segunda-feira, janeiro 15, 2007

ARGANIL - Discussão acabou à navalhada

Três indivíduos envolveram-se numa acesa discussão, que acabou com dois feridos e o terceiro, autor das agressões, detido pela GNR. Aconteceu na madrugada de domingo, no Sarzedo, concelho de Arganil.
Ciúmes terão estado na origem da discussão, que começou com palavras mais acesas, envolveu uma cena de pancadaria e acabou com dois indivíduos feridos com uma navalha. Aconteceu durante a madrugada de domingo, à porta de um café, no Sarzedo.O alegado agressor estaria no interior do café e as vítimas, que se encontravam no exterior do estabelecimento, chamaram- -no. A resposta foi pronta e, já no espaço frontal do café, por volta da uma da madrugada, estalou a discussão.Na base da contenda estará, tudo indica, uma mulher, com quem o alegado agressor, um indivíduo de 36 anos, que será oriundo do vizinho concelho de Oliveira do Hospital, teve, em tempos, uma relação. Razões que só o coração conhece ditaram a separação do casal, mas o homem, motorista de longo curso, não aceitaria bem a separação, tanto mais que existe um filho do casal, e pontualmente desloca-se ao Sarzedo e procura a mulher.Todavia, a senhora, que actualmente se encontra em situação de desemprego e está a frequentar uma acção de formação, não veria com bons olhos esta insistência, tendo inclusive refeito a sua vida afectiva com uma das vítimas, natural de Folques.Terá sido esta conjuntura afectiva que terá ditado a discussão, que acabou com o motorista de longo curso, alegadamente, a desferir vários golpes, com uma navalha, nos seus dois “interlocutores”, de 24 e 36 anos. Um, de acordo com informação da GNR, foi atingido no abdómen, enquanto o outro sofreu golpes no peito e numa perna.
A GNR deslocou-se ao local, para averiguar os acontecimentos, tendo procedido à detenção do suspeito por volta das 6h00 da madrugada de domingo. O detido foi conduzido às instalações do posto da GNR de Arganil e foi ontem, durante a manhã, presente a tribunal para primeiro interrogatório. O processo vai agora avançar para inquérito e o indivíduo ficou em liberdade, mas com termo de identidade e residência.

11 comentários:

Pro anonymus disse...

Este Blog alem das noticias de Poiares tambem da noticias dos concelhos vizinhos. Continuem pois.
Em Poiares ou ha coisas boas que o seu Presidente gosta de realçar e faz publicar pagando do erario publico. Outros naturalmente dizem aquilo que ele não diz ou que manda dizer.

Anônimo disse...

Haja Deus!
Grande notícia!
Isto é que se chama informar como fazem os Diarios ou das Beiras ou de Coimbra.!
Já agora, este blog ainda fala pouco de Poiares. O Barbas é sempre motivo de noticias. Falem dele agora a comer chanfana.

jubileu disse...

É de admirar este post não ter comentarios do tal anonymus que é revisor da escrita ( um pseudo intelectual) da camara que é pago e bem pago pelo barbas para lhe recuperar a imagem de degradação.

passante disse...

Mas que é isto?

Ó meu, olha que a função de um blog não é esta !?...

passante disse...

Queres um exemplo?
Olha, então toma lá o que te vou dizer:

Lancemos o debate.
No próximo dia 11 de Fevereiro os portugueses serão, mais uma vez, chamados a prenunciarem-se sobre a despenalização da IVG. Oito anos passados sobre o ultimo referendo sobre o assunto.
A pergunta, complicada até dizer chega, é a mesma do primeiro referendo.
Os grupos de cidadãos lá se vão organizando, uns em torno do SIM, outros em torno do NÃO.
Confesso que, e aqui repito a mesma opção de 1998, vou votar SIM.
Apesar disso e de já ter a minha posição tomada, devo confessar, que me impressiona a campanha demagógica dos defensores do NÃO.
Em primeiro lugar não creio que esteja em causa "liberalizar o Aborto", como defendem os apoiantes do NÃO, pois liberal já ele é.
Quem quer fazer um aborto pode escolher onde, quando e como quer faze-lo, em Portugal ou na Europa, em Elvas ou em Badajoz, com comprimidos ou sem eles, etc,etc, dependendo das posses, económicas entenda-se, de cada um(uma).
Também não concordo com a afirmação de "os seus impostos servem para fazer abortos", pois o estado gasta mais em tratar as mulheres que, vitimas do negócio clandestino da "clinicas" abortivas, ou auto-aborto desesperado, vão parar em estados lamentáveis aos hospitais publicos.
Finalmente não concordo com o "choradinho" do "coração batente na barriga da mãe". Afinal de que lado estamos?
O que está em causa no próximo referendo é se deveremos CRIMINALIZAR quem opta por fazer um aborto, se temos o direito de em prol de um falso moralismo contraceptivo continuar a achar que a mulher que faz um aborto é criminosa ou se deveremos continuar a enfiar a cabeça na areia.
Eu penso que não e por isso irei votar SIM.

Para relembrar, aquando da discussão sobre a despenalização do aborto em 1982, e após João Morgado, então deputado do CDS tem afirmado «O acto sexual é para ter filhos», a deputada do PS Natália Correia respondeu com o seguinte poema:

Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;

e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.

Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -
uma vez.

E se a função
faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.

Então que tal? Vamos discutir ideias?

Anônimo disse...

Ideias(!!!) sobre a IVG?
Essa é boa. É tudo tão velho e gasto.
Nem interessa nada...

Anônimo disse...

Aí em poiares parece que nada interessa.Porisso tem o que merecem .

Anônimo disse...

É mentira, isso é menstira

Há por lá umas gaijas bem boas, boas mesmo boas, tão boas!

Até são melhores que as de Ermesinde!

Mai nada

pontual disse...

Pois são e a Carolina Salgado tambem ca vem assinar o ponto?

Anônimo disse...

O padre Anselmo Borges dá uma lição aos defensores do não:

«Numa questão tão delicada, com a vida e a morte em jogo, não se pretende que haja vencedores nem vencidos, mas um diálogo argumentado, para lá da paixão e mesmo da simples compaixão. Ficam alguns pontos para reflectir.

1. O aborto é objectivamente um mal moral grave. Aliás, ninguém é a favor do aborto em si, pois é sempre um drama.

2. A vida é um bem fundamental, mas não é um bem absoluto e incondicionado. Se o fosse, como justificar, por exemplo, o martírio voluntário e a morte em legítima defesa?

3. Para o aparecimento de um novo ser humano, não há "o instante" da fecundação, que é processual e demora várias horas.

A gestação é um processo contínuo até ao nascimento. Há, no entanto, alguns "marcos" que não devem ser ignorados. É precisamente o seu conhecimento que leva à distinção entre vida, vida humana e pessoa humana. O blastocisto, por exemplo, é humano, vida e vida humana, mas não um indivíduo humano e, muito menos, uma pessoa humana.

Se entre a fecundação e o início da nidação (sete dias), pode haver a possibilidade de gémeos monozigóticos (verdadeiros), é porque não temos ainda um indivíduo constituído.

Antes da décima semana, não havendo ainda actividade neuronal, não é claro que o processo de constituição de um novo ser humano esteja concluído. De qualquer modo, não se pode chamar homicídio, sem mais, à interrupção da gravidez levada a cabo nesse período.

4. Sendo o aborto objectivamente um mal, deve fazer-se o possível para evitá-lo. Tudo começa pela educação e formação. Impõe-se uma educação sexual aberta e responsável para todos, que, não ficando reduzida aos aspectos biológicos e técnicos, tem de implicá-los, fazendo parte dela o esclarecimento, sem tabus, quanto à contracepção.

5. O aborto é uma realidade social que nem a sociedade nem o Estado podem ignorar. Como deve então posicionar-se o Estado frente a essa realidade: legalizando, liberalizando, penalizando?

6. Não sem razão, pensam muitos (eu também) que, se fosse cumprida, a actual lei sobre a interrupção da gravidez, permitida nos casos de perigo de morte ou grave e duradoura lesão para a mãe, de nascituro incurável com doença grave ou malformação congénita e de crime contra a liberdade e autonomia sexual (vulgo, violação), seria suficiente.

7. De qualquer forma, vai haver um referendo. O que se pergunta é se se é a favor da despenalização do aborto até às dez semanas, em estabelecimentos devidamente autorizados, por opção da mulher.

Por despenalização entende-se que, a partir do momento em que não há uma pena, a justiça deixa de perseguir a mulher que aborta e já não será acusada em tribunal.

Aparentemente, é simples. Mas compreende-se a perplexidade do cidadão, que, por um lado, é a favor da despenalização - despenalizar não é aprovar e quem é que quer ver a mulher condenada em tribunal? -, e, por outro, sente o choque de consciência por estar a decidir sobre a vida, realidade que não deveria ser objecto de referendo. O mal-estar deriva da colisão dos planos jurídico e moral.

8. Impõe-se ser sensível àquele "por opção da mulher" tal como consta na pergunta do referendo, pois há aí o perigo de precipitações e arbitrariedades. Por isso, no caso de o "sim" ganhar, espera-se e exige-se do Estado que dê um sinal de estar a favor da vida.

Pense-se no exemplo da lei alemã, que determina que a mulher, sem prejuízo da sua autonomia, deve passar por um "centro de aconselhamento" (Beratungsstelle) reconhecido. Trata-se de dialogar razões, pesar consequências, perspectivar alternativas. A mulher precisará de um comprovativo desse centro e entre o último encontro de aconselhamento e a interrupção da gravidez tem de mediar o intervalo de pelo menos três dias. As custas do aborto ficam normalmente a cargo da própria.

O penalista Jorge Figueiredo Dias também escreveu, num contexto mais amplo: "O Estado (...) não pode eximir-se à obrigação de não abandonar as grávidas que pensem em interromper a gravidez à sua própria sorte e à sua decisão solitária (porventura na maioria dos casos pouco informada); antes deve assegurar-lhes as melhores condições possíveis de esclarecimento, de auxílio e de solidariedade com a situação de conflito em que se encontrem. Sendo de anotar neste contexto a possibilidade de vir a ser considerada inconstitucional a omissão do legislador ordinário de proporcionar às grávidas em crise ou em dificuldades meios que as possam desincentivar de levar a cabo a interrupção". [Diário de Notícias Link]" JUMENTO

pipas disse...

Mas ja morreu alguem?