho.
Auxiliado pelo vento forte, galgou a EN 17, entre os lugares de Ponte Vela e Segade, propagando-se para Pegada, Pousafoles e outros lugares dos concelhos da Lousã e Miranda do Corvo. Totalmente extinto em Poiares, por volta da meia-noite de sábado, continuaria em Lousã e Miranda, onde ficou circunscrito às 3h00 de domingo. Extinto também, teve alguns reacendimentos em Segade (Miranda do Corvo), rapidamente controlados.
Ora, dizem os Bombeiros, este incêndio nada tem relação com o que viria para a cidade de Coimbra, mas sim um outro, que deflagrou posteriormente em Soutelo, a cerca de oito quilómetros do local onde os bombeiros ainda faziam operações de rescaldo (alto de Segade), no domingo. E foi este foco, com indícios concludentes de fogo criminoso, dado o local, forma e modo como se desenvolveu, que originou a situação mais problemática, sobretudo depois de se ter encontrado com outro incêndio, com origem em S. Frutuoso. Mais: para os Voluntários de Poiares, quem ateou os fogos conhece bem a zona e os meios que estavam no terreno», pois o novo foco obrigou à mobilização dos recursos, nomeadamente das viaturas que vigiavam a Serra do Carvalho, uma vigilância continuada por razões óbvias e que o incendiário tão bem soube controlar.
Também o azar teve uma palavra a dizer na propagação das chamas: estava o incêndio praticamente extinto quando faltou a água numa das frentes do fogo, gorando o êxito da operação. Para maior lamento, passou nas imediações uma viatura dos Voluntários de Penacova que, todavia, os elementos da corporação de Poiares não conseguiram alertar.
Sem resistência, tocado pelo vento, o fogo ganhou velocidade e dimensão, mas com direcções inconstantes, dirigindo-se para as povoações de Terreiros de Santo António, Terreiros e Carvalho. Depois de passar Terreiros, com ventanias sul/sudoeste, avançou perigosamente para Carvalhos, onde se concentraram os meios de combate.
Porém, foi impossível evitar que as chamas progredissem e acabassem por galgar o Rio Mondego e a EN-110, propagando-se às matas dos concelhos de Coimbra e de Penacova.
Três novos focos em simultâneo
Entretanto, e a alimentar a tese de crime, os bombeiros asseguram que estava a decorrer o combate a este incêndio quando eclodiram mais três em simultâneo: um na EN-17, junto a S. Frutuoso, outro em Canas e um terceiro em Braços. Deflagraram às 17h10 de domingo por, segundo os bombeiros, acção criminosa. E o de S. Frutuoso, apesar da pouca velocidade de frente devido ao vento norte/sul, foi flanqueado para a direita, em direcção a Ribas (Poiares), mas também para a esquerda, dirigindo-se a Ceira. As cabeças dos fogos de S. Frutuoso e de Soutelo encontraram-se às 22h00 de domingo, na povoação de Carvalho.
De grande brutalidade, acentuam os bombeiros, os fogos separaram as suas frentes, dirigindo-se uma para Coimbra e outra para Poiares, atingindo aqui as povoações de Castro, Pereiros, Algaça, Vale de Carvalhal e Ribas. Em Poiares, foi dado como extinto às 10h00 de segunda-feira, dia 22. Por essa altura, Coimbra apercebia-a a pouco e pouco do que sucedera durante a madrugada, com a Mata de Vale de Canas devorada e o Pinhal de Marrocos engolido. As chamas prosseguiam ainda em zonas periféricas, destruindo zonas de Castelo Viegas e de Almalaguês, a caminho de Miranda, que ultrapassaram, chegando a Penela.
O relatório, explicam os Bombeiros de Poiares, pretende contribuir para o esclarecimento de quantos focos existiram, das suas causas, e também para contrariar declarações de alguma imprensa que deveria ser mais comedida, até porque não estão na posse de informações credíveis.
Bombeiros transportam água
Depois de a Comunicação Social ter dado conta da ajuda do exército no transporte de água às populações de Miranda do Corvo, os Bombeiros Voluntários de Poiares felicitam o gesto e a disponibilidade das Forças Armadas, recordando, contudo, que tal é uma das suas funções enquanto elemento da Protecção Civil tambem os Bombeiros transportam agua. Por outro lado, consideram que a notícia tras para primeiro plano quem, gratuitamente, está também a transportar água para Miranda do Corvo, no caso as Forças Armadas, disponíveis, voluntária e gratuitamente, ao serviço das populações juntamente com os Bombeiros de Poiares, seja qual for o município.
Caso actuassem à nascença do fogo os meios aéreos teriam evitado propagação
Foi um Jaime Soares indignado que agora no seu terreno e a ter que prestar contas aos seus municipes que quebrou o silêncio que vinha mantendo sobre os fogos e posteriores comentários, sobretudo os de teor político, lamentando que se esteja a utilizar vergonhosamente a problemática dos fogos florestais em guerrilhas partidárias.
Quem não tem conhecimentos técnicos como muitos elementos do seu partido, quem não sabe distinguir um sobreiro dum freixo ou duma azinheira, deveria estar calado, observa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Poiares.
Os fogos evitam-se, não se combatem, argumenta, para depois acentuar que, aquando dos combates, os meios têm se ser bem usados.Os fogos evitam-se com muito dinheiro e com muitos subsidios como dizia Fernando Ruas, mandem para ca dinheiro que a gente apaga os fogos.
O Comandante de Bombeiros Jaime Soares, baralhando a sua função de bombeiro com a de autarca lamenta ainda o que designa de «discriminação sectária», pois o Plano Especial de Emergência Distrital, accionado pelo governador civil, é de todos os concelhos do distrito e não apenas de alguns dos que foram afectados.
Os autarcas das Freguesias de Poiares e mesmo o presidente da Câmara de Poiares nunca foram contactados por Henrique Fernandes a propósito dos incêndios e das necessidades deles decorrentes. tambem o presidente da Camara nunca falou com os presidentes das Juntas nem com as associações interessadas. Quanto aos apoios imediatos prometidos em Coimbra pelo Governo - em reunião com autarcas de áreas atingidas e que se mostraram disponiveis,Jaime Soares não terá sido contactado porque andava com os seus bombeiros nos rescaldos. As câmaras estão sempre à espera dos subsidios ? o edil de Poiares diz que as câmaras ainda estão à espera.
Como diz Fernando Ruas, mandem dinheiro que a gente toma conta dele.....
É tudo um trinta e um de boca, desabafa ele e desabafamos nós.
quarta-feira, agosto 24, 2005
Estado deve ser exemplo na Gestão Florestal
Estado deve ser exemplo na gestão florestal, diz ministro

O ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas defendeu esta quarta-feira que o Estado deve impor-se aos privados como exemplo na limpeza e gestão das áreas florestais que tem a seu cargo.
O Estado não pode exigir aos privados o que ele não cumpre, declarou Jaime Silva, durante uma visita à Lousã, no distrito de Coimbra, destinada a inteirar-se dos prejuízos causados pelos últimos incêndios no concelho e das acções locais de preservação da floresta.
Jaime Silva recordou que o Estado detém a gestão de 9% dos espaços florestais do país (incluindo matas nacionais e baldios).
Na parte pública da floresta, há bons exemplos de ordenamento, disse, admitindo que o Estado vai imprimir mais rigor a este nível, para poder exigir mais dos particulares.
O Governo está determinado a reforçar a fiscalização e penalização dos privados que negligenciem o acompanhamento dos projectos florestais apoiados por fundos nacionais e comunitários, fazendo ainda cumprir legislação diversa sobre a protecção da floresta e prédios urbanos contra incêndios.
«Vamos ter uma atitude firme», garantiu Jaime Silva, acrescentando que esta responsabilidade cabe a diferentes serviços da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, em especial à Polícia Florestal, e às autarquias.
Em várias zonas onde os incêndios consumiram este ano maiores áreas do coberto vegetal nacional, «não foi feita uma gestão activa da floresta», lamentou.

O ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas defendeu esta quarta-feira que o Estado deve impor-se aos privados como exemplo na limpeza e gestão das áreas florestais que tem a seu cargo.
O Estado não pode exigir aos privados o que ele não cumpre, declarou Jaime Silva, durante uma visita à Lousã, no distrito de Coimbra, destinada a inteirar-se dos prejuízos causados pelos últimos incêndios no concelho e das acções locais de preservação da floresta.
Jaime Silva recordou que o Estado detém a gestão de 9% dos espaços florestais do país (incluindo matas nacionais e baldios).
Na parte pública da floresta, há bons exemplos de ordenamento, disse, admitindo que o Estado vai imprimir mais rigor a este nível, para poder exigir mais dos particulares.
O Governo está determinado a reforçar a fiscalização e penalização dos privados que negligenciem o acompanhamento dos projectos florestais apoiados por fundos nacionais e comunitários, fazendo ainda cumprir legislação diversa sobre a protecção da floresta e prédios urbanos contra incêndios.
«Vamos ter uma atitude firme», garantiu Jaime Silva, acrescentando que esta responsabilidade cabe a diferentes serviços da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, em especial à Polícia Florestal, e às autarquias.
Em várias zonas onde os incêndios consumiram este ano maiores áreas do coberto vegetal nacional, «não foi feita uma gestão activa da floresta», lamentou.
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