quarta-feira, março 19, 2008

BIG SMILE e Domus Queen em Coimbra

Os escritórios das empresas, pertencentes ao Grupo INVESCOELHO encontram-se abertos em Coimbra há cerca de um mês e partilham as mesmas instalações. Até ao fim do ano, um dos principais objectivos é criar no total 500 postos de trabalhoA BIG SMILE e a Domus Queen nasceram há cerca de dois anos e pertencem ao grupo de investimento financeiro familiar INVESCOELHO, detentor de várias empresas e que conta já com largos anos de actividade. O presidente do grupo, Arlindo Coelho, natural de Miranda do Corvo, construiu o Grupo sozinho e detém a maioria do seu capital financeiro. Os escritórios abriram na cidade há cerca de um mês e o administrador, Artur Baptista da Silva, destaca que depois de Lisboa e Porto, o alargamento a «Coimbra pode dinamizar o crescimento ao centro».
Ao todo as duas empresas querem «criar na região 500 postos de trabalho até ao final do ano», sublinha, acrescentando que este é um grupo que se «preocupa muito com o progresso económico, procurando sempre sedimentar-se onde se instala».
Ana Dias será a responsável pela delegação de Coimbra.A empresa BIG SMILE que disponibiliza todo o tipo de limpeza, industriais, domésticas e ecológicas, foi constituída a partir de um corpo técnico e administrativo homogéneo e com uma vasta experiência e domínio das actividades processos de prestação de serviços de limpeza em regime de “outsourcing”. A empresa pretende contribuir par o bem-estar dos seus clientes, de um modo contínuo ao longo do tempo. A constante inovação dos métodos de trabalho, a utilização de produtos e equipamentos adequados, permitem que a BIG SMILE esteja preparada para satisfazer todas as necessidades do mercado actual e, para dar resposta às mais variadas solicitações, incluindo aconselhamento, apresentação gratuita de orçamento acompanhamento técnico-comercial e formação profissional. De realçar que em Coimbra, a empresa é já fornecedora dos serviços de limpeza do IPO (Instituto Português de Oncologia), depois de ter ganho o concurso público.Por sua vez, a Domus Queen, S.A. empresa vocacionada para o fornecimento de serviços de apoio especializados, possui “Know-how” de comprovada qualificação, pela elevada experiência dos técnicos ao seu serviço, na área da gestão e manutenção de condomínios, acompanhando as necessidade de jardinagem, piscinas, higiene, limpeza, portaria, vigilância e manutenção. A empresa é já responsável pela gestão de vários condomínios com elevado nível de sucesso.As instalações da BIG SMILE e da Domus Queen, em Coimbra, encontram-se na Travessa da Rua de Baixo, n.º 2, 1.º andar. O horário de funcionamento é das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 16h00.

terça-feira, março 18, 2008

Mapa judiciário: Jaime Soares critica Governo

Jaime Soares criticou hoje o Governo a propósito do novo mapa judiciário, considerando que a forma como o processo foi conduzido representa "a afirmação da ditadura das maiorias".

    "Não conheço o mapa judiciário, não sei como vai funcionar. Fazem as coisas sem dar conhecimento aos autarcas, é a afirmação da ditadura das maiorias", disse Jaime Soares (PSD). Ao ser questionado sobre a criação da circunscrição do Baixo Mondego Interior - que integra o município de Poiares , Jaiame Soares criticou o Executivo, apelidando-o de "autista" e afirmando que o Executivo "decide sem ouvir ninguém".
    "Nós, portugueses, somos bonecos de palha nas mãos de um Governo autoritário e autista. As pessoas inteligentes estão todas no Governo", ironizou. Contactados , vários autarcas dos municípios abrangidos pela nova circunscrição do Baixo Mondego Interior, prevista no mapa judicial, escusaram-se a comentar a criação desta entidade alegando desconhecimento ou falta de esclarecimento acerca do modelo. Segundo uma fonte do Ministério da Justiça, esta circunscrição abrange os concelhos de Pedrógão Grande, Ansião, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos (distrito de Leiria), Poiares, Pampilhosa da Serra, Arganil, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Tábua e Penacova (Coimbra).
    A proposta do novo mapa judiciário prevê a conversão das 231 comarcas actualmente existentes em 39 circunscrições ou tribunais regionais, devendo esta mudança iniciar-se em Setembro com uma experiência-piloto em três das futuras circunscrições: Baixo-Vouga, Lisboa-Sintra e Alentejo Litoral.
    Estão previstas mais quatro circunscrições do que as 35 enunciadas na versão inicial da reforma, sendo uma delas a do Baixo Mondego Interior.
    "Não me posso pronunciar ainda, disse o presidente da Câmara de Penacova, Maurício Marques.
    Fátima Ramos, que preside à Câmara de Miranda do Corvo, defende que as circunscrições previstas na reforma "podem ser válidas, desde que o Governo, em paralelo, dê cumprimento às sugestões do Bastonário da Ordem dos Advogados de criar um tribunal em cada concelho".
    "Sobre a forma de organização, compreendo que temos de racionalizar meios e que a estrutura de administração e de gestão deve existir de uma forma centralizada apenas em certos locais", adiantou.
    A autarca do PSD disse não ter informação acerca da reforma ou da criação da circunscrição do Baixo Mondego Interior.
    "Não questiono o mapa [judiciário], desde que haja um tribunal comum que funcione como um balcão de justiça em cada concelho, para resolver as situações, de forma célere, aos cidadãos", vincou Fátima Ramos, realçando que nesta matéria a sua postura "é muito próxima" da do Bastonário da Ordem dos Advogados, António Marinho Pinto, e que a autarquia está disponível para avançar com a criação deste serviço.

segunda-feira, março 17, 2008

ARGANIL - De olho nas espécies vegetais invasoras

Vinte jovens estão, desde ontem e até quinta-feira, a participar no quinto Campo de Trabalho Científico (CTC) sobre Controlo de Espécies Vegetais Invasoras na Serra do Açor, concelho de Arganil. Numa organização do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, em colaboração com a Escola Superior Agrária de Coimbra e o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) e com o apoio financeiro de do projecto Ciência Viva, o CTC funciona em regime de voluntariado.De diferentes formações académicas, os jovens têm em comum o objectivo de adquirir formação sobre a gestão de espécies invasoras, sensibilizar as populações e contribuir para a educação ambiental. Na prática, ao longo de quase uma semana, além de obterem informações teóricas no terreno, cortam e arrancam mimosas ("Acacia dealbata" - nome científico) consideradas naquela região, como em quase todo o país, uma "praga". Segundo Elizabete Marchante, uma das biólogas responsáveis pela iniciativa, "este controle feito no terreno é muito importante", sobretudo depois de uma primeira intervenção levada a cabo em 2005 pelo ICNB que dizimou a esmagadora maioria das mimosas existentes na área de Paisagem Protegida da Serra do Açor, mas que agora carece de manutenção para aniquilar novos rebentos. Ontem juntaram-se ao grupo mais 35 pessoas de diferentes idades, interesses e formações que tentavam perceber os malefícios das mimosas e participar activamente neste controle de seguimento. Joana Costa, estudante de Biologia, está no acampamento porque não se contentava com as aulas teóricas. "Só dentro das salas de aula não temos a noção do que realmente acontece na paisagem e nos terrenos com a proliferação das espécies invasoras", destaca. Já Helena Silva, licenciada em Ambiente, admite que esta experiência lhe poderá ser útil em termos profissionais. "O meu estágio académico foi desenvolvido com base nas causas e nos efeitos da Acacia dealbata, pelo que voltar ao terreno é muito importante numa fase em que procuro emprego", destaca, embora assumindo que não vai descurar a formação.

domingo, março 16, 2008

Um, dois, três....

Não há um PSD, há dois. Se contarmos com o da Madeira, passam a três: o das «elites», o dos «populistas» e o do Alberto João. Contabilizando apenas os dois primeiros, já que o ilhéu funciona sempre como uma espécie de «partido-charneira», que negoceia e viabiliza lideranças, pode dizer-se que eles são inconciliáveis desde os tempos de Francisco de Sá Carneiro, o primeiro «populista» que perdeu metade do grupo parlamentar, o tal meio partido das «elites».
Com excepção de Cavaco, que os disciplinou à custa de mau feitio, duas maiorias absolutas e de muitos fundos comunitários, nunca estes dois partidos se respeitaram. Quando estão os marqueses da Linha no poleiro, guincham os entusiastas da carne assada e da chanfana; quando prevalecem os adeptos da bifana, sofrem os virtuosos fidalgos da laranjada. O que foi unindo esta gente, ao longo de trinta e quatro penosos anos de convívio, foi sempre o poder. Só por ele o partido aguentou Sá Carneiro, Cavaco, Barroso e Santana. E só quem for capaz de criar a ilusão de os voltar a pôr lá poderá «unir» o partido. Que linda figura de estilo esta de «unir o partido» e que lindo enterro lhes reserva o Partido Socialista de Sócrates.

sábado, março 15, 2008

Saudavel


O PS não quer "piercings" na boca dos jovens portugueses.
O PS pretende lavar a pele daqueles que usam tatuagens.
O PS, autoritaro e asséptico, obcecado com a saúde, quer à viva força "normalizar" o português desde pequenino.
Para os mais crescidinhos, tem a ASAE.
Se dependesse desta estranha "esquerda moderna", andávamos todos de calções ao sábado de manhã, logo às sete horas, a correr como desalmados.
Só falta mesmo estender o bracinho.

quinta-feira, março 13, 2008

LOUSÃ - O gang dos «Papa-Quilómetros»

Sete jovens com idades entre os 16 e os 26 anos espalharam o medo e o terror na zona centro. Esta quinta-feira vão ouvir, na Lousã, a primeira de uma série de sentenças relativas a uma onda de furtos e de roubos violentos de que são acusados.
O gang dos «Papa-Quilómetros» como é conhecido responde agora por 18 crimes, mas correm vários outros processos relativos a uma série de 80 assaltos, registados entre o final de 2006 e o início de 2007 em vários concelhos das regiões de Coimbra, Tomar e Fátima.
Os cinco rapazes e duas raparigas confessaram 18 crimes de roubo e de utilização de viaturas furtadas. No processo que encerra esta quinta-feira no Tribunal da Lousã justificaram a actuação com instabilidade emocional e com o consumo de drogas.

quarta-feira, março 12, 2008

A Estrada da Beira teve apenas um rebuçado”

A Estrada da Beira teve apenas um rebuçado”

O Presidente da Câmara de Poiares considera que “a Estrada da Beira recebeu apenas um rebuçado, mas tinha direito a um doce”, referindo-se às dificuldades existentes nas acessibilidades, afirmando que ainda esperava um maior empenhamento por parte dos municípios da Lousã, Miranda do Corvo e de Coimbra.
Jaime Soares, que falava num programa da Rádio Regional do Centro, explicou que “alguns autarcas nunca assumiram com empenho a defesa desta importante via rodoviária de ligação a Coimbra, à espera que lhe dessem uma estradita, ou a pensar que o Metro vinha resolver o problema das acessibilidades”, justificando ser “forte nas intervenções” para “se fazer ouvir e reivindicar para os habitantes de Poiares os mesmos direitos que têm os de Coimbra, de Lisboa, do Porto, ou de qualquer ponto do mundo”.
Falando do concelho que governa há 34 anos, o autarca contou que se dizia que «quando nascia um poiarense davam-lhe um pau e um saco», pois tratava-se de uma terra sem futuro, onde as crianças saiam da escola logo à terceira classe.

In Alveite Grande

terça-feira, março 11, 2008

Jaime Soares –Salvo raras excepções, qualquer indivíduo sem formação vai para condutor

A tragedia de Leiria . Voluntarios sem formação
Jaime Soares, presidente da Fed. Dist. de Bombeiros de Coimbra
diz que "FALTA FORMAÇÃO E QUALIDADE DE SERVIÇO":
Quando lhe perguntaram pela preparação das equipas privadas de transporte de doentes se é adequada? Jaime Soares disse – Pelo que vejo, salvo raras excepções, qualquer indivíduo sem formação vai para condutor dessas ambulâncias. E não há qualidade de serviço. É como se transportassem mercadoria.
– Fazem concorrência aos bombeiros? – Para essas empresas é um negócio e o lucro é a mira a atingir. E os bombeiros são preteridos pelo mais barato.– Qual é o panorama do sector?– Falta qualidade e um mínimo de exigência.

O Rolha - Jaime Soares outra vez

O “tri-presidente” da Concelhia PSD da Figueira da Foz , como já chamam a Lídio Lopes, jantou com militantes do partido. Duarte Silva e Jaime Soares estiveram no jantar.
Num jantar com militantes, Lídio Lopes agradeceu “com toda a força que a voz possa dar” o apoio que lhe foi prestado durante os últimos seis meses. Recorde-se que o vereador foi a votos com Pereira Coelho, amigo de Jaime Soares nos dias 28 de Setembro e 9 de Outubro de 2007, tendo ganho as eleições que, posteriormente, foram impugnadas pelo adversário e com a complacência de Jaime Soares. No dia 1 de Março avançou com a recandidatura contra João Pedrosa Russo, líder do grupo “laranja” na assembleia municipal, vencendo com uma margem de 130 votos.
No jantar, realizado sexta-feira à noite, Lídio Lopes repetiu o discurso da vitória e frisou que “é um novo tempo” e, como tal, deve ser encarado com “espírito social-democrata, aceitando as regras do jogo”. E reforçou: “quem estiver por bem e vier por bem tem a porta aberta”. Por outro lado, ao contrário do que disse no dia 1 de Março em relação ao PSD ter actualmente um presidente que nunca foi socialista – indirecta para José Elísio e Pedrosa Russo –, Lídio Lopes enalteceu o facto de outros se quererem juntar ao partido “laranja”, sejam eles comunistas ou socialistas.
O líder da Concelhia PSD esclareceu: “quem não vier defender a Figueira da Foz não entra no meu partido!”. E comentou que a partir de agora o “único adversário é o PS” alem do presidente da distrital, dizemos nós .
E vai daí ,sem saber o que dizer, Jaime Soares alertou: “que se cuidem os socialistas porque temos força para dar , vender e alugar”. Este presidente da distrital referiu ainda que este PSD de Santana, Menezes, Rebelo de Sousa, Angelo Correia, etc e tal “está mais fortalecido e reúne todos os ingredientes tipo chanfana para chegar mais longe”. Nomeadamente, nas próximas eleições autárquicas e legislativas com ou sem chanfanadas.
Duarte Silva não deixou de tecer algumas críticas. Este é que os topa.

sexta-feira, março 07, 2008

ARGANIL - Razoor Team no TT e Ralis.

Uma nova equipa no panorama nacional Razoor Team no TT e Ralis.
É já no próximo fim de semana que a cidade de Arganil recebe em festa a apresentação de um novo projecto no âmbito do desporto motorizado nacional.
O Razoor Team projecto liderado pelo jovem conimbricence Marco Guarda irá, nesta temporada de 2008, apresentar-se no Campeonato de Portugal de Todo o Terreno e no Campeonato Open de Ralis. Para o primeiro a equipa vai dispor de uma Nissan Navara com preparação do Nissan Challenge enquanto que para os ralis a máquina a utilizar será um Citroen Saxo. Numa fase inicial de aprendizagem Marco Guarda aposta na experiência de Francisco Esperto para pilotar a viatura de TT e José Gomes para estar aos comandos do carro de ralis."É um projecto que tem vindo a ser preparado ao longo dos últimos anos e que aposta bastante na imagem da equipa, assente num trabalho feito com muito rigor. Para além das duas viaturas de competição, contamos com viaturas de assistência e uma motorhome, que nos acompanhará para todas as provas. A preparação dos carros será assegurada por uma equipa extremamente profissional com técnicos e mecânicos especializados em competição", salienta Marco Guarda.A apresentação da equipa, que tem a presença garantida de diversos VIP, começa na sexta-feiracom uma festa na discoteca e estende-se pelos dias de sábado e domingo. Engloba diversos show-car, num programa que terá forte animação musical, com o apoio da Cidade FM e diversas outras iniciativas. Esta acção do Razoor Team conta com a preciosa colaboração da edilidade local, sendo que nos apoios da equipa figura também a Região de Turismo do Centro.

Jaime Soares discorda de mulheres nas Câmaras

Jaime Soares, dos mais antigos presidentes de Câmara em funções, tendo liderado logo a seguir ao 25 de Abril a comissão administrativa no município de Poiares, discorda da existência de quotas nas listas para as eleições, "porque as mulheres não tem de ser obrigatoriamente presidentes de Câmara", e cabe a elas "conquistar o seu espaço, pelas suas competências.
Nem que seja na cozinha ou a remendar meias ou a dar a lavagem pros porcos, dizemos nós.

Mulher: Revolução do género travada na presidência das Câmaras Municipais

Três décadas após as primeiras eleições autárquicas democráticas a igualdade do género ainda não chegou à presidência das câmaras portuguesas, quedando-se a representação feminina por uns minguados 6,5 por cento.
Nos 308 municípios portugueses apenas 20 mulheres ocupam a presidência de Câmara, e o PSD, que conquistou 158 Câmaras nas eleições de 2005, é o campeão, com nove, tantas como o PS (com cinco mulheres presidente) e a CDU (com quatro) juntos. O Partido Socialista, que tem protagonizado as iniciativas legislativas para consagrar quotas de mulheres nas listas eleitorais, apesar de ser o segundo maior partido actualmente a liderar municípios (110 câmaras), tem apenas mais uma mulher na presidência do que a CDU (32 presidências de câmara). As duas restantes são de uma candidatura independente (Felgueiras) e do Bloco de Esquerda, em Salvaterra de Magos.A representação feminina não ter sofrido grandes variações de eleição para eleição (eram 17 as presidentes de Câmara em 2001) e a ascensão das mulheres a esses cargos de proa não tem sido fácil, fruto de rotinas políticas de pendor masculino, e pelo facto de muitas mulheres encararem as exigências da função pouco compatíveis com o papel que encarnam na família.A transformação dos costumes que a revolução democrática do 25 de Abril de 1974 trouxe, e que levou as mulheres a dominar na frequência universitária e a "atacar" certos redutos até então masculinos, ainda não chegou às autarquias, onde, quando aparecem, dominantemente é em papéis secundários, de vereadoras, no meio das listas e em lugares inelegíveis.É raríssimo as mulheres serem líderes de uma lista a primeira vez que aparecem. Uma boa parte faz o seu tirocínio integrando elencos autárquicos, e pelo destaque que assumiram, ou pelo acaso da renúncia do cabeça-de-lista, têm a oportunidade de liderar, e mantêm-se.
Isso aconteceu com Maria Emília Sousa, presidente da Câmara de Almada, a mais antiga mulher nessas funções. Em 1979 foi eleita presidente de junta de freguesia, em 1983 passa a vereadora, e um ano depois do início do segundo mandato, a 6 de Novembro de 1987, assume o cargo de presidente da autarquia, e desde então nunca mais de lá saiu, eleita pela CDU.
Outros dois exemplos similares acontecerem com as presidentes de câmara de Lages do Pico (Açores), Sara Santos, e de Setúbal, Maria das Dores Meira.
A primeira, no mandato anterior, substituiu o presidente eleito, Cláudio Lopes, quando este decidiu integrar a Assembleia Regional dos Açores.Maria das Dores Meira, vereadora desde 2002, assumiu as funções de presidente de Câmara de Setúbal com a renúncia de Carlos Barateiro de Sousa a 7 de Setembro de 2006.Também Fátima Ramos, em Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, um município onde o seu irmão, Jaime Ramos, já tinha liderado em representação do PSD, passou primeiro pela vereação, na oposição, até que as estruturas do partido decidiram apostar nela para destronar o PS, e é presidente desde 2001.
"Alguns mandatos antes fui sugerida para ser candidata, mas não me viram condições. Vou como vereadora em último lugar, tenho de exercer o mandato e tive de demonstrar capacidades", confessou a autarca, que admite "haver algum machismo na própria decisão" que está por detrás da indigitação dos candidatos.
Em sentido contrário, o município de Setúbal, liderado pela CDU, é um caso paradigmático em Portugal, quer nos altos cargos da administração autárquica, quer da administração pública em geral. A presidente da Assembleia Municipal é também uma mulher, Maria Odete dos Santos."Setúbal não tem razão de queixa", e não parece reger-se por um certo determinismo da história portuguesa, em que "os homens é que são cabeça de cartaz", confessou Maria das Dores Meira, adiantando que as cinco esquadras da PSP do município são comandadas por mulheres, e igualmente são femininas as lideranças da Polícia Judiciária, do estabelecimento prisional, da Segurança Social, da companhia de bailado, do Festroia - Festival de Cinema e do Teatro de Animação de Setúbal (TAS).
Apenas Fátima Ramos (Miranda do Corvo) se declara defensora de quotas para mulheres nas listas eleitorais, mas partilha com Maria das Dores Meira (Setúbal), Sara Santos (Lages do Pico) e Isabel Damasceno (Leiria) a ideia de que os portugueses só teriam a ganhar com lideranças femininas nas autarquias, que contribuíram também para uma equilibrada representação social."As mulheres são mais pragmáticas", "mais empenhadas" e "mais sensíveis para algumas áreas", como o urbanismo, a qualidade de vida, a educação e as questões sociais, defendem as autarcas contactadas pela agência Lusa, que afirmam não sentir, depois de eleitas, atitude diferenciada dos cidadãos pelo facto de assumirem um cargo tradicionalmente ocupado por um homem. Todas elas esperam que o exemplo de boa gestão autárquica incentive outras mulheres a participar, e as organizações que elaboram as candidaturas a apostar mais nelas, embora Fátima Ramos admita que as estruturas políticas, ainda dominadas pelo masculino, e com horários de reuniões pouco compatíveis com as exigências familiares, possam ser inibidoras à participação.
Jaime Soares, o mais antigo presidente de Câmara em funções, tendo liderado logo a seguir ao 25 de Abril a comissão administrativa no município de Poiares, discorda da existência de quotas nas listas, "porque as mulheres não tem de ser obrigatoriamente presidentes de Câmara", e cabe a elas "conquistar o seu espaço, pelas suas competências".

Irene Joaquim (Vila do Rei), Maria do Carmo Sequeira (Vila Velha do Ródão), Isabel Soares (Silves), Susana Amador (Odivelas), Maria Lurdes Rosinha (Vila Franca de Xira), Gabriela Tsukamoto (Nisa), Fátima Felgueiras (Felgueiras), Cristina Ribeiro (Salvaterra de Magos), Teresa Vicente (Palmela), Júlia Costa (Caminha), Eulália Teixeira (Castro de Aire), Amélia Antunes (Montijo), Isaura Pedro (Nelas), Berta Cabral (Ponta Delgada) e Nélia Figueiredo (Vila do Porto Novo) são as restantes presidentes mulheres.Nos 308 concelhos do país há três dezenas e meia (11 por cento) de mulheres a presidir a assembleias municipais. Em Setúbal e Lages do Pico as mulheres lideram igualmente na Câmara Municipal.Em Castro Verde (CDU), Porto Santo e S. Vicente (ambas do PSD) o trio da mesa da Assembleia Municipal é integralmente constituído por mulheres

quarta-feira, março 05, 2008

POIARES - inicia obras para ligação ao IP3

Poiares inicia obras para ligação ao IP3
A Câmara de Poiares anunciou ontem já ter iniciado a primeira fase das obras da estrada que pretende ligar a EN17 ao IP3, uma via que é considera fundamental para o desenvolvimento do concelho.
Nesta primeira fase, a estrada que agora está a ser construída ligará a zona industrial de Poiares a Santa Maria, na freguesia de Arrifana, pretendendo--se que depois possa ser continuada até junto de Penacova, tornando-se numa ligação rápida ao IP3.
A nova via constitui ainda uma variante importante ao tecido urbano da sede de concelho, sendo, na perspectiva dos responsaveis de Poiares, uma estrada de «extrema importância para o concelho».
Jaime Soares e os seus vereadores sustentam que «esta obra assume-se como fundamental, não só para Poiares, como também para os concelhos vizinhos, facilitando todo o tráfego que se realiza para Norte, Norte-Galiza, Navarra, França, Escocia, China, etc e também em direcção aos principais portos de mar, nomeadamente, Figueira da Foz, Aveiro, Leixões, Naval, Peniche, numa perspectiva de desenvolvimento industrial não só local, como regional, nacional e internacional».
O autarca recorda que «há largos anos que temos vindo a lutar pela concretização desta obra», havendo inclusivamente protocolos assinados pelo Governo, mostrando esperança que «o Estado se assuma como “pessoa de bem” e honre os seus compromissos».

terça-feira, março 04, 2008

POIARES - Investe na Educação

Considerado um dos pilares para o desenvolvimento estratégico do concelho, a Educação mereceu, na reunião de câmara de segunda-feira, particular atenção. Com efeito, o executivo procedeu à abertura das propostas referentes aos concursos de remodelação e ampliação das escolas do primeiro ciclo do ensino básico de Poiares – Santo André, S. Miguel e Santa Maria. Em causa está um investimento global na casa dos 3,5 milhões e euros.
Conhecidas as propostas, são agora encaminhadas para a comissão, que vai proceder à respectiva análise e indicar o concorrente melhor posicionado para avançar com as obras.
Em causa está, «a criação dos três futuros centros escolares, que já estavam previstos na Carta Educativa», que, enfatiza, foi uma das primeiras aprovadas a nível nacional. O objectivo é «criar condições cada vez melhores para as nossas escolas, adaptando-as à evolução do nosso sistema educativo, preparando-as para a modernidade e rentabilizando de igual forma os recursos humanos e físico». O presidente da autarquia adianta ainda que «com estes centros vamos aumentar a qualidade do parque escolar, promover o desenvolvimento sócio-pedagógico das crianças e continuar a assegurar o seu bem-estar e crescimento harmonioso, no âmbito de uma formação integral».
As crianças «são o nosso futuro», não se cansa de referir Jaime Soares, considerando, por isso mesmo, que «investir no seu bem-estar e educação significa também apostar na formação de cidadãos conscientes e responsáveis». Por outro lado, acrescenta, «estamos a garantir a continuidade de um crescimento económico, social e cultural que continue a guindar Poiares aos lugares cimeiros do desenvolvimento, transformando este concelho cada vez mais um município de futuro e com futuro», concluiu.

domingo, fevereiro 24, 2008

ARGANIL - “Se eu cresci na miséria, não me posso agora queixar da fartura”

“Se eu cresci na miséria, não me posso agora queixar da fartura”
Benvinda Matias tem 102 anos. Nasceu a 15 de Fevereiro de 1906 na localidade de Benfeita,
concelho de Arganil. É mais de um século de uma vida que diz ter sido “muito espinhosa” e que, tornada filme, “ninguém havia de querer perder”. Gazeta das Caldas esteve com ela na freguesia de Alfeizerão, dias depois de ter festejado o seu aniversário e ficou a saber um pouco da sua história.
Benvinda é a única sobrevivente de uma família com nove filhos e da sua infância pouco se lembra. “Comecei a trabalhar no campo ainda muito pequena, um trabalho que fiz durante muitos anos. Molhava a roupa e voltava a enxugá-la no corpo, e era assim dia após dia”. E hoje, quando as pernas já não têm força para mais que alguns passos, é precisamente dos campos que tem mais saudades. “Tenho pena de não poder sair, ir ver o verde que está lá fora, estar no meio da natureza”, lamenta.
O casamento chegou aos 23 anos, mas a vida de trabalho duro não acabou. Deu à luz dois filhos, um dos quais nado-morto. Aos 35 ficou viúva, com uma criança de seis anos completamente dependente de si. “Foi para o meu filho que trabalhei toda a vida”, afirma sem qualquer arrependimento, pois hoje é ele quem tenta dar-lhe todo o conforto. “Não quer que nada me falte e dá-me tudo quanto pode, com muito amor”, garante. Com este filho, aventurou-se além fronteiras. Esteve sete anos em Moçambique, um país que deixou na altura em que se tornou independente. “Fomos para lá com intenção de ficar, mas começaram os problemas e tivemos que voltar para Portugal”. Um regresso que não lamenta, pois “se lá é bom, cá é muito melhor”.
Se pudesse voltar atrás, “talvez não trabalhasse tanto e de certeza que havia de aprender a ler e a escrever, mas o que passou, passou”, e apesar do cansaço de toda uma vida de labuta orgulha-se de “não ter ficado a dever nada a ninguém, nem ao Governo. Vivi para trabalhar e trabalhei até poder”.
Com mais de um século de vida, é na Casa de Repouso Dona Florinda, na localidade de Sapeiros, em Alfeizerão, que passa os seus dias, há cerca de um ano, com mais dez idosos. Apesar de quem trata de Benvinda Matias garantir que “tem uma cabeça muito boa, ainda com muita genica”, a centenária lamenta que “agora se faz pouco, nem para falar dá... Não sou daqui, não conheço ninguém. Vou falar de quê?”. Além disso, “as mãos tremem, as pernas falham e os olhos já não vêem como dantes”, pelo que os dias vão passando, serenamente.
“A minha vida agora não é a melhor, mas também não é má. Tenho comer, e bom, e tenho quem olhe por mim. Se eu cresci na miséria, não me posso agora queixar da fartura”. Para a idosa, prova da forma como é bem tratada foi a sua festa de aniversário, “uma festa muito bonita e que me fez muito feliz”, afirmou ao nosso jornal.
Muito direita e de cabeça erguida no seu sofá, Benvinda Matias diz pesarosamente: “já fui muito jeitosa, como todas as jovens senhoras, agora estou toda enrugada”, mas é com os olhos cheios de esperança que acrescenta: “há uns anos, quando fui ao médico, ele disse-me que já não se faziam corações como o meu. Por isso, acho que ainda vou andar por aqui durante mais um ano”.