
Jaime Soares defende a substituição da semaforização actual de controle de velocidade por outra “tipo radar”, para baixar a velocidade de circulação para os 60 ou 70 quilómetros por hora em certas zonas do percurso.“Os condutores deixavam de ser obrigados a parar, deixavam de provocar filas de trânsito. Ate parece que nas varias povoações atravessadas pela EN17 os seus moradores não poderiam sair à rua nem atravessa-la de um lado para o outro nas passadeiras porque os carros estariam proibidos de parar. Fora das povoações, se excedessem o limite eram multados e recebiam a multa em casa, como acontece com os radares em Lisboa”, sustentou Jaime Soares . Ilustrou ainda o que disse ser uma “autêntica caça à multa” por parte da Brigada de Trânsito da GNR na EN 17, através da utilização de viaturas descaracterizadas “dissimuladas e escondidas em pontos estratégicos”.“Em vez de estarem à vista das pessoas, contribuindo para reduzir a sinistralidade, estão na caça à multa. A Estrada da Beira é um abono de família para a voracidade dos Governos em arranjarem dinheiro, quase como a Policia Municipal nos estacionamentos”, acusou. Caso o deixem ir com as suas reivindicações para a frente, Jaime Soares promete reeditar na EN 17 uma “marcha lenta” de protesto, a exemplo daquela que promoveu há cerca de seis anos, era António Guterres primeiro-ministro. “Há anos que ando a pedir uma audiência aos secretários de Estado das Obras Públicas e continuo sem resposta. Ainda junto 500 viaturas e paraliso a estrada da Beira até Coimbra”, mas tambem se estará sujeito a que essas 500 viaturas venham cercar Poiares e peçam responsabilidades a quem protagonizou remendos na EN 17 em vez de lutar por uma ligação nova a Coimbra pela Serra do Carvalho. As populações da Lousã de Gois da Pampilhosa e de Arganil estão mortinhas por isso e se calhar é o que acontecerá desta vez. Pode ser que o tiro saia pela culatra. O pessoal já não vai em folclore e em futebois. Está todo a pagar no pêlo as asneiras cometidas.


