quinta-feira, fevereiro 14, 2008

E viva a Academica

Grupo de notáveis académicos ??? volta a reunir para a semana
«Já não resta muito tempo para salvar os valores matricias da Académica». Quem o diz é Alfredo Castanheira Neves, advogado de Coimbra, ex-dirigente da Briosa e um dos académicos que anteontem à noite se reuniu em Santa Luzia no âmbito do momento pré-eleitoral que se vive na Académica.
O jantar, admitiu Castanheira Neves, marcou o início de uma «reflexão profunda sobre o presente mas essencialmente sobre o futuro da Académica». Estiveram ainda presentes Álvaro Amaro, João Bandeira, Manuel António, Dória Cortesão, José Belo, Lino Vinhal, Jaime Soares e Mário Campos.
Para a próxima semana, acrescenta Castanheira Neves, o grupo volta a reunir-se com mais meia dúzia de académicos e aí, admite o jurista, é possível que seja tomada uma posição de apoio a algum eventual candidato às próximas eleições (que se devem realizar na primeira quinzena de Abril). «Até lá cada um vai reflectir sobre o diagnóstico que foi feito», frisa, afirmando que, no seu entender, «é preciso refundar a Académica».
O antigo vice-presidente da Briosa diz que não é seu objectivo recriar a Académica dos anos 60, mas acredita que é possível «salvar os valores matriciais que ainda restam» e adaptá-los aos futebol dos nossos dias.

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Montaria aos Javalis - mais um Fracasso

Na montaria realizada no domingo no concelho de Poiares, os caçadores não conseguiram abater nenhum javali. Organizada pela Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, a Região de Turismo do Centro e o Clube de Caçadores de Vila Nova de Poiares, a montaria foi bastante participada, com monteiros vindos dos mais variados pontos do país, a que se juntaram também convidados e acompanhantes, distribuídos por uma “mancha” com cerca de 60 hectares e com 30 “portas” disponíveis. Uma montaria muito mal preparada em que já era previsivel o que iria acontecer.
Terminada a batida seguiu-se o almoço-convívio, no restaurante “O Confrade”, este sim ja bem preparado para o discurso já gasto do presidente, em que se juntaram organização, caçadores, convidados e acompanhantes, para se deliciarem com a gastronomia de Poiares, com destaque para a chanfana, o arroz de bucho e o “Poiarito”, uma especie de 2ª sessão da semana da chanfana.
O presidente da Câmara, Jaime Soares, que apareceu no almoço, sublinhou a importância da iniciativa, que, a par da vertente desportiva, também serviu para estabelecer e reforçar os laços de amizade e companheirismo que unem os caçadores, e que ficaram bem demonstrados no salutar convívio e sã confraternização”.
Dizem que foi prometido que no proximo ano como alternativa, poderá ser feita uma batida às cabras que parece que tambem não existem por estes montes fora, ou então aos saca-rabos que ha por aí em barda. Como não houve caça, não houve leilão. Para o ano há mais.

O Bombeiro Jaime Soares está em todas

Federação dos Bombeiros do Distrito de Coimbra aplaude demissão do presidente do INEM

Jaime Soares da Federação de Bombeiros do Distrito de Coimbra congratulou-se hoje com a demissão do Presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), que considera "só pecar por tardia".
Em nota de imprensa hoje divulgada, o presidente da organização afirma lamentar "o autismo dos responsáveis pela tutela" do INEM, por ",ao longo dos últimos tempos, ignorarem por completo os alertas e chamadas de atenção", desta federação e do seu presidente, Jaime Soares.
Sublinha que a federação "há muito tempo tem vindo a alertar para a necessidade urgente de encontrar soluções, que devem ter um único objectivo: servir mais e melhor as populações, sem sobreposições, sem vaidades, sem custos desnecessários".
"É por essa razão que há muitos anos que os bombeiros do distrito de Coimbra tem vindo a reclamar uma profunda reforma de todo o funcionamento do sistema, onde a solidez e o profissionalismo possam coabitar, optando sempre pela lucidez da intervenção a quem precisa e com a eficácia exigida a cada momento".
A federação exorta a tutela para uma tomada de decisão rápida, mas não antes de "assumir que todos devem ser ouvidos, nomeadamente os bombeiros, porque são parceiros fundamentais e insubstituíveis", e porque "tem propostas concretas para fazer, e ajudar a fazer, muito bem, mais rápido e com muitos menos custos".
Entende que haverá benefícios se se souber "aproveitar as estruturas e os recursos humanos existentes nos bombeiros, potencia-los e articula-los de forma a proporcionar ao país uma estrutura de socorro de saúde integrada e eficaz".
"Jaime Soares comprometendo a federação afirma peremptoriamente a sua coabitação colaborante e séria com o INEM para obter os resultados que se desejam na defesa de melhor saúde e qualidade de vida das populações, mas nunca abdicarão de exigir o mesmo tratamento, ou seja, o respeito pela autonomia de cada um, integrados num funcionamento organizado, ao serviço de todos e para o bem-estar de todos".

domingo, fevereiro 10, 2008

Outdoor junto da ADIP

Tem levantado grande celeuma o outdoor que foi colocado na Rotunda da ADIP e que durante a noite foi retirado a pretexto não se sabe de quê.
Aquela pomada ate fazia bem aos calos.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

POIARES - Câmara pondera providência cautelar

Autarquia quer suspender retenção de verbas.
O presidente da Câmara de Poiares revelou esta quarta-feira que está a ponderar apresentar uma providência cautelar para suspender o efeito da redução de transferências do Fundo de Equilíbrio Financeiro devido ao excesso de endividamento líquido de 2006.
«Vamos levar até às últimas consequências a defesa dos nossos pontos de vista. Continuamos a achar injusto. Não corresponde à realidade porque temos a receber da administração central valores muito superiores [ao excesso de endividamento]», disse Jaime Soares.
Um despacho da Presidência do Conselho de Ministros e Ministério das Finanças e da Administração Pública fixa o excesso de endividamento da Câmara de Vila Nova de Poiares (Coimbra) em 2006 em 259.233 euros, determinando a redução de 10% da respectiva transferência do Fundo de Equilíbrio Financeiro (FEF) pelo número de duodécimos necessário para regularizar a situação.
Jaime Soares frisou que o montante agora estipulado representa «uma redução em cerca de 70 por cento» da verba inicialmente definida para a ultrapassagem do endividamento municipal em 2006.
«Apresentámos justificações e a verba inicialmente prevista foi reduzida em cerca de 70 por cento», sublinhou o autarca.Despacho revê montante.
Publicado quarta-feira em Diário da República (DR), o despacho revê o montante que havia sido comunicado à autarquia num projecto de despacho anteriormente remetido ao município em sede de audiência de interessados.
Em Julho de 2007, a Câmara de Poiares foi notificada de uma ultrapassagem do endividamento líquido em 2006 no montante de 898.948 euros, tendo justificado 639.715 euros.
Em Novembro, a autarquia foi notificada do montante revisto da ultrapassagem do endividamento líquido em 2006 e, segundo o despacho, o município «não se pronunciou em sede de audiência de interessados sobre o novo projecto de despacho conjunto».
«Só estamos nesta situação porque em 2005 fomos honestos na transparência das nossas contas e não fizemos como muitos, que empolaram o endividamento nesse ano, o que os retirou depois do cálculo de endividamento líquido em 2006», afirmou.
Nos termos do despacho, são necessárias nove retenções até 10 por cento do FEF para repor o excesso de endividamento líquido da Câmara de Poiares em 2006.
«Como isto é revisto de seis em seis meses, estamos convictos de que a situação em breve estará resolvida com o pagamento que vamos fazendo, demonstrando que a dívida desce», disse ainda o presidente da Câmara de Poiares, adiantando que aguarda resposta à última reclamação apresentada.
A manutenção da redução da transferência do FEF é reapreciada no primeiro semestre deste ano, após análise da evolução do endividamento municipal verificado em 2007.

POIARES - Montarias do Centro continuam este fim-de-semana

O programa das Montarias do Centro 2008, iniciativa promovida pela Região de Turismo do Centro, prossegue este fim-de-semana, nos concelhos de Góis e Poiares
Em Góis, a freguesia de Alvares regressa sábado ao calendário, após alguns anos em que foi privilegiado o território do Colmeal, estando a ser preparada uma boa jornada de caça, sendo gastos cerca de 60 quilos de milho por dia, para atrair os javalis.
João Nunes, da Associação Florestal de Góis, entidade que organiza esta montaria - juntamente com a autarquia de Góis e Região de Turismo do Centro disse que existe uma boa mancha, mas não garante a presença dos animais no sábado.
«Pelo menos comer eles têm comido, se lá estarão no dia (da montaria) é que veremos», disse, explicando que, há 50 portas e 20 inscritos por antecipação, sendo que a maioria dos monteiros, por tradição, só se inscreve no próprio dia.
De acordo com este dirigente, «a associação florestal, que é quem tem o conhecimento do terreno, ajuda a organizar» esta iniciativa, conjuntamente com a Câmara e a Reg. de Turismo do Centro, que promove o programa das Montaria do Centro.
Em termos de horário, a montaria de Góis tem marcada concentração para as 8h00, em Amioso do Senhor, Alvares, onde é tomado o taco e sorteadas as portas.
A partida para a mancha é por volta das 10h30, iniciando-se a montaria meia hora depois.
Os monteiros devem regressar a Amioso do Senhor por volta das 15h00, onde almoçam, e onde será realizada entrega de troféus e leilão dos animais abatidos, como é tradição.
No domingo realiza-se a Montaria de Poiares, organizada pela Câmara e pela Associação de Caçadores de Poiares, tendo sido “desenhada” uma mancha na freguesia de Lavegadas, com 30 portas.
Com concentração marcada para as 8h00, junto ao terminal de camionagem, a partida para a mancha é às 10h30, já depois do “taco” e do sorteio das portas. A montaria decorre das 11h00 às 15h00, realizando-se depois uma almoço oferecido pela autarquia, durante o qual serão distribuídos os troféus e leiloados os animais abatidos.
As inscrições podem ser feitas na própria Câmara de Poiares, através do telefone 239 420 850, ou fax 239 421 800.

COJA - Creche já é uma realidade

Depois da Fundação Bissaya Barreto ter encerrado a Casa da Criança em Coja, os meninos em idade pré-escolar vão poder usufruir novamente desta valência, em instalações provisórias implementadas no recinto da EB 2, 3, com capacidade para 25 crianças.
Esta solução resultou de uma candidatura efectuada pelo Centro Social e Paroquial de Coja ao programa PARES, com o objectivo, como reforçou Dina Gonçalves, de «responder às inúmeras famílias que se viram forçadas a deixar os seus filhos entregues aos cuidados da rede de suporte informal, nomeadamente familiares e amigos».
Desta forma, a técnica de serviço social do Centro de Coja reputou a cerimónia de inauguração da creche, que teve lugar no final da tarde de segunda feira, de «um evento notável», demonstrativo do «interesse que as entidades locais tiveram de se adaptar ao desafio que surgiu há cerca de dois anos e a capacidade dos seus responsáveis em estabelecerem e seguirem estratégias viáveis para levarem a efeito este tão forte pedido da comunidade».
Presentes no evento estiveram igualmente alguns pais das crianças que, a partir de hoje, vão poder frequentar a creche, para quem a também directora técnica do Centro Social e Paroquial de Coja dirigiu algumas palavras no sentido de garantir «o nosso maior empenho» em proporcionar aos «vossos filhos um ambiente verdadeiramente familiar, contribuindo assim para o seu perfeito e equilibrado desenvolvimento».
Uma vez que se trata de uma solução provisória, pois futuramente a creche vai ficar integrada no Centro Educativo de Coja, (infra-estrutura que engloba as valências de creche, pré-escolar e 1º ciclo), Dina Gonçalves enfatizou o apoio da Câmara Municipal de Arganil.
«Prova disso é o projecto já em marcha da construção do futuro complexo escolar, onde vão funcionar as instalações definitivas», referiu, reafirmando que, «para já, o serviço de creche vai ser prestado em instalações provisórias, ainda que com toda a dignidade».
Por seu lado, Ricardo Pereira Alves anunciou que o concurso público para a construção do novo Centro Educativo de Coja «já está em marcha e teremos obra no segundo trimestre de 2008», prevendo-se que no ano seguinte a obra fique concluída.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Melhoramentos para o Piodão


A Câmara de Arganil (CMA) assinou, anteontem, um contrato-programa para benefício da rede viária de acesso à freguesia de Piódão, bastante afectada pelos incêndios florestais e enxurradas de 2005 e 2006. Em causa está a beneficiação da ligação Formarigo -Penedos Altos-Piódão, bem como a reposição da transitabilidade nas vias Piódão-Chãs d'Égua e Foz d'Égua-Piódão.
Com as obras, no valor de 762 mil euros, o presidente da CMA, Ricardo Alves, espera melhorar a qualidade de vida dos habitantes e reforçar a atractividade turística daquela aldeia histórica. Ricardo Alves acredita que o investimento - suportado, em partes iguais, pelo Estado e pela autarquia -, pode levar mais pessoas à freguesia de Piódão, "o destino turístico mais procurado de Arganil". "É uma aldeia que deve ser mostrada ao país e ao mundo", sustentou, salientando a sua "beleza natural" e "singularidades".
De acordo com Ricardo Pereira Alves, as empreitadas deverão estar concluídas até ao Verão. E, em curso, está já a referente às ligações Piódão-Chãs d'Égua e Foz d'Égua-Piódão.
Outra ambição passa pela recuperação da Praia Fluvial, "muito castigada pelas enxurradas", bem como do Vale Cadoiço, que lhe é adjacente, informou Ricardo Alves. Para tal, a autarquia candidatou-se ao Programa Operacional da Região Centro, no âmbito do Quadro Comunitário de Apoio III, estando a aguardar a decisão final. Caso seja aprovada, a obra rondará um milhão e 200 mil euros, informou o presidente.
A cerimónia de instituição do contrato-programa contou com a presença do Secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita.

Quando o feitiço se vira contra o feiticeiro

Estrada da Beira tem 23 semáforos que não funcionam
Semáforos foram colocados há um ano e não funcionam para contentamento de alguns autarcas e incompreensão geral da população .
Há 23 semáforos instalados, há mais de um ano, na Estrada Nacional 17 (mais conhecida por Estrada da Beira) que nunca entraram em funcionamento. Os autarcas dos concelhos que mais utilizam a via esperam que os sinais, colocados pela Estradas de Portugal no troço entre Vila Nova de Poiares e Ceira (Coimbra), nem sequer sejam ligados."Aqueles semáforos não têm razão de ser. Se os puserem a funcionar é melhor fecharem a Estrada da Beira", reclama Jaime Soares, presidente da Câmara de Vila Nova de Poiares, um dos concelhos servidos pela EN 17. "Se agora já é um calvário circular, com semáforos seria o fim", sublinha o autarca ao lembrar que a via "já não tem zonas de ultrapassagem e tem limites de velocidade de 50 quilómetros/hora por todo o lado".
O presidente da Câmara da Lousã, Fernando Carvalho, partilha da mesma opinião. "Não concordamos com a ligação dos semáforos", observa, lembrando que "a EN 17 é hoje uma via de difícil ultrapassagem e circula-se a uma velocidade reduzida imposta pela sinalização vertical". O melhor teria sido as recomendações efectuadas de fazer uma nova via pela Serra do Carvalho. A ligação dos semáforos, a maioria deles de controlo de velocidade, por percorrer povoações densamente populacionais "não teria qualquer lógica, e só contribuirá para tornar o trânsito mais lento", defende. Assim só aumentando o limite minimo de velocidade nas povoações da Estrada da Beira, entre Poiares e Ceira. Os moradores que se lixem, que não saiam de casa.
Os semáforos foram instalados pela Estradas de Portugal, no âmbito de obras de beneficiação daquele troço.
As pessoas que moram junto à Estrada da Beira não compreendem a situação. "Se não trabalham o que é que estão cá a fazer?", questiona Maria Assunção Antunes, residente na povoação de S. Frutuoso, e pergunta quem zela então pela nossa segurança? enquanto Pilar Branco lamenta "o dinheiro gasto quando podia ter sido usado em coisas mais importantes". Há que responsabilizar quem foi o culpado em querer que a Estrada da Beira continuasse a passar pelo meio das povoações. No mesmo tom, Carlos Cancela, proprietário de um stand na Ponte Velha conclui "Não tem cabimento instalarem semáforos e não os porem a funcionar". Quem é que mandou desligar os semaforos?
Já a presidente da Câmara de Miranda do Corvo, Fátima Ramos, alerta para a necessidade de encontrar uma solução que permita compatibilizar os interesses dos automobilistas com a segurança dos peões. Ao menos esta autarca tem a verdadeira noção da responsabilidade. Em particular acusa o seu colega de POIARES de tanta asneira que se cometeu naquela Estrada,
prejudicando os varios Concelhos, desde Arganil, Pampilhosa, Gois, Lousã e mesmo Miranda.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Contra o fecho das oficinas EMEF - Equip. Ferroviario

O PCP de Coimbra vai hoje pedir explicações ao ministro das Obras Públicas, Mário Lino, sobre o encerramento das oficinas da Empresa de Manutenção e Equipamento Ferroviário (EMEF) de Coimbra.
"Vamos aproveitar a ida do senhor ministro ao Parlamento para vermos esclarecidos os motivos do fecho daquelas oficinas e para saber qual o projecto previsto para a estação de Coimbra-B", disse João Pedro Ferreira, responsável pelo sector ferroviário do PCP Coimbra, após uma reunião com trabalhadores da EMEF, ontem, na Figueira da Foz.
Com o fecho da oficina de Coimbra, há duas semanas, 14 dos 18 trabalhadores foram deslocados para as oficinas do grupo da Figueira da Foz. Não se entende os motivos do encerramento e manifestaram o seu desacordo com a opção.
"Não se compreende a lógica inerente a este encerramento quando, ao mesmo tempo, assistimos à contratação de empreiteiros privados para prestarem serviço que a EMEF está habilitada a fazer".
"Ao longos dos anos temos assistido a um definhamento daquilo que é a estrutura da EMEF no distrito de Coimbra e na região Centro e, incompreensivelmente, vemos encerrar uma oficina que até apresentou resultados positivos em 2007", disse João Pedro Ferreira, afirmando que a solução de fechar as oficinas da EMEF de Coimbra "prestará um pior serviço" aos utentes dos comboios na região.
"Hoje, se uma composição se avariar no ramal da Lousã terá que se deslocar uma equipa da Figueira da Foz, o que terá obviamente mais custos e prejuízos para os utentes", rematou.
João Pedro Ferreira criticou ainda, de forma indirecta, dirigentes distritais do PS e PSD que lamentaram que o Governo trate os trabalhadores e técnicos da EMEF como "descartáveis".

sexta-feira, janeiro 18, 2008

LOUSã - Tribunal começou o julgamento

O Tribunal da Lousã começou ontem a julgar um grupo de jovens, entre os 16 e os 27 anos, acusados de mais de 80 furtos em veículos, em vários concelhos da região Centro, em 2006 e 2007.
Os arguidos, cinco rapazes e duas raparigas, confessaram envolvimento nos assaltos, mas negaram a existência de um lder, mostrando-se arrependidos. Conhecido como o gang papa-quilómetros, o grupo que tem processos noutras comarcas , responde na Lousã por 18 crimes de furto simples, furto e uso de veiculos, roubo e condução ilegal em Penela, Lousã, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Soure, Figueira da Foz, Montemor-o-Velho, Miranda do Corvo, Ansião, Alvaiazere, Fátima, Ourem e Tomar.
João S., de 27 anos é o unico em prisão preventiva e indiciado como o cabecilha - confessou que abria os carros com uma gazua ou fita plastica, explicando que os veiculos eram usados dois, três dias, às vezes em furtos, e depois abandonados, e que o dinheiro conseguido nos assaltos ou na venda de material roubado era dividido entre todos. Segundo a acusação, os suspeitos assaltavam tambem pessoas sob a ameaça de armas brancas e com agressões físicas.
O Ministério Pu�blico constituiu ainda arguidos sete receptadores, entre eles um mecânico, um vendedor de automoveis e um vigilante.

Câmaras discutem novo hospital

A Associação para o Desenvolvimento e Formação Profissional (ADFP) de Miranda do Corvo anunciou ontem que vai reunir com os autarcas dos municípios do vale do Ceira e Dueça para obter apoio para a construção de um hospital.
Jaime Ramos, presidente da instituição, disse à agência Lusa que os autarcas dos concelhos de Miranda do Corvo, Vila Nova de Poiares, Lousã e Penela já confirmaram a presença numa reunião a realizar "no dia 30 de Janeiro ou 1 de Fevereiro".
A reunião foi espoletada depois de se obter o apoio público de Poiares, que, segundo Jaime Ramos, considerou "o hospital útil para os municípios de Miranda do Corvo, Poiares e Lousã".
O projecto da clínica médico-cirúrgica prevê a construção de um edifício de três pisos, com serviço de urgência, bloco operatório, consultas de várias especialidades e serviços de imagiologia (TAC, RX e ecografia) e de farmácia.
A futura unidade engloba internamento com 70 camas para cuidados paliativos e de convalescença, duas salas de cirurgia e serviço de ambulatório nas áreas de Pediatria, Ginecologia, Urologia, Ortopedia, Oftalmologia, Dermatologia, Psiquiatria e Medicina Interna.
O Hospital da ADFP tem uma área prevista de 4.000 metros quadrados e um custo aproximado de cinco milhões de euros, contando com 260 lugares de estacionamento automóvel.
"A instituição considera que o Hospital Médico-Cirúrgico de Miranda do Corvo poderá responder às necessidades dos quatro municípios (Lousã, Miranda, Penela e Poiares) e também a algumas populações de Coimbra, como Almalaguês e de Condeixa", lê-se no documento ontem difundido pela associação.
Os quatro concelhos constituem a Dueceira, Associação de Desenvolvimento do Ceira e Dueça, que abrange uma população de cerca de 50.000 habitantes.

PENACOVA - Cavaco Silva faz visita no dia 21

Cavaco Silva retoma em Coimbra «Roteiro para o Património»
O Presidente da República inicia segunda-feira, em Coimbra, uma visita de dois dias à Beira e Douro Litoral, no âmbito das II Jornadas do «Roteiro para o Património», para defesa, valorização e promoção do património português.
O chefe de Estado pretende, uma vez mais, chamar à atenção e sensibilizar entidades, empresas, asociações, escolas e cidadãos em geral para as boas práticas políticas e técnicas seguidas por autarquias, associações privadas e particulares, começando com uma homenagem ao fundador da nacionalidade, D. Afonso Henriques, no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.
A meio da manhã de segunda-feira, Cavaco visita a Sé Velha, a igreja e os respectivos claustros, antes de se deslocar ao Palácio de S. Marcos para uma reunião com professores e investigadores ligados à área do património.
Uma deslocação à Reitoria da Universidade de Coimbra, com passagem pela Sala dos Capelos e Biblioteca Joanina, e visita ao Museu da Ciência, onde assiste à apresentação da candidatura a Património Mundial da UNESCO da Alta de Coimbra, são o ponto alto da deslocação.
Na sequência da cerimónia, na presença do Presidente da Câmara Municipal de Coimbra e do Reitor da Universidade, está prevista uma alocução do Chefe de Estado que deverá abordar as várias vertentes da defesa e valorização do património português.
No seu discurso à Nação, a 10 de Junho de 2006, Cavaco Silva afimou «desejar um Portugal que se reveja no melhor do seu património histórico e cultural e que saiba, não só preservá-lo, mas também promovê-lo e torná-lo maior, na riqueza e criatividade das suas manifestações».
Ainda na segunda-feira dia 21, a comitiva presidencial desloca-se depois para o Lorvão, em Penacova, onde Cavaco Silva visita a igreja e o mosteiro.
O segundo e último dia do «Roteiro para o Património» começa com uma deslocação ao Mosteiro de Arouca e ao Museu de Arte Sacra da real Irmandade da Rainha Santa Mafalda.O Chefe de Estado será acompanhado na sua visita à Beira Litoral pela ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, prevendo-se também a presença em Coimbra do ministro da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago.

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Vidros duplos ou espelhados

“Vidros duplos de S. Bento “não deixam ouvir as nossas necessidades”
Poiares assinalou o feriado anual, distinguindo 77 funcionários e personalidades. Jaime Soares apelou a só uma cor no concelho, a dos poiarenses e do esforço no desenvolvimento, queixando-se também da “surdez” de Lisboa.
Na sessão solene comemorativa do Dia do Município de Vila Nova de Poiares, o habitual e estafado discurso de Jaime Soares deixou para primeiro plano a entrega de, nada menos do que 77 medalhas, aos funcionários, por bons serviços prestados, a outras personalidades do concelho, por mérito nas áreas onde trabalham e desenvolvem a sua profissão.
Desde logo, três dezenas de trabalhadores camarários receberam as medalhas pela dedicação ao município, há mais de 15, 25, e 35 anos, destacando-se Alberto Mário Ferreira Lopes, funcionário há 37 anos, «provavelmente o único que não contratei», de acordo com o veterano autarca.
Outras 30 medalhas foram para a equipa de iniciados, treinadores e dirigentes, da Associação Desportiva de Poiares, pela vitória no campeonato distrital de iniciados da Associação de Futebol de Coimbra.
Noutras categorias, foram galardoados industriais poiarenses noutros concelhos, comerciantes, empresários de restauração, investigadores, artesãos e músicos, assim como profissionais de artes em vias de extinção, como o “capador” António Maia, ou o multifacetado Abel Lopes.
Num dia em que cansado e já saturado, não “abusou” do discurso, o presidente da autarquia não deixou de enviar os recados que achou necessários, mas a que já ninguem dá importancia, tendo mais uma vez frisado que «os donos do concelho são os poiarenses, nós somos pagos para trabalhar». Assim conseguimos todos criar riqueza.
Mas Jaime Soares, apesar de apelar a «uma só cor, a de Poiares, qualquer que seja a ideologia ou filiação partidária», tinha mensagens para mais longe, tendo lembrado que, apesar da responsabilidade com que «lutamos para que seja, e é, um concelho de futuro há mais de 30 anos, alguns em S. Bento não nos querem ouvir porque já estão fartos de ouvir as minhas babosices».
«Os vidros duplos não deixam ouvir as nossas reivindicações, mas são ouns verdadeiros vidros espelhados», sublinhou, explicando que é difícil realizar alguns dos projectos para o concelho quando «o Estado não paga o que deve, como nós fazemos».
in another journal

Arganil: PJ deteve indivíduo pela alegada prática de abuso sexual

Arganil: PJ deteve indivíduo pela alegada prática de abuso sexual a uma menor de 11 anos.
Um indivíduo de 31 anos foi hoje identificado e detido pela Polícia Judiciária, pela presumível prática de abuso sexual de crianças, ocorrido na zona de Arganil, de que foi vítima uma menor de 11 anos de idade. Segundo informação disponibilizada por aquela força de segurança, o detido foi presente a primeiro interrogatório judicial e foram-lhe aplicadas as medidas de coacção de proibição de contactos com a vítima e apresentações periódicas junto das autoridades.
Uma fonte da PJ adiantou que os factos se reportam a finais de Setembro de 2007 e que o período que mediou até agora foi para recolha da prova.
Na altura, o suspeito vivia num andar por cima do apartamento dos pais da criança e, apercebendo-se da ausência destes, aliciou a menina a ir a sua casa, onde terá concretizado os abusos sexuais.
Segundo a PJ, os abusos foram «uns apalpões, uns beijos na boca e toques no órgão genital», interrompidos porque a criança conseguiu fugir num momento de distracção do suspeito.
O homem foi detido pela PJ quinta-feira passada e presente a juiz no dia seguinte.