terça-feira, novembro 15, 2005

Zorro com caminho até ao Carvalho ....


O Regimento de Engenharia nº3 (RE 3) do Exército deve dar por concluído, até ao final do ano, o caminho que vai ligar a povoação do Zorro ao cimo da Serra do Carvalho.
A obra resulta de um protocolo firmado entre o RE 3 (Espinho) e a Câmara Municipal de Coimbra, a 31 de Agosto último, poucos dias depois daquela zona ter sido devastada pelo grande incêndio que assolou a região de Coimbra.
A estrada que serve Palheiros, Carvalhosas e Zorro, na margem esquerda do Mondego, acaba nesta última povoação. E, a seguir à aflição dos incêndios, temem-se grandes derrocadas de terra, que podem obstruir a única estrada e deixar os moradores do Zorro, em especial, ?encurralados? na sua terra (têm o Mondego em baixo e encostas com um declive muito acentuado em cima).

O problema, se não chover muito nas próximas semanas, pode estar resolvido até final deste ano. Resolvido, mas apenas parcialmente, uma vez que o Exército abre caminhos mas não os asfalta - «Não concorre com privados».
O dirigente dos Sapadores de Coimbra,notou que aquele caminho é importante, também, por poder facilitar o combate a novos incêndios na zona. Um cenário muito provável, «se o ordenamento do território continuar como está». .

A colaboração do Exército com a Protecção Civil de Coimbra não se fica por aqui. Os BSC estão em vias de assinar um protocolo com aquele mesmo RE 3, para que dois sapadores aqui possam fazer um curso de operador de equipamentos pesados de engenharia (retroescavadoras, bulldozers, etc).

O objectivo é que, abram caminhos e aceiros nas matas, para prevenir e facilitar o combate aos incêndios.
«Todo esse trabalho pode ser feito com a prata da casa», sublinhou o comandante dos sapadores, concluindo que seria uma forma de a Câmara de Coimbra evitar a contratação de máquinas privadas e poupar dinheiro.

domingo, novembro 13, 2005

Lousã mostra produtos da serra



A vila da Lousã está a ser palco de mais uma Feira do Mel e da Castanha. Na XVI edição marcam presença 82 expositores, 37 dos quais apicultores. Para hoje domingo, último dia do certame, está marcado o lançamento de um livro, animação e um magusto popular

O governador civil de Coimbra, Henrique Fernandes, inaugurou ontem à tarde a XVI Feira do Mel e da Castanha da Lousã, um evento que reúne este fim-de-semana 82 expositores no Pavilhão Municipal de Exposições da Lousã, dos quais 37 são apicultores.
Acompanhado do presidente da autarquia, Fernando Carvalho, e de várias individualidades e autarcas do concelho, o governador civil percorreu a área de exposição onde, para além do mel e da castanha, se encontram outros produtos endógenos da região serrana, como os licores, os vinagres e as aguardentes de mel, noz e avelã. Ao (bastante) público que à hora da inauguração se encontrava no recinto foi distribuído um livro em miniatura, editado pela Câmara Municipal, com receitas de mel e castanha recolhidas pelos alunos dos estabelecimentos de ensino do concelho.
Esta é a XVI edição da Feira do Mel e da Castanha, mas desde há cinco anos que este certame só aceita mel certificado, uma medida tomada pelo autarca Fernando Carvalho que tem dado os seus frutos.
Segundo António Carvalho, presidente da Lousãmel ? Cooperativa Agrícola de produtores da Serra da Lousã e concelhos limítrofes, «de há quatro anos para cá houve uma aumento de 100% nos pedidos de certificação». «Só este ano recebemos 140 pedidos», acrescentou.
A região demarcada da Serra da Lousã, que envolve 10 concelhos, produz anualmente cerca de 200 toneladas de mel, embora só 40 sejam sujeitas a certificação. Em virtude dos incêndios deste Verão que destruíram uma enorme área florestal, a produção dos próximos anos deverá diminuir nos municípios mais afectados. Na Lousã, Góis e Castanheira de Pêra a produção não deverá registar alteração, uma vez que passaram praticamente incólumes aos fogos. Às 18h00 há o tradicional magusto popular, no exterior do parque de exposições.

sábado, novembro 12, 2005

Incêndios Florestais - Autarquias visadas no relatório final

Melhor coordenação central, mais atenção aos rescaldos, e críticas às autoridades locais, a quem se exige mais empenho, são sugestões do relatório final da Autoridade Nacional para os Incêndios Florestais (ANIF)

Criada em Abril deste ano, a ANIF cessou funções a 31 de Outubro e uma das suas missões era apresentar um relatório final que identificasse deficiências no sistema nacional de prevenção, detecção, alerta e combate a incêndios florestais, e sugerir eventuais alterações.
Ao longo de dois volumes, a ANIF, presidida pelo tenente general António Luís Ferreira do Amaral, faz um estudo exaustivo da problemática dos incêndios florestais em Portugal e das formas de os combater, deixando críticas nomeadamente à actuação do poder local nesta matéria.
Grande parte dos municípios, diz a ANIF, «raras vezes possui, por si só, capacidade operacional para fazer face a uma situação de emergência», ao que se junta o facto de ainda existirem «muitos responsáveis municipais que ou não estão despertos ou não têm condições para um maior desenvolvimento dos padrões de prevenção, protecção e resposta».
A isso se junta o facto de muitas populações assumirem postura idêntica, «preocupando-se apenas quando as chamas chegam ao seu quintal ou às imediações da sua casa».
Segundo a ANIF, os incêndios florestais nem sempre são tratados como uma operação de protecção civil.
«Por vezes, as autoridades locais assistem ao desenrolar das operações, a cargo dos bombeiros, sem qualquer intervenção, com excepção de algum apoio em matéria de logística», critica.
Por tudo isto, a ANIF considera necessário que se criem condições, legislativas e outras, que envolvam activamente os autarcas e as populações na defesa do seu património.
E às autarquias cabe fazer cumprir aos proprietários regras mínimas de prevenção, quer em instalações industriais, quer em casas urbanas ou rurais, segundo a ANIF.
«De igual forma, deverão ser repensados novos licenciamentos de construção de habitação e implantação de indústria, condicionados os primeiros à observância de regras de segurança e os segundos a áreas previamente definidas em sede de Plano Director Municipal», lê-se no relatório.
Aliás, acrescenta, os municípios têm obrigação de fazer limpeza em torno de aglomerados populacionais e zonas industriais, mas nem todos o fazem.

Dispersão de comando

Outras das críticas da ANIF resulta daquilo que considera ser uma dispersão de comando no que toca à prevenção e combate aos fogos florestais, sugerindo a entidade agora extinta a criação de um Serviço Nacional de Operações de Socorro, que congregue «todos os esforços, executando todas as medidas exigidas pelas dimensões das ocorrências, com oportunidade e eficácia».
Ao mesmo tempo sugere a extinção da Agência para a Prevenção de Incêndios Florestais, que sempre lutou contra escassez de meios humanos, devendo os seus quadros e competências ser transferidos para a Direcção-Geral dos Recursos Florestais.
Com a estrutura actualmente existente, fragmentada em 18 Centros Distritais de Operações de Socorro, houve «dificuldades de coordenação em incêndios que abrangeram mais de um distrito», alerta-se no relatório.

Protecção civil deverá ter novo enquadramento

Por isso, sugere-se: «da mesma forma que outros países recentemente o fizeram, deverá ser arquitectado um novo desenho de enquadramento da Organização Portuguesa de Protecção Civil, tendo como base, evidentemente, a organização administrativa do País e a sua divisão territorial».É que, conclui a ANIF, ao consenso de «Comando Único» já considerado «como o mais eficaz na resposta às ocorrências», deve-se acrescentar a ideia de «serviço único» de emergência.
Quanto aos parques florestais, a ANIF lamenta que algumas câmaras não se preocupem com «a prevenção e combate aos incêndios que deflagram naquelas áreas», realçando que poucos ou nenhuns daqueles parques dispõe de infra-estruturas que possibilite deslocamento de viaturas de bombeiros.
Depois, no relatório a ANIF pede que sejam revistos, «com urgência», os esquemas de formação de pessoal para combate a incêndio, bem como as estratégias de combate
Alertando para o facto de haver cerca de 43.000 elementos nos Quadros dos Corpos de Bombeiros, que na prática não se conseguem mobilizar, a ANIF pede a revisão do Estatuto Social do Bombeiro no que respeita à obrigatoriedade de formação e comparência em exercícios e treinos.
Já na fase final do relatório, a ANIF dedica um capítulo à questão dos rescaldos dos incêndios, algo a que considera não tem sido dada a devida importância.

quinta-feira, novembro 10, 2005

Encerramento da APIF é um escândalo nacional

A presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo considera que o encerramento da Agência para a Prevenção de Incêndios Florestais (APIF), confirmada anteontem pelo ministro da Agricultura, «é um verdadeiro escândalo nacional»
«É lamentável que numa área tão importante como é a prevenção, o Governo seja tentado a poupar», desabafou Fátima Ramos, criticando a atitude centralista do executivo governamental «quando ameaça encerrar outros serviços descentralizados».
Segundo a autarca, a estratégia devia passar pelo reforço de competências da APIF e da dependência directa do primeiro-ministro ou da presidência do Conselho de Ministros. «Seria uma forma de envolver todos os ministérios e tornar mais eficaz a prevenção e o combate aos incêndios», assegura.
O encerramento da APIF, cujas competências serão transferidas para a Direcção-Geral de Recursos Florestais, leva ainda Fátima Ramos a afirmar que «o Governo prefere gastar no combate em vez de apostar na prevenção e na vigilância».
«Estamos no Inverno, mas Portugal voltará a arder se não apostarmos adequadamente na prevenção», acrescentou.
A APIF foi criada em 2004 pelo executivo anterior com a missão de concertar estratégias, compatibilizar intervenções e orientar e desenvolver acções de prevenção e protecção da floresta contra incêndios.
Anteontem na Lousã, o ministro da Agricultura, Jaime Silva, confirmou que a extinção deste organismo já foi aprovada, aguardando somente a publicação em Diário da República o que deverá acontecer no início de Dezembro.
«Pessoalmente estou chocada por o Governo ceder aos interesses instalados ligados ao lobie da indústria associada ao combate de incêndios», disse Fátima Ramos.

?Machadada na gestão da floresta?

Em comunicado, ?Os Verdes? consideram também «profundamente lamentável o encerramento da APIF», afirmando que «ficam irremediavelmente comprometidos os objectivos que se propunha atingir, assim como as funções que lhe estavam destinadas».
Esta força política acusa o Governo de ser o «promotor de mais uma machadada política na gestão da floresta, nomeadamente no que diz respeito à coordenação a nível central e local no âmbito da prevenção e protecção da floresta contra incêndios».?Os Verdes? lamentam ainda que o Governo não tenha respondido a um requerimento entregue na Assembleia da República, em Outubro último, no qual pedem explicações sobre este as intenções que se vieram agora a confirmar.
Se com esta dcisão o chefe dos bombeiros de Poiares não se manifestar, é porque está tudo bem.
Vamos aguardar pelos acontecimentos na região.

terça-feira, novembro 08, 2005

Para rir um pouco.

Aproveite este link e ria-se como nós nos rimos.

Carrega aqui e vai ver o video dos cromos

GOVERNO CIVIL - Em discussão Pacote Legislativo sobre incêndios

O Governo Civil de Coimbra dá hoje início a uma série de reuniões/debate que visam esclarecer entidades sobre o pacote legislativo, aprovado pelo Governo, para combate aos fogos.
O Governo Civil de Coimbra inicia hoje uma série de reuniões com os diversos organismos de protecção civil para discutir e analisar o pacote legislativo acerca da prevenção e do combate a incêndios florestais aprovado, no passado dia 19, pelo Conselho de Ministros. Dando cumprimento ao pacote, realiza?se um período de discussão pública, até dia 29 de Novembro, antes do pacote seguir para aprovação na Assembleia da República.
Nesta primeira reunião, o Governo Civil conta com a presença de representantes da Guarda Nacional Republicana, a Polícia de Segurança Pública, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a Polícia Judiciária, a Autoridade Marítima e as Forças Armadas. Na próxima sexta?feira realizam?se outros três encontros, desta feita com a Circunscrição Florestal do Centro, a Associação de Produtores Florestais do Distrito de Coimbra, o Instituto da Conservação da natureza, a Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral, o Instituto Nacional da Água, responsáveis das câmaras municipais e dos bombeiros.
O novo pacote legislativo aprovou um conjunto de diplomas que visam ?dar resposta às ineficiências e carências detectadas no sistema nacional de protecção civil e na prevenção, detecção, alerta e combate a incêndios, na prevenção e atenuação dos riscos colectivos inerentes a situações de acidentes ou catástrofe, bem como no socorro e assistência a pessoas e na protecção de bens e valores culturais, ambientais e de elevado interesse público?.
Em concreto o pacote legislativo inclui a proposta de lei de bases da protecção civil, o projecto de decreto?lei que altera a lei orgânica do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, o projecto de decreto?lei que consolida institucionalmente o Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente e cria o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro na GNR e o projecto de decreto?lei que cria o Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro.

segunda-feira, novembro 07, 2005

Que cabecinhas estas...........

Mas que vergonha....

No Blog de Gois ao Vivo foi apresentado um oficio enviado ao então Presidente da Camara de Gois na altura(Dr.Cabeças) pelo Presidente ainda hoje em funções da Câmara de Poiares(Dr.Jaime Soares)!

Será que Jaime Soares já se insinua que é Dr? talvez a 4ª classe já dê o doutoramento ??? no nosso país.

Quando é que o mandam internar no Sobral Cid ou em Lorvão?


Sabiam disto ?


domingo, novembro 06, 2005

E vai começar a Campanha.

Os Burros



Há tantos burros mandando
Em homens de inteligência
que às vezes fico pensando
Que a burrice é uma ciência!

António Aleixo

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O verdadeiro culpado - Caos na Estrada da Beira


Caos na Estrada da Beira parece revoltar o que dizem ser o verdadeiro culpado - Jaime Soares
A paciência do presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares está prestes a chegar ao limite. As razões prendem-se com as recentes obras no viaduto de Ceira, que lançaram o caos na Estrada da Beira e transformaram a circulação num verdadeiro inferno. Jaime Soares desafia os responsáveis a tomarem medidas, caso contrário promete soluções drásticas.
Julgamos que quem devia ter tomado soluções drasticas contra este autarca eram as populações que se sentem prejudicadas, pelas posições tomadas ha muitos anos com aqueles alargamentos.
O presidente da autarquia de Vila Nova de Poiares já por diversas vezes se referiu arrependido ao assassinato da Estrada da Beira e à sua transformação num corredor de prolongamento da Rua do Brasil, tendo em conta as obras a que a Nacional 17 tem vindo a ser sujeita. A sua falta de visão e previsão deu nisto.Mas agora os ânimos de Jaime Soares ficaram ao rubro e a paciência está prestes a esgotar-se. Isto porque as mais recentes obras no viaduto de Ceira, sobre a linha do caminho-de-ferro transformaram a circulação num verdadeiro inferno. Uma situação que, com uma fila imensa de carros que, mais devagar que um carocol, faziam um esforço inglório para chegar ao seu destino. Houve camionetas que demoraram duas horas e meia a fazer a ligação entre Coimbra e Poiares, afirma o autarca poiarense, considerando que tal situação é inconcebível, o que era previsivel. E as camionetas que iam para a Lousã e as que iam Gois e as que iam para Miranda do Corvo e as que iam para a Pampilhosa e as da zona de Arganil? Ou foram so as que iam para Poiares? Ate parece que a culpa foi daqueles outros presidentes de Camara.
Isto é uma desfaçatez, uma falta de respeito para com as pessoas do meu concelho», afirma Soares, sublinhando que as obras de repavimentação do tabuleiro do viaduto, que ditaram o encerramento de uma das faixas de rodagem, poderiam ter sido efectuadas durante a noite, em horas mais mortas, evitando a confusão que estão a gerar. Temos de dizer basta, diz, lançando um reptum ao director de Estradas de Coimbra: ou põe cobro a esta situação ou agimos nós. E o agimos nós poderá passar por uma conjugação de esforços com os autarcas de Lousã e Miranda do Corvo, igualmente afectados pela situação, que poderá culminar num levantamento das populações, para o qual Jaime Soares não se incomoda de avançar sozinho com as gentes de Poiares como ja fez anteriormente. Assim é que as coisas não podem continuar, garante Soares que não esconde a vontade de agarrar nas máquinas da câmara e bloquear já a estrada O melhor que teria a fazer era uma estrada nova para Coimbra sem passar por aquele trajecto. A revolta está a atingir os limites pois ja o acusam ha muito de ser o culpado de não ter pugnado por outra trajecto para Coimbra prejudicando muito mais a Lousã e Gois do que Poiares.
E os limites prendem-se com mais um recambolesco episódio, mais um, na longa saga que tem marcado o destino da Estrada da Beira, uma via que o autarca poiarense considera fundamental para o desenvolvimento do seu concelho, mas também dos vizinhos concelhos de Miranda do Corvo e da Lousã e que tem sido assassinada. E Gois? e a Pampilhosa?
Soares responsabiliza a Direcção de Estradas pelo estrangulamento crescente da Nacional 17, não apenas porque as obras propostas, e que mereceram o acordo do então secretário de Estado nunca foram concretizadas, como se fez o contrário. Soares parece ser ja um entendido em Estradas.Ou seja, ao invés de procurar, como propuseram os autarcas dos três municípios um empenho na construção de terceiras vias em quase nove quilómetros de estrada, entre Poiares e Coimbra, assistiu-se ao «afunilamento da estrada», que está cada vez mais transformada «num prolongamento da rua do Brasil, sem qualquer semelhança com uma estrada nacional», sustenta o autarca.E pergunta-se, não houve tanta Estrada Nacional neste país que passavam pelo meios das povoações e hoje parecem ruas de bairro com as rotundas todas janotas?
O que fez Poiares Com a EN.2 e a EN.17 ? não fez rotundas nas zonas urbanas?.
Então queriam que em Ceira na Tapada em S.Frutuoso as populações tivessem que fugir ou ficar dentro de casa para que as camionetas chegassem em grande velocidade a Poiares?
«Entregaram o projecto a pessoas que estão sentadas num gabinete e que foram pressionadas para fazer o alargamento da EN17 pelo antigo traçado. Se conhecessem a realidade não teriam ido no paleio e teriam ressuscitado um trajecto estudado nos finais dos anos 1890 e tal ( do outro sec. XIX), que conhecem a realidade das pressões politicas e, como tal, não podem tomar decisões responsáveis e competentes. A incompetência subsequente é-lhes visívelmente atribuidas por alguns autarcas de pacotilha, no facto de entre Coimbra e Poiares (e vice-versa)e ( Gois e Lousã e Miranda e Pampilhosa?) existirem apenas dois ou três locais onde é possível fazer uma ultrapassagem. Se temos o azar de apanhar um camião ou um autocarro, a viagem transforma-se num inferno, diz o autarca, apontando ainda para o desajustamento da sinalização, vertical e horizontal, da via, que, em seu entender não faz qualquer sentido e mais parece ser o fruto da loucura de um qualquer Picasso.
Nisto de ser um verdadeiro Picasso tem razão.Mas o culpado é ele mesmo ou ainda não percebeu isso que mais parece ser o fruto da loucura?
O estrangulamento da Estrada da Beira e a falta de uma Estrada capaz que devia ter sido já feita ha uns 15 anos está a dar cabo da economia e a pôr em causa o desenvolvimento de Poiares e concelhos vizinhos. Jaime Soares não está disposto a assistir a esta «morte lenta» por muito mais tempo e por sua culpa. Para já pensa ?convocar? os seus congéneres de Miranda e Lousã para uma reunião, na qual irão ser equacionadas medidas a tomar. E sem qualquer pejo, Soares não deixa de lado a possibilidade de mobilizar a população e promover um «levantamento popular» para pôr termo «aos afrontamentos à Estrada da Beira e ao hipotecamento do futuro das populações».
Achamos que fará muito bem em querer agora e apos tantos anos de teimosia dialogar com os congeneres de Miranda e da Lousã. Não sabemos porquê, continua a não querer nada com o pessoal de Gois da Pampilhosa e mesmo de Arganil. Porque será?
vamos ver o que isto vai dar.


Parece-nos tambem que o barulho do silencio dos Presidentes da Lousã, de Miranda de Gois e da Pampilhosa incomodam muito mais. O Berrar de Poiares já não incomoda ninguem, dá gozo e dá vontade de rir

Se houver outra marcha de Poiares a Coimbra com sandes e vinhaça, tambem alinhamos. É só dizer quando é.As populações de Ceira da Tapada e de S. Frutuoso é que não vão achar graça nenhuma.

sábado, novembro 05, 2005

POIARES ? Marigold lança campanha de apoio aos bombeiros

POIARES ? Marigold lança campanha de apoio aos bombeiros


A administração da Marigold não ficou indiferente à tragédia. Alguns funcionários foram afectados pelos fogos florestais. A empresa lançou uma campanha de solidariedade.
Agora é que vão todos roçar os matos.
Vão aplicar o ditado chinês....não lhes dão dinheiro, vão-lhes dar um curso de roçar silvas. Sempre é mais ecologico.

Cá está a Susana Dutra.........



Novinha de mais para que a sua sabedoria corresponda ao ordenado que tem.Há que contar com a experiência profissional que só se adquire com os anos, que a moça não tem.

Ó Malta, Ó Malta, como dizia sabiamente o nosso São José Gomes:
Um erro não se paga com outro erro !
Não entremos em exageros, ou insultos violentos.
Sátira é uma coisa, agora o insulto grosseiro e directo é outra.
É preciso ter um bocado de calma, mas sem deixar de extravasar o que nos vai na alma.

É triste acontecer mais este caso. Mas é somente mais um, igual a tantos outros que aconteceram no passado e que continuaram a existir no futuro. Só que estes futuros casos passarão a ser feitos com mais cuidado para não dar nas vistas. É um dos princípios básicos de quem não quer ser apanhado, ou seja, de quem quer contornar a lei. Não deixa de ser irónico este caso se passar no MJ. E de voltar a envolver um ministro que parece que gosta sempre de ser notícia pelos piores motivos

Pergunta ingénua: Se em vez da laroca da Susana, tivessem contratado um homem feio, porco e mau, assim com ar de informático a sério, o assunto teria feito correr tanto byte?

sexta-feira, novembro 04, 2005

Trânsito caótico à saída de Coimbra para Poiares...

O caos instalou-se ontem ao final da tarde na saída de Coimbra para a Estrada da Beira atraves do prolongamento da Rua do Brasil devido a condicionamentos de trânsito provocados por obras no viaduto de Ceira sobre a linha de caminho de ferro, logo após a ponte da Portela.
Segundo se verificou, foram efectuados trabalhos de repavimentação no tabuleiro do viaduto, mas foi preciso remover o alcatrão que cobria as juntas de dilatação, motivo que ontem terá levado ao encerramento de uma das faixas de rodagem. Regulado por semáforos, o trânsito processava-se numa só faixa, alternadamente, condicionamento que se manteve mesmo após ter terminado o dia de trabalho.
Obviamente, conhecendo-se o fluxo de tráfego dos finais da tarde na saída de Coimbra para a Estrada da Beira (já de si complicado em dias normais), esse estrangulamento viário só poderia ter provocado um monumental engarrafamento na cidade. Foram muitos os cidadãos retidos nas longas filas de trânsito que publicamente queriam expressar a sua indignação por se teimar na EN.17.Não foram criadas alternativas e todos apontam que o culpado é o Presidente da Camara de Poiares com a sua falta de visão estrategica.
Um amigo contou-nos que tinha saído às 18h00 do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Coimbra, no Pólo II (Boavista), dirigia-se para a Pampilhosa da Serra e às 20h45 ainda nem sequer tinha saído da cidade.
Também o José Rodrigues, que regressava a casa aqui em Poiares após um dia de trabalho em Coimbra, disse-nos que demorou duas horas e meia no trajecto entre a Avenida Fernão de Magalhães e a Portela do Mondego.Outra leitora, Maria da Conceição, queixava-se que estava há hora e meia no autocarro, que tinha apanhado na Rua do Brasil, e faltava-lhe ainda um bom bocado para chegar à Portela.
Os responsáveis pela obra não acautelaram e não previram os transtornos que iriam causars a milhares de pessoas no regresso a casa no final de um dia de trabalho.

Plataforma ambiental defende qualidade da água

Várias associações ambientalistas da Região Centro, reunidas ontem em Nelas, decidiram criar uma plataforma ambiental e realizar uma conferência sobre a defesa da qualidade da água na bacia do Mondego.
Segundo o presidente da Associação Ambiente nas Zonas Uraníferas (AZU), António Minhoto, as cerca de uma dezena de organizações que participaram no encontro deliberaram criar esta plataforma ambiental da zona Centro, para lutar pela preservação da qualidade das águas da bacia do Mondego, afectada por vários problemas.
A conferência, que ficou marcada para Março, em princípio para o dia 21, e que deverá decorrer em Santa Comba Dão, vai reunir técnicos do ambiente e de estações de tratamento de água, autarcas, médicos e jornalistas especializados nesta área, entre oradores de vários quadrantes, para debater estas matérias.
«Serão mostrados alguns pontos negros em termos de poluição para ilustrar uma situação que, se não for alterada, terá impactos na Natureza e na economia«, sublinhou o dirigente, lembrando, nomeadamente, os efeitos sobre as várias empresas que se dedicam à extracção e comercialização de água.
De acordo com António Minhoto, «os ambientalistas não vão ficar quietos» perante esta situação e exigem «medidas concretas» para a alterar, chamando a atenção para as promessas feitas durante a campanha eleitoral autárquica.
A AZU foi uma das associações q organizações ligadas à defesa da água, da floresta e do ambiente.