quarta-feira, novembro 30, 2005

Jaime Soares tem agora de o gramar. O que dizem dele......



Em belo tempo Jaime Soares nunca mais queria ver Cavaco Silva.
Cavaco tinha atraiçoado o Presidente da Distrital de Coimbra do PSD.Alem de ter ajudado a derrubar o seu amigo Santana Lopes e de ter acabdo politicamente com o seu amigo Fernando Nogueira, pensava-se que de duas uma:

Ou Cavaco desistia da vida politica e nunca mais punha os pes no Distrito de Coimbra com a autorização do seu presidente Distrital do PSD, ou então Jaime Soares demitia-se de todos os cargos para que tinha sido nomeado e eleito pelo PSD.
Pensava-se assim que só lhe restaria tomar conta dos Bombeiros e da Associação Desportiva Poiarense e o jornal " O Poiarense".

Nada disto ainda aconteceu. É de estranhar, pois agora tem de o gramar e começar a elogia-lo...e a dizer " Cavaco é o melhor Candidato do PSD para Presidente da Republica.
É preciso ter mesmo descaramento.Em Viseu nada disso se passou.Haja quem os tenha no sitio.

terça-feira, novembro 29, 2005

Indemnizações dos Incêndios Florestais


Técnicos da Câmara Municipal de Coimbra voltam hoje (pela terceira vez) ao Governo Civil para tentar apurar, finalmente, quais as comparticipações do Estado para as vítimas dos incêndios deste Verão no concelho. O encontro tem sido constantemente adiado, por dificuldades permanentes de agenda politica, mas Jorge Gouveia Monteiro esclareceu, na reunião do executivo camarário de segunda-feira, que ao contrário do que tem sido tornado público, há muito tempo que o Departamento de Habitação tem todas as situações averiguadas.
Para nós, as pessoas estão primeiro que a agenda política, afirmou o vereador responsável pelo Departamento de Habitação, mostrando-se insatisfeito por uma reunião tão importante para as pessoas que viram os seus bens serem destruídos pelos incêndios estar constantemente a ser adiada», quando a iniciativa tem de partir do Governo Civil, em conjunto com o INH.
Gouveia Monteiro confirmou que são dois os casos de destruição total de casas de habitação, uma nas Carvalhosas e outra em S. Furtuoso. Estas duas enquadram-se claramente no que está legalmente estabelecido pelo Governo para a atribuição de apoios. A estas acrescenta-se um caso de destruição total de uma barraca, no Pinhal de Marrocos que, continuou o vereador, encontrou enquadramento no Prohabita.
Convém não esquecer que para estes dois casos de perda total de habitação, a comparticipação do Estado é de apenas 25 mil euros (12.500 euros para cada caso).
Carlos Encarnação, também no decorrer da sessão de câmara, aproveitou as palavras de Gouveia Monteiro para reafirmar que discorda «em absoluto» que o Fundo Europeu de Solidariedade não tenha sido accionado em consequência dos incêndios deste Verão. Para além disso, considera que «a câmara fez um trabalho de levantamento dos prejuízos muito significativo», que está concluído e foi entregue a 27 de Setembro, apontando para um milhão e 100 mil euros de prejuízos.
«Uma vez entregue o documento no Governo Civil, este deveria ter feito a investigação para saber se as informações eram correctas ou incorrectas.
O autarca criticou, por isso, o facto de pelo menos duas das reuniões marcadas pelo governador civil terem sido desmarcadas e mostrou-se preocupado com o imenso número de prejuízos para os quais não existem respostas.
Entretanto, para colmatar estes prejuízos, a Câmara Municipal de Coimbra e o Banco Espírito Santo SA (BES) assinam hoje, às 12h00, um protocolo que tem precisamente como objectivo apoiar a população afectada pelos incêndios do passado Verão no concelho. O contributo desta instituição bancária será no valor de 15 mil euros.
Pensa-se agora que a Camara vai mandar roçar os matos todos à volta da cidade, como é sua obrigação, para que não a acusem de nada fazer e tambem de estar só à espera de subsidios.

domingo, novembro 27, 2005

As Aldeias só têm razão de ser se houver lá pessoas a viver

Na Beira Serra há uma associação de desenvolvimento local que ao longo de 11 anos aposta em que as aldeias dos concelhos de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua tenham razão de existir, contribuindo para que vivam lá pessoas e que estas se sintam úteis. Esta tem sido uma tarefa da ADIBER, dirigida pelo médico José Cabeças, usando como arma o programa comunitário Leader e estabelecendo inúmeras parcerias. Só sentindo o pulsar das populações e conhecendo por dentro os seus problemas é que se consegue trabalhar no processo de integração das pessoas na vida activa e aproveitar da melhor forma os escassos recursos.

As Câmaras têm de ter esta preocupação, como acontece noutros países, e não apenas em colocarem os tubos debaixo do chão com água e saneamento nas aldeias, que daqui a uns tempos não têm lá ninguém a viver, considera, dando conta de outra situação:
Tinha sempre a preocupação de perguntar quantas crianças abandonavam a escola e, na Câmara, chamava a assistente social e íamos ver o que se passava com os miúdos. É assim que se combate o abandono escolar e não somente a partir do Ministério da Educação.
No apoio às crianças e jovens, José Cabeças recorda que já em 2000 colocaram Internet nas escolas, através de um projecto apresentado ao Leader, e tinham criado transportes escolares com veículos modernos e adequados

Medicina Nuclear - Técnica de Penacova distinguida em França

Depois da distinção, atribuída em Portugal, onde um conselho científico lhe atribui o primeiro prémio num encontro sobre técnicas de Medicina Nuclear, coube agora a distinção em França. Foi nesse país que Maria Dulce Cardoso recebeu o segundo prémio, num congresso de Medicina Nuclear.
As técnicas de diagnóstico que utiliza nos Hospitais da Universidade de Coimbra e o trabalho que Maria Dulce Cardoso apresentou em França, valeram-lhe a distinção e a entrega de um prémio, no final do congresso que terminou na passada quarta-feira.
Licenciada em Medicina Nuclear e técnica nos Hospitais da Universidade de Coimbra, Maria Dulce Cardoso, desvaloriza as distinções atribuídas, vendo nelas apenas o desempenho do seu trabalho.
Natural de Penacova e a residir em Coimbra, Dulce Cardoso entrou no Serviço de Medicina Nuclear dos Hospitais da Universidade de Coimbra, aquando da sua abertura e, desde então, que se dedica a esse trabalho.
Licenciada em Medicina Nuclear, no Porto, depois de ter frequentado a Escola Superior de Saúde de Coimbra, Maria Dulce Cardoso apresentou no congresso francês os resultados que tem obtido da junção de duas técnicas, imagens do TAC (Tomografia Axial Computadorizada) com imagens da Medicina Nuclear, o que permite localizar mais facilmente o órgão ou secção pretendida, nomeadamente na pesquisa de cancros.
O método é aplicado nos HUC desde 2003, mas ainda não estará muito vulgarizado. Injectar os doentes com produtos farmacêuticos ou radioactivos com o objecto de captar imagens do interior do corpo humano é um dos objectivos dos técnicos de Medicina Nuclear e também parte central da sua actividade profissional.

sábado, novembro 26, 2005

ARGANIL ? PS recorda Fernando Valle

Faz hoje um ano que Fernando Valle partiu deste mundo com a bonita idade de 104 anos. O homem que julgávamos intemporal, como frisou há um ano Jorge Sampaio, deixou um legado de humanismo e bondade que ficará para sempre na memória de quem o conheceu.
Miguel Torga, amigo de longa data do médico de Coja, classificou-o como o Matusalém sem idade. O ser humano que teve tempo para ser no mundo a imagem paradigmática do jovem irreverente, do bom chefe de família, do amigo leal, do médico devotado, do político isento, do governante capaz, do cidadão exemplar.
O médico rural que trocou os palcos da ribalta política - onde podia ter sido tudo, como afirmou Mário Soares - pelas serranias do Açor e do vale do Alva, ajudando a curar o corpo e muitas vezes a alma dos mais desfavorecidos.
Almeida Santos, também grande amigo de Fernando Valle, lembrou há um ano que o médico humanista, viveu como um santo laico, não era religioso, mas tinha um sentido místico muito apurado, admirava muito Santo António e S. Francisco, que eram despojados dos bens da terra, tal como ele próprio.
O PS - partido do qual foi um dos fundadores - vai hoje realizar uma jornada em memória de Fernando Valle, com uma romagem à sua campa e deposição de uma coroa de flores.
A Federação Distrital de Coimbra do PS, que organiza a cerimónia recorda que o militante e fundador e desde 1999 e até à sua morte presidente honorário do PS, foi sempre um activo defensor da liberdade, da fraternidade e da igualdade entre todos.
Fernando Baeta Cardoso do Valle nasceu a 30 de Julho de 1900, na pequena aldeia da Cerdeira, próximo de Coja, concelho de Arganil.

quinta-feira, novembro 24, 2005

LÕUSÃ ? Novos trilhos para o turismo

Profissionais e estudantes do sector estão reunidos numa vila que começa a apostar no turismo de montanha.

As jornadas de turismo que a Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) está a promover ontem e hoje, na Lousã, ultrapassaram as expectativas da organização. A professora Rosário Campos mostrou?se muito satisfeita pela adesão de alunos e técnicos do sector a esta iniciativa que está decorrer no Hotel Mélia Palácio.
O curso superior de Turismo leccionado pela ESEC é um dos poucos no nosso país que tem a certificação da Organização Mundial de Turismo , através da Fundação Thémis. Por isso, os 220 alunos que estão a frequentar o curso têm elevadas expectativas de realização profissional.

Planeamento turístico embrionário
Muitos minicípios têm potencialidades que justificam uma aposta mais forte nesta área, como é o caso da Lousã. Andreia Moura e Maria João Lopes identificaram, ao longo do seu estágio curricular, enormes potencialidades turísticas das Aldeias de Xisto localizadas na Serra da Lousã. Reconhecendo que ?foi feito um grande esforço na recuperação das infra?estruturas das aldeias, falta pôr em prática um guia turístico que promova passeios pedestres ou de jipe, executados de forma ambientalmente responsável?, explica Maria João Lopes, a trabalhar actualmente na área da consultoria e formação ambiental numa empresa de Lisboa.

Solares com patine

As casas senhoriais da Lousã são mais um motivo de interesse para visitar a vila. A começar pelo palácio que alberga actualmente o Hotel Meliá, passando pela Casa dos Salazares e terminando nos solares da pequena povoação de Fiscal, há diversos imóveis brasonadas no concelho.
Rosário Campos, docente da ESEC apresentou ontem, durante as jornadas de turismo, um estudo onde é destacada a sua origem e relevância para o turismo. A investigadora realça que a Lousã constitui um núcleo raro a nível arquitectónico. Na origem deste fenómeno esteve o "enriquecimento significativo" de diversas famílias detentoras de latifúndios que, ao longo do século XVIII, beneficiaram da disseminação da lucrativa cultura do milho. O dinheiro ganho foi aplicado na construção de casas que chegaram aos nossos dias com a patine do tempo. Ontem decorreram, também, comunicações que colocaram em destaque o regime jurídico dos empreendimentos turísticos, o papel da Região de Turismo do Centro e a parceria público?privada na recuperação do património.

terça-feira, novembro 22, 2005

Tábua ? Caule critica falta de sapadores florestais

A falta de sapadores florestais na maioria dos concelhos é uma das críticas apontadas pelos responsáveis da Caule no final de um ano dramático para as florestas da região.

A Caule - Associação Florestal da Beira Serra fez o balanço da época de fogos florestais.
Nos concelhos de Oliveira do Hospital e Tábua, onde a associação presta serviços, arderam este Verão cerca de 3.200 hectares de floresta (2.091 em Oliveira e 1.124 em Tábua).
O presidente da Caule adiantou que os grandes incêndios que atingiram os dois concelhos vieram dos concelhos vizinhos.
Temos que pensar em contactar os concelhos vizinhos para que sejam criados sistemas semelhantes aos nossos, frisou José Vasco Campos. Em seu entender os fogos de grandes dimensões que nos atingiram poderiam ter sido evitados, se tivessem havido primeiras intervenções eficazes.

sábado, novembro 19, 2005

LOUSÃ - Escola Profissional entregou diplomas



A Escola Profissional da Lousã entregou ontem no auditório da Biblioteca Municipal os diplomas e certificados aos alunos que terminaram a sua formação no ano lectivo 2004/2005

Decorreu ontem ao fim da tarde a entrega dos diplomas e certificados a 19 dos 30 alunos que no final do ano lectivo 2004/2005 terminaram os cursos de Animador Sócio Cultural/Desporto e Técnico de Comunicação Social na Escola Profissional da Lousã (EPL).
A cerimónia realizou-se no auditório da Biblioteca Municipal, na presença do director da escola, António Almeida, do presidente da Câmara Municipal, Fernando Carvalho, e dos orientadores pedagógicos.
«Ao longo de 14 anos de existência temos vindo a formar jovens e raparigas que se têm imposto nos diversos locais onde vêm desenvolvendo as suas actividades, quer como profissionais de qualidade, quer como estudantes de nível superior», afirmou António de Almeida.
Na sua intervenção, alertou os ex-alunos para o facto dos diplomas e certificados não serem documentos mágicos, pois «por si só de nada valem».
«Têm de continuar a ser um estímulo para que a vontade que vos fez chegar ao final do curso não diminua e seja determinante na prossecução de demandas sempre mais elevadas por todo o vosso futuro», frisou.
Por seu lado, o presidente da autarquia, Fernando Carvalho, alertou para as dificuldades que actualmente se colocam a quem inicia uma carreira profissional, incentivando os alunos a não desistir. «Não desistam. É nos momentos complicados que devemos fazer o esforço maior», sublinhou.
Com 121 alunos, a EPL ministra cursos de Animador Sócio-Cultural, Gestão de Sistemas Informáticos e iniciou este ano o de Técnico de Turismo Ambiental e Rural.

sexta-feira, novembro 18, 2005

LICOR BEIRÃO - A marca do século

O Licor Beirão foi ontem distinguido, em Lisboa, pela Associação Portuguesa de Anunciantes. José Carranca Redondo recebeu o prémio.A Gala da Eficácia decorreu ontem à noite na sala Tejo do Pavilhão Atlântico.
Além dos representantes das 500 maiores empresas de Portugal, o evento, promovido pela APAN, Associação Portuguesa de Anunciantes, contou a participação de representantes de mais de uma centena de empresas de publicidade e marketing.
Foi com ?grande emoção? que José Redondo recebeu o prémio que considera ser ?uma distinção e reconhecimento ao trabalho do pai que chegou a pedir dinheiro emprestado para investir na publicidade?, como confessou na altura.
Recorde?se que Carranca Redondo, falecido no passado mês de Junho, foi pioneiro em Portugal da publicidade de estrada, em meados do século XX, e respondeu quase uma centena de vezes em tribunal devido a esta actividade, ganhando a maioria das disputas judiciais, dispensando a intervenção de advogados.
Nos anos 60, o empresário - republicano, ateu e anticlerical, tirando partido em termos publicitários da fama ?amarga? de Salazar, espalhou de norte a sul do país um cartaz inteligente com uma frase equívoca sobre o seu licor: ?O Beirão de quem todos gostam!?.
Nos últimos 15 anos, a produção de Beirão subiu de 600 mil garrafas por ano para mais de dois milhões. Uma parte significativa destina?se à exportação para vários países, incluindo para a Rússia, onde o Licor de Portugal começou a ser comercializado na última década, após o derrube do regime comunista e da subida ao poder de Ieltsin.
A APAN, Associação Portuguesa de Anunciantes, tem por objectivo específico a defesa, a salvaguarda e a promoção dos interesses dos seus membros em todos os aspectos relacionados com a publicidade.
Este ano, o Licor Beirão foi ainda distinguido pela Superbrands, organização internacional que se dedica à promoção e reconhecimento das marcas de excelência.
O Licor Beirão foi uma das 44 marcas eleitas e figura no livro Superbrands Portugal 2005, em conjunto com a Vodafone, Worten, Modelo, Triunfo, Triefen 200, Taylor?s, TAP, Super Bock, Sonasol, Securitas, Samsung, Sagres, Red Bull, entre outras.

Miranda do Corvo - Moção defende manutenção da APIF

A Câmara de Miranda do Corvo não se conforma com a extinção da Agência de Prevenção de Incêndios Florestais, anunciada pelo Governo e ontem aprovou, por unanimidade, uma moção que defende a continuidade daquela estrutura no concelho, cujo encerramento foi recentemente anunciado pelo ministro da Agricultura.
«Defendemos que a APIF não seja encerrada e se mantenha sediada em Miranda do Corvo, na Zona do Pinhal, próxima da Universidade de Coimbra e equidistante de Lisboa e do Porto», refere o documento apresentado pela presidente, Fátima Ramos. A autarca social-democrata considera que «Coimbra e a região Centro ficam ainda mais pobres com este encerramento», afirmando que «a medida só se compreende numa lógica centralista».
Para além de reclamar a manutenção da agência, Fátima Ramos defende ainda que este organismo «veja alargada as suas competências e que dependa directamente do primeiro-ministro ou da presidência do Conselho de Ministros».
A moção aprovada será enviada ao primeiro-ministro, ministros da Administração Interna e da Agricultura e aos líderes parlamentares dos partidos representados na Assembleia da República.
As competências da APIF serão transferidas para a Direcção-Geral de Recursos Florestais, no âmbito da reestruturação do ministério da Agricultura.
A agência foi criada pelo Governo de Durão Barroso em Abril de 2004, tendo iniciado funções em Agosto do mesmo ano com a missão de concertar estratégias, compatibilizar intervenções e orientar e desenvolver acções de prevenção e protecção da floresta contra incêndios.

quarta-feira, novembro 16, 2005

ESTATISTICAS em Poiares........


















Depois de fazerem amor e de fazerem sexo com qualidade:

10% dos homens voltam-se para o lado direito,
10% para o lado esquerdo

e os outros 80%

voltam para casa !!!"

Fonte: INE - Estudo em Dezembro de 2004 

terça-feira, novembro 15, 2005

Zorro com caminho até ao Carvalho ....


O Regimento de Engenharia nº3 (RE 3) do Exército deve dar por concluído, até ao final do ano, o caminho que vai ligar a povoação do Zorro ao cimo da Serra do Carvalho.
A obra resulta de um protocolo firmado entre o RE 3 (Espinho) e a Câmara Municipal de Coimbra, a 31 de Agosto último, poucos dias depois daquela zona ter sido devastada pelo grande incêndio que assolou a região de Coimbra.
A estrada que serve Palheiros, Carvalhosas e Zorro, na margem esquerda do Mondego, acaba nesta última povoação. E, a seguir à aflição dos incêndios, temem-se grandes derrocadas de terra, que podem obstruir a única estrada e deixar os moradores do Zorro, em especial, ?encurralados? na sua terra (têm o Mondego em baixo e encostas com um declive muito acentuado em cima).

O problema, se não chover muito nas próximas semanas, pode estar resolvido até final deste ano. Resolvido, mas apenas parcialmente, uma vez que o Exército abre caminhos mas não os asfalta - «Não concorre com privados».
O dirigente dos Sapadores de Coimbra,notou que aquele caminho é importante, também, por poder facilitar o combate a novos incêndios na zona. Um cenário muito provável, «se o ordenamento do território continuar como está». .

A colaboração do Exército com a Protecção Civil de Coimbra não se fica por aqui. Os BSC estão em vias de assinar um protocolo com aquele mesmo RE 3, para que dois sapadores aqui possam fazer um curso de operador de equipamentos pesados de engenharia (retroescavadoras, bulldozers, etc).

O objectivo é que, abram caminhos e aceiros nas matas, para prevenir e facilitar o combate aos incêndios.
«Todo esse trabalho pode ser feito com a prata da casa», sublinhou o comandante dos sapadores, concluindo que seria uma forma de a Câmara de Coimbra evitar a contratação de máquinas privadas e poupar dinheiro.

domingo, novembro 13, 2005

Lousã mostra produtos da serra



A vila da Lousã está a ser palco de mais uma Feira do Mel e da Castanha. Na XVI edição marcam presença 82 expositores, 37 dos quais apicultores. Para hoje domingo, último dia do certame, está marcado o lançamento de um livro, animação e um magusto popular

O governador civil de Coimbra, Henrique Fernandes, inaugurou ontem à tarde a XVI Feira do Mel e da Castanha da Lousã, um evento que reúne este fim-de-semana 82 expositores no Pavilhão Municipal de Exposições da Lousã, dos quais 37 são apicultores.
Acompanhado do presidente da autarquia, Fernando Carvalho, e de várias individualidades e autarcas do concelho, o governador civil percorreu a área de exposição onde, para além do mel e da castanha, se encontram outros produtos endógenos da região serrana, como os licores, os vinagres e as aguardentes de mel, noz e avelã. Ao (bastante) público que à hora da inauguração se encontrava no recinto foi distribuído um livro em miniatura, editado pela Câmara Municipal, com receitas de mel e castanha recolhidas pelos alunos dos estabelecimentos de ensino do concelho.
Esta é a XVI edição da Feira do Mel e da Castanha, mas desde há cinco anos que este certame só aceita mel certificado, uma medida tomada pelo autarca Fernando Carvalho que tem dado os seus frutos.
Segundo António Carvalho, presidente da Lousãmel ? Cooperativa Agrícola de produtores da Serra da Lousã e concelhos limítrofes, «de há quatro anos para cá houve uma aumento de 100% nos pedidos de certificação». «Só este ano recebemos 140 pedidos», acrescentou.
A região demarcada da Serra da Lousã, que envolve 10 concelhos, produz anualmente cerca de 200 toneladas de mel, embora só 40 sejam sujeitas a certificação. Em virtude dos incêndios deste Verão que destruíram uma enorme área florestal, a produção dos próximos anos deverá diminuir nos municípios mais afectados. Na Lousã, Góis e Castanheira de Pêra a produção não deverá registar alteração, uma vez que passaram praticamente incólumes aos fogos. Às 18h00 há o tradicional magusto popular, no exterior do parque de exposições.

sábado, novembro 12, 2005

Incêndios Florestais - Autarquias visadas no relatório final

Melhor coordenação central, mais atenção aos rescaldos, e críticas às autoridades locais, a quem se exige mais empenho, são sugestões do relatório final da Autoridade Nacional para os Incêndios Florestais (ANIF)

Criada em Abril deste ano, a ANIF cessou funções a 31 de Outubro e uma das suas missões era apresentar um relatório final que identificasse deficiências no sistema nacional de prevenção, detecção, alerta e combate a incêndios florestais, e sugerir eventuais alterações.
Ao longo de dois volumes, a ANIF, presidida pelo tenente general António Luís Ferreira do Amaral, faz um estudo exaustivo da problemática dos incêndios florestais em Portugal e das formas de os combater, deixando críticas nomeadamente à actuação do poder local nesta matéria.
Grande parte dos municípios, diz a ANIF, «raras vezes possui, por si só, capacidade operacional para fazer face a uma situação de emergência», ao que se junta o facto de ainda existirem «muitos responsáveis municipais que ou não estão despertos ou não têm condições para um maior desenvolvimento dos padrões de prevenção, protecção e resposta».
A isso se junta o facto de muitas populações assumirem postura idêntica, «preocupando-se apenas quando as chamas chegam ao seu quintal ou às imediações da sua casa».
Segundo a ANIF, os incêndios florestais nem sempre são tratados como uma operação de protecção civil.
«Por vezes, as autoridades locais assistem ao desenrolar das operações, a cargo dos bombeiros, sem qualquer intervenção, com excepção de algum apoio em matéria de logística», critica.
Por tudo isto, a ANIF considera necessário que se criem condições, legislativas e outras, que envolvam activamente os autarcas e as populações na defesa do seu património.
E às autarquias cabe fazer cumprir aos proprietários regras mínimas de prevenção, quer em instalações industriais, quer em casas urbanas ou rurais, segundo a ANIF.
«De igual forma, deverão ser repensados novos licenciamentos de construção de habitação e implantação de indústria, condicionados os primeiros à observância de regras de segurança e os segundos a áreas previamente definidas em sede de Plano Director Municipal», lê-se no relatório.
Aliás, acrescenta, os municípios têm obrigação de fazer limpeza em torno de aglomerados populacionais e zonas industriais, mas nem todos o fazem.

Dispersão de comando

Outras das críticas da ANIF resulta daquilo que considera ser uma dispersão de comando no que toca à prevenção e combate aos fogos florestais, sugerindo a entidade agora extinta a criação de um Serviço Nacional de Operações de Socorro, que congregue «todos os esforços, executando todas as medidas exigidas pelas dimensões das ocorrências, com oportunidade e eficácia».
Ao mesmo tempo sugere a extinção da Agência para a Prevenção de Incêndios Florestais, que sempre lutou contra escassez de meios humanos, devendo os seus quadros e competências ser transferidos para a Direcção-Geral dos Recursos Florestais.
Com a estrutura actualmente existente, fragmentada em 18 Centros Distritais de Operações de Socorro, houve «dificuldades de coordenação em incêndios que abrangeram mais de um distrito», alerta-se no relatório.

Protecção civil deverá ter novo enquadramento

Por isso, sugere-se: «da mesma forma que outros países recentemente o fizeram, deverá ser arquitectado um novo desenho de enquadramento da Organização Portuguesa de Protecção Civil, tendo como base, evidentemente, a organização administrativa do País e a sua divisão territorial».É que, conclui a ANIF, ao consenso de «Comando Único» já considerado «como o mais eficaz na resposta às ocorrências», deve-se acrescentar a ideia de «serviço único» de emergência.
Quanto aos parques florestais, a ANIF lamenta que algumas câmaras não se preocupem com «a prevenção e combate aos incêndios que deflagram naquelas áreas», realçando que poucos ou nenhuns daqueles parques dispõe de infra-estruturas que possibilite deslocamento de viaturas de bombeiros.
Depois, no relatório a ANIF pede que sejam revistos, «com urgência», os esquemas de formação de pessoal para combate a incêndio, bem como as estratégias de combate
Alertando para o facto de haver cerca de 43.000 elementos nos Quadros dos Corpos de Bombeiros, que na prática não se conseguem mobilizar, a ANIF pede a revisão do Estatuto Social do Bombeiro no que respeita à obrigatoriedade de formação e comparência em exercícios e treinos.
Já na fase final do relatório, a ANIF dedica um capítulo à questão dos rescaldos dos incêndios, algo a que considera não tem sido dada a devida importância.