sexta-feira, junho 19, 2009

O que Jaime Soares disse...

Jaime Soares – De Coimbra ao futuro político

Deseja um "distrito forte" e gostava que Coimbra fosse efectivamente a capital da região. Deseja entrar na lista do PSD à Assembleia da República (AR), mas mantém o espírito de missão: "Poiares sempre".

“Coimbra é a nossa marca e devia ter criado um distrito forte, como capital da região que não é”, afirma Jaime Soares.
O presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares confessa "que tem conhecimento disso há muitos anos" e que por diversas vezes "tentou dar a volta a isso, de modo a que Coimbra fosse inquestionavelmente a capital da região". A realidade, porém, é bem diferente e, agora, "andamos a chorar sobre leite derramado quando esta ou aquela estrutura abandonam Coimbra, esquecendo que ninguém em tempo útil foi capaz de levantar a voz". Jaime Soares recusa o auto-elogio, mas recorda os "combates" por causas que deviam ser de todos, independentemente da cor política.
Tem um "respeito muito grande" pela Universidade de Coimbra e "curva-se respeitosamente" perante o valor intelectual e científico, mas, como maior universidade do país, "devia ter promovido o debate em torno de várias matérias", contribuindo para que Coimbra "fosse efectivamente a capital da região". Polémico e irreverente, Jaime Soares garante que "pensa bem" aquilo que diz, "não retirando uma vírgula" à apreciação que faz da realidade: "o nosso distrito podia ser muito mais forte se tivesse existido por parte do espaço mãe a criação de dinâmicas que envolvessem o colectivo", leia-se, todos os concelhos que integram o distrito de Coimbra.
Temos assim, "uma questão de liderança" para resolver num distrito em que os autarcas "não têm muito o sentido do associativismo", optando pelo "salve-se quem puder", o que leva Jaime Soares a questionar a utilidade das associações de municípios. "Nas associações onde estou procuro mudar mentalidades, nomeadamente na Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Norte, que, se não defender um conjunto de propostas que contribuam para o desenvolvimento da região do ponto de vista das dinâmicas colectivas, não sei se terá alguma razão para existir", considera. E prosseguiu: "se for unicamente para fazer a gestão do QREN no que respeita às verbas contratualizadas, então seria preferível que se deixassem estar os GAT e as CCDR. Tem de ser mais do que isso. Enquanto uns definem um plano estratégico para a região, outros andam a passar a mão pelas costas ao secretário de Estado ou ao ministro para garantir a estradinha que passa à porta, não efectuando uma análise de conjunto".
O julgamento do povo "chegará um dia" e o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares "não tem pena nenhuma" do que poderá acontecer a quem "não altera as mentalidades". E vai mais longe: "há uma corrupção mental e intelectual que é necessário expurgar de uma vez por todas de pessoas que são eleitas pelas populações. No passado, acredito que tudo tivesse de funcionar desta maneira, porque ninguém tinha nada e todos queriam ter, mas neste momento é necessário dividir o bom pelas aldeias".

Estrada da Beira deve ser recuperada

Recorda a presença da Estrada da Beira na convenção internacional de ligações prioritárias para criticar a evolução dos tempos. "Ninguém se preocupou em recuperar esse estatuto. Uns preocupam-se com o Metro de Superfície, outros com as variantes à Estrada da Beira. Basta lembrar o aumento dos custos na 342, na ligação Lousã, Miranda do Corvo, Lamas, que inicialmente era de dois milhões de contos e que já ultrapassou em muito esta verba. E para quê?", questiona.
Se o dinheiro fosse investido na recuperação da Estrada da Beira "teria sido bem melhor", afirma, lembrando o apoio na Assembleia da República à construção da ligação da Lousã à Estrada da Beira. "Uma grande avenida para entrar... numa estrada de carros de bois! Isto é que é planeamento?! É com isto que se defende uma região?".
As acessibilidades continuam na ordem do dia e Jaime Soares não desarma nas convicções: "uns são de primeira e outros de segunda? E esses, os de primeira, são mais produtivos? Basta comparar o investimento da Câmara de Poiares no Parque Industrial e o rendimento que daí resulta...". Quais são os riscos? "Vila Nova de Poiares poderá sofrer os problemas do passado caso não resolva o problema das acessibilidades". Mas o concelho, demonstra o autarca, depende de outros para chegar a porto seguro: "Há anos que tentamos efectuar a ligação de Poiares a Penacova e o projecto não avança. Não é importante ligar o Pinhal Interior Norte ao IP3?". O acesso ao Porto da Figueira da Foz e ao Porto de Aveiro ficaria facilitado, pelo que Jaime Soares não compreende a opção "pelas pequenas coisas".
A qualidade de vida está à vista em Vila Nova de Poiares, "sem guetos" e com condições ímpares.

Área Metropolitana "era só para alguns"

Elogia a decisão do Governo de acabar com a Área Metropolitana de Coimbra que, "da forma como estava a evoluir, seria só para alguns. "Foi tudo tratado à dimensão do umbigo de cada um e não dos interesses globais. Aliás, não está ainda resolvida a questão da distribuição das verbas que pertencem a todos e que não sei onde estão ou como estão", afirma.
Jaime Soares não desiste das obras na Estrada da Beira, que assegurem "a resposta às necessidades das populações da Lousã, Arganil, Miranda do Corvo e de Vila Nova de Poiares", e promete manter na ordem do dia a ligação de Poiares ao IP3. "Espero que a Câmara de Penacova, que tem andado adormecida, tente efectuar com Vila Nova de Poiares a ligação ao IP3, a partir da Ronqueira, com uma nova ponte na zona de Vila Nova, para a rotunda da Barca".
Na reunião com o primeiro-ministro, José Sócrates, na Quinta das Lágrimas, o autarca defendeu o aproveitamento das concessões da auto-estrada Coimbra-Viseu para o alargamento, com características de auto-estrada, do IP3 desde Trouxemil a Penacova. "Só eu é que levantei a voz e fiquei à espera que Penacova tomasse idêntica atitude, mas Penacova ficou num silêncio total. São situações que não se podem admitir".
Por outro lado, Penela, Miranda do Corvo e Lousã, que vão ser servidos pelo IC3, "deviam ter assumido uma atitude de força para que fosse construído um túnel que ligasse a Portela a S. Frutuoso". Mas a realidade foi outra: "passa à minha, então o problema está resolvido".

Vila Nova de Poiares “é a minha paixão”

Quem dá a recandidatura de Jaime Soares como certa está... "a adivinhar". Nesta entrevista ao DIÁRIO AS BEIRAS, Jaime Soares garantiu que "nada está decidido" e que, acima de tudo, "são os órgãos do partido que se pronunciarão na altura própria".
O autarca considera que "não tem necessidade de dizer" se é ou não candidato à presidência da câmara, ainda que a decisão pela negativa, a ser tomada, seja comunicada ao partido em tempo útil. No rol de cenários há ainda uma outra possibilidade.
Confrontado com os resultados das eleições europeias e o possível triunfo do PSD nas legislativas, Jaime Soares confessa que, no caso da recandidatura, "este será o último mandato como autarca" e que mesmo com a convicção de que "muito ainda poderei dar, o meu espaço de tempo a nível local está esgotado". Mesmo assim, se a recandidatura ocorrer, "irá assumir a presidência como sempre fiz", colocando na balança nas decisões um desejo: "quero ser candidato a deputado, porque o estatuto de deputado permitirá, quando fizer a opção, a entrada na Assembleia da República, deixando espaço aberto para quem se irá seguir, porque o PSD tem grandes responsabilidades políticas neste concelho", pelo que pretende "dar a entender aos poiarenses quem são as pessoas melhor colocadas para o exercício do cargo". Assim, no caso da recandidatura, Jaime Soares incluirá na lista "as pessoas que possam vir a ocupar a presidência, se essa for a vontade dos poiarenses". Na prática, o actual presidente promete sair de cena para que os poiarenses efectuem uma "escolha acertada, como aliás tem feito ao longo dos anos". E que não haja dúvidas: "quando sair, como diz o povo, saio teso. Fico feliz por isso. Podem acusar-me de tudo, mas a minha vida é transparente. Gostaria de terminar a minha vida política na Assembleia da República, mas não farei imposições. Isto é um desabafo sério. Estou disponível para servir Vila Nova de Poiares, a minha paixão, e também o meu País".

Nas Beiras Onlineem 17 Junho

terça-feira, junho 16, 2009

Cavaco Silva inaugura quatro obras de vulto em POIARES

Hoje em Poiares

Cavaco Silva visita hoje Vila Nova de Poiares, onde presidirá à inauguração de várias obras em infra-estruturas municipais, nomeadamente a remodelação e requalificação do edifício dos Paços do Concelho, a reconversão do quartel dos bombeiros em Centro Cultural, o mas recente edifício da ADIP e o nova sede dos Bombeiros Voluntários, que também goza da denominação de Centro Municipal de Protecção Civil.

Trata-se, na óptica do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova e Poiares, Jaime Soares, de infra-estruturas pensadas a longo prazo, «50 anos pelo menos», tendo em conta que estão dimensionadas para o dobro da população agora existente.

O Centro Cultural será uma das mais emblemáticas, pela imponência do edifício, onde até agora funcionava o quartel dos Bombeiros Voluntários, mas também pelas valências que dá ao concelho, com a criação de um auditório com capacidade para 600 pessoas, mantendo o actual cine-teatro com 300 lugares, um museu, salão de festas e a biblioteca, construída no âmbito da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas e que já se encontra em funcionamento desde o ano passado.

Esta última, que custou 750 mil euros, custeados “a meias” entre a autarquia e o Estado, enquadra-se na tipologia BM1, que enquadra as bibliotecas públicas em concelho com menos de 20 mil habitantes.

De acordo com as especificações do projecto, está dotada de uma secção para leitores adultos, com 10.400 volumes para empréstimo e 6.300 para leitura no local, onde existem 24 lugares sentados. Estão ainda disponíveis 4.180 documentos áudio, vídeo e multimédia, assim como 1.400 periódicos.

Na secção infanto-juvenil, estarão disponíveis 3.640 volumes para empréstimo e 22 lugares sentados, assim como 2.000 documentos áudio, vídeo e multimédia. Para o Centro Cultural, que hoje será visitado e inaugurado pelo Presidente da República, Jaime Soares ainda um projecto em mente e que passa pela reconversão da actual parada num jardim, para usufruto dos utilizadores da infra-estrutura.

Tendo em conta que o quartel dos Bombeiros Voluntários foi reutilizado na criação do Centro Cultural de Vila Nova e Poiares, houve necessidade de construir um novo edifício, que também hoje será inaugurado pelo chefe de Estado.

Centro Municipal de Protecção Civil
Funcionando também como Centro Municipal de Protecção Civil, ocupa um espaço de 11 mil metros quadrados, sendo que destes, cerca de sete mil foram destinados à parada e heliporto.

O investimento de cerca de 1,5 milhões de euros traduziu-se na construção de três edifícios contíguos. Num deles fica instalada a direcção da corporação, o comando, centro de comunicações, secretaria, salão nobre, camaratas, balneários, refeitório e bar, enquanto que noutro, estarão as viaturas pesadas, uma casa-escola e um centro de formação. O último vai albergar a lavandaria, estação de serviço e os equipamentos especializados.

A visita de Cavaco Silva inicia-se com a inauguração das obras de ampliação e remodelação do edifício dos Paços do Concelho, cujo objectivo foi criar melhores condições para os funcionários e maior qualidade de serviços para os munícipes.

O imóvel, que mantém a fachada, ainda que limpa e pintada, foi inteiramente remodelado no seu interior, tendo sido acrescentado um piso no local onde estava o sótão e que passa agora a funcionar como Arquivo Municipal. Se os serviços com mais procura por parte dos munícipes foram concentrados no rés-do-chão, o edifício ganhou ainda uma cave, onde fica instalada a Polícia Municipal.

Novo edifício da ADIP aumenta valências
A visita do Presidente da República inclui ainda a inauguração e visita ao novo edifício da Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares (ADIP), que entrou em funcionamento recentemente, dando a possibilidade à IPSS de alargar o âmbito das suas valências. Assim, a ADIP dispõe agora de melhores condições para prestar os serviços de creche, ATL, Centro de Dia e Lar de Idosos.

Cavaco Silva chega a Poiares às 12h00, sendo recebido nos Paços do Concelho. Pelas 12h45, inaugura o Centro Cultural, seguindo-se uma sessão solene, com intervenções do chefe de Estado e de Jaime Soares.

Cerca de 20 minutos depois, o edifício sede da ADIP é formalmente inaugurado, seguindo-se, às 13h20, o descerrar da placa da praxe no novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova e Poiares.

Do DC

domingo, junho 14, 2009

É Preciso ter Lata



Jaime Soares acredita que Cavaco Silva vai voltar a credibilizar a política.

Representantes distritais das restantes candidaturas assumem derrota.
O presidente da Comissão Política Distrital de Coimbra do PSD, Jaime Soares, com a lata que lhe é habitual veio considerar que os portugueses fizeram a melhor opção ao elegerem Cavaco Silva como Presidente da República.
Foi feita a opção possivel para afirmar a credibilidade e auto-estima de muitos portugueses, disse Jaime Soares que nunca acreditou nem acreditava nem acredita em Cavaco Silva
Jaime Soares definiu a vitória do candidato apoiado pelo PSD como a demonstração de um sentimento arreigado dos portugueses para fazer voltar ao de cima a credibilização da política que anda muito em baixo, essencialmente nas autarquias.
Cavaco Silva vai fazê-lo, acrescentou, e vai mandar espiolhar as contas das autarquias e dos autarcas como as do Isaltino ,da Felgueiras e tambem do Avelino. Estes foram os primeiros , agora vão ser umas centenas. Que se cuidem os mais distraidos.

Este post foi colocadao a 23 Jan 2006 e vale a pena ser recordado.

sexta-feira, junho 05, 2009

O seu Numero de Eleitor

Se já possui o Cartão de Cidadão , adquiriu um novo numero de Eleitor.

Consulte assim o seu numero de Eleitor neste site.
Se não se lembra já do seu numero consulte tambem ...

www.recenseamento.mai.gov.pt/Default.aspx

quinta-feira, junho 04, 2009

Camara de Poiares em dificuldades

Incumprimento de obrigações por parte do estado.

O grande volume de investimento no concelho de Poiares, por parte da Câmara, tem associado a comparticipação estatal, mas as verbas até agora recebidas do Governo são exíguas e estão a causar dificuldades financeiras ao Município.

“É lamentável e vergonhoso”, diz o presidente da Câmara, a propósito do “incumprimento de obrigações por parte do Estado”, que coloca a autarquia “numa situação complicada”. “Este é um exemplo vivo de que se o Governo cumprisse, o Município estava a pagar a tempo e horas”, refere Jaime Soares, que acrescenta: “A Câmara está a fazer um esforço tremendo para colmatar a insuficiência financeira e prejudicar o menos possível os empreiteiros”.

Segundo o autarca, a construção do Centro Municipal de Protecção Civil e quartel dos Bombeiros não recebeu, até ao momento, nenhum financiamento, tendo a obra sido candidatada ao QREN, no âmbito da Comunidade Intermunicipal do Pinhal Interior Norte.

Em relação a outras duas obras, dos 320.000 euros referentes à remodelação dos Paços do Concelho e dos 300.000 euros referentes ao Centro Cultural, a Câmara ainda só recebeu do Governo um total de 150.000 euros.

Apesar de tudo, os projectos e os investimentos no concelho de Poiares não param, com Jaime Soares a destacar uma “aposta forte” na ampliação da zona industrial, com mais duas zonas contíguas com um total de 1 milhão e 400 mil metros quadrados, que terá a designação de “Universal Parque”, já aprovada pela Assembleia Municipal.

Está também em fase de arranque a construção do Estádio Municipal, que terá piso sintético relvado e balneários, e em fase de acabamento a construção da pré-primária de S. Miguel. Vão igualmente arrancar três centros educativos, um investimento de 4 milhões de euros, em Santa Maria, Santo André e São Miguel.

Jaime Soares continua a lutar pela melhoria das acessibilidades a Poiares, apontando o “abandono” da Estrada da Beira (EN 17), uma das via mais importantes para o concelho, e a ligação ao IP3, que está em fase de projecto e é uma obra com um custo aproximado de 8,5 milhões de euros.

Ainda sobre a EN 17, o presidente da Câmara não poupa críticas ao “caricato do planeamento das Estradas de Portugal”, nomeadamente ao facto de “fazerem uma via de grande dimensão e de elevados custos para ligar a Lousã à Estrada da Beira”. “Saúdo o município lousanense por ter conseguido uma auto-estrada de 7 km, para depois se percorrerem 20 e muitos quilómetros numa estrada de carro de bois” – comenta Jaime Soares.

Fonte: Camp. Provincia.

Troca de sangue matou

Coimbra: Tribunal condena técnica de análises e uma enfermeira

Troca de sangue matou

Uma enfermeira e uma técnica de análises clínicas foram condenadas a penas de multa pela morte de um doente, internado nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), a quem foi feita uma transfusão com um sangue incompatível. A decisão, agora confirmada pelo Tribunal da Relação, é considerada justa pela viúva: "Elas merecem porque o mataram ao darem-lhe o sangue errado", disse ontem ao CM Fernanda Santos, acrescentando que "não há perdão para o que fizeram".

Mário Simões morreu em 2001, tinha 58 anos. O Ministério Público avançou com um processo e a Relação confirmou a decisão da primeira instância: 3360 euros de multa à técnica de análises clínicas e três mil à enfermeira por homicídio negligente.

Mário Simões foi internado depois de um acidente de viação, em Vila Nova de Poiares, onde residia. Para a operação a que foi submetido nos HUC, os médicos pediram sangue ao serviço onde trabalhavam as arguidas.

A técnica, com base num registo, de 1992, enviou para o bloco operatório sangue do tipo A+, quando o da vítima era O+. Apesar de terem sangue do doente, não efectuaram um teste que demora dois minutos. Por isso, foi administrado sangue errado. A autópsia concluiu que a morte se deveu à "transfusão de sangue incompatível".

PORMENORES

DEMITIDAS

Além de condenadas pelo crime de homicídio negligente, as arguidas, hoje com 61 e 41 anos, foram alvo de um processo disciplinar e demitidas.

PEDIDA A ABSOLVIÇÃO

As duas recorreram da sentença da primeira instância, pedindo a absolvição, mas os juízes-desembargadores mantiveram a decisão na íntegra.

FERIDO GRAVE

Mário Simões residia com a mulher em Vendinha, Vila Nova de Poiares. Foi internado com ferimentos graves na sequência do embate frontal entre o seu ciclomotor e outro veículo.

sexta-feira, maio 29, 2009

As 10 frases mais polémicas de Marinho Pinto (Bastonário da Ordem dos Advogados)

"Há pessoas que ocupam cargos de relevo no Estado português que cometem crimes impunemente"
DN, 27 Janeiro 2008

"Um dos locais onde se violam mais os direitos dos cidadãos em Portugal, é nos tribunais"
SIC Notícias, 27 Junho 2008

"98% dos polícias à noite estão nas suas casa. É preciso haver polícias na rua à noite fardados"
Público, 27 Junho 2008

"Há centenas ou milhares de pessoas presas [em Portugal] por terem sido mal defendidas"
Público, 27 Junho 2008

"Vale tudo, seja quem for que lá esteja, desde magistrados a outros juristas, não se pode falar em justiça desportiva, mas em prevalência manifesta de interesses e de poderes"
RTP, 08 Julho 2008

"Eu não discuto com sindicatos. Os sindicatos querem é mais dinheiro e menos trabalho"
RTP, 10 Julho 2008

"Alguns magistrados pautam-se nos tribunais portugueses como os agentes da PIDE se comportavam nos últimos tempos do Estado Novo"
RTP, 10 Julho 2008

"Estão-se a descobrir podres que eram inimagináveis há meia dúzia de meses. E não é por efeito da crise. É por efeito da lógica do próprio sistema. Parece que o sistema financeiro só funciona com um pé do lado de lá da legalidade"
JN, 28 Dezembro 2008

"Uma senhora que furtou um pó de arroz num supermecado foi detida e julgada. Furtar ou desviar centenas de milhões de euros de um banco ainda se vai ver se é crime"
JN, 28 Dezembro 2008

"Pelos vistos, nenhum banco pode ir à falência"
Público, 30 Dez 2008

Num país anestesiado como o nosso, onde criminosos, corruptos e corruptores, políticos e doutores, ricos e poderosos estão tão bem defendidos por leis feitas à sua medida, quase nada nos indigna ou choca por muito tempo e, depois de deixar de ser notícia até é esquecido.
Portanto, as 10 frases mais polémicas de Marinho Pinto agitaram as águas turvas durante uns dias, salpicaram uns limpinhos (?), ofenderam outros, mas depois voltou tudo ao mesmo.

Ghandi conseguia manter-se limpo e não se ofender. Era uma excepção!

Como dizia o Pitigrili, "salvo o leitor e eu, são todos uns filhos da puta".


PS: vou ter que mandar estes comentários "sem filhos da puta", numa linguagem mais contida, para pessoas putativamente mais suceptíveis.

Desculpe-me se, no seu caso, me enganei na versão.

sábado, abril 25, 2009

A Recordar

sexta-feira, abril 24, 2009

Faleceu José Lopes, ex-presidente da CM de Miranda do Corvo

José Lopes, ex-presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, faleceu, hoje, vítima de cancro, aos 53 anos de idade..
O extinto, jurista, era marido de Celeste Lourenço e pai dos jovens Rui e Marta.
Depois de se ter dedicado à advocacia, José Lopes (PSD) presidiu à Câmara mirandense no quadriénio 1990/93, em substituição do médico Jaime Ramos (eleito em 1989 para quarto mandato, cuja conclusão interrompeu para exercer o cargo de governador civil de Coimbra).Numa fase posterior, o jurista foi membro do Conselho Directivo do Centro de Estudos e Formação Autárquica (CEFA) e colaborador do Banco Mundial, ao serviço do qual esteve em Angola, no Sudão e na Guiné-Bissau.O corpo encontra-se em câmara ardente na capela de Santo André, freguesia de Vila Nova, terra de onde José Lopes era natural.
O funeral realiza-se amanhã, às 16h30, para o cemitério local.

quinta-feira, abril 23, 2009

Mais de 600 escuteiros comemoram “S. Jorge” em Oliveira do Hospital

Encontro leva mais de 600 jovens a Oliveira do Hospital
No próximo fim-de-semana, são esperados mais de 600 escuteiros no parque dos Marmelos, para comemorar o Padroeiro do Escutismo Mundial – S. Jorge.

Os escuteiros da Diocese de Coimbra encontram-se, este fim-de-semana, 25 e 26 de Abril, em Oliveira do Hospital. O Parque dos Marmelos será o centro de todas as atenções, onde os mais de 600 escuteiros vão acampar em jeito de comemoração do S. Jorge 2009, entendido com “um exemplo sempre vivo do que um escuteiro deve ser”. “Quando ele enfrentava os perigos, situações temerosas, nunca tinha medo. Enfrentava-as corajosamente, sem procurar descanso”, lê-se no site do Corpo Nacional de Escutas.
Os Agrupamentos começam a chegar à cidade, pela manhã de sábado, devendo a montagem do campo ficar concluída até à hora de almoço. No período da tarde, terá lugar a “corrida de carros de rolamentos” – Madeira & Ferro – S. Jorge 2009, entre a rua Engenheiro António Campos e a rotunda. Depois do Jantar, realiza-se a segunda edição do Festival da Canção Escutista no Parque do Mandanelho.
O “Safari Fotográfico” ocupará a manhã de domingo, 26 de Abril, seguindo-se depois do almoço a Celebração Eucarística e Encerramento das actividades no Parque do Mandanelho.
Participam no encontro os agrupamentos de Santa Clara, Antanhol, Pombal, Côja, Vila Nova de Poiares, Arganil, S. Paio de Gramaços, Fala, Casal Comba, Barcouço, Penacova, Febres, Pedrógão Grande, Santa Apolónia, Carapinheira, Figueira de Lorvão, Vila Verde e Pereira.
O encontro é organizado pela Junta Regional de Coimbra do Corpo Nacional de Escutas com a colaboração do Agrupamento 880 – S. Paio de Gramaços, Oliveira do Hospital, e da respectiva autarquia.

quarta-feira, abril 22, 2009

As Calcinhas Amarelas

Alina Vaz e Tozé Martinho prosseguem digressão

Dia 25 no Centro Cultural de Poiares, sobe à cena "As calcinhas amarelas" de José Vilhena.

Esta comédia de boulevard tem-se apresentado em várias salas do país sempre com lotaçõs esgotadas. Uma digressão que deverá continuar prevendo a companhia de Tozé Martinho uma estada no Teatro Baltazar Dias, no Funchal.

“As calcinhas amarelas” de José Vilhena fez um enorme sucesso em finais da década de 1960, a quando da sua estreia, com Irene Isidro como protagonista. A produção é de Tozé Martinho que integra o elenco como protagonista e que inclui a primeiríssima actriz Alina Vaz, uma participação especial de aplaudir.
Esta peça estreou-se em Fevereiro na Covilhã e tem estado a percorrer o país, do elenco inicial há já uma baixa, Luís Zagallo que se encontra hospitalizado e será substituído Daniel Garcia. Zagallo assina a encenação e integrava mas um problema de saúde obrigou à sua hospitalização. Florbela Menezes, Rita Simões e Inês Simões, completam o elenco.
Comédia ligeira, que originalmente teve o título "Os infiéis defuntos" mas quando levada à cena pela primeira vez, em 1967, no Teatro Laura Alves, em Lisboa, tomou o titilo de “As calcinhas amarelas” e que foi um sucesso.
Tozé Martinho afirmou à imprensa que a peça foi adaptada mas mantém actualidade e faz rir em tempos cinzentos, por outro lado leva um teatro despretensioso para fora dos grandes centros, criando público e incentivando até os grupos locais.

domingo, abril 12, 2009

Ca estamos em ABRIL

Quando era adolescente sonhava com um país moderno, o contrário daquele em que Marcelo Caetano falava em família e colava cartazes na Praça da Republica a dizerem "Moçambique: Praias de Sol, Praias de Sonho" ou outro:" Droga, loucura, morte!".

Para mim um país moderno era uma sociedade como aquela que era descrita no livro "O Prémio", um romance medíocre, mas que para mim me relatava um tipo de vida inatingível: democracia, liberdade de expressão, libertação dos costumes e dos comportamentos. Sonhava com uma sociedade culta e igualitária, competente, sem preconceitos, uma sociedade de amor livre sem barreiras, sem as amarras do casamento tradicional, sem a opressão da religião. Uma sociedade com regalias e trabalho, com justiça e disciplina, com respeito pelos velhos e com uma preocupação muito especial nas crianças e na educação.

Era a social-democracia. Um sistema onde havia um nivelamento por cima, não demasiadas clivagens sociais, e uma parcimónia entre ordenados mais baixos e mais altos. Uma sociedade de famílias felizes , de solteirões felizes, com um cinema de arte, onde o Bergman era o arquétipo e Sven Nikvist o director de fotografia, que transformava a vida num preto-e-branco denso, fabricado com a luz natural, a que Deus nos dá.
Podia acrescentar a isto uma banda sonora de jazz, tão vibrante como aquela sequência matinal no filme Cenas da Vida Conjugal.

O que menos queria era um país ordinário e mesquinho, de novos-ricos e de gente trabalhadora à beira do limiar da pobreza. É o país das rotundas e das confrarias!!

De gestores que andaram anos a jogar em casinos da alta finança, de gente sem brio nem sentido profissional. Nunca imaginei um país de políticos sem missão, nem ideologia, nem modelo. Nunca pensei que a democracia fosse apenas e só a legitimação nas urnas do oportunismo e da corrupção.

Portanto: chegado aqui, em Abril, passados não sei quantos anos sobre uma revolução que foi uma ópera bufa total, a desilusão é evidente.

Não acham?

sexta-feira, março 27, 2009

Há mais incêndios em anos eleitorais

"VAMOS TER UM VERÃO DIFÍCIL"

Este ano, muito provavelmente, "vamos ter um Verão difícil" a nível de incêndios. Quem o admite é o próprio secretário de Estado das Florestas, Ascenso Simões, que ontem esteve em Faro na tomada de posse da Comissão Distrital de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

O governante confirmou, a par da governadora civil de Faro, que "há estatísticas que indicam que há mais incêndios em anos de eleições". A nível de prevenção, Ascenso Simões alertou para o facto de a GNR não poder "andar a fazer autuações a proprietários e as autarquias a olharem para o lado".

Quando há eleições legislativas ou autárquicas, nesse ano registam-se mais fogos florestais e a área ardida é maior do que a média. Uma análise aos dados sobre os incêndios, desde 1980, permite ainda concluir que os anos em que se escolhe o Governo são os piores.

Jaime Soares, da Federação de Bombeiros do Distrito de Coimbra, já tinha noção desta realidade. "São momentos de maior instabilidade e emocionalidade, que contribuem para essa situação", explica ao CM. Uma opinião idêntica à de outros responsáveis pela Protecção Civil e autarcas.

Em 27 anos (1980-2007) houve sete eleições autárquicas. Nestes períodos, os fogos florestais foram superiores à média em 6,68% e a área ardida também cresceu (4,54%). Nos nove anos em que foram escolhidos os governos, a área ardida subiu (16,8%), mas o número de ocorrências desceu (2,86%). E os anos de 1985 e 2005, em que as duas eleições coincidiram, foram dos piores de sempre – com 146 254 e 312 829 hectares de área queimada, respectivamente.

Para Jaime Soares, também presidente da Câmara de Poiares, estes dados "não significam, obviamente, que haja um envolvimento dos partidos ou dos políticos. O que acontece é que há pessoas mal formadas, que por desavenças ou maldade" decidem incendiar as florestas e muitas vezes porque os candidatos berram muito e insultam os adversarios, digo eu .

Os dados mostram que nos anos de eleições se registam, na maioria dos casos, mais incêndios – e, em metade das situações, maior área destruída do que nos anos imediatamente anteriores. Uma tendência reforçada este ano, já que vão realizar-se os dois escrutínios e a área ardida já é superior à do mesmo período de 2008.

quarta-feira, março 25, 2009

Oficial da GNR desiste de queixa

Oficial da GNR desiste de queixa contra comandantes e presidentes de bombeiros
O ex-comandante da Brigada Helitransportada da GNR sediada na Lousã desistiu hoje da queixa contra 17 comandantes e sete presidentes de bombeiros do distrito de Coimbra, no âmbito do processo instaurado em 2006 por alegado crime de difamação.

Albino Tavares, à data capitão da Brigada Helitransportada do Grupo de Intervenção Protecção e Socorro (GIPS), apresentou um processo crime por difamação agravada contra 24 elementos de várias corporações do distrito que, dentro da Federação dos Bombeiros do Distrito de Coimbra (FBDC), aprovaram em Setembro desse ano uma moção pública em que se «sentiu ofendido na honra».

Em causa estavam trocas de palavras entre o capitão da GNR e bombeiros de duas corporações, durante o combate a fogos.

Num comunicado emitido em Setembro de 2006, a estrutura distrital dos bombeiros criticava a postura do comandante da brigada helitransportada, que teria «ameaçado alguns bombeiros com prisão» no seguimento de dois episódios distintos passados com elementos das corporações de Penacova e Condeixa-a-Nova.

A Federação de Bombeiros lamentava o sucedido e solicitava ao ministro da Administração Interna, «com carácter urgente, a instauração de um inquérito» para apuramento dos factos, que nunca chegou a verificar-se.

Na mesma nota, aprovada com três votos contra e uma abstenção, a Federação exigia que o responsável da GNR «se retractasse», considerando estarem em causa «tão graves acusações e ameaças», demonstrativas da «falta de preparação ética, intelectual, moral e operacional».

O julgamento, com início previsto para hoje, terminou com um acordo entre as partes, depois de duas rondas de negociações que ocuparam quase toda a manhã.

Os arguidos subscreveram um documento em que afirmam que «o comunicado da Federação dos Bombeiros do Distrito de Coimbra, aprovado em reunião de Assembleia Geral, não visou ofender a ética, a honra, e a dignidade do major Albino Tavares, pois apenas foi proferido em sequência das divergências de âmbito operacional que se registaram em dois teatros de operações de combate a incêndios».

«Reitera-se portanto que nunca a Federação nem o seu presidente pretenderam colocar em causa ética, intelectual, moral e operacionalmente o senhor major Albino Tavares», refere o documento, acrescentando que aquela estrutura «jamais visou atingir outro objectivo, que não fosse o esclarecimento cabal dos factos».

No final, o major Albino Tavares disse aos jornalistas que se «dava por satisfeito» pelo acordo.
«A minha honra e legitimidade profissional foram repostas e para mim é quanto basta», disse.

Por seu lado, Jaime Soares, presidente da FBDC, considerou que o acordo «trouxe ao de cima aquilo que os bombeiros sempre disseram: que não quiseram minimamente beliscar a honra ou a dignidade de nenhum agente da GNR, o que estava em causa era uma questão de teatro de operações, que ficou esclarecida».

Caso o julgamento se realizasse estavam arroladas cerca de 60 testemunhas, de defesa e acusação, tendo só o presidente da FBDC apresentado 20 testemunhas, entre as quais o ministro e o secretário de Estado da Administração Interna, secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, ministro à altura dos factos.

Poiares vai investir em aquário único no país

Projecto em fase adiantada de estudo

É um dos mais pequenos concelhos do distrito de Coimbra, mas sonha ser grande, pelas gentes e pela obra, e não se escusa a avançar com projectos que marcam a diferença. Isso mesmo reconhece o presidente da autarquia, paladino e mentor da grande maioria dos projectos, uns mais originais do que outros. Original por excelência é a nova proposta que Jaime Soares acaba de “magicar” e que o executivo, agradado, aprovou por unanimidade.Em causa está a construção de um aquário de água doce, que pretende constituir um espaço de promoção, afirmação e estudo da biodiversidade, desta feita centrada na vida dos grandes rios portugueses, com uma incursão ao estrangeiro – eventualmente ao Amazonas - e ainda com um enfoque especial nos rios da região.
«Poiares tem de se afirmar pela diferença», defende Jaime Soares, que quis, agora, que essa afirmação passasse por duas componentes que reputa de fundamentais: as crianças e jovens, por um lado, e o estudo e o conhecimento por outro. Conjugados os dois factores, o presidente da autarquia poiarense juntou-se um outro: algo «que fosse importante para Vila Nova de Poiares e aqui atraísse muita gente, nomeadamente das escolas e das universidades». A componente biológica, da vida, e a vasta tradição lusa ligada ao mar e aos rios fez o resto. «O mar está longe de Poiares, mas temos os rios» e a ideia de um aquário de água doce, que recriasse a vida dos grandes rios e testemunhasse a riqueza da fauna e da flora que os caracterizam, ganhou forma na mente do autarca.
«Temos o Aquário Vasco da Gama, com mais de 100 anos, o Oceanário e, em Mora, também existe um projecto, mas pensámos uma coisa diferente», um projecto mais envolvente, mais global, com uma componente lúdica, mas também direccionado para o estudo e para a investigação. «Uma estrutura de afirmação regional e nacional e que pode mesmo ter projecção além fronteiras», adianta, sonhador, Jaime Soares.
Motivado pelo sonho, o autarca de Vila Nova de Poiares resolveu munir-se dos necessários instrumentos técnicos, no sentido de começar a dar forma à ideia. Confessa, então, que visitou vários países, onde esteve em contacto com as estruturas e com a tecnologia que “enformam” o projecto. Acompanhado por engenheiros, arquitectos e outros técnicos, o autarca de Poiares visitou vários países, nomeadamente França, Espanha, Itália e Bélgica e o que viu cimentou-lhe mais as ideias e o projecto, que ainda está no “segredo dos deuses”, já começou a tomar forma, com a garantia de que os autores – arquitectos e engenheiros, são portugueses, mas a tecnologia será «do mais avançado que se faz na Europa».
«Será um orgulho para a região e para o país», afirma o edil, sublinhando o papel decisivo que, em termos futuro, este equipamento pode ter para o estudo da biodiversidade, para a preservação do meio ambiente e para o ensino/educação dos mais jovens. De resto, poderá encarar-se como uma estrutura complementar, esta centrada na vida dos rios, relativamente ao projecto que a autarquia pretende desenvolver na Serra do Carvalho, que quer transformar num parque lúdico, de lazer e de preservação as espécies autóctones, quer em termos de fauna, quer de flora.
Investimento sustentável
O concelho que claramente tem uma “boa nota” em termos ambientais, pode e deve, no entender de Jaime Soares, fazer mais e melhor pela preservação das riquezas naturais e o aquário de água doce é, sem sombra de dúvida, o mais recente e também mais arrojado projecto. «Pretendemos criar, em Poiares, um grande centro de chamamento ao estudo e ao desenvolvimento de todas as espécies que têm nos rios o seu habitat natural», diz Jaime Soares.
A seu favor, para além das ideias, o concelho tem «condições naturais de excelência», refere o autarca, apontando ainda para a proximidade das universidades de Coimbra e de Aveiro, como elemento aglutinador em termos científicos, técnicos e de investigação. Sobretudo é «uma afirmação importante para o distrito».
O projecto está em fase avançada de estudo, reconhece o autarca, prometendo, que a breve trecho vai fornecer mais informações sobre o aquário de água doce.
Em principio e pela sua interioridade no concelho deve vir a ser criado no Rio Alva entre a Barragem das Fronhas e o Vimieiro numa grande extensão de percurso fluvial no concelho de Poiares. Na Rebordosa e com as infraestruturas lá existentes não haverá sossego para as especies em aquario natural. A zona oriental do concelho entre a Serra de S.Pedro Dias e o Rio Alva é um verdadeiro Santuario da flora e da fauna, onde existe a maior reserva de trutas autoctones.
Não deverá ser no Rio Mondego pois essa zona é muito mais de Penacova do que de Poiares. Adianta ainda que este projecto único e que se afirma pela diferença representa «um investimento absolutamente suportável», muito embora se escuse a avançar com valores, uma vez que, “o segredo é a alma do negócio”.Não deixa, todavia, de adiantar que, feitas as contas, se trata de «um investimento que se paga em pouco anos», tendo em conta que os estudos feitos e a experiência vivenciada noutros países garantem o total «êxito e a sustentabilidade do empreendimento». «É uma aposta ganhadora e de grande importância para a criação de riqueza em Poiares», remata Jaime Soares, sublinhando que os “ganhos” vão muito para além do concelho, «envolvendo a região e o país», uma vez que o que se pretende criar é uma «uma estrutura única, de afirmação nacional e além fronteiras», que conjuga «empreendedorismo, inovação e modernidade», ao serviço da ciência, da cultura, dos jovens e do ambiente.
in DCoimbra
pikado do Blog da Moura Morta