terça-feira, dezembro 06, 2005

LOUSÃ - Pregos boicotaram BTT


Um simples passeio de BTT na serra da Lousã, no passado domingo, dia 4 de Dezembro, poderia ter redundado numa sequência de acidentes com alguma gravidade para os betetistas que participaram neste passeio. De acordo com Nuno Silva, um dos elementos que fazia parte do pelotão que percorria a serra da Lousã, o dia foi estragado pelo facto de alguém mal intencionado» ter colocado tábuas com pregos de diversos tamanhos, escondidos nos vários percursos existentes, mais concretamente nos denominados single tracks, que estão perto do Trevim.
Esta brincadeira de mau gosto», conta Nuno Silva, provocou alguns problemas ao grupo de amantes do BTT, nomeadamente através de muitos pneus furados, para não falar dos possíveis danos físicos que este grupo de ciclistas poderia ter sofrido, caso não detectasse a situação.
Mesmo assim, um dos cicloturistas abriu um lábio quando a sua bicicleta ficou com os pneus furados e, na sequência, foi contra outro que também acabou com ligeiros ferimentos.
Este grupo de betetistas, perante tal situação, acabou por percorrer alguns dos trilhos da serra da Lousã a pé e, qual não foi o seu espanto, depararam, em várias zonas, com mais tábuas com pregos de vários tamanhos e arames à altura do peito, sendo um claro sinal de tentativa de boicote» e, quiçá, de um «atentado à integridade física dos participantes.
Perante o sucedido, um elemento do grupo deslocou-se à GNR da Lousã, onde deu conta do sucedido e apresentou queixa contra desconhecidos, esperando, agora, que as autoridades policiais cheguem aos autores deste acto de vandalismo.
O comandante do destacamento da GNR da Lousã, capitão Tavares, confirmou a denúncia daquele grupo de cicloturistas, mandando, no mesmo dia [domingo], uma patrulha ao local que confirmou a existência, em várias zonas, de três tábuas com vários tipos de pregos, e alguns arames, que foram apreendidos. Este oficial da GNR considerou que aquele tipo de engenho [tábuas com pregos] colocado em locais estratégicos constitui um crime que poderia ter causado a morte a alguém, pelo que fez a competente participação ao Ministério Público, que irá, agora, proceder à investigação. Por outro lado, referiu, a GNR da Lousã irá reforçar o patrulhamento na zona da serra da Lousã, para dissuadir este tipo de comportamentos.

Poiares - Estamos para além de capital nacional da chanfana

O facto de Miranda do Corvo ser detentora da marca Capital da Chanfana - com registo reconhecido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial - não causa qualquer amargo de boca ao presidente confrade de Poiares, que continua a reivindicar para si o estatuto de Capital Universal da Chanfana.
Poiares está muito para além de capital nacional da chanfana e do seu confrade bombeiro, depois da autarquia mirandense ter divulgado um comunicado divulgando o registo da designação a seu favor. O confrade de Poiares desconhece se o termo Capital Universal da Chanfana está registado em qualquer lado, mas afirma que embora a chanfana não seja propriedade de ninguém, foi Poiares que registou a patente exclusiva da Confraria da Chanfana e, por isso, em Miranda existe a Confraria da Cabra Velha. Poiares é que se antecipou antes que Miranda o tivesse feito. No entanto, as autarquias encaram esta questão numa perspectiva positiva porque demonstra que todos têm vontade de fazer o melhor pela sua terra, sem beliscar a dignidade dos outros.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

PETIÇÃO PARA TORNAR OFICIAL O IDIOMA PORTUGUÊS

Abra aqui a Petição.

PETIÇÃO PARA TORNAR OFICIAL O IDIOMA PORTUGUÊS NAS NAÇÕES UNIDAS

Fundamenta proposta à Organização das Nações Unidas para oficializar o Idioma Português.

Considerando que mais de 250 milhões de pessoas se expressam no idioma português, com importante presença sócio-cultural e geopolítica em várias nações de todos os continentes, sendo a 5a mais falada no mundo (em números absolutos), a 3a entre as consideradas línguas universais de cultura e uma das 4 faladas nos seis continentes;

Considerando que uma língua, além de meio de comunicação, expressa conteúdo existencial, modos de sentir, de pensar e de viver de grupamentos humanos, constituindo, através dos séculos, uma identidade cultural, com peculiar criatividade, valores ético-sociais e sentimentos coletivos, refletidos no idioma que são intraduzíveis e que necessitam continuar vivendo e revelando culturas;

Considerando que a lusofonia vem se situando de forma crescente em várias partes do mundo, pelos seus escritores, poetas, inventores, cientistas, artistas, somando-se desde os navegadores e descobridores que fizeram sua história, com significativa presença nos meios de comunicação de massa através de telenovelas, noticiários, reportagens, etc, projetando-se na literatura, música, esportes e artes em geral;

Considerando que nosso idioma, ao se tornar oficial no universo da ONU, colocando-se em condições de igualdade com outros idiomas, é acto de respeito e apoio às comunidades das nações de língua portuguesa, valorizando sua unidade e participação sócio-econômico-cultural no contexto internacional;

Considerando o trabalho da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa / CPLP, que tem alcançado novos contornos nas relações internacionais, minimizando conflitos ideológicos do passado e ressaltando as suas potencialidades nacionais e parcerias internacionais, com documentos de Chefes de Estado e de Governo das oito nações, em projetos de cooperação que estão dando corpo e alma aos fundamentos dessa nova Comunidade;

Considerando que a comunidade ? CPLP ? se tem empenhado em valorizar os seus três pilares ? da política, da economia e da cultura, que colocam em conexão, de maneira respeitável, a África, a América Latina e a Europa, enfatizando o caráter universalista da lusofonia, que cada vez mais se afirma em nível supra-nacional;

Considerando que a iniciativa de tornar oficial o idioma português na ONU estará, por justiça e méritos, prestando um histórico serviço aos países de língua portuguesa, que constituem uma comunidade presente e atuante em todos os Continentes, com expressivo contingente populacional, incluindo: Brasil, com 180 milhões de habitantes, uma das dez maiores economias do mundo, líder natural do MERCOSUL; Portugal, com 10 milhões; Angola, com 11 milhões; Moçambique, com 17 milhões; Cabo Verde, com 417 mil habitantes; Guiné Bissau, com 1 milhão; São Tomé e Príncipe, com 130 mil e Timor-Leste, com 175 mil (estimativas recentes), que somam variados costumes, crenças, raças, tendências políticas e que têm a lusofonia como forte laço de identidade cultural e cooperação;

Considerando que este congraçamento de entidades culturais, que tem sua origem, essencialmente, no idioma português, deve constituir instrumento capaz de sensibilizar definitivamente a ONU para reconhecer o idioma português oficialmente, a exemplo da União Européia, torna-se indispensável, imprescindível mesmo, que o Elos Clube envolva o elismo nacional e internacional para o estabelecimento de um planejamento estratégico com a inclusão de Academias de Letras, universidades, órgãos nacionais representativos das profissões: OAB, Conselho Federal de Medicina, associações, e outras; o Congresso Nacional, a Assembléia da República Portuguesa e os Ministros das Relações Exteriores dos países de língua portuguesa, o que permitirá, finalmente, vencer os obstáculos e alcançar o objetivo de ver reconhecido pela ONU o idioma Português como oficial na sua organização, ao lado do Árabe, Chinês, Espanhol, Francês, Inglês e Russo.

PENACOVA - Bombeiros captam novos voluntários



Os Bombeiros Voluntários de Penacova estão a apostar na formação com vista ao recrutamento de novos voluntários. Para já são 10 os candidatos que se estão a formar para terem acesso à categoria de bombeiro de 3.ª classe

Está a decorrer nos Bombeiros Voluntários de Penacova um curso de salvamento e desencarceramento, dirigido a novos voluntários que frequentam uma escola de instrução para acesso à categoria de 3.ª classe. Trata-se, de acordo com o comandante, António Simões, de uma aposta forte na formação que, com este curso de grande importância» para uma corporação que vive diariamente com um conjunto de problemas relacionados com a sinistralidade rodoviária, em particular no IP-3.
A este curso, segundo António Simões, segue-se um outro dirigido a tripulantes de ambulâncias de Transporte, que visa dotar estes novos técnicos da área do socorro das ferramentas necessárias para um desempenho cabal da sua missão.
A par destes cursos, mais dois elementos da corporação de Penacova estão a terminar na Escola de Formação do INEM, um curso de tripulantes de ambulâncias e, este ano, segundo o comandante da corporação, praticamente todos os graduados e chefias, concluíram com êxito o curso de chefes de equipa de combate aos incêndios florestais.
É, segundo António Simões, um esforço sério e um exemplo, porque, apesar de voluntários, não deixam os bombeiros de arranjar tempo para aprender», tendo sempre presente a máxima;
Bombeiro que não sabe não salva.

sábado, dezembro 03, 2005

Miranda do Corvo - é mesmo "Capital da Chanfana"


O Instituto Nacional da Propriedade Industrial reconheceu à Câmara de Miranda do Corvo os direitos totais sobre a marca "Capital da Chanfana", anunciou ontem o executivo municipal.
A partir de agora "Capital da Chanfana" será uma expressão exclusiva do município de Miranda do Corvo, fazendo jus à região onde nasceu a chanfana e restantes produtos à base de carne de cabra velha, como a sopa de casamento e os negalhos, refere um comunicado da autarquia.
A expressão era usada constantemente pelo município mirandense na sua correspondência, cartazes e promoção cultural, embora não tivesse um registo oficial.
Com a marca registada, conforme consta do Boletim da Propriedade Industrial, de Agosto último, a questão da legalidade fica ultrapassada.
Segundo a edilidade mirandense, este registo constitui para os mirandenses o reconhecimento da sua gastronomia autêntica que poderá ser publicitada por todos.
A fama da gastronomia de Miranda continuará a ultrapassar as fronteiras do Município e captará novos visitantes que atraídos pela gastronomia certamente aproveitarão igualmente para desfrutar das suas inúmeras riquezas patrimoniais, culturais e naturais.

Poiares - O que havia de dar aos Bombeiros.....

Conforme os nossos amigos do Piolho da Solum, não sabiamos que isto poderia ter acontecido em Poiares.


Bombeiros protestam em cuecas para pedir melhores condições de trabalho.
Se a moda pegar por cá...ainda vamos ver juizes em cuecas, professores, médicos, enfermeiros...etc...

E quando for dos fogos florestais é vê-los a correr na Ribeira de Poiares.

quarta-feira, novembro 30, 2005

Jaime Soares tem agora de o gramar. O que dizem dele......



Em belo tempo Jaime Soares nunca mais queria ver Cavaco Silva.
Cavaco tinha atraiçoado o Presidente da Distrital de Coimbra do PSD.Alem de ter ajudado a derrubar o seu amigo Santana Lopes e de ter acabdo politicamente com o seu amigo Fernando Nogueira, pensava-se que de duas uma:

Ou Cavaco desistia da vida politica e nunca mais punha os pes no Distrito de Coimbra com a autorização do seu presidente Distrital do PSD, ou então Jaime Soares demitia-se de todos os cargos para que tinha sido nomeado e eleito pelo PSD.
Pensava-se assim que só lhe restaria tomar conta dos Bombeiros e da Associação Desportiva Poiarense e o jornal " O Poiarense".

Nada disto ainda aconteceu. É de estranhar, pois agora tem de o gramar e começar a elogia-lo...e a dizer " Cavaco é o melhor Candidato do PSD para Presidente da Republica.
É preciso ter mesmo descaramento.Em Viseu nada disso se passou.Haja quem os tenha no sitio.

terça-feira, novembro 29, 2005

Indemnizações dos Incêndios Florestais


Técnicos da Câmara Municipal de Coimbra voltam hoje (pela terceira vez) ao Governo Civil para tentar apurar, finalmente, quais as comparticipações do Estado para as vítimas dos incêndios deste Verão no concelho. O encontro tem sido constantemente adiado, por dificuldades permanentes de agenda politica, mas Jorge Gouveia Monteiro esclareceu, na reunião do executivo camarário de segunda-feira, que ao contrário do que tem sido tornado público, há muito tempo que o Departamento de Habitação tem todas as situações averiguadas.
Para nós, as pessoas estão primeiro que a agenda política, afirmou o vereador responsável pelo Departamento de Habitação, mostrando-se insatisfeito por uma reunião tão importante para as pessoas que viram os seus bens serem destruídos pelos incêndios estar constantemente a ser adiada», quando a iniciativa tem de partir do Governo Civil, em conjunto com o INH.
Gouveia Monteiro confirmou que são dois os casos de destruição total de casas de habitação, uma nas Carvalhosas e outra em S. Furtuoso. Estas duas enquadram-se claramente no que está legalmente estabelecido pelo Governo para a atribuição de apoios. A estas acrescenta-se um caso de destruição total de uma barraca, no Pinhal de Marrocos que, continuou o vereador, encontrou enquadramento no Prohabita.
Convém não esquecer que para estes dois casos de perda total de habitação, a comparticipação do Estado é de apenas 25 mil euros (12.500 euros para cada caso).
Carlos Encarnação, também no decorrer da sessão de câmara, aproveitou as palavras de Gouveia Monteiro para reafirmar que discorda «em absoluto» que o Fundo Europeu de Solidariedade não tenha sido accionado em consequência dos incêndios deste Verão. Para além disso, considera que «a câmara fez um trabalho de levantamento dos prejuízos muito significativo», que está concluído e foi entregue a 27 de Setembro, apontando para um milhão e 100 mil euros de prejuízos.
«Uma vez entregue o documento no Governo Civil, este deveria ter feito a investigação para saber se as informações eram correctas ou incorrectas.
O autarca criticou, por isso, o facto de pelo menos duas das reuniões marcadas pelo governador civil terem sido desmarcadas e mostrou-se preocupado com o imenso número de prejuízos para os quais não existem respostas.
Entretanto, para colmatar estes prejuízos, a Câmara Municipal de Coimbra e o Banco Espírito Santo SA (BES) assinam hoje, às 12h00, um protocolo que tem precisamente como objectivo apoiar a população afectada pelos incêndios do passado Verão no concelho. O contributo desta instituição bancária será no valor de 15 mil euros.
Pensa-se agora que a Camara vai mandar roçar os matos todos à volta da cidade, como é sua obrigação, para que não a acusem de nada fazer e tambem de estar só à espera de subsidios.

domingo, novembro 27, 2005

As Aldeias só têm razão de ser se houver lá pessoas a viver

Na Beira Serra há uma associação de desenvolvimento local que ao longo de 11 anos aposta em que as aldeias dos concelhos de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua tenham razão de existir, contribuindo para que vivam lá pessoas e que estas se sintam úteis. Esta tem sido uma tarefa da ADIBER, dirigida pelo médico José Cabeças, usando como arma o programa comunitário Leader e estabelecendo inúmeras parcerias. Só sentindo o pulsar das populações e conhecendo por dentro os seus problemas é que se consegue trabalhar no processo de integração das pessoas na vida activa e aproveitar da melhor forma os escassos recursos.

As Câmaras têm de ter esta preocupação, como acontece noutros países, e não apenas em colocarem os tubos debaixo do chão com água e saneamento nas aldeias, que daqui a uns tempos não têm lá ninguém a viver, considera, dando conta de outra situação:
Tinha sempre a preocupação de perguntar quantas crianças abandonavam a escola e, na Câmara, chamava a assistente social e íamos ver o que se passava com os miúdos. É assim que se combate o abandono escolar e não somente a partir do Ministério da Educação.
No apoio às crianças e jovens, José Cabeças recorda que já em 2000 colocaram Internet nas escolas, através de um projecto apresentado ao Leader, e tinham criado transportes escolares com veículos modernos e adequados

Medicina Nuclear - Técnica de Penacova distinguida em França

Depois da distinção, atribuída em Portugal, onde um conselho científico lhe atribui o primeiro prémio num encontro sobre técnicas de Medicina Nuclear, coube agora a distinção em França. Foi nesse país que Maria Dulce Cardoso recebeu o segundo prémio, num congresso de Medicina Nuclear.
As técnicas de diagnóstico que utiliza nos Hospitais da Universidade de Coimbra e o trabalho que Maria Dulce Cardoso apresentou em França, valeram-lhe a distinção e a entrega de um prémio, no final do congresso que terminou na passada quarta-feira.
Licenciada em Medicina Nuclear e técnica nos Hospitais da Universidade de Coimbra, Maria Dulce Cardoso, desvaloriza as distinções atribuídas, vendo nelas apenas o desempenho do seu trabalho.
Natural de Penacova e a residir em Coimbra, Dulce Cardoso entrou no Serviço de Medicina Nuclear dos Hospitais da Universidade de Coimbra, aquando da sua abertura e, desde então, que se dedica a esse trabalho.
Licenciada em Medicina Nuclear, no Porto, depois de ter frequentado a Escola Superior de Saúde de Coimbra, Maria Dulce Cardoso apresentou no congresso francês os resultados que tem obtido da junção de duas técnicas, imagens do TAC (Tomografia Axial Computadorizada) com imagens da Medicina Nuclear, o que permite localizar mais facilmente o órgão ou secção pretendida, nomeadamente na pesquisa de cancros.
O método é aplicado nos HUC desde 2003, mas ainda não estará muito vulgarizado. Injectar os doentes com produtos farmacêuticos ou radioactivos com o objecto de captar imagens do interior do corpo humano é um dos objectivos dos técnicos de Medicina Nuclear e também parte central da sua actividade profissional.

sábado, novembro 26, 2005

ARGANIL ? PS recorda Fernando Valle

Faz hoje um ano que Fernando Valle partiu deste mundo com a bonita idade de 104 anos. O homem que julgávamos intemporal, como frisou há um ano Jorge Sampaio, deixou um legado de humanismo e bondade que ficará para sempre na memória de quem o conheceu.
Miguel Torga, amigo de longa data do médico de Coja, classificou-o como o Matusalém sem idade. O ser humano que teve tempo para ser no mundo a imagem paradigmática do jovem irreverente, do bom chefe de família, do amigo leal, do médico devotado, do político isento, do governante capaz, do cidadão exemplar.
O médico rural que trocou os palcos da ribalta política - onde podia ter sido tudo, como afirmou Mário Soares - pelas serranias do Açor e do vale do Alva, ajudando a curar o corpo e muitas vezes a alma dos mais desfavorecidos.
Almeida Santos, também grande amigo de Fernando Valle, lembrou há um ano que o médico humanista, viveu como um santo laico, não era religioso, mas tinha um sentido místico muito apurado, admirava muito Santo António e S. Francisco, que eram despojados dos bens da terra, tal como ele próprio.
O PS - partido do qual foi um dos fundadores - vai hoje realizar uma jornada em memória de Fernando Valle, com uma romagem à sua campa e deposição de uma coroa de flores.
A Federação Distrital de Coimbra do PS, que organiza a cerimónia recorda que o militante e fundador e desde 1999 e até à sua morte presidente honorário do PS, foi sempre um activo defensor da liberdade, da fraternidade e da igualdade entre todos.
Fernando Baeta Cardoso do Valle nasceu a 30 de Julho de 1900, na pequena aldeia da Cerdeira, próximo de Coja, concelho de Arganil.

quinta-feira, novembro 24, 2005

LÕUSÃ ? Novos trilhos para o turismo

Profissionais e estudantes do sector estão reunidos numa vila que começa a apostar no turismo de montanha.

As jornadas de turismo que a Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) está a promover ontem e hoje, na Lousã, ultrapassaram as expectativas da organização. A professora Rosário Campos mostrou?se muito satisfeita pela adesão de alunos e técnicos do sector a esta iniciativa que está decorrer no Hotel Mélia Palácio.
O curso superior de Turismo leccionado pela ESEC é um dos poucos no nosso país que tem a certificação da Organização Mundial de Turismo , através da Fundação Thémis. Por isso, os 220 alunos que estão a frequentar o curso têm elevadas expectativas de realização profissional.

Planeamento turístico embrionário
Muitos minicípios têm potencialidades que justificam uma aposta mais forte nesta área, como é o caso da Lousã. Andreia Moura e Maria João Lopes identificaram, ao longo do seu estágio curricular, enormes potencialidades turísticas das Aldeias de Xisto localizadas na Serra da Lousã. Reconhecendo que ?foi feito um grande esforço na recuperação das infra?estruturas das aldeias, falta pôr em prática um guia turístico que promova passeios pedestres ou de jipe, executados de forma ambientalmente responsável?, explica Maria João Lopes, a trabalhar actualmente na área da consultoria e formação ambiental numa empresa de Lisboa.

Solares com patine

As casas senhoriais da Lousã são mais um motivo de interesse para visitar a vila. A começar pelo palácio que alberga actualmente o Hotel Meliá, passando pela Casa dos Salazares e terminando nos solares da pequena povoação de Fiscal, há diversos imóveis brasonadas no concelho.
Rosário Campos, docente da ESEC apresentou ontem, durante as jornadas de turismo, um estudo onde é destacada a sua origem e relevância para o turismo. A investigadora realça que a Lousã constitui um núcleo raro a nível arquitectónico. Na origem deste fenómeno esteve o "enriquecimento significativo" de diversas famílias detentoras de latifúndios que, ao longo do século XVIII, beneficiaram da disseminação da lucrativa cultura do milho. O dinheiro ganho foi aplicado na construção de casas que chegaram aos nossos dias com a patine do tempo. Ontem decorreram, também, comunicações que colocaram em destaque o regime jurídico dos empreendimentos turísticos, o papel da Região de Turismo do Centro e a parceria público?privada na recuperação do património.

terça-feira, novembro 22, 2005

Tábua ? Caule critica falta de sapadores florestais

A falta de sapadores florestais na maioria dos concelhos é uma das críticas apontadas pelos responsáveis da Caule no final de um ano dramático para as florestas da região.

A Caule - Associação Florestal da Beira Serra fez o balanço da época de fogos florestais.
Nos concelhos de Oliveira do Hospital e Tábua, onde a associação presta serviços, arderam este Verão cerca de 3.200 hectares de floresta (2.091 em Oliveira e 1.124 em Tábua).
O presidente da Caule adiantou que os grandes incêndios que atingiram os dois concelhos vieram dos concelhos vizinhos.
Temos que pensar em contactar os concelhos vizinhos para que sejam criados sistemas semelhantes aos nossos, frisou José Vasco Campos. Em seu entender os fogos de grandes dimensões que nos atingiram poderiam ter sido evitados, se tivessem havido primeiras intervenções eficazes.