
Uma brincadeira de mau gosto chamada ida ao poste causou ferimentos graves nos órgãos genitais a dois estudantes da Escola 2,3 Dr. Daniel de Matos, em Poiares.
O caso está a chocar as gentes de Poiares e Jaime Soares exigiu ontem a abertura de um inquérito rigoroso ao estabelecimento de ensino para identificar os autores desse acto. Já a vice-presidente do conselho executivo da escola, Maria de Fátima Coimbra, desvalorizou o assunto, considerando que “as notícias sobre agressões são de um alarmismo completamente infundamentado”. Na ida ao poste, os alunos agarram colegas – os do quinto e sexto anos são alvos preferenciais –, seguram-lhes pernas e braços, abrem-lhes as pernas e atiram-nos contra um poste ou árvore. O caso mais grave aconteceu com um rapaz de 16 anos no final do ano lectivo passado e o aluno teve de ser sujeito a uma intervenção cirúrgica. Em meados de Maio, a situação voltou a repetir-se com um aluno de 11 anos. A criança, que frequenta o sexto ano, apresenta uma inflamação grave nos testículos e está a ser seguida por médicos.“O meu filho começou a queixar-se com muitas dores nos testículos em Janeiro”, diz a mãe, garantindo que por “medo e vergonha” a criança escondeu a agressão. Só após muita insistência e algumas idas ao médico é que acabou por confessar. “Para ele foi um terror muito grande”, garante a mãe, salvaguardando que “nada tem contra a escola” e que só denunciou o caso para que “daqui a um ano ninguém em Poiares saiba o que é a ida ao poste”.O caso já levou à realização de várias reuniões na escola. Na última, os pais exigiram a tomada de medidas urgentes para “sanar este problema”, disse o presidente da associação de pais. Para terça-feira está marcada uma assembleia de escola para debater o assunto.
O caso está a chocar as gentes de Poiares e Jaime Soares exigiu ontem a abertura de um inquérito rigoroso ao estabelecimento de ensino para identificar os autores desse acto. Já a vice-presidente do conselho executivo da escola, Maria de Fátima Coimbra, desvalorizou o assunto, considerando que “as notícias sobre agressões são de um alarmismo completamente infundamentado”. Na ida ao poste, os alunos agarram colegas – os do quinto e sexto anos são alvos preferenciais –, seguram-lhes pernas e braços, abrem-lhes as pernas e atiram-nos contra um poste ou árvore. O caso mais grave aconteceu com um rapaz de 16 anos no final do ano lectivo passado e o aluno teve de ser sujeito a uma intervenção cirúrgica. Em meados de Maio, a situação voltou a repetir-se com um aluno de 11 anos. A criança, que frequenta o sexto ano, apresenta uma inflamação grave nos testículos e está a ser seguida por médicos.“O meu filho começou a queixar-se com muitas dores nos testículos em Janeiro”, diz a mãe, garantindo que por “medo e vergonha” a criança escondeu a agressão. Só após muita insistência e algumas idas ao médico é que acabou por confessar. “Para ele foi um terror muito grande”, garante a mãe, salvaguardando que “nada tem contra a escola” e que só denunciou o caso para que “daqui a um ano ninguém em Poiares saiba o que é a ida ao poste”.O caso já levou à realização de várias reuniões na escola. Na última, os pais exigiram a tomada de medidas urgentes para “sanar este problema”, disse o presidente da associação de pais. Para terça-feira está marcada uma assembleia de escola para debater o assunto.
Jaime Soares, considerou o caso “grave” e exigiu a abertura de um inquérito rigoroso na escola para apurar os responsáveis. Que o inquérito deve ir “às últimas consequências” e apurar por que razão a escola “não agiu em conformidade” quando teve conhecimento da primeira ocorrência. “Tivemos conhecimento desta situação no dia 22 de Maio, pelo presidente da associação de pais, mas o que se terá passado ocorreu em Outubro”, disse ao CM a vice-presidente do conselho executivo da escola, Maria de Fátima Coimbra, explicando que “legalmente, em termos de prazos, agora não podemos actuar”. A 24 de Maio, a escola emitiu um comunicado, dizendo que “qualquer prática da vulgarmente chamada ida ao poste, responsável por graves problemas de saúde, será sujeita à medida disciplinar de suspensão de cinco dias ou outro procedimento de âmbito penal mais gravoso”.



